segunda-feira, 30 de junho de 2008

Festival Reboot Now versão Portuguesa e Boom Festival


Este ano Reboot Nowrealiza-se, pela primeira vez, em Portugal, entre os dias 2 e 9 de Agosto, em Idanha a Nova.
Trata-se de um projecto colectivo onde se mostram as mais relevantes conquistas no universo das alternativas sustentáveis, reunindo os melhores, desde a ciência à metafísica, construção, engenharia, tecnologias alternativas e literatura sobre política e ecologia.
Uma semana mais tarde (11 a 18 de Agosto) será realizado no mesmo local o Boom Festival, pela 7 ª vez, apresentando um programa sobre o mais inovador nas artes, cultura, sustentabilidade, livre expressão e conhecimento.
Mais informações:Reboot Now





sexta-feira, 27 de junho de 2008

Sabiam que a BP nasceu no Irão?


Sabiam que a BP nasceu no Irão? Que o governo Britânico comprou 51% da empresa? Que os britânicos devem o seu bem estar pós guerra, em parte devido ao petróleo iraniano extraído e transportado pela BP? Que o governo do Irão a nacionalizou? Que o Reino Unido tudo fez para contrariar isso? Que, em 1953, por causa do controlo do petróleo iraniano, a CIA organizou e levou a cabo um golpe de estado que derrubou Mohammad Mosaddegh, o primeiro ministro democraticamente eleito? A Democracy Now conta isto em video, e em texto que o acompanha. Via Renascer

Para mais pormenores, ler o capítulo 14 de Web of Deceit - Britain's Real Role in the World, de Mark Curtis, ou o capítulo 9 de Killing Hope, de William Blum.

terça-feira, 24 de junho de 2008

Sem sementes, não há futuro





Vídeo da entrevista com a Professora Margarida Silva, da Escola Superior de Biotecnologia da Universidade Católica do Porto à RTP2, Programa Entre Nós (uma série ao abrigo do protocolo celebrado entre a RTP e a Universidade Aberta), cujo tema foi 
Cultura Científica: Manipulação Genética em Produtos Alimentares



Quatro longas páginas da organização Journey to Forever, com uma discussão interessantissima sobre os conteúdos energéticos de produções agrícolas e biodiversidade: 
Seeds of the world e ideias de projectos internacionais de sucesso sobre: hortas e pequenos quintais nas cidades e desenvolvimento comunitário


sábado, 21 de junho de 2008

Michel Serres e evolução humana. Michel Serres and human evolution.

Michel Serres, filósofo francês, fala sobre a evolução humana. Neste vídeo ele justifica sua postura de otimista diante de situações que envolvem a educação e certas "incapacidades" dos jovens.

quinta-feira, 19 de junho de 2008

O pioneirismo dos Orçamentos Participativos na democracia portuguesa


Intervenção de Nélson Dias (In Loco, Sociólogo e Coordendaor Global do Projecto) na Sessão Pública de apresentação do conceito de Orçamento Participativo em Portugal, que decorreu dia 18.03.2008, em Lisboa.

O povo é quem mais manda no orçamento de 25 autarquias * Do egoísmo à solidariedade
por Álvaro Vieira, Público, 09.06.2008

Não é fácil conceber que os suecos tenham algo a apreender com Portugal em matéria de democracia. Afinal, no ranking que o think tank britânico Demos apresentou em Janeiro sobre a qualidade da democracia quotidiana, a Suécia aparece em 1.º lugar e Portugal numa modesta 21.ª posição, entre 25 países europeus. Ainda assim, no ano passado, a Associação de Municípios e Regiões da Suécia (SALAR) enviou uma delegação a Portugal para estudar uma particularidade da democracia portuguesa: o facto de esta ser responsável por mais de 20 das cerca de 150 experiências de Orçamento Participativo (OP) conhecidas na Europa.
Em 2000, o município de Palmela era um alfinete solitário espetado no mapa dos OP em Portugal. Hoje são 25 as autarquias portuguesas, incluindo algumas das maiores cidades do país, que aderiram a este mecanismo de democracia directa, em que os eleitos devolvem a palavra aos eleitores para estes se pronunciarem sobre a aplicação de uma parte dos recursos financeiros do município ou da freguesia.
No II Encontro Nacional sobre Orçamento Participativo que decorreu a 15 e 16 de Maio em Palmela, o sociólogo Nelson Dias, coordenador do Orçamento Participativo Portugal (OPP), projecto que visa desenvolver esta forma de democracia directa entre as autarquias portuguesas, chamou a atenção para este dado: quase 465 mil pessoas, 4,7 por cento da população nacional, vivem em territórios abrangidos por OP. E isto sem contar com a adesão recente de Lisboa.
Paradoxalmente, a taxa de participação é uma das fragilidades do OP. Dizer que 4,7 por cento da população vive em territórios abrangidos por este suplemento de democracia directa não significa que as pessoas em causa tenham intervindo no processo. Nos primeiros anos, de
maior entusiasmo, o máximo que Palmela conseguiu foi envolver 4 por cento dos seus eleitores. A presidente da câmara, Ana Teresa Vicente, da CDU, admite que, hoje, essa percentagem é ainda inferior.

