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quarta-feira, 3 de dezembro de 2025

Jornalismo Florestal - Prémios PINUS distinguem reportagens da RTP e da Antena 1


O prémio pretende distinguir o trabalho jornalístico que, pela qualidade e originalidade, contribua para um maior conhecimento sobre a importância ambiental, económica e social das florestas.

Assim, o Primeiro Prémio de Reportagem Diária foi para um trabalho de Daniela Santiago, Manuel dos Santos, Fábio Siquenique e Joana Melo, sobre o valor da Floresta e o Circuito do Carbono

O Primeiro Prémio de Grande Reportagem foi para um investigação do programa A Prova dos Factos, de Emanuel Boavista, com Paulo Maio Gomes e Guilherme Terra, sobre o facto de as verbas europeias para a floresta não chegarem ao terreno.

A RTP recebeu ainda uma Menção Honrosa para outra peça do programa A Prova dos Factos sobre o abandono do Pinhal de Leiria, também de Daniela Santiago.

A reportagem da Antena 1 sobre as Florestas Miyawaki recebeu igualmente uma Menção Honrosa. Esta distinção foi atribuída à jornalista Arlinda Brandão.

Esta é considerada "uma oportunidade para reforçar o reconhecimento do jornalismo como serviço público e celebrar a importância da floresta", segundo o promotor da iniciativa.A cerimónia da 7ª edição do Prémio Centro PINUS - Jornalismo Florestal teve lugar no Clube de Jornalistas, em Lisboa.

O Prémio Centro PINUS de Jornalismo Florestal é atribuído bianualmente e, segundo a organização, "pretende homenagear os jornalistas e as peças que aproximem a floresta do cidadão através do rigor e da informação.

Paralelamente, reconhece o papel do jornalista na sua missão de serviço público e valoriza o jornalismo livre, independente e de qualidade".

Ver as reportagens aqui


quarta-feira, 6 de abril de 2022

Minifloresta está a nascer em Lisboa, através do método Miyawaki



Uma minifloresta está a nascer em plena Lisboa e a iniciativa decorre no âmbito do projeto europeu 1Planet4All, resultado de uma parceria entre a Organização Não-Governamental para o Desenvolvimento (ONGD) VIDA e a 2adapt.

A plantação da minifloresta, coordenada pelo investigador David Avelar e por António Alexandre, decorreu nos primeiros dias de março com o apoio da Lisboa Green Capital 2020. Contou com 22 toneladas de composto proveniente de resíduos verdes e orgânicos, recolhidos pela Câmara Municipal de Lisboa (CML), e transformados pela Valorsul, a empresa responsável pela valorização e tratamento de resíduos urbanos.

A atividade envolveu cerca de 150 jovens de diferentes grupos e contextos universitários e, ao longo de uma semana, transformaram um relvado num espaço de abundância de alto impacto e com baixa pegada ecológica.

Método do botânico japonês Akira Miyawaki

Para a implementação da minifloresta, foi escolhido o método criado pelo botânico japonês Miyawaki. Este método passa por otimizar a plantação de florestas, com o intuito de restaurar a biodiversidade.

O método remonta à década de 1970 e à descoberta do botânico japonês Akira Miyawaki, de que apenas 0.06% das florestas do país são nativas. Face a esse achado, Miyawaki desenvolveu um método de restaurar as vegetações originais, em terras degradadas ou destruídas. Através dele, já foi possível criar 1.700 novas florestas por toda a Ásia.

Miyawaki nasceu em 1928 e tornou-se conhecido internacionalmente como especialista em botânica e reflorestamento. É professor emérito na Universidade Nacional de Yokohama e diretor do Centro Japonês de Estudos Internacionais em Ecologia. Recebeu também vários reconhecimentos, como o prémio Blue Planet Prize, no ano de 2006.

O método ocorre através de quatro passos simples:

Identificação – perceber o local onde se pretende plantar a nova floresta e identificar as plantas nativas, que melhor se adaptam ao local;

Preparar o terreno – proceder à limpeza do solo, à adição de nutrientes orgânicos, à preparação de elementos para ajudar na retenção de água;

Plantar – plantar densamente, ou seja, entre três e cinco pequenas árvores por metro quadrado;

Cuidar – por fim, regar e cuidar da plantação, protegendo contra pragas e ervas daninhas, durante os três anos seguintes.

