Lançada em 2013 no único álbum de estúdio da banda, Eyes Wide to New Places, a canção “Sticks & Stones” do grupo britânico Cast of Lions assume-se como uma autêntica ode à infância e à redescoberta da inocência. Formada em Londres, a banda nasceu como um projeto paralelo de vida curta que reuniu músicos com percurso firmado no cenário alternativo do Reino Unido, nomeadamente Stefan Abingdon (dos The Midnight Beast) e elementos da prestigiada formação de synth-punk Hadouken!. Musicalmente, o projeto move-se entre o indie rock, o indie pop e o pop-punk alternativo, combinando guitarras enérgicas, arranjos rítmicos marcantes e melodias de grande impacto imediato.
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terça-feira, 13 de outubro de 2026
Cast of Lions - Sticks and Stones
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Indie Rock,
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Reino Unido,
William Blake,
William Wordsworth
domingo, 9 de agosto de 2026
Suede - Saturday Night
Melhor som aqui
[verse 1]
Today she's been walking
She's been talking
She's been smoking
It's gonna be alright
'Cause tonight we'll go dancing
We'll go laughing
We'll get car sick
[verse 2]
And it'll be okay like everyone says
It'll be alright and ever so nice
We're going out tonight
Out and about tonight
[refrão]
Oh, whatever makes her happy
On a Saturday night
Oh, whatever makes her happy
Whatever makes it alright
[verse 3]
Today she's been sat there
Sat there in a black chair
Office furniture
It'll be alright
'Cause tonight we'll go drinking
We'll do silly things
And never let the winter in
[verse 2]
[refrão]
[verse 4]
We'll go to freak shows and peepshows
We'll go to discos, casinos
We'll go where people go and let go
[refrão] 2X
Oh oh
La la la la la la (5X)
A cidade subterrânea e a poética do escapismo em "Saturday Night"
O videoclipe de "Saturday Night", dirigido por Pedro Romhanyi e rodado nos túneis e plataformas do metro de Londres - com destaque para a icónica e desativada estação de Aldwych e alusões a Holborn-, funciona como uma alegoria perfeita sobre a alienação e a solidão nas metrópoles contemporâneas. Toda a narrativa visual constrói um contraste marcante entre o anseio coletivo de festa e celebração associado ao sábado à noite e a crua realidade do isolamento urbano. No centro deste cenário subterrâneo, o vocalista Brett Anderson assume o papel de um flâneur baudelaireano modernizado: um observador poético e solitário que deambula pelas carruagens e corredores de betão, testemunhando a existência de diversas figuras à deriva. Ao longo do percurso, a câmara cruza-se com casais em momentos de intimidade, trabalhadores exaustos, um idoso a carregar um peixe num saco de plástico e jovens imersos numa festa improvisada. Cada uma destas imagens traduz a busca desesperada por pequenos fragmentos de felicidade, afeição ou evasão, refletindo a premissa central da canção de anestesiar a rotina e o peso da vida quotidiana através do hedonismo noturno.
Esta reflexão sobre a melancolia e o escapismo urbano ganhou forma com o lançamento original do tema no aclamado álbum Coming Up, editado a 2 de setembro de 1996, tendo sido posteriormente lançado como o terceiro single do disco a 13 de janeiro de 1997 pela Nude Records. Mais do que uma simples balada de pop-rock, a escrita de Brett Anderson em "Saturday Night" assenta num denso substrato literário e filosófico. A canção dialoga diretamente com o Existencialismo e o Absurdismo de Jean-Paul Sartre e Albert Camus, retratando a tentativa de conferir sentido à existência através do prazer e da evasão temporária diante do vazio da vida moderna. Da mesma forma, a influência do escritor J.G. Ballard é evidente na psicogeografia do videoclipe, onde os transportes subterrâneos e a arquitetura pós-industrial se tornam símbolos da alienação humana. Por fim, a estética decadente da banda inspira-se no romantismo trágico e na ironia de Oscar Wilde, consolidando "Saturday Night" como uma celebração trágica e melancólica do quotidiano nas margens da grande cidade.
A assinatura singular dos Suede: quando a herança transforma-se em identidade
As grandes bandas da história da música raramente surgem num vácuo cultural. A verdadeira originalidade não reside na invenção de uma linguagem inteiramente sem antecedentes, mas sim na capacidade de reunir referências díspares, filtrá-las através de uma vivência própria e devolvê-las ao mundo sob a forma de uma assinatura artística inconfundível. No caso dos Suede, embora a sombra lírica de David Bowie, o romantismo dramático dos The Smiths e a densidade atmosférica do post-punk dos anos 80 estejam presentes no seu ADN, a banda britânica construiu um universo estético e sonoro genuinamente único, que redefiniu o panorama do rock alternativo nos anos 90.