Perguntas e Respostas

O que é o Orçamento Participativo (OP)?
O OP é um processo de participação dos cidadãos na tomada de decisão das autarquias sobre a afectação de parte dos seus recursos. Os cidadãos e suas associações podem apresentar sugestões de investimentos e eleger a estrutura funcional e processual do seu OP. O primeiro OP surgiu no Brasil, em Porto Alegre, em 1989. Hoje, há mais de 2 mil OP no mundo, com diferentes matizes, concentrados sobretudo na América Latina e na Europa. Mas também há experiências de OP na América do Norte, em África e na Ásia. Muitos são
sectoriais, dedicados à Habitação e infra-estruturas, por exemplo.

As prioridades dos cidadãos vinculam os autarcas?
Depende. Há dois grandes tipos de OP: o consultivo, em que o resultado da participação directa não vincula; e o vinculativo, em que o poder local se compromete a executar as decisões resultantes do processo. Mas é quase sempre uma auto-vinculação do poder local. A opção pelo OP consultivo (em Portugal não há nenhum OP vinculativo) costuma ser justificada pelos autarcas com os seguintes argumentos: a percentagem de população que participa no OP é muito inferior à dos eleitores que elegeram os titulares do poder local, que já se apresentaram a sufrágio com um programa, pelo que um OP vinculativo levantaria problemas de legitimidade democrática; um orçamento é um processo complexo que a maior parte da população não domina. Os autarcas que preferem o OP vinculativo argumentam que a questão da legitimidade não se coloca, uma vez que já se apresentaram a sufrágio com a promessa de promoverem a co-
-decisão, e que cabe à autarquia instruir os processos de modo a tornar acessíveis os aspectos mais complexos do orçamento.

Como funciona o OP?
Varia muito. As propostas dos cidadãos podem apresentar-se em assembleia, por via postal, pela Internet, etc. O papel dos cidadãos na definição das regras do jogo do OP pode ser mais ou menos preponderante, consoante a autarquia adopte uma postura mais ou menos paternalista.

Notas Bioterra
1. Conhecendo a Associação In Loco perspectiva-se um pouco sobre a importância do envolvimento das populações no equilíbrio dos ecossistemas e memórias colectivas.

2. Para mais informações sobre OP, consultar o sítio OP-Portugal


Intervenção de Giovanni Allegretti (Investigador do CES.UCoimbra) na Sessão Pública de apresentação do conceito de Orçamento Participativo em Portugal, que decorreu dia 18.03.2008, em Lisboa.


quarta-feira, 18 de junho de 2008

Abaixo o futebol competitivo

Partilho o mesmo pensamento e visão do meu amigo Viriato. Abaixo o Euro 2008 e a paranóia do futebol competitivo é um manifesto e também é um acto de cidadania por um Portugal mais ecossolidário. Certamente também há portugueses fartos....por mais lavagem verde que recentemente as fábricas de futebol façam...
E quanto a um esforço por mostrar penalizações dos futebolistas e clubes entre pares....ainda estamos muito longe da justiça social....
Por Portugal?
Só penalizam a função pública, penalizam os juízes, penalizam os ambientalistas, penalizam os polícias....ah...mas quando toca a penalizar a máquina do futebol...atenção...mil cuidados....
Por Portugal?
oh sobreiros e carvalhos de Portugal, oh lobos do Gerês, oh gravuras do Foz Côa, oh litoral de Portugal...porque não sois respeitados, amados e compreendidos???
Pela Europa?
Pelo Mundo?
Pelo Desporto e ao ar livre? Desporto para todos e com todos?
Pela Paz?????
O desporto ( mais a sua indústria) ensina-nos a ser competitivos!
A educação dos jogos cooperativos habitua-nos, ao invés, a ser solidários e fraternos.
Por Viriato, Pimenta Negra, 15 de Junho de 2008

A ideologia desportiva pretende vender-nos, à socapa, e à custa de uma falsa ideia de neutralidade da actividade desportiva, os valores caros às sociedades capitalistas: uma concorrência feroz entre as equipas e os jogadores, o elitismo dos melhores, o nacionalismo, o culto da perfomance, a passividade do espectador-cidadão e as perversões alienantes da sociedade do espectáculo, etc.

