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quinta-feira, 11 de dezembro de 2025

Sérgio Godinho - A vida é feita de pequenos nadas


[Verso 1]
(Segunda-feira 
trabalhei de olhos fechados 
na terça-feira 
acordei impaciente 
na quarta-feira 
vi os meus braços revoltados 
na quinta-feira 
lutei com a minha gente 
na sexta-feira 
soube que ia continuar 
no sábado 
fui à feira do lugar 
mais uma corrida, mais uma viagem 
fim-de-semana é para ganhar coragem) 

[Refrão]
Muito boa noite, senhoras e senhores 
muito boa noite, meninos e meninas 
muito boa noite, Manuéis e Joaquinas 
enfim, boa noite, gente de todas as cores 
e feitios e medidas 
e perdoem-me as pessoas 
que ficaram esquecidas 
boa noite, amigos, companheiros, camaradas 
a vida é feita de pequenos nadas 
a vida é feita de pequenos nadas 

Somos tantos a não ter quase nada 
porque há uns poucos que têm quase tudo 
mas nada vale protestar 
o melhor ainda é ser mudo 
isto diz de um gabinete 
quem acha que o casse-tête 
é a melhor das soluções 
para resolver situações 
delicadas 
a vida é feita de pequenos nadas 

Repete [Verso 1] e [Refrão]

E o que é certo 
é que os que têm quase tudo 
devem tudo aos que têm muito pouco 
mas fechem bem esses ouvidos 
que o melhor ainda é ser mouco 
isto diz paternalmente 
quem acha que é ponto assente 
que isto nunca vai mudar 
e que o melhor é começar a apanhar 
umas chapadas 
a vida é feita de pequenos nadas 

Ouvi dizer que quase tudo vale pouco 
quem o diz não vale mesmo nada 
porque não julguem que a gente 
vai ficar aqui especada 
à espera que a solução 
seja servida em boião 
com um rótulo: Veneno! 
é para tomar desde pequeno 
às colheradas 
a vida é feita de pequenos nadas 
boa noite, amigos, companheiros, camaradas 
a vida é feita de pequenos nadas.

A música 'A Vida É Feita de Pequenos Nadas', tema do álbum "Pano Crú" (1978) de Sérgio Godinho é uma reflexão poética sobre a rotina diária e as desigualdades sociais. A letra começa descrevendo a semana de trabalho de uma pessoa comum, com dias que se repetem em um ciclo de cansaço e luta. A repetição dos dias da semana simboliza a monotonia e a exaustão do trabalho quotidiano, onde cada dia parece uma batalha a ser vencida.

No refrão, Godinho saúda diversas pessoas, independentemente de suas origens ou condições, e reforça a ideia de que a vida é composta por pequenos momentos e detalhes. Essa saudação inclusiva sugere uma união entre todos, independentemente das diferenças, e destaca a importância de valorizar os pequenos gestos e momentos que compõem a vida.

A música também aborda a desigualdade social, criticando aqueles que possuem quase tudo às custas dos que têm muito pouco. Godinho denuncia a indiferença e a opressão dos poderosos, que preferem silenciar as vozes dos oprimidos. A letra sugere que a mudança é difícil, mas necessária, e que a passividade não é uma solução. A metáfora do 'veneno' servido desde pequeno representa as ideologias e sistemas que perpetuam a desigualdade e a injustiça.

'A Vida É Feita de Pequenos Nadas' é uma canção que mistura crítica social com uma mensagem de esperança e resistência. Sérgio Godinho, conhecido por suas letras engajadas e poéticas, utiliza sua música para provocar reflexão e incentivar a valorização dos pequenos momentos que, juntos, formam a essência da vida.


sexta-feira, 8 de março de 2024

Dia Mundial da Mulher 2024

Feliz Dia da Mulher.
Um hino instantâneo. A força da música e a marca inconfundível da prosa da Capicua. Muito bom! Parabéns! Certamente que neste dia da Mulher muitas se vão sentir representadas.

da Capicua:
"Por um mundo em que tenhamos direito ao ócio, ao descanso e ao pensamento despreocupado. Um mundo em que não precisemos do prefixo "super". Em que não tenhamos permanentemente uma pesada mochila às costas. E em que possamos estar em igualdade de circunstâncias com os nossos pares para vencer no trabalho, nas artes, na política, no desporto. Sem o dobro do esforço, sem a dupla jornada, sem a exaustão. Não deixemos que a exploração dos nossos corpos e da nossa força vital seja sempre posta na conta do amor incondicional, justificada pelo mito do instinto materno ou pela armadilha do multitasking. Façamos o 25 de Abril que falta dentro de casa!