No início dessa década, numa altura em que a cena musical do Reino Unido se encontrava refém do grunge americano e desprovida de uma identidade própria, os Suede irromperam como o catalisador de uma revolução. Eles foram os verdadeiros arquitetos do movimento que mais tarde viria a ser batizado de Britpop, resgatando a essência e a urgência da cultura urbana britânica antes de qualquer outra banda da sua geração. Contudo, enquanto os seus pares versavam sobre o quotidiano da classe trabalhadora com tom satírico ou festivo, a escrita de Brett Anderson fundou um léxico poético singular, frequentemente apelidado de gutter glamour. Anderson transformou a sordidez dos subúrbios cinzentos, a ambiguidade sexual, a decadência das noites de aluguer, o consumo de drogas e o romance trágico dos marginalizados em autênticas odes orquestradas e melodramáticas.
Essa poeticidade decadente encontrou a sua tradução musical perfeita na simbiose entre a vocalidade visceral de Anderson e a arquitetura de guitarra de Bernard Butler nos primeiros discos, e mais tarde na energia vibrante de Richard Oakes. Os Suede refundiram a agressividade áspera das guitarras do post-punk com a grandiosidade e o brilho do glam rock, criando paredes de som dramáticas e melodias de uma sensibilidade pop angustiada que não tinham paralelo na época. O resultado foi uma discografia coesa e marcante - desde a densidade concetual de Dog Man Star ao imediatismo efervescente de Coming Up -, que provou que os Suede não eram uma mera soma das suas influências, mas sim uma das vozes mais originais, audazes e influentes da história do rock britânico.
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sexta-feira, 28 de abril de 2023
Música do BioTerra: Muse - Butterflies and Hurricanes
Mais de 13 anos e esta música mantém o espírito. A letra baseia-se na Teoria do Caos e no famoso efeito borboleta. A tua atitude pode mover montanhas.
O falseto de Matt Bellamy é extraordinário. "No matter who you are, you can change everything, you can change the world."
sábado, 22 de abril de 2023
Música do BioTerra: Suede - Electricity
[Verse 1]
We got a love that's cold as stone
We got a love from our violent homes
We got a love and it got no name
We kiss our love with lips like pain
We got a lotta electricity
We got a love like AC/DC
We got a love and it got no shame
We kiss our love with lips like pain
Kissing our love with lips like pain
[Chorus]
Oh it's bigger than the universe
It's bigger than the universe
It's bigger than the two of us
Oh it's bigger than you and me
We got a love between us and it's like electricity
[Verse 2]
We got a love like a violent mind
We get our love from white white lines
We got a love and it got no name
We kiss our love with lips like pain
We got a love from nowhere towns
We got a love like electric sounds
We got a love and it got no shame
We kiss our love with lips like pain
Kissing our love with lips like pain
[Chorus]
I said, oh it's bigger than the universe
It's bigger than the universe
It's bigger than the two of us
Oh it's bigger than you and me
We got a love between us and it's like electricity
sexta-feira, 13 de junho de 2014
Midge Ure - Become
Midge Ure, nascido a 10 de outubro de 1953 em Cambuslang, na Escócia, é uma figura incontornável da música britânica desde a década de 1970, com percursos marcantes em bandas como Slik, Rich Kids, Visage e Ultravox, além de ter coescrito o icónico hino solidário "Do They Know It's Christmas?". Aos 60 anos, aquando do lançamento do álbum Fragile em 2014, o artista apresentou o tema "Become", inserido num estilo pop rock, synth-pop e ambient que funde a sua herança eletrónica e o new wave cinematográfico dos anos 80 com arranjos orgânicos e uma produção moderna focada na profundidade sónica.
O significado da canção aborda a jornada de autodescoberta e a aceitação da vulnerabilidade e das cicatrizes do tempo, transformando a fragilidade numa fonte de força e metamorfose pessoal. No teledisco oficial - que se passa precisamente numa floresta e em campos abertos campestres -, Ure surge a caminhar sozinho de forma contemplativa por trilhos arborizados, num registo visual sóbrio e cinematográfico que funciona como metáfora para essa viagem interior e busca de essência.
Aprofundando esta vertente, a obra dialoga fortemente com as influências do existencialismo, onde a existência precede a essência e o indivíduo assume a responsabilidade de construir o seu próprio sentido, encontrando na maturidade a coragem de aceitar falhas e cicatrizes como um processo contínuo de vir-a-ser.
Esta perspetiva une-se à mística da melancolia celta e escocesa, refletida na dualidade entre a paisagem agreste e o passado operário da sua terra natal, utilizando a natureza como espelho da alma e herdeira de uma nostalgia ancestral. É desta fusão entre o realismo cru da classe trabalhadora e um lirismo romântico e contemplativo que nasce a assinatura artística única de Ure, materializada na imagem de um homem que caminha pela imensidão natural para confrontar o passado e encontrar a paz necessária na sua transformação.
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