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sexta-feira, 15 de agosto de 2025

Gonçalo Ribeiro Telles: “A limpeza das florestas é um mito”

O País está de novo a arder, como acontece todos os verões. O acontecimento é previsível mas não prevenido e os temas são sempre os mesmos: a floresta de eucaliptos e pinheiros, as falhas da proteção civil, a falta de condições de trabalho dos nossos bombeiros. Acrescentamos agora as alterações climáticas, que não merecem alguma atenção pot parte dos poderes políticos. Passaram 22 anos desde que fizemos esta entrevista a Gonçalo Ribeiro Telles, arquiteto paisagista e “pai” do ecologismo português. Não perdeu um pingo de atualidade. Vale a pena voltar a ler as suas palavras e perceber como nada aprendemos com a História, nenhuma lição retiramos dos nossos erros, continuando ano após ano na permissividade da celebração do eucaliptal.

Quais são as causas desta calamidade?

A grande causa é um mau ordenamento do território, ou seja, a florestação extensiva com pinheiros e eucaliptos, de madeira para as celuloses e para a construção civil. O problema foi uma má ideia para o País, a de que Portugal é um país florestal. Lançou-se a ideia de que, tirando 12% de solos férteis, tudo o resto só tem possibilidades económicas em termos de povoamentos florestais industriais.

De onde vem essa ideia?

É uma ideia antiga que começou nos anos 30 com a destruição, também por uma floresta extensiva, das comunidades de montanha do Norte de Portugal, que tinham a sua economia baseada na pecuária. As dificuldades por que passava a agricultura deram origem a que se quisesse transformar grandes áreas do País já são 36% em florestas industriais. Esta campanha transformou a silvicultura, que era a profissão básica, numa profissão de florestal, para dar resposta aos grandes interesses económicos. Houve ainda outra campanha, a do trigo, em que se organizou o País em função desta cultura, que tinha por base o mito da independência de Portugal em pão. Além das terras para o trigo, tudo o resto, num sistema de agricultura economicista, tem que ser floresta, produção de madeira. O resultado está à vista.

Passámos então a ser um País florestal.

Os romanos dividiam o território em três áreas, além da urbe: o ager, que era o campo cultivado intensamente; o saltus, a pastagem, a agricultura menos intensiva; e a silva, a mata de produção de madeira e de protecção. Todo esse ordenamento foi transformado, acabou-se com a silvicultura e começou o culto da floresta, que não temos. Se formos ao campo perguntar onde fica a floresta, eles só conhecem a do Capuchinho Vermelho, porque o que têm na sua terra são matas, matos, etc. No século XIX, o pinheiro bravo veio para responder às necessidades do caminho-de-ferro que estava em lançamento. Mais tarde é que vem a resina, a indústria da madeira e a celulose. O pior é que se transformou o País num território despovoado e que, dadas as características mediterrânicas, arde com as trovoadas secas.

Como deve ser reordenado o território?

O País está completamente desordenado. Por um lado, uma política agrícola que não considera o mosaico mediterrânico, com agricultura, pecuária, regadio e horticultura, os matos, as matas, todo um mosaico interligado e ordenado. Em Mação, por exemplo, aquela população vivia tradicionalmente da agricultura que fazia nos vales e nas naves.

E na serra existiam os matos pastados pelas cabras, pelos bovinos. Dos matos retirava-se o mel, a aguardente de medronho, a caça e as aromáticas. A França, nas zonas de mato, tem uma política de aromáticas de abastecimento da indústria de perfumes. A questão, hoje, é criar uma mata que produza madeira, mas que se integre nos agro-sistemas, uma paisagem sustentada, polivalente e nunca repetir, como já querem, a plantação de eucaliptos e de pinhal. As populações estão fartas disso e devem ser chamadas a depor. E tem que haver duas intenções ecológicas fundamentais: a circulação da água e a circulação de matéria orgânica, aproveitando-a para melhorar as capacidades de retenção da água do solo.

A excessiva divisão do território (em meio milhão de proprietários) dificulta as limpezas florestais?

A limpeza da floresta é um mito. O que se limpa na floresta, a matéria orgânica? E o que se faz à matéria orgânica, deita-se fora, queima-se? Dantes era com essa matéria que se ia mantendo a agricultura em boas condições e melhorando a qualidade dos solos. E, ao mesmo tempo, era mantida a quantidade suficiente na mata para que houvesse uma maior capacidade de retenção da água.