Acresce a isso, nos últimos anos, a subtil montagem e manipulação das emoções das pessoas, a que já nos vamos habituando a assistir periodicamente, quando aquelas são convidadas ( e autorizadas, bem entendido) a berrar, buzinar, e a cometerem os desvarios do costume, enfim, a emocionar-se por motivos, que são, no geral, muito bem programados, e que, de imediato, são vendidos às massas com objectivos inconfessáveis, mas onde o lucro está sempre presente, regra geral, associado alarvemente a operações de manipulação, com a vantagem suplementar de, ao contrário dos carnavais de outros tempos, não existirem em tais excessos as habituais críticas ao poder estabelecido.

Com os espectáculos desportivos como o que nos entram pelos olhos (e cérebros) dentro, o que se pretende é então alimentar a ilusão de um mundo em que cada equipa (de cada nação, ou de cada cidade) tem as mesmas oportunidades de ganhar (de vitória) como as demais, quando se sabe perfeitamente que assim não é, até porque as melhores equipas se constroem com investimentos milionários, só possíveis a quem for titular do real poder do capital.

Uma operação mental deste calibre permite alimentar junto dos mais desprevenidos a ideia ilusória de que, por exemplo, as nações colonizadas podem vencer as equipas das super-potências colonizadoras, ou de que - o que vai dar ao mesmo - os pobres só podem subir na escala social se tiverem talento suficiente para alcançarem o nível social dos ricos, por mais estúpidos e broncos que estes sejam.

A nossa bolsa de valores é o oposto a tudo isso. Queremos um mundo em que não haja necessidade de derrotar, e muito menos, de esmagar, quem quer que seja, para nos sentirmos bem. Queremos um mundo onde o gosto de jogar derive do prazer da partilha e do «estar em comum» e jamais da vitória ( e esmagamento ou massacre) sobre o outro.

Também rejeitamos a identificação às bandeiras de um qualquer Estado nacional, do mesmo modo que julgamos desprezíveis as manifestações ruidosas de rua dos adeptos fanatizados em glória aos vencedores.

Os campeonatos do mundo e da Europa do futebol, junto aos Jogos Olímpicos, são bem exemplos ilustrativos de todos esses valores que sub-repticiamente nos querem impingir, com a falsa ideia da neutralidade do desporto, devidamente embrulhada numa não menos falsa ética aplicada à competição feroz entre os jogadores-adversários em contenda.

A ideologia desportiva é, com efeito, tanto mais forte e insidiosa quanto mais invisível e discreta ela se mostrar…

Sejamos solidários uns com os outros.

Não alinhemos com a ideologia dominante da concorrência e da competição social (mesmo, dentro do desporto) das sociedades capitalistas.

Não à manipulação e à lavagem cerebral que nos transformam em agentes (…, isto é, em agenciados pelo poder) inconscientes da competição concorrencial do mercado

Por uma educação cooperativa e solidária entre todos os seres vivos.

terça-feira, 17 de junho de 2008

Documentário - Call of Life: Facing the Mass Extinction


Em todo o mundo, as espécies estão se extinguindo a uma taxa surpreendente, de 1.000 a 10.000 vezes mais rápido que o normal. A perda de biodiversidade tornou-se tão grave que os cientistas estão chamando isso de um evento de extinção em massa.

Call of Life: Facing the Mass Extinction é o primeiro documentário a investigar a crescente ameaça aos sistemas de suporte à vida da Terra por causa dessa perda sem precedentes de biodiversidade. Por meio de entrevistas com importantes cientistas, psicólogos, antropólogos, filósofos e líderes indígenas e religiosos, o filme explora as causas, o alcance e os efeitos potenciais da extinção em massa, mas também olha além das causas imediatas da crise para considerar como nossa sistemas culturais e econômicos, juntamente com padrões psicológicos e comportamentais arraigados, permitiram que essa situação se desenvolvesse, continuasse a reforçá-la e até mesmo determinar nossa resposta a ela.

