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sábado, 16 de outubro de 2021

O CineEco e a crise socio-ecológica

Chapim-real / Great Tit (Parus major) macho / male

A primeira sessão do CineEco ocorreu em Seia em 1995, três anos depois de Severn Cullis-Suzuki em 1992 ter discursado na cimeira Rio-92, a conferência da ONU sobre o desenvolvimento sustentável, apelando, em nome das gerações vindouras e de todos os animais e seres que povoam o planeta Terra, à mudança de paradigma e reclamando um direito fundamental para essas gerações: a vida. Mais de 3 décadas passaram e é inevitável que nos questionemos sobre o que aconteceu neste tempo, o que (não) mudou e porquê, e o que podemos fazer? O discurso está alinhado com o conhecimento que se tem da gravidade da situação, mas as ações não: nem as dos estados, nem as das suas instituições, nem das empresas ou dos indivíduos. Aparentemente não é suficiente saber e conhecer, é preciso mais do que isso para mudar o curso da ação para que sejam possíveis mudanças transformadoras. Articular diferentes perspetivas e diferentes saberes, envolver diferentes atores em ações concertadas. Hoje, quero sublinhar o papel das Artes, nomeadamente do cinema, no combate à crise socioecológica cujo expoente máximo são as Alterações Climáticas e a perda de biodiversidade, dando voz às preocupações sociais, culturais e ambientais locais. O CineEco constitui-se como um desafio à transformação dos modos de vida e das formas de organização social em torno dos problemas socioecológicos globais, e constitui-se como uma estratégia para dar visibilidade à interioridade, dar voz aos territórios do interior despovoados e abandonados.
O CineEco traduz um movimento socio-cultural-ecológico único no país, atraindo anualmente filmes-documentários que refletem múltiplas culturas, que veiculam múltiplas narrativas e soluções para a construção de futuros socioecológicos mais sustentáveis, mais justos e menos desiguais. O cinema tem a potencialidade de convocar múltiplos agentes individuais e coletivos, múltiplos setores e múltiplas disciplinas, múltiplos saberes para o diálogo e a articulação de posições. A mudança social passa necessariamente por esta capacidade de articulações múltiplas e simultâneas, ao proporcionar uma análise reflexiva sobre os limites dos modelos de organização social vigentes e sobre as suas alternativas. O cinema tem essa possibilidade de apresentar a vida e a morte vistas de outras formas, implicando-nos nas narrativas pelas emoções, pelas poéticas da vida, pela imagem, o imaginário, a criatividade, e, como diria o Prof. Agostinho da Silva, abrindo-nos à possibilidade da utopia, de fazer o que ainda não foi feito.
A ficção cinematográfica ambiental, que é cada vez mais realista e nem tem de criar cenários improváveis para nos desafiar a pensar para além das fronteiras do possível, a meu ver é um instrumento privilegiado de mediação e de conexão emocional através do qual é possível conectar diferentes visões, diferentes saberes e diferentes poderes num diálogo maior em torno da multiplicidade e complexidade de formas que assume a relação da humanidade com a natureza.
Os 26 anos de CineEco permitiram a aproximação dos Senenses de todas as idades, em particular das escolas que estão envolvidas, às múltiplas questões ecológicas centrais para a região e para o mundo, através da democratização do conhecimento científico, da articulação de saberes, traduzido na tela pelas emoções que desencadeiam. Esta é a via de aprofundar diálogos e articular poderes e saberes na transformação da organização social insustentável que vivemos abrindo assim a possibilidade de construir futuros socio-ecológicos mais sustentáveis e de vidas melhores.

domingo, 18 de julho de 2021

Testemunho de Stuart Scott, o Eco Warrior


Stuart’s recognition of the human impact on the planet’s ecosystems resulted in a personal mission dedicated to educating the public about the climate crisis we now face.  Following an extensive training course with Al Gore’s group Climate Reality in 2008, he left his regular employment to devote the remainder of his life to this effort.  He advocated ecological economics, founding The Circle of Elders of Ecological Economics in 2021 as an antidote to the illusion of endless growth on a finite planet.

Educating the public about the climate crisis and offering a solution via ecological economics are his everlasting legacies, which live on in his name by way of several venues he established, but most importantly in the hearts of countless people throughout the world who were touched by his work. 

Stuart’s reach was global, spreading the word about a dangerously changing climate system with over 100 presentations at notable climate conferences as well as innumerable recorded conversations with senior scientists and environmental advocates made available to the public.  

His introduction of Greta Thunberg at the age of 15 to the United Nations Conference on Climate Change COP24 (Conference of the Parties) in Poland was the start of her remarkable trajectory for a global movement called Fridays for Future.  He also influenced a reluctant James Hansen, the dean of climate science, to accompany him to the Paris ’15 climate summit. 

Recently, Stuart took the Nuclear Regulatory Commission to task for its appalling failure to properly handle the serious threat of inadequately stored nuclear waste, a project that he intended to carry forward with additional exposure of this covert lethal affair.

Throughout his efforts for climate justice, Stuart has been a vocal advocate of uniting faith and science.  He met Pope Francis and Cardinal Turkson, encouraging them to recognize the role of the Church in protecting God’s creation by inspiring congregations to act on climate change.  He suggested that Pope Francis attend COP26 in Glasgow in November 2021, which the Pope has agreed to do.

Religious leaders, including the Dalai Lama and Archbishop Desmond Tutu as well as the UN World Council of Religious Leaders, the World Council of Churches, and the Central Council of the Baha’i Faith, have endorsed Stuart’s tireless efforts.  Secular organizations Greenpeace, McKibben’s 350.org and The Center for Biological Diversity have also endorsed Scott’s Interfaith Declaration.

Stuart’s passion for this work extended to his dying day, including his last conversation with Noam Chomsky, recorded on June 29th.  More of his work, action ideas, and commentary are on  FacingFuture.Earth.

His children Sean Scott and Joshua Scott, his siblings Diana Scott and David Scott and former wives Melanie Oldfather, Fawn Shang, Rosemary Bak, and Atey Noun survive Stuart. 

A meditation will be held at the Arica School, of which Stuart was a lifelong member.