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domingo, 21 de junho de 2026

Lone Assembly - You're Pulling at the Same Strings

Letra
[Verse 1]
You're pulling at the same strings
At every chance you get
I've been drowning in your wild schemes
A doll you weave so well
Ah-ah, ah-ah

[Verse 2]
Shoot at my feet, and make me dance amongst your whims
Until I'm one of your things
Your runarounds leave me no leads
In words you dress in lies
I've been wondering where your ache breathes
In mazes you design?

[Chorus]
You said, "Leave me out of myself today
Don't let me realize I'm even there"

[Verse 3]
You've shaken all, all of my means
In the patterns of your net
I've been chasing where your truth bleeds
In lives you never tell?

[Pre-Chorus]
Oh, you never tell
You never tell

[Chorus]

[Instrumental Break]

[Bridge]
[Non-Lyrical Vocals]

[Chorus] 2X

[Outro]
I raise my hand up there, but it doesn't ring a bell
You don't recall my name, no longer in your frame
I raise my hand up there, but it doesn't ring a bell
You don't recall my name, no longer in your frame

Significado da Canção
A canção "You're Pulling at the Same Strings" assume-se como o tema de destaque do álbum de estreia dos Lone Assembly, intitulado Knots & Chains (Nós e Correntes). Tanto a letra como o conceito visual da música exploram de forma profunda as dinâmicas de controlo, manipulação e a consequente perda de autonomia no contexto de uma relação tóxica. Através da metáfora central dos fios ("strings"), o título e os versos retratam o narrador como uma autêntica marioneta nas mãos de outra pessoa, uma ideia que fica bem patente em trechos como "I've been drowning in your wild schemes / A doll you weave so well". Esta imagem ilustra a profunda frustração de alguém que se vê enredado nos caprichos, esquemas e mentiras de outrem, sendo forçado a agir contra a sua própria vontade, tal como evoca o verso "Shoot at my feet and make me dance amongst your whims". Para além do controlo físico e comportamental, a música aborda o doloroso processo de perda de identidade, retratando o esgotante peso psicológico de tentar agradar constantemente a uma pessoa instável e manipuladora. No limite, o narrador acaba por se perder a si mesmo nos labirintos emocionais criados pelo outro, transformando a canção num desabafo sombrio sobre a corda bamba que se pisa quando alguém tenta exercer um domínio absoluto sobre as nossas ações, escolhas e sentimentos.

domingo, 22 de fevereiro de 2026

Alphaville - Sounds Like a Melody


O Brilho Efémero de "Sounds Like a Melody": Uma Análise à Obra-Prima dos Alphaville
Lançada em 1984, "Sounds Like a Melody" permanece como um dos marcos indeléveis da Synth-pop europeia, distinguindo-se não apenas pela sua sonoridade, mas pela complexidade que esconde sob uma camada de sintetizadores vibrantes. Numa época em que a maioria das bandas do género utilizava a tecnologia de forma rudimentar para emular sons de cordas, os Alphaville elevaram a fasquia ao criarem uma orquestração eletrónica sofisticada que servia de moldura para uma narrativa profunda sobre a futilidade e a natureza efémera da fama. A canção vive, essencialmente, de um contraste fascinante: soa como um tema pop luminoso e cativante, mas a sua letra carrega uma melancolia densa sobre a vacuidade dos relacionamentos e do estrelato.

O âmago da composição explora a dicotomia entre a ilusão e a realidade. Enquanto o título e o refrão transportam o ouvinte para uma atmosfera onírica, sugerindo que algo "parece uma melodia" ou um sonho perfeito, o verso seguinte desfere um golpe de realismo ao afirmar que "é apenas uma memória" (but it's just a memory). Esta progressão lírica ilustra a sensação de que as experiências mais gratificantes podem ser superficiais e passageiras; é o equivalente musical a estar no auge de uma festa, plenamente consciente de que todo aquele brilho se extinguirá assim que as luzes se apagarem.

