Mostrar mensagens com a etiqueta Primatas. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Primatas. Mostrar todas as mensagens

quinta-feira, 27 de agosto de 2026

Investigador quer reescrever a árvore evolutiva dos antepassados humanos

Hominídeo do género Paranthropus

As recentes descobertas sobre a evolução humana podem obrigar a repensar a forma como classificamos e designamos os nossos antepassados, segundo uma investigação da Universidade de Monash, na Austrália. O estudo, publicado na American Journal of Biological Anthropology, propõe que todas as espécies humanas e os seus parentes fósseis mais próximos que viveram nos últimos quatro a cinco milhões de anos sejam incluídos no género Homo.

A evolução humana é frequentemente apresentada como uma sucessão relativamente linear de espécies, desde antepassados com características semelhantes às dos símios até aos primeiros representantes do género Homo e, finalmente, ao Homo sapiens. No entanto, o registo fóssil revela uma história bastante mais complexa, com novas descobertas a pôr em causa características que durante décadas foram utilizadas para distinguir diferentes grupos.

Ian Towle, investigador do Monash Biomedicine Discovery Institute e autor principal do estudo, considera que os avanços recentes tornam este um momento adequado para rever a taxonomia tradicional. “As recentes descobertas de fósseis e os avanços na análise evolutiva e genética fazem deste um momento ideal para reconsiderar se a nossa taxonomia tradicional ainda representa de forma rigorosa a evolução humana”, afirma.

Segundo o investigador, as classificações atuais dos géneros Homo, Australopithecus e Paranthropus podem já não refletir adequadamente as relações evolutivas entre estes grupos, todos presentes no registo fóssil dos últimos cinco milhões de anos.

“Estes grupos não representam necessariamente ramos evolutivos distintos, ou ‘clados’, e as diferenças de comportamento e ecologia que eram anteriormente utilizadas para os distinguir são também cada vez mais difíceis de sustentar”, explica Towle.

Uma árvore evolutiva mais complexa
Nos últimos 50 anos, o conhecimento sobre a evolução transformou a forma como os cientistas classificam os organismos. A taxonomia moderna procura cada vez mais refletir as relações evolutivas reais, agrupando espécies com base na sua ascendência comum. Contudo, segundo o investigador, essa abordagem tem avançado mais lentamente quando se trata da nossa própria história evolutiva.

O género Homo foi tradicionalmente associado a características como cérebros maiores, utilização sofisticada de ferramentas e determinados traços anatómicos e comportamentais. Contudo, o registo fóssil revelou entretanto representantes do género com cérebros muito pequenos, enquanto existem indícios de comportamentos complexos em espécies classificadas nos géneros Paranthropus e Australopithecus.

É neste contexto que Towle propõe alargar o género Homo de forma a incluir também estes grupos. A alteração, defende, permitiria representar de forma mais coerente as relações evolutivas entre os diferentes antepassados humanos e reduzir a necessidade de alterar repetidamente a classificação à medida que surgem novos fósseis e novas informações.

“Quanto mais aprendemos sobre os nossos antepassados e parentes fósseis próximos, mais percebemos como a nossa árvore genealógica é complexa e não linear”, afirma o investigador.

“Expandir o género Homo de modo a incluir também espécies de Australopithecus e Paranthropus permitir-nos-á ter em conta as diferenças sem reclassificar regularmente determinados grupos”, conclui.

domingo, 2 de agosto de 2026

Cientistas descobrem DNA misterioso: dois antepassados desconhecidos no genoma humano

A calote craniana encontrada no vale de Salkhit, no leste da Mongólia, pertenceu a uma mulher que viveu há cerca de 34.000 anos. Institut für Archäologie, Mongolische Akademie der Wissenschaften

Investigadores da conceituada University of California, em Berkeley, fizeram uma descoberta impressionante: identificaram segmentos de ADN no genoma dos humanos atuais, que provêm de antepassados até agora desconhecidos. Os cientistas falam de “antepassados fantasma”, porque destas populações humanas extintas nada se sabe por enquanto.

Hoje, o Homo sapiens é a única espécie humana ainda existente. No passado distante, porém, partilhava o planeta com numerosas outras linhagens de hominídeos.

Estudos anteriores já tinham mostrado que os humanos modernos se cruzaram com neandertais e com os chamados humanos de Denisova, gerando descendentes comuns. Muitos indivíduos conservam ainda hoje, no seu genoma, vestígios genéticos desses encontros. Agora, um novo estudo sugere que terão existido pelo menos mais dois grupos humanos desconhecidos, que também transmitiram ADN aos nossos antepassados.

Um destes antepassados até agora desconhecidos cruzou-se há mais de 50.000 anos, em África, com os antepassados dos humanos modernos, antes da última grande vaga migratória de Homo sapiens para a Europa e a Ásia. Os genes herdados nessa altura representam hoje cerca de 1% do genoma de todas as pessoas – aproximadamente a mesma proporção da componente neandertal do ADN.

Segundo os cálculos dos investigadores, esta enigmática linhagem humana terá divergido da linha evolutiva que conduziu ao humano moderno há cerca de 800.000 anos – aproximadamente na mesma altura em que também neandertais e humanos de Denisova se separaram entre si.

“Estudos anteriores já tinham sugerido a existência de uma chamada descendência fantasma – ou seja, vestígios genéticos de linhagens humanas desconhecidas e extintas no genoma dos humanos modernos”, explica a doutoranda de Berkeley Yulin Zhang, uma das primeiras autoras do estudo. “Até agora, porém, não se sabia se essa descendência desconhecida ocorria apenas em africanos, nem quando terá acontecido essa mistura. Conseguimos agora identificar e cartografar os segmentos de ADN correspondentes no genoma de humanos modernos e demonstrar que esta descendência fantasma está presente em todas as populações atuais – não apenas em africanos.”

Linha temporal: 1,8 milhões de anos
Ainda mais enigmático é o segundo antepassado, que os investigadores descrevem como “super-arcaico”. A sua linhagem humana ter-se-á separado das restantes há cerca de 1,8 milhões de anos. Há mais de 200.000 anos, terá provavelmente cruzado, na Eurásia, com os humanos de Denisova – e foi por essa via indireta que fragmentos desse ADN ancestral acabaram por entrar no genoma do humano moderno.

“O registo deste antepassado super-arcaico é particularmente intrigante, porque revela contribuições genéticas de uma linhagem humana que viveu há mais de um milhão de anos – apesar de, até agora, não existir qualquer ADN desta população decifrado”, afirmou Arjun Biddanda, pós-doutorando na Johns Hopkins University e um dos primeiros autores do estudo.

“Graças ao ADN antigo de neandertais e de humanos de Denisova, bem como a novos métodos genealógicos, estamos a perceber cada vez melhor que, ao longo da evolução, as populações humanas se misturaram repetidamente”, afirmou Priya Moorjani, professora de Biologia Molecular e Celular na University of California, em Berkeley. “A evolução humana assemelha-se, por isso, menos a uma árvore genealógica ramificada e mais a uma rede complexa, em que diferentes populações ficaram ligadas entre si através de sucessivas migrações e misturas.”

Diferença entre ADN neandertal e de Denisova
Atualmente, a maioria das pessoas fora de África possui cerca de 1% a 2% de ADN neandertal no seu genoma. Em média, entre 1% e 2% do genoma de europeus e asiáticos atuais provém de neandertais. Esse é o resultado de cruzamentos entre neandertais e primeiros humanos modernos há cerca de 50.000 a 60.000 anos, pouco depois de Homo sapiens ter saído de África.