O método Miyawaki na Europa

Utilizado atualmente em diversos países europeus, tem representação na criação de florestas urbanas em França e na Bélgica e, de miniflorestas na Holanda. O objetivo destes países passa por ajudar a combater as alterações climáticas.

Diversos estudos comprovam que o uso de vegetações nativas, facilita todos os processos, começando pela polinização. Assim, na França e na Bélgica já se contabiliza a plantação de 21 mil árvores, em 7 mil metros quadrados. Na Holanda, o grupo de conservação IVN Natuur Educatie já ajudou cidades e famílias a plantar 100 florestas deste tipo, desde 2015.

As florestas que nascem do método Miyawaki proporcionam biodiversidade, trazendo uma maior variedade de alimentos, abrigos, insetos, lesmas, anfíbios, borboletas e outros mais. Estes ecossistemas podem tornar-se maduros em apenas 20 anos, contendo 20 vezes mais espécies e tornando-se 30 vezes mais densas do que as florestas plantadas por métodos convencionais.

De acordo com os defensores do método, os resultados são ecossistemas complexos, perfeitamente adequados às condições locais que melhoram a biodiversidade, crescem mais rápido e, por isso, absorvem mais CO2.

Benefícios para toda a comunidade

Para além do impacto na biodiversidade, as florestas urbanas ajudam a melhorar a saúde mental da comunidade, reduzem os efeitos nocivos da poluição do ar e ajudam a regular o fenómeno das ondas de calor nas cidades. É, essencialmente por isso, que as miniflorestas têm um grande potencial para ajudar a combater as alterações climáticas.

A Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa (Ciências ULisboa), no âmbito do projeto pioneiro em Lisboa, vai tornar um espaço pouco cuidado, com pouca utilidade e pouca diversidade vegetal, numa minifloresta densa e multifuncional, com 662 plantas arbóreas e arbustivas de 44 espécies, distribuídas pelos 5 estratos.

Graças à sua densidade, esta minifloresta vai conseguir captar mais carbono e promover mais biodiversidade. Com o intuito de acolher diferentes espécies, este espaço conta ainda com dois hotéis para insetos (um só́ para joaninhas), um refúgio para anfíbios, outros para répteis, um charco temporário e, também, sensores de monitorização do solo.

A Ciências ULisboa toma a minifloresta como caso de estudo, para avaliar e compreender o verdadeiro potencial do método Miyawaki para a ação climática no Mediterrâneo, bem como, de outros serviços de ecossistema em meio urbano. Ambiciona-se comprovar o valor deste tipo de miniflorestas e potenciar a replicação da iniciativa pelo restante território, nacional e internacional.

Projeto das miniflorestas visto em cooperação

O projeto, implementado em Portugal pela ONGD VIDA, resulta de um consórcio de 14 ONGs europeias, que trabalham em Cooperação para o Desenvolvimento e Ação Humanitária em países do Sul Global. É ainda financiado pela União Europeia e pelo Instituto Camões.

Lisboa foi distinguida com o galardão de Capital Verde Europeia 2020 e, a distinção resulta da avaliação de um conjunto de especialistas internacionais, com base em 12 indicadores que avaliam a sustentabilidade na cidade. Neste sentido, a capital tem vindo a desenvolver-se no sentido de uma cidade mais verde e amiga do planeta e das pessoas.

As alterações climáticas já não são um fenómeno longínquo e estamos, constantemente, a sentir o seu impacto no nosso dia a dia. Falar sobre as ações e contributos possível, assim como, sensibilizar sobre o impacto global das alterações climáticas, pretende gerar a oportunidade de participação, intercâmbio de experiências e as boas práticas por parte de todos.

Ler mais:

quarta-feira, 15 de setembro de 2021

Mini-florestas: a arma secreta das cidades para combater alterações climáticas


Estas mini-florestas podem tornar-se ecossistemas maduros em apenas 20 anos e atuam como um oásis de biodiversidade – contêm 20 vezes mais espécies e tornam-se 30 vezes mais densas do que as florestas plantadas por métodos convencionais. Este resultado é alcançado com a plantação de entre três a cinco sementes, por metro quadrado, utilizando variedades nativas adaptadas às condições locais, sendo que são plantadas várias espécies – 30 ou mais – de forma a recriar uma floresta natural. O resultado, de acordo com os defensores do método, são ecossistemas complexos perfeitamente adequados às condições locais que melhoram a biodiversidade, crescem rapidamente e absorvem mais CO2.

