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quinta-feira, 4 de setembro de 2025

O mundo ficou impressionado (deslumbrado) com o desfile militar da China. Porém vamos a factos


Embora as pessoas estejam impressionadas com o desfile militar chinês exibindo a mais recente tecnologia militar, convém lembrar que a China ainda apresenta um desempenho extremamente aquém do esperado.
A Suécia e a Noruega têm, em conjunto, uma população inferior à de Shenzhen, o Silicon Valley chinês. No entanto, possuem os seus próprios sistemas de defesa aérea de classe mundial desenvolvidos internamente, caças multifuncionais, os drones de reconhecimento mais pequenos do mundo utilizados pelas forças especiais em todo o mundo, sistemas AWACS, radares multifuncionais, sonar de abertura sintética, submarinos de última geração, corvetas furtivas, veículos submarinos autónomos de classe mundial, mísseis antinavio/ataque terrestre de longo alcance, destruidores de bunkers, torpedos pesados, obuses, artilharia Ramjet-155 e muito, muito mais.
A China é 88 vezes maior do que a Suécia e a Noruega juntas. No entanto, a Suécia e a Noruega são gigantes científicos e culturais. A escala Celsius, a dinamite, o Ikea, os ABBA, o Bluetooth, os Prémios Nobel, o primeiro pacemaker cardíaco implantado, o esqui... e a descoberta de 20 elementos químicos. São conhecidas pessoas destes países em todo o mundo, como Magnus Carlsen, Daniel Ek (fundador e CEO do Spotify), Nick Bostrom, Dolph Lundgren, Anders Jonas Ångström, Greta Thunberg e muitos outros.
E estes são apenas dois pequenos países europeus do tamanho de uma cidade chinesa que rivalizam com um país de 1,4 mil milhões de habitantes. E nem se esforçam tanto como a China.

domingo, 23 de abril de 2023

Movimento Beja Merece + promove concentração em defesa da utilização do aeroporto


O movimento cívico Beja Merece + promoveu hoje uma concentração junto ao aeroporto daquela cidade, para alertar que “há mais de uma década” que a região defende a utilização das várias valências daquela infraestrutura.

Fonte da PSP de Beja disse à agência Lusa que a concentração contou com a participação de cerca de 100 pessoas.

Os promotores do protesto tinham inicialmente agendado um desfile, em marcha lenta, a partir do recinto onde decorre anualmente a feira Ovibeja até ao Aeroporto de Beja, mas o mesmo contou com parecer negativo da PSP.

Em declarações à Lusa, Florival Baiôa, um dos porta-vozes do movimento Beja Merece +, explicou que esta concentração serviu para alertar que “já deveria ter sido reconhecida a importância” do Aeroporto de Beja.

Florival Baiôa defendeu ainda que a infraestrutura deve ser utilizada porque apresenta “várias vertentes” que podem contribuir para o desenvolvimento económico da região.

“É o único aeroporto que tem, para já, uma capacidade enorme em termos de superfície para instalação de vários serviços e indústrias, tem a melhor pista portuguesa onde pode aterrar qualquer tipo de avião”, disse.

“Só queremos que seja utilizado, está feito, está pago e, em qualquer país que seja minimamente inteligente e racional, utiliza uma estrutura com esta dimensão”, acrescentou.

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terça-feira, 28 de junho de 2022

Dia Internacional do Orgulho LGBT


Origem do Dia do Orgulho LGBT

O Dia do Orgulho LGBT foi criado e é celebrado em 28 de junho em homenagem a um dos episódios mais marcantes na luta da comunidade gay pelos seus direitos: a Rebelião de Stonewall Inn.

Em 1969, esta data marcou a revolta da comunidade contra uma série de invasões da polícia de Nova York aos bares que eram frequentados por homossexuais, que eram presos e sofriam represálias por parte das autoridades.

A partir deste acontecimento foram organizados vários protestos em favor dos direitos dos homossexuais em várias cidades norte-americanas.

A 1ª Parada do Orgulho Gay foi organizada no ano seguinte (1970), para lembrar e fortalecer o movimento de luta contra o preconceito.

A Revolta de Stonewall Inn é tida como o “marco zero” do movimento de igualdade civil dos homossexuais no século XX.

O Dia Internacional do Orgulho LGBT ou simplesmente Dia do Orgulho Gay é por isso comemorado anualmente em 28 de junho em todo o mundo.

Esta data tem o principal objetivo de conscientizar a população sobre a importância do combate à homofobia para a construção de uma sociedade livre de preconceitos e igualitária, independente do gênero sexual.

Nos últimos anos, o movimento passou a utilizar a sigla reduzida LGBTQIA+, cujo termo completo é LGBTQQICAPF2K+ para os indivíduos que se identifiquem como:

L: Lésbicas
G: Gays
B: Bissexuais
T: Transexuais, Transgéneros, Travestis
Q: Queer
Q: Questionando
C: Curioso
I: Intersexo
A: Assexual
P: Pansexual
P: Polissexual
F: Familiares e amigos
2: 2-espíritos
K: Kink
+: Demais orientações sexuais e identidades de género

Ainda que não explícitos na sigla, Não-Binariedade e Drag Queen também são considerados.