Os segmentos de ADN herdados continuam a influenciar os humanos atuais. Algumas variantes estão associadas à resposta imunitária, às características da pele e do cabelo ou à adaptação a condições ambientais. Outras aumentam o risco de determinadas doenças ou influenciam a reação a infeções.

Grupos populacionais na Ásia e na Oceânia têm, além do ADN neandertal, componentes genéticas dos humanos de Denisova. Restos de humanos de Denisova com ADN sequenciado foram sobretudo identificados na região da Eurásia:

Há cerca de seis anos, o estudo do genoma do mais antigo fóssil humano até agora descoberto na Mongólia permitiu novos avanços no conhecimento da história antiga da nossa espécie. Investigadores do Instituto Max Planck de Antropologia Evolutiva, em Leipzig, e da Academia de Ciências da Mongólia mostraram que, nos restos com cerca de 34.000 anos de uma mulher, cerca de 25% do ADN tinha origem em antepassados da Eurásia ocidental. Além disso, a equipa encontrou no genoma dessa mulher – tal como no de um humano com cerca de 40.000 anos da China – traços de ADN de Denisova, a forma humana extinta que viveu na Ásia antes de ali chegarem os humanos modernos.

É igualmente significativo que neandertais e humanos de Denisova também se tenham cruzado entre si. Sabe-se, a partir de um fóssil da gruta de Denisova, na cordilheira de Altai, no sul da Sibéria, perto das fronteiras com o Cazaquistão, a Mongólia e a China, que se tratava de uma mulher com mãe neandertal e pai de Denisova – uma prova direta de que ambas as formas humanas tiveram descendência comum.

Quem eram exatamente este “antepassado fantasma” e o “antepassado super-arcaico” continua por esclarecer. Os momentos de divergência calculados ajustam-se, contudo, a formas humanas já conhecidas: os antepassados fantasma poderão ter pertencido a grupos de Homo do Médio Pleistocénico que viveram em África há cerca de 800.000 anos. O antepassado super-arcaico poderá ter sido idêntico, ou estreitamente aparentado, a Homo erectus, espécie que colonizou a Eurásia há cerca de 1,8 milhões de anos.

sábado, 20 de junho de 2026

O macaco vai nu


Percebe-se a ideia da involução cultural actual, na qual parece haver um culto à imbecilidade, onde pessoas como Trump conseguem chegar a presidente.
Mas a analogia acaba aqui. Valter Hugo Mãe (Hugo Lemos), traça aqui um perfil genealógico incorrecto para a nossa espécie. Não viemos dos macacos, somos macacos. Ou, num sentido mais lato, somos todos primatas, desde o Aye-Aye ao orangotango. 
Mas nem todos os macacos são iguais. A nossa evolução remonta a cerca de 90 milhões de anos, ainda no tempo dos dinossauros, quando um pequeno primata do tamanho de um rato evoluiu a partir de um grupo semelhante aos musaranhos e toupeiras. Mais tarde, há cerca de 63 milhões de anos, o grande ramo dos prossímios, que incluem o aye-aye e os lémures, separou-se e teve evolução própria, e um pouco mais tarde (58 milhões de anos), separavam-se os tarsos, continuando o nosso antepassado comum com o mico-leão, gibões, babuínos, chimpanzés, gorilas, entre outros, a evoluir. A esse grupo chama-se na gíria de símios, ou seja, todos os macacos, nós incluídos.
Mas a história não acaba aqui. Há cerca de 15-20 milhões de anos, os hominóides separavam-se em dois grupos: os gibões e os  "macacos sem cauda", ou hominídeos, que tem hoje como representantes o orangotango, o gorila, o chimpanzé, o bonobo e nós. Ao contrário dos ingleses, que chamam a estes parentes próximos de "apes", ou macacos sem cauda, não temos uma palavra que agregue este grupo dos primatas nossos parentes próximos. A evolução é uma árvore que se ramifica e no tronco comum desses macacos sem cauda e os humanos separaram-se dos seus parentes mais próximos, os chimpanzés e bonobos há cerca de 6-7 milhões de anos. Por isso nosso ancestral comum não era um chimpanzé ou um bonobo mas um macaco ou símio chamado, até ver, Sahelanthropus tchadensis. O antepassado comum com os gorilas é mais antigo e com os orangotangos mais antigo ainda. Já se sabe que a linhagem humana seguiu depois um ramo/rumo independente, tal como os chimpanzés e bonobos, que foi paralelo e não sucessivo. Quer isto dizer que nunca fomos chimpanzés mas temos tetravós comuns. E os nossos antepassados a partir dessa divergência com os chimpanzés seguiram o seu próprio caminho evolutivo, desde a famosa Lucy (Australopithecus afarensis) ao Homem de Pequim (Homo erectus), com contribuições de Homem de Neanderthal ou de Denisova.
Desmond Morris chamou-nos macacos-nus. Mesmo que haja alguns poucos humanos extremamente peludos, talvez seja essa a característica que melhor nos define, não a genética, que partilhamos em mais de 98,6% com o chimpanzé, não a cultura, porque estes também a têm, nem sequer a paz, a guerra ou o sexo porque sim, porque eles também o têm. Se os chimpanzés não conseguem pintar e pendurar quadros numa sala para marcar o território, tal como fazem os humanos, são ciosos do seu domínio e defendem a família. Se não sabem ler, transmitem cultura uns aos outros a usar instrumentos para comer uma banana ou formigas. Somos todos símios, somos todos macacos, mas uns mais estúpidos que outros, na verdade.

Fontes: 
1. Artigos científicos:
Brunet, M et al (2022) Human origins
Goodman, M., et al. (1998). Toward a Phylogenetic Classification of Primates Based on DNA Evidence. Molecular Phylogenetics and Evolution
Johanson, D. C., & Taieb, M. (1976). Plio-Pleistocene hominid discoveries in Hadar, Ethiopia. Nature.
Whiten, A., et al. (1999). Cultures in chimpanzees. Nature

2. Livros
Desmond Morris (1967) - O Macaco Nu
Richard Dawkins (2004) - The Ancestor's Tale

3. E-livros

quinta-feira, 23 de abril de 2026

Morreu Desmond Morris, o zoólogo que confiou o seu conhecimento à Universidade do Porto

The Trap, 2020

Ficou conhecido pelos seus estudos inovadores sobre o comportamento humano e animal, mas foi também um destacado comunicador, autor de dezenas de livros e ainda pintor surrealista. Era, sobretudo, um “fascinado pelo mundo”, movido pela “alegria de observar o que nos rodeia”. A mesma “missão” que, em 2014, confiou à Universidade do Porto quando doou ao Museu de História Natural e da Ciência (MHNC-UP) o seu vasto arquivo científico. Desmond Morris morreu, no passado dia 19 de abril, aos 98 anos.

Natural do Wiltshire, onde nasceu em 1928, Desmond Morris desde cedo adotou os animais e a arte como as suas grandes paixões. O estudo dos animais levou-o a formar-se na Universidade de Birmingham, em 1951, e a prosseguir um doutoramento (e pós-doutoramento) em Oxford. Em 1956, aceitou o cargo de diretor da unidade televisiva e de filmagens do Jardim Zoológico de Londres e, em 1959, assumiu o lugar de curador de mamíferos.


