segunda-feira, 30 de agosto de 2021

Aniversário- 55 anos. Escolhi Peter Murphy

Peter Murphy é um Génio! Um Filósofo raro no Rock!
I am my own name
I am my own
I am my own name, my own name
My own name
My own name
I am
No thin pixie
White and drawn
No shaded shadow
No monk head shorn
No jaded shock star
Or blackened thorn
No heathen cynic
No lover scorned
A seeking searcher
A shifting shape
A spirit lifter
Where the sea doth break
I fought the misers pawn to king
Where death drew sick
I call out the ring
Move and shimmer
In the magical dust
Swing the lanterns of the Sacred
I am my own name
I am my own
I am my own name
My own name
My own name
My own name
I am
I fought the misers
Pawn to king
Where death drew out
Call out The Ring
Move shimmer in the magical dust
Swing the lanterns at the sacred Musk
No pixie, nor white and drawn
No shaded shadow
No monk head shorn
No jaded shock star
No blackened thorn
No...
Seeking searcher
Shifting shape
I am my own
I am my own name

How is the new baby
This is a pitiful country around
How is the new baby
This is a pitiful country around here
I am my own
I am my own name
I am my own
How is the new baby
This is a pitiful country around
How is the new baby
This is a pitiful country around here
I am my own name

Quem é António Barreto?



Por Marilia Alves, 27 de Agosto de 2021

António Barreto, conhecido intelectual e político da nossa praça, veio por estes dias, em entrevista ao Jornal Sol, afirmar que “A justiça do antigo regime era mais séria do que a de agora”. Por antigo regime entenda-se salazarismo. Possuíamos então um estado regulador até ao mais ínfimo pormenor, tribunais plenários, com uma justiça arbitrária, com a qual parece agora concordar e isso define logo uma pessoa do ponto de vista ideológico.
A justiça era exercida através de um aparelho repressivo e controlador assente numa legião de pides e de bufos. Sem esquecer as simpáticas prisões para os presos políticos, em que o pináculo da seriedade era o Tarrafal. Tudo muito sério e com pessoas de bem. E foi essa justiça “tão boa” que obrigou Barreto ao exílio dourado da Suíça. E, contrariamente, à esmagadora maioria das pessoas da sua idade, que nada beneficiaram com o regime e se sujeitaram a perder a vida numa luta inglória, uma guerra sem vencedores nem vencidos, enquanto a burguesia abastada – como é o caso e com muitos princípios declarados após a revolução, porque até aí não tinha tido qualquer intervenção politica conhecida – saiu do País e respirou liberdade, muito antes de ela cá chegar.
Enquanto ministro da agricultura do primeiro governo de Mário Soares, António Barreto acabou com a reforma agrária. Quem não se lembra da “Lei Barreto”, que determinou a entrega dos campos do Alentejo aos proprietários. A manhã sangrenta da reforma agrária, ocorreu em Montemor-o-Novo, quando a GNR atirou aos trabalhadores que contestaram e morreram dois, Caravela e Casquinha. Julgo que a frase “Fora Barreto”, continua gravada em alguns muros. Pelo menos, no das memórias. Entregou novamente os latifúndios que não foram alvo de qualquer melhoria. Passou de uma situação anárquica para outra de fraca produtividade.

Pesquisadores brasileiros fazem coleta inédita de sêmen do menor tamanduá do mundo, o tamanduaí


Ele é simplesmente adorável! O menor tamanduá de todas as espécies do mundo, o tamanduaí (Cyclopes didactylus), mede cerca de 30 cm, sendo metade disso só de cauda, e pesa não mais que 400 gramas. Como escrevi sobre ele em 2017, nesta outra reportagem, ele tem a pelagem muito densa e curta, com coloração amarelo-dourada.

Descrito pela primeira vez em 1758, esse pequeno ser habita florestas tropicais da América Central e do Sul. No Brasil, acreditava-se que a espécie só ocorresse na Floresta Amazônica e na Mata Atlântica, mas em 2009, foi encontrada uma subpopulação isolada, no Delta do Parnaíba, entre os Estados do Piauí e Maranhão.

Únicos cientistas no mundo a estudar e monitorar o tamanduaí, os pesquisadores do Instituto de Pesquisa e Conservação de Tamanduás do Brasil conseguiram recentemente fazer a coleta de sêmen de um macho adulto, o que é um passo importante para entender melhor a morfologia desse animal e também, talvez no futuro, iniciar um trabalho de reprodução da espécie e assim, garantir sua conservação.

“Agora essa amostra foi trazida para o laboratório da Universidade de Santa Cruz, em Ilhéus, na Bahia, e estamos medindo este sêmen, analisando parâmetros, e esse é o primeiro passo para fazermos um trabalho de pesquisa reprodutiva monitorada”, comemora Flávia Miranda, coordenadora do instituto. “Manter uma população mínima saudável e geneticamente viável de tamanduaí em cativeiro permite ampliar o nível de conhecimento sobre a espécie e dar suporte aos indivíduos de vida livre. Esta é uma das ferramentas para evitar a extinção e realizar a reintrodução no habitat natural, caso seja necessário”.

Ela explica que o procedimento de captura desses indivíduos é realizado através do sistema chamado de “busca ativa”. Quando dos pesquisadores encontram o animal na floresta, sobem na árvore, o colocam num saquinho de pano e a anestesia é feita ali mesmo, no chão. “É um protocolo super-seguro. Coletamos todas as amostras biológicas – sangue, pelo, biometria -, depois colocamos um microchip nesse animal para ele ter uma identidade e um número, e quando acabamos aplicamos um medicamento que reverte a anestesia e em cinco minutos ele já está ótimo e volta para o mesmo lugar onde capturamos”.


Processo de captura de um tamanduaí

Desde 2005, o projeto de estudo para a conservação da espécie tem o apoio da Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza. Graças à parceria, o projeto conta atualmente com uma base avançada de pesquisa e um laboratório de campo completo, com gerador, microscópios, centrífugas e balão de nitrogênio. Com isso, todas as análises passam a ser feitas in loco, em tempo real e com armazenamento adequado, sem a necessidade de deslocamento do material.

Acredita-se que os tamanduaís nordestinos possam ter sido separados das populações amazônicas na Era do Pleistoceno, quando as Florestas Atlântica e Amazônica retraíram, sendo substituídas pela Caatinga. Por esta razão, a espécie do Delta do Parnaíba pode ter traços genéticos e evolutivos diferentes da qual foi originada.

O tamanduaí descansa durante o dia e realiza suas atividades de noite. Vive nas árvores e raramente desce ao chão. Alimenta-se basicamente de formigas e em menor número, de besouros. Com exceção do período de reprodução da espécie, está sempre sozinho. A gestação da fêmea dura aproximadamente dois meses e meio, normalmente com o nascimento de apenas um filhote.


Ainda não se tem ideia da população de tamanduaís no litoral nordestino. Em 2019, um grupo de brasileiros, liderado por Flávia Miranda, anunciou a descoberta de seis novas espécies no Brasil, duas delas endêmicas daqui, ou seja, só existem em nosso país e em nenhum outro lugar do mundo.