Esta visão crítica estende-se ao estilo de vida "Jet Set" dos anos 80, com Marian Gold a utilizar a ironia para dissecar a cultura das celebridades e o desejo desesperado de imortalidade. Através de versos como "Show me your moves / I'm looking for a vision", a banda reflete a busca incessante por uma imagem perfeita e por estímulos novos, algo que se tornou a norma com a ascensão da MTV. A música acaba por descrever encontros rápidos e intensos — romances de uma noite que, embora cinematográficos no momento, se revelam vazios de significado real.

Contudo, o aspeto mais subversivo de "Sounds Like a Melody" reside na sua natureza de metamúsica. Escrita sob forte pressão da editora discográfica para ser um êxito comercial imediato, a banda respondeu ao desafio com um gesto de rebeldia intelectual. Criaram a melodia "orelhuda" que lhes era exigida, mas inseriram nela uma letra que questiona precisamente a "música vazia" e descartável produzida pela indústria fonográfica. Ao cantar sobre palavras vãs e melodias que desaparecem, os Alphaville estavam, na verdade, a comentar a própria engrenagem comercial de que faziam parte, elevando um simples tema de rádio ao estatuto de crítica social intemporal. Videoclipe original e letra


Sounds Like a Melody (versão longa)
(Alphaville)

It’s a rendition of a dream
A fish-eye lens or a golden beam
The stars are playing on a silver screen
In a movie that I've never seen

Show me your moves
I'm looking for a vision
The only rule is: no more rules
And I'm on a mission

[Chorus]
It's a way you look
It's a way you feel
It sounds like a melody
But it's just a memory
It's a way you look
It's a way you feel
It sounds like a melody
But it's just a memory

Your lipstick on my cigarette
The shadow of a silhouette
The music's over and the sun is set
But I'm not ready for a sunrise yet

Show me your moves
I'm looking for a vision
The only rule is: no more rules
And I'm on a mission


[Chorus]

A versão orquestrada de "Sounds Like a Melody" é, para muitos críticos e fãs, a realização plena do potencial que a canção já demonstrava em 1984. Embora a versão original usasse sintetizadores para emular cordas, o projeto "Eternally Yours" (lançado em 2022) permitiu que a banda gravasse o tema com a German Film Orchestra Babelsberg.

Se a versão original de "Sounds Like a Melody" já era audaz pela sua tentativa de mimetizar a grandiosidade clássica através da eletrónica, a reinterpretação orquestral incluída no álbum Eternally Yours eleva o tema a uma nova dimensão cinematográfica. Ao substituir as texturas digitais por uma orquestra real, os Alphaville não se limitaram a fazer uma "cobertura" sinfónica de um êxito antigo; eles despiram a canção da sua armadura tecnológica para revelar a sua essência dramática.

Nesta versão, a introdução de cordas reais confere uma gravidade que o sintetizador dos anos 80, por mais sofisticado que fosse, não conseguia alcançar totalmente. O crescendo orquestral acentua o tom de tragédia e futilidade da letra, transformando o que era um "êxito de discoteca" num verdadeiro poema sinfónico. A voz de Marian Gold, agora mais madura e profunda, navega sobre os arranjos com uma autoridade que reforça a ironia e a melancolia da composição original. É, em muitos aspetos, o fechar de um ciclo: a canção que foi escrita sob pressão para ser um "produto comercial" acabou por se transformar, décadas depois, numa peça de arte erudita, provando que a boa música pop sobrevive a qualquer roupagem estética.

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2026

Future Islands - Ran

Melhor som aqui
Ingest, where it goes, nobody sees but me
So perfect and so sweet
But the rest, feels incomplete
Like the rabbit's foot I keep
In the locket, with no key

And I can't take it, I can't take this world without
This world without you
I can't take it, I can't take it on my own
On my own

[Refrão]
On these roads
Out of love, so it goes
How it feels when we fall, when we fold
How we lose control, on these roads
How it sings as it goes
Flight of field, driving snow
Knows the cold

Ran round the wailing world

And what's a song without you?
When every song I write is about you
When I can't hold myself without you
And I can't change the day I found you

[Refrão]

A dor da perda e a jornada solitária em 'Ran', lançada em 2017, presente no álbum  The Far Field
A música 'Ran' da banda Future Islands é uma profunda exploração da dor da perda e da solidão. A letra começa com uma reflexão sobre algo precioso e doce, mas que, sem a presença de uma pessoa amada, se torna incompleto. A metáfora do 'pé de coelho' guardado num medalhão sem chave sugere um talismã de sorte que perdeu seu significado, simbolizando a ausência de alguém essencial para a completude do eu lírico.