Em 1967, deixou o Zoo para se tornar diretor do Institute of Contemporary Arts. Nesse mesmo ano, publica The Naked Ape (O Macaco Nu), obra precursora da etologia humana (na qual propôs uma leitura inovadora do ser humano à luz da biologia evolutiva) e com o qual viria a ganhar notoriedade internacional.

Em 1968, mudou-se para Malta, onde nasceu o filho Jason. Regressou a Oxford em 1974 e aí permaneceu até 2019, altura em que, na sequência da morte da mulher, Ramona, se mudou para a Irlanda, para ficar junto da família e dedicar-se ativamente à escrita e à pintura.

Autor de dezenas de artigos científicos, Morris escreveu 80 livros e foi traduzido para 43 línguas ao longo de seis décadas de uma carreira multifacetada, que cruzou ciência, comunicação e artes visuais. Entre 1956 e 1998, apresentou mais de 700 programas televisivos. Pintou também mais de 3.400 quadros e apresentou mais de 60 exposições individuais.

“Compete-nos continuar a cuidar deste tesouro”
Em 2014, Desmond Morris surpreendeu o mundo quando decidiu doar ao Museu de História Natural e da Ciência da U.Porto (MHNC-UP) o seu arquivo científico, composto por todos os seus livros publicados, respetivas traduções, registos e notas de investigação, correspondência, coleções de revistas científicas, artigos científicos, coleções de fotografias e negativos, gravações vídeo e áudio e artefactos vários. Em troca, uma promessa feita meses antes pelo então Diretor do MHNC-UP, Nuno Ferrand de Almeida: “Se nos deixarem ficar com o seu arquivo, não vamos apenas guardá-lo, vamos utilizá-lo, analisá-lo. Teremos investigadores a trabalhar nele”.

Aquando da doação, ficou também estabelecida a preferência para que a sua editora em Portugal fosse a Arte e Ciência, título do primeiro projeto editorial do MHNC-UP, lançado em 2018. Desde essa data, foram publicados os livros A Tribo do Futebol (com prefácio de José Mourinho) e a reedição de O Macaco Nu , com uma nova tradução de Carla Morais Pires e prefácio de Jorge Rocha, e, com a mesma tradutora, O Macaco Criativo e Observar.

sexta-feira, 10 de abril de 2026

Exit North - Harm


Tema principal do álbum Harm/Terms (2025)
O vídeo oficial foi realizado e produzido pelo cantor Thomas Feiner. 
Tendo-se filmado contra um pano de fundo de clipes de IA adaptados e tratados, apresentando elementos simiescos entre outras coisas, Feiner afirma:
"Para o bem e para o mal, os media generativos vieram para ficar. E agora que os artistas foram, de certa forma, roubados, creio que é importante perceber se o propósito artístico pode ser reivindicado neste novo mundo. O vídeo em si é uma tentativa algo satírica nessa direção. Ilustra vagamente temas que inevitavelmente flutuam na minha mente hoje em dia: a história a repetir-se, a manosphere, o ressentimento, a radicalização, os ecrãs, os algoritmos e tudo o mais."

E porquê macacos?
"Se a sobrevivência do mais amigável foi o fator evolutivo que permitiu a civilização - então o que vejo agora parece quase uma espécie de contra-evolução. Por isso, usei os macacos como símbolos desse impulso retrógrado — sem qualquer intenção de desrespeito pelos animais!"

Notas sobre a tradução e contexto: 
  1. "Manosphere": Mantive o termo original, pois é o conceito usado internacionalmente para designar o ecossistema online de movimentos masculinos (muitas vezes ligados a ideologias de extrema-direita ou misoginia), que encaixa bem na tua observação inicial sobre o J.D. Vance e o fenómeno do "penedo" (alguém rígido ou retrógrado). 
  2. "Simian elements": Traduzido como "elementos simiescos" 
  3.  "Survival of the friendliest": Esta é uma brincadeira com a famosa frase de Darwin (survival of the fittest). Em Portugal, usamos "sobrevivência do mais apto", por isso a tradução "sobrevivência do mais amigável" mantém esse contraste evolutivo que o Feiner quis destacar.
Página Oficial
Exit North (youtube)

quinta-feira, 25 de dezembro de 2025

Complete sequencing of ape genomes

Artigo científico
Foi feita a sequenciação genética de vários primatas, que confirma a nossa proximidade com os chimpanzés e bonobos. Na verdade, 98,7% dos genes são idênticos e apenas 1,3% explicam as nossas diferenças. 
Quando Charles Darwin publicou em 1871 "A Ascendência do Homem", puseram a sua cabeça num corpo de chimpanzé como sátira de que vínhamos dos macacos. Ainda hoje há muita gente que pensa o mesmo e que somos seres especiais vindos de não sei onde porque que assim acredita não explica a nossa origem e, não ausência de explicações válidas, remetem para os extraterrestres ou a religião, que é o conforto dos tolos.
A nossa proximidade dos chimpanzés, dos quais divergimos há 6,2 milhões de anos, não quer dizer que um dia fomos chimpanzés mas que tivemos antepassados comuns, que por sinal são mais recentes de que com os dos gorilas, dos orangotangos ou dos gibões. Cada espécie actual de primatas é a ponta de um ramo de uma árvore muito antiga que remonta aos primeiros mamíferos do Cretácico, há 71 milhões de anos, quando quando os dinossauros ainda dominavam e divergiram dos restantes mamíferos primitivos. Nessa árvore dos primatas que se subdiviu, primeiro em símios e prossimios (lémures e afins),  em numerosos galhos cada vez mais finos dos quais um somos nós, e as espécies actuais não são mais que o resultado de milhões de anos de evolução e divergências. 
Não é correcto dizer que, apesar da nossa proximidade aos chimpanzés, evoluímos a partir destes, nem é correcto dizer que evoluímos dos macacos, pois todos os primatas são macacos e nós não somos excepção. A grande diferença que temos em relação aos nossos parentes primatas mais próximos não é tanto a capacidade de fazer ferramentas, de ter cultura ou linguagem falada - os chimpanzés e bonobos também os têm -, mas a capacidade de preservar e aumentar o conhecimento pela escrita, o que levou a uma evolução sem precedentes a nível tecnológico

terça-feira, 16 de dezembro de 2025

Katie Hinde - O que não sabemos sobre o leite materno


O leite materno contribui para o crescimento do corpo dos bebés, alimenta o desenvolvimento neurológico, fornece imunofatores essenciais e protege contra a fome e as doenças — porque é que, então, a ciência sabe mais sobre o tomate do que sobre o leite materno? Katie Hinde partilha informações sobre esta substância complexa e vital e discute as principais lacunas que a investigação científica ainda precisa de preencher para que possamos compreendê-la melhor.

Katie pensava que estava a estudar leite. O que ela descobriu foi uma conversa.
Em 2008, Katie Hinde estava num laboratório de investigação com primatas na Califórnia, a encarar dados que se recusavam a comportar.
Estava a analisar leite materno de macacas rhesus — centenas de amostras, milhares de medições. E um padrão continuava a aparecer, um padrão que não fazia sentido sob as antigas regras da ciência.

As mães com filhos do sexo masculino produziam leite mais rico em gordura e proteína. As mães com filhas do sexo masculino produziam mais volume, com diferentes proporções de nutrientes. Isto não era aleatório.Era personalizado.