O método é baseado no trabalho do botânico japonês Akira Miyawaki. Ele descobriu que as áreas protegidas ao redor de templos, santuários e cemitérios no Japão continham uma enorme variedade de vegetação nativa que coexistia para produzir ecossistemas resilientes e diversos. Na Holanda, o grupo de conservação IVN Nature Education ajudou cidades e famílias a plantar 100 florestas deste tipo, desde 2015. É estimado que este número duplique até 2022 e estão a ser reunidos esforços para fazer o mesmo noutros países. Na Bélgica e em França já foram plantadas, pelo menos, 40 mini-florestas. Grupos na Índia e na Amazónia seguiram os mesmos passos.

As florestas urbanas trazem muitos benefícios para as comunidades, além do impacto na biodiversidade. Os espaços verdes ajudam a melhorar a saúde mental das pessoas, reduzem os efeitos nocivos da poluição do ar e ajudam a regular o fenómeno das ondas de calor nas cidades. É o potencial para ajudar a combater as mudanças climáticas que faz das florestas Miyawaki uma opção bastante útil para muitos ambientalistas. Estima-se que florestas novas ou restauradas possam remover até 10 gigatoneladas de CO2 até 2050.

No entanto, diversos grupos de conservação enfatizam que as florestas de Miyawaki não devem ser vistas como uma alternativa para proteger as florestas nativas existentes. Segundo eles, áreas arborizadas pequenas e desconectadas nunca poderão substituir as grandes extensões de florestas que são vitais para a vida de tantas espécies.

domingo, 30 de agosto de 2020

Bosques urbanos, essenciais contra as mudanças climáticas

Uma Grande Muralha Verde para as cidades. FAO
 

O Fórum Económico Mundial (WEF) nunca deixa de nos surpreender. Em seu relatório sobre os riscos globais para a economia mundial este ano, ele enfatizou que a economia não representa nenhum risco para a economia. Os riscos para a economia são fundamentalmente ambientais.

Muitos de nós tínhamos isso bem claro há muito tempo, mas quem melhor para falar sobre riscos para a economia do que o próprio Fórum de Davos. Também nos deixa inquietos quando traz à mesa questões que ativistas e cientistas da mudança global vêm apontando há anos.

Em uma exposição de arqueologia informativa, o FEM recuperou algumas ideias importantes para esses tempos de emergências diversas e interconectadas. Se este órgão lhes der cobertura, poderemos ter mais oportunidades de sermos ouvidos. Sua influência sobre aqueles que tomam decisões políticas é inquestionável.

As florestas urbanas de Miyawaki
Recentemente, o Fórum publicou informações sobre a ideia de plantar pequenas florestas urbanas “para promover a diversidade e combater as mudanças climáticas”.

A proposta não é nada nova. A ideia de florestas urbanas é o que, de uma forma não necessariamente tão explícita, vem se desenvolvendo dentro do planejamento urbano contemporâneo. É um eixo central no quadro acadêmico emergente do novo paisagismo.

É especialmente marcante o valor nesta campanha da floresta urbana por um pesquisador japonês e sua redescoberta como se ele fosse um verdadeiro guru espiritual e filosófico além de sua contribuição técnico-científica.

Akira Miyawaki , Professor Emérito da Universidade de Yokohama e Diretor do Centro Japonês de Estudos Internacionais em Ecologia, é pesquisador em ecologia de vegetação. Ao longo da sua longa carreira, Miyawaki indicou repetidamente a necessidade de restaurar o que chamou de ambiente de vida.

O pesquisador refere-se à restauração baseada na vegetação real e intocada, atendendo às dinâmicas naturais e, principalmente, ao que acontece nos pequenos espaços intocados mantidos próximos a centros religiosos ou com significado espiritual em seu contexto japonês. Neles encontra as melhores referências do que poderia ser seu ambiente sem ser afetado pela ação transformadora do ser humano.

Este elemento de espiritualidade e o peso que a cultura japonesa dá à floresta, bem como a enorme diversidade e qualidade das florestas mistas naturais que ainda estão preservadas, são fatores que tornam a ideia de Miyawaki particularmente atraente.