O refrão expressa a incapacidade de enfrentar o mundo sem essa pessoa, destacando a dependência emocional e a sensação de desamparo. A repetição de 'I can’t take it, I can’t take this world without you' reforça a intensidade do sentimento de perda e a dificuldade de seguir em frente sozinho. A música também aborda a jornada emocional em 'these roads', que pode ser interpretada como os caminhos da vida, onde o amor se perde e o controle é difícil de manter.

A letra também questiona o valor da arte sem a musa inspiradora, refletindo sobre a criação artística e a importância da pessoa amada como fonte de inspiração. A repetição de 'out of love, so it goes' sugere uma aceitação resignada da realidade dolorosa. A imagem do 'flight of field, driving snow' e 'knows the cold' evoca um cenário desolado e frio, simbolizando a solidão e a tristeza que acompanham a perda. 'Ran' é, portanto, uma canção que captura a essência da dor da perda, a luta para encontrar sentido e a jornada solitária que se segue.

Sites
Future Islands wikipedia

quinta-feira, 1 de janeiro de 2026

Paz ecológica e paz interior


Em cada 1º dia de Janeiro, crio uma lista de objectivos e medito sobre este dia, Dia Mundial da Paz. Preencho o dia escutando música. A música, independentemente do estilo, oferece uma playlist de aprendizado e reflexão. Cada canção ajuda-nos a perceber diferentes dimensões da paz: a empatia, a atenção ao mundo, a consciência da memória ecológica, a capacidade de escutar e respeitar o espaço do outro, e a necessidade de transformação pessoal e colectiva. Aqui segue o texto e a minha sugestão de playlist.

Paz ecológica e paz interior
Quando pensamos em paz, muitas vezes imaginamos apenas a ausência de guerra. Mas a paz é também a capacidade de habitar o mundo sem o ferir e de habitar-nos sem ruído excessivo. Em tempos de crises ecológicas e sociais, aprender a escutar tornou-se uma prática ética, quase revolucionária.

O pós-punk, nascido da fratura e da inquietação urbana, pode parecer sombrio à primeira audição. Mas é precisamente aí que mora a sua lição: recusar o excesso, escutar o vazio e sentir a tensão antes que ela se torne destruição. Entre riffs secos e atmosferas introspectivas, encontramos ensinamentos sobre respeito ao mundo e a nós mesmos.

A música pode refletir a terra ferida e a memória do que perdemos. Canções como “Cities in Dust” dos Siouxsie and the Banshees lembram-nos que civilizações desaparecem, mas deixam vestígios que não podemos ignorar. “Requiem” do Killing Joke é um grito diante do colapso ambiental e social, enquanto “A Forest” do The Cure transforma a natureza em labirinto, mostrando-nos que quando nos perdemos, percebemos a importância da atenção e do cuidado. A paz ecológica é, assim, reconhecer os limites antes que seja tarde demais.

O silêncio e o espaço são fundamentais tanto na música quanto na natureza. Álbuns como “Spirit of Eden” do Talk Talk respiram, respeitam o tempo e o espaço entre as notas — como um ecossistema saudável. Canções como “The Colour of Spring” de Mark Hollis mostram a fragilidade e a atenção às nuances, lembrando-nos da interdependência do mundo natural. E “An Ending (Ascent)” de Brian Eno cria uma paisagem sonora que coexiste sem dominar, ensinando que escutar é, de fato, um ato ecológico.

A paz do mundo começa na paz do indivíduo. Joy Division, em “Atmosphere”, convida-nos a caminhar com cuidado entre os outros, reconhecendo limites e espaço alheio. “Silent Air” do The Sound faz do ar uma metáfora de equilíbrio interior: invisível, mas essencial. E “Faith” do The Cure mostra que aceitar a fragilidade é uma forma de resistência, uma paz construída dentro de nós mesmos.

