domingo, 4 de janeiro de 2026
domingo, 25 de dezembro de 2022
Música do BioTerra: Dead Can Dance - Sanvean: I am your shadow
sexta-feira, 12 de março de 2021
sábado, 30 de janeiro de 2021
quarta-feira, 1 de outubro de 2014
Encontros Improváveis - Lisa Gerrard & Telekine e Albert Einstein
"A burocracia é a morte de todas as actividades"- Albert Einstein
Hoje celebra-se em todo o mundo o Dia Mundial da Música.
quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013
Morri pela Beleza
Acomodado à Campa
Quando Alguém que morreu pela Verdade,
Da Casa do lado -
Perguntou baixinho "Por que morreste?"
"Pela Beleza", respondi -
E assim, como parentes próximos, uma Noite -
Falámos de uma Casa para outra -
Até que o Musgo nos chegou aos lábios -
E cobriu - os nossos nomes -
Emily Dickinson, in "Poemas e Cartas"
quinta-feira, 18 de outubro de 2012
Encontros Improváveis - poema sonoro de Cecília Meireles com Dead Can Dance
(Cecília Meireles, de seu primeiro livro)
Plena mata. Silencio. Nem um pio
De ave ou bulir de folha. Unicamente
Ao longe, em suspiros murmúrio,
Do Ganges rola a fulgida serpente.
Sem ter no pétreo corpo um arrepio,
Nu, braços no ar, de joelhos, fartamente,
Esparsa a barba ao peito, na silente
Mata, o Brâmane sonha. Pelo estio,
Ao sol, que os céus abrasa e o chão calcina,
Impassível, a silaba divina
Murmura... E a cólera hibernal do vento
Não ousa à barba estremecer um fio
Do esquelético hindu, rígido e frio,
Que contempla, extasiado, o firmamento.
Cecília Meireles
In: Espectros (1919)
As ancient as the sun
We came from the ocean
Once our ancestral home
So that one day
We could all return
To our birthright
The great celestial dome
We are the children of the sun
Our journey's just begun
Sunflowers in our hair
We are the children of the sun
There is room for everyone
Sunflowers in our hair
Throughout the ages
Of iron, bronze, and stone
We marvelled at the night sky
And what may lie beyond
We burned our frames
To the elemental ones
Made sacrifices
For beauty, peace and love
We are the children of the sun
Our kingdom will come
Sunflowers in our hair
We are the children of the sun
Our carnival's began
Our songs will fill the air
And you know it's time
To look for reasons why
Just reach up and touch the sky
To the heavens we will sing
We are the children of the sun
Our journey has begun
Are we older children
Come out at night
And even soulless
Great hunger in their eyes
Unaware of the beauty
That sleeps tonight
And all the queen's horses
And all the king's men
Will never put these children back
Together again
Faith, hope, our charities
Breathe slow, our enemies
We are the children of the sun
We are the children of the sun
segunda-feira, 19 de setembro de 2011
Música-Reflexão Bioterra :: Lisa Gerrard - The Messenger
Faltam as abelhas, o Sujeito que nos retire desta sociedade argentária, os ignorantes imperam, há que continuar a insistir na mensagem da transição.
terça-feira, 30 de agosto de 2011
Muito obrigado pelas mensagens de parabéns
Só posso agradecer a todos - mesmo a todos - a vossa gentileza, simpatia, incentivo e tamanhas provas de consideração. Espero que gostem desta música e dancemos juntos! Muito obrigado.
Lisa Gerrard - I Asked For Love
domingo, 14 de agosto de 2011
Filme - Samsara (2011)

Lançado em 2011, Samsara é uma obra-prima do cinema contemplativo e não narrativo, dirigida pelo renomado diretor de fotografia e realizador Ron Fricke e produzida por Mark Magidson. O filme dá continuidade ao estilo visual revolucionário fundado por Fricke em Koyaanisqatsi (1982) e aperfeiçoado em Baraka (1992). Sem utilizar uma única linha de diálogo, voz off ou personagens com enredo tradicional, o documentário confia inteiramente no poder da imagem, da montagem e do som para construir a sua mensagem. Gravado ao longo de cinco anos em vinte e cinco países, o filme foi capturado em película de 70 milímetros e posteriormente digitalizado em resolução 8K, o que confere a cada fotograma uma profundidade, textura e riqueza de detalhes quase hipnóticas.
A força condutora do filme reside nas suas profundas raízes filosóficas e espirituais. O próprio título, Samsara, é uma palavra em sânscrito presente nas tradições do Budismo, Hinduísmo e Jainismo que se traduz literalmente como "fluxo contínuo" ou "roda da vida". Filosoficamente, o conceito descreve o ciclo ininterrupto de nascimento, vida, morte e renascimento, ao qual todos os seres estão presos até alcançarem a iluminação ou a libertação (Moksha ou Nirvana). Ao adotar essa premissa, o filme não busca contar uma história linear, mas sim revelar o ritmo e as contradições desse ciclo na Terra, espelhando a transitoriedade de todas as coisas - desde as paisagens geológicas ancestrais até às criações do homem moderno.