No artigo na publicação científica Zoological Journal of The Linnear Society os cientistas descreveram as novas espécies, pertencentes ao gênero Cyclopes: C. ida; C. dorsalis; C. catellus; C. thomasi; C. rufus e C. xinguensis. Foram necessários diversos estudos taxonômicos, que analisaram características físicas como coloração e tamanho em mais de 280 espécimes.


Expectativa é que num futuro breve possa se ter uma população segura da espécie em cativeiro.

Ver Fotos: aqui

Grandes fortunas e altos executivos espanhóis financiaram o nascimento da Vox, do grupo ultracatólico Hazte Oír

'Público' revela o novo macro-vazamento do WikiLeaks exclusivamente para a Espanha: 17.000 documentos internos de Hazte Oír e CitizenGo antes da decolagem meteórica do partido de Santiago Abascal, incluindo as listas e contribuições dos "grandes doadores" que tornaram possível o boom eleitoral da extrema direita.


A plataforma de vazamentos e proteção de denunciantes ( denunciantes ) WikiLeaks volta ao primeiro plano hoje (depois de um longo tempo de silêncio devido à prisão em Londres, em isolamento total e solitário, de seu criador, Julian Assange) com uma publicação conjunta da mídia italiana ( Il Fatto Quotidiano ), Alemanha ( Taz ), Espanha ( Público ) e México ( Contralínea ), de milhares de documentos internos e confidenciais gerados pelas organizações espanholas de extrema direita Hazte Oír e CitizenGo entre 2001 e 2017, em um projeto denominado The Rede de intolerância ( rede de intolerância ) .

Retirados de todas as identificações pessoais protegidas pela Lei de Proteção de Dados e verificados um a um pelo Wikileaks e pela mídia que colaboramos há meses nesta investigação, dois mil arquivos foram descartados para manter uma biblioteca de cerca de 17.000 documentos, que incluem campanhas de propaganda e arrecadação de fundos, instruções internas sobre a gestão de informações adversas , power-points , cartas dirigidas a parceiros internacionais e muito mais.

O material cobre as atividades de Hazte Oír, fundada em 2001 por Ignacio Arsuaga Rato (terceiro sobrinho de Rodrigo Rato e amigo próximo do líder da Vox, Santiago Abascal) , e CitizenGo, que a própria Arsuaga lançou em 2013 como uma organização internacional de plataforma de sua organização e estendeu suas operações a cinquenta países, com sede permanente em 15 cidades.

Entre os destaques de toda esta base de dados estão as tabelas Excel com todos os doadores que financiaram o nascimento e o crescimento desta plataforma internacional ultracatólica, conforme consta de seu Guia para Comunicação em Situações de Crise (cujo projeto de 2014 foi marcado com uma água como " Confidencial"):

“ HazteOir é financiado única e exclusivamente com as contribuições e doações de seus membros e pessoas que querem nos ajudar” [...] “Tem quase 7.000 membros, mais de 20.000 colaboradores e mais de 400.000 apoiadores ”.

Milionários vão financiar o Congresso Mundial de Famílias

Sem dúvida, o Excel estudado por nós que participamos desse novo mundo exclusivo do Wikileaks mostra pequenas doações de milhares de pessoas, que ficam registradas com seus endereços, e-mails e telefones. Mas além dos muitos cidadãos comuns que contribuem com cotas, há inúmeros milionários e altos executivos, entre os quais há grandes fortunas que não são membros, mas contribuíram com muitos milhares de euros para eventos como o Congresso Mundial de Famílias em 2012 , o ano no qual pela primeira vez este Congresso Mundial da Família anual (WFC) foi realizado na Espanha, organizado pelo americano The Howard Center for Family e reunindo o núcleo duro de associações ultracatólicas de todo o mundo.

Em 2017, aquele WFC teve lugar em Budapeste, com a participação e intervenção do Primeiro-Ministro húngaro de extrema direita, Víctor Orban , e o de 2019, que se realizou em Verona, contou com a presença do então Vice-Presidente do Governo Italiano e líder da Liga do Norte neofascista, Matteo Salvini .

Naquele ano de 2012 em que o WFC foi organizado em Espanha pela HazteOír, a lista dos “grandes doadores” inclui 800 pessoas que contribuem com algumas centenas de euros cada, mas nesse mesmo Excel existe uma segunda página, identificada como “Grandes Grandes Doadores” em que há 209 contribuintes para as finanças da organização ultracatólica , com contribuições de milhares de euros, e onde alguns nomes conhecidos são evidentes, como os de Esther Koplowitz (FCC), Isidoro Álvarez (El Tribunal Inglês) ou Juan Miguel Villar-Mir (OHL).

Aqui abaixo reproduzimos o início dessa lista, onde riscamos os nomes de todos aqueles que não têm uma relevância pública clara, bem como todos os dados pessoais de telefones ou endereços (os que permanecem, correspondem à sede da empresa das empresas que dirigem as personalidades correspondentes):

Início do Excel de Faça-se Ouvir denominado "Grandes Grandes Doadores" por ocasião do Congresso Mundial das Famílias e da Marcha pela Vida (anti-aborto), ambos atos de 2012. - Wikileaks
Do Grupo Eulen para Esther Koplowitz e Villar Mir

O primeiro da lista, por ter contribuído com 20.000 euros para o Congresso Nacional de Famílias, é David Álvarez Díez, dono do Grupo Eulen (um império multinacional de serviços terceirizados com mais de 84.000 funcionários em uma dezena de países) que faleceu em 2015 e ele deixou os seus sete filhos encerrados numa guerra familiar sem quartel pelo controlo daquela holding , com um rendimento anual de cerca de 700 milhões de euros .

Em segundo lugar (com uma doação de 10.000 euros) está Esther Alcocer Koplowitz, marquesa de Peñalver, então presidente da Fomento de Construcciones y Contratas (FCC) e proprietária de hotéis Ritz em várias cidades do mundo, cuja fortuna a Forbes estimou em mais 1 bilhão de euros antes da pandemia .

A mesma quantia que Esther Koplowitz doou ao ultraconservador Congresso Mundial de Famílias o falecido Isidoro Álvarez, que foi presidente do El Corte Inglés , depois de suceder a seu tio Ramón Areces. Por outro lado, Juan Miguel Villar-Mir, ex-Ministro das Finanças e então proprietário da construtora OHL e de muitas outras grandes empresas, contribuiu com metade para a mesma iniciativa: 5.000 euros.

A partir do estudo das diferentes planilhas dos grandes doadores que contribuíram para a expansão de Hazte Oír, base sobre a qual seriam construídas as bases do partido Vox e seus sucessos eleitorais, conclui-se que muitos bilionários participaram do boom do a extrema direita espanhola. Por exemplo, esta mesma planilha do Excel mostra outros doadores importantes daquele ano, embora sejam menos conhecidos.

Mais de 17 milhões de euros em doações

Entre eles, Bernard Meunier (CEO da Nestlé Península Ibérica em 2012 , que foi promovido no passado mês de março a Vice-Presidente Executivo da Nestlé SA, bem como Diretor de Negócios Estratégicos, Marketing e Vendas da multinacional Suíça); Ignacio Esquer De Oñate (secretário do Conselho de Administração da Fertiberia, com cargos em outras dez empresas); o Javier Javaloyes (da Agência de Negociação e do Grupo React).

