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sexta-feira, 30 de agosto de 2024

Skin and Soil


Skin and Soil
To drop the cloth is to drop the wall,
To let the wind rewrite the skin,
No longer master of the hall,
But humble, quiet kin.

The river does not ask our name,
The cedar does not check our worth,
We strip away the modern shame
To melt back into Earth.

A leaf, a wolf, a human bone,
Each holds an equal, sacred right;
We sit upon the mossy stone,
Naked in the ancient light.

João Soares, 30.08.2024

domingo, 4 de julho de 2021

Dia Internacional do Naturismo


The international day of naturism took place on July 4 2021, first Sunday of the month. For the occasion, millions of followers chose to celebrate by highlighting the great principles of this practice. The number of activities remains limited during the pandemic, but this does not prevent from enjoying naturism!

When Was The International Day Of Naturism Created?

Whereas the first naturist association was born in Germany at the end of the XIXth century, the first international day was organized in June 2006! It was a long way to get there. The goal was simple: promote the values of the naturists at the world level, for a much broader public.

This day has a small particularity: it does not take place at the same time in the Northern hemisphere compared to the Southern hemisphere. The date of July 4 was decreed for the Northern Hemisphere. It is the International Federation that decides which day it is possible to celebrate this event.

Nowadays, the international day of naturism has still the same objectives as when it was created: promote a lifestyle oriented towards self-awareness, nature and the environment. And more and more people are joining every year.

The Activities Of Naturist For This Day

On the occasion of this international day, it was of course possible to enjoy naturism in the places which authorize it. Naturist centers, campsites and villages remain the best places to appreciate the values of this practice among people who share the same interests and respect for nature. In some regions, this particular day was the occasion to get to the beach and practice the nautical activities typical for the summer season.

For others, the 4th of July was the occasion to practice some sports activities particularly appreciated by naturists: yoga, fitness, swimming or meditation. Today, many clubs allow to enjoy this philosophy and share it with several people.

It is possible to enjoy many naturist activities throughout the year... even if the summer period is always the most pleasant for the followers!

sábado, 1 de maio de 2021

Dia Mundial da Jardinagem Nua


Todos os anos, no primeiro sábado de maio, os jardineiros são incentivados a tirar suas roupas e cuidar de seus jardins nus, como a natureza pretendia.

Os proponentes de espírito livre da jardinagem nua geralmente são nudistas. Mas não são apenas outros nudistas que são encorajados a jardinar no lustre. É qualquer pessoa que deseja experimentar um vínculo mais forte com a natureza. Podem ser famílias inteiras, casais, clubes de jardinagem ou um grupo de amigos. E os jardins podem estar em qualquer lugar no quintal, no parque ou dentro de casa. Além disso, os jardineiros nus são incentivados a compartilhar as suas histórias com outras pessoas. Se eles decidirem partilhar suas fotos, é uma boa ideia ter as partes íntimas cobertas com folhagens, ferramentas de jardinagem ou outros adereços divertidos.

Existem muitos benefícios na jardinagem nua. Alguns desses benefícios incluem:
- Não custa nada.
- É uma atividade divertida e libertadora.
- Liga as pessoas ao mundo natural.
- Jardinar faz bem ao meio ambiente.
- Permite que os humanos sejam honestos com quem são

Você está pensando em tentar jardinagem nua? Nesse caso, existem algumas coisas que você não deve fazer. Por exemplo, você não deve plantar rosas ou fazer nada com cactos. Você deve evitar o uso de ferramentas elétricas. Definitivamente, fique longe de hera venenosa e não se esqueça do protetor solar!

Você pode ficar surpreso ao saber quantas pessoas participam desse dia. Se você for ousado, vá em frente e plante flores ou arranque o mato vestindo apenas seu terno de aniversário. O mais importante é manter o coração leve e se divertir. Você também pode encontrar maneiras criativas de tirar fotos e publicá-las nas redes sociais. Ao fazer isso, use #WorldNakedGardeningDay ou #WNGD .

