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sexta-feira, 14 de agosto de 2026
Primal Scream - Kowalski
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terça-feira, 23 de junho de 2026
Relembrar a canção "Turn! Turn! Turn" de Pete Seeger com Judy Collins- "Um tempo para a paz, eu juro que não é tarde demais"
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quarta-feira, 3 de junho de 2026
Allen Ginsberg faria hoje 100 anos
"We're beautiful golden sunflowers inside, blessed by our own seed and golden hairy, naked accomplishment-bodies, growing into mad black formal sunflowers in the sunset, spied on by our own eyes, under the shadow of the mad locomotive riverbank sunset Frisco hilly tin can evening sit down vision. " - Allen Ginsberg
Allen Ginsberg (1926–1997) foi a voz mais estridente, célebre e provocadora da Geração Beat — o movimento literário dos anos 50 que funcionou como o rastilho para a contracultura hippie dos anos 60. Poeta, ativista budista e provocador profissional, ele passou a vida a implodir os valores conservadores da América do pós-guerra.
Allen Ginsberg, a força motriz da poesia contracultural. Fonte: Wikipedia
Uma Vida na Vanguarda
Nascido em Nova Jérsia numa família judia, Ginsberg cresceu marcado pela doença mental da mãe (uma comunista convicta) e pela poesia do pai. Na Universidade de Columbia, nos anos 40, conheceu Jack Kerouac e William S. Burroughs. Juntos, formaram o núcleo do que seria a Geração Beat: um grupo focado na espontaneidade, na rejeição do materialismo e na exploração da consciência.
Ginsberg tornou-se o "ministro das relações públicas" do grupo, unindo a literatura ao ativismo político e social até à sua morte em 1997.
Os Factos Mais Polémicos e Contraculturais
O que tornou Ginsberg uma figura magnética (e profundamente odiada pelo establishment) foi a sua recusa absoluta em esconder quem era ou o que pensava.
1. O Julgamento por Obscenidade de "Uivo" (Howl)
Em 1955, Ginsberg leu em público o seu poema mais famoso, "Uivo" (Howl), em São Francisco. O poema abre com o lendário verso: "Eu vi os melhores cérebros da minha geração destruídos pela loucura...".
A polémica: quando o poema foi publicado pelo editor (e também poeta) Lawrence Ferlinghetti, as autoridades apreenderam o livro. O teor explicitamente homossexual e as referências a drogas levaram a um julgamento histórico por obscenidade em 1957.
O desfecho: o juiz declarou que a obra tinha "valor social redentor", transformando o livro num manifesto contracultural e dando a Ginsberg uma plataforma nacional.
2. Homossexualidade Aberta e a NAMBLA
Numa época em que a homossexualidade era considerada crime e doença mental nos EUA, Ginsberg vivia abertamente com o seu parceiro de uma vida, Peter Orlovsky. Ele usava a sua poesia para celebrar o sexo gay e desafiar a hipocrisia puritana.
A maior mancha no seu legado: anos mais tarde, o seu compromisso radical com a liberdade de expressão levou-o a defender e a afiliar-se à NAMBLA (North American Man/Boy Love Association), uma organização que defendia a legalização de relações sexuais entre homens e menores. Embora Ginsberg argumentasse que defendia apenas o direito à livre expressão e ao debate, esta posição continua a ser o ponto mais sombrio e indefensável da sua biografia.
3. O "Evangelista" do LSD e das Drogas Psadélicas
Ginsberg não consumia drogas apenas por recreação; ele via-as como ferramentas de expansão espiritual e política.
Participou nas primeiras experiências científicas com psilocibina em Harvard com Timothy Leary.
Defendeu publicamente o uso do LSD para "libertar a mente humana do controlo do Estado".
Foi deportado de Cuba em 1965 por chamar "atraente" a Che Guevara e criticar a perseguição do regime castrista aos homossexuais. No mesmo ano, foi expulso da Checoslováquia comunista após ser eleito "Rei de Maio" (Královna Máje) pelos estudantes de Praga, por ser considerado uma ameaça corruptora para a juventude.
4. Ativismo Político e o Conceito de Flower Power
Ginsberg esteve na linha da frente dos protestos contra a Guerra do Vietname. Durante os violentos protestos na Convenção Nacional Democrata de 1968, em Chicago, ele passou horas a entoar o mantra budista "Om" para tentar acalmar a tensão entre os manifestantes e a polícia militarizada.