Mais adiante na lista estão outros executivos seniores, como Luis Vilaclara Pont (procurador ou administrador de uma dezena de empresas imobiliárias).

São os duzentos doadores deste nível que permitem ao Faça Ouvir encerrar 2013 com um orçamento de quase dois milhões de euros. Naquele ano, o então Ministro do Interior de Rajoy, Jorge Fernández Díaz ( hoje acusado no caso Kitchen pela destruição de provas do Quadro B do PP ), assinou a resolução que dotou o lobby ultraconservador , com sua plataforma internacional CitizenGo, com os benefícios fiscais de uma “associação de utilidade pública”, e a partir daí as doações ascendem a mais de 17 milhões de euros .

Arsuaga pediu € 100.000 a um oligarca russo

O impulso financeiro destes milionários espanhóis foi combinado com outras contribuições de magnatas estrangeiros, como mostra a carta que mostramos, datada de Paris em 4 de abril de 2013, na qual Arsuaga pede uma contribuição de 100.000 euros ao oligarca russo Konstantín Maloféyev, fundador do fundo de capital de risco e banco de investimento Marshall Capital e presidente do grupo de mídia Tsargrady; Um think tank de extrema direita que mantém relações estreitas com o lobby ultra-religioso dos Estados Unidos e que contratou o produtor Jack Hanick, da Fox News, para criar em 2014 a Tsargrad TV, um canal fundamentalista ortodoxo.

Em sua carta em inglês, intitulada " Dear Mr. Malofeev " (grafia inglesa do sobrenome russo), Arsuaga agradece por permitir que ele apresente pessoalmente o projeto CitizenGo, que ele espera se " torne, em três anos, o site mais influente da mobilização internacional de inspiração cristã ”. Ele também informa ao magnata russo que " já encontramos dois doadores que se comprometeram a nos ajudar a impulsionar o CitizenGo com 170.000 euros (218.000 dólares americanos). Mas ainda não chegamos a 258.000 euros para financiar todo o projeto ."

“ Espero sinceramente que esteja interessado em participar no lançamento deste projeto com uma contribuição inicial de 100.000 euros ”.

Abascal decolou com ultra suporte na Europa

Não há dúvida de que as contribuições dos bilionários aos cofres do CitizenGo conseguiram transformar esta plataforma ultracatólica num motor internacional de promoção de partidos e organizações de extrema direita, tendo em vista a sua rápida expansão e consolidação em cinquenta países. Algo que também impulsionou a decolagem da Vox, após seus primeiros fracassos eleitorais na Espanha, na esfera europeia a partir de sua participação na cúpula da direita "eurocéptica" em 2017 em Koblenz (Alemanha), onde Abascal estabeleceu contato direto com a marinha francesa Le Pen, o holandês Geert Wilders e a alemã Frauke Petry , entre outros líderes de poderosos partidos ultras.

No entanto, as relações entre Arsuaga e Abascal começariam a complicar após os grandes sucessos eleitorais da Vox (2018 e 2019) e seus acordos com PP e Ciudadanos para formar um Executivo de direita na Junta de Andalucía e apoiar os governos regionais de direita em Madrid e Murcia. Então, em agosto de 2019, Hazte Oír anunciou seu rompimento com a Vox em resposta ao retrocesso de Abascal em sua exigência de revogar as leis LGTBI: "Elas foram vendidas muito barato", proclamou Arsuaga .

Na realidade, Abascal também estava tentando se tornar independente de Hazte Oír, uma vez que ele se livrou da hipoteca de seu apoio financeiro por meio dos generosos doadores do CitizenGo, para fugir do descrédito de que a crescente evidência de que Arsuaga fazia parte da liderança da sociedade secreta fundamentalista El Yunque, como explicaremos no próximo capítulo deste exclusivo.

domingo, 29 de agosto de 2021

Os Talibãs controlam agora um dos maiores depósitos de lítio do planeta



O mapa geopolítico do planeta muda constantemente. Associados a estas mudanças estão, quase sempre, lutas para controlar matérias-primas e bens essenciais para o mundo moderno.

Quando os Talibãs entraram em Cabul no dia 15 de agosto, não se limitaram a assumir o controlo do governo afegão. Eles ganharam também a capacidade de controlar o acesso a enormes depósitos de minerais, cruciais para a economia global de energia limpa.
Afeganistão tem uma das maiores fontes de lítio do planeta

O crescimento das tecnologias associadas às energias limpas leva a uma procura crescente de matérias-primas. Estas são escassas e concentram-se em alguns pontos do planeta, que assim se tornam em pontos críticos.

O Afeganistão é um dos poucos pontos onde é possível obter lítio, matéria essencial para a produção de baterias de carros elétricos e outros elementos de energia renovável. Um estudo realizado em 2010 revelou que o lítio presente valeria 1 bilião de dólares.

EUA perderam o acesso a esta fonte de riqueza importante

Passados estes anos, e depois de guerras constantes e outros problemas, toda esta riqueza está ainda por explorar. Espera-se que a procura por lítio cresça até 40 vezes nos próximos 20 anos e assim o Afeganistão pode tornar-se um player importante neste cenário futuro.

Com este peso, esta poderia ser a alternativa para os EUA dispensarem as suas fontes de matérias, focadas na China, o maior produtor mundial. Esta mudança que os Talibãs conseguiram vem colocar entraves grandes às suas pretensões e aos interesses económicos.

Talibãs não conseguem explorar o que têm em mãos

Tudo apontava para que fossem os EUA a conseguir os contratos para a exploração do lítio presente no Afeganistão, mas a mudança política deita agora tudo por terra. Estava implícita a presença militar na região, algo que já se sabe não vai acontecer.

Por outro lado, a presença dos Talibãs vem certamente mudar o rumo, os princípios e até as prioridades do país. Estão em falta estruturas básicas e estas não vão certamente ser apontadas para a exploração do lítio no Afeganistão.

O futuro não parece promissor para quem quiser explorar

A aproximação de alguns países poderá ser a solução, com a China a ser um dos mais relevantes. Mesmo este cenário poderá ser complicado, em especial pela falta de estruturas dedicadas a este propósito. Também as fações mais radicais dentro dos Talibãs poderiam vetar esta aproximação.

Com este cenário torna-se difícil ver um futuro imediato para a exploração desta matéria nobre no mercado atual. As reservas de lítio estão presentes e prontas a serem exploradas. Infelizmente toda a situação atual, assente em várias vertentes limita o acesso, quer pelos EUA, quer por outro país.

Música do BioTerra : Underworld - Scribble


And it's ok, and it's ok
And it's ok, and it's ok
And it's ok,
You give me everything I need.
And it's ok,
You give me everything I need.
Whispers
Elevators
Bad boy
Dry
New york girl
Bang
Waiting
Huge
Amazing
Down low
Something
Paradise
And it's ok, and it's ok
You give me everything I need.
And it's ok, and it's ok
You give me everything I need.
I got to preach your own
Whispers
Bad boy
Elevator
I can date her
New york girl
Cork screw hair
Bang
Now
I wanna be, wanna be
Stars
Through these times
And it's ok, and it's ok
You give me everything I need.
And it's ok, and it's ok
You give me everything I need.

