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domingo, 28 de junho de 2026

Esther Abrami - Transmission

“My grandmother was a violinist but stopped her career when she got married. I know she never imagined that her only granddaughter would take up the instrument she had left behind one day. This piece is my way of continuing her story, whilst also telling my own. ‘Transmission’ is about the passing of music through generations. This is the first time I’ve ever recorded one of my own compositions. Merci Mamie de m’avoir mis ton violon dans les mains.”

“Ma grand-mère était violoniste mais elle a arrêté sa carrière quand elle s’est mariée. Je sais qu’elle n’aurait jamais imaginé que sa seule petite fille, des années plus tard, reprenne l’instrument qu’elle avait elle-même délaissé. Cette pièce est ma manière de continuer son histoire, tout en inscrivant la mienne. Transmission parle de la passation de la musique entre les générations. C’est la première fois que j’enregistre l’une de mes compositions. Merci, Mamie, de m’avoir mis ton violon dans les mains.”


A avó de Esther, Françoise Abrami era uma violinista muito talentosa, mas, seguindo os costumes rígidos da sua época, abandonou totalmente a prática e a perspectiva de uma carreira musical assim que casou. A ligação entre as duas começou muito cedo: quando Esther tinha apenas três anos, a avó Françoise deu-lhe o seu próprio violino, que conservava com todo o carinho. Embora Esther só tenha começado a estudar o instrumento a sério por volta dos dez anos, o impacto de ter recebido aquele objeto tão cheio de história moldou o seu destino. 
Infelizmente, a avó Françoise já faleceu, mas a sua memória e o seu sonho continuam bem vivos a cada nota de "Transmission".

Biografia de Ilse Weber

Página Oficial

domingo, 7 de junho de 2026

Vergonha do Dia D! Pete, do Pentágono, envergonha os nossos heróis caídos da Segunda Guerra Mundial na cerimónia da Normandia ao comparar os barcos dos migrantes à invasão aliada contra os nazis!


O secretário para os Crimes de Guerra, Pete Hegseth, teve um comportamento extremamente desrespeitoso na comemoração do Dia D, hoje, na Normandia, aproveitando o evento solene para promover uma retórica anti-imigrante.

Enquanto se encontrava nas praias sagradas onde as forças aliadas lançaram a maior invasão da história para libertar a Europa da ocupação nazi, Hegseth afirmou:

«Hoje, diferentes praias europeias são invadidas por diferentes ideologias perigosas. Em Espanha, Itália, Grécia e Bulgária, chegam barcos e homens. Quando é que as capitais europeias farão algo em relação a essa invasão? Ou será que já é tarde demais?» [aqui]

Meu Deus. O Dia D foi o momento em que as tropas americanas, britânicas, canadianas e outras forças aliadas arriscaram tudo para invadir aquelas praias e derrotar o fascismo. Um dia em que parecia realmente que o futuro do mundo estava por um fio.

Desvalorizar a 82.ª comemoração desse dia com posturas políticas xenófobas e sem sentido sobre a migração é simplesmente inconcebível.

Em nome do punhado de jovens heróis que ainda estão entre nós com 100 anos ou mais, pedimos desculpa em nome do povo americano.

Num dos locais mais sagrados e históricos do mundo, o trumpista Hegseth nem sequer conseguiu mostrar algum respeito básico pelos que morreram, deixando a política de fora, por uma vez.

Que vergonha, Pete. Cala-te, porco.

Testemunho de Robert Reich
Toda Verdade aqui

sábado, 25 de abril de 2026

25 Abril: Rui Tavares acusa André Ventura de citar Adolf Hitler e mito nazi na sessão solene


O porta-voz do Livre Rui Tavares acusou hoje o presidente do Chega de ter citado Adolf Hitler e um mito nazi no discurso da sessão solene do 25 de Abril quando repetiu diversas vezes a expressão “apunhalado pelas costas”.

Em declarações aos jornalistas durante a tradicional descida da Avenida da Liberdade, em Lisboa, para celebrar a Revolução dos Cravos, Rui Tavares afirmou que Ventura, na sessão solene comemorativa do 25 de Abril, no parlamento, repetiu “quatro ou cinco vezes uma frase de Hitler, como se não fosse nada”.

“A famosa frase ‘apunhalada nas costas’, que é uma frase que vem dos nazis, e que se referia à Primeira Guerra Mundial e que ele hoje usou para a Guerra Colonial, como se não fosse nada”, sustentou.

Em causa está a crítica feita por André Ventura na intervenção desta manhã no parlamento, em que criticou aqueles que “exaltam guerrilheiros que estavam a matar militares portugueses por todo o mundo” e afirmou, repetindo a expressão três vezes, que estes portugueses foram “apunhalados pelas costas”.