Call of Life conta a história de uma crise não apenas na natureza, mas também na natureza humana, uma crise mais ameaçadora do que qualquer coisa que os seres humanos já enfrentaram antes.

Site Oficial:

segunda-feira, 16 de junho de 2008

Dia Internacional da Criança Africana * International Day of the African Child

 Uma árvore, em África do Sul,  com 2.000 anos de vida, chamam-lhe a Árvore da Vida 

O Dia Internacional da Criança Africana é organizada a cada ano desde 16 de Junho de 1991 pela Organização da Unidade Africana, em lembrança do massacre de milhares de crianças e jovens numa marcha, em Soweto (África do Sul) em pleno Apartheid, no dia 16 de Junho de 1976. 

Os estudantes estavam a protestar contra a má qualidade de sua educação e exigiam o direito de serem ensinados na sua própria língua. Centenas de jovens estudantes foram baleados, o mais famoso dos quais foi Hector Pieterson. Mais de uma centena de pessoas foram mortas nos protestos das duas semanas seguintes, e mais de mil feridos.

1. Sites
  • BNF Youth League Commemorates Day of African Child 
  • June 16: International Day of the African Child 
  • International Day of the African Child 

  • 2. Todas as postagens do Bioterra denunciando casos de Racismo e Direitos Humanos

    3. Outras datas em defesa dos direitos das crianças, direitos humanos, zelar pelos direitos da Natureza e por uma sociedade socio-ambiental sustentável no Calendário Sócio-Ambiental

    domingo, 15 de junho de 2008

    Lagartagis - Borboletas na Web

    Eclosão da borboleta Almirante Vermelho ( Vanessa atalanta ). A lagarta que se vê é a da Monarca ( Danaus plexippus )

    Toda a informação e observação em directo da câmara web do Borboletário do Jardim Botânico aqui.


    sexta-feira, 13 de junho de 2008

    Encontros Improváveis: Howard Zinn e Laura Novak


    “We don't have to engage in grand, heroic actions to participate in the process of change. Small acts, when multiplied by millions of people, can transform the world.” - Howard Zinn

    quinta-feira, 12 de junho de 2008

    The drugging of our children- documentário de Gary Null


    Como estão as grandes empresas farmacêuticas a beneficiar das últimas tendências de venda de drogas psicotrópicas poderosa para as crianças da América ( e não só)? 

    Será que estas drogas realmente ajudam os nossos filhos a curar os sintomas da doença mental, ou eles tendem a aumentar a depressão, a violência e suicídio? 
    Será que estamos realmente a tratar as causas da doença mental, ou estamos apenas a eliminar sintomas chatos de resolver?

    O documentário, de 2005, tenta responder a esta e muitas questões. 

    quarta-feira, 11 de junho de 2008

    Nova petição em linha contra o aumento da percentagem de contaminação de sementes não GM com OGM



    No Dia Internacional da Biodiversidade, a 22 de Maio de 2006, activistas fizeram uma acção directa para mostrar que o Ministério do Ambiente de Portugal apoia a produção de Organismos Geneticamente Modificados (OGM) nos Parques Naturais do país. A TV esteve lá.

    Agora, em 9 de Junho, o Ministério do Ambiente autoriza experiências com transgénicos em Rede Natura?! (informação detalhada neste comunicado, em formato pdf, da Plataforma Transgénicos Fora)


    Petição Save our Seeds para a Comissão Europeia

    Para
    Comissão Europeia, Rue de la Loi 200, B-1049 Bruxelas, Bélgica

    Apresento a minha preocupação acerca da proposta de uma Directiva da Comissão Europeia que iria permitir a contaminação de sementes não modificadas geneticamente com organismos geneticamente modificados (OGM) até um nível de 0.3 a 0.7 por cento. Eu quero ter a certeza de que os produtos que compro, os quais não estão etiquetados como GM, também não contêm OGM. Isto deixaria de ser garantido se as colheitas não-GM que crescem em campos fossem contaminadas por variedades GM a um nível de 30 a 70 metros quadrados por hectare sem que os agricultores sequer se apercebessem disso.
    Para mais, sinto que tal dispersão e propagação descontroladas de OGM é incompatível com a protecção de precaução do ambiente e da saúde humana.

