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quarta-feira, 12 de agosto de 2020

Entrevista a John Perkins






John Perkins is an American author. His best known book is Confessions of an Economic Hit Man, in which Perkins claims to have played a role in an alleged process of economic colonization of Third World countries on behalf of what he portrays as a cabal of corporations, banks, and the United States government.

sábado, 18 de fevereiro de 2017

Documentário - O que está errado com o Mundo? por John Perkins



Confesso que há muito tempo um livro não me perturbava tanto. Acho que o último que me deixou desorientado desta forma foi o “Sem Vestígios”, que tratava das confissões de um torturador do aparato de repressão brasileiro. Falo de “Confissões de um Assassino Económico”, de John Perkins.

A história do livro é a seguinte: um economista é recrutado para servir como “Assassino Económico” – ou simplesmente “AE” – durante a década de 70. Depois se torna presidente de uma empresa de energia alternativa até que se arrepende e resolve contar a sua história.

E o que seria um “AE” ? São técnicos – basicamente economistas – que têm a missão de gerar números fictícios a fim de respaldar enormes empréstimos de órgãos como Banco Mundial e o BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento), empréstimos impagáveis, e assim estabelecer uma relação praticamente colonial entre o país e os EUA.

Tais empréstimos eram utilizados em grandes obras de infra-estrutura, tocadas por empresas americanas necessariamente, que beneficiavam elites corruptas destes países. O preço a ser pago era a incapacidade de pagamento destes empréstimos e a consequente dependência total, com subserviência e facilidades de exploração de recursos naturais pelas empresas americanas.

O livro também relata que, quando os AEs, ou seja, a dominação económica, falhava, eram enviados os chacais, que removiam do poder via assassinato os presidentes que se opunham aos EUA . Cita explicitamente o caso dos Presidentes Omar Torrijos, do Panamá – que renegociou o Tratado do canal de mesmo nome – e Jaime Roldós, do Equador, que tentou expulsar as petrolíferas americanas de seu país.

Se nada desse certo, invasão pura e simples pelo Exército – i.e., Panamá e Iraque.

O esquema dos AEs é tão engenhoso que estes eram pagos por grandes empresas de consultoria, para que não aparecesse vínculo direto com o governo norte-americano ou suas agências de inteligência.

John Perkins trabalhou como um AE de 1971 a 1980. Esteve na Indonésia, Panamá, Equador, Irão, Arábia Saudita, Colômbia, entre outros. Saiu em 1980, fundou uma empresa de energia alternativa – onde teve o silêncio comprado através de diversas formas, vendeu a empresa, se tornou especialista em cultura indígena; até que o 11 de Setembro o fez finalmente escrever o livro.

Nos capítulos finais, analisa a questão da Venezuela – e a sorte de Chavez – e a do Iraque. Também disseca a sede dos EUA por petróleo e a miséria que no fim, toda esta dominação e o consumismo desenfreado causam.

Cunha o termo “corporatocracia”, para determinar as relações entre o governo e as grandes empresas, com pessoas indo de um lado para outro – no livro que li sobre a Monsanto este fenómeno é chamado de “portas giratórias”. Também determina a forma de imperialismo imposta ao restante do mundo.

O livro me deixou muito perturbado. Primeiro por mostrar quão sórdidas podem ser as pessoas quando buscam as suas realizações pessoais – mesmo que seu trabalho gere fome, destruição ecológica e de populações inteiras. Segundo, e isso já era tocado de leve no excelente livro do economista Joseph Stieglitz sobre globalização, por explicitar os métodos de dominação que representam instituições como Banco Mundial, BID e FMI. Terceiro por mostrar a influência que hábitos nossos do dia a dia exercem sobre populações inteiras. Quarto, pela influência do petróleo na história toda.

Indispensável.
Confesso que irei pensar duas vezes, a partir de agora, antes de por exemplo comprar um tênis Nike ou abrir uma Coca Cola – se bem que quase não bebo refrigerante. Pelo menos estou trocando meu carro por um mais económico.

Quando pensei este blog, a ideia era de lidar com alguns “fantasmas” que estavam em minha mente, bem como formatar opiniões e literatura e refletir um pouco sobre a correria atomata do dia a dia.

Vejo, felizmente, que além disso ele pode – e deve – engajar-se em causas justas. E este livro nos leva a pensar sobre um monte de coisa.

Saber mais:
Entrevista John Perkins

sexta-feira, 24 de junho de 2016

An Economic Hit Man Confesses and Calls to Action | John Perkins

John Perkins describes the methods he used to bribe and threaten the heads of state of countries on four continents in order to create a global empire and he reveals how the leaders who did not “play the game" were assassinated or overthrown. He brings us up to date about the way the economic hit man system has spread from developing countries to the US, Europe, and the rest of the world and offers a strategy for turning this around. “Each of us," he says, “can participate in this exciting revolution. We can transform a system that is consuming itself into extinction into one that is sustainable and regenerative." 

John's books, including The New Confessions of an Economic Hit Man, have sold over a million copies, spent more than 70 weeks on the New York Times bestseller lists, and are published in more than 30 languages. As Chief Economist at a major consulting firm, his experiences advising the World Bank, UN, IMF, U.S. government, Fortune 500 corporations, and heads of state convinced him to devote his life to facilitating changes in social, political, and economic systems, as well as in general consciousness. He was founder and CEO of a highly successful alternative energy company and is a founder and board member of Dream Change and The Pachamama Alliance, nonprofits dedicated to creating a sustainable, just, peaceful, and thriving world. 
John's courage in writing his books and speaking out against his former bosses exemplifies the courage shown by our Founding Fathers and Mothers when they stood up to the British Empire. Like them, John defied threats and bribes and took action.

sexta-feira, 7 de novembro de 2008

Cartoon- Quero entrar na política



John Perkins. “Portugal está a ser assassinado, como muitos países do terceiro mundo já foram” 
Em tempos consultor na empresa Chas. T. Main, John Perkins andou dez anos a fazer o que não devia, convencendo países do terceiro mundo a embarcar em projectos megalómanos, financiados com empréstimos gigantescos de bancos do primeiro mundo. Um dia, estava nas Caraíbas, percebeu que estava farto de negócios sujos e mudou de vida. Regressou a Boston e, para compensar os estragos que tinha feito, decidiu usar os seus conhecimentos para revelar ao mundo o jogo que se joga nos bastidores financeiros.

Confessions of an Economic Hit Man (2004). O livro completo aqui e é para ler de um só fôlego. Urgente! Há mais obras de John Perkins. 
Página Oficial John Perkins