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terça-feira, 22 de abril de 2025

Bolsonaro nunca esteve com o Papa


Bolsonaro e seu entorno detestavam o Papa Francisco, a quem xingavam de comunista. Nas redes sociais, os mais radicais pediam até mesmo a morte do Sumo Pontífice. Bolsonaro deixou claro seu asco ao Papa ao rejeitar se encontrar com ele nos quatro anos em que esteve à frente da destruição do Brasil. Grande, Francisco denunciava atmosfera de ódio no país e, aos seus detratores, que também odeiam os pobres, mandava que lessem Mateus 25: quem ataca aos pequeninos ataca a Deus. A estes, está reservado o tormento eterno, enquanto, aos justos, está garantida a vida eterna.

quarta-feira, 5 de junho de 2024

Guterres pede medidas urgentes para próximos 18 meses contra “inferno climático”


O secretário-geral da ONU, António Guterres, alertou esta quarta-feira que o planeta se aproxima do "inferno climático", instando os líderes mundiais a tomar medidas nos próximos 18 meses para "criar pontos de viragem" e livrar as populações do desastre.

No Dia Mundial do Meio Ambiente, Guterres fez um discurso no Museu Americano de História Natural de Nova Iorque, e, num "momento de verdade", expôs os limites climáticos que o planeta já ultrapassou e o que as empresas e os países - especialmente o G7 e o G20 - precisam de fazer durante os próximos 18 meses para permitir um futuro habitável para a humanidade. 

"Hoje é o Dia Mundial do Meio Ambiente. É também o dia em que o Serviço de Alterações Climáticas Copernicus da Comissão Europeia reporta oficialmente maio de 2024 como o mês mais quente de que há registo. Isto marca 12 meses consecutivos dos meses mais quentes de todos os tempos", disse.

"No ano passado, cada viragem do calendário aumentou a temperatura. O nosso planeta está a tentar dizer-nos algo. Mas parece que não estamos a ouvir", lamentou.

Aproveitando a localização do evento, Guterres fez uma comparação com o período em que um meteoro varreu os dinossauros do planeta, advogando que o mundo vive também agora um impacto "descomunal". Com uma diferença: "No caso do clima, nós não somos os dinossauros. Nós somos o meteoro", frisou. "Não estamos apenas em perigo. Nós somos o perigo. Mas também somos a solução", defendeu.

O ex-primeiro-ministro português alertou que, a este ritmo, todo o orçamento de carbono (o dióxido de carbono que pode ser emitido antes que o aquecimento global de 1,5°C seja inevitável) será destruído antes de 2030.

A Organização Meteorológica Mundial informou esta quarta-feira que há 80% de probabilidade de a temperatura média anual global exceder o limite de 1,5 graus em pelo menos um dos próximos cinco anos.

Em 2015, a probabilidade de tal acontecer "era próxima de zero", sublinhou o líder da ONU.

"Estamos a jogar à roleta russa com o nosso planeta. Precisamos de uma rampa de saída do inferno climático. E a verdade é que temos o controlo da roda. O limite de 1,5 graus ainda é possível", advogou Guterres, que tem na agenda climática uma das prioridades do seu mandato.

Explicando a importância em torno do limite de 1,5 graus, António Guterres indicou que o planeta é uma massa de sistemas complexos e conectados e que cada fração de grau de aquecimento global conta.

"A diferença entre 1,5 e dois graus pode ser a diferença entre a extinção e a sobrevivência de alguns pequenos Estados insulares e comunidades costeiras. (...) 1,5 graus não é uma meta. Não é um objetivo. É um limite físico", reforçou.

Num discurso duro em que usou uma dezena de vezes a palavra "verdade", o secretário-geral observou que a batalha pelo limite de 1,5 graus será vencida ou perdida na década de 2020, sob a vigilância dos líderes atuais.

Colocando a pressão sobre os líderes, Guterres sublinhou que "tudo dependerá das decisões que tomarem - ou deixarem de tomar - especialmente nos próximos dezoito meses".

Entre as medidas urgentes que devem ser tomadas no próximo ano e meio, o secretário-geral da ONU apontou a redução das emissões, a proteção das pessoas e da natureza dos extremos climáticos, o aumento do financiamento climático, e a repressão à indústria de combustíveis fósseis.

Na prática, Guterres instou, entre outros pontos, que o G7 e outros países da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) se comprometem a acabar com o carvão até 2030 e criar sistemas de energia livres de combustíveis fósseis e reduzir a oferta e a procura de petróleo e gás em 60% até 2035.

Apelou também às instituições financeiras para que comecem a investir numa revolução global das energias renováveis e instou todos os países a proibirem a publicidade de empresas de combustíveis fósseis.

O líder das Nações Unidas criticou ainda o facto de os menos responsáveis pela crise climática serem os mais atingidos: "as pessoas mais pobres; os países mais vulneráveis; pessoas indígenas; mulheres e meninas".

Enquanto isso, "os padrinhos do caos climático - a indústria dos combustíveis fósseis - obtêm lucros recordes e celebram biliões em subsídios financiados pelos contribuintes", criticou.

"Nós temos uma escolha. Criar pontos de viragem para o progresso climático -- ou aproximar-se de pontos de viragem para desastres climáticos. Nenhum país pode resolver a crise climática isoladamente", dependeu.

Guterres aproveitou ainda para agradecer aos jovens, à sociedade civil, às cidades, às regiões, às empresas e a outros que têm liderado a luta por um mundo "mais seguro e mais limpo", afirmando que "estão do lado certo da história".

sexta-feira, 29 de dezembro de 2023

Jacques Delors - um genuíno socialista


Somos todos herdeiros da obra de vida de Jacques Delors: uma União Europeia vibrante e próspera.
Jacques Delors forjou a sua visão de uma Europa unida e o seu compromisso com a paz durante as horas sombrias da Segunda Guerra Mundial.
Com uma inteligência notável e uma humanidade sem paralelo, tem sido o defensor incansável da cooperação entre as nações europeias e, depois, do desenvolvimento da identidade europeia.
Uma ideia que concretizou graças, nomeadamente, à criação do Mercado Único, ao programa Erasmus e às fases iniciais de uma moeda única, moldando assim um bloco europeu próspero e influente.
A sua presidência da Comissão Europeia foi marcada por um profundo compromisso com a liberdade, a justiça social e a solidariedade – valores agora enraizados na nossa União.
Jacques Delors foi um visionário que tornou a Europa mais forte. O seu trabalho teve um impacto profundo na vida de gerações de europeus, incluindo a minha. Estamos profundamente gratos a ele.

Vamos honrar o seu legado renovando e revigorando continuamente a nossa Europa.

Sites

terça-feira, 29 de agosto de 2023

Musica do BioTerra: Motörhead - Breaking the Law


There I was completely wasting, out of work and down
All inside it's so frustrating, drift from town to town
Feel as though nobody cares if I live or die
So I might as well begin to put some action in my life

Breaking the law, breaking the law [4x]

So much for the golden future, I can't even start
I've had every promise broken, anger in my heart
You don't know what it's like, you don't have a clue
If you did you'd find yourselves doing the same thing too

Breaking the law, breaking the law [4x]

You don't know what it's like
Breaking the law, breaking the law [8x]

Biografia e Discografia

Página Oficial

terça-feira, 22 de agosto de 2023

“Armadilha tóxica”: Dívidas aos países ricos mantêm Estados mais pobres ‘reféns’ dos combustíveis fósseis


Os países mais pobres, do chamado Sul Global, não têm alternativa senão manterem-se dependentes da exploração de combustíveis fósseis como forma de gerar receitas para pagarem dívidas às nações mais ricas e a credores privados.