A “lenda da punhalada nas costas” foi um mito político difundido na Alemanha após a Primeira Guerra Mundial, segundo o qual o exército alemão não teria sido vencido no campo de batalha, mas sim traído internamente por, entre outros, socialistas, bolcheviques e judeus alemães, tendo contribuído para a ascensão de Hitler do Partido Nazi.

Rui Tavares considerou que há uma escalada no discurso político que está a ser ignorada: “Hoje cita Hitler e os nazis, toda a gente faz de conta que não ouviu, e amanhã diz ou faz qualquer coisa ainda mais terrível, e toda a gente faz de conta que não é consigo”.

Também a deputada do PS Eva Cruzeiro criticou a expressão utilizada por André Ventura, considerando, numa publicação feita na rede social ‘X’, que não se trata de uma “frase qualquer”.

“Remete diretamente para a Dolchstoßlegende [Lenda da Punhalada pelas Costas], um dos pilares da propaganda que abriu caminho ao nazismo. Foi usada sistematicamente para alimentar ressentimento, fabricar inimigos internos e justificar a erosão da democracia da República de Weimar. Foi central na narrativa que Adolf Hitler explorou para chegar ao poder”, criticou.

Para a socialista, o líder do Chega não estava a fazer “um desabafo inocente”, mas sim a “convocar um imaginário político perigoso, assente na divisão, na desconfiança e na distorção da história”.

E conclui: “Quem conhece a história reconhece estes sinais e sabe que a democracia não se perde de um dia para o outro, desgasta-se quando se normalizam discursos que já provaram, no passado, aonde conduzem. André Ventura mostra abertamente o seu plano. É inaceitável”.

A tentativa de André Ventura em adaptar a "Lenda da Punhalada pelas Costas" (Dolchstoßlegende) ao contexto da Descolonização (1974-1975)

Essa narrativa de que Portugal foi "apunhalado pelas costas" durante o processo de descolonização é um exemplo flagrante de pós-verdade, pois ignora os factos históricos em favor de um revisionismo emocional que serve interesses políticos atuais. Ao transpor o mito alemão da Dolchstoßlegende para a realidade portuguesa de 1974, André Ventura e a direita radical operam uma inversão da causalidade: tentam convencer o público de que o 25 de Abril "causou" a derrota em África, quando, na verdade, foi a exaustão de uma guerra impossível de vencer que causou o 25 de Abril. Esta construção ignora que o exército português enfrentava um impasse militar absoluto, um isolamento diplomático total perante a ONU e uma economia asfixiada que consumia cerca de 40% do orçamento do Estado na defesa do Ultramar.

Ao utilizar esta retórica, Ventura não está a fazer uma análise histórica, mas sim a praticar uma "pesca de arrasto" no ressentimento de antigos combatentes e retornados, oferecendo-lhes um culpado conveniente — a "elite de Abril" — para um trauma coletivo que é muito mais profundo e complexo. A pós-verdade reside precisamente nesta simplificação: transforma-se uma transição histórica inevitável e tardia numa traição planeada, substituindo a complexidade do fim dos impérios coloniais europeus por uma fábula de "bons patriotas" contra "traidores entreguistas". No fundo, é a utilização de uma mentira histórica confortável para atacar a legitimidade da democracia portuguesa e reabilitar um passado autoritário sob a capa de um orgulho nacional ferido.

Historiografia
Museu Histórico Alemão - Dolchstoßlegende

O mito da punhalada pelas costas (em alemão: Dolchstoßlegende, pronuncia-se Lenda da Punhalada pelas Costas) é uma teoria da conspiração anti-semita e anticomunista, promovida por Adolf Hitler.


sexta-feira, 6 de fevereiro de 2026

Chameleons - Saviours Are A Dangerous Thing

[Intro]
Here he comes now

[Verse 1]
Here he comes gliding down the street
Thousand dollar trainers on his feet
All the monkeys part to let him pass
Thinks he's Jesus riding on an ass

[Pre-Chorus]
Super Nero and his ego smile
As they worship the king, dancing the tango
With opinions, roasted minions
Bow as they're kissing the ring

[Chorus]
Saviours are a dangerous thing
Saviours are a dangerous thing

[Verse 2]
Here he comes to sweep you off your feet
With his little orange parakeet
Bringing as he offers something sweet
Suck-suck-suck-suck-sucking on the teat

[Pre-Chorus]
Young Narcissus and his sisters swoon
In the madness they bring, dancing the fandango
Celebration population sings
Dancing the king

[Chorus]

[Bridge]
Far from you, I feel so very far from you
From everything you say and do, I feel so very far from you

[Pre-Chorus]
Super Nero and his ego smile
As they worship the king

[Chorus]

[Outro]
I feel so very far from you
From everything you say and do
I feel so very far from you
From everything you think is true
Here he comes now, saviours are a dangerous thing

Significado da canção
A canção "Saviours Are A Dangerous Thing", lançada pelo The Chameleons em 2024 (do álbum Arctic Moon), é uma crítica contundente ao cenário político global e ao perigo de seguir cegamente figuras messiânicas ou autoritárias.