O Dia do Orgulho LGBTQIA+ também é um reforço para lembrar as pessoas que todos devem se orgulhar de sua sexualidade e não sentir vergonha da sua orientação sexual.

Não importa a orientação sexual de uma pessoa, o importante é ser respeitada como um ser humano e ter todos os seus direitos garantidos.

Normalmente, são organizadas festas e desfiles nas grandes cidades para reunir os membros da comunidade e simpatizantes do movimento com o intuito de celebrar o amor e a igualdade entre todos os géneros.

Além disso, em algumas cidades, ainda acontece a tradicional Parada do Orgulho Gay, um gigantesco desfile que chega a reunir milhões de pessoas.

Página Oficial

Wikipedia

Revistas

sexta-feira, 2 de abril de 2004

Parque Florestal de Monsanto - O texto do escritor Francisco Viegas

Por erros técnicos temporários, já resolvidos, volto a colocar o texto do escritor Francisco Viegas. Destaco o fim do seu artigo: "um parque (...) precisa de árvores, guardas-florestais, respeito e silêncio. Isso é um parque."


Um parque da cidade
Francisco José Viegas, escritor

Há uma estranha ideia no ar sobre uma das raras manchas verdes na zona de Lisboa, o parque de Monsanto. Essa ideia, vinda da Câmara de Lisboa, sobre a "implantação" de uma "indústria de lazer" em Monsanto, causa arrepios mas não surpreende muito.

Insistamos num ponto: Monsanto é um dos últimos lugares saudáveis de Lisboa e, infelizmente, já com coisas a mais lá dentro. Portugal não gosta muito de jardins, de parques ou de bosques (falámos do assunto na altura dos incêndios do Verão passado, não foi?): quando os vê, ao longe, pensa em transformá-los em "espaço humano" ou "humanizado". Tudo estaria bem se se tratasse de melhorar os parques existentes, de "optimizar" o "espaço humano" já existente, de criar observatórios do parque (lugares para que se apreciassem as árvores, se ouvisse o vento, se pudessem ver as espécies
botânicas), de impedir a circulação desnecessária por dentro do parque.

Mas a ideia portuguesa (que os rumores vindos da Câmara de Lisboa e de outras instituições que velam pelo nosso progresso confirmam) é a de que um parque, um bosque, uma floresta são lugares para ocupar com "equipamento de lazer" (restaurantes, feira popular, centros comerciais, seja lá o que for),
tudo zonas livres para serem destruídas. Essa ideia estapafúrdia não fez nenhum dos parques mais belos do Mundo (da pequena montanha de Bergen ao magnífico jardim botânico de Bali): só os destruiu paulatinamente, devagar ou depressa, mas decisivamente. Em Portugal, então, nem é preciso muito: espalhamos lixo e ruído com muita facilidade.

Um parque como o de Monsanto devia ser intocável numa cidade em ruínas, poluída e desagradável. Quando escrevo "intocável" isso significa, também, que devia ser entregue a quem percebe de parques e de florestas; e, se for preciso, quer também dizer que o parque deve ser defendido das pessoas. Dos "utentes", como agora querem dizer, e que já têm muito que usar por Lisboa fora, cheia de "equipamentos". Até acho aceitável que parte do parque seja encerrada de noite à circulação. Um parque como o de Monsanto deve ser preservado para passeantes, observadores de pássaros, velhos, leitores deitados na relva, bicicletas, fotógrafos, excursões de miúdos das escolas.

E até podia ter uma biblioteca, sim; e um observatório para astrónomos amadores. Mas não uma feira popular, barracas de hambúrgueres e farturas, um pavilhão de "desportos radicais", área de concertos ou parques de estacionamento. E devia ter cancelas para proteger (dos automobilistas) determinadas áreas.

O mistério que manda as administrações municipais explorar todas as zonas livres de uma cidade ainda está por esclarecer. A ideia de "embelezar" os jardins com "animação cultural e desportiva", então, é um anátema que persegue as nossas cidades. Os portugueses (sobretudo essa classe chamada "autarcas amantes do progresso"), mal vêem um bosque onde as árvores crescem, o silêncio é possível e ninguém anda aos saltos, têm a tentação superior de encher esse espaço de ruído, festas populares e palcos para
desfiles.

A velha ideia de que Monsanto é o pulmão de Lisboa não alegra ninguém; mas é verdadeira. Num pulmão não se toca; mantém-se vivo. Protege-se de tudo. Mesmo das pessoas. Sobretudo de pessoas que acham que um bosque, uma floresta, um parque, precisa de "equipamentos". Se as pessoas querem
Monsanto para fazer lá o que fazem nas Docas, na 24 de Julho ou no Bairro Alto, o melhor é dizer-lhes que isso é impossível. Que há uma medida da decência que não vai a votos. Que a destruição do único bosque de Lisboa é uma operação que não está sujeita a escrutínio popular.

Um parque como Monsanto precisa de árvores, guardas-florestais, respeito e silêncio. Isso é um parque.