sábado, 13 de junho de 2026
GENER8ION - Love and Tears, featuring Yannis Phillipakis
sexta-feira, 6 de fevereiro de 2026
Sandrine Piau and Armand Amar : Vivaldi - "Nisi Dominus"
| Aspecto | Descrição |
| Gênero | Música Sacra (Vesperal) |
| Voz | Escrita originalmente para um Contralto (ou Contra-tenor) |
| Sentimento | Contemplação, serenidade e submissão divina |
sábado, 10 de janeiro de 2026
Filme - O Triunfo dos Porcos (1954)
Rapidamente surgem disputas entre Napoleão e Bola-de-Neve. Napoleão utiliza estratégias violentas e manipulação para expulsar Bola-de-Neve, concentra o poder em si, controla a informação e cria uma polícia secreta de cães para intimidar os outros animais. Com o tempo, Napoleão e os porcos começam a viver luxuosamente, enquanto os restantes animais enfrentam dificuldades e veem os princípios da revolução serem alterados. A máxima “Todos os animais são iguais” transforma-se em “Todos os animais são iguais, mas alguns animais são mais iguais que outros”.
No final, os porcos tornam-se indistinguíveis dos humanos e os animais percebem que a liberdade conquistada foi perdida, com a quinta a voltar a ser dominada por uma elite poderosa e corrupta. O livro transmite uma crítica à corrupção do poder e à manipulação política, mostrando como revoluções podem ser traídas por aqueles que deveriam defendê-las, sendo também uma metáfora da Revolução Russa e do surgimento do totalitarismo soviético.
PersonagensMajor – Um velho porco doméstico premiado em uma exposição que dá a inspiração que alimenta a rebelião no livro. É uma alegórica combinação Karl Marx, um dos criadores do comunismo, e Lenin, líder comunista da Revolução Russa e da recém-criada União Soviética, onde elabora os princípios da revolução. Seu crânio sendo colocado em exposição pública reverenciado lembra Lenin, cujo corpo embalsamado foi colocado em exposição.
Napoleão – Grande porco da raça Berkshire. De poucas palavras, mas com reputação de possuir um braço forte. É comumente associado como alegoria de Joseph Stalin.
Bola de Neve – Rival de Napoleão e líder após a queda de Jones. É comumente associado como alegoria de Leon Trótski.
Garganta – Porta-voz de Napoleão. É comumente associado como alegoria de Viatcheslav Molotov ou ao Pravda
Equinos
Sansão – O mais devotado dos animais. Trabalhador incansável, segue duas máximas na vida: "Trabalharei cada vez mais" e "Napoleão tem sempre razão", geralmente sendo uma alegoria ao proletariado.
Benjamim – O mais céptico dos animais. Não acredita na revolução e mantém-se alheio às disputas políticas. Há interpretações que o colocam como a representação do autor, na quinta.
Outros Animais
Ovelhas – Limitadas intelectualmente, as ovelhas não sabem ler e não conseguem memorizar todas as regras da granja, resumindo-se a balir incessantemente "Quatro pernas bom, duas pernas mau!". Em diversas passagens, debates são impossibilitados pela barulheira do rebanho.
Cães – Tirados da mãe logo cedo e criados por Napoleão, tornam-se sua guarda pessoal. São eles os responsáveis por ajudar Napoleão no golpe contra Bola-de-Neve e também em mantém os outros animais sob controle, através da violência e do medo, representando a KGB
Moisés – Corvo domesticado de Jones, foge depois da revolução para reaparecer algum tempo depois, sempre incentivando os animais a acreditarem que uma vida melhor os espera no céu, com várias promessas que incluem montanha de amar e feno à vontade. Apesar de não trabalhar, sua presença é tolerada pelos porcos, sendo a representação da Igreja
Humanos
Sr Jones – Dono da Quinta do Solar. Alcoólatra e cruel com os animais, que sofrem pelo chicote e pela fome, sendo uma representação do czar Nicolau II
Sr Frederick – Dono da Quinta Pinchfield, uma pequena fazenda vizinha a A Quinta dos Animais. Entra brevemente em aliança com Napoleão, para depois atacar a Granja. É comumente associado como alegoria de Adolf Hitler, e o acordo e o ataque a Pacto Molotov-Ribbentrop e Operação Barbarossa, respectivamente.