De acordo com o vocalista e compositor Mark Burgess, o significado central gira em torno de três eixos:

1. Crítica ao Populismo e Autocracia
Burgess afirmou em diversas entrevistas que a letra reflete como as pessoas tendem a buscar "salvadores" em tempos de crise. Ele mencionou especificamente o comportamento de oficiais do governo que "fazem fila para beijar o anel de palhaços" que se comportam mais como reis autoproclamados do que como funcionários eleitos. A música faz referências visuais e líricas (como o "pequeno periquito laranja") que muitos interpretam como uma crítica à figura de Donald Trump e outros líderes populistas similares.

2. Ecos da História (Anos 1930)
O compositor declarou ver muitos paralelos perigosos entre o clima político atual e a década de 1930 na Europa — o período que precedeu a Segunda Guerra Mundial e viu a ascensão do fascismo. A canção alerta que a propaganda sedutora muitas vezes usa a "máscara da esperança" para esconder ideologias perigosas.

3. A Sedução da Propaganda
A letra explora como a humanidade se rende facilmente a promessas vazias de salvação, apenas para acabar presa por "algemas invisíveis". Termos como "Super Nero" e referências a Narciso na letra reforçam a ideia de líderes egocêntricos que queimam o mundo enquanto sorriem, enquanto seus seguidores (os "minions") os adoram cegamente.

Resumo do Conceito
O título já resume a tese da banda: "Salvadores são uma coisa perigosa". A mensagem é um chamado à vigilância individual e ao ceticismo diante de quem promete soluções fáceis para problemas complexos.

terça-feira, 6 de janeiro de 2026

"Este é o NOSSO Hemisfério"- diz Trump sobre eventual invasão ilegal da Gronelândia


Hitler chamou-lhe Lebensraum ("Espaço Vital").
Putin chama isso de Russkiy Mir ("o Mundo Russo").
Trump chama isso de "Nosso Hemisfério".

Seja em sua forma nazi, racista ou fascista americana, esse imperialismo descarado deve ser combatido por todos os amantes da liberdade, em qualquer lugar do mundo.
O direito internacional, tal como a Carta da ONU, reconhece a igualdade de soberania dos Estados.

quinta-feira, 30 de outubro de 2025

Padre alemão descobre na internet que é neto de Heinrich Himmler, o 'arquiteto' do Holocausto


German pastor Henrik Lenkeit was shocked to discover his grandfather was top Nazi politician Heinrich Himmler through a World War II documentary. Himmler, Hitler’s deputy and a main architect of the Holocaust, was involved in an affair with Lenkeit’s grandmother that led to two children, one of whom was Lenkeit’s mother. He told 10 News+ the discovery was psychologically devastating, and he now speaks out against antisemitism, decrying everything his grandfather stood for.

Henrik Lenkeit viveu 47 anos sem saber que era familiar do braço direito de Hitler, um dos homens mais cruéis da Alemanha nazi.

Henrik Lenkeit, pastor evangélico alemão, descobriu no ano passado, aos 47 anos, que é neto de Heinrich Himmler, braço direito de Hitler e um dos arquitetos da 'Solução Final' do Terceiro Reich, que levou à morte de milhões de judeus, ciganos, homossexuais e dissidentes políticos durante a Segunda Guerra Mundial. Ficou em choque e ainda não acredita que a sua avó tenha sido amante de "um monstro assassino nazi", conforme contou numa recente entrevista à 'Sky News'.

Lenkeit viu um documentário sobre nazis e depois procurou mais informação online. Foi aí, na Internet, que se deparou com uma fotografia da avó materna, Hedwig Potthast, com a legenda "amante de Himmler".

Depois descobriu que Himmler era, nada mais, nada menos, que o pai biológico da sua mãe. E ficou em choque. "Como é que se processa que és familiar de um dos maiores criminosos da história? Não processas", admitiu. "Quem sou? Quem eu era? Por que não me disseram a verdade durante 47 anos? A minha vida foi uma mentira!"

Mais a frio, Lenkeit reconheceu que os pais quiseram na realidade protegê-lo da verdade. A avó tinha sido secretária pessoal de Himmler, acabando depois por se tornar sua amante. "Ela era uma pessoa muito carinhosa, nunca pensei que pudesse ter sido amante de um assassino."

O pastor evangélico acredita que a avó conhecia os crimes cometidos por Himmler. "Eles eram amantes. Amantes monstruosos", acrescenta, mostrando-se horrorizado com a sua herança genética. "Pergunto-me qual é a minha herança de tudo aquilo?"