Esta é a minha forma de celebrar o 8 de Março, os 50 anos de Abril, homenagear um dos seus maiores ícones musicais (Sérgio Godinho) e de semear, como ele no tema de 1971, a semente do inconformismo, no coração de todas as mulheres que dão o tempo e o sangue para garantir a economia do cuidado e a mão de obra do futuro".

Links:

Clique na ligação, para saber mais sobre o Dia Internacional da Mulher

segunda-feira, 4 de dezembro de 2023

Rádio Comercial: Homenagem Sérgio Godinho - O Primeiro Dia


“Sem palavras
Dizem-me várias vezes: tu és um homem das palavras, e eu sei que sim, como muitos são de outras formas. Sim, porque tenho uma paixão pelas palavras, e nomeadamente na sua concubinagem com a música. Mas tudo isto para dizer que agora fiquei mesmo sem palavras, perante este vídeo que me é oferecido pela Rádio Comercial, agregando as vozes de tantos músicos cantores, cada um e cada uma com a sua razão própria e generosa de me agradecer, cantando-me. E aí teria uma palavra, sim – obrigado. Que diz tudo. Nessa palavra cabe toda a força desta irmandade musical, que se estende a tantas praias e tantos horizontes. Cada um mergulhou no seu mar, nadou à sua maneira, flutuou, soube ir ao fundo e voltar. ‘Eu fui ao fim do mundo, vou ao fundo de mim...’ Obrigado por terem ido ao fundo de mim. Os tesouros e os despojos que talvez encontrem são vossos, todos vossos.”

Poema:

quarta-feira, 27 de junho de 2018

Opinião- Aljezur, um furo na democracia!

O que nos preocupa como cidadãos é a forma de fazer política por parte deste Governo no seu conjunto, enfraquecendo a qualidade da nossa democracia.

A recusa da realização de uma avaliação de impacte ambiental (AIA) por parte do Governo português, no processo de renovação da autorização concedida em 2007 às empresas ENI e Galp para um furo de prospecção de hidrocarbonetos ao largo de Aljezur, tem provocado um justificado coro de protestos, exigindo nomeadamente a demissão do ministro do Ambiente e de outras figuras ligadas a departamentos técnicos do ministério.

Contudo, o que está em causa é muito mais do que a mera continuidade do posto de um qualquer ministro. O que nos preocupa como cidadãos é a forma de fazer política por parte deste Governo no seu conjunto, enfraquecendo a qualidade da nossa democracia.

O que o furo de Aljezur significa é que, apesar de o país ter alegadamente “virado a página da austeridade”, Portugal continua a tomar decisões políticas numa perigosa metodologia de caso a caso, sem fundamentação rigorosa com base em informação técnica e científica, sem horizonte estratégico e coerência interdepartamental, e ignorando de modo ostensivo a opinião de dezenas de milhares de cidadãos que, por iniciativa própria, ou integrados em associações cívicas ou organizações profissionais e empresariais, têm procurado contribuir, generosamente, para um desenlace justo e construtivo deste processo.

Com efeito, a decisão do Governo revela:

Ausência de uma política energética coerente e de longo prazo. Uma política progressivamente baseada em fontes renováveis, capaz de estar à altura dos compromissos internacionais assumidos no combate às alterações climáticas com a aposta numa economia descarbonizada, em consonância com o Acordo de Paris e os objectivos da União Europeia. 

Incapacidade de defender a marca de um Portugal moderno e sustentável. Numa altura de transição energética para a sustentabilidade, ao fazer embarcar o país nos riscos inerentes à extracção off-shore de hidrocarbonetos, ainda por cima na posição subalterna de fornecedor de matéria-prima, o Governo está a ferir a nossa vantagem competitiva em vários aspectos. Referimo-nos à modernização e inovação do seu tecido económico em todos os sectores, à aposta nas renováveis, à qualidade do seu ambiente, à beleza da sua paisagem, ao profissionalismo da sua indústria turística – aspectos que lhe têm granjeado notoriedade, como o provam, de modo eloquente, o nosso PIB e a nossa balança comercial.