sexta-feira, 26 de dezembro de 2025
Boxing Day ou dia de Santo Estevão
sexta-feira, 5 de dezembro de 2025
Benedict Sheehan: Vespers ("The Song of Simeon")
segunda-feira, 12 de maio de 2025
Paz efémera: um histórico dos cessar-fogos Rússia-Ucrânia
- 6 de março de 2022: Breve cessar-fogo humanitário é cancelado em meio a notícias de bombardeio da cidade de Mariupol, no Mar de Azov.
- 8 de março de 2022: Tentativas repetidas de formar corredores de evacuação humanitária redundam em acusações de que a Rússia estaria impedindo a passagem dos civis.
- 7 de janeiro de 2023: Rússia decreta cessar-fogo unilateral para celebração do Natal ortodoxo. Poucas horas mais tarde, líderes ucranianos relatam a retomada dos bombardeios inimigos. Por sua vez, a imprensa estatal russa acusa a Ucrânia de ataques com drones contra posições militares.
- 18 de março de 2025: Negociações entre EUA e Rússia na Arábia Saudita, em seguida a telefonema entre Trump e Putin, resultam em acordo de cessar-fogo de 30 dias para "energia e infraestrutura". Zelenski concorda com um cessar-fogo parcial alinhado com essas conversas.
- 25 de março de 2025: No contexto de negociações lideradas pelos EUA, Ucrânia e Rússia concordam em suspender ofensivas no Mar Negro, uma rota de navegação vital.
- 27 de março de 2025: Kiev e Moscou acusam-se mutuamente de violar, com ataques à infraestrutura, a trégua temporária de 18 de março.
- 19 de abril de 2025: Supostamente por razões humanitárias, Putin declara "trégua de Páscoa" das 18h00 (12h00 em Brasília) de 19 de abril à meia-noite de 21 de abril. Ucrânia expressa cepticismo, o presidente Zelenski afirma que ataques com drones continuam. Mais tarde, ele alega que Rússia cometera milhares de violações ao longo do front.
- 10 de maio de 2025: Rússia declara cessar-fogo unilateral em comemoração aos 80 anos da derrota da Alemanha nazi na Segunda Guerra Mundial. Contudo, a Ucrânia acusa o país de violar sua própria trégua 734 vezes.
segunda-feira, 10 de fevereiro de 2025
Cioran: entre o pessimismo e o fanatismo na política
Em Portugal pouco ainda se fala sobre o filósofo romeno, Emil Cioran, nascido em 1911, em Rasinari, comuna romena localizada no distrito de Sibiu. O escritor e filósofo foi radicado posteriormente na França, onde ganhou fama nos círculos intelectuais, além de ser conhecido como “rei do pessimismo”, chamado assim por um jornal britânico da época. O seu pai, Emilian Cioran, era um padre ortodoxo romeno, enquanto a mãe, Elvira Cioran, era de Veneţia de Jos. Da linhagem materna pertencia a uma pequena família de nobres na Transilvânia, pois o seu avô materno era tabelião e ganhou o título de barão pelas autoridades imperiais.
Nos tempos de juventude apoiou o nazismo, após ter sido condecorado com uma bolsa de estudos em Berlim, assim como nutriu simpatia pelo fascismo italiano. Não muito tempo depois renega tal admiração da sua juventude, criticando os movimentos de ultradireita e os fascistas, além de tecer, durante toda a sua vida um mea culpa por seu envolvimento, denominando-os como “seitas doentias”, e referia a essa parte triste de sua vida como “doença da juventude”. Por esse motivo, supomos, a política nunca foi objeto direto de seus escritos, porém mesmo tratando de inúmeros temas, não deixou de alertar sobre as problemáticas que englobam os sujeitos como um todo.