Um conceito não tão novo
Na verdade, o que o cientista propõe é basicamente o conceito de vegetação natural potencial .

A ideia, não isenta de dificuldades conceituais e controvérsias, está profundamente enraizada entre os gestores ambientais em planejamento urbano, conservação, ordenamento do território e avaliação de impactos ambientais em grande parte do planeta.

O conceito é, na verdade, bastante simples: assume que a vegetação é o resultado de processos determinísticos que alteram sua estrutura e composição ao longo do tempo de forma previsível. A vegetação limita-se, segundo esta versão simplificada (embora útil) da realidade, a seguir o caminho traçado pela sucessão.

Nessa sucessão idealizada, grupos de espécies com características funcionais muito diferentes substituem gradualmente outros até que aquela comunidade que chamaríamos de potencial natural seja alcançada.

Se não houver perturbações, o sistema avança em direção a essa vegetação potencial, enquanto se houver perturbações antrópicas (madeira ou pastoreio) ou naturais (avalanches ou incêndios naturais), regressa à praça inicial.

A lista de exceções e limitações a essa ideia encheria livros inteiros, mas não há dúvida de que o conceito se enraizou muito bem em muitos grupos profissionais. E, aparentemente, também nos economistas do FEM.

Exemplos mediterrâneos
Num projeto pilotado por Luis Balaguer, um grupo de cientistas de restauração ecológica trabalhou na identificação de referências para restauração ecológica e vimos as dificuldades práticas de usar esse conceito de vegetação potencial.

Além das evidências acumuladas sobre a necessidade de restauração em um quadro muito mais complexo do que o de identificação de vegetação potencial, é marcante a ausência de referências e obras-chave nesse quadro de construção de pequenas florestas urbanas.

No contexto mediterrânico, em 2007 indicamos que é necessário muito mais conhecimento ecológico e científico para restaurar os ecossistemas maltratados (ver também a resposta de Méndez e colaboradores ).

Aliás, e precisamente em relação a esta ideia redescoberta e atribuída ao cientista japonês, Rey Benayas e colaboradores já propunham em 2008 a criação de pequenas ilhas de floresta mediterrânica em extensas áreas agrícolas. É uma ferramenta de gestão da diversidade com efeitos positivos em todos os tipos de serviços ecossistêmicos. Um caminho para combinar em ações de conservação, restauração e agricultura.

A ideia subjacente à campanha do Fórum de Davos é poderosa e bem-vinda. O que se destaca especialmente é que o Fórum coloca diante de nós algo simples de implementar e que coloca o bem-estar das pessoas que vivem nas grandes cidades (a maioria) como prioridade vinculada à diversidade biológica sem a necessidade de grandes investimentos e com soluções baseadas para a natureza.

Tentar reconstruir pequenas ilhas florestais ou habitats naturais – não necessariamente arbóreos – em nosso ambiente urbano como fonte de diversidade é simples e nada novo, mas no contexto do paisagismo transformador, é muito revolucionário. Essencial na verdade.

A Grande Muralha Verde
Em 2050, o percentual da população que viverá nas cidades será de quase 70%. Grande parte desse crescimento ocorrerá na África e na Ásia. Consciente disso e do papel insubstituível da segunda natureza – aquela que permanece nas cidades – para o bem-estar das pessoas e a estabilidade ambiental do planeta, a FAO juntamente com seus parceiros apresentou em setembro de 2019 o projeto Great Green Wall para as cidades .

O projeto propõe uma extensão natural da Grande Muralha Verde do Saara e do Sahel para impedir o avanço do deserto e combater as mudanças climáticas.

A iniciativa envolverá a criação de áreas verdes urbanas em territórios conquistados pelo asfalto e concreto nas principais cidades da África e da Ásia. Pretende-se apoiar pelo menos três cidades de cada um dos 30 países destes continentes localizados nesta imensa faixa de terra afetada pelas monções e altamente ameaçada climaticamente.

Até 2030, este projeto ambicioso terá ajudado as cidades a criar 500.000 hectares de novas florestas urbanas e restaurar ou manter cerca de 300.000 hectares de florestas naturais existentes dentro e ao redor das cidades do Sahel e da Ásia Central.