Com a limpeza exaustiva transformámos a mata num espelho e a água corre mais velozmente e menos se retém na mata, portanto mais seco fica o ambiente.

Se as matas estivessem bem limpas ardiam na mesma?

Ardiam na mesma e a capacidade de retenção da água não se dava, passava a haver um sistema torrencial. A limpeza tem que ser entendida como uma operação agrícola. Mas esta floresta monocultural de resinosas e eucaliptos, limpa ou não limpa, não serve para mais nada senão para arder. Aquela floresta vive para não ter gente. Se houvesse lá mais gente aquilo não ardia assim.

Defende uma mata com que tipo de madeiras?

Madeiras para celulose é difícil porque temos agora uma forte concorrência no resto do mundo. Os eucaliptais, para serem mais rentáveis, só poderiam sê-lo no Minho que é onde chove mais de 800 ml ao ano. O eucalipto precisa de muita água e Portugal não pode concorrer com o Brasil e a África em termos de custo. Só se transformarmos o Minho num eucaliptal. Pode-se optar pelas madeiras de qualidade da cultura mediterrânica como todos os carvalhos, o sobreiro, a azinheira e pinhais criteriosamente distribuídos.

Não são tão rentáveis…

O carvalho, por exemplo, acompanha toda uma panóplia de rendimento como a cortiça, a pecuária, a produção do mel, das aromáticas, a caça.

Há uma visão limitada do que pode ser rentável na floresta?

É muito bom para as celuloses e muito mau para as populações e para o País, que está devastado. O mundo rural foi considerado obsoleto, como qualquer coisa que vai desaparecer. Veja-se o disparate que foi a política de diminuição dos ativos na agricultura. Contribuiu para o aumento dos subúrbios, dos bairros de lata, da emigração. Trouxe alguma coisa melhor para a província? Não. Apenas um grande negócio para as celuloses e para os madeireiros.

As populações estão alertadas para essa multiplicidade de culturas?

Completamente alertadas; quem parece que não está são os políticos e os técnicos. Porque se perderam numa floresta de «números». Quem conhece as estatísticas diz que somos o terceiro país da Europa em número absoluto de tratores, só ultrapassados pela Alemanha e pela França. Somos um país de tracto res porque os subsídios dão para isso, porque interessa à importação dessa maquinaria toda. As pessoas foram levadas a investimentos, em nome do progresso, que não tinham qualquer racionalidade.

No caso de se aumentarem as áreas agrícolas, temos agricultores para tratar delas?

Temos. Estão desviados, foram convencidos de que eram uns labregos. Houve toda uma política de desprestígio do mundo rural tendo por base a ideia de que era inferior ao mundo urbano. Despovoámos os campos e essa gente toda veio para a cidade. Hoje, enfrenta o desemprego. Esqueceram-se que o homem do futuro vai ser cada vez mais o homem das duas culturas, da urbana e da rural. Hoje, 30% das pessoas que praticam a agricultura económica na Europa não são agricultores. É gente que vive na cidade, tem lá o seu escritório e tem uma herdade no campo onde vai aos fins-de-semana. A expansão urbana aumenta e não podemos viver sem a agricultura senão morremos à fome.

Que pode fazer o Estado, uma vez que 84% da nossa floresta está nas mãos dos proprietários?

Pode fazer planos integrados de ordenamento da paisagem. O Estado não domina totalmente a expansão urbana quando quer, não faz planos gerais de urbanização? Não se devia poder plantar o que se quer porque também não se pode construir o que se quer. Constrói-se mal porque, às vezes, o Estado adormece. Faltam planos gerais de ordenamento de paisagem, que a actual legislação não contempla, apesar de já ter instituído a Estrutura Ecológica Municipal através do Decreto-Lei 380/99. A Lei de Bases do Ambiente tem os conceitos e os princípios para um plano de ordenamento de paisagem, está lá tudo escrito, mas nunca foram regulamentados.

A actual legislação favorece as monoculturas?

Favorece porque a chamada «modernização» da agricultura é um escândalo de incompetência. As universidades de Agronomia em Portugal tiveram um período de grande pujança intelectual no fim do século XIX e no princípio do século XX. Agora, parece terem-se rendido ao economicismo.

