João Canavilhas, autor do estudo, concluiu refletindo sobre o problema das redes sociais fechadas, como os grupos no WhatsApp, onde "é impossível de controlar a desinformação [porque] são injetadas pílulas informativas falsas que surtem efeitos".
Mostrar mensagens com a etiqueta Eleições Europeias. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Eleições Europeias. Mostrar todas as mensagens
quinta-feira, 17 de julho de 2025
Desinformação aumentou 160% entre as eleições europeias de 2024 e legislativas de 2025
Labels:
Algoritmos,
Bots,
Desinformação,
Eleições Europeias,
Eleições Legislativas,
ERC,
Europeias,
Inquéritos,
Inteligência Artificial,
Redes Sociais,
Sondagens
terça-feira, 11 de junho de 2024
Rescaldo das Europeias de 2024
![]() |
| Albena Vatcheva (Bulgária, n. 1967) |
Os eleitores europeus exerceram, uma vez mais, o seu direito ao voto, na liberdade que a Europa deve continuar a celebrar. A redução do número de deputados da Esquerda Verde Europeia deve preocupar-nos, mas também existem novidades verdes no P.E.
De Portugal, tivemos a Catarina Martins, do BE, mas não irá ainda, infelizmente, nenhum eurodeputado do LIVRE; o PAN não conseguiu repetir a proeza, e Os Verdes continuaram fora das prioridades da CDU. Afinal, a ecologia progressista em Portugal tem ainda muito trabalho a fazer rumo a 2029!
Estão, por exemplo, de parabéns o Možemo!, da Croácia, e o Progresīvie, da Letónia, que elegem pela primeira vez para a bancada dos Verdes Europeus, bem como as coligações verdes que, nos Países Baixos e Itália, alcançaram óptimos resultados!
domingo, 9 de junho de 2024
Eleições Parlamentares da UE 2024 - votem eco
Segundo a OCDE, a Estónia e Portugal ocupam os dois primeiros lugares na UE na perda relativa de Áreas Naturais e Seminaturais desde 1992 (Conferência do Rio de Janeiro).
Neste domingo há que votar em quem tem defendido e exige o Restauro da Natureza.
O barómetro do EEB - European Environmental Bureau (Gabinete Europeu do Ambiente) mostra um bom desempenho do BE, porque teve representação no Parlamento Europeu nos últimos anos, e convida os cidadãos a votar nos partidos com bom desempenho.
Não constando o Livre desse barómetro, por não ter tido ainda deputados europeus eleitos não votou nas medidas ambientais, mas é aquele que tem um compromisso firmado com o Pacto Ecológico Europeu por integrar o grupo dos European Greens, pois foi esse o grupo que teve o melhor desempenho no barómetro criado pelo EEB (instrumento de escrutínio que dá conta das votações registadas em medidas ambientais).
Saber mais:
quinta-feira, 6 de junho de 2024
Impeça a extrema direita de tomar o poder
Novas pesquisas assustadoras mostram que a extrema direita está a poucos dias de VENCER as eleições da UE em países de todo o bloco!
A vitória lhes dará um poder sem precedentes sobre nossas vidas. Os partidos europeus de extrema direita planeiam:
- Abolir as regras da UE sobre a proteção da natureza
- Privar as mulheres do direito ao aborto
- Fechar as fronteiras e deportar refugiados
- Acabar com as leis que protegem os direitos trabalhistas
Mas há um jeito de detê-los. O comparecimento às urnas é fundamental – se todos votarmos no domingo e partilharmos este alerta com pelo menos 3 outras pessoas, vamos conseguir alcançar milhões de eleitores antes das votações.
Clique aqui para assinar o apelo urgente para que as pessoas compareçam às urnas – juntos e juntas podemos salvar a Europa.
