Como recordei anteriormente, o movimento punk e o pós-punk dos anos 80 moldaram-nos não apenas o gosto musical, mas a própria coluna vertebral e a ética de vida. O underground dessa altura era, na sua essência, um espaço de total liberdade e inclusão radical: não éramos homofóbicos, racistas, gordofóbicos, idadistas ou transfóbicos. Rejeitávamos qualquer preconceito, discriminação ou moralismo tacanho. A margem era o nosso refúgio de igualdade, onde a diferença de cada um era acolhida sem rótulos ou julgamentos.
Com a chegada dos anos 90, essa matriz de liberdade desdobrou-se em novas tribos. Fala-se frequentemente do rap, do grunge e do techno como "movimentos de subversão cultural" dos anos 90 em Portugal. No entanto, mais do que ruturas absolutas, muitos destes fenómenos herdaram ou diluíram o espírito de resistência que o punk e o pós-punk já tinham conquistado nos anos 80. Ainda assim, ao redefinirem a música, a estética e os pontos de encontro da juventude, acabaram por moldar a forma como se vivia à margem no Portugal dessa década.
Ao contrário do rock tradicional, o rap português não nasceu nos clubes do centro da cidade, mas sim na periferia e nos bairros sociais da Grande Lisboa, da Margem Sul (como São João da Talha, Cova da Moura, Chelas ou Miratejo) e do Porto. O movimento começou a ganhar corpo no final dos anos 80 através dos B-Boys e do breakdance em pontos de encontro como o Areeiro ou as Amoreiras, atingindo dimensão nacional em 1994 com a histórica compilação Rapública, onde sobressaiu o icónico «Não Sabe Joaquina» dos Black Company. Enquanto as subculturas anteriores expressavam a sua angústia através da poética e do niilismo, o hip-hop trouxe o realismo cru, dando voz à denúncia do racismo institucional, do desemprego, da discriminação policial e das vivências da periferia através de nomes como General D, Boss AC, Da Weasel, Mind Da Gap, Dealema ou Chullage. A sua estética era vincadamente pragmática e Do It Yourself: sem acesso a marcas americanas, usavam-se calças e camisolas de fato de treino vários tamanhos acima (oversized), casacos desportivos, ténis clássicos como os Adidas Superstars ou Nike Air Max, bonés virados e hoodies largos, enquanto o grafiti cobria os muros e os comboios suburbanos.
Em simultâneo, o grunge (cujos adeptos eram frequentemente apelidados de gungas na gíria jovem portuguesa) conquistou a juventude através do impacto do rock alternativo vindo de Seattle, com bandas como Nirvana, Pearl Jam, Soundgarden ou Alice in Chains. A estética gunga representou uma rejeição direta ao consumo ostensivo e ao estilo "engomado" do mainstream, traduzindo-se num desleixo calculado e numa postura melancólica de desassossego. O uniforme de rua era inconfundível: camisas de flanela xadrez desgastadas e abertas sobre t-shirts de bandas, calças de ganga rotas ou desfiadas, casacos de malha cardada oversized, gorros de lã descatados e calçado como os ténis Converse All Star velhos ou botas estilo Doc Martens. Ser gunga significava adotar uma atitude antirótulos e anti-sistema, habitando os pontos de encontro ao ar livre, escadarias da cidade, concertos de garagem e os festivais de Verão emergentes.