Deve o Estado apoiar com subsídios e benefícios fiscais?

Com certeza. O proprietário está com a corda na garganta, faz aquilo que lhe der dinheiro já para o ano. Por isso, têm que se estabelecer limites e normas a sistemas, não a culturas, mas sem tirar às pessoas a liberdade de correr riscos.

E promover o associativismo florestal, como em Espanha, por exemplo?

Abrimos um bom caminho com as «comunidades urbanas» que estão na forja, pequenas áreas metropolitanas de freguesias e aldeias, acho muito bem. Estamos numa cultura mediterrânica e não se pode traduzir o desenvolvimento em unidades economicistas de produção em grande volume de dois ou três produtos. É da polivalência, da multiplicidade de produtos e da harmonia da paisagem que resulta a possibilidade de ter uma população instalada em condições de dignidade.

Essas comunidades é que deverão fazer a síntese de todos os interesses. Porque quando começamos a destacar os interesses por sector, a visão sistémica desaparece e os interesses da comunidade passam para empresas que ultrapassam as suas fronteiras comprometendo a sustentabilidade da região.

Não defendo que haja um sector agrícola e um sector florestal, para mim é exactamente o mesmo: a agricultura completa a floresta e a floresta completa a agricultura.

O Partido Socialista voltou a falar da regionalização como forma mais eficaz de ordenar o território. Concorda?

Defendi uma regionalização há muito tempo, que deu origem a um documento de que os grandes partidos fizeram muita troça. Dividia o País em cerca de 30 regiões naturais, áreas de paisagem ordenada, que estavam já organizadas histórica e geograficamente.
São as terras de Basto, as terras de Santa Maria, as terras de Sousa, a Bord’água do Tejo, etc. O País é isso e não é outra coisa. Esta regionalização podia contribuir para a efectivação dos planos de ordenação da paisagem, com uma participação democrática das respectivas populações.

O Governo acordou tarde para a calamidade dos incêndios?

Que podia o Governo fazer? O mal vem de longe. Mas não estou seguro de que se vá enveredar agora pelo caminho certo. Já estão a dizer que querem reflorestar tudo como estava. Fico horrorizado quando ouço isso. Significa que querem voltar aos pinheiros e aos eucaliptos. Perguntem às vítimas dos incêndios que ficaram sem as casas se querem outra vez pinheiros à porta. Destruíram as hortas… Porque ardem as casas? Porque o pinheiro está no quintal.

Olhando para o futuro, os incêndios podem constituir uma oportunidade para se reorganizar o território?

Também o terramoto permitiu que o Manuel da Maia, a mando do Marquês de Pombal, fizesse a Baixa lisboeta. Não desejo um terramoto, mas não percam esta oportunidade. O futuro do País e da sua identidade cultural e independência está em causa.

(Entrevista publicada na VISÃO 545, de 14 de Agosto de 2003)

segunda-feira, 29 de maio de 2023

"Raças Autóctones Portuguesas” – Conservar a biodiversidade



Portugal possui uma enorme riqueza de Recursos Genéticos Animais, traduzida em 52 raças autóctones de espécies pecuárias e 11 raças de canídeos, oficialmente reconhecidas, estando a maioria destas em risco de extinção. As referidas raças fazem parte do património histórico e cultural do país, contribuem para a fixação de populações em zonas rurais desfavorecidas, para a preservação de sistemas de produção sustentáveis, sendo muitas vezes fatores identitários de comunidades locais.

A biodiversidade genética que estas raças encerram, a sua resiliência e adaptação a condições de exploração difíceis, são de uma enorme mais valia nacional para enfrentar os desafios emergentes, entre eles, a mitigação das alterações climáticas e desertificação humana de parte do interior rural de Portugal.

Importa, pois, promover a preservação e a divulgação das raças autóctones, bem como o desenvolvimento de programas de conservação que permitam a salvaguarda deste rico, mas ameaçado, património genético. Nesse sentido, foi inaugurado em 2010 no Polo de Inovação da Fonte Boa do Instituto Nacional de Investigação Agrária e Veterinária (INIAV), localizado no Vale de Santarém, o Banco Português de Germoplasma Animal (BPGA), o qual tem como objetivos a conversação ex-situ das raças autóctones portuguesas, pela manutenção de sémen, embriões, células somáticas e ADN das referidas raças nacionais.

