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terça-feira, 8 de outubro de 2019

Uma Conversa com Godfrey Reggio e Philip Glass


Godfrey Reggio e Philip Glass colaboraram numa série de filmes conhecida como a trilogia "Qatsi", sendo "Koyaanisqatsi" (1982) o primeiro e o mais conhecido. A parceria, que durou 40 anos, envolveu uma abordagem cinematográfica única, na qual os visuais de Reggio e a música de Glass foram desenvolvidos em conjunto, criando uma poderosa experiência sinestésica. Exploraram temas como a tecnologia, a natureza e a alienação humana, utilizando frequentemente imagens não narrativas, visualmente impactantes, e música minimalista para evocar a contemplação e desafiar a narrativa convencional.
Godfrey Reggio, realizador e produtor dos filmes "Qatsi", é conhecido pela sua abordagem cinematográfica não narrativa e visualmente orientada. Os seus filmes, como "Koyaanisqatsi", retratam frequentemente a tensão entre a tecnologia e a natureza, e o impacto da vida moderna na experiência humana. É famoso por evitar as estruturas narrativas e os diálogos tradicionais, preferindo deixar que as imagens e a música falem por si.
Philip Glass, o compositor, é conhecido pelo seu estilo de música minimalista. A sua colaboração com Reggio na trilogia "Qatsi" envolveu a criação de música que não fosse apenas uma banda sonora, mas parte integrante da experiência cinematográfica. As composições repetitivas e hipnóticas de Glass foram concebidas para complementar a narrativa visual, criando uma experiência única e imersiva para o público.
A parceria entre a Reggio e a Glass foi de profunda colaboração e respeito mútuo. Reggio apresentava as suas ideias visuais a Glass, e este respondia com música que frequentemente moldava o processo de edição. Trabalharam em conjunto para encontrar o equilíbrio certo entre imagem e som, criando uma linguagem cinematográfica única e poderosa.

Aqui estão alguns aspetos-chave da sua colaboração:

Experiência Sinestésica:
Os filmes têm como objetivo criar uma experiência que envolva múltiplos sentidos em simultâneo, esbatendo os limites entre a visão e o som.

Abordagem Não Narrativa:
Os filmes evitam a narrativa tradicional, baseando-se em imagens visuais e música para transmitir significado e evocar emoções. 

Temas de Tecnologia e Natureza:
Os filmes exploram a complexa relação entre a tecnologia e o mundo natural, destacando frequentemente os impactos negativos do avanço tecnológico descontrolado.

Humanismo:
Apesar do foco na tecnologia, os filmes também carregam uma forte perspetiva humanista, levando os espectadores a refletir sobre a sua própria relação com o mundo que os rodeia.

O Número Três:
Reggio é fascinado pelo número três, e a trilogia Qatsi é intencionalmente estruturada como uma obra em três partes.
A colaboração entre ambos foi elogiada pela sua originalidade e capacidade de suscitar conversas significativas sobre a condição humana e o mundo em que vivemos.

sábado, 12 de novembro de 2011

Satyagraha (ópera) - Artivismo Pela Paz

Em estúdio


Satyagraha é uma ópera em três atos para orquestra, coro e solistas, composta por Philip Glass, com libretto de Glass e Constance de Jong. A ópera é baseada na vida de Mohandas K. Gandhi, e a segunda parte da "Portrait Trilogy" de Glass sobre homens que mudaram o mundo, que também inclui Einstein on the Beach e Akhnaten. O estilo de Philip Glass pode ser categorizado como minimalista, mas a música em Satyagraha é um pouco mais expansiva do que está implícito por esse rótulo. O elenco da ópera inclui 2 sopranos, 2 mezzo-sopranos, 2 tenores, um barítono e 2 baixos e um grande coral. A orquestra é de cordas e sopro, sem metais ou percussão.

O título da ópera refere-se ao conceito de não-violência de Gandhi, a resistência à injustiça, Satyagraha, e ao texto de Bhagavad Gita, é cantada no original sânscrito. Na performance, a tradução é normalmente fornecido em legendas. Como as passagens são geralmente repetidas, o DVD apresenta o texto na íntegra, no início de cada cena.

A ópera tem três atos, cada qual se referendo a um importante personagem cultural: Leo Tolstoy, Rabindranath Tagore e Martin Luther King, Jr.