A conclusão é de um relatório publicado esta segunda-feira por 35 organizações não-governamentais, incluindo a portuguesa Oikos – Cooperação e Desenvolvimento.

Enquanto na região ocidental do hemisfério norte do planeta se procura abandonar a energia fóssil em prol de uma transição energética que permita alicerçar essas sociedades em modelos de produção e consumo de energia de fontes limpas e renováveis, no sul o cenário é outro.

Os relatores avançam que para vários países em desenvolvimento, como a Argentina, o Uganda e Moçambique, poderá ser “impossível abandonar progressivamente os combustíveis fósseis” em prol das renováveis, a não ser que o problema das suas dívidas externas “seja resolvido”.

“Os governos do Sul Global não serão capazes de cortar a dependência da produção de combustíveis fósseis a menos que resolvamos os prejudiciais níveis de endividamento e as vulnerabilidades e desigualdades que estão associadas aos atuais sistemas financeiros e de dívida”, escrevem.

Assim, as organizações defendem, sobretudo, a implementação de planos de cancelamento das dívidas externas de todos os países mais pobres que deles precisem para poderem abdicar da energia fóssil, bem como o reforço do financiamento a esses Estados para poderem fazer face aos danos sofridos por eventos climáticos extremos.

“Altos níveis de endividamento são uma das principais barreiras ao abandono progressivo dos combustíveis fósseis para muitos países do Sul Global”, explica Tess Woolfenden, responsável de políticas da Debt Justice, uma das organizações que participou no trabalho.

A ativista alerta que muitos países em desenvolvimento estão ‘reféns’ da exploração da energia fóssil “para gerar receitas para pagar as dívidas”, e salienta que, por vezes, os projetos de combustíveis fósseis podem não gerar as receitas esperadas “e podem deixar os países ainda mais endividados do que quando começaram”.

Woolfenden fala de uma “armadilha tóxica” em que os Estados mais pobres estão enredados, apelando a que as nações do Norte Global cancelem “urgentemente” as dívidas dos seus contrapartes do Sul “para evitar ainda mais problemas climáticos”.

Para Mae Buenaventura, do movimento Asian People’s Movement on Debt and Development, cancelar as dívidas dos países mais pobres “é o mínimo que os países ricos e os credores podem fazer para compensar o Sul Global” pelos danos que a esses Estados causaram por causa do financiamento de projetos de energia fóssil. E diz que se trata de “uma questão de justiça”.

As alterações climáticas, e todos os seus efeitos, “estão a afundar cada vez mais os países vulneráveis em dívidas, aprisionando-os num ciclo vicioso que, perversamente, alimenta o investimento em combustíveis fósseis” que agudiza a crise climática, argumenta Arthur Larok, secretário-geral da organização ActionAid International.

quarta-feira, 16 de agosto de 2023

A próxima superpotência global não é quem você pensa


Quem controla o mundo? O cientista político Ian Bremmer argumenta que não é tão simples quanto costumava ser. Com algumas perguntas esclarecedoras sobre a natureza da liderança, ele nos pede para considerar o impacto da ordem global em evolução e nossas escolhas como participantes no futuro da democracia

sábado, 5 de março de 2022

Documentário - Putin's Way


Neste documentário de 2015, FRONTLINE traça a ascensão de Vladimir Putin de espião desempregado a czar moderno e investiga as acusações de criminalidade e corrupção que cercaram seu reinado na Rússia. 

Neste filme de 2015, uma coprodução com a Canadian Broadcasting Corporation, o produtor Neil Docherty e a correspondente Gillian Findlay traçam a carreira de Putin duas décadas antes de seu início político em São Petersburgo, onde as alegações de corrupção começaram quase imediatamente. Com base em relatos em primeira mão de magnatas dos negócios russos exilados, escritores e políticos, bem como a pesquisa exaustiva de Karen Dawisha, autora do best-seller “Putin's Kleptocracy”, o filme examinou episódios preocupantes no passado de Putin, de supostas atividades de lavagem de dinheiro e laços com o crime organizado, com uma fortuna pessoal secreta que se diz estar na casa dos biliões.

Mais documentários relacionados:

1. Como é que chegámos aqui? Dois documentários para perceber a Guerra na Ucrânia

domingo, 27 de fevereiro de 2022

Como é que chegámos aqui? Dois documentários para perceber a Guerra na Ucrânia

A invasão russa à Ucrânia começou esta quinta-feira, 24 de fevereiro, depois de semanas de tensão e ameaças por parte do governo liderado por Vladimir Putin. A Ucrânia, antiga república da União Soviética, é um estado independente desde 1991. No entanto, o território que conhecemos atualmente como Ucrânia tem sido ponto de disputa de poder ao longo de vários séculos.
Em 2014, após os protestos denominados Euromaidan, que culminaram na deposição do presidente Vikor Yanukovych, as tensões entre a Ucrânia e a Rússia ressurgiram, com o apoio de Moscovo a vários territórios autoproclamados independentes (entre os quais a Crimeia, Donetsk e Luhansk). Para melhor compreender não só os acontecimentos atuais, mas também para perceber qual a importância atual dos dois países no panorama geopolítico internacional, sugerimos dois documentários.

1- Ukraine On Fire - Oliver Stone

Não disponível em Portugal. Terá que o ver no Youtube
"Será que estamos a assistir ao início da Guerra Fria 2.0 ?", questiona o realizador Oliver Stone no documentário lançado em 2017. O filme apresenta uma perspetiva completamente diferente dos acontecimentos de 2014, que conduziram à deposição de Vikor Yanukovych.

Stone entrevista não só o então presidente deposto da Ucrânia, mas também Vladimir Putin, que acusam os Estados Unidos e também a NATO de espalharem propaganda anti-Rússia e de terem ajudado a planear o golpe de Estado. Oliver Stone tem manifestado, ao longo dos anos, uma opinião crítica em relação à estratégia norte-americana no que toca a conflitos internacionais.


Atualização: Já possível ver o Ukraine on Fire em Português. Encontrei-o no Youtube


2- Poutine - Le retour de l'ours dans la danse



Oportunística e sem escrúpulos, a política externa de Vladimir Putin colocou a Rússia de volta no centro das questões geoestratégicas globais. Como muitos especialistas, o documentarista Frédéric Tonolli questiona as motivações profundas desta nova guerra fria.