Os seus colegas homens descartaram a ideia. Erro de medição. Ruído. Coincidência.

Mas Katie confiava nos números. E os números estavam a dizer algo radical: o leite não é apenas alimento. É informação.

Durante décadas, a ciência tratou o leite materno como gasolina — calorias ingeridas, crescimento produzido. Combustível simples. Mas se isso fosse verdade, porque haveria de mudar de acordo com o sexo do bebé?

Katie continuou a investigar. Analisou o leite de mais de 250 mães em mais de 700 colheitas de amostras. E a história aprofundou-se. As mães de primeira viagem e mais jovens produziam leite com menos calorias, mas com níveis muito mais elevados de cortisol, a hormona do stress. Os bebés que o consumiam cresciam mais depressa e tornavam-se mais vigilantes, mais ansiosos e menos confiantes.

O leite não estava apenas a construir corpos. Estava a moldar o temperamento.

Depois veio a descoberta que surpreendeu até os céticos. Quando um bebé mama, pequenas quantidades de saliva viajam de volta através do mamilo até ao tecido mamário da mãe. Esta saliva transporta sinais sobre o estado imunitário do bebé. Se o bebé está a ficar doente, o corpo da mãe deteta. Em poucas horas, o leite dela muda. Os glóbulos brancos aumentam. Os macrófagos multiplicam-se. Aparecem anticorpos específicos.

E quando o bebé recupera? O leite volta ao normal. Não foi coincidência. Foi uma questão de causa e efeito.

A saliva do bebé avisa a mãe do que está errado. O corpo da mãe produz exatamente o medicamento necessário.

Um diálogo biológico — ancestral, preciso, invisível à ciência durante séculos.

Em 2011, Katie ingressou em Harvard e analisou o panorama geral da investigação. O que ela descobriu foi perturbador.

Havia o dobro dos estudos sobre a disfunção eréctil do que sobre a composição do leite materno.

O primeiro alimento que todos os humanos consumiram — a substância que moldou a nossa espécie — tinha sido largamente ignorado. 

Então, Katie fez algo ousado. Ela criou um blogue com um nome deliberadamente provocador: “Mamíferos Sugam… Leite!”

Num ano, o blogue tinha mais de um milhão de leitores. Pais. Médicos. Cientistas. Pessoas a fazer perguntas que as sondagens tinham deixado de lado.

E as descobertas continuaram:
• O teor de gordura do leite varia consoante a hora do dia (o pico ocorre a meio da manhã)
• O leite inicial difere do leite final (amamentar durante mais tempo resulta num leite mais rico)
• O leite materno contém mais de 200 oligossacáridos que os bebés não conseguem digerir — pois servem de alimento às bactérias benéficas do intestino
• O leite de cada mãe é tão único como uma impressão digital
Em 2017, Katie apresentou esta história neste  TED, assistido por milhões de pessoas.
Em 2020, explicou-a ao mundo no documentário "Bebês", da Netflix.

Hoje, no Laboratório de Lactação Comparativa da Universidade Estadual do Arizona, a Dra. Katie Hinde continua a desvendar como o leite molda o desenvolvimento humano desde as primeiras horas de vida — influenciando os cuidados nas UCI neonatais, melhorando o desenvolvimento das fórmulas infantis e reformulando as políticas de saúde pública em todo o mundo.

As implicações são impressionantes.
O leite tem vindo a evoluir há 200 milhões de anos - mais tempo do que os dinossáurios caminhavam sobre a Terra. Aquilo que a ciência descartou como “simples nutrição” é, na verdade, um dos sistemas de comunicação mais sofisticados que a biologia já produziu.

Katie Hinde não estudou apenas o leite. Ela revelou que a forma mais antiga de nutrição é também a mais inteligente - uma conversa viva e responsiva entre dois corpos, moldando quem nos tornamos antes mesmo de falarmos.

Tudo porque uma cientista se recusou a aceitar que metade da história era “erro de medição”.
Por vezes, as maiores revoluções começam ao ouvirmos aquilo que todos os outros ignoram.

quarta-feira, 22 de outubro de 2025

Jane Goodall e a ética global da esperança


Jane Goodall morreu há umas semanas, aos 91 anos, depois de uma vida inteira consagrada ao conhecimento e à defesa do mundo vivo. A sua figura permanece como uma das mais luminosas pontes entre ciência e ética, entre humanidade e natureza. Pioneira na primatologia e na conservação, transformou o nosso olhar sobre os animais e, por consequência, sobre nós próprios.

Em 1960, uma jovem inglesa sem formação universitária formal instalou-se na Reserva de Gombe Stream, na Tanzânia, para viver entre chimpanzés selvagens. Ninguém o tinha feito antes. Observando-os com paciência e empatia (qualidades então tidas como pouco “científicas”) descobriu um universo de emoções, laços e comportamentos que espelham os nossos. Viu chimpanzés fabricarem e utilizarem ferramentas, caçarem, brincarem, chorarem e guerrearem. Como diria mais tarde: “Aprendi que o que nos separa dos chimpanzés é muito menos do que aquilo que nos une.”

Essas descobertas abalaram as fundações da biologia e da antropologia, abrindo espaço a uma nova compreensão da evolução da vida. Mas Jane não se limitou à observação. Da ciência fez nascer um compromisso: proteger o que estudava. Fundou um instituto Jane Goodall que tem desenvolvido programas de conservação integrados: restauro das florestas, reabilitação de chimpanzés órfãos e envolvimento das comunidades locais na gestão sustentável dos seus territórios. Criou também o movimento Roots & Shoots, hoje presente em mais de uma centena de países, inspirando jovens a agir em favor dos animais, das pessoas e do planeta.

Ao longo de mais de seis décadas, percorreu o mundo como uma peregrina da esperança, incansável na denúncia da destruição ecológica e na defesa da dignidade de todas as formas de vida. “Cada um de nós faz a diferença. A questão é: que tipo de diferença queremos fazer?” - repetia, com a serenidade e a convicção de quem via na ação quotidiana a semente da mudança.

Embora no início do seu trabalho não tivesse formação académica formal, Louis Leakey reconheceu o seu talento e ajudou-a a obter financiamento para as primeiras expedições. Em 1962, foi admitida na Universidade de Cambridge para realizar um doutoramento em etologia, sem possuir uma licenciatura, um feito raro à época. A partir daí, tornou-se símbolo de uma nova forma de fazer ciência: uma ciência que observa com rigor, mas também com empatia. Nos últimos anos, tornou-se uma das vozes mais consistentes em defesa da esperança. “Quero que compreendam que somos parte do mundo natural. E mesmo quando o planeta parece escurecer, ainda há esperança. Não a percam.”, declarou na sua mensagem do Dia da Terra de 2025.

Como Mensageira da Paz da ONU, insistiu que “nunca poderá haver paz no mundo enquanto não aprendermos a viver em harmonia com a natureza, e uns com os outros.” No dia internacional da paz de 2025, apelou a uma nova consciência global face à violência, ao clima e às migrações, lembrando que a paz verdadeira é inseparável da justiça ecológica.