Desprezo pela política de ambiente como critério de civilização. O Governo deveria ser a primeira instituição a saber e a tentar corrigir as imensas falhas no conhecimento e ordenamento do território, que são particularmente evidentes no imenso espaço marítimo da nossa Zona Económica Exclusiva. A dispensa da AIA num país que em 2017 concedeu 440 milhões de euros de isenções fiscais aos combustíveis fósseis, segundo palavras do próprio ministro do Ambiente, num país que continua a descapitalizar orçamentalmente os organismos dedicados à administração e protecção ambiental, é incompreensível e portanto inaceitável.

Preferência pela política de opacidade negocial que lançou a vergonha sobre Portugal. Para além da sua dimensão ambiental, a AIA seria um sinal positivo de que o actual Governo pretende caminhar demarcando-se em relação ao passado recente. Sabemos hoje que contratos opacos e secretos, como aquele que foi assinado em 1 de Fevereiro de 2007 entre a ENI e a Galp e o Estado português representado por José Sócrates e Manuel Pinho – precisamente o contrato que deu origem ao problema do furo de Aljezur –, são caldos de cultura da corrupção, que se traduz hoje na dívida colossal herdada pelas gerações futuras resultante da inqualificável série de Parcerias Público-Privadas (PPP) ruinosas para o interesse público, contratadas por governos anteriores.

Os signatários deste Manifesto são cidadãos livres, que se uniram por razões cívicas e imperativos de consciência. Não estamos ao serviço de nenhum partido, de nenhuma igreja e de nenhum potentado económico ou financeiro. Estamos preocupados com o futuro dos nossos filhos e netos, num mundo cada vez mais vulnerável e num Portugal que continua demasiado frágil.

A decisão de autorizar o furo de Aljezur é um mau sinal. Ele revela que até este momento, o Governo coloca a “estabilidade” de um contrato opaco e obscuro, com uma indústria cada vez mais obsoleta e ligada a uma actividade danosa, à frente da Constituição e do seu artigo 66.º que reconhece: “Todos têm o direito a um ambiente de vida humano, sadio e ecologicamente equilibrado e o dever de o defender.” Deixar os combustíveis fósseis, eventualmente existentes em Portugal ou em qualquer parte do mundo, por explorar, constitui hoje um acto moral e portanto político, porque temos consciência do impacto nefasto da sua queima para o agravamento das alterações climáticas, particularmente em Portugal, onde este aquecimento anormal potencia fogos florestais descontrolados. 

Exigimos que a prioridade do interesse público seja reposta! Exigimos ao senhor primeiro-ministro que seja coerente com as afirmações que proferiu em Marraquexe em 2016, e com o compromisso de Portugal com o Acordo de Paris! Exigimos ao senhor primeiro-ministro que mande cancelar o contrato que permite ao consórcio ENI/Galp a prospecção de hidrocarbonetos ao largo de Aljezur!


Nós, os signatários deste documento, não abdicaremos dos nossos direitos constitucionais.