Henrik não hesita em considerar o avô "um assassino em massa", "maléfico" e "demoníaco". "Todas as coisas más que se possa imaginar. Homem de confiança de Hitler... É meu avô e não há nada que eu possa fazer em relação a isso."

quarta-feira, 19 de fevereiro de 2025

Historian Timothy Snyder on the future of American Democracy & the Rule of Law


O historiador Timothy Snyder e autor dos livros "Sobre a Tirania" e "Sobre a Liberdade" é um dos principais especialistas em fascismo e na ameaça que os autoritários representam para o futuro da democracia americana e do Estado de Direito. Neste vídeo, discute o futuro da democracia americana e a ascensão alarmante do autoritarismo.

O que precede a política, fundamenta a nossa constituição e nos dá a hipótese de sermos prósperos e livres? O Estado de Direito. Podemos compreender melhor as ameaças contemporâneas a esta liberdade e prosperidade ao recordarmos os fundamentos morais e intelectuais da nossa ordem política.

Timothy Snyder é historiador na Universidade de Yale, especializado em Europa de Leste, totalitarismo e Holocausto. Os seus livros receberam ampla aclamação. O seu mais recente livro, "The Road to Unfreedom: Russia, Europe, America" ​​​​(O Caminho para a Não-Liberdade: Rússia, Europa, América), conta toda a história da Rússia, do início ao fim, de uma forma coerente e que revela o panorama geral. É também autor de "On Tyranny: Twenty Lessons from the Twentieth Century" (Sobre a Tirania: Vinte Lições do Século XX), que explora as formas quotidianas como um cidadão pode resistir ao autoritarismo atual. As suas outras obras incluem "Black Earth: The Holocaust as History and Warning" (Terra Negra: O Holocausto como História e Advertência) e "Bloodlands: Europe Between Hitler and Stalin" (Terras de Sangue: A Europa entre Hitler e Estaline)

terça-feira, 21 de novembro de 2023

History: Adolph Hitler Was Financed by Wall Street, the U.S. Federal Reserve and the Bank of England



Wall Street creditors are the main actors.

They were firmly behind Nazi Germany. They financed Operation Barbarossa and the invasion of the Soviet Union in 1941.
1932 Secret Agreement: Wall Street Finances Hitler’s Nazi Party

“On January 4th, 1932, a meeting was held between British financier Montagu Norman (Governor of the Bank of England), Adolf Hitler and Franz Von Papen (who became Chancellor a few months later in May 1932) At this meeting, an agreement on the financing of theNationalsozialistische Deutsche Arbeiterpartei (NSDAP or Nazi Party) was reached.

This meeting was also attended by US policy-makers and the Dulles brothers, something which their biographers do not like to mention.

A year later, on January 14th, 1933, another meeting was held between Adolph Hitler, Germany’s Financier Baron Kurt von Schroeder, Chancellor Franz von Papen and Hitler’s Economic Advisor Wilhelm Keppler took place, where Hitler’s program was fully approved.” (Y. Rubtsov, text below)

Upon the accession of Adolph Hitler as Chancellor in March 1933, a massive privatization program was initiated which bears the finger-prints of Wall Street.

Dr. Hjalmar Schacht –re-appointed in March 1933 by Adolph Hitler to the position of President of The Reichsbank — was invited to the White House (May 1933) by President Franklin D. Roosevelt.

“After his meeting with the U.S. President and the big bankers on Wall Street, America allocated Germany new loans totalling $1 billion” [equivalent to $23.7 billion in 2023, PPP estimate] (Y. Rubtsov, op cit)

The Deutsche Reichsbahn (German Railways) was privatized. The Nazi government sold off State owned shipbuilding companies, state infrastructure and public utilities.

With a “Nazi- Liberal” slant, –no doubt with “conditionalities”- the privatization program was negotiated with Germany’s Wall Street creditors. Several major banking institutions including Deutsche Bank and Dresden Bank were also privatized.

“[T]he government of the Nazi Party sold off public ownership in several State-owned firms in the mid-1930s. These firms belonged to a wide range of sectors: steel, mining, banking, local public utilities, shipyards, ship-lines, railways, etc.

In addition, the delivery of some public services that were produced by government prior to the 1930s, especially social and labor-related services, was transferred to the private sector, mainly to organizations within the party.” (Germa Bel, University of Barcelona)

The proceeds of the privatization program were used to repay outstanding debts as well as fund Nazi Germany’s buoyant military industrial complex.

Numerous U.S. conglomerates had invested in Nazi Germany’s arms industry including Ford and General Motors:

Both General Motors and Ford insist that they bear little or no responsibility for the operations of their German subsidiaries, which controlled 70 percent of the German car market at the outbreak of war in 1939 and rapidly retooled themselves to become suppliers of war materiel to the German army.

… In certain instances, American managers of both GM and Ford went along with the conversion of their German plants to military production at a time when U.S. government documents show they were still resisting calls by the Roosevelt administration to step up military production in their plants at home. (Washington Post, November 30, 1998)
“A Famous American Family” Sleeping with the Enemy. The Role of Prescott Bush

Of significance: “A famous American family” made its fortune from the Nazis, according to John Loftus’s documented historical analysis.