Agregando o pessimismo de Schopenhauer, com o ceticismo de Montaigne e o niilismo de Nietzsche, não teve medo da represália académica ao discorrer sobre os temas da morte, da obsessão, da alienação e do fanatismo.
O assunto da alienação, recorrente em diferentes pensadores e perspectivas como Karl Marx, Jean-Paul Sartre e Albert Camus, retratam um ambiente de tortura e tormento, segundo Cioran, incitado pelas narrativas religiosas do pecado original e da obsessão pelo absoluto, como também pelo pragmatismo político observado no autoritarismo presente em diversos cantos da Europa. O filósofo viveu de perto o surgimento e a consolidação dos totalitarismos e as catástrofes causadas pelas crenças ideológicas do século passado, evidentemente, herdou a experiência sombria de tais eventos. Com efeito, sua filosofia é profundamente marcada por uma escrita trágico-poética, o que traduz bem seu pessimismo e desencantamento quase mórbidos, de quem assistiu aos horrores nefastos provocados pelos mais belos devaneios.
A construção do fanatismo depende de enredos e alegorias apocalípticas que só teriam resolução a partir do surgimento de um mito ou herói. Ou seja, para se construir um “salvador da pátria” é necessário que se crie o caos, a instabilidade, o terror e o medo. Dentro desse contexto criado pela classe dominante surge o “messias”, que na verdade é o fanático por excelência ou aquele que dissemina o fanatismo por intermédio do controle e do autoritarismo. Através disso, não é difícil observar e apontar a semelhança dos movimentos autoritários e fascistas que de ontem e de hoje, além de criarem um cenário de extrema vulnerabilidade se colocam como a única alternativa cabível e válida.
Emil Cioran, em seus Syllogismes de l’amerture (em português, Silogismos da Amargura), afirma que “quando a ralé adota um mito, conte com um massacre ou, pior ainda, com uma nova religião”. Essa atmosfera de idolatria mostra um sintoma que revela nos sujeitos um desejo insaciável de dominação, transfigurado na política através da tirania, dos abusos de poder e do autoritarismo, características de grupos autoritários e radicais extremistas. A grande vitória da burguesia, segundo o autor, provém do fracasso do outro, um espetáculo de uma grande ideia desfigurada. O pessimismo inerente ao pensamento do autor não é um pedido de discipulado, ou um clamor por seguidores e arautos, mas um alerta para as sociedades não caírem nas amarras do obscurantismo e da tirania. Se por um lado, para muitos a utopia de um mundo harmonioso e feliz é posto como referência e ideal, pelo outro, Cioran, observa as tendências de estagnação prefiguradas pelas mesmas utopias, que caem em um idealismo abstrato e se acomodam, não contestam e nem buscam transformar a realidade.
Na prática política contemporânea notamos o discurso de segmentos reacionários da nossa sociedade, dirigidos em especial às minorias e opositores, carregado de intransigência e proselitismo. Esses grupos ultrarradicais edificam as suas crenças no terreno dogmático, similar à religiosidade fanática, se fecham em círculos ou panelas com pessoas similar e com as mesmas tendências de pensamento, para que sejam validados seus preconceitos e visões deturpadas sobre o mundo.
A intolerância que vemos no mundo atual, pode ser definida como a ação que o fanatismo estimula e pratica em todas as suas declinações, tendo como alvo quem não se enquadra em seus devaneios e alucinações autoritárias. Por isso, segundo o autor franco-romeno, qualquer sujeito que abraça o proselitismo e desenvolve um fanatismo ideológico naturalmente se transforma num intolerante – e também num idólatra.
