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sexta-feira, 19 de junho de 2026

Sisters of Mercy - Dominion

Melhor som aqui

Lançado em 1987 no aclamado álbum Floodland, o tema "Dominion" (frequentemente editado na sua versão longa como "Dominion / Mother Russia") destaca-se pela sua sonoridade grandiosa e hipnótica, impulsionada por uma linha de baixo marcante, pelas batidas industriais da famosa caixa de ritmos da banda, apelidada de "Doktor Avalanche", e pela densidade dos coros operáticos providenciados pela New York Choral Society.

O impacto visual da canção foi imortalizado num videoclipe memorável filmado em fevereiro de 1988 nas ruínas históricas de Petra, na Jordânia. Esta produção tornou-se um marco histórico por ter sido o primeiro videoclipe de música pop/rock a receber autorização governamental para ser gravado naquele sítio arqueológico. Para alcançar os impressionantes planos aéreos que caracterizam o vídeo, Andrew Eldritch conseguiu inclusive o apoio da própria família real jordana, que cedeu um helicóptero militar para as filmagens.

No plano lírico, a letra assume um tom profundamente cínico e literário. Em passagens como "In the land of the blind king / The one-eyed man is king / Don't look back to the neon and the cold grey morning / Say the prayers for the sand to come", que em português de Portugal se traduz como "Na terra do rei cego / O homem que tem um olho é rei / Não olhes para trás para o néon e para a manhã cinzenta e fria / Reza as orações para que venha a areia", a banda constrói uma atmosfera de decadência urbana e alienação. Na segunda secção do tema, intitulada "Mother Russia", a letra expande-se numa crítica geográfica direta: "Mother Russia rain down / There's a lighthouse in the middle of Prussia / A white house in a red square / And a mobile home in Memphis", cuja tradução corresponde a "Mãe Rússia, chove cá em baixo / Há um farol no meio da Prússia / Uma casa branca numa praça vermelha / E uma caravana em Memphis".

O significado por trás desta poesia sombria reflete a genialidade política de Eldritch, que transformou a faixa numa das mais contundentes críticas à Guerra Fria e ao imperialismo dos anos 80. Ao utilizar o provérbio clássico de que em terra de cegos quem tem um olho é rei, o músico ironiza a facilidade com que as massas se deixavam manipular por líderes políticos medíocres num período de paranoia global, enquanto a "areia" simboliza o colapso inevitável das civilizações. O segmento "Mother Russia" foi inspirado de forma muito direta pelo desastre nuclear de Chernobyl, ocorrido em 1986, apenas um ano antes do lançamento do disco; o apelo para que a Rússia "chova cá em baixo" funciona como uma metáfora literal para a nuvem radioativa que se espalhou pelos céus europeus através da precipitação. Por fim, ao fundir os maiores símbolos das superpotências da época numa única imagem - uma casa branca americana plantada no meio da Praça Vermelha soviética -, o tema expõe o absurdo do jogo geopolítico que esmagava a Europa Central (a Prússia) e reduzia a cultura ocidental ao vazio consumista simbolizado pelas caravanas de Memphis, deixando o mundo à mercê de um iminente apocalipse nuclear.

segunda-feira, 18 de maio de 2026

The Sisters of Mercy - Heartland (American Remix) 2020


Heartland

[Verso 1]
Lay me down the long white line
Leave the sirens far behind me
Paint my name in black and gold
My heart my flame my heart my road
My heartland fade across the line
Heartland sing the faces shining
In the failing failing failing
Heartland make the places mine  

[Verso 2]
Clearly now the past mistakes
The giant steps we had to take
The path that ever promise made to
Die in dream dissolve and fade

[Refrão]
My heartland, heartland, heartland...

[Verso 3]
Behind the lines a face that glimmers
Still looking for a face that shines
In the promise in the places
I'm going to make them mine

[Refrão]
My heartland, heartland, heartland...