Mesmo na melancolia do pós-punk, há sinais de reconciliação e esperança. “I Believe in You” do Talk Talk funciona como uma oração laica, celebrando a vida e a esperança. “Second Skin” dos Chameleons lembra-nos da necessidade de transformação e adaptação, como a própria natureza nos ensina.

Em última análise, a paz, seja ecológica ou interior, não se proclama: pratica-se. Nas nossas escolhas, na forma como caminhamos pelo mundo, como consumimos e até como ouvimos música, reside o poder de transformação. O pós-punk, com a sua intensidade e sensibilidade, ensina que menos ruído é mais sentido, e que talvez a revolução mais urgente seja voltar a ouvir o mundo antes que ele se cale.

quinta-feira, 27 de novembro de 2025

Minha homenagem a Pam Hogg


Designer de moda, artista, DJ e música, mas mais do que isso, ícone da cultura visual britânica desde os anos 80, morreu esta quarta-feira a escocesa Pam Hogg, com um percurso marcado pela independência e por uma estética inspirada no punk e pós-punk, que atravessou a moda, a música, a boémia ou as artes visuais. No campo da música, para além de ter sido líder da banda Doll, vestiu imensa gente (de Lady GaGa a Rihanna, de Grace Jones a Beyoncé), tendo uma relação – profissional e pessoal – privilegiada com nomes tão diversos como Siouxsie Sioux, Debbie Harry, Björk, Duran Duran, Peaches, Chicks on Speed, Nick Cave ou Bobby Gillespie, inspirando várias movimentações, do pós-punk aos neo-românticos, passando pelo electroclash. Era também uma ativista. A sua última colecção, de 2024, focava-se nas questões ambientais e na Palestina. “É um mundo injusto e desigual este, por favor, usem a vossa voz, no presente, para o corrigir”, foi uma das suas derradeiras proclamações.

Saber mais

Site oficial

sábado, 11 de outubro de 2025

Sigue Sigue Sputnik - Love Missile F1 11


Letra
US bombs crusin' overhead
There goes my love rocket red
Shoot it up
Shoot it up

Blaster bomb bomb bomb ahead
Multi Millions still unfed
A mondo teeno givin' head
Shoot it up
Shoot it up

Hold Me shake me, I'm all shook up
Psycho Maniac, interbred, shoot it up
Now shoot it up

Shoot it up
Shoot it up
Shoot it up

Teenage crime now fashion's dead
Shoot it up
There goes my love rocket red
Shoot it up
Shoot it up
Shoot it up
Shoot it up
Shoot it up

Logo nos primeiros versos — “US bombs crusin’ overhead / Lá vai meu foguete vermelho do amor” —, a música coloca lado a lado a destruição e o desejo, a guerra e o prazer, criando um contraste deliberadamente cínico. A referência aos “bombardeiros americanos” é uma crítica direta ao imperialismo militar dos Estados Unidos, que, à época, realizava operações e intervenções em várias partes do mundo, como Líbia, Nicarágua e Afeganistão.

A canção também retrata de forma incisiva a sociedade midiatizada e espetacularizada. Produzida por Giorgio Moroder — ícone da música eletcrónica e de filmes de ficção científica —, Love Missile F1-11 incorpora samples de filmes, sons de explosão e efeitos de videojogos, antecipando a cultura digital e o remix como nova linguagem artística. Melhor som aqui

Essa colagem sonora e imagética reforça a crítica à indústria cultural, no sentido proposto por Adorno e Horkheimer: a guerra e a violência transformam-se em mercadorias. Tudo se converte em entretenimento — inclusive o medo da destruição nuclear.

A música não denuncia de forma direta; ao contrário, imita o discurso da propaganda militar e publicitária para expor seu absurdo. O refrão repetitivo “Shoot it up” soa como um jargão tanto da guerra quanto do consumo: atire, compre, consuma, destrua.

