Mostrar mensagens com a etiqueta Lisa Gerrard. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Lisa Gerrard. Mostrar todas as mensagens

domingo, 25 de dezembro de 2022

Música do BioTerra: Dead Can Dance - Sanvean: I am your shadow


"Sanvean: I am your shadow" é uma canção co-escrita em setembro de 1993 por Lisa Gerrard e o compositor/multi-instrumentista Andrew Claxton durante os ensaios na Irlanda  para a tournée internacional dos Dead Can Dance nesse ano. Lisa Gerrard afirmou que escreveu esta música com saudades da sua família que permaneceu na Austrália. A sua primeira apresentação pública foi em Sligo, Irlanda e depois gravada em 1994 no álbum ao vivo Toward the Within, e mais tarde em 1995 no álbum a solo The Mirror Pool e The Best of Lisa Gerrard em 2007. Como a maioria das suas suas obras, é cantada num  registo eufónico e numa pseudo-linguagem emocional. 

It has become an iconic song through its frequent appearance on soundtracks and other uses:
In 1995, it appeared in a Hermès 24 Faubourg advertisement.

In 1999, Paul Oakenfold incorporated "Sanvean" into his release "Perfecto Presents: Another World".
UK Health Education Authority used the song between 1998 and 2003 in an MMR immunisation campaign.

The 2003 episode "7A WF 83429" of The West Wing.

The Cadets, a top five drum corps in Allentown, Pennsylvania, performed their own arrangement brass, percussion and solo vocal throughout the 2006 drum corps season. The use of amplification and the un-traditional solo singer caused some controversy among drum corps fanatics. "Sanvean" is included in their 2006 recording Through the Looking Glass Part II.

In 2006, a free right-of-use of the song was given to the Dutch NGO 'Natuur en Milieu' (Nature and environment), for their campaign 'Geef natuur de ruimte' ("make way for nature").

In 2007, the third episode "Paradise Lost" of Andrew Marr's History of Modern Britain, used an almost complete live version, which was broadcast on BBC2.

In 2008, Sarah Brightman included a cover of "Sanvean" in her album Symphony.

The 2012 episode "Last Straw" of CSI: Miami, used the song during the scene of an attempted suicide.
In 2017 Aly & Fila album "Beyond the Lights" the song was sampled in the track "Shadow"

It is a favourite choice throughout the world for weddings, funerals and other solemn occasions.

For many years it has also been performed internationally by Duo Spiritalis based in Switzerland.

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

Morri pela Beleza



Morri pela Beleza - mas mal me tinha
Acomodado à Campa
Quando Alguém que morreu pela Verdade,
Da Casa do lado -
Perguntou baixinho "Por que morreste?"
"Pela Beleza", respondi -

"E eu - pela Verdade - Ambas são iguais -
E nós também, somos Irmãos", disse Ele -
E assim, como parentes próximos, uma Noite -
Falámos de uma Casa para outra -
Até que o Musgo nos chegou aos lábios -
E cobriu - os nossos nomes -


Emily Dickinson, in "Poemas e Cartas"

quinta-feira, 18 de outubro de 2012

Encontros Improváveis - poema sonoro de Cecília Meireles com Dead Can Dance


'Brâmane'
(Cecília Meireles, de seu primeiro livro)

Plena mata. Silencio. Nem um pio
De ave ou bulir de folha. Unicamente
Ao longe, em suspiros murmúrio,
Do Ganges rola a fulgida serpente.

Sem ter no pétreo corpo um arrepio,
Nu, braços no ar, de joelhos, fartamente,
Esparsa a barba ao peito, na silente
Mata, o Brâmane sonha. Pelo estio,

Ao sol, que os céus abrasa e o chão calcina,
Impassível, a silaba divina
Murmura... E a cólera hibernal do vento

Não ousa à barba estremecer um fio
Do esquelético hindu, rígido e frio,
Que contempla, extasiado, o firmamento.