Em fevereiro de 2007, durante a Conferência de Segurança Global de Munique, Vladimir Putin ficou com raiva – com frio. No pódio, ele denuncia o unilateralismo dos Estados Unidos e anuncia o fim de um mundo unipolar. Embora virulento, seu discurso não é realmente ouvido. Sete anos depois que o obscuro oficial da KGB tomou o poder de surpresa, os ocidentais ainda subestimam sua obsessão em colocar a Rússia de volta no centro do cenário mundial. No entanto, quando Putin vê a NATO se aproximando gradualmente das fronteiras russas graças à adesão de países do antigo bloco oriental, sentindo-se ameaçado e traído, ele ataca com força e rapidez. Atua na Geórgia, Ucrânia ou Crimeia, defende seus interesses na Síria ou na Líbia, estende sua influência no continente africano, particularmente na República Centro-Africana. Estrategista e oportunista, o autocrata fez da política externa sua arma fatal, instrumento de orgulho renovado e de coesão nacional. Até onde ele irá?

O martelo e a bagunça
Um país arruinado no início dos anos 2000, desprezado e isolado, a Rússia é hoje respeitada, temida e fantasiada. A caminho de bater o recorde de longevidade de Stalin, o "tsar" Putin está construindo passo a passo, mas de forma violenta, seu sonho do retorno de um grande império não alinhado e autónomo. Este documentário do experiente Frédéric Tonolli (prémio Albert-Londres em 1996) vasculha as profundas motivações do homem que é descrito como um "realista pragmático" e não um ideólogo. Entre a "diplomacia do martelo" e a "estratégia da desordem", diplomatas, opositores e observadores, incluindo o ex-ministro Hubert Védrine, jornalistas russos independentes, mas ameaçados, como Dmitri Mouratov, vencedor do Prémio Nobel da Paz, ou o palestrante Kevin Limonier analisam a capacidade inigualável de Putin de interferir nas falhas da geopolítica global. É inegável, o urso russo lidera a dança de uma nova guerra fria.



Saber mais:

sexta-feira, 5 de novembro de 2021

COP26: ativista Greta Thunberg classifica cimeira como "um fracasso"



A ativista sueca Greta Thunberg classificou esta sexta-feira como “um fracasso” a COP26, a cimeira mundial sobre o clima que decorre em Glasgow, na Escócia, Reino Unido.

“Não é segredo que a COP26 é um fracasso”, disse a jovem quando participava numa manifestação em Glasgow para exigir dos governos ação contra o aquecimento global.

Perante os milhares de manifestantes a jovem sueca considerou a cimeira da ONU como uma celebração do "business as usual” e do “bla bla bla”, palavras com que tem classificado as ações dos políticos em matéria de clima.

“Eles não podem ignorar o consenso científico e não nos podem ignorar", disse.

Afirmando que os líderes não estão a mostrar o caminho correto, a jovem acrescentou: “Os nossos reis vão nus” e “a História irá julgá-los severamente”.

Dirigindo-se à multidão acusou mais uma vez os dirigentes reunidos na COP26 de inação e falou, sobre a cimeira, de um “festival de greenwashing”.

Mais de 120 líderes políticos e milhares de especialistas, ativistas e decisores públicos reúnem-se até 12 de novembro, em Glasgow, na Escócia, na 26.ª Conferência das Partes da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Alterações Climáticas (COP26) para atualizar os contributos dos países para a redução das emissões de gases com efeito de estufa até 2030.

A COP26 decorre seis anos após o Acordo de Paris, que estabeleceu como meta limitar o aumento da temperatura média global do planeta a entre 1,5 e 2 graus celsius acima dos valores da época pré-industrial.

Apesar dos compromissos assumidos, as concentrações de gases com efeito de estufa atingiram níveis recorde em 2020, mesmo com a desaceleração económica provocada pela pandemia de covid-19, segundo a ONU, que estima que, ao atual ritmo de emissões, as temperaturas serão no final do século superiores em 2,7 ºC.

sexta-feira, 29 de outubro de 2021

From Paris to Glasgow: fossil fuel interests continue to block climate action



COP26 will kick off next Sunday 31 October, following a one-year delay due to the pandemic. The past weeks have been filled with attention-grabbing demonstrations, including a sit-in outside the Dutch parliament in The Hague and a harbour blockade of Shell’s refinery in Rotterdam. The urgent underlying message from civil society to world leaders remains the same: stop talking, start doing!

Will COP26 bring about the necessary action? Current forecasts are gloomy. The summit is on track to become the least inclusive COP to date. The UK government was recently urged by 1,500 civil society organisations to postpone the summit after it became apparent that most delegates from the Global South could not attend due to a combination of ‘vaccine apartheid’ and the UK’s stumbling COVID-19 response.

But it’s exactly these voices that must be heard, as people in developing countries are currently experiencing the most extreme impacts of the climate crisis. In a cruel twist, the same oil and gas companies that are most responsible plan to be in full attendance at the upcoming COP.

Let’s look back to 2015, when COP21 established the Paris Agreement commitments and provided a glimmer of hope. To reach the Paris goal of keeping warming below 1.5°C, almost 60% of oil and gas reserves and 90% of coal must remain in the ground. Yet seven years later we are failing dismally to reduce fossil fuel production. As Greta Thunberg recently wrote, we are currently on track for a world that is at least 2.7°C hotter by the end of the century – and that’s only if countries meet their current pledges.

Expect news, in-depth analysis, and a carefully curated round-up of links from our global team, campaigners and other media sites to keep you updated on everything that's going on before, during and after this vitally important event.`SUBSCRIBE NOW

To understand why we’re still setting the planet on fire, despite a scientific consensus and a plethora of feasible solutions, we must investigate what is happening behind the scenes. It is well established that the fossil fuel industry is blocking any governmental action that would disrupt drilling and burning as usual. There is less focus, however, on the mechanisms used by oil and gas companies to tie the hands of our political leaders.

For decades, fossil fuel companies have lobbied against effective climate action at the national, EU and international levels. Their threefold bag of lobbying tricks includes privileged access to decision makers, huge lobby spending and a revolving door with the public sector. The result is the widespread capture of decision-making processes and the mainstreaming of fossil fuel interests.

Our new research looks at the use of these three tools by six fossil fuel giants – Shell, BP, Total, Equinor, ENI and Galp – in the period between Paris and Glasgow. Remarkably, this small club of companies, together with five of their lobby groups, managed to meet with top Commission officials a total of 568 times since 2015. And these talks did not come cheap: together, these companies spent over €170 million on their EU lobbying activities.

The same period also saw more than 70 revolving door cases: the hiring by companies of people who formerly held positions in the EU apparatus, international institutions, national governments and agencies and vice versa. Our research exposes a former chief spy who was hired by BP, a deputy prime minister who took up a position in Shell, and the former director of the International Energy Agency who now sits on Total’s board. The implications of revolving door cases, particularly such high-level ones, are significant. A top-ranking civil servant or minister arrives with perks, including a network of influential contacts and insider information about files and processes.

For decades, fossil fuel companies have lobbied against effective climate action at the national, EU and international levels.

Let’s zoom into some of our 70+ revolving door cases. Take, for example, Gerrit Zalm, a former Minister of Finance and Deputy Prime Minister for the Liberal Party (VVD), who was being paid as a Non-Executive Independent Director at Shell while chairing negotiations as a mediator to form a new Dutch government in 2017. Under Zalm’s supervision, a policy to eliminate dividend tax was included into the coalition agreement which Shell had been demanding for years but had not been included in any of the election manifestos.