Apesar da sua inegável riqueza e importância para Portugal, grande parte do público, em geral, não conhece as raças autóctones nacionais, as tradições culturais e gastronómicas inerentes ao mundo rural em que são criadas e as ameaças que enfrentam, não obstante os esforços e programas científicos e técnicos levados a cabo por Instituições Nacionais e Privadas no sentido da sua conservação e melhoramento genético.

Numa ótica de transdisciplinaridade entre Ciência, Biodiversidade e Sociologia, entendeu-se que o recurso a formas lúdicas e artísticas seria uma forma eficaz para dar visibilidade, capacitar e consciencializar os cidadãos acerca dum património que é de todos. Assim, o Polo de Inovação de Santarém do INIAV pretende levar a cabo um Concurso Fotográfico, aberto a nível nacional, numa parceria com a Direção Geral de Alimentação e Veterinária (DGAV), Sociedade Portuguesa de Recursos Genéticos Animais (SPREGA), a Associação Portuguesa e Engenharia Zootécnica (APEZ), o Clube Português de Canicultura (CPC), a Ruralbit (empresa que presta assessoria a Associações de Raças Autóctones e respetivos Livros Genealógicos) e o Instituto Português de Fotografia (IPG).

O Concurso Fotográfico, será publicitado nunca antes de quatro meses antes do término, que será em data a concertar, e terá como tema ‘RAÇAS AUTÓCTONES PORTUGUESAS – Conservar a biodiversidade’.

Serão abertas as seguintes modalidades:
Asininos (2 raças)
Bovinos (16 raças)
Canídeos (11 raças)
Caprinos (6 raças)
Equinos (4 raças)
Galináceos (4 raças) e perus (1 raça)
Ovinos (16 raças)
Suínos (3 raças)

Fique atento ao site do INIAV para saber mais.

quarta-feira, 18 de janeiro de 2006

Ecossustentabilidade no meio rural português- (re)viver o interior do País no séc.XXI

Rio Sabor

Nesta semana no BioTerra, descrevo e registo vários projectos, sites, protagonistas e associações de cidadãos apostados em fazer a ponte entre a ruralidade e as tecnologias do presente, sem contrariar / aniquilar/desaparecer boas tradições e práticas das gentes que vivem nas regiões de Trás-os-Montes e Beiras, preservando-se assim todos os aspectos faunísticos e botânicos tão esplêndidos que ainda possuem.

Acreditar e teimar com rigor,paixão e amor....chegam-se a alguns objectivos mais práticos, realizando-se a pouco e pouco a utopia das sociedades ecossustentáveis em Portugal!!

Seguem-se então alguns projectos que conheço e que demonstram que isso está a ser possível e à frente segue-se uma pequena síntese.

Plataforma Sabor Livre- O rio Sabor é o único rio no norte de Portugal sem barragens no seu troço termomediterrânico, apresentando, por isso, uma flora e vegetação de características ímpares no nosso país. O leito de cheias do Baixo Sabor possui as principais populações de Buxus sempervirens (70-75% do total nacional) e espécies associadas. Toda esta comunidade, outrora comum no rio Douro e seus afluentes, desapareceu desses locais pela construção do sistema electroprodutor do vale do Douro, mantendo actualmente as suas populações mais importantes no rio Sabor. Há portanto o elevado interesse do Baixo Sabor na conservação da diversidade genética, também atestado pela presença de populações importantes de videira e oliveira brava, que poderão apresentar um potencial genético valioso para o melhoramento e combate a pragas das variedades utilizadas na agricultura. Este vale apresenta importantes ecossistemas rupícolas que albergam espécies de aves com rigorosos estatutos de conservação, como a águia de Bonelli, a águia real, o abutre do Egipto e a cegonha preta. Esta região é, por isso, classificada como Zona de Protecção Especial (ZPE) e Zona Importante para as Aves (IBA – Important Bird Area), segundo os critérios estabelecidos pelo BirdLife International.