    Deste modo, peço-vos que assegurem que a Directiva proposta sobre a pureza das sementes não permita a contaminação de colheitas não-GM com OGM (O nível de detecção, que actualmente permite um controlo e cumprimento fiáveis, está estabelecido numa margem de 0.1%).

    A pureza das sementes tem que ser assegurada por aqueles que produzem ou desejam cultivar OGM e não por aqueles que desejam continuar a cultivar e consumir produtos sem OGM. O aumento de custos devido a este encargo não deve ser suportado por consumidores nem, certamente, por agricultores. O compromisso financeiro terá que ser coberto pelos produtores de OGM. Uma garantia destas poderá ter que ser assegurada noutras directivas, regulações e legislação antes que a Directiva proposta entre em vigor
    .

    Apresentações em Powerpoint (fonte: Planet Diversity)
    1.GMOs in the European Union, co-existence and seed purity
    2.Genetically engineered agriculture? Actual state of affairs

    Leituras relacionadas
    A agricultura biológica pode alimentar o mundo(BioTerra, 5de Outubro de 2007)
    A crise energética e alimentar (BioTerra, 24 de Abril de 2008)

    domingo, 8 de junho de 2008

    Uma perspectiva… algumas inspirações históricas significativas para o avanço do conceito e movimento One Medicine/One Health – séculos XIX, XX e XXI


    Rudolf Virchow, MD (o pai da patologia celular e cunhou o termo "zoonose")

    “Entre a medicina animal e humana não há linhas divisórias – nem deveria haver. O objeto é diferente, mas a experiência obtida constitui a base de toda medicina”.




    William Osler, MD (Pai da Medicina Moderna e fundador da patologia veterinária)


    " ... em 1884, Osler já havia deixado sua marca indelével nos alunos (médicos e veterinários) que lecionou em Montreal, um dos quais assumiu o ensino de patologia na faculdade de veterinária. Outro, que seguiu o exemplo de Osler e também estudou em Berlim com Virchow, escreveu o primeiro livro em língua inglesa sobre a técnica veterinária post mortem em 1889."



    2007; 43: 5-19.  ; e a equipe pro bono autônoma da One Health Initiative.

    2. Bliss, Michael. William Osler, Uma Vida em Medicina. Oxford University Press, 1999.

    3. “A Vida de Sir William Osler” por Harvey Cushing, 1925 Ed. (Cortesia Cris Lyons, MA, Dip. Ed, MLIS, Biblioteca Osler de História da Medicina, Universidade McGill)



    Alexander Langmuir, MD, MPH (Criador do Serviço de Inteligência Epidemiológica dos Centros de Controle e Prevenção de Doenças dos EUA)

    “Langmuir estabeleceu o programa EIS como um sistema de alerta precoce contra a guerra biológica. Os oficiais do EIS, na época e agora, são médicos, veterinários, enfermeiros e cientistas da saúde que cumprem tarefas de 2 anos.” Academic e NCBI.

     

    Donald Ainslie (D. A.) Henderson, MD, MPH (1928–2016) Erradicação da Varíola: Liderança e Legado

    D.A.Henderson, MD, MPH (líder do programa mundial de erradicação da varíola)

    Professor de Medicina e Saúde Pública da Universidade de Pittsburgh. Académico Residente, Centro de Biossegurança, U. of Pittsburgh Medical Center. Professor de Serviços Distintos da Universidade Johns Hopkins. Reitor Emérito da Escola de Saúde Pública Johns Hopkins Bloomberg. Edifício Pier IV, Suite 210, Baltimore, Maryland 21202

    Em 22 de abril de 2007, o Dr. Henderson, lendário líder do programa mundial de erradicação da varíola, escreveu à equipe da One Health Initiative:

    "Agradeço o seu e-mail e parabenizo você e seus colegas pela promoção do conceito 'One Medicine'. É uma iniciativa que está muito atrasada, mas, ao mesmo tempo, não identifico pessoalmente soluções dramáticas que possam mudar a paisagem no curto prazo. Eu observaria que quando alguém teve a sorte de ter desfrutado da tutela de Jim Steele* durante meu mandato no CDC e periodicamente desde então, como amigo, o conceito de medicina única fica bem enraizado. , quando cheguei a Hopkins como reitor em 1977, procurei determinar como poderíamos nos conectar com uma escola de veterinária para fins de pesquisa e educação. Infelizmente, a geografia era simplesmente um obstáculo muito grande para ser superado.
    Conclusão: eu ficaria mais do que feliz em fazer o que pudesse para apoiar seus esforços."