Or take Helge Lund, currently the chair of BP’s board. He was a member of the UN Secretary General’s Advisory Group on Sustainable Energy from 2011-2014, while he was also CEO of the Norwegian fossil company Statoil. CO2 emissions from this company, now rebranded as Equinor, continue to increase, despite the company’s claims to be transitioning away from oil and gas.

In 2020 Equinor recruited Amber Rudd, the UK’s former Secretary of State for Energy and Climate Change and leader of the country’s delegation to Paris, for its international advisory board. She is a major supporter of carbon capture and storage (CCS), a costly and experimental technology that has failed to deliver despite decades of wasted public subsidies. CCS is also one of the ‘false solutions’ engineered by companies so they can keep burning fossil fuels. Equinor has big plans for CCS, including a controversial fossil hydrogen plant in the UK.

Fossil hydrogen and CCS are just two of the risky technologies and flawed schemes that are part of fossil fuel companies’ ‘net zero’ pledges. By aiming for carbon neutrality by 2050, they have ensured that they can continue to burn fossil fuels into the next decade. These plans are a smokescreen that distracts from the need to dramatically cut fossil fuel consumption and replace it with real alternatives. Nonetheless, most political institutions have fallen into the ‘net zero’ trap: COP26 is dubbed the ‘net zero COP’.

If our world leaders are to act, the revolving door between institutions, governments and the fossil fuel industry must stop. A core demand of the Fossil Free Politics platform is the removal of fossil fuels from politics, as their business model and interests cannot be reconciled with the implementation of policies to limit global warming to 1.5°C. As in the case of the tobacco lobby, a firewall between the fossil fuels lobby and our decision makers is needed. An essential start is the exclusion of oil and gas interests from COP26. This will create the space we need to ensure a controlled phase out of fossil fuel production so that we can reach ‘real zero’.

sexta-feira, 8 de outubro de 2021

Mais de 130 países chegam a acordo para taxar as multinacionais em 15%


A Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) anunciou esta sexta-feira que 136 dos 140 países-membros chegaram a um acordo para taxar as multinacionais em 15%, numa medida há muito pedida por vários agentes económicos, e que vai mudar a atuação de empresas como o Facebook, a Apple ou a Tesla.

O secretário-geral da OCDE afirma que este passo vai tornar o sistema de impostos internacional "mais justo".

É uma grande vitória para a eficiência e equilíbrio do multilateralismo. É um acordo justo que assegura que o sistema internacional de impostos vai de encontro ao propósito de uma economia digital e global", acrescentou Mathias Cormann.

Segundo as contas da organização, esta taxa mínima vai permitir aos países signatários juntar perto de 150 mil milhões de dólares (cerca de 129 mil milhões de euros) em receitas anuais. Além disso, a tributação de direitos sobre 125 mil milhões de dólares (108 mil milhões de euros) que representem lucros das referidas empresas vai ser transferida para os países onde essas multinacionais recebem o dinheiro.

Dos 140 países-membros da OCDE, apenas Quénia, Nigéria, Paquistão e Sri Lanka não se juntaram ao acordo. Em sentido inverso, aderiram ao acordo países como a Hungria, a Estónia ou a Irlanda, Estados onde a tributação das multinacionais estava abaixo dos 15%.

Bruxelas fala em "momento histórico"

A Comissão Europeia saudou o “momento histórico” alcançado com o acordo na OCDE de uma taxa mínima de 15% de IRC para empresas multinacionais, falando numa “questão básica de justiça”.

Saúdo o acordo sobre a reforma fiscal global. Este é um momento histórico e é um grande passo em frente para tornar o nosso sistema fiscal global mais justo”, declarou a presidente do executivo comunitário, Ursula von der Leyen, numa declaração à imprensa europeia publicada minutos depois do anúncio do acordo da OCDE.

Vincando que “a Comissão Europeia tem vindo a apoiar fortemente este esforço internacional”, a responsável alemã salientou que “pedir às grandes empresas que paguem o montante certo de impostos não é apenas uma questão de finanças públicas, é acima de tudo uma questão básica de justiça básica”.

“Todas as empresas têm de pagar a sua quota-parte justa”, insistiu, admitindo, porém, que o consenso implicou “escolhas difíceis para muitos países”, dados os diferentes regimes fiscais.

Ursula von der Leyen adiantou aguardar agora “com expectativa” a cimeira do G20, na qual o acordo será finalizado e, depois, “é preciso concretizá-lo”.

Trabalharemos em estreita colaboração com os Estados-membros para assegurar que a UE avance de forma unida”, visando ainda “continuar a combater a evasão e a fraude fiscais”, concluiu.

quarta-feira, 31 de março de 2021

A Democratic Counteroffer to China’s Digital Power


The EU and the US have to navigate bilateral differences and work with like-minded countries to formulate a response to China’s techno-authoritarianism. This effort should go beyond industrial policy towards shaping a positive and inclusive digital agenda.

In dealing with China as a digital superpower, the European Union and the United States share a range of values and interests, but they start from very different places. For the US, China’s growing geostrategic and technological power poses a direct strategic threat. While European policymakers, business leaders and the public increasingly share the perception of a systemic rivalry between liberal democracies and China’s techno-authoritarian state, the fear of losing access to China’s market is still a more powerful motivator for the EU and its member states, especially Germany, than the US fear of a potential confrontation – militarily or in cyberspace.

There is growing transatlantic agreement on the national security risks of letting companies from a state-run economy build our critical infrastructure or of increasing our vulnerability to unwanted technology transfer by integrating our companies into China’s digital ecosystem. Let alone the moral issues around exporting products that could be used for domestic surveillance purposes in China or of integrating our companies into supply chains that include forced labor.

Yet when it comes to data protection or fair competition in the digital economy, Europeans don’t trust Facebook any more than TikTok. Europe’s assertion of its “digital sovereignty,” exemplified by the Gaia-X project to build a European framework for governing clouds, is a testament to the mistrust of US surveillance and lack of data privacy protections.

Navigating these differences seems over-ambitious within the confines of a narrowly defined transatlantic project. The answer to the question how the EU and the US should deal with China in the digital sphere, to some extent, lies in taking China out of the equation – and instead building new partnerships with the goal to create a joint vision of the digital world we want to live in as democratic societies. Rather than focus on countering China, we should craft a global democratic digital agenda.

Research, standards, and digital public goods
A comprehensive transatlantic China policy is as elusive as a template for a transatlantic digital agenda. Yet partial convergence in some areas can be leveraged in concert with other like-minded partners.

The Biden administration is currently discussing a framework for joint research and standard-setting with the goal to protect critical infrastructure and supply chains. In a Foreign Affairs article, Jared Cohen and Richard Fontaine proposed that such an alliance of “techno-democracies” should initially consist of Australia, Britain, Canada, Finland, France, Germany, India, Israel, Japan, South Korea and Sweden, along with the United States. A similar concept was put forth in a joint call for action by the Center for a New American Security (CNAS), which is led by Fontaine, in coordination with the Berlin-based Mercator Institute for China Studies (MERICS) and the Asia Pacific Initiative of Japan. The three also recommended that alliance members pool resources to finance secure digital infrastructure and boost digital inclusion in third countries. The China Strategy Group, which was co-chaired by Cohen, a Google executive, and former Google CEO Eric Schmidt, proposed to set up an international technology finance corporation as a way to counter China’s global connectivity project, the Belt and Road Initiative (BRI), by providing digital public goods to the parts of the world that increasingly depend on Chinese technology.

