quinta-feira, 1 de outubro de 2026
Calor e poluição causam milhares de mortes em Portugal, indica relatório
quarta-feira, 30 de setembro de 2026
Oceanos têm aquecido a “ritmo alarmante”
segunda-feira, 17 de agosto de 2026
Crise Climática: Por Que Ter Esperança É Racional
Há muitos motivos para desesperar: a nossa terra verdejante e aprazível está seca e acastanhada, as albufeiras estão depletadas e os incêndios florestais estão a fustigar o Reino Unido, a Europa, Canadá e os EUA. Mas há muitos mais motivos para não desesperar: o desespero alimenta-se a si próprio; o desespero desarmar-nos-á; o desespero é aquilo que os sacanas querem que sintas. Mas, acima de tudo, o desespero é irracional. Deixa-me explicar porquê.
Por mais sofisticadas que sejam as nossas ferramentas de previsão, simplesmente não temos forma de saber o que vem a seguir. Tal como o clima, tal como qualquer ecossistema, a sociedade é um sistema complexo. As suas propriedades e respostas adaptativas não podem ser previstas estudando os seus componentes de forma isolada, independentemente do brilhantismo dos cientistas sociais e dos futurólogos. Acontecem coisas — coisas inesperadas —, por vezes a uma velocidade espantosa. Dito de outro modo, a sociedade tem pontos de rutura: pode passar rapidamente de um estado de equilíbrio para outro.
Veja-se a Irlanda, para dar apenas um exemplo. Até há poucas décadas, a República da Irlanda era uma teocracia católica. Tinha sido assim desde os anos 1920. Aliás, durante a maior parte do século XX, a Igreja Católica parecia estreitar cada vez mais o seu controlo. Quebrar esse controlo era algo quase inimaginável. Mas depois uma série de acontecimentos combinou-se de formas inesperadas. Uma sucessão de escândalos terríveis veio à tona: violência sexual sistemática, o rapto de mulheres e crianças, trabalho escravo e mortalidade em massa em instituições da Igreja. As viagens e os meios de comunicação social permitiram ao povo irlandês ver como era a libertação social e sexual noutros países. A comunicação social e os fóruns internacionais permitiram que ativistas corajosos, cujas vozes tinham sido suprimidas durante muito tempo, fossem ouvidos de forma mais ampla. As muralhas caíram mais depressa do que alguém poderia ter adivinhado. Em pouco tempo, tanto o casamento igualitário como o direito ao aborto foram legalmente sancionados: uma mudança que tinha sido quase inimaginável.
O mesmo se pode dizer do colapso do comunismo de Estado e do fim de quase todos os impérios e monarquias que outrora pareciam inabaláveis. O império dos combustíveis fósseis não é exceção.
O sistema complexo a que chamamos sociedade tem dois estados de equilíbrio: o impossível e o inevitável. A mudança que queremos parece sempre impossível. Voto para as mulheres? Perdeu o juízo. Independência para a Índia? A Grã-Bretanha nunca a vai largar. Direitos civis? Ridículo! Mas com pressão sustentada, um pouco de sorte e uma mudança de circunstâncias, pumba!, o impossível acontece. Depois toda a gente diz: “Pois, era inevitável, não era?”
Acho que podemos estar a aproximar-nos de um ponto de rutura no colapso climático. Durante anos disseram-nos: “Estão a pedir a Lua. Os combustíveis fósseis vieram para ficar.” Uma parte de mim acreditou nisso. Mas agora, como a
O problema de um ponto de rutura, seja ele positivo ou negativo, é que nunca se sabe de antemão onde ele possa estar. Só se consegue ver em retrospetiva. Se já causámos tanto aquecimento global ao ponto de o sistema de correntes do Atlântico
Este tipo de mudança rápida exige um público informado por fontes de comunicação independentes, jornalistas comprometidos com os factos e não com interesses corporativos. O
Por isso, no Guardian e não só, continuamos a pressionar, continuamos a expor, continuamos a demonstrar como a mudança pode acontecer. E, por razões inteiramente racionais, continuamos a ter esperança. Por favor, considera apoiar o nosso jornalismo hoje mesmo.