Billionaire Bunkers: Exclusive Look Inside the World's Largest Planned Doomsday Escape




Vivos founder and CEO Robert Vicino announced Vivos Europa One which will be an invitation only, five star, underground survival complex, similar to an underground cruise ship for the elite. Each family will be provided a private 2,500 square foot of floor area, capable of two story improvements for a total of 5,000 square feet of private living quarters. With fit and finish comparable to a mega-yacht, each member family will hire their own architect and contractor to build out their living quarters to the custom standard they desire.

The expansive shelter is located in Germany and is one of the most fortified and massive underground survival shelters on Earth. Originally built by the Soviets during the Cold War, this shelter was a fortress for military equipment and munitions. After the DDR was merged with Germany, the German government inherited this relic and intended to use it for the same purpose of weapons storage. However, due to a law prohibiting the storage of ammunition near a major highway, the German Government soon realized they could not continue with their plans and decided to auction this 76 acre complex. A wealthy investor purchased the entire property, along with all of its improvements, both above and below ground. Vicino says “We are proud to bring this epic project forward in these increasingly dangerous times.”

The hardened facility is capable of withstanding a substantial close range nuclear blast, a direct airplane crash, biological and chemical agents, shock waves, earthquakes, tsunami, electro-magnetic pulses, and virtually any armed attack.

The complex includes over 21,108 square meters (227,904 square feet) of secured, blast proof living areas; and, an additional 4,079 square meters (43,906 square feet) of above-ground office and warehouse buildings, including a train servicing depot. The typical chamber area is 5 meters wide (16.40 feet), by 6 meters tall (19.68 feet) and 85 meters (278.87 feet) long. Collectively there are over 5 kilometers (3.1 miles) of continuous tunnel chambers (equivalent to 71 Boeing 747’s fuselages stretched end to end). All shelter areas are located behind 3 separate nuclear blast and radiation proof vehicle entrances, and a number of other passages for access by people only. Each of the three main tunnel entrances includes an outer security door system, followed by a 40 ton hydraulic truck access door with hardened steel rods which expand into the surrounding encasement, and a second set of massive steel doors providing an airtight seal shut, protecting against chemical, biological and gas intrusion. The underground main traffic corridors are large enough to allow mechanical transportation of heavy equipment to almost any point within the complex.


The structural rock provides for an extremely high load carrying capacity of the mountain above, as well as superior shock wave absorption, high thermal retention, stable temperature at an average 55 degrees Fahrenheit, and humidity control.

All underground rooms are serviced by two fully customized climate and ventilation systems. The self-contained water and power generation system with three diesel generators, including redundant back-up systems, assures autonomous operation of the underground shelter without support from the outside world. This vast limestone mountain contains a water treatment plant with deep water wells, a power plant, a hospital area, restaurant areas, air filtration and cooling systems, as well as a series of massive blast doors which a tank could drive over to enter.

The above-ground facilities are equally as impressive, including several office buildings, barracks for a hundred, a power plant, fuel storage, railroad spurs complete with a train depot for repairs, guard buildings, and warehouses, all within an impenetrable perimeter wall, complete with military concertina coils. Once the gates are locked, the only way in or out of the property is by helicopter.

The original cost of the complex was estimated at over 200 million Euros, with a replacement value of approximately 1 billion Euros. The shelter is currently in turnkey operational condition ready for the common area and private living quarters improvements to outfit the underground complex for a select number of families.

Additionally, the shelter will include a collection of zoological species, an archive for the most precious artifacts and treasures of the world, a DNA Vault to preserve and protect the genomes of millions of donors, and a modern day “Hall of Records”, to autonomously survive virtually any catastrophe or disaster for several years. Vivos will retrofit, equip, furnish, stock, supply and convert this complex into a state-of-the-art, contemporary complex.


Private improvements will include all of the typical amenities enjoyed by the floating counterparts, including pools, theaters, gyms, a kitchen, bar, bedrooms and deluxe bathrooms. The possibilities are limited only by each member’s personal desire.

Vivos will provide each living quarters with power lines, plumbing for water and sewage, HVAC systems, communications lines, security systems, internet and closed circuit systems.

All common areas will be improved and outfitted by Vivos, including the roadways, restaurants, bakery, brewery pub, wine cellar, community meeting rooms, prayer rooms and chapels, nursery play rooms, classrooms, training rooms, computer areas, a television and radio station, the communications center, security and detention center, vaults for valuables, security equipment and devices, water purification facility, deep water wells, interior water and fuel storage tanks, power plant, air handling and (NBC) nuclear, biological and chemical filtration systems, battery backup power storage, mechanical repair shop, decontamination showers, private offices, pet kennels, a hair salon, theaters, the hydroponic gardens, a fully equipped hospital, storage rooms and warehouse areas, all food and medical supplies, a non-hybrid seed bank and the DNA storage bank.

Vivos will also provide the electric transportation vehicles and trams, armored security vehicles, helicopters, protective suits and apparatus for outdoor chemical, biological and radiation exposure, above-ground offices and warehouses, a security center, the rail spur and maintenance station, the above-ground power plant, above-ground gardens and open space, farming, fishing and hunting equipment, boats and rafts.

Once each member’s private accommodations are completed, furnished and fully outfitted, their respective quarters will be locked and secured, limiting access to their families and staff prior to lockdown; while Vivos will operate and maintain all common areas (under and above-ground) pending a catastrophic event.

Members will arrive at their own discretion, prior to lockdown, landing their private planes at nearby airports. Vivos helicopters will then be deployed to rendezvous with each member group, and safely fly them back to the shelter compound, behind the sealed gates from the general public. Members will then enter the shelter and access their private quarters. Each family will pay a base amount for their respective living quarter’s area, along with their fair share of the ongoing stand-by costs for operational management, staffing, taxes, insurance, maintenance, utilities, and restocking as needed.

Vivos has planned doomsday retreats in the past including private bunkers for residences, but it is only now that this new location has come to fruition offering up a unique potential for those who truly want the ultimate in personal safety for their families.


Mais imagens aqui

Nadia Nadim


Esta é a Nadia Nadim. Ela nasceu no Afeganistão. O pai dela foi assassinado pelos talibãs quando ela tinha 11 anos e a sua família fugiu para a Dinamarca na parte de trás de um camião.
Nadia marcou quase 200 golos no futebol profissional e representou a selecção dinamarquesa 98 vezes.
Concluiu a faculdade de medicina e está a estudar para se tornar uma cirurgiã reconstrutiva quando os seus dias de brincadeira acabarem.
Ela fala fluentemente 11 línguas e está na lista da Forbes das Mulheres Mais Poderosas no Desporto Internacional.
Se queres mostrar à tua filha um modelo, mostra-lhe Nadia Nadim.

sábado, 28 de agosto de 2021

Vídeo- Migração de aves em navios mercantes


Embora certas aves geralmente não fazem grandes movimentos migratórios, ainda assim fazem movimentos de dispersão que podem variar entre os 50-100 km. Mas há casos de aves que dispersaram para mais longe.
É frequente aves em movimentos migratórios apanharem boleia de barco para descansarem, e este vídeo mostra-nos isso.

sexta-feira, 27 de agosto de 2021

Brexit deixa supermercados do Reino Unido na penúria


Prateleiras de supermercado vazias, umas atrás das outras...