segunda-feira, 15 de março de 2021

Livro: "Ser Natural" de José Luís Vieira


Prefácio por Pedro Laranjeira:
Ser Naturista é uma “Filosofia de Vida”, mas isso é algo estranho, porque o “Naturismo” remete-nos para atitudes que observam e enquadram os processos da Natureza, ou seja, tudo o que é natural… não devia, pois, ser uma filosofia de vida mas o normal comportamento do ser humano, inserido na ecologia do meio ambiente que o rodeia.
Por mais filosofia que queira adaptar-se ao comportamento das espécies, por mais sofisticadas invenções que a civilização crie para servir confortos ou interesses, tudo no Universo está sujeito às leis da Natureza – nós, humanos, capazes de raciocínio e compreensão, deveríamos saber que a própria definição da nossa espécie é – ou deveria ser – rigorosamente sinónima de “Naturista”: ignorar esta imutável condição de participar no fenómeno da vida é tentar a violação das mais básicas regras da física, que vão da nossa própria saúde à do planeta em que vivemos.
Contra as forças da Natureza nenhuma espécie tem poder. Mesmo quando optamos por introduzir na nossa senda civilizacional comportamentos ou técnicas que contrariam as leis da mãe-terra, a Natureza queixa-se e reage: pode aguentar algum tempo, como o nosso próprio corpo aguenta agressões, drogas, desleixo e maus alimentos, mas acaba por adoecer, tal como nós.
Disso estão a surgir os alertas de muitos anos desta ciência que se baseia na depredação dos recursos naturais do planeta, na destruição de espécies, na poluição da terra, do ar e dos mares. Nunca, em séculos de história conhecida, aconteceram catástrofes naturais tão intensas e frequentes como nas últimas décadas, num crescendo exponencial sem indícios de vir a abrandar. É a Natureza a reagir às feridas que a “espécie dominante“ lhe infringe por ganância de lucro e inconsciência das leis de causa e efeito.
Compreender o abismo a que estamos a votar o planeta, faz-nos compreender como deveríamos tratar-nos a nós próprios, enquanto espécie viva, dependente da ecologia em que nos inserimos e ligados, sem opção de escolha, à Natureza.
Tal como nos temos vindo a afastar do respeito pela terra, alterando o clima, transformando os oceanos numa sopa de plástico, espalhando lixo tóxico por todo o planeta, também na própria essência da nossa humanidade nos deixamos artificializar sem consciência de que isso compromete a sobrevivência. Muitas vezes se diz que estamos a conduzir o mundo ao seu fim, mas a afirmação é egocêntrica: o mundo não vai acabar, a natureza sobrevive sempre, o que pode acabar, sim, é a espécie que conduz à hecatombe.
É por isso algo estranho que tenhamos feito um tão longo percurso para fora na nossa naturalidade que seja agora preciso “criar” uma filosofia de vida que nos reconduza ao que é natural.
Não deveria existir um conceito de “Naturismo”, ele deveria ser intrínseco a todos nós, nascer connosco e pautar as nossas vidas.
Foram séculos de falsos “princípios” que ajudaram a este desvio, o que se nota de sobremaneira no fenómeno do “nudismo”… hoje fazem-se leis para regulamentar o direito a estar como se nasceu – como se é – quando, se a tanto fosse preciso chegar, deveriam fazer-se para regulamentar o uso do que é artificial, como a roupa…
É claro que legislar sobre o direito à nudez é útil – mas só porque se tornou necessário.
Está, pois, na hora de acordar para tudo o que viola o que é natural, porque contra o natural ninguém tem poder: nem os homens, nem os governos, nem as doutrinas ou as leis. Podem obrigar-nos a comportamentos anti-naturais, mas pagaremos o preço disso, mais tarde ou mais cedo.
É por tudo isto que o livro de José Luís Vieira não deve ser entendido como a defesa de uma causa, mas sim como um alerta, um apelo ao despertar das consciências para aquilo que já somos mesmo quando não o percebemos, para o caminho que precisamos de percorrer sob pena de fazer perigar a nossa saúde, a nossa qualidade de vida, a nossa sobrevivência.
Numa palavra: para a necessidade de “Ser Natural”.


