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quarta-feira, 8 de abril de 2026
Documentário - Leo from Chicago
terça-feira, 17 de fevereiro de 2026
The Smashing Pumpkins - Try, Try, Try
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terça-feira, 27 de janeiro de 2026
UADA - Something in the Way
A banda UADA é de nacionalidade norte-americana (originária de Portland, Oregon) e o seu estilo musical principal é o Melodic Black Metal (Black Metal Melódico).
Sobre o lançamento específico
1. "Something in the Way" (Cover de Nirvana)
Embora a canção original seja um clássico do Grunge da banda Nirvana, o UADA lançou uma versão desta música em janeiro de 2026.
Estilo da Versão: A banda reinterpretou a canção dentro da sua estética sombria, transformando-a numa espécie de "lamento de Black Metal". Eles mantiveram a estrutura melancólica original, mas adicionaram uma atmosfera mais densa, gélida e o uso de violoncelo para acentuar o tom fúnebre.
Significado da Escolha: Segundo o vocalista Jake Superchi, a cover foi uma homenagem às influências regionais da sua juventude (o Noroeste Pacífico dos EUA, berço do Grunge) e uma exceção à regra da banda de não fazer covers.
2. Estilo Musical da Banda
O som do UADA é frequentemente caracterizado por:
Melodias Marcantes: ao contrário do Black Metal mais caótico, eles focam em harmonias de guitarra que lembram bandas como Dissection ou Mgła.
Atmosfera e Mistério: as letras abordam temas como paganismo, misticismo e escuridão. Visualmente, a banda é conhecida por atuar com os rostos cobertos por capuzes, mantendo um ar de anonimato.
USBM (United States Black Metal): Eles são considerados um dos principais nomes da nova vaga do Black Metal dos Estados Unidos.
Curiosidade: o nome "Uada" vem do latim e significa "Assombrado".
Em “Something In The Way”, dos Nirvana, a imagem de "viver debaixo da ponte" funciona como uma metáfora forte para o isolamento extremo e a sensação de estar à margem da sociedade. Apesar de muitos fãs acreditarem que a letra seja autobiográfica, refletindo um suposto período em que Kurt Cobain teria vivido como sem-teto, não há confirmação de que isso tenha realmente acontecido. A música, portanto, se apresenta mais como um retrato emocional do que um relato literal da vida de Cobain.
O verso “And the animals I've trapped have all become my pets” (E os animais que capturei viraram meus animais de estimação) mostra a solidão do personagem, que encontra companhia apenas nos animais, reforçando o sentimento de abandono. A repetição de “Something in the way” (Algo no caminho) destaca a presença de um obstáculo invisível, algo que impede o personagem de se reconectar com o mundo. Trechos como “living off of grass and the drippings from my ceiling” (vivendo de capim e do que pinga do meu teto) e “it's okay to eat fish 'cause they don't have any feelings” (tudo bem comer peixe porque eles não têm sentimentos) evidenciam a precariedade e a desumanização, além de mostrar uma tentativa de racionalizar a própria sobrevivência. O arranjo minimalista e o tom sombrio da música reforçam a sensação de resignação. A colaboração não creditada de Mark Lanegan pode ter contribuído para esse clima de desolação. A canção ganhou novo significado ao ser usada no filme “The Batman”, ilustrando o isolamento e o tormento do personagem principal, o que mostra como sua melancolia é universal e atemporal.
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quinta-feira, 22 de janeiro de 2026
Leonard Cohen - Democracy
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segunda-feira, 19 de janeiro de 2026
Hoje é dia de Janis Joplin - Raise Your Hand
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segunda-feira, 6 de outubro de 2025
Cardboard Boxer - O Resgate De Uma Vida (2016)
Sinopse:
O filme segue Willie, um homem sem-abrigo que vive nas ruas de Los Angeles. Um dia, ele é recrutado por um jovem rico para lutar contra outros sem-abrigo em combates organizados por dinheiro. Enquanto enfrenta essa dura realidade, Willie encontra um diário perdido de uma jovem e passa a refletir sobre a sua própria vida, humanidade e a compaixão que ainda resta num mundo que o esqueceu.
Temas principais:
pobreza, dignidade, amizade, redenção e a luta pela humanidade nas margens da sociedade.