Não se trata de construir parques, mas pequenos resquícios de florestas naturais, às vezes em pequenos fragmentos do território. Como micro-reservas da natureza, elas fornecerão serviços ecossistêmicos e ajudarão a equilibrar o desejo de conexão com a biodiversidade que os cidadãos têm.

Um coração arborizado para as cidades
Esses grandes projetos contam com a árvore como elemento básico. A importância das árvores para as cidades é enorme . Eles ajudam a regular os microclimas urbanos , filtram a poluição do ar, fornecem sombra, absorvem CO₂ e ajudam a prevenir inundações repentinas e temperaturas extremas.

Cidades como Madrid estão constantemente a reinventar-se e procuram cada vez mais soluções verdes pela sua configuração e dinâmica insanas. Um exemplo é o recente projeto Bosque Metropolitano , que Madrid pretende implementar nos próximos anos após o lançamento de um atraente convite à apresentação de propostas .

O foco principal de florestas metropolitanas como a planejada para Madri é aproveitar ao máximo a periferia verde que circunda as cidades. Cintos verdes, anéis e conectores. A ideia é boa, lógica e prática. Mas o desafio não está aí, mas no coração da cidade, bem no epicentro da poluição e do asfalto e bem onde vive a grande maioria da população.

O desafio, no momento, dificilmente tem propostas corajosas além das impressionantes florestas verticais ou das florestas em miniatura do professor japonês Miyawaki. São contribuições brilhantes, mas pontuais, para um problema de saúde global.

quarta-feira, 21 de novembro de 2018

A terapia japonesa dos banhos de floresta (Shinrin-Yoku) que melhora a sua saúde e bem-estar


O Shinrin-yoku, ou "banho de floresta", é uma prática japonesa de bem-estar que consiste em imergir-se na natureza de forma consciente, utilizando todos os cinco sentidos para absorver a atmosfera da floresta. Originada nos anos 80, esta terapia natural visa reduzir o estresse, a pressão arterial e aumentar a imunidade através de passeios tranquilos entre as árvores. 
Principais Benefícios e Prática:
Saúde Mental e Física: Reduz o estresse (cortisol e adrenalina), melhora o humor, o sono e a concentração.
Fortalecimento Imunológico: As árvores libertam fitoncidas, substâncias naturais que, ao serem inaladas, reforçam o sistema imunitário.
Como Praticar: Não se trata de exercício físico, mas sim de caminhar lentamente, sem objetivo definido, respirando o ar puro e apreciando os sons e cheiros da floresta.
Conexão Sensorial: Focar no toque do musgo, no som do vento e na luz entre as folhas ajuda a desconectar da agitação urbana. 

quarta-feira, 19 de outubro de 2016

Forest Bathing - Shinrin-Yoku - Healing in Nature


Forests are known to have great healing properties. As humans, we have evolved in nature. It’s where we feel most comfortable. It has been scientifically proven that when we spend time in nature, our brain behaves differently. It affects how we feel and think, which has a direct impact on our immunity and healing powers.

quinta-feira, 14 de novembro de 2013

L’urbanisme face à la crise: une possible renaissance?


Le tarissement des finances publiques traduit-il la fin de l’urbanisme ou alorsson renouveau ? La crise économique implique t-elle un bouleversement dans la pratique de l’aménagement urbain ? Et si, finalement, les crises successives – écologique, financière et économique - que nous connaissons actuellement permettaient un changement de paradigme salvateur dans le domaine de l’urbanisme ?

La Défense, quartier monofonctionnel?
Ces interrogations peuvent sembler impertinentes et provocatrices. Pourtant, l’époque où l’argent coulait à flot dans les collectivités territoriales n’a pas permis aux villes de faire société. Ces soixante dernières années, les urbanistes ont couru après la ville et ont, de ce fait, échoué dans leur mission première : faire de l’espace urbain un endroit où il fait bon vivre, un lieu multifonctionnel où l’on peut habiter, travailler, s’amuser, flâner, acheter, étudier et se rencontrer. De ce point de vue là, c’est un échec. L’hexagone a connu plusieurs vagues de périurbanisation, traduisant un mal-être lié à la ville.

