Mostrar mensagens com a etiqueta Dinossáurios. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Dinossáurios. Mostrar todas as mensagens

sábado, 1 de novembro de 2025

Ninguém devia ter mil milhões de euros

Vamos começar por aqui. E não, isto não é inveja, é matemática. É uma quantia absurda. A maior parte destas fortunas gigantescas é herdada. E a outra parte? Foi acumulada à custa do que não foi pago a quem realmente ajudou a construí-la. Por outro lado a tecnologia permite lucros globais com poucos custos; o valor das ações aumenta fortunas rapidamente; os impostos baixos e influência política protegem os ricos e finalmente a globalização, que concentra lucros nas grandes empresas.

Antigamente, alguns magnatas construíam bibliotecas, ou fundavam universidades, pelo menos sentiam a obrigação de devolver algo estrutural à sociedade.

Hoje? A ambição é ir ao espaço, ter o iate maior, o relógio mais caro e 50 carros na garagem. Não se importam de pagar valores absurdos por caprichos, só lhes custa pagar pelo trabalho. E o trabalho, a produção, o esforço humano, é a única coisa que realmente gera riqueza.

Mas para perceber o quão doentio isto é, temos de sair dos milhões e ir para o tempo de vida.
A nossa medida vai ser o Salário Mínimo em Portugal, €870 por mês. Com subsídios, são €12.180 por ano. Este é o valor de um ano inteiro da nossa vida de trabalho.

À escala de Portugal, a Família Amorim tem €5,4 mil milhões.
Para eles gastarem isto, ao ritmo de um ano inteiro do nosso trabalho, demorariam 443 000 ANOS.

A nossa espécie, o Homo Sapiens, existe há 300 000 anos. A totalidade da nossa história não chega.
À escala do Mundo, o homem mais rico, Elon Musk, tem €426 mil milhões. Demoraria 35 MILHÕES DE ANOS a gastar tudo.

Os dinossauros foram extintos há 65 milhões de anos. Isto não é tempo de vida. É tempo geológico.

Quem resumiu isto na perfeição foi a Billie Eilish esta semana. 
Billie Eilish pertence à Geração Z.

Num evento com bilionários na audiência, depois de anunciar que ia doar 11.5 milhões de dólares, confrontou-os diretamente: "És bilionário, porquê?"

Ela não está a falar de culpa pessoal. Está a falar desta distorção completa da escala humana.
O problema é um sistema que permite que um indivíduo acumule o equivalente a 35 milhões de anos de trabalho de outra pessoa, enquanto essa outra pessoa mal consegue sobreviver com o salário de um ano.

terça-feira, 10 de junho de 2025

A longa vida do bicho-de-prata


O bicho-de-prata (Lepisma saccarina) vive em quase todas as casas, mesmo as mais limpas, alimentando-se de quase tudo, desde restos de comida, fungos, fibras de lã a flocos de pele humana (a nossa pele está em costante renovação e há mais do que julga em sua casa, então nas igrejas...). A sua vida simples e recatada permitiu-lhe sobreviver praticamente inalterado durante mais de 300 milhões de anos, ainda antes dos dinossauros, porque houve sempre um recanto com comida suficiente, fosse no solo, numa carcaça de Tyrannosaurus rex, num monte de fezes de um mamute ou nas peles e roupas humanas, com a sofisticação final de também de terem livros por repasto.

segunda-feira, 8 de abril de 2024

Nova árvore da vida das Aves


Um novo estudo genético dá agora uma ideia mais clara sobre a árvore genealógica das aves. Todas têm um ancestral comum, que viveu há cerca de 90 milhões de anos, que se dividiu em 3 grupos: o das aves que nas voam, como a ema, o kiwi e a avestruz, o dos patos, galinhas de água e afins, e o das Neoaves, que inclui mais de 95% das aves actuais. Mas só há cerca de 61 milhões de anos, após a extinção dos dinossaurios seus parentes 5 milhões de anos antes, é que as aves se diversificaram. O mesmo aconteceu com os mamíferos, cujas linhagens ancestrais remontam ao Jurássico, mas que que se mantiveram na sombra até à extinção dos dinossaurios.

Uma ave, o hoatzin da América do Sul, não se parece com nada e é a única representante da sua linhagem, mantendo-se a sua origem um mistério. Curiosa é a associação dos falcões com os papagaios. Já os passeriformes, que representam mais de 50% de todas as aves, terão surgido na Austrália e daí se expandido para todo o mundo. São o grupo mais recente e diverso do planeta.

O estudo do genoma é o produto de quase uma década de pesquisa, conduzida como parte do Projeto Bird 10.000 Genomes. O objetivo final deste projeto é sequenciar os genomas de todas as 10.000 espécies de aves vivas.

domingo, 10 de dezembro de 2023

Música Do BioTerra: Midnight Oil - Rising Seas


Every child, put down your toys
And come inside to sleep
We have to look you in the eye
And say, "We sold you cheap"

Let's confess, we did not act
With serious urgency
So open up the floodgates
To the rising seas

Temperature rising
Climate denying
Fever is gripping
Nobody's listening

Lustre is fading
'Cause nobody's trading
Wall Street is jumping
Still, the music keeps pumping

If you can't decide (if you can't decide)
Between wrong and right (wrong and right)
If you can't see through (if you can't see through)
All that you hold true (hold true)

Queen of the firmament
Lord of all beneath
Masters of the universe
We're all refugees

And in many countries
They adore celebrities
Open up the floodgates
To the rising seas