    Ronald M. Davis, MD, MPH (líder da One Health e promoveu a adoção oficial da histórica resolução "One Health" da American Medical Association)




    https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/20391399/




    Presidente, Diretor da Associação Médica Americana, Centro de Promoção da Saúde e Prevenção de Doenças. Henry Ford Health System One Ford Place, 5C Detroit, Michigan 48202-3450




    3 de julho de 2007 – Dr. Davis, presidente da American Medical Association (AMA) escreveu para a equipe da One Health Initiative:




    “Estou muito satisfeito que a Câmara dos Delegados da AMA tenha aprovado uma resolução pedindo maior colaboração entre as comunidades médicas humanas e veterinárias e espero ver uma parceria mais forte entre médicos e veterinários. Doenças infecciosas emergentes, com as ameaças de transmissão entre espécies e pandemias, representam uma das muitas razões pelas quais as profissões médicas humanas e veterinárias devem trabalhar mais juntas”.










    *Myron "Mike" G. Schultz, DVM, MD, ajudou a identificar a crise da AIDS




    https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC6649340/




    " ... Com os diplomas de DVM e MD em mãos, Mike estagiou no Hospital do Serviço de Saúde Pública dos EUA (Boston, MA, EUA). Este estágio levou ao seu recrutamento por Alexander D. Langmuir (1910-1993) e período de um ano no programa de treinamento do Epidemic Intelligence Service (EIS) de Langmuir, em Atlanta, no (então chamado) Centro de Controle de Doenças (CDC).





    D.A.Henderson, MD, MPH (leader of the worldwide smallpox eradication program)

     Professor of Medicine and Public Health, University of Pittsburgh. Resident Scholar, Center for Biosecurity, U. of Pittsburgh Medical Center. Johns Hopkins University Distinguished Service Professor. Dean Emeritus, Johns Hopkins Bloomberg School of Public Health. Pier IV Building, Suite 210, Baltimore, Maryland 21202

    April 22, 2007, Dr. Henderson, legendary leader of the worldwide smallpox eradication program wrote to the One Health Initiative team:  

    "I thank you for your email and congratulate you and your colleagues in promoting the “One Medicine” concept. It is an initiative that is long overdue but, at the same time, I don’t personally identify dramatic solutions that are apt to change the landscape in the short term. I would note that when one has had the good fortune to have enjoyed the tutelage of Jim Steele* during my tenure at CDC and periodically ever since, as a friend, the one medicine concept becomes well engrained. Indeed, when I came to Hopkins as Dean in 1977, I cast about to determine how we might link up with a veterinary school for research and educational purposes. Unfortunately, geography was simply too great a hurdle to overcome.

    Bottom line: I would be more than happy to do whatever I could in support of your efforts."

    *James H. Steele, DVM, MPH https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC3944871/

    Ronald M. Davis, MD, MPH  (One Health leader and fostered the official adoption of the American Medical Association's historic "One Health" resolution)

    https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/20391399/

    President, American Medical Association Director, Center for Health Promotion & Disease Prevention. Henry Ford Health System One Ford Place, 5C Detroit, Michigan 48202-3450

    July 3, 2007 – Dr. Davis, American Medical Association (AMA) President wrote to the One Health Initiative team:

    I’m delighted that the AMA House of Delegates has approved a resolution calling for increased collaboration between the human and veterinary medical communities and I look forward to seeing a stronger partnership between physicians and veterinarians.  Emerging infectious diseases, with the threats of cross-species transmission and pandemics, represent one of many reasons why the human and veterinary medical professions must work more closely together.

    *Myron "Mike" G. Schultz, DVM, MD, Helped Identify the AIDS Crisis

    https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC6649340/

    " ... With DVM and MD degrees in hand, Mike interned at the US Public Health Service Hospital (Boston, MA, USA). This internship led to his recruitment by Alexander D. Langmuir (1910–1993) and a transformative 2-year stint in Langmuir’s Atlanta-based Epidemic Intelligence Service (EIS) training program at the (then-named) Center for Disease Control (CDC). Mike’s EIS experiences included a 1964 deployment to Vietnam to investigate infectious disease threats in the war and an important friendship with *James Harlan Steele, DVM (1913–2013), the renowned veterinary epidemiologist/epizootiologist whose leadership helped to formulate their shared concept of “One Health”—the idea that humans, animals, and the environment are all part of an intertwined ecosystem with respect to disease occurrence and microbial evolution—and to shape the conceptualization of emerging infectious diseases (). ..."