For such efforts to gain broader democratic legitimacy, they will have to go beyond industrial policy and competition against China. They would have to aim to structure global digital governance debates around shared values – from sustainability and inclusion to democracy and human rights. And they would have to include the EU as a global standard-setter instead of just some of its member states.

For this to become a path forward, both sides have homework to do. The EU needs to come to a clear evaluation of how its economic interests align with its other goals of protecting human rights, environmental standards, and yes, strategic interests in its Eastern neighbourhood, which is very much a target of BRI. German carmakers’ deep entanglement with the Chinese market continues to provide Beijing with leverage, as seen in the last-ditch EU agreement with China on the principles of an investment agreement at the end of 2020, which raised fears in the US of a closer integration of European companies into China’s digital economy.

Germany’s China dilemma meets America’s credibility gap
In a virtual speech at the Heinrich-Böll-Stiftung’s annual foreign policy conference on January 18, 2021, German Green Party co-chair Annalena Baerbock sharply criticized the deal, a priority of the Merkel government, for failing to gain sufficient Chinese concessions on market access and labour standards. Yet Baerbock also conceded the dilemma. “We won’t be able to decouple from China, but we also must not be blind,“ she said, warning of growing dependencies on Chinese infrastructure investments in EU’s regional vicinity, such as in Serbia.

The Biden administration, on its end, will have to regain European trust in a US-led global digital economy and to re-affirm its membership in the democracy and digital rights camp after the end of the Trump years. Injecting values into the global digital governance conversation will be difficult as long as the US lacks credibility for protecting digital rights at home. The US political debate has recently moved away from disregarding European regulations as protectionism. After an initial outcry in 2018, the EU’s General Data Protection Regulation is now accepted as the de facto global gold standard even by many US companies. California’s Consumer Privacy Act (CCPA) draws heavily from GDPR, and many expect Congress to make another attempt at passing federal data privacy legislation this year.

The US tech lobby is geared up for a fight over the European Commission’s draft Digital Services Act (DSA) and Digital Markets Act (DMA). At the same time, many US policymakers and experts discussing a reform of the liability protections for platforms (Section 230) rather look with envy to the thoughtful legislative proposal, which proposes greater accountability and transparency as an alternative to blunter tools for filtering and taking down content that is seen as harmful, but not illegal. As anti-trust investigations against Google and Facebook are gaining steam in the US, the DMA’s linking of platform accountability to market domination is widely discussed as a pioneering legislative approach.

The need for a broader coalition
Apart from domestic adjustments, the EU and the US need to sort out a few things bilaterally. For a broader multilateral democratic digital governance coalition to take shape, it would be ideal if they could remove the most obvious transatlantic digital policy stumbling blocks sooner than later – by finding a rights-respecting way to restore transatlantic data transfers after the European Court of Justice struck down the Privacy Shield agreement, and by finding a compromise within the OECD on digital taxation. They can revive what used to be the most promising part of the failed TTIP negotiations – a dialogue on aligning industrial standards for emerging technologies. The European Commission’s proposed EU-US Trade and Technology Council could be the right place for that.

A broader coalition among democracies would seek to establish and coordinate multilateral export controls for critical technologies, investment screening and other measures to protect national digital infrastructures. It would identify areas to pursue research and commercial cooperation – within the realistic limitations of competition within such a group over IP and talent.

But apart from security and competition, it would focus on a positive agenda around values such as sustainability, inclusion, democracy and human rights, for example by seeking to shape value-guided rules for emerging technologies such as Artificial Intelligence (AI) in the OECD, G20 or other forums.

Differences in domestic laws or regulations should not be insurmountable obstacles, as long as the partners can agree on procedural elements to ensure the democratic legitimacy of digital governance structures. Transparency, accountability and legal redress would be core elements of such legitimacy.

Very importantly, the democratic coalition would have to open the conversation beyond an exclusive circle once known as “the West.” Its members would have to demonstrate that its alternative connectivity offerings to low- and middle-income countries are buffered by higher ethical standards than China’s. They would have to ensure that digital trade agreements such as the one currently under negotiation by 80 WTO members under the Joint Statement Initiative give others the space they need to carve out their own digital sovereignty. Developing and emerging economies have to be a part of the discussions over what an inclusive, democratic, sustainable and rights-based digital sphere should look like – and how much they are willing to trust a powerful coalition of “techno-democracies” over China.

This article was inspired by discussions during the workshop “Elements of a New Transatlanticism” at the Heinrich-Böll-Stiftung’s 21st Foreign Policy Conference on January 28, 2021 and is published in cooperation with the Heinrich Böll Stiftung.

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2021

Bilderberg: The Movie


Since 1954 the worlds most powerful and influential people of politics, finance, royalty, business, banking and media have gathered annually to discuss things that the general public are still not allowed to know about.

domingo, 30 de agosto de 2020

A Grande Prostituta

Fonte: aqui


Autores como Karl Kraus (Viena, 1874–1936) começaram desde cedo a perceber algo que destruiria o papel fundamental da Imprensa.

Já houve um tempo em que o jornalismo era incómodo. Era sinónimo de Informação, liberdade e pluralidade de pensamento e opinião, debate, espírito critico, divulgação literária, científica, Política, etc. Esse tempo morreu!

Os Meios de Comunicação Social (Média) tornaram-se principalmente negócios e instrumentos de propaganda. A Imprensa morreu, o ideal do “jornalista” é uma memória longínqua, as grandes investigações e até a defesa apaixonada de causas fazem parte de um passado distante.

Os Média formam um grupo que vive para propagar e difundir, não o que são as coisas ou o seu ponto de vista, mas aquilo que é a narrativa oficial, diabolizando tudo o que não segue o guião pré-escrito da realidade. São uma Máquina de Propaganda.

Subjugaram-se e/ou foram assimilados por interesses económicos, políticos e até culturais. A sua função é debitar de modo repetido determinadas mensagens e slogans para que o consumidor interiorize que ideias deve repetir e aceitar. A Sociedade da informação é agora a Sociedade da manipulação massiva.

Longe de servir de maneira desinteressada os ideais universais aos quais se arroga, a Imprensa propõe e reserva os seus favores àqueles que têm meios de os pagar e os pagam efectivamente.

Não se trata tanto do fim do ideal, e do domínio do real, mas do triunfo de um falso real, o real construído para consumo obrigatório.

O jornalismo está morto e os Media são a grande prostituta dos dias actuais!

sexta-feira, 7 de agosto de 2020

Bilionários preparam-se para o fim da civilização

Fonte: aqui
—Alô?

—Até que enfim, senhor DeMarest. Escute-me bem. O senhor precisa estar no aeródromo de Saint-Rémy em 16 minutos.

—Como? O quê? E que horas são?

—8h34. Estamos tentando entrar em contato com o senhor e sua esposa há três horas para evacuá-los.