La construction de notre ville
Depuis 1950, c’est plutôt la non-ville qui s’est développée en France et dans la plupart des pays occidentaux. Les Trente Glorieuses, époque idéalisée par la plupart des économistes, est une période noire pour l’aménagement urbain. L’équipement des ménages (réfrigérateur, congélateur, télévision) associé à la motorisation de ces derniers a permis l’âge d’or de l’urbanisme monofonctionnel, apparu avec la France industrielle et « qui a conduit à découper les villes en zones […] spécialisées : les zones où l’on vit, celles où on consomme, celles où on se distrait ».[1]L’approche fonctionnaliste, érigée en modèle par le congrès international d’architecture moderne (CIAM) d’Athènes en 1933, connut son apogée – dans les faits – entre 1950 et 1980. Les villes centres se dédensifient au profit des zones pavillonnaires, les centres commerciaux évincent petit à petit les commerces traditionnels, les voiries principales deviennent parfois des autoroutes urbaines et les grands pôles universitaires se construisent en périphérie des agglomérations.
La période 1980-2010 marque une relative prise de conscience des acteurs de l’aménagement et de l’architecture vis à vis de l’urbanisme monofonctionnel. Une partie des décideurs locaux prend conscience de la non durabilité de ce système qui vise à séparer toutes les fonctions de la vie urbaine par zones. L’étalement urbain a un tel coût économique (allongement des distances, nécessité de prolonger les réseaux existants) que l’on commence à envisager de reconstruire la ville sur elle-même. Néanmoins, cette prise de conscience est partielle et l’émiettement du territoire se poursuit. Pire, dans certains pays du sud de l’Europe, comme l’Espagne, les décennies 1990-2010 sont celles des aménagements inutilement fastueux. Les villes de Valence, d’Alicante ou de Benidorm mettent en place des projets pharaoniques qui deviennent peu à peu des gouffres financiers quand le royaume d’Espagne sombre dans la crise financière.

Vers un changement de paradigme?
Et si le marasme économique ajouté à la crise écologique constituait un salut pour les politiques urbaines ? La ville a échappé aux mains des urbanistes pendant plus d’un demi-siècle. Le constat est dur mais, pour reprendre l’expression de Jacques Donzelot, « la ville ne fait plus société » aujourd’hui. La succession des crises pourrait pourtant marquer la renaissance de l’urbanisme si demain l’étalement urbain cédait la place à la ville frugale ; si demain les logiques financières marquaient le pas face aux logiques urbaines et sociales ; si demain l’aménagement dispendieux laissait la place à unaménagement sobre mais efficace. L’amenuisement de l’investissement public est un formidable défi pour les urbanistes : comment faire mieux avec de moins en moins d’argent ?
Plus qu’un changement de paradigme, l’heure est au questionnement sur la pratique de l’urbanisme. Doit-on persévérer dans un urbanisme monofonctionnel, privilégiant le mitage du territoire, l’entre-soi et les grandes opérations urbaines ? Ou doit-on tendre vers un urbanisme favorisant la mixité fonctionnelle, la reconstruction de la ville sur elle-même et le mélange des populations ? Cette seconde tendance, bien que souhaitable, peut paraitre utopique. Certes, ce type d’urbanisme est plus complexe car il demande davantage de temps, d’écoute et d’ouverture. Mais n’est-ce pas le rôle de l’urbaniste, de panser les plaies urbaines et d’être « le généraliste des territoires »[2] ?

[1] HAZAN Adeline, maire de Reims et présidente de Reims Métropole, 2010, « Reims 2020, le choix des proximités », p5.
[2] MEYRIGNAC Julien, 2007, Hypermanifeste, éditions Aire publique, 96p.


sábado, 2 de dezembro de 2006

The Miyawaki Method for Creating Forests



The Miyawaki Method is one of the most effective tree planting methods for creating forest cover quickly on degraded land that has been used for other purposes such as agriculture or construction. It is effective because it is based on natural reforestation principles, i.e. using trees native to the area and replicating natural forest regeneration processes. It has some significant benefits over more traditional forestry methods when used in smaller afforestation projects and is particularly effective in the urban environment. The trees planted by this method grow much faster, jump starting the forest creation process and capturing more carbon. Higher biodiversity has been recorded in Miyawaki forests than in neighbouring woodland, so it’s an ideal method for creating diverse forest ecosystems quickly. Within the context of the current climate change emergency and stark warnings about the global loss of biodiversity, being able to create diverse, healthy forests quickly could prove vital to meeting international targets and tackling these issues.
Two year old Miyawaki Forest. Photo credit: Afforestt
Miyawaki Method principles