Ele foi o criador do termo Flower Power (Poder das Flores), uma estratégia que desenhou em 1965 sugerindo que os manifestantes anti-guerra distribuíssem flores aos polícias e jornalistas para transformar os protestos políticos em espetáculos de paz e teatro visual.
O Vigilante do FBI: J. Edgar Hoover, o eterno diretor do FBI, considerava Ginsberg uma das maiores ameaças à segurança nacional dos EUA. O FBI manteve um ficheiro detalhado sobre o poeta com centenas de páginas, vigiando de perto os seus passos e as suas ligações à esquerda radical.
Ginsberg conseguiu a proeza rara de começar a carreira no submundo literário, ser perseguido pela polícia e terminar a vida como um membro consagrado da Academia Americana de Artes e Letras, sem nunca ter pedido desculpa por chocar o mundo.
domingo, 17 de maio de 2026
segunda-feira, 9 de março de 2026
Depeche Mode - Universal Soldier
O contexto actual tem algumas semelhanças. Contudo, o belicismo parte agora mais da NATO e da administração de Donald Trump
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sábado, 7 de março de 2026
Shelleyan Orphan - Burst
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sábado, 11 de outubro de 2025
Sigue Sigue Sputnik - Love Missile F1 11
Letra
US bombs crusin' overhead
There goes my love rocket red
Shoot it up
Shoot it up
Blaster bomb bomb bomb ahead
Multi Millions still unfed
A mondo teeno givin' head
Shoot it up
Shoot it up
Hold Me shake me, I'm all shook up
Psycho Maniac, interbred, shoot it up
Now shoot it up
Shoot it up
Shoot it up
Shoot it up
Teenage crime now fashion's dead
Shoot it up
There goes my love rocket red
Shoot it up
Shoot it up
Shoot it up
Shoot it up
Shoot it up
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TINA
segunda-feira, 21 de julho de 2025
Encontros improváveis: João Soares e John Harrigan
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| “Happiness held is the seed; Happiness shared is the flower.”– John Harrigan |
Biografia
1. Carreira militar e diplomática
Serviu como soldado na Alemanha durante a Guerra Fria e, posteriormente, como oficial do Serviço Externo dos EUA, com atuação na América Latina
2. Académico e professor
Foi professor de Ciência Política na Hamline University (St. Paul, Minnesota), onde também lecionou cursos sobre política e ficção. Fez parte do corpo docente por muitos anos antes de se aposentar
3. Formação académica
Graduou-se em Ciência Política pela Loyola University Chicago, com pós-graduação pela University of Chicago e Ph.D. pela Georgetown University
4. Vida atual
Mora perto do rio St. Croix, no estado de Minnesota, onde escreve romances de ficção histórica. É casado com Sandy
Fontes
- Perfil no Facebook
- Author Magazine
- O livro mais conhecido e citado: The Patron Saint of Desperate Situations
terça-feira, 5 de abril de 2022
Memórias: Allen Ginsberg
No dia 5 de abril de 1997, morreu Allen Ginsberg. Foi um escritor, filósofo e ativista norte-americano. Fez parte do núcleo duro da Beat Generation: movimento que rejeitava os valores tradicionais e contribuiu para uma revolução cultural, nos anos 1950 e 1960.
Allen Ginsberg nasceu a 3 de junho de 1926, em New Jersey (EUA). O pai era professor, poeta e socialista. A mãe era comunista radical. Em criança, viveu episódios paranóicos da mãe e descobriu que gostava de meninos.
Na Escola Secundária, Ginsberg encantou-se com a obra de Walt Whitman. Depois de findar o secundário, inscreveu-se na Universidade de Columbia (Nova Iorque) graças a uma bolsa da associação Young Men’s Hebrew.
Naquela cidade, tornou-se amigo dalguns jovens (Lucien Carr, Jack Kerouac, William Burroughs e Neal Cassady) interessados em drogas, literatura e sexo. Ginsberg e os seus companheiros foram expulsos da Universidade.
Ginsberg acreditava que aquele grupo se dirigia para uma nova visão poética. Experimentou anfetaminas e marijuana. Frequentou bares gays. E começou uma relação amorosa com Neal Cassady.
Em 1954, Ginsberg mudou-se para São Francisco, cidade onde a Beat Generation estava a ganhar força graças à atividade dos poetas, Kenneth Rexroth e Lawrence Ferlinghetti, fundadores da editora e livraria "City Lights".