Cecília Meireles
In: Espectros (1919)

Children of the Sun
[Dead Can Dance]

We are ancient
As ancient as the sun
We came from the ocean
Once our ancestral home
So that one day
We could all return
To our birthright
The great celestial dome

We are the children of the sun
Our journey's just begun
Sunflowers in our hair
We are the children of the sun
There is room for everyone
Sunflowers in our hair

Throughout the ages
Of iron, bronze, and stone
We marvelled at the night sky
And what may lie beyond
We burned our frames
To the elemental ones
Made sacrifices
For beauty, peace and love

We are the children of the sun
Our kingdom will come
Sunflowers in our hair
We are the children of the sun
Our carnival's began
Our songs will fill the air

And you know it's time
To look for reasons why
Just reach up and touch the sky
To the heavens we will sing
We are the children of the sun
Our journey has begun

Are we older children
Come out at night
And even soulless
Great hunger in their eyes
Unaware of the beauty
That sleeps tonight

And all the queen's horses
And all the king's men
Will never put these children back
Together again
Faith, hope, our charities
Breathe slow, our enemies

We are the children of the sun
We are the children of the sun

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Música-Reflexão Bioterra :: Lisa Gerrard - The Messenger



Faltam as abelhas, o Sujeito que nos retire desta sociedade argentária, os ignorantes imperam, há que continuar a insistir na mensagem da transição.

terça-feira, 30 de agosto de 2011

Muito obrigado pelas mensagens de parabéns




Só posso agradecer a todos - mesmo a todos - a vossa gentileza, simpatia, incentivo e tamanhas provas de consideração. Espero que gostem desta música e dancemos juntos! Muito obrigado.

Música: Orbital & Lisa Gerrard - One Perfect Sunrise (Phil Hartnoll Mix)

Lisa Gerrard - I Asked For Love


Prefiro a peregrinação Interior, com alguém que eu amo, a minha escolhida, o meu filho, os filhos dos outros, uma peregrinação pela Paz, pelo Amor, sem o foguetório e cerinhas e velas e santas e santos nem de mártires, nem kamikazes ou de (novas) cruzadas. Estou "Em Peregrinação Pedindo Amor". Mesmo não preciso sair da Pátria. A mudança para a superação e elevação ética começa por vezes no saber livresco e  muitas vezes nos lugares mais internos e orgânicos: a dor, a felicidade, a entrega, a ira, a herança de valores, ensino-aprendizagem com os outros e com os seres vivos que vivem connosco.

domingo, 14 de agosto de 2011

Filme - Samsara (2011)

Lançado em 2011, Samsara é uma obra-prima do cinema contemplativo e não narrativo, dirigida pelo renomado diretor de fotografia e realizador Ron Fricke e produzida por Mark Magidson. O filme dá continuidade ao estilo visual revolucionário fundado por Fricke em Koyaanisqatsi (1982) e aperfeiçoado em Baraka (1992). Sem utilizar uma única linha de diálogo, voz off ou personagens com enredo tradicional, o documentário confia inteiramente no poder da imagem, da montagem e do som para construir a sua mensagem. Gravado ao longo de cinco anos em vinte e cinco países, o filme foi capturado em película de 70 milímetros e posteriormente digitalizado em resolução 8K, o que confere a cada fotograma uma profundidade, textura e riqueza de detalhes quase hipnóticas.

A força condutora do filme reside nas suas profundas raízes filosóficas e espirituais. O próprio título, Samsara, é uma palavra em sânscrito presente nas tradições do Budismo, Hinduísmo e Jainismo que se traduz literalmente como "fluxo contínuo" ou "roda da vida". Filosoficamente, o conceito descreve o ciclo ininterrupto de nascimento, vida, morte e renascimento, ao qual todos os seres estão presos até alcançarem a iluminação ou a libertação (Moksha ou Nirvana). Ao adotar essa premissa, o filme não busca contar uma história linear, mas sim revelar o ritmo e as contradições desse ciclo na Terra, espelhando a transitoriedade de todas as coisas - desde as paisagens geológicas ancestrais até às criações do homem moderno.