Prescott Bush (grandfather of George W. Bush) was a partner in Brown Brothers Harriman & Co. and director of the Union Banking Corporation, closely linked to the interests of German corporations, including Thyssen Stahl, an important company involved in the arms industry of the Third Reich.

The Bush family links to Nazi Germany’s war economy were first brought to light at the Nuremberg trials in the testimony of Nazi Germany’s steel magnate Fritz Thyssen.

Thyssen was a partner of George W. Bush’s grandfather Prescott Bush:

“From 1945 until 1949 in Nuremberg, one of the lengthiest and, it now appears, most futile interrogations of a Nazi war crimes suspect began in the American Zone of Occupied Germany.

Multibillionaire steel magnate Fritz Thyssen –-the man whose steel combine was the cold heart of the Nazi war machine– talked and talked and talked to a joint US-UK interrogation team.

… What the Allied investigators never understood was that they were not asking Thyssen the right question. Thyssen did not need any foreign bank accounts because his family secretly owned an entire chain of banks.

He did not have to transfer his Nazi assets at the end of World War II, all he had to do was transfer the ownership documents – stocks, bonds, deeds and trusts–from his bank in Berlin through his bank in Holland to his American friends in New York City: Prescott Bush and Herbert Walker [father in law of Prescott Bush]. Thyssen’s partners in crime were the father and [grandfather] of a future President of the United States [George Herbert Walker Bush]. (John Loftus, How the Bush family made its fortune from the Nazis: The Dutch Connection)

The American public was not aware of the links of the Bush family to Nazi Germany because the historical record had been carefully withheld by the mainstream media. In September 2004, however, The Guardian revealed that:

George Bush’s grandfather, the late US senator Prescott Bush, was a director and shareholder of companies that profited from their involvement with the financial backers of Nazi Germany. …

His business dealings, which continued until his company’s assets were seized in 1942 under the Trading with the Enemy Act, has led more than 60 years later to a civil action for damages being brought in Germany against the Bush family by two former slave labourers at Auschwitz and to a hum of pre-election controversy.”

(Ben Aris and Duncan Campbell, How the Bush’s Grandfather Helped Hitlers Rise to Power, Guardian, September 25, 2004)
Screenshot, The Guardian

Evidence of the Bush family’s links to Nazism was available well before George Herbert Walker Bush (Senior) and George W. Bush entered politics.

The U.S. media remained totally mum. According to John Buchanan (New Hampshire Gazette, 10 October 2003):

After 60 years of inattention and even denial by the U.S. media, newly-uncovered government documents in The National Archives and Library of Congress reveal that Prescott Bush, the grandfather of President George W. Bush, served as a business partner of and U.S. banking operative for the financial architect of the Nazi war machine from 1926 until 1942, when Congress took aggressive action against Bush and his “enem\\y national” partners.

The documents also show that Bush and his colleagues, according to reports from the U.S. Department of the Treasury, tried to conceal their financial alliance with German industrialist Fritz Thyssen, a steel and coal baron who, beginning in the mid-1920s, personally funded Adolf Hitler’s rise to power by the subversion of democratic principle and German law. Furthermore, the declassified records demonstrate that Bush and his associates, who included E. Roland Harriman, younger brother of American icon W. Averell Harriman, and George Herbert Walker, President Bush’s maternal great-grandfather, continued their dealings with the German industrial tycoon for nearly a year after the U.S. entered the war.

While Prescott Bush’s company’s assets, namely Union Banking Corporation were seized in 1942 under the Trading with the Enemy Act (See below), George W. Bush’s grandfather was never prosecuted for his business dealings with Nazi Germany.
“In 1952, Prescott Bush was elected to the U.S. Senate, with no press accounts about his well-concealed Nazi past.

There is no record of any U.S. press coverage of the Bush-Nazi connection during any political campaigns conducted by George Herbert Walker Bush, Jeb Bush, or George W. Bush, with the exception of a brief mention in an unrelated story in the Sarasota Herald Tribune in November 2000 and a brief but inaccurate account in The Boston Globe in 2001.” (John Buchanan, op. cit)

Up until Pearl Harbor (December 1941), Wall Street was trading with Germany.

In the wake of Pearl Harbor (1941-1945), Standard Oil “was trading with the enemy” selling oil to Nazi Germany through the intermediation of so-called “neutral countries” including Venezuela and Argentina.

Without the U.S. supply of oil to Nazi Germany instrumented by Standard Oil of New Jersey, the Third Reich would not have been able to invade the Soviet Union.