Lançada em 1986, Love Missile F1-11 surgiu no auge do rearmamento nuclear e da retórica anticomunista de Ronald Reagan e Margaret Thatcher. O título faz referência direta ao F-111, um bombardeiro estratégico americano utilizado na Guerra do Vietname e em ataques aéreos subsequentes — símbolo máximo do poder tecnológico dos Estados Unidos.

Ao misturar esse ícone da guerra com uma “mensagem de amor”, a banda ridiculariza o discurso belicista e a estética militarizada. O que deveria ser um símbolo de dominação transforma-se em paródia pop — um espelho distorcido da própria cultura que o produziu.

domingo, 26 de maio de 2024

Música do BioTerra: Sweeping Promises - Good Living Is Coming for You


[Verse 1]
It comes and goes
And comes again
The thrill of changing
Rearranging
But it gets hard
By the year
Estranging
It's strange and

[Pre-Chorus]
Don’t learn
You live, don't learn
Was that a pain
Won't learn
You live, don’t learn
Concentrating
Misread cravings
Fill in the blanks with some new decor

[Chorus]
Wave after wave
Gonna come break the surface
This interior's designed to make you nervous
Gotta brace for it
Can't learn
Gotta brace for it
Gotta brace for it

[Verse 2]
Got a taste for
Creature comforts with
A clean aesthеtic
Nothing synthetic
This feeling
Domesticity
It's tingling
It's tingling, oh

[Refrain]
Can't learn
You livе, don't learn
This feeling
It's feeling like
Won’t learn
You live, won’t learn
Concentrating

[Bridge]
'Cause you model your life after what you see
In your hotel rooms and your magazines
And your magazines and your magazines, and your, oh

[Chorus]
Wave after wave
Threatening to break the surface
This interior’s designed to make you nervous, oh
Gotta brace for it
You can't learn
Gotta brace for it
Gotta brace for it

[Interlude]

[Bridge]
And here it comes
Ah, oh
Gotta brace for it
Oh, here it comes
Ah, oh
Gotta brace for
Another massive wave

[Chorus]
Wave after wave
Threatening to break the surface
This interior's designed to make you nervous, oh

[Outro]
Good living
Good living
Good living

quinta-feira, 9 de maio de 2024

Música do BioTerra: Death In Rome - Destroy She Said (Circ - Cover)

"Alexander Nevsky" Film by Sergei Eisenstein, 1938 - The Battle of Lake Peipus

Like towers falling down
Like a bomb blast in your town
Like a hostage tied in chains
I could not forget your name

[Refrão]
Destroy, she said
My love again
The end will come quickly
Don't try again
To make amends
You'll just end up sinking
If you explode in aftermath
Don't think you've been dreaming
Destroy, she said
My love again
When it's not worth keeping

Like a helicopter crash
Like a ghetto that's been smashed
Like bodies on a battlefield
I can't live with how you feel

[Refrão]

Not along and not apart
You finished what you could not start
In the corners of the day
You catch my eye and then looked away
What a generous remark you made
When you blew it all away

[Refrão] [2X]

Saber mais:


Original by Circ 

"So actually I wrote these lyrics in 2000 or so, before the WTC attack. I was however at that time living on the corner of Church & Reade street in TriBeCa, actually with a view of the World Trade Center. So the "like towers falling down" thing was either a premonition or an unlikely coincidence."- Alexander Perls

Tudo sobre Bin Laden

quinta-feira, 22 de dezembro de 2022

Música do BioTerra: Classix Noveaux - Never Again

Classix Noveaux - Never Again (live MandagsBörsen Sweden 81') rare


Classix Noveaux - Never Again (oficial video)


Where are the days

The days that time erased
Innocence
We've had has been replaced

We were so free of hate
They've taken that away
All I see is
Responsibility forced on me

Never again
Never again, oh-oh, ooh

All around
We're made to hear the sound
All our choice
Has trampled to the ground

Everything stays the same
The lion has been slaved
Still the flame
Of youth lies in wait but too late now

Never again
Never again, oh-oh, ooh

Feliz Eco-Natal!
Biografia e Discografia

Página Oficial

Youtube

Videos

domingo, 18 de dezembro de 2022

Música do BioTerra: Classix Nouveaux - Guilty


Don't say I know what you're thinking
It's plain to see
I see my opportunities shrinking
In front of me
I know you've made up your mind
But don't say
Although I know of no crime
It's the same
Guilty
Guilty you've found me