O cenário repete-se um pouco por todo o Reino Unido.

O Brexit e a pandemia da Covid-19 estão a ter um forte impacte nos transportes de mercadorias e no setor de vendas a retalho.

Há cadeias de restaurantes, em especial de comida rápida, que tiveram de tirar vários ítens dos cardápios por falta de matéria-prima.

"Penso que o 'Brexit' foi destacado por vários líderes da indústria como um dos principais problemas em termos de, 20-30.000 motoristas que não estavam felizes por trabalhar no setor alimentar ou no setor de distribuição geral, e regressaram à Europa continental. E depois, obviamente, há a pandemia que teve impacte não só o setor logístico, mas também no fabrico e em outros aspetos da distribuição. Ouvimos falar da indústria da carne, por exemplo, que está, realmente, a lutar para conseguir reter trabalhadores no setor da carne de frango e outras partes da indústria da carne. Portanto, não só não há produto suficiente a ser fabricado, como também há problemas com a sua distribuição para onde precisam estar", afirma o analista do retalho na Shopfloor Insights, Bryan Roberts.

A Associação britânica de Transporte Rodoviário (Road Haulage Association) calcula que existe um défice de 100.000 motoristas de pesados no Reino Unido.

Em julho, exigiu que o Governo liderado por Boris Johnson facilite o recrutamento de trabalhadores estrangeiros.

O valor da alfarroba: produção nacional é referência mundial


O valor da alfarroba: produção nacional é referência mundial

Portugal é o maior produtor de alfarroba do mundo e mais de metade da sua produção é exportada. Ao seu valor socioeconómico, junta-se o valor histórico desta cultura centenária, particularmente marcante no Algarve.

A produção mundial de alfarroba era, na década de 60, superior a 600 mil toneladas, e decresceu para cerca de 159 mil toneladas em 1991. Desde essa data, a produção tem variado entre 100 e 170 mil toneladas por ano e Espanha perdeu a liderança da produção para Portugal.

Ano após ano, Portugal tem sido o maior produtor de alfarroba do mundo, com uma produção anual superior a 40 mil toneladas em 2016 e 2017, de acordo com as estatísticas da FAO – FAOSTAT. Este número reforça o valor da alfarroba em Portugal e coloca o nosso país numa posição destacada no top dos produtores mundiais, que incluem também Itália e Marrocos, com cerca de 29 e 22 mil toneladas produzidas, respetivamente, nos mesmos anos

A produção de alfarroba tem uma longa tradição nos países mediterrânicos, especialmente para alimentação animal. Pensa-se que terão sido os gregos e árabes os responsáveis pela sua disseminação na bacia mediterrânica a partir do Médio Oriente.


Grande parte da alfarroba portuguesa destina-se ao exterior, com mais de 23 milhões de euros e de 27 mil toneladas exportados em 2018, segundo o INE – Instituto Nacional de Estatística.

A mesma fonte indica que, na campanha 2017-2018, 4948 pés de alfarrobeira foram vendidos por viveiristas portugueses, mais de metade (2879) no Algarve.

É esta a região que concentra a maioria das alfarrobeiras em Portugal, quer as de regeneração espontânea, quer as de pomar industrial, e é também no Algarve que o valor da alfarroba é mais revelante, por estarem aí localizadas as unidades de transformação existentes no país.

O valor da alfarroba na região sul de Portugal não é recente. Referências de 1579 referem que o fruto já era comercializado em feiras algarvias e, em 1777, a alfarroba estava em quinto lugar na lista dos produtos que o Algarve mais exportava por via marítima, segundo a DGADR – Direção Geral de Agricultura e Desenvolvimento Rural.

Mais antiga do que estas referências histórias é a alfarrobeira da Quinta da Parra, em Moncarapacho: tem pelo menos 600 anos.

Balança comercial portuguesa de alfarroba, 2017 e 2018
Po: Provisório
Fonte: INE
Aplicações numa dezena de indústrias, da farmacêutica à alimentar

No entanto, só há cerca de meio século, quando a ciência começou a desvendar os “segredos” da sua composição, é que o valor da alfarroba começou a ser realmente reconhecido, em particular nas indústrias farmacêutica, nutracêutica e alimentar, nas quais é hoje amplamente aplicada.

Parte significativa destas aplicações estão relacionadas com a goma extraída da semente da alfarroba: um aditivo de origem biológica ao qual não se conhecem efeitos adversos, o E-410, usado como espessante, estabilizante, emulsionante ou gelificante em medicamentos e alimentos, inclusive em fórmulas para lactantes, mas também na impressão de têxteis e papel ou na cosmética, por exemplo.

Já a polpa da alfarroba, triturada e torrada, dá origem à farinha de alfarroba (ou alfarroba em pó), hoje reconhecida como um substituto do cacau. A farinha de alfarroba é utilizada na confeção de dezenas de produtos alimentares, incluindo pão, doçaria ou gelados.

Os triturados são também usados na produção de bebidas, desde licores a aguardantes e até cerveja artesanal. São também matéria-prima de alimentos para animais, uma das suas aplicações mais antigas, embora hoje seja usada em novas soluções alimentares para animais de companhia.

Por sua vez, os açúcares extraídos da polpa permitem ainda a produção de álcool para bioetanol.

Em 2019 foi aprovado um projeto europeu que apoio o lançamento no mercado de uma bebida de alfarroba 100% portuguesa, que pode bebida individualmente ou adicionada a cereais e batidos e que cria a espuma ideal para cappuccinos.

Na pesquisa de sistemas mais eficientes de administração de medicamentos para tratar a tuberculose, a goma de alfarroba parece promissora para criar micropartículas de polissacáridos capazes de transportar as substâncias ativas exatamente até à zona onde as bactérias se alojam, o que poderá permitir a redução da dose e do tempo de tratamento.

O valor da alfarroba: cultura, tradição e turismo

Além de ser amplamente estudada do ponto de vista científico, o que apoia o valor da alfarroba – semente, polpa e folhas – para a saúde humana, e abre novas oportunidade para a criação de valor socioeconómico, importa ainda lembrar o valor desta planta como símbolo da história e da cultura algarvias.

Este é um valor imaterial relevante e reconhecido pela UNESCO, quando em 2013 inscreveu a “Dieta Mediterrânica” na Lista Representativa do Património Cultural Imaterial da Humanidade. Lembre-se que esta candidatura foi feita conjuntamente por Chipre, Croácia, Espanha, Grécia, Itália, Marrocos e Portugal, países onde a cultura da alfarrobeira é secular. Entre as tradições destacadas esteve a apanha da alfarroba.

