sexta-feira, 23 de outubro de 2026
As assembleias populares - uma resposta adequada da Juventude Portuguesa enfrentando os lobistas da Habitação inacessível
quinta-feira, 22 de outubro de 2026
Basta!
domingo, 11 de outubro de 2026
Rap, Grunge e Techno: as novas tribos da contracultura dos anos 90, consolidando o legado punk e pós-punk dos anos 80
Como recordei anteriormente, o movimento punk e o pós-punk dos anos 80 moldaram-nos não apenas o gosto musical, mas a própria coluna vertebral e a ética de vida. O underground dessa altura era, na sua essência, um espaço de total liberdade e inclusão radical: não éramos homofóbicos, racistas, gordofóbicos, idadistas ou transfóbicos. Rejeitávamos qualquer preconceito, discriminação ou moralismo tacanho. A margem era o nosso refúgio de igualdade, onde a diferença de cada um era acolhida sem rótulos ou julgamentos.
Com a chegada dos anos 90, essa matriz de liberdade desdobrou-se em novas tribos. Fala-se frequentemente do rap, do grunge e do techno como "movimentos de subversão cultural" dos anos 90 em Portugal. No entanto, mais do que ruturas absolutas, muitos destes fenómenos herdaram ou diluíram o espírito de resistência que o punk e o pós-punk já tinham conquistado nos anos 80. Ainda assim, ao redefinirem a música, a estética e os pontos de encontro da juventude, acabaram por moldar a forma como se vivia à margem no Portugal dessa década.
sábado, 10 de outubro de 2026
Do Punk ao Techno: memórias de como era viver a noite e a contracultura dos anos 80 e 90
terça-feira, 28 de abril de 2026
GENER8ION - STORM starring Yung Lean
A colaboração entre o projeto francês GENER8ION, liderado pelo produtor Surkin, e o artista sueco Yung Lean, resultou numa obra audiovisual de impacto imediato que utiliza a música para explorar as tensões da juventude contemporânea. O tema "STORM" apresenta-se como um híbrido entre o eletrónico industrial e o Cloud Rap melancólico, mas é na sua representação visual, dirigida por Romain Gavras, que reside a maior carga interpretativa. As filmagens tiveram lugar na Bélgica, no Collège Cardinal Mercier, em Braine-l'Alleud, cuja arquitetura neo-gótica e imponente confere ao vídeo uma atmosfera de autoridade e tradição, evocando o imaginário dos colégios internos britânicos para criar um cenário de isolamento e claustrofobia.
A escolha do Collège Cardinal Mercier, na Bélgica, como cenário para as filmagens foi uma decisão estratégica que fundamenta toda a narrativa visual da obra. A arquitetura neo-gótica e o ambiente académico do colégio transmitem uma sensação imediata de tradição, autoridade e claustrofobia, servindo como o palco perfeito para representar uma instituição que molda, e muitas vezes limita, o comportamento dos jovens. Este cenário oferece um contraste estético poderoso, onde a beleza clássica e organizada do espaço serve de contraponto à energia caótica, brutal e moderna da música de GENER8ION e à performance de Yung Lean. Este choque propositado entre o "velho mundo", representado pelas paredes de tijolo e corredores históricos, e o "novo mundo", marcado pelo rap e pela agressividade juvenil, é uma das marcas registadas da direção de Romain Gavras. Além disso, ao filmar na Bélgica enquanto evoca um estilo visual internacional, o vídeo adquire uma qualidade universal, deixando de ser apenas um retrato de um problema britânico ou francês para se tornar uma observação abrangente sobre a condição da juventude europeia contemporânea.
Relativamente ao debate sobre a masculinidade, o projeto não parece ter como objetivo glorificar comportamentos tóxicos, mas sim expô-los como uma performance social inevitável em ambientes de repressão institucional. Ao retratar rituais de iniciação agressivos no interior deste colégio histórico, o realizador utiliza uma estética cinematográfica de luxo para evidenciar o vazio e a brutalidade dessas interações. A presença de Yung Lean, que encarna o papel de líder, reforça este sentimento; a sua postura não é a de um herói triunfante, mas a de alguém preso a um papel que exige uma dureza constante perante os seus pares.