    Note: A strong longstanding One Health advocate, Dr. Schultz, a trained Doctor of Veterinary Medicine (veterinarian) and Doctor of Medicine, MD (physician), detected a cluster of pneumonia cases in the early 1980s which helped public health officials identify the AIDS epidemic.  As an infectious disease epidemiologist with the U.S. Centers for Disease Control and Prevention (CDC), Schultz created the Parasitic Diseases Drug Service to provide physicians with medicines to treat rare illnesses.  One was pentamidine.  Prescribed for patients with African sleeping sickness, it was also made available to treat patients with pneumocystis pneumonia in the early years of the AIDS epidemic, when few alternatives were available.  He published more than 110 papers and book chapters, mainly on epidemiologic subjects.  He also published special articles on the history of medicine in the New England Journal of Medicine, the Journal of the American Medical Association, the American Journal of Tropical Medicine & Hygiene, and Emerging Infectious Diseases and served as an epidemiological consultant to the World Health Organization, the Pan American Health Organization, and the Ministries of Health of the Republic of South Vietnam, Poland, Egypt, Haiti, Federal Republic of Germany, People’s Republic of China, Republic of China (Taiwan), Indonesia, Israel, Saudi Arabia, and Zimbabwe.

    In July 2018, Dr. Schultz was posthumously awarded the American Veterinary Epidemiology Society’s (AVES) https://www.avesociety.org/ coveted Gold Headed Cane award.

    Leading One Medicine/One Health Veterinarians—“Giants”—bridging the 20th and 21st Centuries

    Calvin W. Schwabe, DVM, MPH, ScD – coined the term “One Medicine” and crystalized the concept (now called “One Health”) in the 20th century

    https://senate.universityofcalifornia.edu/_files/inmemoriam/html/calvinwschwabe.htm

    https://www.archive.onehealthinitiative.com/publications/Who%20coined%20the%20term%20One%20Medicine%20by%20B%20%20Kaplan%20and%20C%20%20Scott%20May19%202011-CS.pdf

    *James H. Steele, DVM, MPH – established the veterinary division at the “Communicable Disease Center” https://www.cdc.gov/about/history/index.html now known as the U.S. Centers for Disease Control and Prevention (CDC) in 1947—Dr. Steele continued his extraordinary global public health and One Health leadership endeavors through the early 1st decade and three years into the second of the 21st century.

    https://www.newswise.com/articles/biography-of-zoonotic-disease-pioneer-james-steele-released

    https://www.hsph.harvard.edu/news/centennial-inventing-veterinary-public-health/

    Read what one late great “One Health” advocate [Dr. Schultz- see above] said about another late great activist leader [Dr. Steele] ...

    From: Schultz, Myron G. (CDC/CGH/DGHP)

    Sent: Monday, July 21, 2014 12:56 PM
    *Dr. Schultz’s response to the OHI team after reading their tribute to Dr. Steele
    Subject: RE: In Memoriam: James Harlan Steele (1913–2013) POSTED One Health Initiative website July 20, 2014 https://www.archive.onehealthinitiative.com/news.php?query=James+H.+Steele%2C+dvm%2C+mph

    "In the words of Isaiah di Trani (c.1180-c.1250):

    “Who sees further, a dwarf or a giant? Surely a giant for his eyes are situated at a higher level than those of the dwarf. But if the dwarf is placed on the shoulder of the giant who sees further? . . . So too we are dwarfs astride the shoulders of giants. We master their wisdom and move beyond it. Due to their wisdom we grow wise and are able to say all that we say, but not because we are greater than they.”

    We all stand on the shoulders of Jim Steele and are healthier and wiser because of him."

    Best wishes.