Embora Andrew Eldritch, o enigmático líder e compositor da banda que frequentemente rejeita rótulos, mantenha o mistério, as letras de Heartland carregam fortes metáforas geopolíticas e existenciais que se dividem em duas grandes linhas de interpretação.

Por um lado, a vertente geopolítica remete para a Guerra Fria e para a Teoria do Coração do Mundo, já que o próprio termo Heartland evoca diretamente o conceito proposto pelo geógrafo Halford Mackinder, que afirmava que quem controlasse a Europa de Leste — o "Coração do Mundo" — dominaria o planeta. Lançada em 1983, no auge desse conflito ideológico, a canção reflete o medo do colapso, a divisão das fronteiras expressa em versos como "across the line" ou "behind the lines", e a decadência dos impérios ocidental e soviético, sendo que frases como "the giant steps we had to take" podem muito bem referir-se à corrida ao armamento ou aos erros históricos cometidos pelas superpotências.

Por outro lado, a nível mais literal e poético, emerge a metáfora da estrada e da fuga existencial, em que a música evoca a imagem de uma fuga noturna por uma autoestrada para escapar da autoridade, dos problemas ou do caos urbano, como sugere o pedido para o deitarem na longa linha branca e deixarem as sirenes para trás. Neste contexto, o Heartland transforma-se num refúgio mental ou num lar espiritual em vias de desaparecimento, onde impera um forte sentimento de desilusão. O eu lírico fala de promessas que morreram, se dissolveram e desapareceram num sonho, revelando uma busca por identidade e controlo num mundo que parece estar a falhar.

Em resumo, Heartland utiliza a estética fria e industrial da sua sonoridade para pintar o retrato desolador de um indivíduo isolado, perdido entre a desilusão pessoal e as tensões políticas de um mundo à beira do abismo.

segunda-feira, 13 de abril de 2026

Date at Midnight - Another Grace


"Another Grace" é um exercício magistral de equilíbrio entre o vigor do pós-punk e a melancolia solene do rock gótico contemporâneo. Musicalmente, a canção define-se por uma arquitetura sonora onde o baixo assume o papel de espinha dorsal, pulsando com uma urgência hipnótica que sustenta as guitarras carregadas de reverb e chorus. Esta combinação cria uma atmosfera densa e expansiva, típica da escola romana de que os Date at Midnight são protagonistas, elevando a composição acima do mero revivalismo ao conferir-lhe uma produção límpida e uma execução técnica rigorosa. A voz de Daniele De Angelis, num barítono profundo e austero, atua como um fio condutor que guia o ouvinte através de uma paisagem emocional cinzenta, evocando simultaneamente a autoridade de Andrew Eldritch e a fragilidade de Adrian Borland.

No plano lírico e semântico, a canção mergulha nas águas turvas do existencialismo e da busca espiritual falhada. O conceito de "outra graça" sugere uma procura cíclica por redenção ou por um novo começo num mundo que se revela persistentemente decadente e indiferente. Há uma sofisticação inerente na forma como a banda aborda a perda; não se trata apenas de tristeza, mas de uma aceitação elegante da inevitabilidade do fim. A letra explora a tensão entre o desejo de purificação e a sedução do abismo, tratando a "graça" como uma mercadoria escassa ou um fetiche emocional que se persegue para mascarar o vazio da existência urbana. É, em última análise, uma ode à beleza que reside na desilusão, transformando o pessimismo numa forma de arte altamente refinada e catártica.