O ponto de viragem para a denúncia surge através da coreografia de Damien Jalet, onde a violência física bruta se transfigura em expressão artística coletiva nos pátios e corredores do Collège Cardinal Mercier. Esta transição sugere que a energia canalizada para a masculinidade tóxica é, na verdade, uma forma distorcida de necessidade de pertença e movimento. Ao transformar o confronto em dança, "STORM" retira a máscara da agressividade e revela a vulnerabilidade escondida sob os códigos de conduta masculinos. Assim, a obra funciona como um espelho crítico, utilizando a beleza monumental do cenário belga para prender o espetador a uma reflexão desconfortável sobre como as instituições e os grupos moldam a identidade dos jovens.
quarta-feira, 4 de fevereiro de 2026
Twenty One Pilots - Paladin Strait
quarta-feira, 27 de agosto de 2025
Palestina - Música como Resistência
quarta-feira, 9 de agosto de 2023
Capicua - Sereia Louca
Beijar a boca de um homem, embranhar-se no mastro
Queria perder as escamas e rasgar as barbatanas
Até que pernas humanas lhe saissem da carne
Poder conhecer o doce o amargo e o ácido
Ali tudo era salgado azulado e aquático
Partir o aquário deixar de vez o Atlântico
E rogava por ajuda dos marinheiros com o seu cântico
Mas seu cântico era grito que não suportavam
E só Ulisses vivera depois de a ter escutado
O seu canto era um feitiço carpido como o fado
Que levava navios perdidos para outro lado
Eu tenho um búzio que me diz coisas estranhas ao ouvido (4x)
Sua voz era livre como ela não era
Como sempre quisera que o seu corpo fosse
E por cantar o sonho e a sua quimera
Era para as almas como um cúmplice
Forte como um coice, como uma foice
Trespassava gelada o silêncio fundo da noite
Enquanto a sua melodia como a maresia
Envolvia em maravilha a lonjura da sua corte
Chega a maré vazia para lavar em água fria
A sua melancolia e o medo da morte
Não é que a lágrima é da mesma água salgada
Gritava entre o mar e a estrela da madrugada
Eu tenho um coração de esponja que cresce com a tristeza (4x)
Sereia louca que vai deixar tentar deixar o mar
Com a coragem de quem sai do seu habitat
Sereia louca que vai gritar, chorar
Bramir, esbracejar tentar até conseguir
Sereia louca que vai sentir a falta do mar
Sentir a falta do ar que há neste lugar
Sempre que digam que é louca
É melhor muda que rouca
Eu fico nua que é roupa que aperta o respirar
E grito ainda mais alto neste barco suspenso
Que pior que o meu canto há-de ser o meu silêncio
Pior que o meu canto há-de ser o meu silêncio
Eu tenho um búzio que me diz coisas estranhas ao ouvido (4x)
Eu tenho um coração de esponja que cresce com a tristeza (4x)
Não é que a lágrima é da mesma água salgada
Gritava entre o mar e a estrela da madrugada
E grito ainda mais alto neste barco suspenso
Que pior que o meu canto há-de ser o meu silêncio!
É muito lucrativo que o mundo tenha medo
segunda-feira, 27 de março de 2023
Papa Francisco rapper
sexta-feira, 23 de setembro de 2022
Música do BioTerra: Ben Mazué - Quand je marche
terça-feira, 13 de setembro de 2022
Música do BioTerra: Ed Sheeran - Cross Me (feat. Chance The Rapper & PnB Rock) [Official Lyric Video]
Don't worry 'bout her, that's my seed, yup, that's all me
Just know, if you cross her, then you cross me
Cross me, cross me, if you, if you, if you, if you (Fred again)
Don't worry 'bout her, that's my seed, yup, that's all me
Just know, if you cross her, then you cross me
Cross me, cross me, if you, if-
Me and her have something different
I really need all you to understand
That nobody's coming close
And I don't ever wanna run around
I spent my youth jumping in and out
But you know I fucking love her now
Like nobody ever could
terça-feira, 19 de julho de 2022
Dossiê Música Rock