Este valor imaterial pode também contribuir para um novo valor económico, por exemplo, através da promoção de novos polos de atração turística, como sugerido num trabalho académico (tese apresentada na Universidade do Algarve), que propõe a criação dos Roteiros da Alfarroba e define uma rede de percursos capazes de desvendar aos turistas os preceitos da cultura da alfarrobeira e da transformação da alfarroba e de os levar a experimentar alguns dos seus produtos.

O artigo foi publicado originalmente em Florestas.pt.

Do you want to Learn Permaculture at Boomland?


#Boomland is a space of human transformation and environmental regeneration. On this note, and after #BeingCamp, we’re happy to present you a Permaculture course at Boomland.

The PDC (Permaculture Design Certificate) is held by Centro de Ayurveda certified by DGERT (the Portuguese general employment and work relations authorities) and taught by Silvia Floresta of Eco Aldeia do Vale.

A unique opportunity to learn permaculture and see some of the nature design-inspired systems created and currently operating at Boomland.

Registrations are open for the PDC, which is happening from 22 September to 4 October 2021.


Join PDC and be part of change in the world

Cultivate Freedom & Love

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Queres Aprender Permacultura na Boomland?

A Boomland é um espaço de transformação humana e regeneração ambiental. Nesta senda, e após o #BeingCamp, estamos felizes de apresentar um curso de Permacultura neste cenário idílico.

Este PDC (Permacultura Design Certificate) tem a tutoria da escola Centro de Ayurveda, é certificado pela DGERT e leccionado por Silvia Floresta da Eco Aldeia do Vale.

É uma oportunidade única de aprender permacultura e ver na prática alguns sistemas da Boomland criados a partir destes princípios de design da natureza.

Estão abertas as inscrições para o curso, que decorre entre os dias 22 Setembro e 4 de Outubro 2021.


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Cultivate Freedom & Love

quinta-feira, 26 de agosto de 2021

A riqueza mineral do Afeganistão nas mãos do Talibã


Até agora, o Taliban havia se financiado em grande parte com o negócio do ópio e da heroína. Agora eles controlam efetivamente um país que possui recursos valiosos, cobiçados pela China.

Em 2010, um relatório de especialistas militares e geólogos estimou que o Afeganistão tem recursos minerais no valor de cerca de 850 bilhões de dólares: ferro, cobre, lítio, cobalto e terras raras.

Na última década, a maioria desses depósitos não foi explorada. E o valor dessas matérias-primas, entretanto, disparou.

Outro relatório de 2017 do governo afegão estimou a riqueza mineral do país em cerca de US $ 3 trilhões, incluindo combustíveis fósseis.

China intensifica relações comerciais com o Afeganistão

O lítio, usado em baterias para carros elétricos, telefones celulares e laptops, tem uma demanda sem precedentes, com um aumento anual de 20%.

O documento do Pentágono chamou o Afeganistão de Arábia Saudita do lítio e calculou que seus depósitos poderiam ser iguais aos da Bolívia, que está entre os maiores do mundo. O cobre também se beneficiou da recuperação da economia global do ataque do COVID-19.
China e Paquistão mostram interesse

Enquanto o Ocidente ameaça isolar o Taliban após tomar Cabul, China, Rússia e Paquistão podem se preparar para fazer negócios com os novos governantes.

A China é um fator importante na demanda global por matérias-primas. E é provável que Pequim, que já é o maior investidor estrangeiro no Afeganistão, possa liderar a corrida para ajudar o país a construir um sistema de mineração eficiente para atender à sua necessidade insaciável de minerais.

"A tomada do poder pelo Talibã ocorre em um momento em que um suprimento restrito desses minerais se aproxima no futuro previsível, e a China precisa deles", disse Michaël Tanchum, do Instituto de Política Europeia e China, ao DW. Of Security, de Áustria.

O líder talibã, mulá Abdul Ghani Baradar, disse esperar que a China "desempenhe um papel importante na futura reconstrução e no desenvolvimento econômico do Afeganistão". Pequim já expressou sua disposição de manter relações amigáveis ​​e cooperativas com o novo regime afegão.
Problemas de segurança

A mídia chinesa já descreveu como o Afeganistão poderia se beneficiar da ambiciosa iniciativa de Pequim de construir rotas terríveis, ferroviárias e marítimas na Ásia e na Europa. Mas existem questões de segurança. Um surto de violência contra outros países da Ásia Central pode deixar a rede de oleodutos que abastece grande parte do petróleo e gás da China em uma situação vulnerável.

Pequim também teme que o Afeganistão possa se tornar um refúgio para a minoria uigur e que seus interesses possam ser minados se a violência continuar em solo afegão.

O Paquistão também quer se beneficiar da riqueza mineral do Afeganistão. O governo de Islamabad, que apoiou o movimento Taliban quando este assumiu o poder em 1996, manteve laços com o grupo islâmico.

Mas o novo regime do Taliban enfrenta uma difícil tarefa para extrair as riquezas minerais do país. A criação de um sistema de mineração eficiente levará anos, e a economia afegã continuará a necessitar de ajuda estrangeira por muito tempo.

Mesmo que as preocupações com segurança sejam superadas, a corrupção pode continuar a assustar os investidores. Os Estados Unidos e a Europa enfrentam agora um novo dilema. Muitos investidores ocidentais têm relutado em se envolver em projetos de recursos naturais por medo da insegurança e de um quadro jurídico fraco. Se tentarem se dar bem com o Taliban, serão criticados por ignorar os abusos da democracia e dos direitos humanos. Do contrário, os negócios serão feitos pela China e pelos tradicionais aliados do Taliban.

Barragem do Pisão poderá ser “um buraco de consequências sem retorno” – GEOTA


O Grupo de Estudos de Ordenamento do Território e Ambiente (GEOTA) alertou hoje que a construção da barragem do Pisão, no Alentejo, poderá ser “um buraco de consequências sem retorno”, exigindo ao Governo a divulgação do projeto.

Em comunicado, o GEOTA diz que o Governo tenciona avançar com o projeto do Empreendimento de Aproveitamento Hidráulico de Fins Múltiplos do Crato (Portalegre), mais conhecido por barragem do Pisão, inserido no Programa Nacional de Regadios, mesmo” sem terem sido estudadas todas as alternativas e consequências”.

A GEOTA “condena” a intenção de construção da barragem e alerta para a “necessidade” de uma avaliação ambiental estratégica, assim como, a divulgação do projeto, que contará com um investimento de 120 milhões de euros, financiado pelo Plano de Recuperação e Resiliência (PRR).

“O Aproveitamento Hidráulico de Fins Múltiplos do Crato, popularmente conhecido como Barragem do Pisão, remonta a um projeto original dos anos 40 que, até à data, não foi alvo de estudo de impacte ambiental, nem de um processo de consulta pública. O GEOTA condena a falta de transparência deste processo e não compreende que se ignore a legislação existente”, pode ler-se no documento.

O GEOTA recorda que o projeto da barragem, cuja documentação “continua a não estar disponível” para consulta pública, prevê a inundação de “10 mil hectares” onde está instalada a aldeia do Pisão, o que “obrigará” à relocalização da sua população.

“Como forma de compensação, foram feitas promessas de que a população da região beneficiará com o desenvolvimento das atividades agrícola, agroalimentar e turística”, acrescentam.