Burros Lanudos Esta página apresenta informação sobre uma exploração agro-pecuária dedicada à criação de burros da pura Raça Asinina de Miranda. Esta exploração localiza-se no concelho de Figueira de Castelo Rodrigo, numa paisagem onde alternam pastagens, lameiros, searas e carvalhais. Aí vivem 15 burros da raça asinina de Miranda, constituindo o seu maior núcleo a nível nacional. Esta página pretende divulgar o maneio desenvolvido com estes animais, as características e aptidões desta raça, e desta forma contribuir também para a sua salvaguarda.
Associação para o Estudo e Protecção do Gado Asinino .Na região Nordeste de Portugal persiste uma paisagem rural moldada por um conjunto de actividades agro-pecuárias tradicionais. Ao longo dos séculos o Homem tem extraído o seu sustento dessa terra, auxiliado pelos vários animais domésticos, entre os quais o Burro, incansável e rústico, ora lavrando os áridos campos, ora transportando cargas por pedregosas ladeiras, acompanhando as viagens e peregrinações do seu dono. Atenção particular aos links.

Palombar -Os velhos pombais, que existem às centenas no Planalto Mirandês, começam a recuperar das suas ruínas e a ter de novo alguma utilidade. Trata-se de uma tarefa gigantesca a que o Parque Natural do Douro Internacional meteu mãos.A Águia de Bonelli e Falcão-peregrino são espécies que frequentam as arribas e os pombos estão entre as suas presas. Com a diminuição desta espécie, as populações de aves de rapina tendem a desaparecer. Recuperar os velhos pombais beneficia assim a paisagem do Planalto, uma vez que estes constituem pontos de referência na paisagem, e ao mesmo tempo o repovoamento das populações de pombos, nomeadamente do pombo das rochas e das aves de rapina características da região.(Fonte:Nordeste Digital )

Seguimento Via satélite de Juvenis de Águia-real e de Águia de Bonelli-Este projecto corresponde a um estudo do processo de dispersão de juvenis de Águia-real e de Águia de Bonelli, utilizando as mais modernas tecnologias de seguimento via satélite, e visa obter informação que possa ser aplicada à conservação dessas duas espécies raras e ameaçadas. Ilustrações de autoria de Marcos Oliveira.

ALDEIA - A ALDEIA é uma associação de intervenção para a protecção do Ambiente e fomento de modelos sustentáveis de desenvolvimento sediada em Miranda do Douro. O seu objecto social é a defesa do Ambiente numa perspectiva educativa e de interacção com as populações e as suas necessidades; o fomento da acção e interesse pela defesa da cidadania, reconhecimento e valorização do património natural e construído; e a investigação e desenvolvimento de actividades, serviços e modelos de gestão ética e consciente de recursos humanos e naturais, em Portugal e no estrangeiro.Informações adicionais

Programa Antídoto Portugal- O Programa Antídoto – Portugal é uma plataforma contra o uso ilegal de venenos, constituída por várias entidades públicas e privadas portuguesas e que teve início oficial a 4 de Março de 2004. Este programa pretende combater as diversas formas de utilização indevida de substâncias tóxicas e contribuir para um melhor conhecimento sobre as consequências que essas práticas representam para a fauna silvestre.

Grupo Lobo- O Grupo Lobo (GL), associação independente e sem fins lucrativos, foi fundada em 1985 com o objectivo de trabalhar a favor da conservação do lobo e do seu habitat em Portugal . Actualmente conta com 1250 associados, nacionais e estrangeiros.Por forma a atingir os seus propósitos, o Grupo Lobo delineou uma estratégia de conservação do lobo ibérico em Portugal, a qual designou por Projecto Signatus e que tem procurado pôr em prática desde a sua fundação. Os seus objectivos são: divulgar informação correcta acerca deste predador tão incompreendido e perseguido; promover e realizar estudos científicos, nomeadamente no âmbito da biologia e antropologia, conducentes a um melhor conhecimento do lobo e das interacções Homem-Lobo; contribuir para uma verdadeira política de conservação, não só deste canídeo mas também do Património Natural Português em geral.(excerto de texto o fotógrafo da Natureza e ambientalista Artur V. Oliveira , blogue Terranatur . Atenção particular às suas belas fotografias no seu site homónimo TerraNatur)

Boassas e o Vale do Bestança- Boassas é uma pequena aldeia localizada no concelho de Cinfães, próximo do rio Douro e junto à foz do Bestança. O seu blogue é um espaço que pretende dar a conhecer a aldeia, a sua associação local e pretende preservar o Vale do Bestança.