D-dinosaur stories
Reliving past glories
Lusting for gold
F-f-fishing for souls

They said it was a-coming
We knew it was a-coming

If you lift your game (if you lift your game)
Put your toys away (toys away)
Well, it looks like rain (well, it looks like rain)
On that western plain

sábado, 4 de novembro de 2023

Alfredo Sendim: “O que está em causa não é o planeta nem a natureza, somos nós”

Food is the currency of Life
Como é que podemos explicar a alguém que vive a maior tempo na cidade e tem pouco contacto com o mundo rural o que é a agrofloresta?
A agrofloresta é essencialmente a ideia de coabitar com o sistema natural – ou ecossistemas – que nos criaram e estão à nossa volta e dos quais nós ainda hoje dependemos integralmente. Somos completamente dependentes dos recursos que eles produzem. E nós não sabemos de forma alguma, por muita capacidade e engenho que tenhamos, supri-los de outra forma sem ser através do sistema natural.

É muito fácil percebermos o modelo da agricultura, que passa essencialmente por termos uma relação com o que está à nossa volta, eliminando o sistema natural, um conjunto de elementos relacionados entre si e uma capacidade de auto-regeneração única. No fundo aprendemos a canalizar a energia deste sistema apenas para poucos elementos, que obviamente são interessantes para nós, sejam eles cereais, eucaliptos ou olivais. Quando o espaço é muito grande e o número de utilizadores é pequeno, esta fórmula até pode ser bastante razoável, por que se as pessoas destruírem um bocadinho de natureza e quando voltarem ao mesmo sítio já tudo tiver sido regenerado ecologicamente, não há qualquer problema. O problema é que esta modalidade acabou por arrombar o sistema, que deixou de ser capaz de produzir a energia que o faz funcionar.


E a Agrofloresta pode esta inverter essa realidade?
A agrofloresta é uma forma diferente de nos inserirmos na natureza, que já foi desenvolvida em Portugal na Idade Média, com aquele sistema que nos orgulhamos tanto, chamado montado. Este não é mais do que uma evidência, como que dizendo “vamos lá reagir, depois de termos destruído a natureza e os ecossistemas todos”. Aconteceu uma vez no Neolítico, outra, muito mais forte, a seguir ao Império Romano, e uma terceira depois de todo o período dos visigodos, seguido pelos árabes. Às tantas houve alguém que bateu com a mão na mesa e disse: e se nós tentássemos viver com o sistema?

O montado, por exemplo, é um sistema muito simplificado e muito domesticado, adaptado às nossas necessidades, mas é um sistema. A agrofloresta não é portanto mais do que a ideia de viver com um sistema natural, compreendendo-o e sendo nós também parte dele. Diria mesmo que a agrofloresta é hoje uma das expressões mais profundas da ética da agroecologia.

Em que sentido?
Por se opor a uma ética antropocentrada, muito maioritária no pensamento ocidental, que nos diz que não somos natureza, porque a natureza é violenta e selvagem e nós, por oposição, afastamo-nos dela, numa tentativa de nos divinizar. A natureza existe para a ordenarmos e para podermos usufruir dela. A ética da agroecologia é diferente, pois pressupõe umas determinadas capacidades para o homem, que os outros seres não têm, e isso dá-nos não só uma enorme responsabilidade, como nos coloca ao nível dos outros elementos da natureza, como parte dessa mesma natureza. Essa evidência é personalizada pela a árvore, o elemento vegetal que dura mais e é o motor deste sistema. São estes seres que, de forma bastante eficiente, conseguem fazer o milagre de transformar a luz do sol em matéria orgânica. Por isso, todos os outros reinos – o animal, os fungos, as bactérias, os protozoários – são complementares à árvore e ao reino vegetal. Um sistema que não tem este elemento central não é um sistema.

Fala-se muito do solo vivo e da sua importância para a humanidade, mas continuamos sem perceber que não há solo sem árvore. Quem alimenta o solo são as árvores e o sol funciona como uma bateria, pensada neste sistema para ser carregada através de um painel fotovoltaico que se chama biodiversidade e é formado por todos estes seres interrelacionados entre si.

E agricultura tradicional não permite o funcionamento desse regime?
Não porque inventámos uma outra forma de alimentar essa bateria, partindo o painel solar da biodiversidade, através de meios mecânicos e químicos, para a podermos usar de uma forma especulativa, muito contrária aos interesses das novas gerações.
É por isso que a agroecologia é uma ética e não um mero conjunto de técnicas. Mas é também uma abordagem prática, porque implica que aprendamos a viver com o sistema, e quem vive com o sistema é recolector, não é produtor.
Trata-se talvez da expressão mais atual dessa visão sistémica de não arrombar o sistema, mas sim perpetuá-lo, adaptando-o às nossas necessidades, mas sendo o homem, também um elemento ao seu serviço.

Há aqui duas ideias opostas, uma é que a ideia de domínio sobre a natureza, em oposto à agroecologia, é sinónimo de abundância. E depois há esta nova abordagem aos seres vivos e à importância que têm as plantas silvestres e os animais selvagens terão no sistema, de modo a garantir essa mesma abundância a longo prazo.

O mais possível. Na perspectiva antropocentrada o homem é o centro e só ele conta. Há uma ideia muito simples, que é a de imaginarmos que a dado momento chega um ser mais capacitado, com uma atitude perante a humanidade semelhante à que temos com a maioria dos nossos congéneres do reino animal. É um exercício simples e que pouca gente faz.