Ao longo de noventa minutos, o filme explora a dualidade da condição humana através de justaposições visuais provocatórias. Inspirando-se no conceito budista da impermanência (Anicca), a câmara de Ron Fricke guia o espectador por uma meditação visual sobre o belo e o grotesco, o sagrado e o profano. Numa sequência, testemunhamos rituais espirituais ancestrais, como a criação meticulosa de um mandala de areia por monges tibetanos ou a grandiosa peregrinação de milhões de fiéis ao redor da Kaaba em Meca. Logo a seguir, somos confrontados com a escala esmagadora do consumo moderno: linhas de montagem automatizadas na Ásia, o processamento industrial de alimentos, os gigantescos aterros de lixo eletrónico e as megacidades que nunca dormem.
Essa alternância reflete uma crítica filosófica ao modo como a humanidade se desligou dos ritmos naturais ao criar a sua própria "roda mecânica" de produção e consumo. Há também uma clara influência da fenomenologia e da filosofia da perceção, pois o filme não impõe uma interpretação fechada. Ao olhar diretamente para os rostos das pessoas retratadas - desde operários de fábrica e dançarinos a presidiários e tribos indígenas -, a câmara exige uma conexão empática e interior por parte de quem assiste, fazendo do próprio espectador o narrador da obra.
O elo que une estas imagens e ideias é a sua banda sonora envolvente, composta por Michael Stearns, Lisa Gerrard (vocalista dos Dead Can Dance) e Marcello De Francisci. A música atua como o coração emocional e o motor narrativo do filme. Ela alterna entre cânticos étnicos profundos, texturas ambientais meditativas e arranjos orquestrais e industriais tensos. O som não serve apenas como fundo, mas sim como o sopro vital que conecta cada corte visual, elevando a experiência de um mero espetáculo fotográfico para uma verdadeira jornada espiritual e reflexiva sobre o nosso papel na teia da vida.
Quais foram os principais locais e países onde o documentário Samsara foi filmado?
O documentário Samsara é uma das produções mais ambiciosas e geograficamente abrangentes do cinema moderno, tendo sido rodado ao longo de cinco anos em mais de cem localizações espalhadas por vinte e cinco países e cinco continentes. Na África, a câmara de Ron Fricke capturou a imponência histórica do Egipto através das Pirâmides de Gizé, da Esfinge e da Mesquita do Sultão Hassan no Cairo, ao mesmo tempo que retratou as tradições da tribo Mursi no Vale do Omo, na Etiópia, a arquitetura de barro da Grande Mesquita de Djenné, no Mali, e os invulgares caixões personalizados em Acra, no Gana. A passagem pelo continente africano destaca ainda a transição entre o natural e o abandonado, evidente nas imponentes dunas de Sossusvlei e na cidade-fantasma de Kolmanskop, na Namíbia, onde o deserto recupera o seu espaço entre antigas construções humanas.
sábado, 26 de dezembro de 2009
domingo, 29 de novembro de 2009
Denez Prigent and Lisa Gerrard - An Hini A Garan
An hini a garan, gwechall bihan er gêr
Pa oamp tostig an eil, an eil ouzh egile
Va c'halon ne gare, gare nemet unan
Pa oan bihan er gêr an hini a garan
An hini a garan, 'm eus kollet da viken
'Mañ degouezhet pell ha ne zistroio ken
Ha setu ma kanan, kanan keti ketañ
Ha setu ma kanan d'an hini a garan
An hini a garan, un deiz 'n eus va losket
Aet eo d'ar broioù pell, d'ur vro n'an'vezan ket
Aet eo d'ar broioù pell da c'hounit e vara
Kollet, kollet un deiz, an hini a garan
In English:
The one I love, before, when we were little at home
when we were so near to each other
My heart was loving ony one
When I was little at home, the one I love
The one I love, I lost forever
Gone far away and will never come back
And this is what I sing for the one I love
The one I love one day left me
For a far away land
A land that I don't know
Lost, lost one day, the one love
domingo, 30 de agosto de 2009
Hoje faço 43 anos - partilho convosco um tema fabuloso de Lisa Gerrard: Space Weaver
sábado, 15 de abril de 2006
Lisa Gerrard - The end
domingo, 27 de novembro de 2005
Boulogne - Violin Concerto in D Major
É bom relembrar a História com ensinamentos para um mundo mais tolerante, numa altura em que a Europa está a regressar à xenofobia!!