Labels:
Antifascismo,
Democracia Digital,
Direitos da Natureza,
Eleições Europeias,
Extrema-Direita,
Fascismo,
Geografia,
Imigrantes,
Nacionalismo,
Neofascismo,
Petição,
Refugiados
quarta-feira, 29 de maio de 2024
quinta-feira, 9 de maio de 2024
Manifesto para as eleições europeias de 9 de junho
Garantir um Pacto Ecológico Europeu 2.0 reforçado é imperativo para a democracia e a sustentabilidade económica da UE: no dia 9 de junho vamos Votar na Natureza!
O próximo ciclo político europeu 2024-2029 afigura-se de uma importância crucial na construção de um futuro digno, saudável e próspero para todos os europeus. Para assegurar que cumprimos a curta janela temporal desta década para reverter o curso atual das emissões carbónicas que comprometem a vida no Planeta até ao final do século e para construir novos paradigmas na mobilidade, na energia, na agricultura, na gestão de recursos e na recuperação de ecossistemas vitais. Será essencial colocar em prática novas formas de trabalhar e de viver com a natureza. É necessário garantir que a União Europeia (UE) assume o compromisso de ser pioneira mundial na descarbonização da economia, na despoluição do planeta, na desintoxicação dos bens que consumimos e na recuperação da natureza.
Medidas e Políticas mais urgentes
Embora o Pacto Ecológico Europeu tenha feito progressos sólidos na abordagem da crise climática e tenha avançado no que respeita à poluição da água e do ar, mostrou-se débil quanto aos tóxicos e profundamente contraditório no que respeita à biodiversidade, renunciando a muitas oportunidades de progresso.
Por isso consideramos prioritário:
- Aprovar e implementar com urgência a Lei de Restauro da Natureza, financiando a recuperação da natureza em terra e nos oceanos;
- Apresentar uma nova lei sobre resiliência hídrica e climática que dê prioridade ao restauro e à proteção dos ecossistemas de água doce;
- Aprovar a lei relativa aos sistemas alimentares sustentáveis (SFS);
- Implementar a Estratégia do Prado ao Prato (F2F);
- Rever o regulamento relativo ao registo, avaliação, autorização e restrição dos produtos químicos (REACH), no sentido de reforçar a sua capacidade de promover um ambiente não tóxico;
- Reforçar a Convenção de Minamata, reduzindo o uso, emissões e perdas de mercúrio, bem como o seu comércio e exposição;
- Promover a Estratégia para os Químicos Sustentáveis (CSS) e um ambiente sem tóxicos, eliminando rapidamente os químicos mais perigosos, incluindo os PFAS, os retardantes inflamáveis e o PVC nos plásticos;
- Aumentar as ambições de mitigação das emissões GEE através do desenvolvimento de um pacote de medidas de emergência climática adequado ao objetivo 90 até 2040 (fit-for-at-least-90-by-2040), com um conjunto convincente de medidas facilitadoras;
- Implementar a Estratégia da UE para o Metano;
- Adotar o regulamento relativo à utilização sustentável dos pesticidas;
- Rever a Diretiva relativa aos Nitratos, com a finalidade de aumentar a proteção das águas superficiais (rios e albufeiras) e subterrâneas, contra a poluição causada por nitratos de origem agrícola, restringindo o uso de fertilizantes e reforçando as medidas para reverter a contaminação, em particular nas zonas vulneráveis, promovendo a qualidade das massas de água e prevenindo a eutrofização. Incluindo, de igual modo, a revisão do Código de Boas Práticas Agrícolas (CBPA).