Um dos conselhos retirados das suas obras atravessa gerações: sempre que um fanatismo declina, outro surge em seu lugar. Observamos atentamente que o retorno de tendências fascistas nos principais postos governamentais, em grandes países no mundo, é a prova da existência do perigo constante que vivemos. Por conta disso, a humanidade pode caminhar para sua própria destruição, tornando-se mercadoria de si mesma, ou seja, vendendo a sua liberdade e os seus direitos, através da simpatia e do apoio por grupos extremistas. Numa leitura contemporânea, notamos o capitalismo, como um “fanatismo económico” ou “personificação material e valorativo do fanatismo”, onde todos são expostos a todo instante, sofrendo as consequências da disparidade social e da desigualdade. Entretanto, não esqueçamos que os ideais que flertam com o fascismo já encabeçam diversos países ao redor do mundo, através de seus chefes de Estado, possuindo em comum a servidão irrestrita ao neoliberalismo e ao imperialismo. O neoliberalismo, dessa forma, é a evolução do fanatismo e da subserviência dos intolerantes, personificada num modelo econômico excludente, desigual e injusto.
Os pessimistas costumam ser bons profetas. Emil Cioran previa um pequeno declínio dos ideais políticos, de modo geral, através da epidemia do fanatismo que já se vivia naqueles anos, o retorno das ideais autoritárias é a prova de que o fanatismo e a intolerância não são vencidos somente com a ajuda do tempo. É preciso muito mais que notas de repúdio e camisas antifascistas.
domingo, 19 de maio de 2024
quinta-feira, 9 de maio de 2024
Música do BioTerra: Death In Rome - Destroy She Said (Circ - Cover)
Like a bomb blast in your town
Like a hostage tied in chains
I could not forget your name
[Refrão]
Destroy, she said
My love again
The end will come quickly
Don't try again
To make amends
You'll just end up sinking
If you explode in aftermath
Don't think you've been dreaming
Destroy, she said
My love again
When it's not worth keeping
Like a helicopter crash
Like a ghetto that's been smashed
Like bodies on a battlefield
I can't live with how you feel
Not along and not apart
You finished what you could not start
In the corners of the day
You catch my eye and then looked away
What a generous remark you made
When you blew it all away
sexta-feira, 23 de fevereiro de 2024
Robert Pereira Hind
quarta-feira, 14 de fevereiro de 2024
Dia de S.Valentim. Dias dos Namorados. Dia do Amor
segunda-feira, 16 de outubro de 2023
Música do BioTerra: Covenant -The Beauty And The Grace
sábado, 14 de outubro de 2023
Há 441 anos (1582) neste dia aconteceu… rigorosamente nada!
sexta-feira, 15 de setembro de 2023
Musica do BioTerra: Laibach - Rossiya
Created in struggle by unhappy race
We're sunrise of freedom
We're frozen in ice
United forever in great Russia's embrace.
From the Arctic Circle
To the southern seas
Deserted forests
Never-ending steps
The unbreakable union
Of fraternal states
United forever in Great Russia's embrace
Славься, Отечество
наше свободное,
Славься, страна моя!
Мы гордимся тобой!
The rise - the prisoners of starvation
The rise - the damned of the Earth
Let's get them together
Let's break us free
The world is changing
At it's core
Long live great Russia's motherland
Built by the people and their mighty hands
Long live young nation
United and free
Shining in glory
For all men to see
Славься, Отечество
наше свободное,
Славься, страна моя!
Мы гордимся тобой!
terça-feira, 1 de agosto de 2023
Parabéns, Jordi Savall

sexta-feira, 14 de julho de 2023
Peregrinação Exemplar
Frequentemente mencionado como um dos melhores filmes de todos os tempos, Peregrinação Exemplar (no original, Au Hasard Balthazar) é uma obra do realizador francês Robert Bresson, em que a vida de um burro serve de espelho à condição humana, refletindo os seus defeitos e virtudes.
terça-feira, 9 de maio de 2023
Performance emocionante de 'Pie Jesu' de Malakai Bayoh no Britain’s Got Talent 2023
Qui tollis peccata mundi
Dona eis requiem, dona eis requiem
Agnus Dei, Agnus Dei, Agnus Dei, Agnus Dei
Qui tollis peccata mundi
Dona eis requiem, dona eis requiem
Dona eis requiem (2x)
Sempiternam
Requiem
Sempiternam








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