Naturismo, uma filosofia de vida, de José Luís Vieira


Naturismo, uma filosofia de vida
160 páginas dedicadas ao Naturismo com prefácio de Sieglinde Ivo, atual presidente da Federação Naturista Internacional (INF-FNI)

Como qualquer pensamento filosófico, o naturismo necessita da prática para ganhar consistência. Esta prática subentende uma moralidade sobre a qual irão assentar as atividades sociais quotidianas orientadas por normas, que resultam em práticas sociais, regidas por normas e regras sociais. Por vezes, as diferentes filosofias de vida colidem, normalmente devido às diferenças culturais. Este livro pretende demonstrar, através da exposição e fundamentação das regras e normas regentes desta prática social, que, apesar das diferenças, a filosofia de vida inerente à prática do naturismo não difere tanto assim da normal prática de cidadania.

Naturismo em Portugal


O primeiro registo histórico da prática do naturismo em Portugal terá ocorrido na década de 1920, estando associado à Sociedade Naturista Portuguesa, na qual o anarco-sindicalista José Peralta era figura de destaque. Nessa altura praticava-se já em Portugal a nudez em certas praias fluviais do interior (sem estruturas de apoio) e nas praias da Costa da Caparica. Com a implantação do regime ditatorial do Estado Novo, os movimentos naturistas foram impedidos da prática da nudez coletiva e ficaram limitados às correntes que advogavam o vegetarianismo (bastante mais antigas que as próprias correntes naturistas e as medicinas alternativas: a nudez pública era proibida e associada ao crime de "atentado ao pudor". Só depois do 25 de Abril foram retomadas ou reinstituídas as instituições ligadas ao naturismo : por exemplo, a Federação Portuguesa de Naturismo foi fundada em 1977.

Na atualidade, a prática do naturismo em espaços públicos em Portugal é regulada pela Lei n.° 53/2010 de 20 de Dezembro ("Regime da prática do naturismo e da criação dos espaços do naturismo")

segunda-feira, 18 de junho de 2018

Naturismo e Religião


A relação entre o naturismo e a religião é, historicamente, um campo de tensões profundas e, simultaneamente, de convergências inesperadas. No contexto da cultura ocidental, fortemente marcada pela tradição judaico-cristã, a nudez foi frequentemente associada à queda, ao pecado e à vergonha. Todavia, uma análise mais detalhada revela que a prática naturista pode ser entendida não como uma afronta ao sagrado, mas como um esforço de regresso a uma pureza primordial, despida das convenções sociais e materiais que afastam o ser humano da sua essência e do seu Criador.

Do ponto de vista teológico, a narrativa do Génesis é o ponto de partida inevitável. A "nudez inocente" de Adão e Eva antes da queda representa um estado de plena harmonia com a divindade e com o cosmos. Para muitos defensores de um naturismo cristão, a prática de estar nu em comunhão com a natureza não é um ato de exibicionismo, mas sim um exercício de humildade e de aceitação da obra divina tal como ela foi criada. Neste sentido, o vestuário é interpretado como uma construção artificial que mascara a igualdade fundamental entre os indivíduos perante Deus. Ao remover a roupa, removem-se também os símbolos de estatuto e as barreiras que alimentam a vaidade, promovendo uma fraternidade mais autêntica.

Por outro lado, em religiões de matriz panteísta ou em espiritualidades contemporâneas de cariz pagão, o naturismo é visto como uma via direta de ligação à "Mãe Terra". Aqui, o corpo não é um recipiente de pecado, mas uma extensão do ecossistema. A exposição direta aos elementos — o sol, o ar, a água — funciona como um ritual de purificação e de reafirmação da pertença ao mundo natural. O naturismo, nestas vertentes, assume uma dimensão quase litúrgica, onde o silêncio e o contacto físico com o ambiente natural substituem os templos de pedra.

Contudo, a oposição religiosa ao naturismo não pode ser ignorada. Muitas instituições religiosas argumentam que a nudez pública, mesmo em contextos controlados, atenta contra a "modéstia" e a "dignidade da pessoa humana", podendo conduzir à objetificação do corpo. Esta visão pressupõe que o vestuário cumpre a função de proteger a sacralidade da intimidade. O debate, portanto, reside na definição de onde termina a liberdade individual e onde começa a responsabilidade moral perante a comunidade.