- Reformar a PAC para a tornar um instrumento justo da tão necessária e urgente transição e garantir que os agricultores que recorrem a práticas agro-ecológicas sejam adequadamente apoiados e tenham uma vida decente;
- Implementar a Estratégia UE para a Biodiversidade 2030 e a Iniciativa para os Polinizadores da União;
- Implementar a Estratégia UE para as Florestas 2030 e a lei de monitorização florestal;
- Colaborar com as ONGA e contribuir para a negociação internacional com vista à adoção de um tratado internacional vinculativo para acabar com a poluição dos plásticos;
- No que toca à mineração, assegurar o direito das populações a dizer não e promover a denúncia de zonas de sacrifício;
- Implementar o Regulamento de Matérias primas críticas e a defesa da redução do consumo de minérios e outros recursos, apostando na sua reutilização e no direito à reparação, criando uma verdadeira economia circular;
- Rever a Diretiva relativa ao ruído ambiente, reforçando as medidas de avaliação e gestão do ruído ambiente e a melhoria do ambiente acústico ao nível comunitário, de forma a salvaguardar a saúde e o ambiente, garantindo uma informação mais ampla ao público;
- Apresentar um pacote de medidas no âmbito do "Acordo sobre o Oceano";
- Aplicar plenamente a gestão das pescas baseada nos ecossistemas através da política comum das pescas;
- Apresentar o Plano de Ação para a Gestão dos Nutrientes;
- Rever a legislação de bem-estar animal, incluindo o reforço das medidas relativas à proteção dos animais durante o transporte, o regulamento relativo ao bem-estar dos animais detidos para fins económicos e o regulamento relativo à proteção dos animais no momento da occisão/ abate;
- Adotar uma agenda para uma economia do bem-estar e de pessoas saudáveis: através do ajustamento do Semestre Europeu, utilizando indicadores de bem-estar além do PIB, que tenham em conta a sustentabilidade;
- Promover modelos empresariais que não se baseiem no valor para os acionistas e na maximização dos lucros, mas que tenham em conta a forma como os ecossistemas contribuem para a prosperidade e resiliência;
- Aumentar o investimento em competências, formação, criação de emprego e investigação em sectores-chave da economia verde e hipocarbónica;
- Acelerar sistematicamente a inovação em produtos limpos e sustentáveis através de regulamentação, incentivos, normas e condições e investigação.
- Comunicar e mostrar os múltiplos benefícios da natureza para as pessoas, a sociedade e a economia;
- Apresentar um Plano de Ação do 8.º Programa de Ação Ambiental (8EAP) para 2030, a fim de abordar as áreas em que os progressos são insuficientes.
- Assumir o compromisso de acelerar a inovação e a substituição de produtos tóxicos por produtos químicos seguros e ecológicos, a fim de criar os produtos químicos certos para o futuro – através da investigação, de uma melhor governação, da fixação de preços e da regulamentação;
- Adotar uma agenda para melhorar o cumprimento legislativo, demonstrando uma vontade clara de impedir o desrespeito da legislação comunitária através de uma instauração mais rápida e de uma transparência total dos processos por infração, de um aumento significativo da capacidade do pessoal da CE para fazer cumprir a lei e de sanções financeiras e reputacionais mais dissuasoras para os intervenientes no mercado;
- Rever a legislação de Avaliação de Impacte Ambiental no sentido de tornar a sua implementação mais efetiva, por exemplo, através do reforço da dimensão da participação pública, ou de uma mais eficaz monitorização da implementação das medidas de compensação.