Acima de tudo é importante perceber a nossa iliteracia ecológica. Ao contrário do que muitas vezes se afirma, a ecologia não é uma mera ideologia de esquerda, mas sim uma ciência, criada precisamente para estudar o sistema que nos criou. E ao não reconhecermos isso ou ao não partilharmos esse conhecimento, assumimos uma posição apenas arrogante. E grande parte destas questões têm precisamente a ver com esse desconhecimento profundo da forma como o nosso sistema de vida e o planeta funcionam.

E como funciona afinal esse sistema?
Todos os ecossistemas são cíclicos, e todos eles vão acabar num estádio que designamos de deserto. O deserto é praticamente só minério, sem vida, porque não há matéria orgânica no solo. Os ecossistemas de deserto evoluem para um outro extremo que é o clímax, mas passando por uma fase intermédia que se chama acumulação. O clímax não significa maior quantidade, porque muitas vezes na fase de acumulação até há maior libertação de recursos, mas é seguramente a fase da eficiência. É importante percebermos que a atitude antropocentrada, ligada à agricultura industrial de monocultura, é a principal responsável pela delapidação destes recursos. E isto são dados científicos comprováveis, pois a parte terrestre do nosso planeta tem mais de 80% em condições de deserto, enquanto há doze mil anos, no Holoceno, tínhamos o quadro inverso, com 80% do planeta em estado de clímax.

Como é o caso do montado, que já referiu como exemplo desse conceito…
O montado é completamente uma agrofloresta, hoje muito querida por todas as pessoas que gostam deste tipo de conceitos, mas é também um símbolo. Foi criado na Idade Média e entretanto foi sendo aperfeiçoado até atingir esta última versão. é o que se chama um modelo de “sucessão dinâmica”, que serve não só para instalar o sistema e viver com o sistema, como também pretende e permite transformar rapidamente desertos em clímax. O sobreiro é um ser de clímax, que precisa de um sistema muito complexo, assim como o humano, para poder viver. E nós não percebemos estes conceitos básicos, assim como também não percebemos que, no Neolítico, entrámos pelo interior de Portugal e matámos tudo aquilo que se chama a megafauna, ou seja todos os animais maiores que nós, sem percebermos que estávamos a suprir uma ferramenta absolutamente essencial dos ecossistemas.

É curioso perceber que os miúdos conhecem os dinossauros todos mas não sabem os nomes dos animais que aqui viviam há quinhentos anos. Sem o sabermos, roubámos instrumentos fundamentais aos ecossistemas. Manipulámos os animais e os outros seres, vegetais, em função das nossas necessidades. Uma vaca, hoje, não é um instrumento num ecossistema, e cada vez que a domesticamos mais, mais lhe retiramos as capacidades de promoverem serviços no ecossistema.

Referiu que dois terços de Portugal são mato, mas que podem ser úteis. O que é possível fazer nessa parte do território?
Antes devemos perguntar-nos porque é que esses dois terços são mato, há quanto tempo o são e o que eram antes. A consequência desta abordagem não sistémica, de assaltar a natureza e de fazer agricultura é o mato, porque o mato é o deserto.

As plantas e os seres que nós vemos no mato são seres pioneiros, que estão a recuperar aquilo que nós estragámos. O drama disto é que em função das condições de clima e de sol cada uma destas etapas pode levar sete a setenta mil anos, e nas nossas condições de Mediterrâneo são mais para setenta do que para sete. Se apenas nos pusermos quietinhos a olhar para o mato à espera que regenere, vai demorar cinquenta mil anos. Não temos tempo para isso.

Aliás, a ideia que o homem só é capaz de destruir, não é capaz de regenerar activamente, não faz sentido. Não há nenhuma razão para que assim seja, por muito que haja algumas correntes de pensamento que gostem e utilizem essa ideia da origem maléfica da nossa espécie. Pelo contrário, somos tão capazes de destruir como de fazer coisas absolutamente maravilhosas. Esses dois terços já foram terras férteis, com florestas e bosques. Porque é que não comemos, por exemplo, plantas e frutos silvestres? A grande razão tem a ver com a agricultura. A agricultura do Neolítico levou à existência de mais humanos no Neolítico final. Mas esse entusiamo levou-nos à razia do ecossistema da Península Ibérica. O que se seguiu foram mais de dois mil anos de caos, de lei do mais forte, que apenas terminou com a chegada dos romanos, que convenceram os povos peninsulares que a comida do mato e do bosque, desse supermercado aberto que não podia ser taxado, não era boa. Fomos convencidos que a única comida boa era a domesticada e nunca mais se comeram bolotas nem produtos silvestres. Ou seja, virámos costas a uma diversidade enorme.

Tendo em conta o modelo económico que temos, como é que podemos encarar o consumo de bolota e de outros frutos silvestres no futuro?
Em primeiro lugar é preciso perceber que ninguém come trigo à dentada, na espiga. O trigo é um alimento extraordinário depois de transformado e processado em farinhas e noutro tipo de alimentos, portanto com a bolota há que se fazer o mesmo, aprender a processá-la e a transformá-la com utilidade prática. A questão da bolota é muito simples: no Mediterrâneo, uma área com carvalhos, por exemplo azinheiras e sobreiros, produz, mesmo com uma densidade baixa de árvores, mais quantidade de alimento do que qualquer cereal e sem gastar energia nas mobilizações de solo, sem provocar erosão, sem adubos, sem barragens e sem tubos. A bolota é tão interessante para a alimentação humana como qualquer cereal.

E a ideia de que se tem estar sempre a limpar, que sentido faz, tendo em conta que se devia aproveitar aquela biomassa?
Numa abordagem de monocultura, a limpeza não é mais do que retirar elementos do sistema para o poder controlar melhor. Normalmente aquilo a que chamamos limpezas são elementos do sistema que vão alimentar o solo. Quando comecei a fazer agricultura nos Açores, os meus colegas começaram a perguntar algo muito interessante, sobre a ração que eu tinha para o solo naquele ano, porque ali a noção que o solo, se não for alimentado – e não é com adubos – vai acabar.