—Michel Chossudovsky, November 21, 2023

terça-feira, 27 de dezembro de 2022

Paul Éluard - Liberdade

Primeira Edição: Era o grande brado do Poeta, identificado com as dores e os anseios do povo e da Pátria. Além de ser um magnífico poema do ponto de vista literário, "Liberté", de Paul Éluard, carrega consigo o peso da História. Escrito em 1942, com o título "Une Seule Pensée" (Um Único Pensamento), esse texto foi transportado clandestinamente da França, ocupada pelos nazis, para a Inglaterra. Em 1943, traduzido para vários idiomas, o poema foi distribuído como um panfleto, lançado por aviões aliados nos céus da Europa conflagrada. O responsável por contrabandear essa preciosidade da França ocupada para a Inglaterra foi um brasileiro, o pintor pernambucano Cícero Dias (1907-2003). Em reconhecimento a essa proeza, Dias foi condecorado pelo governo francês com a Ordem Nacional do Mérito, em 1998.

Cícero Dias, Mulher na Janela, 1942

"Nos meus cadernos de escola
Nas carteiras e nas árvores
Nas areias e na neve
Escrevo teu nome
Em toda página lida
Em toda página em branco
Pedra, papel, sangue ou cinza
Escrevo teu nome
Em toda imagem doirada
E nas armas dos guerreiros
Ou nas coroas dos reis
Escrevo teu nome
Na floresta e no deserto
Nos ninhos e nas giestas
Nos ecos de minha infância
Escrevo teu nome
Nas maravilhas da noite
No pão branco da manhã
Nas estações em noivado
Escrevo teu nome
Em todo farrapo azul
No tanque de água mofado
No lago de lua viva
Escrevo teu nome
Nos campos e no horizonte
Nas asas dos passarinhos
E nos moinhos de sombra
Escrevo teu nome
Em todo sopro da aurora
No mar e em cada navio
Na montanha adormecida
Escrevo teu nome
Nas espumas e nas nuvens
Nos suores da tormenta
Na chuva densa e enfadonha
Escrevo teu nome
Nas formas resplandecentes
Nos sinos de várias cores
Em toda verdade física
Escrevo teu nome
Nos caminhos acordados
E nas estradas vistosas
Ou nas praças transbordantes
Escrevo teu nome
Na lâmpada que se acende
Na lâmpada que se apaga
Em minhas casas reunidas
Escrevo teu nome
Na fruta cortada ao meio
Do meu espelho e meu quarto
No leito concha vazia
Escrevo teu nome
No meu cão guloso e terno
De orelhas que estão em guarda
Nas suas patas sem jeito
Escrevo teu nome
Na minha porta de entrada
Nos objetos familiares
Nas ondas de fogo lento
Escrevo teu nome
Em toda carne cedida
Na fronte de meus amigos
Em cada mão que se estende
Escrevo teu nome
Na vidraça das surpresas
E nos lábios sempre atentos
Bem acima do silêncio
Escrevo teu nome
Nos refúgios destruídos
Nos faróis desmoronados
Nas paredes de meu tédio
Escrevo teu nome
Nas ausências sem desejo
Na solidão toda nua
Nesta marcha para a morte
Escrevo teu nome
Na saúde que retorna
No perigo que passou
Nas esperanças sem eco
Escrevo teu nome
E ao poder de uma palavra
Recomeço minha vida
Nasci para conhecer-te
E chamar-te
Liberdade."

Paul Éluard : "Liberté" (dit par l'auteur)

sábado, 19 de dezembro de 2020

O caminho para o genocídio nazi | The Path to Nazi Genocide


This 38-minute film examines the Nazis’ rise and consolidation of power in Germany. Using rare footage, the film explores their ideology, propaganda, and persecution of Jews and other victims. It also outlines the path by which the Nazis and their collaborators led a state to war and to the murder of millions of people. By providing a concise overview of the Holocaust and those involved, this resource is intended to provoke reflection and discussion about the role of ordinary people, institutions, and nations between 1918 and 1945.

This film contains difficult subject matter and imagery. Some segments may not be appropriate for younger audiences. Learn about resources for educators using this film here.

domingo, 13 de dezembro de 2020

Breve viagem à lógica do horror

Por Helena Araújo

Com o intuito de facilitar a leitura, transcrevo para aqui um thread bastante longo de Francisco Feijó Delgado no Twitter. Espero que ele não me leve a mal. 

Diz, portanto, Francisco Feijó Delgado ( @sheeko ):
 
 O @cvazmarques  foi acusado de tirar a afirmação de JRS fora de contexto. Vendo a entrevista toda e lendo a clarificação adicional, há pouca dúvida: é JRS que tira do contexto e produz afirmações de uma ligeireza enorme. Vejamos.


Quem vê a entrevista e lê a justificação sai com a seguinte ideia transmitida por JRS: que os nazis, nas suas cabeças, justificaram o extermínio dos judeus – um mal necessário – com razões humanitárias para com os judeus. 

Deixo claro que não estou a acusar o JRS de revisionismo ou sequer de dizer que acha que as acções dos nazis foram humanas. Claro que não. O que contesto é que haja qualquer consideração humanitária para com os judeus como razão para o holocausto. 

Os nazis podiam invocar considerações “humanitárias”, só que não há, no processo, qualquer desejo de minimizar o sofrimento das vítimas, mas sim de distanciar progressivamente os carrascos das suas vítimas.