É um filme emocional e cru, com uma excelente atuação de Thomas Haden Church — elogiada pela crítica pela sensibilidade e profundidade com que retrata a vida nas ruas.
quinta-feira, 17 de julho de 2025
A pobreza habitacional no Reino-Unido no início da década de 70
Entre 1968 e 1972, enquanto os homens caminhavam pela superfície lunar e os hippies tomavam ácidos, um jovem de vinte e poucos anos fotografava um mundo completamente diferente: as péssimas condições de vida da população urbana pobre em Inglaterra e na Escócia, onde pouco tinha mudado desde a era vitoriana. As fotografias tiradas por Nick Hedges durante este período foram utilizadas numa campanha nacional pela habitação que teria um profundo impacto no público britânico e ajudaria a defender uma mudança na lei. Esta mudança chegou finalmente com a Lei da Habitação (Pessoas em Situação de Sem-Abrigo) de 1977, que foi um grande avanço na proteção legal para as pessoas em situação de sem-abrigo.
O trabalho do fotógrafo Nick Hedges, falecido aos 81 anos (8 Junho 2025) , revelou a realidade das péssimas condições de vida da população urbana pobre do Reino Unido nas décadas de 1960 e 1970. O seu trabalho compassivo transformou percepções e ajudou a galvanizar a mudança social.
No final da década de 1960, em plena crise imobiliária em que 3 milhões de pessoas ainda viviam em bairros de lata e casas consideradas "impróprias para habitação", a Shelter contratou o fotógrafo Nick Hedges para documentar estas condições de vida precárias em toda a Grã-Bretanha.
Mais fotografias aqui
quinta-feira, 26 de junho de 2025
A riqueza acumulada desde 2015 por 1% dos mais ricos do mundo permitiria erradicar a pobreza 22 vezes.
Um relatório divulgado esta quinta-feira pela Oxfam Internacional concluiu que a riqueza acumulada desde 2015 por 1% dos mais ricos do mundo permitiria erradicar a pobreza 22 vezes.
No documento "Do lucro privado ao poder público: Financiar o desenvolvimento, não a oligarquia", a organização não governamental (ONG) denunciou que a riqueza dos 1% mais ricos aumentou 33,9 biliões de dólares (cerca de 29 biliões de euros) em termos reais desde 2015, quando foram acordados os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU.
O montante seria o suficiente para acabar com a pobreza anual 22 vezes, denunciou a ONG, no relatório publicado no âmbito da preparação da Conferência Internacional sobre o Financiamento do Desenvolvimento, que se realiza na próxima semana em Sevilha, no sul de Espanha.
Esta nova análise revelou um "aumento astronómico" na riqueza privada entre 1995 e 2023, com um crescimento de 342 biliões de dólares (296,4 biliões de euros), oito vezes maior que o da riqueza pública.
O documento acusa os governos ricos de estarem a fazer os maiores cortes na ajuda ao desenvolvimento, "algo essencial para a sobrevivência", desde que os registos de ajuda começaram em 1960.
"A riqueza de apenas três mil multimilionários aumentou 6,5 biliões de dólares [5,63 biliões de euros] em termos reais desde 2015 e representa agora o equivalente a 14,6% do PIB mundial", afirmou a ONG.
A análise argumentou ainda que só os países do G7 (grupo dos sete países mais desenvolvidos do mundo), que representam cerca de três quartos de toda a ajuda oficial, estão a reduzi-la em 28% até 2026, em comparação com 2024.
Ao mesmo tempo, a crise da dívida "está a levar à falência os países pobres, que estão a pagar muito mais aos seus credores ricos do que podem gastar em salas de aula ou hospitais".
O relatório também examina o papel dos credores privados, que "representam mais de metade da dívida dos países de baixo e médio rendimento, exacerbando a crise da dívida com a sua recusa em negociar e as suas condições punitivas".
"Os países ricos colocaram Wall Street no comando do desenvolvimento global. Trata-se de uma tomada de controlo global das finanças privadas que ultrapassou as estratégias com base empírica, para combater a pobreza através do investimento público e de uma tributação justa", afirmou o diretor-geral da Oxfam, Amitabh Behar.