O seu legado é vasto e vivo. Jane trouxe a natureza para o centro da consciência humana, diluindo fronteiras entre o humano e o não-humano, entre a ciência e a compaixão. A sua vida recorda-nos que conservar não é apenas proteger espécies ou paisagens: é preservar o milagre relacional que sustenta o mundo. E, nesse gesto, ela ensinou-nos - com ciência e ternura - a ser mais humanos.

quinta-feira, 2 de outubro de 2025

Jane Goodall - a cientista que redifiniu a Humanidade e respeito pelos Primatas


Morreu Jane Goodall, a mulher que demonstrou durante mais de 50 anos que os chimpanzés têm cultura e são parecidos com os humanos. Muito mais tarde, a genética acabaria por comprovar que diferimos apenas 1,2% a nível genético e que os chimpanzés e bonobos têm linguagem, usam e inventam instrumentos e são capazes de articular algo semelhante a palavras e de transmitir o conhecimento adquirido. Uma das suas observações mais emblemáticas foi acompanhar uma fêmea que se deslocou de um grupo que sabia apanhar formigas com uma vara previamente desramada e esfolada, o que per si já demonstra um enorme poder cognitivo, transmitindo esse conhecimento ao novo grupo, que assim pode ter acesso a proteína fácil. A aprendizagem da captura das formigas não é tarefa fácil e demora mais de 10 anos, pelo que demonstra que os chimpanzés também têm cultura. Obrigado, Jane!

Outras leituras

quarta-feira, 1 de outubro de 2025

Falceu Jane Goodall - uma activista incansável


Goodall "morreu de causas naturais", enquanto estava na Califórnia, numa digressão de palestras pelos Estados Unidos, informou o Instituto Goodall, num comunicado publicado nas redes sociais.

Hoje despedimo-nos de uma lenda. Jane Goodall faleceu aos 91 anos, deixando um legado que mudou para sempre a forma como vemos os animais, a natureza e a nós próprios. Desde o seu trabalho pioneiro com chimpanzés na Tanzânia até à fundação do  Instituto Jane Goodall e da Roots & Shoots, ela inspirou o mundo com a sua coragem, compaixão e esperança inabalável. 


As descobertas da Dra. Goodall como etóloga revolucionaram a ciência e foi uma defensora incansável da proteção e restauração do nosso mundo natural. 

Obrigada, Jane, por nos lembrares que uma pessoa pode realmente mudar o mundo.

Biografia completa aqui

"Today, as a global phenomenon and thought leader, Jane Goodall is a leading actor for SDG 15 which aims to protect, restore and promote the sustainable use of terrestrial ecosystems in harmony with human communities, to build a better future for all." [fonte]

domingo, 12 de maio de 2024

Elefantes cumprimentam-se uns aos outros combinando vocalizações e gestos


Os elefantes africanos (Loxodonta africana) podem mudar a forma como se cumprimentam uns aos outros, dependendo se o outro está a olhar para eles ou não, segundo um estudo de nove elefantes publicado na revista Communications Biology.

O estudo conclui também que os elefantes utilizam diferentes combinações de gestos, como o abanar das orelhas, e vocalizações, como as trombetas, nas suas saudações, o que pode promover o reconhecimento individual e a criação de laços sociais.

Investigações anteriores referiram que os elefantes participam frequentemente em rituais de saudação que envolvem vocalizações e ações físicas. No entanto, não é claro se estas ações físicas são gestos deliberados usados para comunicação e como os gestos e as vocalizações são combinados durante as saudações.

Vesta Eleuteri, Angela Stoeger e colegas estudaram as vocalizações e ações físicas utilizadas durante as saudações dos elefantes, observando elefantes africanos da savana semi-cativos que vivem na Reserva de Jafuta, no Zimbabué, entre novembro e dezembro de 2021. Observaram 89 eventos de saudação que consistiam em 1.282 comportamentos de saudação, dos quais 1.014 eram ações físicas e 268 eram vocalizações.

Os autores descobriram que os elefantes se cumprimentavam com combinações específicas de vocalizações e gestos, tais como roncos com batimento de orelhas ou espalhamento de orelhas, para além de outros movimentos físicos aparentemente menos deliberados, tais como levantar a cauda e abanar a cabeça.

A combinação de roncos e tapas nas orelhas foi a forma mais comum de saudação, embora tenha sido mais frequentemente utilizada entre fêmeas do que entre machos. Observaram também que a urina, a defecação e as secreções de uma glândula sudorípara exclusiva dos elefantes – conhecida como glândula temporal – estavam presentes em 71% dos cumprimentos, sugerindo que o cheiro pode desempenhar um papel importante durante o cumprimento.

Os autores também observaram que os métodos de comunicação utilizados pelos elefantes durante as saudações variavam consoante o sujeito da saudação estivesse a olhar para eles.

Os animais eram mais propensos a usar gestos visuais – tais como abrir as orelhas, alcançar a tromba ou balançar a tromba – quando estavam a ser observados, mas eram mais propensos a usar gestos que produziam um som – tais como bater com as orelhas no pescoço – ou a tocar o destinatário da saudação com a tromba quando não estavam a ser observados.

Em conjunto, os resultados sugerem que os elefantes se cumprimentam uns aos outros combinando vocalizações e gestos e que podem alterar deliberadamente os seus métodos de comunicação consoante tenham ou não a atenção visual do indivíduo que estão a cumprimentar.

Investigações anteriores relataram que os chimpanzés e outros macacos também combinam vocalizações e gestos e alteram os seus métodos de comunicação em resposta ao facto de estarem a ser observados. Os autores propõem que estes métodos de comunicação podem ter evoluído de forma independente nestas espécies distantemente relacionadas para mediar as interações sociais.

sábado, 26 de agosto de 2023

22 Messages of Hope (and Science) for Creationists

Fonte e imagens aqui

No snark, no sarcasm, no judgement, just the genuine, honest answers to 22 creationist messages.

“In science it often happens that scientists say, ‘You know that’s a really good argument; my position is mistaken,’ and then they would actually change their minds and you never hear that old view from them again. They really do it. It doesn’t happen as often as it should, because scientists are human and change is sometimes painful. But it happens every day. I cannot recall the last time something like that happened in politics or religion.” -Carl Sagan

Yesterday, a two-and-a-half hour debate took place on the topic of evolution and creationism. Earlier today, I saw this Buzzfeed post being shared left-and-right everywhere I looked, which appeared to make fun of creationists by showcasing the “ridiculous-and-condescending” 22 messages and/or questions they had for people who believed in evolution.

The thing is, if all you do is mock the people who disagree with you, you miss your chance to honestly engage with them, learn about where they come from, and — just maybe — teach them a little piece of something that they might not have known before. Now, I’m not a professional biologist; I’m a professional astrophysicist, for full disclosure, but when I saw these 22 messages, it made me think of a large number of young people I’ve encountered throughout my life in various schools, classrooms and educational situations. If these were messages posed to me, what would I say? Without further ado, here we go!

1. Are you influencing the minds of children in a positive way?
t’s very tempting to demonize anyone who doesn’t share the same perspective or beliefs as you. I myself have been chastized by christians for not being christian, by atheists for not being atheist enough, by jews for not being jewish enough, by the cool kids for being too nerdy and by the outcasts for being too mainstream, and by people of all virtually all political leanings for not having identical political leanings to them. So when you ask me (and — confession — I’m not Bill Nye), I’ve always been of the mindset that no matter what anyone else claims, you can always ask the very powerful question: how do you know?

And if you can pose a question that can be answered by looking to the Universe and asking it questions about itself, you can not only learn what we know, but also how we know it. To empower someone like that — to teach them how to seek answers to whatever questions they may have — I can’t think of a single way in which that’s a negative influence. Can you?