Organizações subscritoras
Francisco Henriques |ALAMBI – Associação para o Estudo e Defesa do Ambiente do Concelho de Alenquer
Carlos Cabrita | Almargem – Associação de Defesa do Património Cultural e Ambiental do Algarve
José Carlos Marques | Campo Aberto – Associação de Defesa do Ambiente
Helder Careto | Cidamb – Associação Nacional para a Cidadania Ambiental
Teresa Santos | Dunas Livres
Nuno Gomes Oliveira | FAPAS – Associação Portuguesa para a Conservação da Biodiversidade
Rogério Ivan | GEOTA – Grupo de Estudos de Ordenamento do Território
Paulo Pimenta de Castro | IRIS – Associação Nacional de Ambiente
Guilherme Azambuja | Juntos pelo Sudoeste
Graça Passos |PTF – Plataforma Transgénicos Fora
Alexandra Azevedo | QUERCUS-ANCN – Associação Nacional de Conservação da Natureza
Gonçalo Carvalho | Sciaena Oceano, Conservação e Sensibilização
Domingos Leitão | SPEA – Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves
Francisco Ferreira | ZERO – Associação Sistema Terrestre Sustentável
Labels:
AIA,
Albufeiras,
Biodiversidade,
CBPA,
CSS,
Eleições Europeias,
F2F,
Floresta,
Francisco Ferreira,
GEE,
Manifesto,
Metano,
Mineração,
ONGA,
PAC,
PEE,
PFAS,
REACH,
Rios,
Ruído
sexta-feira, 3 de maio de 2024
A atribulada carreira diplomática do candidato do Chega
O cabeça de lista do Chega às próximas eleições europeias tem no seu currículo quatro décadas de carreira diplomática marcadas por várias polémicas e infrações disciplinares. Antes disso, juntou-se ao CDS e foi secretário-geral da Juventude Centrista logo em 1974. E esteve ligado a um dos momentos mais importantes dos primeiros tempos do partido, quando organizou o comício no Teatro de São Luiz que acabou com os militares a escoltarem os jovens centristas à saída do local, cercado por manifestantes da esquerda. Depois do evento, a atividade partidária reduz-se mas mantém a proximidade. Em 1979, a vitória da AD garante a pasta dos Negócios Estrangeiros a Freitas do Amaral e Tânger, há poucos meses no quadro do Ministério, é chamado para seu adjunto. Numa reportagem sobre o percurso de Tânger Corrêa, o Público recorda que o ativismo partidário do jovem diplomata, que passava pela colagem de cartazes do partido, deixou furioso o então secretário-geral do Ministério, Gonçalo Caldeira Coelho, também próximo do CDS.
Comunidade portuguesa de Toronto recolheu dinheiro para lhe comprar barcos de competição... e ficou a ver navios
Já nas funções de chefia de um posto diplomático, em 1984 como cônsul-geral em Toronto, surge o primeiro caso polémico. O estilo aventureiro e enérgico depressa lhe garantem simpatia de figuras da comunidade emigrante. E Tânger transmite-lhes o seu amor pela prática de vela e o sonho de ir aos Jogos Olímpicos. A comunidade mobilizou-se para lhe oferecer um barco de competição, mas o azar levou a que fosse destruído na viagem para uma competição nos EUA. Seguiu-se novo peditório para angariar dezenas de milhares de dólares e assim comprar um segundo barco topo de gama para o cônsul. Não há memória de um diplomata português ter aceite um presente - na verdade, dois - tão caro, o que as regras de conduta hoje proíbem expressamente a partir de um limite de 150 euros.
Tânger Corrêa usou o barco na preparação dos Jogos Olímpicos de Barcelona em 1992, onde cumpriu o sonho de participar. Mas a promessa de devolver o barco à comunidade portuguesa quando abandonasse o posto consular, ficando à guarda de um clube náutico que a comunidade iria criar, nunca se cumpriu. O cônsul trouxe o barco para o Clube Naval Setubalense, alegando que para isso teve o acordo da comunidade, que ficou a ver navios. Um inquérito do Ministério foi arquivado após as explicações de Tânger Corrêa de que o barco era apenas emprestado e que dele não tirou benefícios patrimoniais.
Em Goa ocupou uma casa, içou a bandeira... e abriu conflito diplomático
Depois de Toronto, foi colocado em Goa em 1993, com a missão de comprar uma casa para a residência oficial e a chancelaria. O negócio com uma propriedade da família Pacheco de Figueiredo ficou fechado, mas a casa estava vazia e à guarda de um motorista da família, que se recusou a abandoná-la. Com um grupo de amigos, Tânger Corrêa arrombou a porta da casa quando o seu ocupante estava ausente, retirando os seus pertences e colocando um poste onde içou a bandeira portuguesa, abrindo assim um incidente diplomático. Um grupo de populares organizou-se e retirou a bandeira, num caso que fez notícia e levou o governo local a afirmar não ter autorizado a mudança do consulado português. O negócio da casa ocupada acabou por cair e Tânger não tardou a ser retirado do posto.