    Dia Mundial dos Oceanos - Pluriamar

    Corey Arnold -The North Sea

    Além da Terra, além do Céu,
    no trampolim do sem-fim das estrelas,
    no rastro dos astros,
    na magnólia das nebulosas.
    Além, muito além do sistema solar,
    até onde alcançam o pensamento e o coração,
    vamos!
    vamos conjugar
    o verbo fundamental essencial,
    o verbo transcendente, acima das gramáticas
    e do medo e da moeda e da política,
    o verbo sempreamar,
    o verbo pluriamar,
    razão de ser e de viver

    Carlos Drummond de Andrade, Além da Terra, além do Céu


    sábado, 7 de junho de 2008

    Música do BioTerra: Eddie Vedder - Hard Sun



    Into the Wild (br: Na Natureza Selvagem / pt: O Lado Selvagem) é um filme de longa-metragem norte-americana de 2007, dirigido por Sean Penn, baseado no livro homónimo, do jornalista Jon Krakauer, que conta a história verídica de Christopher McCandless, um jovem recém-formado que se aventura pelos Estados Unidos da América até chegar ao inóspito Alasca.

    Sinopse


    Em 1990, com 22 anos e recém-licenciado, Christopher McCandless ao terminar a faculdade, doa todo o seu dinheiro a uma instituição de caridade, muda de identidade e parte em busca de uma experiência genuína que transcendesse o materialismo do quotidiano. Abandona, assim, a próspera casa paterna sem que ninguém saiba e mete-se à estrada. Deambula por uma boa parte da América (chegando mesmo ao México) à boleia, a pé, ou até de canoa, arranjando empregos temporários sempre que o dinheiro faltasse pois, Chris acaba por abandonar o seu carro e queimar todo o dinheiro que levava consigo para se sentir mais livre, mas nunca se fixando muito tempo no mesmo local. Desconfiado das relações humanas e influenciado pelas suas leituras, que incluíam Tolstoi e Thoreau, ansiava por chegar ao Alasca, onde poderia estar longe do homem e em comunhão com a natureza selvagem e pura. O que lhe acontece durante este percurso transforma o jovem num símbolo de resistência para inúmeras pessoas.


    Christopher dá igualmente início a uma aventura que mais tarde viria a encher as páginas dos jornais e que termina com a sua morte no Alasca.


    Sean Penn vai intercalando a viagem de McCandless com breves flashbacks do seu passado, narrados em voz off pela irmã de Chris. Chistopher quer fugir a uma família materialista, hipócrita e cheia de mentiras. Penn tem olho de cineasta e a sua câmara vai captando melancolicamente, com vagar e gosto, a paisagem americana, ao som da excelente banda sonora de Eddie Vedder, embalando o espectador, que é quase hipnotizado pelas imagens e som. Penn tem ainda a mestria de não entrar muito pelo lado místico ou esotérico do rapaz tímido, mostrando-nos apenas o lado de McCandless extremamente simpático, uma pessoa que faz amigos com facilidade, com uma simpatia espontânea, onde apenas se entrevê uma certa tristeza interior, não obstante toda a força que possui. Claro que a isto não é estranha a tranquila mas marcante interpretação de Emile Hirsch.


    Tal como aconteceu com o excêntrico Timothy Treadwell, retratado em 'Grizzly Man', também aqui McCandless não é bem tratado pela rude e impiedosa natureza que tanto amou, e onde procurou (ingenuamente?) uma solução para o seu vazio. O tocante final do filme, é o derradeiro motivo para admirarmos esta sétima obra de Sean Penn atrás da câmara.


    Era Christopher McCandless um aventureiro heróico ou um idealista ingénuo, um Thoreau rebelde dos anos 1990 ou mais um filho americano perdido, uma pessoa que tudo arriscava ou uma trágica figura que lutava com o precário balanço entre homem e Natureza e contra o materialismo da sociedade?


    Podem se seguir discussões e debates para decidir se era ele uma resposta a uma sociedade doente ou um jovem intenso demais em tudo que fazia. Porém, todo julgamento que fizermos dele será hipotético: sobre alguém que atravessou as fronteiras de si mesmo e chegou onde poucos habitam, que experimentou o seu jeito de viver e concluiu que seu lugar no mundo não era tão ruim assim. Mas já era tarde demais para voltar, ele já estava onde o julgamento nem bem compreende e nossa sociedade isolada em suas redes de comunicação não pode sequer supor.

    quinta-feira, 5 de junho de 2008

    Dia Mundial do Ambiente

    Cartaz elaborado por João Soares

    O Dia Mundial do Meio Ambiente é celebrado no dia 5 de Junho, foi criado pela Assembleia Geral das Nações Unidas na resolução (XXVII) de 15 de Dezembro de 1972 com a qual foi aberta a Conferência de Estocolmo, na Suécia, cujo tema central foi o Ambiente Humano.

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    quarta-feira, 4 de junho de 2008

    Dossier Fotografia

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