A Oxfam apelou aos governos para que subscrevam as propostas políticas "que propõem uma mudança radical, combatendo a desigualdade extrema e transformando o sistema de financiamento do desenvolvimento".
Estas propostas incluem:
- desenvolvimento de novas parcerias estratégicas contra a desigualdade;
- rejeição do financiamento privado como uma "solução milagrosa" para o desenvolvimento;
- tributação dos ultraricos;
- reforma da arquitetura da dívida, bem como a revitalização da ajuda.
"É tempo de rejeitar o consenso de Wall Street e, em vez disso, dar o controlo aos cidadãos. Os governos devem atender às exigências generalizadas de tributar os ricos e acompanhá-las com uma visão de construção de bens públicos, desde os cuidados de saúde à energia", acrescentou Behar.
A investigação foi elaborada pela empresa de estudos de mercado Dynata, entre maio e junho, no Brasil, Canadá, França, Alemanha, Quénia, Itália, Índia, México, Filipinas, África do Sul, Espanha, Reino Unido e Estados Unidos.
Em conjunto, estes países representam cerca de metade da população mundial, segundo a Oxfam.
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sexta-feira, 20 de junho de 2025
Palavras Que Não Ferem
Palavras Que Não Ferem
Fala…
mas fala com alma.
Com a intenção de não ferir.
Com o desejo de acalmar.
A palavra, quando nasce no cuidado,
tem perfume de verdade.
Não precisa gritar.
Não precisa vencer.
Quem sabe ouvir antes de dizer,
já começa a curar o mundo.
Palavras não foram feitas para cortar.
Foram feitas para tocar.
Com leveza.
Com presença.
Com compaixão.
Respira…
Há coisas que o silêncio diz melhor.
E há palavras que só valem
se vierem com o coração limpo.
Antes de falar, pergunta a ti mesmo:
— Isso é necessário?
— É verdadeiro?
— É gentil?
Se não for…
deixa passar.
Como folha no rio.
Porque palavra que magoa
volta.
E se aloja,
em quem falou…
e em quem ouviu.
Escolhe ser ponte,
e não pedra.
Escolhe ser abrigo,
e não arma.
O dom da palavra é sagrado.
Usa-o como quem toca
o que é mais frágil no outro:
a alma.
João Paulo Soares, 20.06.2025
terça-feira, 17 de junho de 2025
O avanço da Intorelância e o Silêncio da Empatia
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segunda-feira, 19 de maio de 2025
A empatia é uma fraqueza ou um superpoder? - Sem-Abrigo
Há formas de com pouco salvar vidas, e vou-vos mostrar como: Elon Musk diz que a “empatia é um sinal de fraqueza”, ele tem mais dinheiro, mas eu acredito que aqueles que acreditam que a empatia é dos sentimentos mais poderosos da mente humana são a maioria dos portugueses. Ajudam-me a provar que Musk está errado?
Orgulho-me muito de ter trabalhado uns anos no INEM, que para além da experiência médica que fui absorvendo me permitiu entrar em todo o tipo de casas, de todo o tipo de pessoas, no grande Porto. Bairros problemáticos dominados pelo tráfico e pelo crime, as famosas “ilhas” escondidas, e até casebres no meio do nada sem eletricidade. Entrei em todo o lado, com os 5 sentidos bem alerta. Achava eu que tinha visto tudo, mas infelizmente não. Há pior. Há muito pior.
Há um submundo escondido que não se vê a olho nu mesmo para quem já palmou a cidade de lés a lés. Gente que vive nos extremos da pobreza e faz por não ser vista pela fuga às autoridades e também para que não sejam vistos pelos cidadãos que têm local para tomar banho, ou seja, todos nós. Inimaginável como se colocam em tantos lugares onde já passei centenas de vezes e jamais imaginava que havia uma civilização escondida feita de tendas, panos e cartão. Alguma coisa em nós os fez tornarem-se invisíveis. São os “sem-abrigo”. Invisíveis mas iguaizinhos a nós.
A SABER COMPREENDER apoia de uma forma muito humana, integrada e de proximidade estas pessoas há quase 10 anos. Fazem as famosas “rondas”.