A maior questão com que nos confrontamos, possivelmente a maior questão que a humanidade já enfrentou, é saber se conseguimos atingir os pontos de rutura sociais antes de atingirmos os pontos de rutura ambientais.
terça-feira, 4 de agosto de 2026
Como as cidades estão a transformar os seus rios poluídos em paraísos para banhos
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| No dia 5 de Julho de 2026, durante uma onda de calor opressiva, parisienses e turistas nadaram no Sena, um de muitos rios que foram limpos e estão a receber novamente banhistas urbanos. |
sexta-feira, 24 de julho de 2026
França e Espanha tentam sobreviver a um fenómeno que está a atingir o Mediterrâneo e que ainda não chegou a Portugal
segunda-feira, 6 de julho de 2026
Vaga de calor agrava desperdício alimentar e acelera deterioração dos alimentos
- Avaliação sensorial dos produtos (Observar, Cheirar, Provar): o calor pode fazer com que laticínios ou sumos sofram alterações físicas ligeiras perto do fim do seu prazo de validade. Antes de descartar um produto com a indicação de “Consumir de preferência antes de” ultrapassada, a Too Good To Go recomenda a utilização dos sentidos para verificar se o alimento está realmente impróprio para consumo;
- Eficiência do equipamento de refrigeração: os frigoríficos operam em sobre-esforço com temperaturas externas elevadas. Para evitar falhas técnicas ou consumo excessivo de energia, não deve sobrecarregar o equipamento (o ar frio necessita de circular livremente) e deve assegurar a limpeza das bobinas traseiras. Garanta que a temperatura se mantém entre os 0°C e os 4°C na zona mais fria.
- Isolamento de alimentos produtores de etileno: frutas como bananas, maçãs e tomates libertam gás etileno, um componente natural que funciona como catalisador e acelera a maturação dos vegetais circundantes. Durante uma vaga de calor, separe estes alimentos dos restantes e armazene as frutas de verão na gaveta inferior do frigorífico para retardar o processo de desidratação e amadurecimento acelerado;
- Utilização de cortiça para controlo de humidade: a colocação de uma ou duas rolhas de cortiça (cortadas longitudinalmente) no interior da fruteira ajuda a absorver o excesso de humidade ambiente. Esta medida reduz significativamente a proliferação de bolor nas frutas mais sensíveis;
- Preparação de refeições frias (Gaspacho): Tomates e pimentos que tenham amolecido devido ao calor acumulam uma maior concentração de açúcares naturais. Este é o momento ideal para os processar a frio com azeite e alho, resultando numa refeição hidratante e com aproveitamento total da matéria-prima;
- Congelação e confeção de gelados caseiros: caso verifique que as bananas estão a amadurecer demasiado rápido, corte-as em rodelas e armazene-as no congelador. Posteriormente, podem ser trituradas para a criação de um gelado natural instantâneo (nice cream), sem adição de açúcares;
- Bebidas aromatizadas com excedentes de fruta: morangos ou fatias de pepino que apresentem sinais de desidratação pelo calor podem ser integrados num jarro com água fria e gelo, constituindo uma opção de hidratação refrescante e de desperdício zero;
- Armazenamento em suportes ventilados: evite recipientes fechados para produtos frescos. Os ventilados permitem a circulação contínua do ar, impedindo a criação de bolsas de calor e humidade entre os alimentos.
quinta-feira, 2 de julho de 2026
Filipe Duarte dos Santos tem uma coisa para lhe dizer sobre este calor: "Estamos em negação, isto não vai parar"
terça-feira, 30 de junho de 2026
A onda de calor na Europa é a mais quente e húmida de sempre
terça-feira, 23 de junho de 2026
Domingos Xavier Viegas: "Ainda vemos muitas pessoas a enfrentar o fogo de calções e chinelos"
domingo, 21 de junho de 2026
Alterações climáticas provocam redução significativa de aves migratórias
“Esta estação existe para monitorizar as aves migratórias que passam pela cidade de Toronto. Estamos no meio de uma importante rota migratória e um local como este é uma das melhores formas de as observar. A rotina diária é chegar aqui cedo, abrir as redes para capturar as aves antes de estarem completamente despertas e passar o resto do dia a capturá-las e a marcá-las. Verificamos estas redes a cada 30 minutos".
“Isto leva-nos a extrapolar que pode haver uma taxa de falha de ninhos mais elevada localmente. O calor extremo afeta o sucesso da nidificação porque os progenitores têm um limite para a termorregulação, nomeadamente para arrefecer o ninho. Quando a temperatura ultrapassa um determinado limite, todo o ninho pode falhar".
“O clima em constante mudança também está a desorganizar os ciclos sazonais. Um dos desafios é que as alterações climáticas estão a fazer com que as coisas aqueçam mais rapidamente na primavera, pelo que o pico de abundância de insetos não coincide com a época de migração das aves”, disse Gregor.

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