Fonte: wiki

Ligações externas

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

quarta-feira, 31 de março de 2004

Filme Naqoyqatsi- A Guerra como Forma de Vida (2002)




Diretor: Godfrey Reggio 
Produtor: Joe Beirne, Godfrey Reggio, Lawrence Taub 
Género: Documentário / Cinema Mundial 
País: Estados Unidos 
Idioma: Inglês  
Naqoyqatsi é uma palavra Hopi que significa "vida como guerra". De acordo com Reggio, o filme não tem roteiro propriamente dito, mas três movimentos com temas diferentes: 
Numerica.com: a linguagem e o lugar dão lugar ao código numérico e à realidade virtual. 
Máximos de circo: competição, vitória, recordes, fama, "jogo limpo" e o amor ao dinheiro são elevados aos valores principais da vida. A vida torna-se um jogo. 
Foguete do século XX: um mundo que a linguagem não consegue mais descrever. O ritmo explosivo resultante da tecnologia é a guerra, a violência civilizada. Cerca de oitenta por cento de Naqoyqatsi usa filmagens de arquivo e imagens de stoque manipuladas e processadas digitalmente em estações de trabalho de edição não linear (não sequencial) e intercaladas com imagens geradas por computador especialmente produzidas para demonstrar a transição da sociedade de um ambiente natural para um baseado em tecnologia. Reggio descreveu o processo como “cinema virtual”.

Saber mais aqui

Trata-se do 3º filme da trilogia Qatsi. Naqoyqatsi  é um documentário de imagens e música, que assenta nos contrastes entre as perfeitas criações da Mãe - Natureza e os sempre questionáveis produtos da mão humana. Tal como os filmes anteriores, Naqoyqatsi baseia-se em imagens de beleza inquestionável. De confusão calculada, de medos aleatórios e manipulados, enfim, do mundo criado pelo homem.

sexta-feira, 19 de março de 2004

Powaqqatsi - Life in Transformation





Powaqqatsi: Life in transformation documentário lançado em 1988 dirigido por Godfrey Reggio com música do compositor Philip Glass. É o segundo filme da trilogia Qatsi.
Neste segundo filme, a proposta  torna-se mais ampla. Agora o foco das câmaras de Reggio não se limitam somente aos seu país, mas ao mundo inteiro. Powaqqatsi costuma ser considerado o melhor dos três e esse juízo é compreensível e facilmente aceite por quem assiste. O filme tem uma visão peculiar sobre diversos países, sendo uma expressão de sua cultura e de seu dia a dia.

Nessa segunda obra, são expressos o cotidiano e a cultura de diversos países, como o patrimônio cultural, natural e arquitetónico, além de registar pequenos atos que mostram o funcionamento de diversos povos. É uma série de imagens marcantes que levam as pessoas a mergulhar num imenso caldeirão cultural existente mundo afora. O Brasil tem destaque pela parte inicial, onde é mostrado o trabalho em Serra Pelada, em um retrato cru da vida dos mineradores.

quarta-feira, 17 de março de 2004

Koyaanisqatsi- Life Out of Balance


Koyaanisqatsi: Life out of balance é um documentário lançado em 1983 dirigido por Godfrey Reggio com música do compositor Philip Glass.

É o filme mais conhecido da trilogia Qatsi, que é composta juntamente com as sequências Powaqqatsi (1998) e Naqoyqatsi (2002).

A trilha sonora deste documentário possui grande importância pois o desenrolar tem a velocidade e o tom ditados por ela. Não existem diálogos e também não são feitas narrações durante todo o documentário.

São apresentadas cenas em paisagens naturais e urbanas, muitas delas com a velocidade de exibição alterada. Algumas cenas são passadas mais rapidamente e outras mais lentamente que o normal, criando juntamente com a trilha sonora uma idéia diferente da passagem do tempo. Vários dos efeitos apresentados se tornaram clichês usados em outros filmes e programas de televisão.

A palavra koyaanisqatsi tem origem na língua Hopi e quer dizer "vida desbalanceada", ou "vida louca". O significado é revelado ao final do documentário antes da apresentação dos créditos. No final do documentário são cantadas três profecias do povo Hopi em sua própria língua as quais também têm suas traduções apresentadas antes dos créditos.

O filme leva sua audiência a refletir sobre os aspectos da vida moderna que nos fazem viver sem harmonia com a natureza, bem como a pressão exercida pelas inovações tecnológicas que tornam o quotidiano cada vez mais rápido.

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