A historiografia do processo que culminou com o extermínio em massa dos Judeus é complexa, em parte pq se desenvolveu sob o conceito de “trabalhar para o líder”, em que os diversos agentes procuravam interpretar e executar aquilo que consideravam ser os desígnios do Führer. 

É por isso que não existe uma ordem ou directriz de Hitler a mandar exterminar os judeus.

JRS invoca a preocupação pelos judeus, citando uma carta de um oficial nazi, Höppner, a Eichmann em que propõe um método de morte rápida para lidar com os judeus de Łodz: uma “solução mais humana”. Mas é JRS que tira tudo isto do contexto e faz uma afirmação pouco cuidadosa. 

É JRS que tira Höppner do contexto, tira a palavra “humanidade” do contexto, e tira o gasear dos judeus do contexto.

A palavra humanidade significa compaixão, benevolência. Ser-se humano preocupar-se, minorar o sofrimento de outros e dar-lhes dignidade. Ignorando casos individuais, é possível dizer que houve compaixão pelos judeus no criar do processo que iria levar ao seu extermínio?

A própria frase é um paradoxo, a não ser que se deixe de tratar os judeus como humanos, mas como sub-humanos. Então aí sim, podemos matar indivíduos de forma humana, como matamos animais. Foi isso que aconteceu? Já lá iremos.

JRS cita Höppner para atribuir um lado compassivo ao processo dos nazis. “Estão a morrer de fome, não podemos alimentá-los. Se é para morrer, mais vale morrer de uma forma mais humana.”

Antes de mais, não questiona sequer onde está a humanidade no porquê de estarem a morrer de fome, ou no porquê de não os poderem alimentar? Como é que uma pessoa pode ser “humana” na morte doutrem, sendo que em tudo desumaniza a sua vida?

Vale a pena contextualizar: Höppner era o chefe do Gabinete Central de Reinstalação (UWZ), especialista em deportações. Na altura os judeus estavam a ser deportados em cada vez maior número com a ideia de os colocar no Governo Geral, e se no início eram os das províncias ocupadas, em breve viriam a ser também os da Alemanha. A ghettização facilitaria o controlo e a deportação. Mas trazia problemas logísticos que se agravaram com a demora nas deportações e pouca orientação de Berlim, deixando líderes locais a ter de decidir por si. 

Uns advogavam o declínio e a morte dos judeus, usando a fome deliberadamente, e outros o uso dos judeus como trabalhadores forçados. É neste contexto que Höppner escreve o memorando, numa altura em que a existência do ghetto, pensada como temporária, se eternizava: os judeus incapazes para o trabalho iriam morrer de fome, porque inicialmente a ideia era vender-lhes comida, extorquindo-lhes os bens, mas os bens acabaram. 

O superior interesse do povo alemão era incompatível com subsidiar publicamente a alimentação dos judeus inaptos. 

Havia portanto *um problema* a resolver. Não era a primeira vez que Höppner advogava, embora não tão explicitamente, a liquidação de indivíduos que causavam problemas burocráticos. Já em 1940:



E ainda em 1940, um ano antes do tal memorando, em polaco, mas com rápida tradução em inglês:



Nessas alturas, Höppner não teve qualquer pejo em propor a liquidação de pessoas para resolver os *problemas* com que se deparava. Em nenhuma dessas vezes achou por bem justificar as acções com razões humanitárias. 

Vale a pena voltar ao memorando, q não acaba com «Seria melhor do que deixá-los morrer à fome», mas «Auf jeden Fall wäre dies angenehmer, als sie verhungern zu lassen.», i.e, “em qualquer dos casos, seria mais agradável do que deixá-los morrer à fome”. Agradável para quem?

No parágrafo seguinte, num outro "exemplo de compaixão": propõe a esterilização das mulheres para acabar com o problema judaico naquela geração. Ficam as perguntas: - Houve alguma compaixão em Höppner? - Houve alguma preocupação em minorar o sofrimento dos judeus? 

O uso da palavra “humanidade” está presente no discurso de muitos outros oficiais nazis, começando pelo próprio Hitler.



Wilhelm Kube recusou-se a mandar liquidar judeus por fuzilamento enquanto não houvesse uma forma mais discreta e “humana”, tendo o seu superior, Heydrich, desautorizado-o.


Kube, que no massacre do Ghetto de Minsk atirou rebuçados para crianças que estavam num fosso de areia para morrer, foi mais tarde assassinado.

Himmler, que não apreciara a sua relutância relativamente às acções contra os judeus alemães, considerou o seu assassinato uma benção, que de qualquer maneira, o homem já tinha lugar marcado num campo de concentração.