Em conclusão, o naturismo e a religião, embora pareçam opostos num olhar superficial, partilham uma busca comum pelo sentido da existência e pela verdade do ser. Enquanto a religião procura frequentemente essa verdade através da norma e do rito, o naturismo procura-a através da desconstrução do artifício. Em última análise, ambos podem convergir na ideia de que o corpo humano é uma manifestação do sagrado que merece ser respeitada, cuidada e compreendida na sua totalidade, sem as amarras do preconceito.

Referências Bibliográficas
Para um aprofundamento sobre os temas da corporeidade, ética e espiritualidade, sugerem-se as seguintes obras de referência:

Foucault, Michel (1984). História da Sexualidade I: A Vontade de Saber. Lisboa: Relógio D'Água. 
Moltmann, J. (1985). Deus na Criação: Uma doutrina ecológica da criação. São Paulo: Vozes. 
Ponte, A. (2010). Naturismo em Portugal: História e Perspetivas. Lisboa: Edições Colibri. 
"Este é o meu Corpo" (2016, Afrontamento): Organizado por José Tolentino Mendonça e Alfredo Teixeira.
Williams, Rowan (2007). Grace and Necessity: Reflections on Art and Love. London: Bloomsbury. 

quinta-feira, 2 de abril de 2015

How to be Successful in Naturism


Naturism is a wonderful way to live. Nudity is bliss. However, to the newbie nudie, it can be daunting to take the first steps. The following are some of my tips to make nude recreation and life more enjoyable.

1. One of the most difficult things for a new naturist is where to look. I’ve seen and been the new naturist that stares at the ground the whole time. My advice is to look at people’s faces. Make eye contact. People talk to each other while making eye contact. Having a conversation nude is the same as having a conversation clothed. It would be weird if you stared at someone’s groin while talking to them, the same is true clothed or nude. My advice is to treat being nude as being clothed in regards to how you look at people.

2. Understand that nudity is not an invitation for sexual activity or sexual harassment. I remember a time when I was at a nudist club where I observed a guy staring at a nude female who was sunning herself near the pool. His gaze was so intense that it was like a laser beam coming from his eyes. He later walked over to her and sat next to her, closely edging himself closer each time. But to the female’s credit she ignored him. I later reported the incident to the office, but he had already left. When the manager spoke to the female guest, she said that she didn’t report him because she was used to jerks like that. And that it was his hangup if he wanted to act that way. The woman didn’t allow him to destroy her day. I use this example to illustrate that just because someone is naked doesn’t mean it’s sexual and that people have a right to enjoy nudity without harassment.

3. If you’re going to a nude beach or resort, do your homework. Research the place before going there. For nude beaches, some nude beaches have shaky legal status. You don’t want to get arrested or ticketed for being nude. For resorts and clubs it’s important to call ahead before visiting. Each club or resort has different rules. Some clubs require a background check before visiting, while others do not admit single males, and some clubs require you to be a member of a national naturist/nudist organization like AANR or TNS. Bottom line call ahead, ask questions, and follow the rules.

4. Be friendly but not too friendly. Be sociable. But be wary to respect people’s space. Learn to read body language. A person lying on a lawn chair with their eyes closed may not appreciate you striking up a conversation. Also not talking to people and propping yourself under a tree, in a isolated part of the club, also looks weird. Strike a balance between being a wallflower and a gadfly.

5. Leave the iPad, laptop, or camera at home. Technology has brought the camera everywhere. I can tell you horror stories of people using their cellphone and suddenly being accused of taking people’s picture, and then being falsely thrown out of a club. I’d leave all electronics in your car or in your bag. And if you have to use your phone, point the camera away from people. After people get to know you, they’ll relax, but newbies are always under suspicion.

6. Always have a towel. I don’t know of a naturist club that would admit you if you didn’t have one. In fact have multiple towels. One for sitting on, a large one to lay on, and a towel to dry yourself after swimming.

7. Be prepared. Sunscreen? Water? ID? Money? Is there a snack bar? Do they take credit cards? Sunglasses? I once went to a nudist club with no shoes, in the height of summer, my feet were burned by the end of the day.

8. Erections. I have never had a problem with this. In fact you’re going to experience the opposite to put it mildly. You’re going to be too nervous to have an erection. But if you do have an erection, don’t draw attention to it. If you’re laying down, roll over on your stomach etc. After awhile, and more experience, this will not be a concern.

Naturism is a premier experience, something to be relished.
Fonte: aanaturist