Labels:
Canadá,
Catar,
Corrupção,
Crime de Ódio,
Diplomacia,
Egipto,
Eleições Europeias,
Eurogrupo,
Europa,
Extrema-Direita,
Fiscalidade,
Goa,
Justiça,
Lituânia,
Ministério Público,
Nacionalismo,
Navios,
Paraísos Fiscais,
TEJ,
Vinha
segunda-feira, 1 de janeiro de 2024
Entramos em 2024. Ano bissexto e 76 países do mundo com eleições agendadas
Em 2024, países que têm mais da metade da população mundial - mais de quatro biliões de pessoas - realizarão eleições. Os pleitos vão dar uma chacoalhada no já conturbado cenário político global.
De acordo com a revista britânica The Economist serão as maiores eleições da história. Em 2024, 76 países estão programados para realizar eleições nas quais todos os eleitores terão a hipótese de votar.
A Europa, com 37 países, e a África, com 18, são os continentes com o maior número de eleições no próximo ano. Países africanos com uma população combinada de mais de 330 milhões, incluindo Argélia, Gana e Moçambique, realizarão eleições.
A mais significativa será na África do Sul, com mais de 60 milhões de habitantes. Uma oposição dividida e fraca sugere que, apesar de escândalos de corrupção, o Congresso Nacional Africano governista quase certamente vencerá novamente.
Países mais populosos do mundo irão às urnas
Oito dos dez países mais populosos do mundo - Bangladesh, Brasil, Índia, Indonésia, México, Paquistão, Rússia e Estados Unidos - realizarão eleições no ano que vem 2024.
Este ano eleitoral crucial começa com eleições em Bangladesh em janeiro, onde protestos antigovernamentais e tensões políticas sinalizam um possível endurecimento do governo de Sheikh Hasina. A primeira-ministra de Bangladesh está na posição desde janeiro de 2009 e é líder da Liga Awami de Bangladesh, um partido político de centro-esquerda. Ela é filha de Sheikh Mujibur Rahman, o primeiro presidente de Bangladesh e uma figura central na independência do país em 1971.
Aqui no Brasil haverá eleições municipais em outubro, quando eleitores escolhem prefeitos e vereadores. O resultado deve emular a polarização política nacional entre o PT, do presidente Lula, e o PL, do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Na Índia em maio, espera-se que o BJP, partido do primeiro-ministro Narendra Modi, de extrema direita, vença apesar do crescente sentimento anti-incumbente.
Em fevereiro, as atenções se voltam para as nações muçulmanas mais populosas - Paquistão e Indonésia.
No Paquistão, o cenário é marcado pela destituição do ex-primeiro-ministro Imran Khan e sua influência contínua na política.
Já a Indonésia se prepara para as maiores eleições do mundo em um único dia, marcadas para fevereiro, desafiando o domínio das elites empresariais e militares. O centro-esquerda PDI-P provavelmente vencerá as eleições legislativas e presidenciais.
O México pode eleger sua primeira presidente mulher no dia 2 junho. Claudia Sheinbaum, ex-prefeita da capital e candidata do governo, enfrentará a opositora Xóchitl Gálvez, senadora e empresária de origem indígena. O fato é marcante em país marcado por violência relacionada ao tráfico de drogas, uma onda de feminicídios e uma longa tradição de machismo.
Em novembro, os eleitores dos Estados Unidos elegerão seu próximo presidente, assim como a totalidade da Câmara dos Representantes e um terço do Senado. O presidente democrata Joe Biden provavelmente enfrentará Donald Trump, o favorito republicano, em uma repetição de 2020.
Na Rússia, o presidente Vladimir Putin pela reeleição marcada para o dia 17 de março. Ele anunciou que vai concorrer à reeleição numa live de quatro horas, que misturou perguntas do público e de jornalistas e o depoimento de militares na frente de batalha.