Por sua vez, o techno afirmou-se como uma força contracultural igualmente poderosa, mas articulada de forma oposta aos discursos verbais do rap ou do grunge. Se estes lutavam através da palavra e da denúncia explícita, o techno afirmava-se pela abolição do discurso, pela despersonalização e pela libertação do corpo na dança. A cultura acid house e as free parties rejeitavam o circuito comercial dos clubes com seguranças e consumos mínimos, deslocando a festa para armazéns devolutos, pedreiras, herdades e praias isoladas - verdadeiras Zonas Autónomas Temporárias. Nas raves, a atenção deixava de estar num palco ou num culto de personalidade: o DJ tocava frequentemente na penumbra e a pista não tinha orientação fixa, promovendo a dissolução do ego e a igualdade absoluta. A batida hipnótica contínua (4/4) e os eventos que se prolongavam até ao meio do dia seguinte eram um ato de resistência contra a rotina de trabalho e a moral tradicional. A estética raver rompeu por completo com o visual escuro dos anos 80, priorizando o conforto e a liberdade de movimento com tons néon e fluorescentes, tecidos sintéticos, calças baggy e cargo e uma panóplia de acessórios funcionais: pequenas bolsas de cintura, óculos de sol futuristas usados no escuro, apitos, chupetas, chapéus bucket para o sol da manhã e, acima de tudo, a garrafa de água e os ténis de sola grossa (como as lendárias Buffalo), desenhados para suportar maratonas de impacto no betão.
Recordo-me sempre e tenho orgulho de ter vivenciado talvez uma das épocas mais felizes, depois de ouvir falar, na altura, dos anos 60 e em particular do Maio de 68. Absorvíamos um pouco de tudo: música gótica, metaleira, música de pista de dança, música clássica. Aqui em Portugal, os bares e discotecas tinham seguranças e formavam-se filas para entrar; no entanto, alguém conhecido do segurança entrava logo, criando desconforto e indignação. Ao passo que em Espanha era tudo aberto. O pessoal bebia, falava num bar e entrava noutro, num circuito aberto.
Nesta época fui membro de uma banda de garagem gótica, inspirada sobretudo nos The Cure, Joy Division, The Chameleons, Einstürzende Neubauten, Virgin Prunes e In The Nursery (bebíamos também um pouco de The Fall). Chamava-se Lilás Postes Mórbidos.
Nos anos 80, o pós-punk, o goth, o new wave e a música industrial ergueram-se não apenas como géneros musicais, mas como verdadeiras armaduras existenciais. As pistas de dança dos bares e clubes alternativos cheiravam a fumo denso de cigarro, laca e suor. Dançava-se de forma introspectiva e solitária, envolto em gabardinas escuras, cabelos esculpidos a spray e botas pesadas, num ambiente dominado pelo niilismo e pela penumbra.
A ética do Do It Yourself (DIY) era verdadeiramente o coração pulsante da cena, sobretudo entre punks, góticos e metaleiros. Num Portugal onde a oferta de roupa alternativa era escassa ou proibitivamente cara - sem fast fashion, lojas online ou encomendas à distância de um clique -, pertencer ao underground exigia tanta criatividade manual quanto devoção musical.
As t-shirts pretas de algodão barato tornavam-se telas em branco. Usava-se tinta de tecido, lixívia para criar padrões manchados e escorridos, stencils feitos à mão em radiografias velhas ou cartão, e giletes para cortar golas e mangas. Os casacos de cabedal ou de ganga eram autênticas obras de arte em construção permanente: pintavam-se os logótipos das bandas com pincéis finos, cravavam-se picos e tachas comprados em retrosarias, e cosiam-se remendos (patches) feitos a partir de restos de tecido e marcadores permanentes. As correntes vinham muitas vezes do hardware ou de ferragens de construção civil, e os alfinetes de dama serviam tanto para segurar rasgões como para afirmar uma estética.
Havia também um ecossistema económico e social paralelo. Nas poucas feiras de rua, mercados de velharias, concertos em garagens ou em pequenos festivais locais, surgiam bancas improvisadas em panos estendidos no chão. Aí vendiam-se e trocavam-se t-shirts personalizadas, pendentes em estanho ou cabedal, pins artesanais, cassetes gravadas com capas desenhadas à mão (tape trading) e fanzines fotocopiadas em papel de fraca gramagem. A troca não era apenas material; era a forma primordial de criar redes de contactos. Mudar de cidade ou ir a um concerto noutro ponto do país significava levar a mochila cheia de material para vender ou trocar por algo que não se conseguia encontrar na própria terra.