No terceiro episódio da festejadíssima série francesa L’Effondrement (”O colapso”), um bilionário protagoniza uma corrida contra o relógio para pegar um avião exclusivo para fugir da falência da civilização tal como a conhecemos. O capítulo mostra o instinto de sobrevivência e a falta de escrúpulos desse membro do afortunado 1% da humanidade, uma reflexão que a ficção amplia no sétimo capítulo narrando a angustiante odisseia de uma mulher, ministra neste caso, tentando chegar a uma ilha onde pode encontrar refúgio. Apesar de ser uma série distópica, sua abordagem do comportamento das elites em um potencial colapso da civilização está longe da pura ficção científica. A crise do coronavírus, juntamente com a ameaça do terrorismo e da mudança climática, aumentou o medo das classes privilegiadas e cada vez mais pessoas apostam em estar preparadas para um possível apocalipse, disparando rapidamente a demanda por bunkers e refúgios. De Vale do Silício a Wall Street, passando por Marbella, é assim que os ricos estão se preparando para o fim do mundo.

“Isto é como um seguro de vida ou um seguro de carro, você espera nunca ter de usá-los, mas se tiver de fazê-lo, são muito valiosos”. Com estas palavras tenta racionalizar sua rede de refúgios subterrâneos Dance Vicino, diretor-executivo da The Vivos Group, uma das empresas líderes do setor e que ele prefere qualificar de “projeto humanitário épico de sobrevivência”. Por e-mail, Vicino confirma ao EL PAÍS o boom por desse tipo de serviço, aumentando as vendas em até 400% ao ano. Veículos de comunicação como o Los Angeles Times confirmam que as pesquisas e as vendas de refúgios nos Estados Unidos dispararam desde o início da crise sanitária: “Desinfetante para as mãos? Certamente. Máscaras? Está bem. Mas, à medida que o coronavírus se propaga, os ricos estão investindo de uma maneira muito mais extrema para evitar a doença: bunkers”.

Chamada de survivalismo, esta corrente deixou para trás os arquétipos de fanáticos religiosos ou eremitas excêntricos para se deslocar para os escritórios mais poderosos de Vale do Silício ou de Wall Street. CEOs de empresas de tecnologia e investidores decidiram se preparar ativamente para uma hecatombe do sistema, talvez alentados pelas recentes imagens de brigas em supermercados por rolos de papel higiênico antes da quarentena. O cofundador do LinkedIn, Reid Hoffman, disse à The New Yorker que estima que 50% dos bilionários de Vale do Silício já tenham um bunker ou esconderijo preparado ao redor do mundo para o caso de o apocalipse acontecer e afirmou que “comprar uma casa na Nova Zelândia é algo como ‘piscar os olhos’, não é preciso dizer mais nada”.

Vicino confirma que o público interessado na Vivos tem cada vez mais capacidade econômica e nos últimos meses avaliou a construção de um resort com apartamentos subterrâneos de luxo em Marbella. Esse complexo será composto por residências de cerca de 200 metros quadrados e terá um sistema de filtragem de ar, piscina, academia e até um cinema para assistir Mad Max ou Filhos da esperança enquanto o mundo cai em pedaços. Atualmente têm centenas de refúgios em lugares como a Alemanha ou Dakota do Sul, Estado em que construíram uma comunidade do tamanho de Manhattan. “Muitos Governos do mundo têm enormes bunkers militarizados para seus oficiais e suas elites, mas não para o resto de nós. Eles não têm nenhum plano para salvá-lo se a extinção começar. A Vivos tem!”, clama. O preço de cada unidade, sem equipar nem mobiliar, ronda os 30.000 euros (cerca de 184.000 reais), mais outros mil por ano a título de aluguer.       
                                                                                                               
Imagem do episódio ‘O aeródromo’ da série ‘O colapso’.

O influente investidor em tecnologia e o cofundador do PayPal, Peter Thiel, é um dos principais instigadores dessa corrente profilática nascida em Vale do Silício. O alemão, que apoiou publicamente Donald Trump e que destruiu um veículo de comunicação (o site Gawker) como vingança por um artigo que afirmava que era homossexual, comprou um terreno de 200 hectares para seu refúgio apocalíptico na Nova Zelândia, país que considera “uma utopia”:”O que que se alinha melhor ou com a minha visão do futuro”, disse. Thiel conseguiu a cidadania neozelandesa em apenas duas semanas e muitos outros tentaram seguir seus passos. Nos dois dias seguintes à eleição presidencial de 2016 que deu a vitória ao imprevisível Donald Trump, as pesquisas dos norte-americanos sobre como conseguir a nacionalidade kiwi aumentaram 14% em comparação com o mesmo período do ano anterior. Mais de 13.000 solicitações foram registradas.

Embora donos de uma riqueza tão imensa que qualquer investimento —por mais louco que possa parecer— seja insignificante na demonstração de resultados, talvez os motivos por trás dessa crescente paranoia não respondam unicamente a uma questão meramente preventiva ou recreativa. John W. Hoopes, professor de Antropologia da Universidade do Kansas, diz no The New York Times que o sucesso da corrente responde à “fantasia hipermasculina” de que apenas alguns poucos escolhidos e suas famílias se salvarão do perigo iminente. “O medo vende melhor que o sexo. Se você pode fazer com que as pessoas tenham medo, pode vendê-las todo tipo de coisa e isso inclui os bunkers”, conclui. Vicino parece estar inscrito nessa estratégia de marketing. “As pessoas sentem que o inferno está chegando, da Coreia do Norte e do Oriente Médio até uma potencial Terceira Guerra Mundial com a Rússia e a China”, afirma, adiantando também futuras “pragas, asteroides ou o colapso econômico total”.

The Vivos Goup
A bíblia do radicalismo libertário, que o próprio Thiel qualificou como o livro que mais o influenciou em sua carreira, chama-se O indivíduo soberano: Como sobreviver e prosperar durante o colapso do Estado de Bem-Estar. Publicada em 1997 e escrito por James Dale Davidson e William Rees-Mogg, a obra já aponta a Nova Zelândia como refúgio perfeito para observar o fim da civilização como a conhecemos. Segundo os autores, a Internet e a consolidação das criptomoedas porão fim neste milênio nos “criminosos Estados-nação” e uma “elite cognitiva” se elevará acima da “fraude democrática”. Sem Governos nem impostos, é claro. Em declarações à Vanity Fair, um amigo próximo do guru reconhece o desejo deste de “comprar seu próprio país” e afirma ter oferecido até cem bilhões de dólares para torná-lo realidade. Sam Altman, outro bilionário de Vale do Silício, confirmou que ele e Thiel “tinham preparado um plano para fugir ao país” em caso de um colapso mundial.  
                                                              
                                                        Interior de um bunker.