2.) Are you scared of a Divine Creator?
I think there is this idea out there that every scientist who doesn’t believe in the divine word of scripture thinks that science will eventually tell a complete, whole story of the Universe, including every aspect of where it came from and why. I am going to come forward and just say it right now: we know that is false. The Universe is vast — some 46 billion light years in radius — with at least 200 billion galaxies and around 10^25 planets, total, in just the part of it that’s observable to us. There are some 10^91 particles existing in the Universe right now, all of which were created some 13.8 billion years ago. But as big as these numbers are, they are finite. And because of that, so is the total amount of information present in the Universe accessible to us. We maybe able to extrapolate back to the Big Bang and even a little bit before, but the scope of what is knowable to us, even in principle, is limited.

So I understand that I can never know for certain every aspect of where this Universe came from and why, and that whatever I cannot rule out, I must admit as a possibility, however much it defies my sensibilities. Although my conception of what a Divine Creator would have to be to create our entire Universe may differ from yours, I can conceive of one. Thinking about it awes me and maybe does scare me a little; there is a Greek word that springs to mind — δεινός — that very much encapsulates how I feel.

3.) Is it completely illogical that the Earth was created mature? (I.e., trees created with rings… Adam created as an adult…)

When I was a child, after reading a particularly good Choose Your Own Adventure book, I remember having the idea that perhaps the Universe wasn’t as it seemed, and that the entire thing was created just for me at the moment of my birth. That everyone I knew who was older than me — my parents, grandparents, friends and other relatives — were created along with the rest of the Universe on the day I was born, with memories, feelings and experiences of their past that never really happened. It also occurred to me that, if this were the case, there would be no way to disprove it. But if I accepted this view of the world, there would be a great number of things I could never learn.

I could never learn about history before 1978, because it would all be a great fiction to me. I could never learn about biology, geology or astronomy, because my worldview would conflict with the evidence I’d get by asking the Universe about itself. It isn’t necessarily illogical to believe that the Universe was created in medias res, but it’s very limiting, and unnecessarily so. If ever an assumption of a 13.8 billion year old Universe conflicted with something we were able to observe and verify, I hope I would be among the first to question our assumptions.

4.) Does not the second law of thermodynamics disprove evolution?
Very quickly, no. The second law of thermodynamics states that the entropy (a physically quantifiable and measurable entity) of an isolated system can never decrease. And I definitely understand that when you look at the total entropy on the surface of the Earth today — versus the surface of the Earth some 4.5 billion years ago — we clearly are in a lower entropy state today.Image credit: Christian Joore of http://kindaoomy.com/ (L), NASA (R).

The question is: is the Earth’s surface, oceans and atmosphere an isolated system? Given that we receive energy both externally from the Sun, internally from the Earth’s core, and also a little bit cosmically from sources beyond our Solar System, the answer is no. In addition, we also radiate energy away, back out into the Universe. By all accounts, the Earth is not an isolated system. If it were — if we prevented it from absorbing or emitting any radiation or information with the outside Universe — only then could we apply the second law of thermodynamics to it.

5.) How do you explain a sunset if [there] is no God?
I think this is an outstanding question. How can you explain the sunset, in all its beauty, without appealing to the divine? You and I may have differing opinions on what makes something beautiful, but you’d have to be someone I couldn’t understand at all if you said that the sunset didn’t fall into the beautiful category.I
But this is something that science can explain quite wonderfully, including the different colors, gradations, atmospheric effects and visual illusions. To me, at least, everything is more beautiful the more you know about it.

6.) If the Big Bang Theory is true and taught as science along with evolution, why do the laws of thermodynamics debunk said theories?
Now, we’ve already taken a look at whether the laws of thermodynamics disprove evolution in question number 4, above, and concluded that they don’t, because the Earth is not an isolated system. But it can be argued that our observable Universe is. So let us ask: has the entropy of our Universe, from the moment we could first describe it with the Big Bang Theory, ever had a moment where its total entropy decreased?
The answer is no. The entropy is always increasing. With every nuclear reaction in the heart of a star, with every gravitational collapse, with every chemical bond formed or broken, when you take all of the initial-and-final products and reactants involved and look at them together, the entropy is not only increasing overall, it increases-or-stays-the-same for every single reaction. The laws of thermodynamics don’t debunk these theories, but instead make predictions about them and provide tests for them; that they pass these tests is in fact evidence that they are not invalidated.

7.) What about noetics?
Now, I’ll confess, I had to look this one up. I had been under the impression that noetics was only something that Aristotle wrote about, but a little research shows that it’s actually about: “how beliefs, thoughts, and intentions affect the physical world.” Well, this sounds like an interesting question: do beliefs, thoughts and intentions affect the physical world? And if so, how?

If you want to show that beliefs, thoughts and intentions actually do affect the physical world, all you have to do is perform a repeatable, quantifiable and measurable experiment that shows that there is an effect. You don’t even need to explain how; you just need to show that there is an effect that you can measure and quantify, and that you can repeat the effect whenever you repeat the experiment. I don’t know of any experiments at present that do this, but if you can find (or perform) them, I’m open-minded.

8.) Where do you derive objective meaning in life?
This is a tough one, and the first one where I’ll have to confess that I don’t think I do. In fact, I might even go a little farther and say that I don’t think anyone does.

There may be an objective meaning to this life or there may not be, and I may believe there is an objective meaning or I may not. But whatever the case may be, I am unable to define it without being inside my own mind. How can I (or anyone, for that matter) truly be objective about my life’s meaning when I’m unable to conceive of my own life without experiencing it. As far as I know, my life had a beginning, it is going on right now, and at some point in the future, it will end. I don’t think my life had any objective meaning before I ever existed, and although I am sure that my existence has affected (and continues to affect) the Universe, I don’t know that that fact is objectively meaningful. I just know that the Universe is different than what it would have been without me.

9.) If God did not create everything, how did the first single-celled organism originate? By chance?
This is a question where I’m proud to say “I don’t know.” Because it’s true: I don’t, but perhaps someday we will! You are asking one of the biggest questions of all: how did life come to exist in this world? And the answer is that — right now — we don’t know.

But scientists are working on it. There’s a lot that we do know that’s related to that question, but the big one — how we went from non-life to life in the Universe — is still an open one. I hope I live long enough to be there when we figure this puzzle out; don’t you?

10.) I believe in the Big Bang Theory… God said it and BANG it happened!
One of the wonderful things about this existence is that no one can ever invade your own mind and force you to think or believe something against your will. As I wrote under question number 2, there are a great many things that we do know about this Universe, and there are still a great many more things that we know about the Big Bang.
If you’re interested in learning what some of them are, I wrote a piece a couple of years ago on The Big Bang for Beginners, and I think it’s a wonderful introduction to the subject. We think we know what came before the Big Bang, but we’re not sure what came before that. If you think that there’s a God there who made it happened, I have no evidence to disprove it, but I would ask you to ask yourself this question: is that the best explanation that we have, given the evidence? Or can we learn more by not making that assumption?

11.) Why do evolutionists / secularists / [humanists] / non-God believing people reject the idea of [there] being a creator God but embrace the concept of intelligent design from aliens or other extra-terrestrial sources?