Prepararam-se os kits com comes, bebes, café e chá como cartão de visita para o mais importante: SABER quem são, e COMPREENDER os porquês de viverem sem um tecto digno, para que se possam tentar encontrar caminhos e soluções. Esta oferta de comida e bebida, além de suprir o básico é uma porta de entrada para uma conversa, para que aos poucos se ganhe a confiança com psicólogos e assistentes sociais, e se possam encaminhar estas pessoas à tão desejada dignidade humana, só alcançada com a independência económica. É um trabalho muito difícil, mas onde se salva “mais” vidas do que nos hospitais.
Dói-me a alma pensar que há tanta gente com tanto, e outros a dormir na rua ao frio, à chuva e à mercê da maldade alheia. Fontes oficiais: em Portugal a estimativa é que sejam mais de 13.000 as pessoas que vivem no degrau mais baixo da miséria, os sem-abrigo.
A SABER COMPREENDER faz o seu trabalho num regime de 100% voluntariado, e tinha até há pouco tempo o uso fruto duma carrinha da Junta de Freguesia que chegou ao fim. Agora, para que possam fazer o seu trabalho que tem toques de magia humana, acreditem em mim que já fiz uma ronda com eles, precisam de comprar uma carrinha em segunda mão… e já há semanas que não saem à rua, o que quer dizer que há muitos dos nossos irmãos mais pobres a sofrer ainda mais, por falta desta pequena, mas enorme ajuda e com incontáveis casos de enorme sucesso.
Se fosse fácil por certo já estaria feito. É preciso ouvir, sentir, dar e receber, criar laços, vincar a confiança, para que num momento... naquele momento certo, se consiga abrir a porta de saída para uma ajuda técnica e especializada que possa tratar as questões de fundo, e encaminhar para a tão desejada independência económica que lhes permita voltar a ser visíveis por todos nós. “Des-desumanizá-los”!
Cada um de nós vale pelo tamanho dos seus sonhos, e como sociedade apenas temos a força do nosso elo mais fraco. Só ficaremos mais fortes se fortalecermos os mais vulneráveis. É um facto. Somos um tecido humano, em que a fragilidade de uma peça, é o desequilíbrio de todos nós.
Nunca duvidem que podia ser qualquer um de nós, a “tropeçar” numa situação de sem-abrigo. Há dois anos, descobri que tinha um amigo de infância nessa situação, e foi a SABER COMPREENDER que tanto me ajudou, mas a minha admiração já vinha de antes ao ponto que lhes ofereço os lucros dum dos meus livros.
E por isso, vos peço a vossa ajuda (link a baixo), com o que entenderem poder dar, para que se consiga uma carrinha para que a humanidade não perca esta pequena gota de água de humanidade, mas que encharca de amor centenas e centenas de pessoas.
Contribuam, e partilhem se acreditam que vale a pena lutar por um mundo melhor!
Muita gente vos ficará grata por salvarem as suas vidas, e acredito que as memórias do Papa Francisco também vos agradecerão, tal como ele diz na sua carta de despedida revelada após a sua morte: “Se alguma vez as minhas palavras vos tocaram, não as guardem. Transformem-nas em ação. Abracem quem está sozinho.”
Ajudem a provar que Elon Musk está errado! Doar Aqui
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sábado, 10 de maio de 2025
É português uma das pessoas que mais irrita Trump - chama-se Alberto M. Carvalho
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domingo, 12 de janeiro de 2025
Amizade eterna: cadela espera por seu dono falecido todos os dias
The story of a Thai dog is similar to that of the famous dog Hachiko. Since the death of her homeless owner, Moo Deng has spent every day in the same spot in front of a supermarket. The dog Hachiko became famous for his loyalty in the 1930s after the dog waited for ten years in front of Shibuya station in Tokyo for his deceased owner to return.
A faithful dog that mourned its late owner to the point of being “severely depressed” has found a new home after being adopted by a Thai princess.
Images of the brown and white dog, named Moo Daeng (Thai for “red pork”), sleeping in front of a convenience store went viral on social media in January, reported The Nation
The Mari-Mo Photography Facebook page, which has been posting photos of Moo Daeng since its owner’s death in November 2024, said in various posts that the dog had been living in front of a 7-Eleven outlet in Yamo Market, in the Mueang district of Nakhon Ratchasima province.
Moo Daeng’s photos were reposted by another more popular Facebook page, KoratForumSkyscrapercity, and eventually went viral on social media.