Ou seja, para alimentar o mundo não é preciso recorrer aos transgénicos.
De forma alguma. Para alimentar o mundo é preciso, em primeiro lugar, percebermos o que é que comemos. Essa variável é fundamental. Outra questão é percebermos que somos a única espécie que não atende aos recursos quando pensa em multiplicar-se. Isto vem da tal divinação do ser humano. Se calhar temos de ter a consciência que com o planeta em 20% de clímax e 80% de deserto, se calhar não podemos ser tantos quantos gostaríamos de ser.

A não ser que se reverta...
E que nós caminhemos para a abundância. Mas mesmo assim temos de ter uma bitola para percebermos conscientemente e com métodos libertários, que nenhum ser neste planeta atua como nós. Não há nenhuma espécie que não atenda à forma como se reproduz em relação aos recursos que existem.

Se não houver recursos, vamos sofrer. Sendo que a questão fundamental passa pelo relacionamento entre nós próprios. Como diz o Papa Francisco é uma questão social. Nós nunca vamos reverter esta posição de domínio perante a natureza se não a invertermos entre nós próprios. Não somos iguais a um mosquito, porque temos funções diferentes no ecossistema, mas como São Francisco de Assis tão bem nos mostrou, também não somos nem mais nem menos que um mosquito, pelo que não podemos ter a arrogância de matar milhões de mosquitos apenas porque interessa fazer negócio.

Saber mais:

terça-feira, 23 de agosto de 2022

Como era o lugar onde vives há milhões de anos? Mapa interativo mostra

Já te perguntaste como seria o lugar onde vives há milhões de anos? O Ancient Earth é um mapa interativo que permite pesquisar qualquer parte do mundo e ver como era, por exemplo, na época dos dinossáurios. A ferramenta reconstrói os mapas de acordo com os movimentos das placas tectónicas, o que permite saber onde se localizava cada cidade.



O Ancient Earth nasceu de uma ideia de Ian Webster, engenheiro e criador do maior banco de dados digital de dinossauros do mundo, o ‘The Dinosaur Database’, e CR Scotese, criador do Paleomap Project, um site desenvolvido para ajudar a entender como as placas tectónicas se moveram ao longo do percurso da história do planeta.

Em parceria, criaram um mapa no qual basta colocar o lugar onde vivemos e deixar-nos guiar para descobrir como era num determinado momento da história que também podemos selecionar.

O mapa tem a divisão política dos países atuais, o que permite localizar onde cada nação esteve em diferentes épocas (e se já existia). Também é possível não usar datas e, em vez disso, selecionar eventos fundamentais na história do planeta: os primeiros hominídeos, as primeiras algas, quando as flores cresceram ou quando os animais começaram a habitar o continente. Nesse sentido, é uma ferramenta educacional de grande mais-valia.

A tudo isto acrescenta-se que é possível ver quais os dinossáurios que habitavam a área escolhida e quão grandes eram em comparação com os humanos. Um mapa para viajar no tempo, sem sair da frente do computador.

sábado, 3 de abril de 2021

Naquela época, choveu durante dois milhões de anos


No início do período Triássico, com os continentes unidos de pólo a pólo no supercontinente Pangeia, o mundo era quente, plano e muito, muito seco. Mas depois, há 234 milhões de anos, o clima mudou subitamente para um clima mais húmido.

sábado, 17 de outubro de 2020

Découvrez où était située votre ville à l'époque des dinosaures (et lesquels y vivaient)

Fonte: aqui

Il y a 70 millions d'années risqueriez-vous de croiser un T.rex près de chez vous ? Si vous êtes européen probablement pas ! Les fossiles de ces emblématiques dinosaures proviennent tous d'Amérique du Nord. Il est parfois difficile quand on parle de ces animaux qui ont peuplé et dominé la Terre pendant près de 150 millions d'années de se rendre compte de la période à laquelle ils vivaient et de leur origine géographique. La Terre ayant connu de multiples chamboulements au gré des éons.

Visualiser les changements du globe

Tantôt réunis en un seul bloc, tantôt séparés. Parfois immergés, parfois recouverts de glace, une carte permet désormais de se rendre compte de l’évolution des continents sur une période de 750 millions d’années et de voir l’aspect de la Terre à des moments clés de son évolution : apparition des algues, des bactéries, des espèces terrestres... La mappemonde a été réalisée par Ian Webster, un paléontologue Californien pour le projet Ancient Earth Globe et combine des cartes paléogéographiques développées dans le cadre du projet PALEOMAPS, dirigé par le géologue et paléogéographe Christopher Scotese, et des données de GPlates, un référentiel open source de données géoscientifiques.

Lorsqu'il est ouvert, le site affiche par défaut la situation du globe tel qu’il était il y a 240 millions d’années, durant le Trias moyen. A l’époque, les continents formaient la Pangée, un supercontinent qui commence à se morceler pour donner au globe son aspect actuel. C’est aussi le moment de l’apparition des premiers mammifères, dinosaures et oiseaux. 

La Terre il y a 240 millions d'années. Crédit : Dinosaur Pictures and Facts.