The essential principle of the Miyawaki method is using species of trees that would occur naturally in that area and that work together to create a diverse, multi-layered forest community. This creates a resilient and thriving forest ecosystem with species that complement each other, restoring “native forests by native trees”. The selection of species to plant in a given area was originally linked to the theory of potential natural vegetation (PNV), in other words the vegetation that would occur in a specific area without further human interference. Extensive surveys have been carried out globally to determine the PNV across the world (see Hengl et al. 2018 for a summary), although there is fierce debate about the most effective way of defining ‘native’ species. In the UK the PNV is predominantly oak or oak/ash woodland, with beech woodland in the South East of England and boreal pine forest in Scotland. Estuarine and wet woodlands occur in specific habitats, particularly around The Wash and on the Somerset Levels. In spite of the inherent difficulties in defining native species, those that are adapted to local conditions (in the UK oak, willow, birch for example) will fare better and contribute more to increasing biodiversity than more recently introduced species (e.g horse chestnut, plane).

One of the most noticeable differences in a Miyawaki forest is that the seedlings are planted at very high densities. This replicates the regeneration process that occurs in a natural forest when a clearing in the canopy opens up due to a larger tree falling. The saplings grow very fast to compete for the light and then natural selection will favour the fastest growing individuals and act to thin out the trees. The result is a densely packed pioneer forest that grows in 20 to 30 years instead of taking 150 to 200 years. This has obvious benefits for projects that are working to maximise a forest’s carbon sequestration potential or recreate habitat for biodiversity and wildlife.

Afforestt Clifton Park project, Karachi, after planting and 2 years later. Photo credit: Afforestt

The history of the Miyawaki Method
The Miyawaki Method is named after its creator, Akira Miyawaki, a Japanese botanist and plant ecologist who has a particular interest in phytosociology, i.e. how plant species interact with each other within communities. Following the completion of a PhD in plant ecology, Miyawaki went to study with phytosociologist Reinhold Tüxen in Germany, where he learned about the concept of potential natural vegetation. When he returned to Japan and applied the PNV principles to the Japanese landscape, he became interested in the relics of ancient forests found around temples and shrines, known as Chinju-no-mori, sacred groves. These fragments of forest were composed of trees such as Japanese blue oak (Quercus glauca), Japanese chestnut (Castanea crenata) and Sakaki (Cleyera japonica), rather than the coniferous trees such as larch (Larix kaempferi) and Japanese cedar (Cryptomeria japonica), which had been introduced from other areas and dominated local forests. There was also a distinct layering in the forest structure, with slow-growing canopy species, tree layer species, smaller sub-tree layer species, shrubs and ground covering herbs.



When Miyawaki combined these concepts, he developed a new way of planting forests. This was based on the native vegetation that he postulated should be growing in that area, as deduced from PNV studies, and his understanding of how these species would interact and grow to produce a dynamic forest ecosystem. His early field trials showed great promise that this method could dramatically accelerate forest growth and result in a stable and diverse forest ecosystem. Since then Miyawaki forests have been successfully planted on more than 3000 sites globally.

How to plant forest using the Miyawaki Method
  1. Survey local forest fragments and identify PNV tree species that are best suited to the conditions
  2. Determine the forest community structure – identify the main canopy and tree layer species and select companion species based on their compatibility with the key species. This is assessed by looking at local indigenous vegetation and analysis of forest structures elsewhere in the world
  3. Conduct a soil survey to help decide on the type of mulch and soil nutrients required
  4. Collect seeds from local trees to grow seedlings or obtain seedlings of local variants of tree species. There are specific recommendations for how to raise the seedlings including growing them under shaded covers
  5. Apply a mulch made from local materials to protect and nourish the seedlings – this simulates the protection offered by humus / leaf litter in a natural forest
  6. Treat the soil and the seedlings with soil improvers or a mycorrhizal improver
  7. Plant the seedlings randomly and at high density, 20,000 to 30,000 per hectare instead of 1,000 per hectare, with stakes for support
  8. Water regularly and keep the site weed free for the first 2 years
Afforestt St Gobain project after planting and 5 months later. Photo credit: Afforestt