Ginsberg tinha escrito muita poesia, mas quase nada tinha publicado. Em 1956, a City Lights Books publicou, "Howl and Other Poems" ("Uivo e Outros Poemas"). Considerado “obsceno”, foi apreendido pelos serviços alfandegários e pela polícia, sendo alvo dum longo processo judicial.
Os argumentos de vários poetas, críticos e professores universitários (Kenneth Rexroth, Walter V. T. Clark e Mark Schorer) convenceram o juiz. Terminado o processo, tornou-se o livro de poesia mais vendido nos EUA.
Allen Ginsberg, Jack Kerouac e William Burroughs foram o núcleo duro da Beat Generation: movimento que rejeitava os valores tradicionais e contribuiu para uma revolução cultural nos anos 50 e 60.
Ginsberg viajou pelo mundo. Descobriu o budismo. Apaixonou-se por Peter Orlovsky: seu companheiro para o resto da vida. Nos anos 1960, ajudou Timothy Leary a divulgar o LSD. Em 1968, foi um ativista importante contra a Guerra do Vietname.
Ativista durante toda a vida, Ginsberg falava abertamente sobre drogas, homossexualidade e liberdade.
Manteve uma publicação regular ao longo da vida. Os seus livros constituíam um apelo à paz e à defesa dos mais desfavorecidos.
Ginsberg manteve a sua agenda social ativa até 5 de abril de 1997: dia em que morreu, na sequência de cancro do fígado. Tinha 70 anos. Antes de morrer, ligou aos amigos e familiares dizendo o seu último poema.
Datado de 30 de março, “Things I’ll Not Do" (Nostalgias) era uma lista de coisas que gostaria de fazer: visitar a Bulgária; beber chá de menta em Marrocos; olhar para a Esfinge, enquanto o sol se pusesse no deserto.
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| Allen Ginsberg and Peter Orlovsky in San Francisco, 1955 |
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terça-feira, 13 de abril de 2021
John Lennon e Yoko Ono - Cama Pela Paz
John Lennon e Yoko Ono, dos Beatles, passaram sete dias da lua-de-mel na cama do Hotel Hilton de Amesterdão, a dar entrevistas à imprensa. O quarto estava decorado com desenhos sobre a paz. Do lado de fora do hotel, as pessoas aglomeravam-se em redor do Rolls-Royce de Lennon e Ono.
Durante sete dias, os recém-casados Yoko Ono e John Lennon passaram a lua de mel na cama da suíte presidencial do Hotel Hilton em Amsterdã, na Holanda. O peculiar foi que, todos os dias, recebiam jornalistas e fotógrafos do mundo inteiro para divulgarem seu bed-in for peace, uma campanha pela paz, contra a Guerra do Vietname.
A forma de protesto contra a violência chegou a ser repetida em outras cidades. Esse foi mais um passo de Lennon em busca de independência em relação aos Beatles, banda da qual fizera parte. O processo de dissolução do grupo havia começado em 1966, quando cada um dos músicos começou a desenvolver projectos individuais e Lennon conheceu a vanguardista japonesa Yoko Ono em Londres.
A tentativa de Ono de participar das gravações da banda nos estúdios Twickenham, em 1969, foi rejeitada pelos parceiros George Harrison, Ringo Starr e principalmente por Paul McCartney. Lennon distanciou-se mais ainda do grupo e casou-se em 20 de março em Gibraltar, onde o casal teve a ideia de chamar a atenção para uma campanha pela paz.
"Todos falam de paz, mas ninguém faz nada por ela. A gente pode deixar crescer os cabelos ou renunciar a uma semana de férias pela paz. O importante é que ela só pode ser atingida com métodos pacíficos. Combater um sistema com as armas é errado. Eles são milhares e ganhariam sempre. Se quiserem te apagar, te matam. Mas, contra o humor pacífico, eles não têm estratégia", foi a mensagem de Lennon.
Barrados nos EUA
De volta a Londres, o casal resolveu repetir o bed-in nos Estados Unidos. Eles pretendiam viajar a Nova York no famoso transatlântico de luxo Queen Elizabeth 2º, ao lado de Ringo Starr, Peter Sellers e outros atores do filme Magic Christian. As malas já estavam a bordo quando receberam a notícia de que os Estados Unidos se negavam a conceder o visto de entrada. Alegaram que Lennon era "indesejado" por causa de um delito envolvendo drogas.
Resolveram então ir para Montreal, no Canadá, onde promoveram sua campanha pela paz durante dez dias num quarto do Hotel Rainha Elizabeth. Na ocasião – era junho de 1969 – gravaram a música Give Peace a Chance (Dê uma Chance à Paz).