Connaître les dinosaures qui fréquentaient nos régions

La carte permet de rentrer le nom de sa ville et ainsi de voir la position qu’elle avait au fil du temps sur le globe. Des surprises sont à prévoir ! Et grâce à la base de données de Dinosaur Pictures and Facts, il est possible de voir les espèces fossiles de dinosaures et autres reptiles qui ont été retrouvées à proximité. Ainsi autour de Paris, on a découvert des mégalosaures, des dinosaures carnivores, et différentes espèces de plésiosaures et de pliosaures, des reptiles marins géants. Plus au Sud, autour de Marseille, ce sont essentiellement des dinosaures herbivores qui ont été mis au jour comme des Hypselosaurus ou des Rhabdodons. La carte n’est pas parfaite, des petites erreurs ont pu s’y glisser puisqu’il s’agit là d’un projet personnel, mais elle permet tout de même de se faire une bonne idée des évolutions que la Terre a connues sur ces centaines de millions d’années et elle donne accès à une meilleure compréhension de la grande diversité des dinosaures qui l’ont peuplée. 

quinta-feira, 23 de maio de 2019

Novo dinossauro português era um gigante à beira-mar


Acabámos de saber que o Jurássico Superior português era habitado há cerca de 150 milhões de anos por mais um dinossauro gigante, que tinha como casa a Bacia Lusitaniana​ – uma zona jurássica de águas pouco profundas na faixa Oeste da Península Ibérica, entre o (agora) norte de Aveiro e a península de Setúbal. O dinossauro agora identificado como novo para a ciência por uma equipa luso-espanhola pertencia ao grupo dos saurópodes, dinossauros herbívoros que se distinguem pelas caudas e pelos pescoços muito compridos.

Trata-se não só de uma espécie nova para a ciência, como igualmente de um género novo, segundo o artigo em que é descrito na revista Journal of Vertebrate Paleontology. Eis o Oceanotitan dantasi, o nome científico atribuído ao dinossauro pelos paleontólogos Pedro Mocho (do Instituto Dom Luiz da Faculdade de Ciências de Lisboa e da Sociedade de História Natural de Torres Vedras), Rafael Royo-Torres (do Dinópolis – Museu Aragonês de Paleontologia, em Espanha) e Francisco Ortega (do Grupo de Biologia Evolutiva da Faculdade de Ciências da Universidade Nacional de Educação à Distância, em Espanha).

Mas os ossos do Oceanotitan dantasi já foram descobertos há mais de 20 anos, em 1996, nas rochas que afloram na Praia de Valmitão, na vila de Ribamar, concelho da Lourinhã. E quem os descobriu foi José Joaquim dos Santos, um carpinteiro e paleontólogo amador que já encontrou muitos fósseis na região Oeste do país, conhecida pela sua riqueza em fósseis de dinossauro do Jurássico Superior, segundo se explica num comunicado sobre o trabalho.

Ao longo de mais de 30 anos, José Joaquim dos Santos foi reunindo uma enorme colecção paleontológica composta por milhares de exemplares de fósseis de vertebrados e invertebrados e que estão depositados na colecção paleontológica da Sociedade de História Natural, em Torres Vedras. “O acervo existente representa agora uma das maiores colecções de vertebrados fósseis do mesozóico português [era geológica ocorrida há 251 milhões a 65 milhões de anos]”, sublinha o comunicado.

Ler mais aqui

segunda-feira, 11 de março de 2019

O Antropoceno não existe - e as espécies do futuro não o vão reconhecer


Estamos a viver um período de rutura ambiental sem precedentes que é cada vez mais designado por "Antropoceno". À medida que o termo se torna mais omnipresente, quero explicar por que razão, enquanto psicólogo e ambientalista empenhado, penso que esta é uma forma altamente problemática de enquadrar a nossa situação.

Originalmente proposto por cientistas atmosféricos e depois por geólogos, o Antropoceno passou para o primeiro plano como uma forma poderosa, embora complexa, de falar sobre a nossa era atual. Este é um período em que, pela primeira vez na sua história, a Terra está a ser profundamente transformada por uma única espécie: os humanos. A palavra Antropoceno refere-se à ideia de que o registo geológico da Terra foi transformado pela humanidade: Anthropos é o termo grego para humano e -ceno indica um período de tempo geológico substancial dentro da atual era Cenozoica, que tem 65 milhões de anos.

É notável a rapidez com que esta ideia se tornou unânime. Atualmente, é tema não apenas de textos académicos e conferências, mas também de arte, ficção, revistas, diários de viagem, poesia e até de uma ópera.

Embora concorde que se trata de uma provocação importante e oportuna, quero fazer uma pausa e considerar se a narrativa do Antropoceno capta realmente o nosso dilema e as nossas perspetivas futuras.

Já existem muitas críticas à ideia do Antropoceno. Termos alternativos como "Capitaloceno" (que tenta destacar as forças prejudiciais do capitalismo) e "Plantacionoceno" (que enfatiza o papel do colonialismo, do sistema de plantações e do trabalho escravo) têm sido propostos como uma forma de focar a atenção nos elementos da história humana responsáveis pelas crises ambientais, em vez de aglomerar todos os seres humanos, e a sua responsabilidade, no mesmo saco. Mas eu quero concentrar-me na própria ideia de tempo.

O tempo profundo
O "tempo profundo" é o conceito de tempo geológico que é utilizado "para descrever a cronologia e as relações entre eventos que ocorreram ao longo da história da Terra". Trata-se de uma história de 4,54 mil milhões de anos. Temos dificuldade em compreender a escala colossal de uma noção de tempo que é tão... profunda. Existem inúmeras analogias para nos ajudar a compreender esta enormidade, como o relógio de 24 horas — em que os humanos só estão no planeta há 19 segundos desse dia. Pessoalmente, gosto da analogia abaixo, pois basta esticar o braço para a visualizar facilmente.