O facto é que há inúmeros exemplos de que as tais “razões humanitárias” eram humanitárias para os carrascos, não para as vítimas. O extermínio já tinha começado, mas matar pessoas com esquadrões de fuzilamento em grande quantidade é difícil: 




A evolução foi tudo menos “humana” e, mais uma vez, com o objectivo de tornar o extermínio mais exequível. Até morte por explosivos foi testada, mas ir apanhar restos de corpos nas árvores não era agradável:





O facto é que Hitler e os nazis criaram um ambiente que, como afirma Kershaw, não fez do genocídio um acidente, sem qualquer ponta de compaixão ou consideração pelos judeus.


E Goebbels rejubilava com a vingança sobre a praga judia: «a única maneira de lidar com eles é com a brutalidade necessária»:



As palavras têm de ser postas no contexto, interpretadas e calibradas. Alguém insuspeito que entrasse em Auschwitz até poderia pensar que o trabalho liberta. 

Eichmann, no seu julgamento disse «nunca matei ninguém, nunca dei ordem para matar». E no entanto, foi um dos operacionais do extermínio dos judeus. Assassino não é só quem aperta o gatilho, e humano não é só quem se apressa a matar.

Da mesma maneira que os nazis invocaram “razões humanitárias”, também Eichmann invocou que o trabalho dele não era matar ninguém. 

A “humanidade”, era, no seu aspecto sistémico, uma qualidade interesseira, em que a compaixão era dirigida aos carrascos. Era uma maneira de eles se próprios se libertarem:

De facto, a deturpação do conceito de “humanidade” tornou tudo ainda mais perigoso.


JRS diz que eram pessoas normais nos campos, e pergunta o que levou essas pessoas a participar em acções de extermínio. Mas as pessoas normais já se tinham envolvido nas matanças. O que esta forma “humana” fez, foi facilitar ainda mais isso.





Mas quem assiste à entrevista e lê o que escreve, vê JRS afirmar que os nazis eles próprios estavam convencidos de que estavam a fazer um mal necessário e que ainda tinham em conta o sofrimento dos judeus, tentando minorá-lo.

A tal “humanidade” não era uma razão para o extermínio, como JRS diz, mas sim o instrumento fundamental para pôr uma indústria daquela escala a funcionar. Em Auschwitz, finalmente, poucos alemães teriam que directa e pessoalmente matar alguém.

Eram meros operadores, técnicos especializados, que “só” tinham que deixar cair o conteúdo de uma lata por um tubo. Muito mais “humano” do que metralhar mais uma fila de judeus deitados sobre a fila que tinham metralhado há instantes.

sábado, 12 de dezembro de 2020

Momento de Mesquinhez

Por Helena Araújo

Bem sei que estou a ser mesquinha, e que isto é um detalhe sem importância, mas é muito cómico:

José Rodrigues dos Santos escreveu de novo a rebater os argumentos de quem critica o modo como falou do Holocausto e as informações que deu na famosa entrevista da RTP. Como não podia deixar de ser, começa por dizer que se lermos os livros dele vamos compreender melhor (nem sei porque é que ainda me surpreendo). Depois, bastante mais à frente, em resposta a João Pinto Coelho, diz:
"Quanto a eu ter dito “nenhum autor português escreveu sobre o assunto”, o que eu disse na entrevista à RTP foi que “não estou a ver nenhum autor muito conhecido que tenha ainda tratado o tema”, mencionando José Saramago e Lobo Antunes. Já vi que se considera nessa categoria, e não o vou desmentir porque acho muito bem que seja um homem confiante e que acredite em si e nas suas capacidades (...)."
Se bem me lembro, aquela parte da entrevista era para explicar porque é que decidiu escrever sobre o assunto: porque ainda não havia livros de escritores portugueses sobre isso.
Se responde agora a João Pinto Coelho dizendo que se referia apenas a escritores do nível de um Saramago ou um Lobo Antunes, então ele próprio está a pôr-se no pedestal dos outros dois.
Mas acusa o João Pinto Coelho de "ser um homem confiante e que acredita em si e nas suas capacidades".

terça-feira, 23 de junho de 2020

Andrei Tarkovsky - O Espelho (1975)


O filme "O Espelho" representa reflexões, pensamentos da pessoa nomeada aqui como o Autor. Ele não aparece pessoalmente, apenas sua voz cansada soa. E na tela, como se fosse um espelho, estão as fotos do seu passado. A princípio, as lembranças parecem dispersas: amor pela mãe, que o Autor não sabe expressar, sentimento penetrante pelo pai, insatisfação consigo mesmo pela relação pouco desenvolvida com o filho.
Aos poucos fica claro - isso é o relato de uma pessoa sobre si mesma, um difícil julgamento de consciência, talvez até uma sentença. O filme ocupa um lugar especial na obra de Andrei Tarkovsky. Nele, ele capturou sua velha mãe Maria Ivanovna Vishnyakova-Tarkovsky, nos bastidores a voz de seu pai, o poeta Arseny Tarkovsky, recitando os seus maravilhosos poemas. 
É um filme de confissão, um filme de revelação.

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