Adelino Gomes, jornalista; Alexandra Lucas Coelho, escritora e jornalista; Álvaro Garrido, prof. Universitário; Ana Benavente, prof. Universitária; Ana Drago, socióloga e investigadora; Ana Nunes de Almeida, prof. universitária, presidente do Conselho Científico do ICS; Ana Zanatti, actriz e escritora; André Freire, prof. universitário; António Araújo, jurista e historiador; António Betâmio de Almeida, prof. emérito do IST; António-Pedro Vasconcelos, cineasta; Boaventura Sousa Santos, prof. catedrático jubilado; Bruno Fialho, vice-presidente do SNPVAC; Carla Amado Gomes, prof. universitária (ICJP) e investigadora (CIDP); Carlos da Câmara, prof. Universitário; Carlos Fiolhais, físico, prof. universitário e ensaísta; Carlos Pimenta, empresário e ex-secretário de Estado; Catarina Albuquerque, relatora especial da ONU; Catarina Roseta Palma, economista e prof. universitária; Cláudio da Silva, actor; Fausto Bordalo Dias, compositor e cantor; Filipe Duarte Santos, prof. emérito da Universidade de Lisboa; Francisco Abreu, editor; Francisco Faria Paulino, coronel da Força Aérea Portuguesa (reforma); Francisco Ferreira, prof. universitário; Francisco Louçã, economista e político; Francisco Teixeira da Mota, advogado; Gil Penha Lopes, prof. universitário; Hélder Costa, autor, actor e encenador; Helena Freitas, prof. universitária e política; Irene Flunser Pimentel, historiadora; João Luís Carrilho da Graça, arquitecto; Joaquim de Almeida, actor; José Castro Caldas, prof. universitário; José Osório, engenheiro electrotécnico; José Viriato Soromenho-Marques, prof. catedrático na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa; José Vítor Malheiros, jornalista; Júlia Seixas, prof. universitária e investigadora; Lídia Jorge, escritora; Luís Ribeiro, prof. universitário do IST; Luís Tinoco, compositor; Luisa Costa Gomes, escritora, dramaturga e tradutora; Luísa Schmidt, socióloga e investigadora principal do Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa; Manuela Silva, prof. universitária; Margarida Magalhães Ramalho, historiadora; Maria do Rosário Gama, prof. aposentada e presidente da Associação APRe!; Maria José Melo Antunes, MBA Finanças; Maria Luísa Ribeiro Ferreira, prof. catedrática de Filosofia da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa; Maria Manuel Mota, cientista e investigadora principal na Unidade de Malária no IMM; Pedro Abrunhosa, músico; Pedro Bacelar de Vasconcelos, prof. universitário; Pilar del Rio, jornalista; Ricardo Paes Mamede, economista e prof. universitário; Rui Horta, coreógrafo; Sérgio Godinho, músico; Teresa Calém, artista plástica; Viriato Soromenho-Marques, prof. catedrático; Vitor Cóias e Silva, engenheiro, membro da Assembleia de Representantes da Ordem dos Engenheiros

segunda-feira, 1 de janeiro de 2007

Música do BioTerra - Ségio Godinho- Pode Alguém Ser Quem não é?


Senhora de preto
diga o que lhe dói
é dor ou saudade
que o peito lhe rói
o que tem, o que foi
o que dói no peito?
É que o meu homem partiu

Disse-me na praia
frente ao paredão
"tira a tua saia
dá-me a tua mão
o teu corpo, o teu mar
teu andar, teu passo
que vai sobre as ondas, vem"

Pode alguém ser quem não é?
Pode alguém ser quem não é?
Pode alguém ser quem não é?

Seja um bom agoiro
ou seja um bom presságio
sonhei com o choro
de alguém num naufrágio
não tenho confiança
já cansa este esperar
por uma carta em vão

"Por cá me governo"
escreveu-me então
"aqui é quase Inverno
aí quase Verão
mês d´Abril, águas mil
no Brasil também tem
noites de S. João e mar".

Pode alguém ser quem não é?
Pode alguém ser quem não é?
Pode alguém ser quem não é?

Mar a vir à praia
frente ao paredão
"tira a tua saia
dá-me a tua mão
o teu corpo, o teu mar
teu andar, teu passo
que vai sobre as ondas, vem"

Pode alguém ser livre
se outro alguém não é
a corda dum outro
serve-me no pé
nos dois punhos, nas mãos
no pescoço, diz-me:
Pode alguém ser quem não é?

Pode alguém ser quem não é?
Pode alguém ser quem não é?
Pode alguém ser quem não é?

domingo, 1 de janeiro de 2006

Música do BioTerra: Sérgio Godinho- Que Força É essa?


Vi-te a trabalhar o dia inteiroConstruir as cidades pr'ós outrosCarregar pedras, desperdiçarMuita força p'ra pouco dinheiroVi-te a trabalhar o dia inteiroMuita força p'ra pouco dinheiro
Que força é essa? Que força é essa?Que trazes nos braços?Que só te serve para obedecer?Que só te manda obedecer?Que força é essa? AmigoQue força é essa? Amigo
Que te põe de bem com outrosE de mal contigo?Que força é essa? AmigoQue força é essa? AmigoQue força é essa? Amigo
Não me digas que não me compr'endesQuando os dias se tornam azedosNão me digas que nunca sentisteUma força a crescer-te nos dedosE uma raiva a nascer-te nos dentesNão me digas que não me compr'endes
Que força é essa? Que força é essa?Que trazes nos braços?Que só te serve para obedecer?Que só te manda obedecer?Que força é essa? AmigoQue força é essa? Amigo
Que te põe de bem com outrosE de mal contigo?Que força é essa? AmigoQue força é essa? AmigoQue força é essa? Amigo
Vi-te a trabalhar o dia inteiroConstruir as cidades pr'ós outrosCarregar pedras, desperdiçarMuita força p'ra pouco dinheiroVi-te a trabalhar o dia inteiroMuita força p'ra pouco dinheiro
Que força é essa? Que força é essa?Que trazes nos braços?Que só te serve para obedecer?Que só te manda obedecer?Que força é essa? AmigoQue força é essa? Amigo
Que te põe de bem com outrosE de mal contigo?Que força é essa? AmigoQue força é essa? AmigoQue força é essa? AmigoQue força é essa? Amigo
Que força é essa? AmigoQue força é essa? AmigoQue força é essa? AmigoQue força é essa? Amigo