E por que criar a nova humanidade na terráquea Nova Zelândia podendo fazê-lo a partir do planeta vermelho? Precisamente, um dos sócios fundadores do PayPal ao lado de Thiel se erigiu como outro dos super-ricos mais obcecados em estar pronto diante do juízo final. Elon Musk, CEO da Tesla, não apenas vaticinou em várias ocasiões o fim do mundo, como pode se vangloriar de ter criado todo um império empresarial para tentar buscar uma saída ao possível apocalipse. “É inegável que desde a mudança climática (com a ênfase de Tesla em reduzir o uso de combustíveis fósseis) até a maligna inteligência artificial (com a Neuralink) e a ameaça de uma guerra global que desencadeie o caos (o plano de fuga para Marte da Space X), Musk está preparando uma parte da humanidade para o cataclismo vindouro e tentando evitá-lo”, disse o jornalista Jonathan Sieber depois de assistir a uma conferência do guru da tecnologia no festival South by Southwest em 2018. O fundador do Facebook, Mark Zuckeberg, tampouco foge desse utópico investimento financeiro e já em 2016 vários meios de comunicação publicaram que tinha construído um bunker perto de sua mansão em Palo Alto, Califórnia.

Piscina comunitária da rede de 'bunkers' da Vivos.

Segundo o site Finder, até 20% dos norte-americanos fizeram alguma forma de provisão pensando no fim do mundo. Vicino nega que a maioria de seus clientes pertença à elite. “São pessoas bem-educadas e informadas, de classe baixa, média ou alta, que têm a responsabilidade de proteger suas famílias durante estes tempos potencialmente catastróficos”, deixando claro que seu objetivo é oferecer esconderijos acessíveis a todos. O tempo de construção desses majestosos planos B pode variar de três a doze meses, dependendo da localização e do tamanho, e contam com pelo menos um ano de autonomia energética sem precisar sair à superfície. Esperemos que jamais se tornem o plano A.

quinta-feira, 28 de maio de 2020

A opinião de EINSTEIN sobre o capitalismo



«A anarquia económica da sociedade capitalista tal como existe hoje é, na minha opinião, a verdadeira fonte do mal.
Vemos diante de nós uma enorme comunidade de indivíduos, alguns dos quais lutam incessantemente para despojar os outros dos frutos do seu trabalho colectivo.
Estou convencido de que há apenas uma forma de eliminar estes sérios males, nomeadamente através do estabelecimento de um economia socialista, acompanhada por um sistema educacional que seria orientado para objectivos sociais. »

Albert Einstein, in Why Socialism?

terça-feira, 26 de maio de 2020

Documentário - L’OMS dans les griffes des lobbyistes


L’Organisation Mondiale pour la Santé (OMS) ne serait-elle pas neutre ? L’enquête « L’OMS : dans les griffes des lobbyistes ? » diffusée sur Arte montre qu’il y a en effet de quoi douter. Pour cause, au cours des trois dernières décennies, la structure internationale a perdu son indépendance financière : Aujourd’hui, ses principales ressources proviennent de plus en plus de fonds privés et d’entreprises dont les intérêts dépendent de ses décisions. De quoi laisser craindre une prise d’influence sur des questions de santé publique. 

« Entre analyse d’experts, détracteurs et défenseurs, langue de bois de son porte-parole Gregory Hartl et reportages sur le terrain, cette enquête livre une édifiante radiographie de l’OMS » promet Arte. L’enquête de 2016 menée par Jutta Pinzler et Tatjana Mischke pour la chaîne allemande NDR a tout d’explosif.

Conflits d’intérêts en cascade
Le documentaire de presque deux heures met en lumière une réalité mal connue du grand public : la dépendance financière de l’Organisation Mondiale pour la Santé (OMS). Cette structure, qui se définit comme « l’autorité directrice dans le domaine de la santé des travaux ayant un caractère international au sein du système des Nations Unies », a pour objet l’amélioration de la santé dans le monde. Bien qu’elle ait toujours été financée pour partie par des mécènes privés, cette part ne s’élevait qu’à 20% dans les années 1970 : les autres 80% provenaient des États membres des Nations Unis. Or, aujourd’hui, la situation s’est inversée.

Ainsi, au regard des éléments apportés par l’enquête diffusée sur Arte, l’indépendance de l’OMS fait doute. En effet, contre toute attente, la structure est de plus en plus dépendante des financements en provenance de mécènes privés, comme Bill Gates ou les industriels pharmaceutiques, car elle manque d’aides publiques. Par conséquent, les conflits d’intérêts évidents se multiplient. Dans le même temps, « les faits s’accumulent : complaisance troublante envers le glyphosate – molécule active du Roundup cher à Monsanto –, que l’OMS a déclaré sans danger en dépit des victimes de l’herbicide, aveuglement face aux conséquences de la pollution liée aux compagnies pétrolières en Afrique, minoration des bilans humains des catastrophes nucléaires, de Tchernobyl à Fukushima, et des désastres de l’utilisation de munitions à uranium appauvri en Irak ou dans les Balkans. » La question est légitime : peut-on encore faire confiance à l’OMS, à ses rapports et à ses préconisations en matière de santé ?


Les experts appellent à une régulation
Pour étayer leurs propos, Jutta Pinzler et Tatjana Mischk reviennent sur différents dossiers sensibles, notamment celui du glyphosate, produit chimique utilisé par le géant de l’agro-alimentaire Monsanto dans ses pesticides. Dans le cas d’espèce , l’OMS avait déclaré en mai 2016 qu’il était « peu probable que le glyphosate provoque un risque cancérogène chez les humains qui y seraient exposés par l’alimentation ». Cette affirmation venait contredire les comptes-rendus du Centre international de recherche contre le cancer (CIRC) de l’OMS qui, un an plus tôt, classait la substance parmi les cancérogènes probables. Aujourd’hui, le produit ainsi que sa dangerosité continuent de faire de l’objet de nombreuses controverses.

Ce n’est pas le seul sujet de santé sur lequel le doute est permis. Ainsi, alors que l’OMS a signé une convention avec l’Agence Internationale de l’Energie Atomique (AIEA), elle semble avoir minimisé le bilan humain de Fukushima. Le trouble existe également quant aux prises de décision sur des dossiers aussi sensibles que la lutte contre la tuberculose ou le virus H1N1.

Partant de ces constats, de nombreux médecins, experts ou associations dénoncent une situation insoutenable d’un point de vu scientifique et éthique. C’est le cas de l’association « Bund », en Allemagne, pour qui les décisions de l’OMS à propos du glyphosate sont influencées par les lobbyistes. Ces nouvelles révélation suffiront-elles à mettre fin à une dépendance nocive qui empêche l’OMS d’agir de manière claire et ferme ?

segunda-feira, 25 de maio de 2020

Queremos mesmo sobreviver à pandemia?

Se há um tempo para pensarmos em sobreviver é este. Os europeus – porque sou europeu – devem reunir-se e agir e não é a senhora Lagarde, do BCE, nem os ministros das Finanças do Eurogrupo que podem ser os nossos timoneiros – devemos reunirmo-nos para impedir que sejam os nossos coveiros. A questão não são os bonds, nem empréstimos, nem dívida pública: são como regular a utilização de recursos e a sua distribuição.