Essa dimensão artesanal garantia que quase ninguém vestia a mesma peça. A identidade não se comprava feita numa prateleira; construía-se com paciência, cheiro a tinta, agulhas picadas nos dedos e muitas horas passadas no quarto a aperfeiçoar a estética da sua própria tribo.
Sem a facilidade dos ecrãs, a logística de todo este ecossistema assentava em redes orgânicas e analógicas. Para saber onde era a festa ou o concerto da noite, dependia-se do passa-palavra, do papel fotocopiado dos flyers distribuídos à porta das lojas de discos ou nas faculdades, e da sintonização em emissoras de rádio piratas e programas de autor. Como era impossível avisar de um atraso no caminho, os pontos de encontro tinham de ser cumpridos com pontualidade rigorosa. Se alguém falhasse no local combinado, perdia a pista do resto do grupo até à manhã seguinte.
Acima de tudo, sair à noite nessa época significava viver no presente absoluto. Ao cruzar a porta de casa, cada pessoa desaparecia do radar do mundo convencional, usufruindo de uma liberdade radical na invisibilidade. Não havia o registo compulsivo do momento, nem fotografias instantâneas para alimentar expectativas alheias. As raras imagens eram captadas por máquinas descartáveis e o resultado só era revelado semanas mais tarde. A verdadeira prova de uma noite lendária ficava guardada no zumbido persistente nos ouvidos ao amanhecer, nos bilhetes de autocarro amarrotados nos bolsos e na pertença visceral a uma tribo urbana que partilhava a mesma margem do mundo
Entretanto, fiz rádio, numa altura em que houve um boom de rádios clandestinas. A banda, o círculo de amigos underground (dentro e fora da Faculdade) e a rádio foram relevantes em termos pessoais. Foi uma fase em que precisava mesmo disso, pois fatalmente faleceu, com 42 anos, a minha irmã mais velha. Tinha 22 anos.
Sabíamos e ouvíamos falar da Movida espanhola. Quantas vezes preferia ir a Santiago de Compostela curtir a noite do que ficar no Porto. Sucede que um grupo de galegos, em conversa, nos sugeriu ir até Madrid. Bora lá, nem hesitámos. Durante as 5 horas de viagem, era a desbunda total. De tudo falámos e tudo cantámos juntos. O inglês dos espanhóis era sofrível e ríamo-nos muito. Qual cancel culture, virtue signaling, wokismo e outras "moralidades" da era digital. Não existiam, nem imaginávamos nada disso. Puramente diversão, muita filosofia on the road, falávamos dos escritores e realizadores que partilhávamos em comum e pouco mais.
Com a viragem para os anos 90, iniciaram-se nas vagas divergentes e, ao mesmo tempo, de contracultura: o techno, o grunge e o rap.
La Cabra resume um pouco tudo o que atrás descrevi. Quando foi lançada, em 1993, uniu toda a juventude da época (desde os adolescentes até aos que, como eu, já estavam a entrar nos 26-27 anos). O seu único objetivo é a sátira social, o humor escrachado e a provocação irreverente. Antes de se tornar uma faixa eletrónica dos The Farmlopez, esta letra já pertencia ao cancioneiro popular anónimo de Espanha. Era o tipo de música cantada em viagens de autocarro, festas de aldeia, casamentos e tunas académicas. O significado prático da canção é ser um hino de folia e desbunda (el desmadre), feito especificamente para as pessoas cantarem juntas quando já consumiram algum álcool e querem apenas festejar sem pensar em regras.