When Moo Daeng’s owner, a homeless man, was alive, he took his pet begging in the vicinity of the market for food and money during the day. They would regularly rest in front of the 7-Eleven store when night fell, according to The Nation.
However, Moo Daeng’s owner, whose name is not known, fell ill and died in November 2024.
sexta-feira, 6 de dezembro de 2024
A mãe dos pobres do Porto, deixou-nos a todos.
Espero que o seu legado continue.
Guiada pelo lema "Mais importante do que verbalizar doutrinas é humanizar atitudes", Lasalete foi a luz na vida de sem-abrigo, toxicodependentes e migrantes com necessidades.
Morreu La Salete Piedade, fundadora e presidente do Coração da Cidade, instituição de solidariedade social que se destaca no apoio a sem-abrigo e outras pessoas desfavorecidas e que ganhou notoriedade pelo apoio do ex-presidente do F. C. Porto, Pinto da Costa.
O antigo líder dos dragões é presença assídua na instituição, designadamente na distribuição de refeições na altura do Natal.
La Salete Piedade era a figura máxima do Coração da Cidade, que nasceu pela sua mão em 1996, e figura de relevo na área do apoio social. Morreu aos 73 anos e o velório realiza-se a partir das 15 horas desta quinta-feira. As cerimónias fúnebres estão agendas para as 15 horas de amanhã, sexta-feira, no Tanatório de Paranhos (Rua de Roberto Frias), onde o corpo será cremado.
Nas redes sociais, multiplicam-se as mensagens de consternação e de pesar pela morte de La Salete Piedade.
"Natural do Porto, onde nasceu a 8 de julho de 1951, La Salete viveu e trabalhou na cidade toda a sua vida, dedicando-se incansavelmente à causa dos mais vulneráveis. A sua infância foi marcada por grandes dificuldades, tendo vivido episódios de pobreza extrema antes de ser acolhida por uma instituição religiosa, onde recebeu formação e educação até à idade adulta. Este percurso moldou o seu compromisso com a dignificação da pobreza, algo que norteou a sua vida e obra", refere-se num comunicado em que se anuncia o falecimento.
La Salete Piedade fundou, em meados dos anos 90, a Associação Migalhas de Amor, que ficou conhecida como Coração da Cidade. A primeira sede foi na Rua do Bonjardim, onde apoiava cerca de 50 pessoas carenciadas com refeições.
Poucos anos depois, a associação já estava a servir 875 refeições por dia a pessoas em situação de sem-abrigo, toxicodependentes e migrantes. "Todos vestíamos a rigor, decorávamos as mesas com azevinho e oferecíamos presentes aos utentes. La Salete acreditava que dignificar a pobreza era essencial para elevar a autoestima de quem dela sofria", afirma Adriana Monteiro, voluntária de longa data citada no referido comunicado, relembrando os Natais na instituição,
Dada a exiguidade das instalações na Rua do Bonjardim, a associação mudou-se, em 2003, a para um espaço maior na Rua de Antero de Quental, passando a apoiar também desempregados, idosos e crianças. "Em 2004, já prestava assistência mensal a .000 pessoas, incluindo 500 crianças", acrescenta o texto, recordando que em 2010 foi lançado o programa VER - Vidas em Risco, "que oferecia apoios alimentares, clínicos, jurídicos e habitacionais a mais de 2000 pessoas por mês".
Já em 2015, nasceu o programa AI - Ajuda Imediata, "eliminando burocracias e respondendo às necessidades de 3600 pessoas mensalmente". "Durante a pandemia de covid-19, quando muitas instituições encerraram, reabriu as portas do Coração da Cidade, organizando voluntários para cozinhar 200 quilos de arroz por dia e prestar apoio alimentar a famílias necessitadas", refere ainda o comunicado. "Nos últimos quatro anos, o Coração da Cidade distribuiu mais de uma tonelada de alimentos diariamente, ajudando cerca de 2300 pessoas", acrescenta.
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segunda-feira, 2 de setembro de 2024
O suficiente para uma vida digna
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domingo, 31 de março de 2024
Kyrie, de José Carlos Ary dos Santos
Dos que sofrem,
Dos que acendem na noite o facho da revolta
E que de noite morrem,
Com a esperança nos olhos e arames em volta.