What are the benefits?
  1. Trees in a Miyawaki forest grow up to ten times faster at around a metre per year, reaching a stable multi-layered forest community in 20 to 30 years instead of hundreds of years
  2. The growing trees absorb more carbon in a Miyawaki forest than in a plantation or in standard afforestation projects because they grow more quickly and there are thirty times as many
  3. The Miyawaki method has been successful where other planting projects have failed, such as in arid Mediterranean habitats, due to high survival rates
  4. Native trees thrive in the conditions to which they are adapted and are more resilient to environmental changes
  5. Miyawaki forests have been found to have far higher biodiversity than neighbouring woodland, on average 18 times higher
Applications of the Miyawaki Method
The Miyawaki Method has been used successfully around the world in over 3000 projects and the numbers are now also rising in Europe. The ability to create a dense native forest quickly has made the technique useful for creating urban micro forests, for restoring rainforest and Japanese evergreen broadleaf forests and for planting in arid Mediterranean habitat where other forestry techniques have not been successful. Miyawaki forests have also proven effective when used for a specific purpose, such as providing tsunami protection, stabilising mine dump slopes, as typhoon protection and for carbon sequestration. There has been particular focus on planting Miyawaki forests in urban environments as there are significant benefits to tree planting in towns and cities, and this method maximises the space available. Urban forests reduce local temperatures (-1.3°C in one study), improve air quality by reducing pollutants, sequester carbon, and improve the wellbeing of residents, as well as creating a natural oasis for invertebrates and birds. There remains, however, much scope for research on the Miyawaki method. In particular the carbon sequestration rates could be significantly higher than on forest plantations because of the density both at planting and at the final forest stage.

Miyawaki Forest. Photo credit: Afforestt
Criticism of technique
There has been significant criticism of the concept of Potential Natural Vegetation, although very little of the Miyawaki Method itself. In particular, the idea of using fixed compositions of vegetation has garnered criticism because ecosystems are not static. There is no denying, however, that having a concept of the best adapted vegetation to a particular area can help afforestation projects to create forests that benefit native wildlife. Many research studies still use PNV as a tool to identify potential species that would be expected to occur in an area, whilst also acknowledging its limitations.

The Miyawaki method itself has been criticised for creating forests that look monotonous because the trees are all the same age. However, the diversity inherent in the planting and the biodiversity recorded at the sites demonstrate that a functioning ecosystem has been created, and that the appearance of the forests is more of an aesthetic issue. It is a more expensive method of planting because it requires more seedlings to cover a certain area, but the rapidity of the forest growth and the minimal maintenance required recompense some of that expenditure.

The Miyawaki Method is an effective way of jump starting the creation of a forest or woodland, with considerable benefits for carbon capture and recreating biodiversity. At Creating Tomorrow’s Forests we employ the Miyawaki Method alongside restoration of other habitats such as ponds and meadows, to create diverse, rich forest ecosystems for people and wildlife.

Esta técnica levou a que o seu autor recebesse, em 2006, o Blue Planet Prize, o equivalente ao prémio Nobel na ecologia.

quarta-feira, 2 de novembro de 2005

Mais Jardins na Blogosfera


Publico aqui mais blogues que habitualmente visito mas que por falta de disponibilidade só agora os estou a linkar e a divulgar .Alguns são bem recentes.Outros já garantiram leitores fiéis. Pode parecer uma listagem, mas cada um tem particularidades e objectivos diferentes. Confere tu mesmo...

1. Vulgar de Lineu . Aconselho vivamente conhecer o outro blogue do mesmo autor: Bandeira ao Vento
2. Blogue de Cheiros
3. Lugar do Olhar Feliz
4. Le Jardin de Sophie

Espero que tenhas gostado tanto deles como eu e que bom também seria para o BioTerra:
- pertenceres e estares empenhado(a) com alguma das ONG de defesa do Ambiente local ou nacional (no BioTerra, aí no lado esquerdo podes encontrar várias e respectivos sites;há até algumas Associações também com blogues- vê na secção Terra Viva);
- praticares hábitos ecológicamente mais adequados;
- exigires mais jardins públicos, exigires a classificação de árvores da tua aldeia, vila e cidade,
- praticares o belo desporto da CAÇA FOTOGRÁFICA

Se mais ideias que te surgirem, podes pôr na caixa de comentários!

Fica o apelo...se estás disposto(a) a dar um contributo mais proactivo...precisamos de mais gente...vem conhecer-nos!!