And you won’t die for some if you don’t stand for none
[Chorus]
So just go ahead and run
Run, run, run, run, run
Just go ahead and run
Run, run, run, just go a-
If you won’t die for some (If you won’t die for some)
If you don’t stand for none (If you don’t stand for none)
[Verse 2]
Got a death wish
It’s on my hit list
I’m on the blacklist
On the Forbes list
[Chorus]
So just go ahead and run
Run, run, run, run, run
Just go ahead and run
Run, run, run, run, run
If you won’t die for some (If you won’t die for some)
If you don’t stand for none (If you don’t stand for none)
[Outro]
Hey, hey (Hey, hey) 5X
You got a death wish
O significado da canção "STORM" reside na exploração do caos interior, da alienação e da busca por libertação num mundo que parece estar permanentemente à beira de um colapso. O título funciona como uma metáfora dupla, referindo-se tanto à turbulência emocional da juventude como a uma mudança social inevitável e, por vezes, violenta. Através da entrega vocal melancólica de Yung Lean, a letra evoca um sentimento de niilismo e sobrevivência, sugerindo a necessidade de resiliência individual dentro de um sistema opressor, onde o indivíduo se torna tão frio e implacável quanto o ambiente hostil que o rodeia para conseguir navegar a incerteza.
Musicalmente, a produção de GENER8ION utiliza sonoridades industriais e batidas metálicas que simulam uma maquinaria rígida, criando uma tensão constante entre a ordem institucional e o caos emocional. A canção sugere que este caos não deve ser evitado, mas sim abraçado como um catalisador para a transformação. O significado culmina numa ideia de catarse e transmutação, especialmente visível na transição para a segunda parte da composição, onde a música se torna mais melódica e coral. Este momento simboliza que, após a libertação da energia agressiva, pode surgir uma nova forma de união transcendente.
Em última análise, "STORM" aborda o vazio existencial de uma geração que, apesar da hiperconectividade, luta contra o ruído constante da pressão social e da informação. A obra representa, portanto, um momento de rutura: o som do colapso de velhas estruturas e o nascimento de algo novo e desgovernado através da força da juventude. É um comentário sobre a necessidade de encontrar uma voz própria e de transformar a dor em movimento coletivo antes que o sistema consuma a individualidade.
A colaboração entre o projeto francês GENER8ION, liderado pelo produtor Surkin, e o artista sueco Yung Lean, resultou numa obra audiovisual de impacto imediato que utiliza a música para explorar as tensões da juventude contemporânea. O tema "STORM" apresenta-se como um híbrido entre o eletrónico industrial e o Cloud Rap melancólico, mas é na sua representação visual, dirigida por Romain Gavras, que reside a maior carga interpretativa. As filmagens tiveram lugar na Bélgica, no Collège Cardinal Mercier, em Braine-l'Alleud, cuja arquitetura neo-gótica e imponente confere ao vídeo uma atmosfera de autoridade e tradição, evocando o imaginário dos colégios internos britânicos para criar um cenário de isolamento e claustrofobia.
A escolha do Collège Cardinal Mercier, na Bélgica, como cenário para as filmagens foi uma decisão estratégica que fundamenta toda a narrativa visual da obra. A arquitetura neo-gótica e o ambiente académico do colégio transmitem uma sensação imediata de tradição, autoridade e claustrofobia, servindo como o palco perfeito para representar uma instituição que molda, e muitas vezes limita, o comportamento dos jovens. Este cenário oferece um contraste estético poderoso, onde a beleza clássica e organizada do espaço serve de contraponto à energia caótica, brutal e moderna da música de GENER8ION e à performance de Yung Lean. Este choque propositado entre o "velho mundo", representado pelas paredes de tijolo e corredores históricos, e o "novo mundo", marcado pelo rap e pela agressividade juvenil, é uma das marcas registadas da direção de Romain Gavras. Além disso, ao filmar na Bélgica enquanto evoca um estilo visual internacional, o vídeo adquire uma qualidade universal, deixando de ser apenas um retrato de um problema britânico ou francês para se tornar uma observação abrangente sobre a condição da juventude europeia contemporânea.
Relativamente ao debate sobre a masculinidade, o projeto não parece ter como objetivo glorificar comportamentos tóxicos, mas sim expô-los como uma performance social inevitável em ambientes de repressão institucional. Ao retratar rituais de iniciação agressivos no interior deste colégio histórico, o realizador utiliza uma estética cinematográfica de luxo para evidenciar o vazio e a brutalidade dessas interações. A presença de Yung Lean, que encarna o papel de líder, reforça este sentimento; a sua postura não é a de um herói triunfante, mas a de alguém preso a um papel que exige uma dureza constante perante os seus pares.