This is a pretty good question. In other words, could life have originated elsewhere in the Universe and then came to Earth? The answer seems to be absolutely yes. Let me show you a multiwavelength picture of the center of our galaxy, filled with the atoms-and-gas expelled from many generations of stars that no longer shine in our Universe.
We find many “organic” molecules in here, created naturally and spontaneously. We find sugars, we find amino acids, we find polycyclic aromatic hydrocarbons. We find ethyl formate, the molecule that gives raspberries their scent. In short, we find a great number of the building blocks of life. If there are trillions of planets in our galaxy alone, wouldn’t it be unnecessarily restrictive to claim that aliens or other extraterrestrial sources couldn’t have existed in the Universe prior to life on Earth?I

12.) There is no in between… the only one found has been Lucy and there are only a few pieces of the hundreds necessary for an “official proof.”
Lucy, for those of you who don’t know, is a fossilized ape-like creature who lived roughly 3.2 million years ago. Lucy is classified as a hominid, and represents a significant fossil find — a 40% complete fossil — of something more human-like than any of our extant ape relatives, yet less hominid like than more recent evolutionary ancestors.
For decades, Lucy was the only Australopithicus afarensis ever discovered, and the fact that the fossilized remains of even one such creature existed was seen as a remarkable serendipitous discovery. But then in 2000, the skull of Selam was discovered! Another Australopithicus afarensis, Selam lived about 120,000 years before Lucy, but this is definitely the same creature. There are many things we don’t know: is this an evolutionary ancestor or a mere “cousin” of humans? But hopefully, as more fossil discoveries happen into the future, maybe we’ll find out!

13.) Does metamorphosis help support evolution?
There are two meanings to that word “metamorphosis” that I know of, and I don’t know which one you mean. On the one hand, rocks can be metamorphic. Geologically, sedimentary rocks form in layers, as deposits build up over time. When creatures are buried in that sediment, they can fossilize over time, and given enough time, those rocks can metamorphose, usually destroying any fossils inside. In that instance, I’d say, no, metamorphosis doesn’t help support evolution; it’s a tremendous annoyance for fossil hunters.

On the other hand, some species undergo multiple life stages, such as tadpoles that turn into frogs, caterpillars that turn into butterflies, or larvae that turn into flies. Metamorphosis is simply how an organism develops and it can be easily understood in the context of evolution, although that is certainly not a required path for evolution to have taken. But there isn’t a conflict there; all of that information is encoded in the organism’s DNA.

14.) If evolution is a Theory (like creationism or the Bible), why then is Evolution taught as fact?
You are asking about the burden of proof for a theory to become accepted as a scientific truth, and that’s a very important question to ask. In fact, it’s something I’ve written about very recently, and so I’d like to quote from that piece, if you don’t mind:

“You need the data to support the foundations of your reasoning. You need the laws and correlations to build your theoretical framework atop them. You need a hypothesis or an idea of how it all fits together and can be explained by (relatively) simple principles. And finally, only if you have multiple lines of evidence and multiple tests and confirmed predictions, can you begin to rightly call your idea a theory.

“… So although it’s true that absence of evidence is not evidence of absence, there is a burden of proof that must be met before we’re willing to promote an idea or hypothesis to the status of scientific theory. Once we’re there, however, we take the predictions of that theory very seriously, and are willing to consider not only the possibility but the probability that those new predictions — even the ones for which we do not yet have evidence — might be correct, no matter how assumption-challenging they may be.”

I recommend reading the whole thing if you want the full answer.

15.) Because science is by definition a “theory” — not testable, observable nor repeatable, why do you object to creationism or intelligent design being taught in school?
Let me personally be clear: I think that creationism or intelligent design has every place in a classroom on literature, politics or social studies, just not in a science classroom. Why? Because it isn’t a scientific theory. Again, I want to ask you to read this piece where it’s explained in full, but let me quote you a different part that I think explains the difference:

Scientific laws can tell you what’s going to happen under certain conditions, but they haven’t yet advanced to the point of a scientific theory. You see, a scientific theory is even more advanced than this, and posits an explanation and/or a mechanism from which scientific laws arise. And that’s where science can really show off its true power.

You see, as the generations pass, living organisms give rise to subsequent generations of living organisms; that’s data.

Those organisms are different in measurable ways from their predecessors; that’s the scientific law of evolution.

But the mechanism behind it — that organisms have the information for their traits encoded in their DNA, that DNA mutates and (in the case of sexually reproducing organisms) combines from two parents to form an offspring’s genetic makeup, and that the least fit organisms for survival are selected against, naturally — that’s a scientific theory.

Scientific theories are the deepest and most powerful explanations of how a scientific process takes place. The germ theory of disease is a theory; biological evolution is a theory; the atomic (and subatomic) theory of matter is a theory; and the theory of gravity is a theory.

I hope this helps.

16.) What mechanism has science discovered that evidences an increase of genetic information seen in any genetic mutation or evolutionary process?
Have you ever made a photocopy of a document, and noticed some imperfections in the copy when you compared it to the original? How about photocopying a photocopy? Does it get worse? It sure does, and this is something that any imperfect copying technology will get you, from the JPEG file format to DNA.

Most of the time, genetic mutations have negative-or-neutral consequences; on rare occasion, they’re beneficial. But whenever you have a mutation that gives rise to a genetic code that didn’t exist before, that’s an increase in genetic information! In fact, genetic mutation is one of two key ingredients (the other being selection) necessary for evolution to occur. If you have them both, evolution is inevitable!

17.) What purpose do you think you are here for if you do not believe in salvation?
I promised to be honest with you in answering these questions, and in this case, that means I’m very likely going to give you an answer that you aren’t going to be able to relate to. I believe that the purpose of my existence is to increase the knowledge, understanding, and awareness that we have of the world around us, as well as the amount of kindness in it. I don’t know if that is a worthy purpose of an existence, or if it is the one that a divine being intended — if one exists and if that being has an intention for me — but it is one I have chosen for myself. If, at the end of my life, I discover there is some form of salvation, perhaps I will have earned it by living the best life I was able to live. If not, I lived a life true to the purpose I chose for myself.

18.) Why have we found only 1 “Lucy,” when we have found more than 1 of everything else?
You and I haven’t met, but I am Ethan Siegel. There are many others with that name, but there is only one Ethan Siegel that is me. Whoever she (or he) was, there was only one Lucy as well. But as far as Australopithicus afarensis, there are at least nine known extant fossil fragments of that species. In fact, in 2011, new fossil evidence was discovered showing that the foot-bones of this species were more human-like than we had realized, and that it almost certainly walked upright. There is only one “Lucy,” but there are many Australopithicus afarenses, and I’m hopeful that there will be even more to come as excavations continue!

19.) Can you believe in “the big bang” without “faith”?
There is no doubt that I can and do “believe” things. Some things, I suppose, I do take on some level of faith, in that I have faith that other scientists who came before me were scrupulous in taking their data. That they reported their results accurately. That the people who repeated and verified their work subjected it to rigorous scientific scrutiny. And that the conclusions we draw from that body of evidence are going to continue to have their predictions borne out by experiments and observations.

But if not, I am willing to change my conclusions. If bona fide evidence came in contradicting the Big Bang, if the Big Bang no longer described the Universe accurately, I would no longer believe in the Big Bang. It is possible to believe based on evidence alone, and to have a level of underlying uncertainty to your beliefs, where I can tell you exactly what sort of evidence could change my mind. I like to think that I “believe” all of the conclusions of science without “faith” in that regard.