Ao longo de noventa minutos, o filme explora a dualidade da condição humana através de justaposições visuais provocatórias. Inspirando-se no conceito budista da impermanência (Anicca), a câmara de Ron Fricke guia o espectador por uma meditação visual sobre o belo e o grotesco, o sagrado e o profano. Numa sequência, testemunhamos rituais espirituais ancestrais, como a criação meticulosa de um mandala de areia por monges tibetanos ou a grandiosa peregrinação de milhões de fiéis ao redor da Kaaba em Meca. Logo a seguir, somos confrontados com a escala esmagadora do consumo moderno: linhas de montagem automatizadas na Ásia, o processamento industrial de alimentos, os gigantescos aterros de lixo eletrónico e as megacidades que nunca dormem.

Essa alternância reflete uma crítica filosófica ao modo como a humanidade se desligou dos ritmos naturais ao criar a sua própria "roda mecânica" de produção e consumo. Há também uma clara influência da fenomenologia e da filosofia da perceção, pois o filme não impõe uma interpretação fechada. Ao olhar diretamente para os rostos das pessoas retratadas - desde operários de fábrica e dançarinos a presidiários e tribos indígenas -, a câmara exige uma conexão empática e interior por parte de quem assiste, fazendo do próprio espectador o narrador da obra.

O elo que une estas imagens e ideias é a sua banda sonora envolvente, composta por Michael Stearns, Lisa Gerrard (vocalista dos Dead Can Dance) e Marcello De Francisci. A música atua como o coração emocional e o motor narrativo do filme. Ela alterna entre cânticos étnicos profundos, texturas ambientais meditativas e arranjos orquestrais e industriais tensos. O som não serve apenas como fundo, mas sim como o sopro vital que conecta cada corte visual, elevando a experiência de um mero espetáculo fotográfico para uma verdadeira jornada espiritual e reflexiva sobre o nosso papel na teia da vida.

Quais foram os principais locais e países onde o documentário Samsara foi filmado?

O documentário Samsara é uma das produções mais ambiciosas e geograficamente abrangentes do cinema moderno, tendo sido rodado ao longo de cinco anos em mais de cem localizações espalhadas por vinte e cinco países e cinco continentes. Na África, a câmara de Ron Fricke capturou a imponência histórica do Egipto através das Pirâmides de Gizé, da Esfinge e da Mesquita do Sultão Hassan no Cairo, ao mesmo tempo que retratou as tradições da tribo Mursi no Vale do Omo, na Etiópia, a arquitetura de barro da Grande Mesquita de Djenné, no Mali, e os invulgares caixões personalizados em Acra, no Gana. A passagem pelo continente africano destaca ainda a transição entre o natural e o abandonado, evidente nas imponentes dunas de Sossusvlei e na cidade-fantasma de Kolmanskop, na Namíbia, onde o deserto recupera o seu espaço entre antigas construções humanas.

O continente asiático e o Médio Oriente constituem o coração espiritual e industrial da obra. Na Ásia Oriental e do Sul, o filme contrasta rituais sagrados — como a devoção no Templo Dourado de Amritsar e nas margens do Rio Ganges em Varanasi, na Índia, a dança rituística das Mil Mãos nas grutas de Longmen, na China, e os templos ancestrais de Borobudur, na Indonésia - com a modernidade tecnológica e a extração laboral. Esta dualidade manifesta-se nos laboratórios de robótica em Osaka, no Japão, nas extensas planícies de estupas milenares em Bagan, em Mianmar, e na perigosa mineração de enxofre no vulcão Kawah Ijen. No Médio Oriente, o filme regista a magnitude de símbolos religiosos globais, com destaque para as imagens da peregrinação do Hajj ao redor da Kaaba em Meca, na Arábia Saudita, além de marcos históricos e urbanos como o Muro das Lamentações em Jerusalém, a antiga cidade de Petra, na Jordânia, e a arquitetura futurista dos arranha-céus no Dubai.