I wonder why you haven't the time for
The reasons why
To hear the truth might alter your mind or
Open your eyes

sábado, 12 de novembro de 2022

Música do BioTerra : 2 interpretações do Avé Maria de "Giulio Caccini"

Infelizmente é um erro atribuir esta ária a  Giulio Caccini. Na verdade, foi composta por  Vladimir Vavilov (1925-1973). Em 1970 Vavilov gravou e publicou esta canção no álbum “Lute Music of the XVI-XVII centuries", editado pela Russian Melodia , com a atribuição de “Anonymous”.

Não sou fatimista nem considero muito o culto mariano. No entanto, em termos estéticos e éticos, realmente o sofrimento de uma mãe vendo seu filho barbaramente assassinado pelos Romanos, deve ser indescritível. Tem que se ter Fé e acreditar que Cristo sofreu por nós, pecadores e que ressuscitou. 

Seleccionei 2 bonitas interpretações. Acho tão bonita cantada por mezzo-sopranos ou contra-tenores.


1. Nina Solodovnikova 


2. DiMaio


terça-feira, 8 de novembro de 2022

Música do BioTerra: Ultravox - Vienna


We walked in the cold air
Freezing breath on a window pane
Lying and waiting
A man in the dark in a picture frame
So mystic and soulful
A voice reaching out in a piercing cry
It stays with you until

The feeling has gone, only you and I
It means nothing to me
This means nothing to me
Oh, Vienna

The music is weaving
Haunting notes, pizzicato strings
The rhythm is calling
Alone in the night as the daylight brings
A cool, empty silence
The warmth of your hand and a cold grey sky
It fades to the distance

The image has gone, only you and I
It means nothing to me
This means nothing to me
Oh, Vienna

This means nothing to me
This means nothing to me
Oh, Vienna


Ultravox's 1981 classic is one of the greatest synthpop songs of all time, and there's never been anything quite like it since.

'Vienna' was a dramatic electronic track that caught the imagination of the public, and became the group's biggest hit.

But what is the song about and what kept it off number one? Here are all the fascinating facts:

domingo, 6 de novembro de 2022

Música do BioTerra: The Divine Comedy - There is a light that never goes out


Take me out tonight
Where there's music and there's people who are young and alive
Driving in your car
I never never want to go home, because I haven't got one anymore
Take me out tonight
Because I want to see people and I want to see lights
Driving in your car
Oh please don't drop me home, because it's not my home
It's their home, and I'm welcome no more

And if a double-decker bus crashes into us
To die by your side is such a heavenly way to die
And if a ten tonne truck kills the both of us
To die by your side, well, the pleasure and the privilege is mine

Take me out tonight
Oh take me anywhere, I don't care
And in a darkened underpass I thought Oh God, my chance has come at last
(but then a strange fear gripped me and I just couldn't ask)
Take me out tonight
Take me anywhere, I don't care
Just driving in your car
I never never want to go home, because I haven't got one
I haven't got one...

domingo, 7 de novembro de 2021

Música do BioTerra: The Bonaparte's - Battle Of Iena


A letra faz referência à Batalha de Jena (1806), um dos confrontos mais famosos de Napoleão Bonaparte contra o exército prussiano.

Sites interessantes
Fondation Napoléon
Warfare History Network 

Letra
(Intro - Heavy Bass & Electronic Drums)

The drum is beating
In the valley of the shadow
The drum is beating
For the Battle of Iena

(Chorus)
Iena! Iena!
The Empire falls
Iena! Iena!
The Empire falls

The soldiers are marching
Under the cold grey sky
The cannons are screaming
And the young men die

The flag is bleeding
In the mud of the plain
The glory is fleeting
Only shadows remain

(Chorus)

(Outro - Fading synths and repetitive drum beat)
The drum is beating...
In the valley of the shadow...
Iena...
Iena...

domingo, 5 de setembro de 2021

Música do BioTerra : Human Tetris - Soldiers


The soldiers standing on the coast side
They never look back
You'll never see how they cry
My friend, their eyes are open wide

They give themselves to their countries
They share their hearts with their wives
You'll never see how their parents cry
They are so proud of their sons

Forgotten names, forgotten numbers
They'll never know for what they die
Forgotten names, forgotten numbers
They'll never know for what they fight

Forgotten names
Forgotten numbers
Forgotten lives
Alive

Escrita num contexto de Moscovo no final dos anos 2000, a música transmite uma sensação de falta de perspetiva e o desejo de quebrar essa formação rígida.