O evento lançou a campanha para as eleições de 2024, que podem prorrogar sua presença no poder até 2030. Se for reeleito, Putin poderá completar 31 anos no poder, menos que o czar Pedro o Grande (39 anos), mas o mesmo que Josef Stálin (31 anos).
Outros pleitos importantes
A Turquia, governada pelo extremista de direita Recep Tayyip Erdogan também realizará pleito municipal no dia 31 de março de 2024.
A Venezuela se prepara para uma nova candidatura do líder nacionalista Nicolás Maduro, que deve enfrentar a candidata ultraliberal Maria Corina Machado. O pleito deve ocorrer no segundo semestre de 2024
O governo e um setor da oposição da Venezuela assinaram nesta terça-feira (17) um acordo sobre cronograma e definições técnicas para as próximas eleições presidenciais. Segundo o documento, o pleito deve ser realizado no segundo semestre de 2024 e contará com missões de observação da União Europeia, do Centro Carter e da Organização das Nações Unidas (ONU).
Na Europa, nove eleições parlamentares estão agendadas, com destaque para as eleições em Portugal, após a renúncia do primeiro-ministro socialista António Costa, e na Áustria, onde a extrema direita ganha força.
O Parlamento Europeu também realizará eleições em junho, com a possibilidade de uma significativa guinada à direita.
Estes eventos eleitorais, em países com biliões de eleitores, têm o potencial de remodelar a ordem política global. À medida que os cidadãos se dirigem às urnas, o mundo aguarda os resultados e suas consequências com grande interesse e expectativa.
Calendário de eleições em destaque em 2024
- Taiwan - Eleição presidencial em 13 de janeiro, que será central nas tensões entre os EUA e a China.
- Rússia - Eleição presidencial em 17 de março, onde é esperado que Vladimir Putin busque a reeleição.
- Índia - Eleições presidenciais em abril e maio, com Narendra Modi provavelmente buscando a reeleição em um contexto de nacionalismo hindu.
- União Europeia - Eleições para o Parlamento Europeu de 6 a 9 de junho, um grande pleito transnacional que pode ver um avanço das forças eurocéticas.
- Estados Unidos - Eleição presidencial em 5 de novembro, com o potencial retorno de Donald Trump como um dos candidatos.
- Portugal - Eleições legislativas em 10 de março, após a renúncia do primeiro-ministro socialista António Costa.
- Bélgica - Eleições federais em 9 de junho, coincidindo com as eleições europeias.
- Áustria - Eleições legislativas previstas para o outono, com a possível ascensão do partido de extrema-direita FPÖ.
Além disso, serão realizadas eleições na Finlândia, Lituânia, Croácia, Ucrânia, e Irão. No continente africano, serão realizadas dez eleições presidenciais em 2024, incluindo no Senegal, onde o pleito está previsto para 25 de fevereiro.
Estas eleições marcadas para o ano que vem ocorrerão num contexto marcado por desafios políticos, económicos e sociais em várias regiões do mundo.
Labels:
África,
Ásia,
Bangladesh,
Direita,
Economia,
Eleições Europeias,
Eleições Presidenciais,
Esquerda,
Europa,
Extrema-Direita,
Globalização,
Islamismo,
Mapas Interativos,
Nicolás Maduro,
População
domingo, 26 de maio de 2019
Europeias- vote!
Na imagem: um caricato mapa do continente europeu desenhado por Rafael Bordalo Pinheiro em 1870. Publicado n'A Berlinda, este mapa da Europa, qual manta de retalhos, mostra os diversos países configurados por figuras humanas e animais, evocando características típicas ou problemas internos de cada Estado.
Portugal é um velho decadente
A Grécia é um caranguejo agressivo.
A Finlândia é gelo puro.
A Polónia uma mosca.
A Escandinávia um bacalhau desinteressante.
A Dinamarca uma lagosta
A Inglaterra um marinheiro bêbado, trazendo a Irlanda à trela e vomitando esquadras.
Saiba mais sobre a ilustração publicada n'A Berlinda.
Subscrever:
Mensagens (Atom)