O ponto de viragem para a denúncia surge através da coreografia de Damien Jalet, onde a violência física bruta se transfigura em expressão artística coletiva nos pátios e corredores do Collège Cardinal Mercier. Esta transição sugere que a energia canalizada para a masculinidade tóxica é, na verdade, uma forma distorcida de necessidade de pertença e movimento. Ao transformar o confronto em dança, "STORM" retira a máscara da agressividade e revela a vulnerabilidade escondida sob os códigos de conduta masculinos. Assim, a obra funciona como um espelho crítico, utilizando a beleza monumental do cenário belga para prender o espetador a uma reflexão desconfortável sobre como as instituições e os grupos moldam a identidade dos jovens.
"Paladin Strait" é a décima terceira e última faixa do álbum Clancy, lançado pelos Twenty One Pilots no Spotify em 2024.
"Paladin Strait" de Twenty One Pilots explora a travessia de um estreito como metáfora para batalhas internas e desafios externos, conectando a jornada de Clancy à luta contra os Bispos de Dema. O trecho “I would swim the Paladin Strait / Without any floatation / Just a glimpse of visual aid / Of you on the other shoreline” (Eu nadaria pelo Estreito Paladin / Sem qualquer flutuação / Apenas um vislumbre de ajuda visual / De você na outra margem) mostra a disposição do protagonista em enfrentar grandes dificuldades, motivado pela esperança de reencontrar alguém importante, mesmo sem garantias de sucesso. Esse momento reforça o tema da coragem diante do desconhecido, alinhando-se à narrativa do álbum, em que Clancy precisa superar obstáculos internos e externos para se libertar.
A música faz referência direta aos “banditos” e ao antagonista “Nico”, conectando-se ao universo dos álbuns anteriores, como Trench e Blurryface. O verso “On the ground are banditos / Fighting while I find Nico” (No chão estão os banditos / Lutando enquanto procuro Nico) sugere que Clancy não está sozinho, mas conta com o apoio de uma comunidade – uma metáfora para o suporte dos fãs, reforçada nas apresentações ao vivo em que a banda mistura elementos de "Bandito". O clímax, com Clancy gritando “Show yourself!, I yell louder” (Mostre-se!, eu grito mais alto), marca o confronto direto com seus medos e adversários. O final enigmático – “So few, so proud, so emotional / Hello, Clancy” (Tão poucos, tão orgulhosos, tão emocionados / Olá, Clancy) – deixa em aberto se a jornada representa um fim ou um novo começo, refletindo o mistério intencional que Tyler Joseph destaca sobre o desfecho da saga. A música aborda temas de determinação, vulnerabilidade e a importância da coletividade para superar adversidades.
O professor de música Palestiniano Ahmed Muin lidera os seus alunos da Cidade de Gaza com canções a cappella. Em Gaza, até as vozes resistem, erguendo-se acima do zumbido incessante dos drones.
Sheel sheel ya Jamali
Carry, carry the camel, oh camel driver
Sheel ya hawatak b’Allah
I protect you by God
Dem Al shaheed mutaar bil hael
The martyr’s blood is scented with cardamom
Leel ya Leelo
Night, oh night
Wael wael al thaleme
Woe, woe to the oppressor
Wael Wello min Allah
Woe to him from God
La Ishar ala nujoom el leel
Who stays up with the stars of the night
Ana da wellu
I will heal him
No dia 14 de agosto de 2025 o Cardeal Matteo Zuppi, presidente da Conferência Episcopal Italiana e arcebispo de Bolonha. , conduziu um vigília de oração que durou cerca de sete horas, durante a qual leu em voz alta, nome por nome, 12.211 crianças palestinianas e 16 crianças israelitas mortas desde o início da guerra entre Israel e Hamas, a partir de 7 de outubro de 2023. O registo continha 469 páginas, e os nomes foram lidos num local simbólico: as ruínas da igreja de Casaglia, em Monte Sole de Marzabotto, palco de um massacre nazi em 1944.
