domingo, 12 de julho de 2026
Plano Nacional de Restauro da Natureza avança para consulta pública
segunda-feira, 29 de junho de 2026
Sisão está em risco de extinção em Portugal
segunda-feira, 1 de junho de 2026
Onde estão os Pirilampos?
A medida, proposta pela Comissão Europeia e formalizada pelo Conselho Europeu, reflete precisamente essa corda bamba entre as metas ambientais e as exigências da produção em larga escala.
Os Dois Lados da MoedaO argumento económico/produtivo: Com o fecho do Estreito de Ormuz e a escalada de conflitos no Médio Oriente, os preços dos adubos dispararam, ameaçando as colheitas, a tesouraria dos agricultores e prevendo uma forte inflação alimentar. Para Bruxelas, aliviar estas taxas (uma poupança estimada em 60 milhões de euros) e apresentar um Plano de Ação para os Fertilizantes foi a forma encontrada para garantir que a produção de alimentos não colapsa a curto prazo.
O argumento ambiental (a crítica à agricultura intensiva): Para os críticos e ambientalistas, esta medida representa um passo atrás na transição ecológica. Os fertilizantes químicos azotados são um dos pilares da agricultura intensiva e estão diretamente ligados à degradação dos solos, à poluição da água e às emissões de gases com efeito de estufa. Facilitar o seu acesso, em vez de acelerar a transição para alternativas orgânicas e sustentáveis, é visto como um "balão de oxigénio" para um modelo poluente.
Resumo: A aprovação recente da isenção de taxas para a importação de fertilizantes químicos visa travar uma crise de preços nos alimentos, mas acaba por subsidiar e manter a dependência do modelo de agricultura intensiva que a própria UE prometeu combater no "Pacto Ecológico Europeu".
sexta-feira, 24 de maio de 2024
Mais de 2.600 cães de gado apoiados no Norte para repelir ataques de lobo ibérico
quinta-feira, 9 de maio de 2024
Manifesto para as eleições europeias de 9 de junho
- Aprovar e implementar com urgência a Lei de Restauro da Natureza, financiando a recuperação da natureza em terra e nos oceanos;
- Apresentar uma nova lei sobre resiliência hídrica e climática que dê prioridade ao restauro e à proteção dos ecossistemas de água doce;
- Aprovar a lei relativa aos sistemas alimentares sustentáveis (SFS);
- Implementar a Estratégia do Prado ao Prato (F2F);
- Rever o regulamento relativo ao registo, avaliação, autorização e restrição dos produtos químicos (REACH), no sentido de reforçar a sua capacidade de promover um ambiente não tóxico;
- Reforçar a Convenção de Minamata, reduzindo o uso, emissões e perdas de mercúrio, bem como o seu comércio e exposição;
- Promover a Estratégia para os Químicos Sustentáveis (CSS) e um ambiente sem tóxicos, eliminando rapidamente os químicos mais perigosos, incluindo os PFAS, os retardantes inflamáveis e o PVC nos plásticos;
- Aumentar as ambições de mitigação das emissões GEE através do desenvolvimento de um pacote de medidas de emergência climática adequado ao objetivo 90 até 2040 (fit-for-at-least-90-by-2040), com um conjunto convincente de medidas facilitadoras;
- Implementar a Estratégia da UE para o Metano;
- Adotar o regulamento relativo à utilização sustentável dos pesticidas;
- Rever a Diretiva relativa aos Nitratos, com a finalidade de aumentar a proteção das águas superficiais (rios e albufeiras) e subterrâneas, contra a poluição causada por nitratos de origem agrícola, restringindo o uso de fertilizantes e reforçando as medidas para reverter a contaminação, em particular nas zonas vulneráveis, promovendo a qualidade das massas de água e prevenindo a eutrofização. Incluindo, de igual modo, a revisão do Código de Boas Práticas Agrícolas (CBPA).
- Reformar a PAC para a tornar um instrumento justo da tão necessária e urgente transição e garantir que os agricultores que recorrem a práticas agro-ecológicas sejam adequadamente apoiados e tenham uma vida decente;
- Implementar a Estratégia UE para a Biodiversidade 2030 e a Iniciativa para os Polinizadores da União;
- Implementar a Estratégia UE para as Florestas 2030 e a lei de monitorização florestal;
- Colaborar com as ONGA e contribuir para a negociação internacional com vista à adoção de um tratado internacional vinculativo para acabar com a poluição dos plásticos;
- No que toca à mineração, assegurar o direito das populações a dizer não e promover a denúncia de zonas de sacrifício;
- Implementar o Regulamento de Matérias primas críticas e a defesa da redução do consumo de minérios e outros recursos, apostando na sua reutilização e no direito à reparação, criando uma verdadeira economia circular;
- Rever a Diretiva relativa ao ruído ambiente, reforçando as medidas de avaliação e gestão do ruído ambiente e a melhoria do ambiente acústico ao nível comunitário, de forma a salvaguardar a saúde e o ambiente, garantindo uma informação mais ampla ao público;
- Apresentar um pacote de medidas no âmbito do "Acordo sobre o Oceano";
- Aplicar plenamente a gestão das pescas baseada nos ecossistemas através da política comum das pescas;
- Apresentar o Plano de Ação para a Gestão dos Nutrientes;
- Rever a legislação de bem-estar animal, incluindo o reforço das medidas relativas à proteção dos animais durante o transporte, o regulamento relativo ao bem-estar dos animais detidos para fins económicos e o regulamento relativo à proteção dos animais no momento da occisão/ abate;
- Adotar uma agenda para uma economia do bem-estar e de pessoas saudáveis: através do ajustamento do Semestre Europeu, utilizando indicadores de bem-estar além do PIB, que tenham em conta a sustentabilidade;
- Promover modelos empresariais que não se baseiem no valor para os acionistas e na maximização dos lucros, mas que tenham em conta a forma como os ecossistemas contribuem para a prosperidade e resiliência;
- Aumentar o investimento em competências, formação, criação de emprego e investigação em sectores-chave da economia verde e hipocarbónica;
- Acelerar sistematicamente a inovação em produtos limpos e sustentáveis através de regulamentação, incentivos, normas e condições e investigação.