O nome "Human Tetris" vem de um programa de televisão japonês onde as pessoas tinham de moldar os seus corpos para passar por buracos em paredes que se moviam — uma metáfora perfeita para o esforço que fazemos para "encaixar" na sociedade, tema que transborda em músicas como "Soldiers".

terça-feira, 16 de fevereiro de 2021

domingo, 3 de janeiro de 2021

Musica do BioTerra: Talk Talk- I believe in You


Mark Hollis, vocalista da banda, faleceu em 2019. Recordo-me de numa entrevista Mark dizer que fundou a banda com a finalidade de criar músicas para a posterioridade . E teve razão.

terça-feira, 28 de julho de 2020

Midge Ure - If I Was

Melhor som aqui

Letra


If I was a better man
Would fellow men take me to their hearts
If I was a stronger man
Carrying the weight of popular demand
Tell me would that alarm her
I'd never harm her at all


If I was a soldier
Captive arms I'd lay before her
If I was a sailor
Seven oceans I'd sail to her


If I was a wiser man
Would other men reach out and touch me
If I was a kinder man
Dishing up love for a hungry world
Tell me would that appease her
I want to please her again

If I was a painter
I'd paint a world that couldn't taint her
If I was a leader
On food of love from above I would feed her

If I was a poet
All my love in burning words I would show it
If I was her lover
Her eyes in kisses I would cover

Come here my baby
Oh they can't touch you now
I'll keep you safe and warm
I'll never leave you at all


Come here my baby
Oh they won't touch you
Dishing up love for a hungry world
Tell me would that appease you
I want to please you again

If I was a soldier
Captive arms I'd lay before her
If I was a sailor
Seven oceans I'd sail to her


If I was a painter
I'd paint a world that couldn't taint her
If I was a leader
On food of love from above I would feed her

If I was a poet
All my love in burning words I would show it

Midge Ure, cujo nome de batismo é James Ure, é um músico, cantor e compositor escocês que se tornou uma das figuras mais marcantes da música britânica entre os finais dos anos 70 e a década de 80. Embora seja amplamente reconhecido pelo seu trabalho à frente de bandas icónicas como os Ultravox e os Visage, ou pela coorganização do histórico evento solidário Live Aid, foi a solo que alcançou um dos maiores marcos da sua carreira com o tema "If I Was". Lançada em 1985 como o single de avanço do seu álbum de estreia a solo, The Gift, a canção inscreveu-se imediatamente no panorama do synth-pop e da new wave da época. O seu estilo musical caracteriza-se pelo uso proeminente de sintetizadores melódicos, caixas de ritmos eletrónicas marcantes e por uma interpretação vocal dramática e emotiva, muito associada ao movimento new romantic.

No que diz respeito ao seu significado, "If I Was" é uma declaração de amor profundamente idealista e poética. A letra constrói-se em torno de uma série de cenários hipotéticos onde o eu lírico imagina o que faria se detivesse diferentes posições de poder, autoridade ou riqueza. Através de metáforas clássicas — imaginando-se como um soldado, um marinheiro ou um rei —, Midge Ure explora a ideia de que nenhum estatuto ou conquista no mundo tem real valor face à devoção que sente pela pessoa amada. A mensagem central foca-se na humildade e no desapego: se fosse rei, abdicaria do trono; se fosse soldado, renderia as suas armas. Em resumo, a canção funciona como um hino romântico que coloca o amor acima de qualquer ambição terrena, uma premissa que conquistou o público e levou o single ao primeiro lugar do top do Reino Unido e da Irlanda em setembro de 1985.

Versão remasterizada