Em nome dos que sonham com palavras
De amor e paz que nunca foram ditas,
Em nome dos que rezam em silêncio
E falam em silêncio
E estendem em silêncio as duas mãos aflitas.
Em nome dos que pedem em segredo
A esmola que os humilha e destrói
E devoram as lágrimas e o medo
Quando a fome lhes dói.
Em nome dos que dormem ao relento
Numa cama de chuva com lençóis de vento
O sono da miséria, terrível e profundo.
Em nome dos teus filhos que esqueceste,
Filho de Deus que nunca mais nasceste,
Volta outra vez ao mundo!
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sábado, 7 de outubro de 2023
Documentário: Pobreza Zero - O futuro a construir
sexta-feira, 10 de março de 2023
From Below (2022)
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domingo, 16 de janeiro de 2022
Música do BioTerra- Beck - Beercan
sábado, 2 de outubro de 2021
Mais de 116,8 milhões de pessoas vivem atualmente sem acesso permanente a alimentos no Brasil.
No Rio de Janeiro, a crise gerada pela pandemia fez crescer a procura por alimentos rejeitados pelos supermercados e o que antes seria para dar aos cães, hoje em dia serve para comer.
Uma reportagem do jornal brasileiro Extra revela como um camião com restos de carne e ossos tornou-se numa esperança para quem tem fome e não tem dinheiro suficiente para comprar alimentos.
Naquela que já é apelidada como "a fila da fome", homens e mulheres, jovens ou mais velhos, juntam-se no bairro da Glória, na zona sul do Rio de Janeiro, à espera do veículo que recolhe ossos e peles dos supermercados da cidade.
Sensibilizados, o motorista e o ajudante da empresa doam parte do que foi recolhido todas as terças e quintas. Em declarações ao jornal, o motorista, José Divino Santos, conta que o número pessoas a pedir os ossos e restos aumentou nos últimos meses
"Há dias em que chego aqui e tenho vontade de chorar. Um país tão rico não pode estar assim. É muito triste as pessoas passarem por esta situação. O meu coração dói. Antes, as pessoas passavam aqui e pediam um pedaço de osso para dar aos cães. Hoje, imploraram por um pouco de ossada para fazer comida. Duas ou três pessoas em situação de sem abrigo passavam aqui e levavam. Hoje, há dias em que há umas 15 pessoas", conta o motorista.
O homem refere ainda que os restos seguem para uma fábrica em Nova Iguaçu. Lá, parte do material é transformado em ração para animais e a outra — a gordura — é utilizada para fazer sabão.
"Às vezes está um pouco estragado, dizemos nós, mas as pessoas querem na mesma", remata.
A pobreza extrema, que leva pessoas à procura de restos, foi acentuada no Brasil durante a pandemia de covid-19. Os dados da Rede Brasileira de Pesquisas em Segurança Alimentar e Nutricional, citados pelo Extra, revelam que mais de 116,8 milhões de pessoas vivem atualmente sem acesso permanente a alimentos no país.
Dessas, 19,1 milhões (cerca de 9% da população) passam fome, vivendo um “quadro de insegurança alimentar grave”. Os números revelam um aumento de 54% no número de pessoas que sofrem com a escassez de alimentos, em comparação a 2018.
É o caso, por exemplo, da desempregada Vanessa Avelino de Souza, de 48 anos, que se desloca uma vez por semana ao ponto de distribuição. Com calma, separa pele a pele e osso por osso em busca de algo melhor para pôr no saco.
"Nós limpamos e separamos o resto de carne. Com o osso, fazemos sopa, colocamos no arroz, no feijão… Depois de fritar, guardamos a gordura e usamos para fazer a comida”, disse ao jornal.
De acordo com a reportagem, há mesmo quem percorra mais de 30 quilómetros em busca destes alimentos: Denise Silva, de 51 anos, é mãe de cinco filhos e avó de 12 e ficou viúva recentemente. Sozinha na luta para alimentar a família, faz o percurso de comboio duas vezes por semana.
"Não vejo um pedaço de carne há muito tempo, desde que a pandemia começou. Este osso é a nossa mistura. Levamos para casa e fazemos para os meninos comerem. Sou muito grata por ter isto aqui", conta ao extra.
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