Nas Américas e na Europa, o foco da obra recai sobre a escala da atividade humana, as infraestruturas urbanas e a força da natureza. Nos Estados Unidos, a rodagem abrangeu desde a vastidão natural do Parque Nacional de Arches, em Utah, e dos vulcões no Havaí, até cenários de devastação e consumo, como as marcas do Furacão Katrina em Nova Orleães, prisões de alta segurança e gigantescos aterros industriais. Na América do Sul, a equipa filmou no Brasil, retratando a densidade urbana e social da Favela da Rocinha, no Rio de Janeiro, e a malha rodoviária de São Paulo. Por fim, na Europa, a produção registou a imponência da arquitetura sacra e artística na Basílica de São Pedro, no Vaticano, no Museu do Louvre e no Palácio de Versalhes, em França, assim como o tom sombrio das Catacumbas dos Capuchinhos em Palermo, na Itália, fechando um mosaico global que une o património natural, espiritual e industrial da humanidade.

domingo, 29 de novembro de 2009

Denez Prigent and Lisa Gerrard - An Hini A Garan



An hini a garan (The One I love)

An hini a garan, gwechall bihan er gêr
Pa oamp tostig an eil, an eil ouzh egile
Va c'halon ne gare, gare nemet unan
Pa oan bihan er gêr an hini a garan

An hini a garan, 'm eus kollet da viken
'Mañ degouezhet pell ha ne zistroio ken
Ha setu ma kanan, kanan keti ketañ
Ha setu ma kanan d'an hini a garan

An hini a garan, un deiz 'n eus va losket
Aet eo d'ar broioù pell, d'ur vro n'an'vezan ket
Aet eo d'ar broioù pell da c'hounit e vara
Kollet, kollet un deiz, an hini a garan

In English:

The one I love, before, when we were little at home
when we were so near to each other
My heart was loving ony one
When I was little at home, the one I love

The one I love, I lost forever
Gone far away and will never come back
And this is what I sing for the one I love

The one I love one day left me
For a far away land
A land that I don't know
Lost, lost one day, the one love

domingo, 30 de agosto de 2009

Hoje faço 43 anos - partilho convosco um tema fabuloso de Lisa Gerrard: Space Weaver

Prometo não usar velas: primeiro são menos eficientes que as próprias lâmpadas incandescentes (!) e fluorescentes [ler este artigo com os respectivos cálculos] e segundo já começam a ser muitas para apagar (risos).

Prefiro mesmo ouvir boa música, em boa companhia e estar com amigos e viver um bom dia.

 



domingo, 27 de novembro de 2005

Boulogne - Violin Concerto in D Major

Que maravilhoso concerto!! Lembrei-me também de Joseph Boulogne, porque era mestiço, talvez um dos primeiros compositores europeus cuja mãe era ex-escrava negra nas plantações das Caraíbas.
É bom relembrar a História com ensinamentos para um mundo mais tolerante, numa altura em que a Europa está a regressar à xenofobia!!

quarta-feira, 30 de março de 2005

Hector Zazou - Harar et les Gallas(feat. Ketema Mekonen & Ryuichi Sakamoto)

Zazou adaptou uma canção tradicional etíope, em memória de Arthur Rimbaud. Sublime e sedutora.


Do álbum "Sahara Blue" - 1992; Voz de Ketema Mekonen.

Oferta de Zazou em 1992, Sahara Blue, foi baseada numa ideia de Jacques Pasquier. Pasquier sugeriu Zazou comemorar o 100 º aniversário da morte do autor Arthur Rimbaud através da criação de música com poesia de Rimbaud. Contribuições incluem palavras faladas de Gérard Depardieu, Dominique Dalcan e música de Brendan Perry e Lisa Gerrard dos Dead Can Dance, Tim Simenon, e David Sylvian.
Hector Zazou (11 de julho de 1948, 08 setembro de 2008) foi um prolífico compositor e produtor musical francês que trabalhou, produziu e colaborou com uma série de artistas internacionais. Ele trabalhou nos seus próprios álbuns e de outros artistas , incluindo Sandy Dillon, Mimi Goes, Barbara Gogan, Sevara Nazarkhan, Carlos Núñez, o grupo italiano PGR, Anne Grete Preus, Laurence Revey, e desde 1976 com Sainkho Namtchylak.