20.) How can you look at the world and not believe Someone Created/thought of it? It’s Amazing!!!
It sure is amazing; you’ll get no disagreement from me there. The thing is, there are so many things out there that are also amazing, I don’t want to detract from the wonder of those other worlds, those other solar systems, and surely those other life forms that are out there in the Universe. I don’t know for certain where it all came from, before the Big Bang, before cosmic inflation, but when I look out at the amazing Universe we live in, this is what I think of.

I think of the billions upon billions of galaxies out there, and the trillions of worlds that exist in each one. I think of the uniqueness and diversity of each one, and I wonder at how many of them have life, and whether any of them have intelligent life out there like us? I wonder if anyone over there is wondering about any of us over here? And I wonder if, someday, two lonely species of intelligent beings will ever journey across the distances between the stars and find each other. I don’t know whether it was designed to be this way or not, and I don’t know how we can know that. But I do know that in my time here, I want to figure out as much of what we can know as possible. I’d even bet that’s something we have in common.

21.) Relating to the big bang theory… Where did the exploding star come from?
When you hear the word “bang,” it’s only natural to think of an explosion, isn’t it? But the Big Bang is no such thing; it’s one of the most common misconceptions about it. There was no primeval star that exploded, but rather a rapid expansion of space itself, and a rapid cooling of all the matter-and-radiation present therein. This piece may help explain that a little bit; instead, may I suggest this as a more accurate picture.

It wasn’t until many millions of years after the Big Bang that the first stars were able to form, and that came about due to gravitational collapse of the leftover matter from the Big Bang. It was when the most massive among them exploded that — for the first time — the Universe became filled with heavy elements. After generations of stars living and dying like that, there were finally enough to give rise to rocky planets, complex molecules, and eventually, life as we know it.

Travel the Universe with astrophysicist Ethan Siegel. Subscribers will get the newsletter every Saturday. All aboard!

And finally…

22.) If we come from monkeys then why are there still monkeys?
This is one of the most common questions I’ve seen about evolution. You might think that evolution is a picture where single-celled organisms turned into jellyfish, then into arthropods, amphibians, reptiles, mammals, primates and finally us. Well, that’s kind of true, but it’s more accurate to say that single-celled organisms gave rise to a diversity of descendents, some of which are single-celled organisms and some of which were multicellular ones. Of the multicellular ones, some of those gave rise to jellyfish, while some of those gave rise to animals with spinal cords. Of the ones with spinal cords, some of those gave rise to amphibians. And so on. Evolution isn’t a linear progression, but a complex structure with many branches.Image credit: Leonard Eisenberg, 2008, via http://evogeneao.com/.

The monkeys that existed millions of years ago evolved into both modern monkeys and modern apes, and the apes that lived just a few million years ago evolved into the modern great apes as well as — very recently, evolutionarily speaking — modern humans.

And that is what I’d have to say to any creationists who had any of these questions for someone who believed in evolution. I hope you enjoyed it!

sábado, 1 de julho de 2023

Inteligência animal: abelhas possuem capacidade de tomar boas decisões rapidamente


Num estudo, elas souberam escolher as flores mais recompensadoras em néctar com eficiência comparável à de humanos e primatas.

Em sua jornada para colher o néctar das flores para fazer mel, as abelhas estão sempre correndo riscos. Escolher as flores erradas e sem recompensa para elas podem fazê-las perder um tempo precioso em sua curta vida (que muitas vezes não dura mais que 45 dias) e ainda expô-las a perigosos predadores.

Levando isso em conta, pesquisadores do Reino Unido e da Austrália decidiram estudar como as abelhas tomam a decisão sobre qual flor escolher para buscar néctar, e qual a sua probabilidade de sucesso. O resultado, contam em artigo no The Conversation, foi surpreendentemente positivo.

“Desafiamos as abelhas com um campo de flores artificiais feito de discos coloridos de cartolina, cada um oferecendo uma gotinha de calda de açúcar. ‘Flores’ de cores diferentes variavam em sua probabilidade de oferecer açúcar e também diferiam em quão bem as abelhas podiam julgar se a flor falsa oferecia ou não uma recompensa”, relatam.

As abelhas foram identificadas com marcas de tinta inofensivas, e filmadas durante o seu trajeto. Ao mesmo tempo, visão computacional e machine learning foram usados na observação dos insetos, para que depois um modelo computadorizado pudesse reproduzir a trajetória delas e ajudar a entender o seu comportamento.

“Descobrimos que as abelhas aprenderam muito rapidamente a identificar as flores mais recompensadoras. Elas avaliaram rapidamente se deveriam aceitar ou rejeitar uma flor, mas surpreendentemente suas escolhas corretas foram em média mais rápidas (0,6 segundo) do que as suas escolhas incorretas (1,2 segundo). Isso é o oposto do que esperávamos”, contam os pesquisadores.

Isso porque é consolidado na ciência comportamental que uma decisão correta leva mais tempo do que uma decisão incorreta. Afinal, determinar qual decisão tomar geralmente depende de quanta evidência temos. Ter mais evidências significa que podemos tomar uma decisão mais precisa – mas coletar evidências leva tempo.

Consequentemente, decisões recompensadoras costumam levar mais tempo para serem tomadas – as exceções conhecidas no mundo animal são seres humanos e primatas. E, agora, as abelhas.

Para entender como isso acontece, a equipa usou o modelo computacional criado a partir da observação das abelhas. Eles construíram redes neurais artificiais capazes de processar informações sensoriais, aprender e tomar decisões, compararam o desempenho desses sistemas artificiais com as abelhas reais e, a partir disso, puderam identificar o que um sistema precisava ter para conseguir essa rapidez nas decisões corretas.

“A resposta está em dar respostas de ‘aceitar’ e ‘rejeitar’ diferentes limiares de evidência com limite de tempo. Ou seja: as abelhas só aceitam uma flor se, à primeira vista, tiverem certeza de que ela é recompensadora. Se elas tiverem qualquer incerteza, rejeitam a flor”, afirmam.

Trata-se de uma estratégia avessa ao risco que significa que as abelhas podem ter perdido algumas flores recompensadoras, mas concentraram os seus esforços com sucesso apenas nas flores com a melhor chance e evidência de lhes dar a recompensa.

Segundo a equipa, o estudo foi útil não somente para compreender o comportamento desses animais, importantíssimos para a polinização na natureza, mas também para se pensar em como construir sistemas artificiais com eficientes sistemas de tomadas de decisão.

sexta-feira, 30 de junho de 2023

Documentário - Vida em Extinção

Fonte: Wired


Em "Vida em Extinção", uma equipa de artistas e ativistas expõe o mundo oculto da extinção com imagens inéditas que podem mudar a forma como vemos o planeta. Dois mundos impulsionam a extinção em todo o planeta - e podem provocar a perda de metade das espécies conhecidas. O primeiro é o comércio internacional de animais selvagens, que cria mercados clandestinos às custas de criaturas que sobrevivem neste planeta há milhões de anos. O segundo está à nossa volta, oculto bem diante de nós — um mundo que as empresas de gás e petróleo não querem que a população veja. Usando táticas secretas e tecnologia de ponta, a equipa de Vida em Extinção expõe esses dois mundos numa tentativa de inspirar a preservação da vida na Terra. Dos mesmos criadores do premiado "A Enseada" (2009), vencedor do Oscar de Melhor Documentário.

Mais detalhes aqui