- Comunicar e mostrar os múltiplos benefícios da natureza para as pessoas, a sociedade e a economia;
- Apresentar um Plano de Ação do 8.º Programa de Ação Ambiental (8EAP) para 2030, a fim de abordar as áreas em que os progressos são insuficientes.
- Assumir o compromisso de acelerar a inovação e a substituição de produtos tóxicos por produtos químicos seguros e ecológicos, a fim de criar os produtos químicos certos para o futuro – através da investigação, de uma melhor governação, da fixação de preços e da regulamentação;
- Adotar uma agenda para melhorar o cumprimento legislativo, demonstrando uma vontade clara de impedir o desrespeito da legislação comunitária através de uma instauração mais rápida e de uma transparência total dos processos por infração, de um aumento significativo da capacidade do pessoal da CE para fazer cumprir a lei e de sanções financeiras e reputacionais mais dissuasoras para os intervenientes no mercado;
- Rever a legislação de Avaliação de Impacte Ambiental no sentido de tornar a sua implementação mais efetiva, por exemplo, através do reforço da dimensão da participação pública, ou de uma mais eficaz monitorização da implementação das medidas de compensação.
terça-feira, 27 de fevereiro de 2024
É melhor para o Ambiente consumirmos alimentos produzidos localmente?

sexta-feira, 16 de fevereiro de 2024
Portugal mantém um consumo de produtos biológicos per capita de apenas € 2,00, refere relatório
quinta-feira, 8 de fevereiro de 2024
Momento histórico: Ministério Público chumba minas de lítio em Covas do Barroso
quinta-feira, 23 de novembro de 2023
Portanto, por mais que se torçam, a Ucrânia não vai aderir à UE. As potências agrícolas europeias não vão deixar.
sábado, 18 de novembro de 2023
Bruxelas autoriza a utilização de glifosato na UE por mais 10 anos
quarta-feira, 6 de setembro de 2023
A poluição por glifosato ameaça as águas superficiais europeias
- AMPA, ácido aminometilfosfónico, resulta da degradação do glifosato e ele próprio também é tóxico metabolito de degradação AMPA;
- “Ecotoxicology of Glyphosate-Based Herbicides on Aquatic Environment”
- Nesta bio-região têm sido instalados amendoais intensivos em produção integrada com uso permitido de Foram subsidiados em medidas agroambientais e, desde 2023, no PEPAC português, são subsidiados em regime ecológico.
- Nova et al, Glyphosate in Portuguese Adults – A Pilot Study. Environmental Toxicology and Pharmacology 80 (2020).
- Silva et al, Distribution of glyphosate and aminomethylphosphonic acid (AMPA) in agricultural topsoils of the European Union. Sci Total Environ (2017)
- Pesticide Action Network: “Leaked: EU Commission plans to swiftly reapprove glyphosate to avoid scientific and public debate”l
- EFSA p23. “a data gap for addressing the risk to aquatic macrophytes due to contact exposure via spray drift of glyphosate was identified and this resulted in an assessment not finalised” “For chronic exposure to glyphosate, a proper comparison between fishand amphibians could not be carried out, since relevant and reliable chronic endpoints for amphibians were not available. A full comparability between fish and aquatic stages of amphibians would anyway be hampered by the different response types being measured for the two groups.
sexta-feira, 14 de julho de 2023
Parlamento Europeu dá aval a Lei do Restauro da Natureza
sábado, 15 de abril de 2023
Agricultores espanhóis alertam para seca severa e falam em cenário “catastrófico”
quinta-feira, 19 de janeiro de 2023
Webinar do projecto Proteína Verde - Plantar a Alimentação do Futuro



quarta-feira, 14 de dezembro de 2022
Universidade de Coimbra coordena projeto que aposta na gestão agroecológica de infestantes e pragas
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| Fonte: Arc 2020 |
- Here is why the world needs regenerative agriculture [Down To Earth, December 2022]
- Sobre o ervado [aqui]
- O lóbi dos pesticidas é um polvo em Bruxelas