Música do BioTerra: · Sérgio Godinho- Maré Alta

Released on: 1971-01-01

Aprende a nadar, companheiroAprende a nadar, companheiroQue a maré se vai levantarQue a maré se vai levantar
Que a liberdade está a passar por aquiQue a liberdade está a passar por aquiQue a liberdade está a passar por aqui
Maré altaMaré altaMaré alta
Aprende a nadar, companheiroAprende a nadar, companheiroQue a maré se vai levantarQue a maré se vai levantar
Que a liberdade está a passar por aquiQue a liberdade está a passar por aquiQue a liberdade está a passar por aqui
Maré altaMaré altaMaré alta
Aprende a nadar, companheiroAprende a nadar, companheiroQue a maré se vai levantarQue a maré se vai levantar
Que a liberdade está a passar por aquiQue a liberdade está a passar por aquiQue a liberdade está a passar por aqui
Maré altaMaré altaMaré alta
Que a liberdade está a passar por aquiQue a liberdade está a passar por aquiQue a liberdade está a passar por aquiQue a liberdade está a passar por aqui
Esta minha cançãoQue encerrava o primeiro álbum SobreviventesÉ talvez a canção com a letra mais curta que eu tenhoMas, às vezes, é preciso martelar sempre a mesma tecla
E de facto dessa altura quando eu fiz a LiberdadeNão estava a passar por aquiE eu, aliás, não podia vir a este país e cantar livrementeComo estamos a fazer agora
Hum, mas foi tudo mais que por premoniçãoQue acabou por ser tambémEra uma, uma vontade, era uma vontadeDe uma afirmação
De dizer que a liberdade é um território sagradoO chão que pisamos é livreDefenda-lo

sábado, 1 de outubro de 2005

Novas Canções pela Paz- New Songs For Peace

Neste Dia Mundial da Música, escolhi o excelente site New Songs for Peace, projecto sempre actualizado da ONU onde se apresenta imensos artistas que ora sitematicamente ora porque ao longo das suas vidas pessoais e anseios por harmonia colectiva desejaram celebrar a Paz dando a sua voz e música.

O site em si mesmo é muito interactivo e rico em oportunidades de conhecermos muitos músicos, as letras dessas músicas, as razões dos músicos quando se inspiraram para as compôr e os sites das editoras...nelas temos oportunidade também de comprar ou apreciar um pequeno demo em mp3, gratuito!

Chamo a atenção para o facto de que podem acrescentar mais alguma canção para a Paz que a Organização ainda não conheça.Por exemplo o álbum Sons de Paz penso que não está referido. Nesse álbum, distribuído em 2003 pela AMI em associação com o jornal Público consta trabalhos da Madredeus, Sérgio Godinho, Manuel Alegre, Isabel Silvestre, Luís Represas, etc.

Escolhi para celebrar a Paz o tema Kuu do último trabalho de Kitaro

Prevejo tempos muito duros e críticos...
Muitos dos meus alunos são de famílas muito desestruturadas,eles próprios já de si muito revoltados, muitos são filhos de desempregados ou com reforma antecipada devido a acidentes de trabalho.
Alguns dos meus alunos são filhos de emigrantes sem direitos- como é possível se Portugal é terra de emigrantes?...
Depois há estas injustiças que sofremos no dia a dia pois há desigualdade de critérios nas reformas, contratações, direitos e privilégios...Depois há os fenómenos da televisão-lixo e voyeurista.
Temos os autarcas que têm casos na Justiça e que continuam arrogantes, vociferam nas televisões e mesmo assim são aplaudidos e corremos o risco de eles voltarem novamente ao poder.
Temos que fazer um esforço colectivo para impedir que a força das armas, dos conflitos, do medo, da violência e da estupidez campeie nas nossas vidas.
Temos que criar resistências à mediatização e à banalidade de crimes e imagens de armas, conflitos e mortes.
A opção é abrandar, respeitar a Natureza e ser mais generoso...e portanto tenho 100% de certeza que através da Educação Ambiental se promoverá a Paz.