Essa campanha de Lennon durou quase dez meses, entre março e dezembro de 1969. Apoiado por Yoko Ono, ele encontrou várias maneiras para chamar a atenção nesse período.
Uma delas foi devolver a medalha de honra Membro da Ordem do Império Britânico ao Palácio de Buckingham, em protesto à ingerência inglesa na Guerra de Biafra e ao apoio aos Estados Unidos na Guerra do Vietname.
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sexta-feira, 30 de março de 2012
Creedence Clearwater Revival - Fortunate Son
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terça-feira, 6 de outubro de 2009
Steve Earle - Copperhead Road
Well, my name's John Lee Pettimore
Same as my daddy and his daddy before
You hardly ever saw Grandaddy down here
He only come to town about twice a year
He'd buy a hundred pounds of yeast and some copper line
Everybody knew that he made moonshine
Now, the revenue man wanted Grandaddy bad
Headed up the holler with everything he had
Before my time, but I've been told
He never come back from Copperhead Road
[Verse 2]
Now, Daddy ran the whiskey in a big-block Dodge
Bought it at an auction at the Mason's Lodge
"Johnson County Sheriff" painted on the side
He just shot a coat of primer, then he looked inside
Well, him and my uncle tore that engine down
I still remember that rumblin' sound
And then the Sheriff came around in the middle of the night
Heard Mama cryin', knew somethin' wasn't right
He was headed down to Knoxville with the weekly load
You could smell the whiskey burnin' down Copperhead Road
[Bridge]
Hey
Hey, hey
[Verse 3]
I volunteered for the Army on my birthday
They draft the white trash first 'round here, anyway
I done two tours of duty in Vietnam
I came home with a brand-new plan
I take the seed from Colombia and Mexico
I just plant it up a holler down Copperhead Road
And now the DEA's got a chopper in the air
I wake up screamin' like I'm back over there
I learned a thing or two from Charlie, don't you know?
You better stay away from Copperhead Road
[Outro]
Whoa
Copperhead Road
Copperhead Road
Ha, Copperhead Road
Significado
"Copperhead Road" (1988), uma das composições mais célebres de Steve Earle, cruza a sonoridade do country-rock com uma narrativa linear que expõe as fraturas sociais e económicas da América rural profunda. A letra acompanha três gerações da família Pettimore na região dos Apalaches, no Tennessee, ilustrando a transição do negócio ilegal da destilação de uísque (moonshine) praticado pelo avô e pelo pai, para a plantação de marijuana conduzida pelo neto, John Lee Pettimore III, após o seu regresso da Guerra do Vietname. O protagonista utiliza o próprio treino militar de guerrilha que o governo lhe forneceu na selva asiática para defender o seu território e a sua colheita contra as autoridades federais.
Do ponto de vista da análise ideológica, este caso e a postura política que a canção reflete são comummente designados como populismo de esquerda com fortes traços de libertarismo de esquerda (ou left-libertarianism). Embora Steve Earle seja um reconhecido ativista do espetro socialista e progressista norte-americano, a canção adota a perspetiva da cultura redneck e hillbilly, historicamente marcada por uma profunda desconfiança em relação ao Estado centralizador.
Politicamente, o cenário enquadra-se nas seguintes correntes e conceitos: Em resumo, a canção funciona como um manifesto político-musical que utiliza uma base cultural tradicionalmente associada à direita conservadora americana para tecer uma crítica anticapitalista, antibelicista e anti-autoritária, tipificando o conceito de resistência popular periférica contra a hegemonia do Estado.
- Antiestatismo popular: a música retrata o governo federal não como uma força de proteção, mas como um agente opressor e hipócrita (seja através do "fisco" que persegue os pequenos produtores de álcool, seja através da agência de combate às drogas, a DEA, que surge com helicópteros no final da narrativa).
- Crítica ao imperialismo e ao abandono social: Existe uma denúncia explícita do cinismo do complexo militar-industrial. O Estado recruta jovens das classes desfavorecidas para combater numa guerra imperialista (Vietname) e, ao devolvê-los à pátria traumatizados e sem perspetivas económicas, empurra-os de volta para a marginalidade.
- Soberania individual e de subsistência: o caso ilustra o choque entre as leis federais de propriedade e de fiscalidade e o direito consuetudinário das comunidades isoladas de gerirem os seus próprios recursos e subsistência à margem do controlo governamental.
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domingo, 14 de maio de 2006
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