Se a Terra se formou há cerca de 4,54 mil milhões de anos ao nível do ombro, os animais (de qualquer tipo) surgem na palma da mão e as formas de vida mais familiares (para nós) têm origem na primeira articulação dos dedos. O movimento ao longo dos dedos representa os períodos seguintes, incorporando, por exemplo, o Jurássico. E os humanos? O Holoceno, com 11 700 anos, marca o início da dispersão global do Homo sapiens — "uma lasca microscópica na ponta de uma unha". O início do proposto Antropoceno, quer se adote um ponto de partida sugerido de 400 anos, 70 anos ou algures no meio, é um pontinho minúsculo dentro desta lasca.

Portanto, terá o Homo sapiens criado uma nova era geológica? Em termos simples, há argumentos a favor - existem muitas evidências do impacto humano no registo geológico, desde marcas das alterações climáticas provocadas pelo homem, testes atómicos e muito mais. No entanto, uma apreciação mais completa do tempo profundo deveria, na verdade, deixar-nos cautelosos em relação ao rótulo "Antropoceno", podendo até mudar a imagem que temos de nós próprios e do que significa habitar a Terra nesta altura. Eis o porquê.

Extinção em massa
Há cerca de 66 milhões de anos, ocorreu um evento de extinção em massa que eliminou cerca de três quartos de todas as espécies. Este foi, muito provavelmente, o resultado do impacto de um enorme asteroide - uma conclusão a que se chegou após a descoberta de uma camada fina mas distinta de sedimento no registo geológico dessa época, contendo elementos abundantes em asteroides.

A extinção em massa ofereceu uma oportunidade para a ascensão dos mamíferos como formas de vida dominantes, inaugurando a era Cenozoica ("nova vida"). Esta fina camada de poeira de cometa no registo rochoso representa uma transição breve mas vital entre camadas precedentes e subsequentes muito mais espessas. Mas ninguém se refere ao que se seguiu ao evento de extinção em massa como o "Cometoceno". Isso simplesmente não faria sentido — o impacto foi um evento único, significativo no contexto do tempo profundo apenas porque inaugurou novas fundações para a vida que depois se estenderam por milhões de anos no futuro distante.

E se o mesmo puder ser dito da nossa influência? E se, mesmo com os efeitos bem documentados de um Antropoceno que continua a acumular-se, estivermos a falar dos impactos humanos como um mero piscar de olhos no contexto do tempo profundo? É provável que assim seja. A expansão do industrialismo extraiu e esgotou de forma agressiva e rápida uma quantidade finita de recursos. O facto de haver um limite, aliado a uma rutura ambiental sem precedentes, circunscreve fundamentalmente a viabilidade a longo prazo de qualquer era possível de domínio humano.

É isto que o escritor americano John Michael Greer afirma quando diz que todas as formas de civilização industrial combinadas, no contexto do tempo geológico, são extraordinariamente efémeras e "auto-terminantes" — simplesmente uma transição entre eras. É por isso que ele considera a "transição Holoceno-Neoceno" (transição H-N, para abreviar) como um termo mais preciso, sendo o Neoceno um nome temporário para o que quer que surja a seguir.

O nosso legado geológico será provavelmente como a poeira do cometa — " uma camada de transição ligeiramente estranha com pouco mais de meio centímetro de espessura". Sendo uma espécie incrivelmente adaptável, os humanos poderão encontrar nichos ecológicos para sobreviver e prosperar neste futuro distante, mas não seremos dominantes.

Uma nova psicologia
Isto não significa que estejamos a caminhar para uma espécie de cataclismo único - outro evento de extinção. Significa que já estamos a viver um. Mas, em vez de sermos lembrados como algo grandiloquente e portentoso — como o Antropoceno —, é mais provável que alguma espécie do futuro distante pense em nós como aquilo a que o historiador Stephen Kern chama "um parêntese de brevidade infinitesimal". No contexto do tempo profundo, a Terra continuará o seu caminho sinuoso sem nós e mal notará a nossa ausência, da mesma forma que mal soube que aqui estivemos.

Esta viagem ao tempo profundo não pretende ser deprimente ou derrotista, nem visa de modo algum excluir a esperança ou evitar o reconhecimento do dano que os humanos podem causar. Creio que a sua relevância psicológica é oferecer um lembrete da própria vida como algo que deve ser abordado com reverência e admiração; a nossa espécie como interdependente e interligada, e não de alguma forma à parte; e esbater qualquer arrogância residual na ideia do Antropoceno.

Situar a humanidade numa história ainda mais profunda pode parecer assustador. Mas também pode ser libertador. Para inúmeras culturas por todo o mundo, como é óbvio, isto não é novidade - muitas cosmovisões indígenas abraçam a natureza, têm reverência por ela e possuem um sentido profundo de tempo e lugar. Apesar de terem sido historicamente desalojadas desses locais pelas forças do colonialismo e do industrialismo, estas vozes são frequentemente negligenciadas.