Citada no documento, a coordenadora do projeto Rios Livres, do GEOTA, Catarina Miranda, afirma que as “promessas de compensação” feitas pelo Governo são uma “nuvem de fumo” que vão “seguir o exemplo” do Alqueva, onde, quase duas décadas depois, a população “já não tem o dinheiro das indemnizações, continua sem terras, sem emprego e muitos já partiram da região”, tal como “mostram” os Censos de 2021, que revelam uma “diminuição de 10%” da população do concelho de Portel (Évora).

“É verdadeiramente triste ver que estes investimentos beneficiam grandes explorações agrícolas, deixando de parte os produtores locais”, afirma a responsável, citada no documento.

O GEOTA acrescenta ainda que a região do Alentejo e a bacia do Tejo são, atualmente, “alvo de exploração agrícola intensiva”, que é “responsável pelo consumo de 75% da água”, provocando “impactos profundos” no solo, na “diminuição” da qualidade da água e na “perda” de biodiversidade.

“Ao apostar no regadio e na agricultura em modo intensivo, o Governo português vai contra estratégias europeias como o Green Deal, a estratégia Farm to Fork (do Prado ao Prato), a Diretiva Quadro da Água e a Estratégia Europeia para a Biodiversidade, que apelam à preservação dos ecossistemas e à biodiversidade, alertando para a necessidade de desenvolver sistemas agroalimentares sustentáveis”, alertam.

No dia 30 de julho, no Crato, o primeiro-ministro, António Costa, presidiu à cerimónia de lançamento do projeto da barragem do Pisão e à assinatura do respetivo contrato de financiamento.

O contrato, no valor de 120 milhões de euros, foi assinado entre a estrutura de missão Recuperar Portugal e a Comunidade Intermunicipal do Alto Alentejo (CIMAA).

No global, está previsto que envolva um investimento de 171 milhões de euros, dos quais 120 milhões estão inscritos no PRR.

As obras de construção vão arrancar até 2023, para que o empreendimento possa entrar em “pleno funcionamento” em 2026, segundo afirmou o presidente da Câmara do Crato, Joaquim Diogo.

Segundo a CIMAA, a futura estrutura vai beneficiar cerca de 110 mil pessoas nos 15 municípios do distrito de Portalegre e o seu “principal objetivo é garantir a disponibilidade de água para consumo urbano”.

Além disso, visa “reconfigurar a atividade agrícola e criar oportunidades para novas atividades económicas, nomeadamente ao nível da agricultura, do turismo e no setor da energia”, já que engloba também uma central fotovoltaica flutuante (cujo financiamento ficou de fora do PRR).

Decrescimento sustentável: o grande desafio ecológico do futuro


Nicholas Fitzpatrick chegou a Portugal para viver e estudar no dia 27 de agosto de 2020. Demorou sessenta horas de autocarro. Nick, como gosta de ser chamado, partiu de Estocolmo, na Suécia, onde trabalhava e concluiu o mestrado em Geologia, com especialização em gelo e clima. Passou pela Dinamarca, pela Alemanha, por França e por Espanha até chegar ao terminal de autocarros da gare do Oriente, em Lisboa. Estavam 26 graus.

Viajar devagar e com a menor pegada ecológica possível é o princípio de honra deste estudante de doutoramento do Centro de Investigação em Ambiente e Sustentabilidade (CENSE), na Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa (FCT NOVA). Nick anda à procura de formas colaborativas de colocar em prática o decrescimento sustentável. A ideia principal dessa perspetiva transdisciplinar – que hoje se assume, também, como um movimento social – é desacelerar o impacto humano no ecossistema com práticas mais sustentáveis, mais justas socialmente e, por isso, ecológicas de forma abrangente.

“Decrescimento não é recessão”, diz Nick. “Tem a ver com equidade social e sustentabilidade ecológica”. Ele hesita numa definição do conceito, pela “natureza complexa e abrangente do termo”, relacionado com várias disciplinas, como Ecologia Política e Justiça Ambiental

Já em 2016 Nick demorara nove dias a chegar a Hong Kong a partir de Estocolmo. Foi de barco até São Petersburgo (Rússia), onde apanhou o comboio até Moscovo. Mudou de viatura para atravessar a Mongólia até Pequim (China), onde trocou de comboio rumo ao destino final. Foram 210 horas. Agora, este aspirante a economista ecológico de 25 anos anda a planear a viagem para ir ao casamento da irmã, dois anos mais nova, na Austrália, “ou 2022 ou em 2023”. Vai depender da situação pandémica. “Vou de comboio desde Lisboa até um porto em Itália. Apanho um barco que vai até ao Egito, de onde sigo até à Ilha da Reunião [oceano Índico] e dali até à Austrália.”

Nick é natural de Young, uma cidade com cerca de sete mil habitantes, conhecida pela colheita da cereja, quatrocentos quilómetros a oeste de Sydney. É lá que vive a família. O pai trabalha na indústria agrícola, a mãe é secretária. Não os vê desde 2018. Vai demorar 28 dias nessa odisseia. “De Lisboa até à Austrália de avião gastaria aproximadamente cinco toneladas de emissões de dióxido de carbono, para cada lado. De barco, ida e volta são 500kg, dez vezes menos”, assegura, referindo-se ao impacto poluidor da viagem aérea.

As elites há muito se esquivam desses detalhes, que se dizem mais sustentáveis: podem comer menos carne, mas se voarem muito não são de todo sustentáveis.”

Há pelo menos três anos que Nick, estudante no Programa Doutoral em Ambiente e Sustentabilidade da FCT NOVA, escolheu não viajar de avião. “Da perspetiva do Norte Global, de forma a alcançar os objetivos, precisamos de uma transformação pessoal e coletiva, para pressionar os decisores políticos desde o terreno. Por isso é importante refletir nas nossas próprias ações e essa é a razão pela qual eu faço o que faço.” O mais recente membro do conselho da European Society for Ecological Economics inspirou-se no cientista climático britânico Kevin Anderson, que não voa há quase duas décadas.

Nos próximos três anos, o CENSE, na Costa da Caparica, será a casa de trabalho deste doutorando, repensando formas colaborativas de decrescimento. IDEATE – Imagining DeGrowth Trajectories é o nome do projeto, com uma bolsa de doutoramento INPhINIT da Fundação “la Caixa” [ver texto no final]. E como vai chegar aos resultados? “A partir da ideação de diálogo e a interação direta entre as pessoas, projetos de sustentabilidade, académicos, decisores políticos, de forma a encontrar soluções sustentáveis e centradas nos problemas locais.”

As conversas e as interações desses encontros reservados serão o foco de análise investigativa, de maneira a compreender como se pode chegar a novas formas de colaboração. “Há três resultados em mente: por um lado, sistematizar conhecimento abrangente das várias propostas que existem [sobre decrescimento sustentável], por outro compreender o que os cidadãos e decisores políticos querem e, depois, como as políticas interagem num plano de transição, de forma a alcançar equidade social e sustentabilidade”. O foco é a co-criação, de maneira a “aumentar a participação política da sociedade e construir políticas comuns”.