Fonte: aqui

O vírus classificado como Covid-19 tem provocado milhares de mortes. Devastou o modelo de desenvolvimento neoliberal – daí a justificação para o comportamento de Trump de mosca dentro da garrafa. Quanto à Europa: Os dois dos maiores países da outra margem do Atlântico são dirigidos por criminosos sem escrúpulos nem qualquer sentido não só de humanidade, mas de animalidade, isto é, de instinto de sobrevivência, Trump e Bolsonaro. A Leste, a Rússia gere os seus recursos internos para preservar forças (possui uma relação favorável de população, território e recursos essenciais) e a China a repegar o modelo de produção onde o deixara, assente na sobrexploração de recursos (desde logo o do trabalho) e de inundação dos mercados com produtos a preços esmagados que implicam a abolição de direitos humanos fundamentais. Desde logo a liberdade.

E a Europa?

Leio o artigo de Miguel Sousa Tavares no Expresso:

Eu fui um dos que tive uma esperança, ainda que ténue, de que tivéssemos aprendido alguma coisa com esta lição (a da pandemia). Mas ainda nem vemos o fim do pesadelo nem alcançámos todas as suas consequências e já se percebeu que quem manda nisto — no mundo, no planeta, neste “capitalismo que mata”, como disse o Papa Francisco — pretende fazer tudo igual, mas ainda mais depressa e pior, se possível. As Bolsas animam-se com a retoma económica na China, puxada a todo o gás pelas centrais a carvão; a Amazónia, escondida temporariamente dos satélites pelas nuvens e pela pandemia à solta em terras do Brasil, aumentou em 171% a área desflorestada em Abril, em comparação com igual mês de 2019  e na Europa, sob pressão das companhias aéreas, Bruxelas abandonou qualquer veleidade de limitar a lotação dos aviões, um dos mais intensos poluidores atmosféricos e um dos mais eficazes focos de propagação do vírus.

Entre nós, muito se escreveu e falou sobre um regresso ao campo e à pequena agricultura familiar e biológica, cujos benefícios e atractividade o confinamento forçado tinha permitido redescobrir, e também se escutaram juras de revisão do modelo de turismo assente nas multidões e na destruição de habitats naturais. Pois, aí está: a agricultura que é apoiada, financiada por dinheiros europeus e aquela por onde vagueiam exércitos de trabalhadores asiáticos semiescravos é a agricultura superintensiva, predadora da terra e esbanjadora de água.

Como é que nada poderá não ser como dantes?”

Miguel Sousa Tavares



Para os cidadãos europeus, cercados a Leste e a Oeste, a questão é sobreviver. Não como sobreviver ao vírus, mas como impedir que o vírus tenha aqui os seus ninhos e impeça a sobrevivência da nossa espécie, que nos ganhe, que nos derrote enquanto seres humanos e europeus. Trata-se de sobrevivência de uma espécie ameaçada não por um vírus, mas por uma podridão generalizada, por uma metástase disseminada. O Covid 19 é o nosso vírus!

O Covid 19 é uma consequência, não é uma causa. Os cidadãos europeus têm o dever de se levantar para exigirem respostas para as causas desta epidemia.

A frase é apresentada como tendo vários autores, de Einstein a Benjamin Frankelin “Insanidade é fazer a mesma coisa repetidamente e esperar resultados diferentes”. Não sei se a resposta à epidemia é insanidade, mas estupidez é com certeza.

Os cidadãos europeus têm o direito e o dever de exigirem dos seus eleitos uma resposta que não seja a repetição da que causou a calamidade. Reúna-se um Eurogrupo, uma Cimeira, um Forum, uma feira, um conclave para os europeus discutirem e decidirem em que mundo querem viver.

Primeira pergunta: Queremos viver? E, de seguida, queremos viver como baratas chinesas? Como grunhos americanos? Como evangelistas bolsonaristas?

Com tantos estudos e tanto dinheiro para estudos contra o vírus Covid 19, que geram lucros imensos, despesas em boa parte inúteis, ou sobre objetivos secundários, porque não um estudo sério sobre o tempo que nos resta para viajar nos navios de cruzeiro, nos charters de aviões para um pacote de uma semana de solysombrero? Sobre quanto tempo nos resta para passear no último camelo à volta das pirâmides do Egito, ou para matar animais nos safaris do Kruger Park, ou do Quénia, ou para ir ver a última árvore da Amazónia, para subir na derradeira viagem no elevador do Empire State para ver arranha-céus e torres Trump, ou da Torre Eiffel, ou para uma viagem numa gondola (insuflável) em Veneza?

Quanto tempo teremos para comprar uns ténis da Nike fabricados por escravos no Bangladesh, ou umas T-shirts da Zara? O que vamos fazer aos tuk-tuk que enxameiam as ruas de Lisboa a Phnom Penh? E aos carros elétricos, a diesel ou gasolina das várias autoeuropas espalhadas pelo mundo? E ao arsenal nuclear, o que vamos fazer às ogivas, atiramo-las aos Covid ou uns aos outros? E aos satélites, desinfetamo-los cá de baixo, ou mandamos lá alguém? Quem cuidará das ruínas do Coliseu de Roma quando só restarem ratos e baratas? Ou do Castelo Templário de Tomar? E até quando haverá judeus para dar cabeçadas no Muro das Lamentações, depois de terem morto o último palestiniano, mesmo sem lhe terem feito o teste do coronavírus e sem ter lavado as mãos com gel, depois? Não, esses últimos visitantes, não morrerão do coronavírus. Morrerão da nossa estupidez. Uma morte lenta, presume-se e teme-se, de fome, doença, desespero, de lutas pelo último hambúrguer, pela última coca-cola… Entretanto aqui discute-se se devemos peregrinar a Fátima ou ao Seixal, ao Avante! E se existe incoerência entre um estádio vazio e um avião cheio – ora a questão não é de incoerência, é de cegueira: os estádios jamais se encherão e os aviões também não.

Já agora os coletes amarelos (lutadores sociais, não era?) desapareceram de França, agora que tão necessários eram! E os neofascistas do Salvini em Itália parece estarem de muito bem com a possibilidade de retomar ao antigamente, com turistas na fonte de Trevi, assim como os seguidores de Trump, e os evangelistas e as dondocas brasileiras de Bolsonaro, e os espanhóis franquistas de Madrid, a malta da bola e por cá há lideres como Jerónimo de Sousa que não admite a austeridade. Acredita na lâmpada de Aladino ou tem alquimistas que criam ouro no Comité Central. É preciso voltar ao antigamente, depressa e em força! O problema é que não há antigamente atualmente.

Dirão os que acreditam que vai ficar tudo bem, este é um texto de ficção científica. Tomara eu! Catastrofismo. Cenário apocalítico! Dirão os evangélicos, os do Alá e os do Acá: Deus é grande. A última crença desta espécie de gente no Brasil, ao que li, é a da conspiração comunista: os caixões dos mortos do Covid estão cheios de pedras (presume-se que fabricadas na China) e as favelas do Brasil estarão assim pejadas de mortos vivos!

Se há um tempo para pensarmos em sobreviver é este. Os europeus – porque sou europeu – devem reunir-se e agir e não é a senhora Lagarde, do BCE, nem os ministros das Finanças do Eurogrupo que podem ser os nossos timoneiros – devemos reunirmo-nos para impedir que sejam os nossos coveiros. A questão não são os bonds, nem empréstimos, nem dívida pública: são como regular a utilização de recursos e a sua distribuição.