A história do nosso futuro distante, se tivermos um, será aquela em que aprendemos a reconhecer a interdependência com a natureza e com outras espécies. No fundo, trata-se do que significa ser humano. Como alertou a falecida filósofa ambiental Val Plumwood: "Seguiremos em frente num modo diferente de humanidade, ou não seguiremos de todo."

segunda-feira, 7 de abril de 2014

Descubra os erros científicos e históricos que os filmes exibiram nos últimos anos



Eles capricham no visual e na ação - mas às vezes se esquecem de verificar as informações. Veja aqui alguns dos maiores erros científicos e históricos que os filmes exibiram nos últimos anos. Fonte: Super Abril

10 000 A.C (2008) - Samba do mamute louco
Apesar de parecer, este filme não tem nada de histórico. A começar pelos mamutes ajudando humanos a construírem pirâmides. Ok, homens chegaram a caçar mamutes no período Paleolítico, como é possível ver em pinturas rupestres. Mas adestrá-los e fazê-los trabalhar? "Mamutes não foram domesticados, portanto não podem ter sido usados como mão de obra na construção das pirâmides", alerta Marcelo Rede, professor de História Antiga da USP. Até porque sequer existiam pirâmides naquela época. "As grandes pirâmides, como as famosas Keops, Kefren e Mikerinos, datam de 2600 a 2450 a.C.", explica o historiador. Ou seja, conseguiram errar até no nome do filme.

PLANETA DOS MACACOS (1968, 2011) - Evolução a jacto
Para explicar os erros deste filme, vamos ter de caprichar nos spoilers. O filme original traz um erro que a versão de 2011 tenta reparar. Na versão de 1968, uma expedição espacial passa 18 meses longe da Terra até finalmente cair em um planeta dominado por macacos super-desenvolvidos. No final, descobre-se que o tal planeta era a Terra, 2 mil anos no futuro. Assim, o enredo ficava sem pés nem cabeça: 2 mil anos não é tempo evolutivo suficiente para macacos se tornarem inteligentes. É só comparar com a nossa espécie: o Homo sapiens surgiu há 200 mil anos, mas os primeiros registos de arte ou religião datam de 50 mil anos atrás. E outros milhares se passaram antes de inventarmos a escrita, as cidades e a tecnologia avançada. Por isso, Planeta dos Macacos: A Origem, de 2011, explica que o salto de inteligência não aconteceu sozinho - os macacos teriam sido expostos a um gás que os tornou mutantes. Muito melhor. 
1. Apenas 2 mil anos se passaram para que os macacos ficassem inteligentes.
2. Em termos evolutivos, é preciso milhares de anos para que haja um salto de inteligência.

JURASSIC PARK (1993) - ADN com data de validade
Tudo bem um dinossauro usar a maçaneta para abrir uma porta ou derrubar a parede de um banheiro com um salto. Isso é coisa de filme. O difícil é existir um dinossaurio nas condições propostas em Jurassic Park. No longa, os animais são recriados a partir de sangue de dinossauro encontrado em mosquitos preservados no âmbar. Até aí, ok: alguns mosquitos de 230 milhões de anos realmente foram encontrados no âmbar, como mostra um estudo publicado na revista Proceedings of the National Academy of Sciences. Por isso, desde a década de 1990, havia um boato de que seria possível recriar dinos dessa forma. O biólogo Michael Bunce, da Universidade de Murdoch, na Austrália, resolveu testar essa possibilidade. Ele estudou o sangue de aves gigantes já extintas e constatou que DNA não é eterno. No caso, as moléculas de DNA não durariam mais de 6,8 milhões de anos, mesmo conservadas em âmbar. "O DNA se deteriora com o passar do tempo, muito antes de ser possível recriar um dinossauro hoje em dia", diz Bruce Whitelaw, professor de biotecnologia do Instituto Roslin, no Reino Unido. Aliás, o próprio nome do Jurassic Park está todo errado. A era Mesozoica, a que viu o surgimento e o desaparecimento dos dinossauros, é dividida em três grandes períodos de tempo: o Triássico, o Jurássico e o Cretáceo. De fato, os dinos apareceram no período Jurássico, mas as espécies que fazem as vezes de actores principais no filme, como o Tiranossauro, o Velociraptor e o Triceratops, surgiram apenas no Cretáceo. Cretaceous Park talvez não tivesse sido tão sonoro. Mas seria mais correcto.

1. O DNA não dura mais do que 6,8 milhões de anos.
2. Os dinos não são do período Jurássico, mas do Cretáceo.
ALIEN - A RESSURREIÇÃO (1997) - DNA desmemoriado
Imagine morrer e ressuscitar em um corpo igualzinho ao seu, carregando toda a memória da vida que passou. Foi o que aconteceu em Alien - A Ressurreição. No final do terceiro filme da saga, a tenente Ripley se lançou ao fogo quando descobriu que era hospedeira da raça alienígena. Já no quarto filme, ela acorda 200 anos depois, clonada e com a mesma memória. O problema é que o DNA não guarda lembranças. A ovelha Dolly não se lembrava dos pastos por onde andou Belinda, a sua matriz. "Um clone é apenas uma cópia do material genético. O ambiente e as experiências de vida é que formam a memória ", diz Bruce Whitelaw, do Instituto Roslin, responsável pela clonagem de Dolly. Logo, se dependesse da ciência, Alien jamais teria uma quarta sequência.

Ler artigo completo aqui

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

Quando éramos peixes



Recuando muito atrás, uns meros 450 milhões de anos (em relação à capacidade de marcha) nascemos de peixes e há um que comprova essa evolução! E curiosamente trata-se de um peixe-gato africano!! E saber que já fomos ditadores, monarcas, narcotraficantes, ecologistas, vilões e etc...e numa época algures nos 65 milhões se extinguiram dinossaurios e estamos cá como consequência disso. Leiam toda esta interessante e marcante descoberta neste artigo da National Geographic,13 Dezembro 2011, em inglês.

While other fish are known to stroll—and some even have "hands" (pictures)—this is the first time the behavior has been seen in a fish related to the first land-walkers. The find could mean that our ability to walk originated underwater, researchers say.