O investigador trabalhou no Swedish Institute of International Affairs, no Stockholm Environment Institute, no Centre for Environment and Development Studies (CEMUS) na Universidade de Uppsala e já foi conselheiro de projeto da ONG canadiana Youth Climate Lab. E é o mais recente membro da European Society for Ecological Economics

O cientista social vai dar seguimento à tese de doutoramento sobre decrescimento e ações de sustentabilidade defendida em 2019 pela sua orientadora Inês Cosme. Os dois conheceram-se por videochamada, quando Fitzpatrick, ao saber que tinha sido contemplado com a bolsa de doutoramento, selecionou o CENSE da lista de instituições. Juntaram interesses comuns, ativaram sinergias e começou uma grande mudança. Nick transitou das Ciências Naturais, “duras”, com metodologias quantitativas, “para uma perspetiva interdisciplinar entre Ciências do Ambiente e Ciências Sociais, na linha das Ciências da Sustentabilidade”, abraçando metodologias mistas, com ênfase nas qualitativas.

“O decrescimento é uma área nesse campo que tem vindo a ganhar importância nos últimos anos, uma vez que o crescimento económico não está a fazer o que promete”, diz Inês Cosme, que se junta à conversa por videochamada. “Não está a enfrentar o crescimento da desigualdade, por exemplo, e está a colocar-nos numa enorme crise climática, além da extinção de espécies, e uma acentuada perda de biodiversidade”, acrescenta a orientadora do investigador australiano. “É um problema para humanos e não humanos e natureza”.

Fitzpatrick fala rápido, contundente, e arregala os olhos quando fala de carros. Sempre teve uma grande paixão por eles, mas não está nos planos comprar nenhum. Na cidade, anda a pé, de bicicleta, ou de transportes públicos. Quando era pequeno, queria ser “filantropo”. A professora de Matemática disse-lhe que era “maluco”, porque “precisava de muito dinheiro”. Ele discordou, garantindo-lhe que “há outras formas de fazer filantropia”. Atualmente, faz também parte de uma cooperativa alimentar em Lisboa, chamada Rizoma. Além disso, uniu-se a Inês Cosme na Rede para o Decrescimento, que junta ativistas e organizações preocupadas em pensar o decrescimento.

“Para viver o decrescimento em diferentes contextos há cinco aspectos-chave a ter em conta: repensar a sociedade, agir politicamente, criar alternativas, procurar conexões e transformação pessoal nesse sentido”

O futuro economista ecológico enfatiza que o decrescimento advoga por transformações sócio-económicas e sócio-culturais, de forma a garantir o menor impacto possível, dentro dos limites dos recursos ecológicos. Por isso, em uníssono com Inês Cosme, faz questão de desfazer equívocos a alas mais críticas. “Decrescimento não é recessão” e “não se propõe a acabar com a economia”. Em vez disso, “tem a ver com equidade social e sustentabilidade ecológica”. Ele hesita numa definição do conceito, pela “natureza complexa e abrangente do termo”, relacionado com várias disciplinas, como Ecologia Política e Justiça Ambiental. Acaba por realçar a designação mais consensual.

O decrescimento sustentável é definido como uma redução equitativa da produção e do consumo que aumenta o bem-estar humano e melhora as condições ecológicas em nível local e global, a curto e longo prazo”, diz o investigador. A premissa é que crescimento económico não é sustentável e que o progresso humano sem crescimento económico é possível.

Fitzpatrick tem uma licenciatura em Ciências do Ambiente pelas Universidades de Wollongong, na Austrália, e Uppsala, na Suécia. Desde cedo tinha o sonho de viver na Europa e mostrar aos pais que o sacrifício familiar na educação dos filhos tinha valido a pena. Por isso é tão focado aos 25 anos, levando na bagagem já uma vasta experiência. Chegou a este caminho atual ao observar o que estava a acontecer ao planeta, relacionando-o com a sua experiência em “processos de sistema da terra, investigação em governança ambiental, educação para o desenvolvimento sustentável, caminhos de descarbonização, finanças climáticas, orçamentos de carbono e economia pós-crescimento”. Trabalhou no Swedish Institute of International Affairs, no Stockholm Environment Institute, no Centre for Environment and Development Studies (CEMUS) na Universidade de Uppsala e já foi conselheiro de projeto da ONG canadiana Youth Climate Lab.

“Para viver o decrescimento em diferentes contextos há cinco aspectos-chave a ter em conta: repensar a sociedade, agir politicamente, criar alternativas, procurar conexões e transformação pessoal nesse sentido.” É um processo que tem de ser adaptado às realidades locais, mas que contribui de forma abrangente. Para que tal aconteça, defende, é necessário encontrar novas formas de pensar e agir.

É por isso que a tese de doutoramento, agora iniciada, não coloca hipóteses no desenho investigativo, mas alimenta-se da abertura ao novo. Ao utilizar o método de pesquisa ação-participação, partindo da análise das conversas que irão emergir desses encontros, procura novos conhecimentos.

Nos próximos três anos, a partir do CENSE, na Costa da Caparica, na margem sul do Tejo, Nick irá organizar encontros reservados a autores de projetos de sustentabilidade, académicos e decisores políticos, de forma a encontrar soluções sustentáveis e centradas nos problemas locais

“O decrescimento é uma transformação cultural tão profunda que é mais complexo do que um simples manual de instruções”, acautela. Aliás, é precisamente pelo facto de, desde 1972, a partir do relatório The Limits to Growth, a maioria das abordagens sobre decrescimento se ter baseado num caminho mais “teórico” e “até radical” que esta pesquisa é inovadora.

Inês e Nick estão a propor “reimaginar o futuro”. “Estamos a desenhar estes processos de diálogo, nos quais temos de garantir que as vozes são ouvidas, mais ou menos de forma igual, e que possamos ter alguns passos que guiam as pessoas em resultados construtivos”, explica Nick. “Esse é o nosso trabalho enquanto académicos e facilitadores neste processo. E depois vamos ver o que resulta destes diálogos.”

O investigador do CENSE considera que os negócios, as iniciativas sustentáveis, os decisores políticos e as políticas estão distantes e muito fechadas entre si. “O objetivo do IDEATE é construir conexões entre esses atores, uma vez que as atuais políticas reproduzem o sistema e nós procuramos uma transição”, nota. Reconhece, no entanto, que é uma transição “complexa” e “radical”. Só que é também por isso que ele quer dar os primeiros passos no sentido dessa transição para o decrescimento. “E isso já é um passo em frente.”

Este artigo faz parte de uma série sobre investigação científica de ponta e é uma parceria entre o Observador, a Fundação “la Caixa” e o BPI. Nicholas Fitzpatrick, atualmente a desenvolver trabalho no Centro de Investigação em Ambiente e Sustentabilidade da FCT da Universidade Nova de Lisboa, foi um dos 65 selecionados (11 em Portugal) – entre 1078 candidaturas – para financiamento pela fundação sediada em Barcelona, ao abrigo da edição de 2020 do programa de bolsas de doutoramento INPhINIT. O investigador recebeu 115 mil euros para desenvolver o projeto IDEATE – Imagining DEgrowth trAjecToriEs ao longo de três anos. As candidaturas para a edição de 2021 encerram a 25 de fevereiro.