Ela queria usar sapatos, dançar de salto alto Beijar a boca de um homem, embranhar-se no mastro Queria perder as escamas e rasgar as barbatanas Até que pernas humanas lhe saissem da carne Poder conhecer o doce o amargo e o ácido Ali tudo era salgado azulado e aquático Partir o aquário deixar de vez o Atlântico E rogava por ajuda dos marinheiros com o seu cântico Mas seu cântico era grito que não suportavam E só Ulisses vivera depois de a ter escutado O seu canto era um feitiço carpido como o fado Que levava navios perdidos para outro lado
Eu tenho um búzio que me diz coisas estranhas ao ouvido (4x)
Sua voz era livre como ela não era Como sempre quisera que o seu corpo fosse E por cantar o sonho e a sua quimera Era para as almas como um cúmplice Forte como um coice, como uma foice Trespassava gelada o silêncio fundo da noite Enquanto a sua melodia como a maresia Envolvia em maravilha a lonjura da sua corte Chega a maré vazia para lavar em água fria A sua melancolia e o medo da morte Não é que a lágrima é da mesma água salgada Gritava entre o mar e a estrela da madrugada
Eu tenho um coração de esponja que cresce com a tristeza (4x)
Sereia louca que vai deixar tentar deixar o mar Com a coragem de quem sai do seu habitat Sereia louca que vai gritar, chorar Bramir, esbracejar tentar até conseguir Sereia louca que vai sentir a falta do mar Sentir a falta do ar que há neste lugar Sempre que digam que é louca É melhor muda que rouca Eu fico nua que é roupa que aperta o respirar E grito ainda mais alto neste barco suspenso Que pior que o meu canto há-de ser o meu silêncio Pior que o meu canto há-de ser o meu silêncio
Eu tenho um búzio que me diz coisas estranhas ao ouvido (4x)
Eu tenho um coração de esponja que cresce com a tristeza (4x)
Não é que a lágrima é da mesma água salgada Gritava entre o mar e a estrela da madrugada E grito ainda mais alto neste barco suspenso Que pior que o meu canto há-de ser o meu silêncio!
Outra imagem do Papa Francisco com uma roupa “inesperada” foi partilhada por milhares de pessoas nas redes sociais. Nem o facto de ter sido criada com inteligência artificial travou as brincadeiras dos internautas.
Francisco é reconhecido por ser um Papa um tanto ou quanto inovador e revolucionário, mas quando este sábado foi divulgada uma imagem nas redes sociais em que aparecia com um casaco “puffer”, a internet entrou em ebulição. No entanto, a fotografia - que fez sucesso pelo mundo fora - não é real e foi criada com o Midjourney.
Comentários nas redes sociais: "Papa puff" ou "Pope Francis walking onto Ryanair flight trying to avoid extra baggage fees."
Tempos bizarros mesmo. Soube da morte estúpida do Rapper PnB Rock. Estou mesmo triste. Este tema, cantado com Ed Sheeran, lançado em 2019, associo muito ao "Imagine" de John Lennon do séc. XXI.
No guns, no drugs, no money...just love each other, respect each other.
LYRICS
Anything she need, she can call me Don't worry 'bout her, that's my seed, yup, that's all me Just know, if you cross her, then you cross me Cross me, cross me, if you, if you, if you, if you (Fred again)
Anything she need, she can call me Don't worry 'bout her, that's my seed, yup, that's all me Just know, if you cross her, then you cross me Cross me, cross me, if you, if-
And she ain't messing with no other man Me and her have something different I really need all you to understand That nobody's coming close And I don't ever wanna run around I spent my youth jumping in and out But you know I fucking love her now Like nobody ever could
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