In the lungfish, "this ability is surprising, because lungfish don't have feet!" study leader Heather King said via email.
Based on observations of the fish's movements in glass tanks in the lab, the study showed the lungfish were able both to push off a solid surface and move along it using their pelvic fins. (Watch a brief video of the lungfish walking.)
"We found that the lungfish uses a range of gaits, from walking (alternating the limbs) to bounding (moving the limbs synchronously)," said King, a biologist studying at the University of Chicago, who collaborated with past National Geographic Committee for Research and Exploration grantee Neil Shubin on the study. (The National Geographic Society owns National Geographic News.)

Related: 


segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Fóssil de um dos menores dinossauros já encontrado é exposto pela primeira vez


Fósseis de um dos menores dinossauros já encontrado no mundo, uma ágil espécie com apenas 71 centímetros de comprimento e peso inferior ao de um coelho, começaram a ser exibidas em público pela primeira vez, nesta semana, no Museu de História Natural do Condado de Los Angeles.

Os ossos - que equivalem aos cérebros, vértebras, braços e pernas de quatro animais - haviam sido descobertos no final da década de 1970 no oeste do Colorado, mas só recentemente foram identificados e batizados como Fruitadens haagarorum por uma equipe internacional de cientistas.

"Estamos realmente testando os limites do tamanho corporal entre dinossauros. Eis um animal que se estima que tenha pesado cerca de duas libras (910 gramas) quando totalmente crescido. É o menor dinossauro conhecido da América do Norte, e um dos menores dinossauros de todos", disse à agência Reuters Luis Chiappe, diretor do Instituto de Dinossauros do museu.

A espécie - O Fruitadens haagarorum viveu há cerca de 150 milhões de anos, provavelmente zanzando entre as pernas de dinossauros muito maiores. Detalhes excepcionais do crânio, como os dentes tipo caninos na frente da mandíbula inferior, e os dentes em forma de folha na região da bochecha, sugerem que ele comia plantas e outros animais. Teria sido, portanto, um dos últimos representantes de um grupo chamado de heterodontossaurídeos.

"Acreditamos que esse pode ser o segredo para a longa vida que esse grupo de dinossauros teve. Eles existiram por cerca de 100 milhões de anos. Talvez o fato de os últimos membros do grupo serem generalistas, e não altamente especializados em um nicho em particular, tenha lhes dado uma vantagem que lhes permitiu viver por tanto tempo como grupo", explicou Chiappe.
Fonte: Veja, 22.10.09

quinta-feira, 16 de abril de 2009

Sobre a Paleoecologia


Fonte: Jokes For Everyone

A Paleoecologia utiliza dados a partir de fósseis para reconstruir os ecossistemas do passado. Esta ciência inclui o estudo dos fósseis e os seus organismos bromalites e outros vestígios fósseis, em termos do seu ciclo de vida, suas interacções, seu ambiente natural, condições da sua morte e deposição.
O objectivo da Paleoecologia, pois, construir o mais detalhado possível o modelo das condições ambientais em que os organismos viviam ; esse trabalho de reconstrução envolve complexa interacção entre factores ambientais (temperatura, teia alimentar, do grau de iluminação solar, etc.). Evidentemente grande parte deste complexo de dados são distorcidos ou destruídos pelos processos post-mortem de fossilização , adicionando mais uma nível de complexidade.

A complexidade do factor ambiente é geralmente abordada através da análise estatística dos dados numéricos disponíveis (quantitativa ou paleontologia quantitativa ou paleoestatística), enquanto que o estudo de processos post-mortem é conhecido como o campo de tafonomia .

Muita investigação paleoecológica centra-se nos últimos dois milhões de anos (o período Quaternário), porque os ambientes mais antigos estão menos bem representados, em fósseis, ao longo da cronologia da evolução. Com efeito, muitos estudos concentram-se no Holoceno (os últimos 11000 anos), ou a última fase glacial do Pleistoceno (o Wisconsin / Weichsel / Devensian / Glaciação Würm idade do gelo, a partir de 50000 a 10000 anos atrás). Estes estudos são úteis para a compreensão da dinâmica dos ecossistemas para a mudança e reconstrução de ecossistemas pré-industrialização. Muitas políticas públicas responsáveis pela tomada de decisões têm salientado a importância de utilizar estudos de base paleoecológica para as escolhas feitas na conservação e equilíbrio ecológico.

Consultar também
  1. Fernández-López, S. 2000.Temas de Tafonomía (e-livro , 15 Mb, 167 páginas)
  2. Silva, C.M .2005. Guia do/a Professor/a.Exposição Plumas em Dinossáurios :afinal nem todos se extinguiram Museu Nacional de História Natural de Lisboa, 50 pp.
  3. Fox, D. Dig Deeper. Conservation in Practice 7(3):15-21
  4. Taylor, P.D. and Wilson, M.A. 2003.Palaeoecology and evolution of marine hard substrate communities. Earth-Science Reviews 62: 1-103
Ver também

domingo, 5 de novembro de 2006

Dossiê Paleontologia

ATENÇÃO © Copyleft - É permitida a partilha do dossiê exclusivamente para fins não comerciais e desde que o autor e o BioTerra sejam citados.


              Não esqueças de visitar regularmente este espaço para manteres-te actualizado

Institutos || Sociedades 
Fossil Record
International Palaeoentomological Society


Base de Dados


Investigadores


Dossiês BioTerra Relacionados

NOVA ATENÇÃO © Copyleft - Ao partilhar, agradeço atempadamente a indicação do autor e do meu blogue Bioterra. Estes dossiês resultam de um apurado trabalho de pesquisa, selecção de qualidade e organização.