EU ESCOLHI A PAZ ! MY CHOICE IS PEACE ALL OVER THE WORLD!

PAZ -PEACE - PACO- PACE- PAIX- SHALOM- SALAAM- SHANTY- - 평화 - Мир - 平和 - Ειρήνη - 和平 -SELAM VREDE- PAKE - HETEP- RAHU - ASHTE - IRINI - HEIWA - SULH - MIR
PHYONGH'WA - EMIREMBE - PACI - FRED - SULA - POKOJ - PASCH - MIERS- UKUTHULA

CopY/Paste and put in your site/blog.Thank You.

segunda-feira, 2 de agosto de 2004

José Afonso - Cantautor, é uma figura ímpar da Revolução

Monumento em homenagem a Zeca Afonso, em Grândola

José Afonso nasceu em Aveiro no dia 2 de Agosto de 1929. Depois de uma infância passada entre Portugal, Angola e Moçambique, instala-se em Coimbra, em 1940, para concluir os estudos. Começa a cantar serenatas e fados, e em 1953 são editados os seus primeiros dois discos, ambos gravados no Emissor Regional de Coimbra da Emissora Nacional.

Em 1956, num período em que já dava aulas, é editado o seu primeiro EP, Fados de Coimbra. Em 1960, com o seu quarto disco, é lançado o EP Balada do Outono, que José Afonso irá cantar no seu último concerto no Coliseu de Lisboa, em 29 de Janeiro de 1983.

Conta a biografia disponibilizada no site da Associação José Afonso que «em Maio de 1964, José Afonso actua na Sociedade Musical Fraternidade Operária Grandolense, onde se inspira para fazer a canção "Grândola, Vila Morena"». Esta música viria a ser usada, em 1974, como senha do Movimento das Forças Armadas (MFA), para a Revolução dos Cravos.

Depois de ser expulso do ensino oficial, em 1968, José Afonso dedica-se mais à música, lançando, entre outros, os discos Traz Outro Amigo Também (1970), Cantigas de Maio (1971) e Eu Vou Ser Como a Toupeira (1972). Em plena ditadura, as gravações destes álbuns foram feitas noutros países europeus.
Em 1973, a repressão continua a fazer-se sentir, com muitas sessões a serem proibidas pela PIDE/DGS. Em Abril, José Afonso é preso e passa 20 dias na prisão de Caxias, onde escreve «Era Um Redondo Vocábulo». Em Dezembro, na cidade de Paris, é lançado o álbum Venham Mais Cinco, no qual também participa José Mário Branco.

Nas vésperas da Revolução, a 29 de Março de 1974, actua no Coliseu de Lisboa, juntamente com Adriano Correia de Oliveira, José Jorge Letria, Manuel Freire, José Barata Moura, Fernando Tordo, entre outros, que terminam o concerto com «Grândola, Vila Morena». A PIDE/DGS proibira que fossem cantadas outras músicas, como «Menina dos Olhos Tristes» e «A Morte Saiu À Rua». O álbum Coro dos Tribunais, gravado em Londres, é editado também nesse ano, com a direcção musical de Fausto.

Após a Revolução, envolve-se activamente no processo revolucionário. A 11 de Março de 1975, dia em que foi derrotado um golpe militar contra-revolucionário, José Afonso cantou no RALIS para os soldados. Ainda na década de 1970, lança os álbuns Com As Minhas Tamanquinhas (que conta com a participação de Quim Barreiros), Enquanto Há Força (com vários artistas, como Rão Kyao, Adriano Correia de Oliveira e Sérgio Godinho) e Fura Fura (com Júlio Pereira e Trovante).

Volta a Coimbra em 1981 e lança o álbum Fados de Coimbra e Outras Canções. Em Dezembro de 1983, lança o álbum Como Se Fora Seu Filho, e volta a ser integrado no ensino oficial. Em 1985, lança o seu último álbum, Galinhas do Mato.

A 23 de Fevereiro de 1987, na sequência de doença prolongada, morria um dos músicos mais acarinhados pelo povo português. No funeral de Zeca estiveram presentes mais de 30 mil pessoas.

Todas as postagens de Zeca Afonso no Bioterra.
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Wikipedia: José Afonso