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- Beta diversity patterns reveal positive effects of farmland abandonment on moth communities
- Pollination by nocturnal Lepidoptera, and the effects of light pollution: a review
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sexta-feira, 9 de janeiro de 2026
Papel ecológico das traças ou borboletas nocturnas
quarta-feira, 23 de fevereiro de 2022
A Força dos Polinizadores
A polinização é um serviço dos ecossistemas (SE) vital para a natureza, a agricultura e o bem-estar humano, e é na grande maioria dos casos levada a cabo por animais, desde abelhas e borboletas a morcegos, roedores e répteis.
Os polinizadores assumem assim um papel vital na manutenção das populações de plantas silvestres, que por sua vez albergam muitos outros organismos, e no fornecimento de alimento, com cerca de 75% das nossas culturas a beneficiar de serviços de polinização.
No entanto, as pressões globais representam atualmente uma ameaça aos polinizadores, e consequentemente à produção agrícola sustentável e à conservação da biodiversidade.
As alterações no uso do solo causam fragmentação, perda e simplificação de habitat e conduzem a uma redução contínua de reservatórios naturais de biodiversidade funcional, quebrando interações mutualísticas e ameaçando a persistência das populações de polinizadores e plantas silvestres, bem como o funcionamento dos ecossistemas.
O papel essencial dos polinizadores foi reconhecido pelas entidades políticas quando a Convenção para a Diversidade Biológica (CBD) estabelece a Iniciativa Internacional de Polinizadores (IPI), apoiada e coordenada pela FAO, para proteger os polinizadores selvagens e domesticados, e promover o uso sustentável dos serviços de polinização.
No entanto, temos ainda um longo percurso a percorrer para salvaguardar a conservação deste grupo vital de organismos. É assim crucial, valorizar o seu papel, desenvolver planos de avaliação e monitorização, desenvolver ferramentas de apoio à decisão e implementar práticas amigas dos polinizadores, assim como aumentar a consciencialização para a importância dos polinizadores.
Oradora Sílvia Castro
sábado, 12 de junho de 2021
Morreu o escritor António Torrado

sábado, 2 de julho de 2016
Guia Ilustrado para saber o que comem estas 10 Borboletas
Não se mexem muito, a visão é fraca e os sentidos não estão muito apurados. Para as lagartas de borboleta, a sua missão é comer e não ser comido.
Estas 10 espécies que ocorrem em Portugal foram escolhidas por Patrícia Garcia-Pereira, do Centro para a Ecologia, Evolução e Alterações Ambientais (Ce3C) da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, por serem especiais. Cada espécie só se alimenta de uma única planta (chamadas de monófagas), o que significa desafios ecológicos maiores.
Axadrezada-mediterrânica (Sloperia proto):
Planta: Marioila (Phlomis purpurea)
Esta é uma espécie claramente do Sul, estando presente no Norte de África e no Sul da Europa. Em Portugal ocupa a metade meridional.
Época de voo: fins de Abril até Outubro (mais frequente no Verão)
Borboleta-carnaval (Zerynthia rumina):
Planta: Erva-bicha (Aristolochia paucinervis)
Esta é outra espécie mediterrânica da fauna portuguesa. No território continental está presente em quase todo o país, mais comum no Sul.
Época de voo: de Fevereiro a Maio
Ponta-laranja-do-Douro (Anthocharis euphenoides):
Planta: Biscutella valentina
Esta espécie só sobrevive em locais muito quentes, preferindo os vales mediterrânicos do Douro interior. Pode considerar-se uma espécie rara no nosso país, com uma distribuição localizada e com poucos registos de observações.
Época de voo: Abril a Junho
Lucina (Hamearis lucina):
Planta: Prímula ou rosa-da-páscoa (Primula acaulis)
Já a lucina é um bicho do Norte. Está presente na Europa Central e Meridional estendendo a sua distribuição até à Rússia. Em Portugal ocupa apenas as florestas de carvalhos da região norte.
Época de voo: Maio e Junho
Borboleta-azul-das-turfeiras (Phengaris alcon):
Planta: Genciana-de-turfeiras (Genciana pneumonanthe)
Espécie europeia com uma distribuição localizada em todos os países. Em Portugal está presente nos lameiros de altitude da região Norte, tendo populações abundantes e saudáveis especialmente no Alvão e Montemuro.
Época de voo: Julho e Agosto
Verdinha-da-primavera (Tomares ballus):
Planta: Alfavaca-dos-montes ou alfavaca-silvestre (Erophaca baetica)
Espécie mediterrânica, presente no Norte de África, na Península Ibérica e no Sudoeste de França. Em Portugal é mais abundante no Sul.
Época de voo: Fevereiro a Abril
Aricia-Do-Nordeste (Eumedonia eumedon):
Planta: Gerânio-sanguíneo (Geranium sanguineum)
Esta é uma borboleta do Norte. Em Portugal só é conhecida do Parque Natural de Montesinho, em florestas de carvalho-negral.
Época de voo: Junho
Borboleta-do-medronheiro (Charaxes jasius):
Planta: Medronheiro (Arbutus unedo)
É a maior diurna da Europa. De origem africana, encontra-se dispersa pela região mediterrânica, sempre que hajam matos com abundantes medronheiros. Em Portugal só não ocupa a faixa litoral Norte. É particularmente abundante no Alentejo e Algarve.
Época de voo: Março a Outubro
Fritilária-mediterrânica (Euphydryas desfontainii):
Planta: Cardo-penteador (Dipsacus comosus)
Esta espécie ocorre no Norte de África, metade meridional da Península e Sul de França. Em Portugal só está no barlavento algarvio e sudoeste alentejano. Talvez seja a espécie mais ameaçada do nosso país pela destruição dos seus habitats preferenciais, especialmente a conversão de baldios e prados húmidos em áreas de produção de eucalipto.
Época de voo: Abril e Maio
Nariguda (Libythea celtis):
Planta: Lódão (Celtis australis)
Esta espécie – que vive na Argélia, Sul da Europa e Ásia – é relativamente comum no nordeste de Portugal. É uma espécie que passa o período desfavorável na fase adulta. Deste modo, nos dias quentes e solarengos dos meses de Inverno é possível observar os indivíduos que estiveram a hibernar.
Época de voo: Junho a Setembro
Fonte: Wilder