Date at Midnight (página oficial)

sexta-feira, 24 de outubro de 2025

Ensaio - Contra a boçalidade, polarização, ódio, desinformação e reforço positivo nos jovens


Bom dia, amigos. Um dia de resistência. Uma greve geral!                            
Lembrei-me deste tema que se tronou um ícone da música gótica nos anos 80 e é muito actual.
Há músicas que falam de paisagens interiores — desertos de emoção, mares contidos, ventos que nos atravessam sem deixar rasto. “No Time to Cry”, dos Sisters of Mercy, é uma dessas paisagens sonoras: fria à superfície, mas pulsante por dentro.
Lançada em 1985, é uma confissão disfarçada de resistência. O narrador ergue-se entre ruínas afectivas e declara: “não há tempo para chorar”. Não por falta de sentimento, mas porque a dor já se tornou parte do caminho.
A voz grave de Andrew Eldritch ecoa como um mantra urbano — o cântico de uma humanidade que aprendeu a conter o pranto para sobreviver num mundo acelerado e distraído.
"I've got no time to cry" — sugere que o narrador tenta fugir das emoções, mantendo-se ocupado ou emocionalmente desligado.

Acontecimentos recentes daquele jovem de 14 anos que matou a mãe, ou ainda a filha que esfaqueou o pai. Chocou o País. Já foram ditas muitas opiniões. Na minha opinião a falta de barreiras na educação nos anos iniciais leva a que filhos pensem que podem tudo, que têm direito a tudo sem perceberem que têm igualmente deveres. Incapacidade de aceitarem o "não" às suas vontades, leva a comportamentos destes. Porém há que dizer sempre aos filhos que tal como a natureza, também o ser humano alterna entre ciclos de retraimento e renascimento. Há que dizer aos filhos o Não com convicção, para lhes fornecer ferramentas de integração social.  Há épocas em que o inverno domina a alma, e o gelo emocional é a única defesa possível. Nessa altura cabe à família a escuta e dizer-lhes sempre acreditar no Amor, porque na Natureza também há que sobreviver e as espécies, mesmo nesse silêncio, progridem e reinventam-se. Adaptam-se e avançam com novas estratégias.   

Claro que hoje em dia a tarefa dos pais é muito mais desafiante.. As redes sociais criam dependência, espalham violência, das mais variadas formas. A extrema direita está a alimentar o lado mais fraco que todos temos, está-se a banalizar o ódio, afectando a saúde mental de pais e filhos. Estas situações curam-se com pedagogia, da presença, dos bons exemplos, na família, amigos e até em comunidades. A comunicação social podia e devia ajudar. Porém o que se vê é explorar a violência até ao infinito (Correio da Manhã, p.ex.), dar palco à extrema-direita,  que alimentam o tal lado mau da humanidade. A média perdeu todo o seu sentido pedagógico: não fornece exemplos de altruísmo, de educação ambiental.  E também não podemos esquecer o espectáculo de boçalidade que ocorre com cada vez maior frequência e maior intensidade na AR. Porém, chegar a casa e conversar. Sem net, sem  TV. Ouvir os filhos, netos. 

Aos pais, avós e jovens, estou sempre a dizer: confiem, inspirem-se, leiam mais, adiram a alguma associação ambiental e ou de solidariedade. E façam actividades comuns junto da Natureza. Não adiem o Amor universal.

"No Time to Cry” é, assim, um espelho do nosso tempo: uma elegia à contenção, um hino à resistência emocional e, quem sabe, um lembrete de que até o mais frio dos corações espera pela primavera. É um processo individual e de escuta. E isso faz-se com activismo pró-activo, afectos, cooperação e gregarismo 🌿

terça-feira, 14 de maio de 2024

Música do BioTerra: Death In Rome - Marian (The Sisters Of Mercy - Cover)


In a sea of faces, in a sea of doubtIn this cruel place your voice above the maelstromIn the wake of this ship of fools I'm falling further downIf you can see me, Marian, reach out and take me home
I hear you calling MarianAcross the water, across the waveI hear you calling MarianCan you hear me calling you toSave me, save me, save me from the grave
MarianMarian, there's a weight above meAnd the pressure is all too strongTo breathe deepBreathe long and hardTo take the water down and go to sleepTo sink still furtherBeneath the fatal waveMarian I think I'm drowningThis sea is killing me
I hear you calling MarianAcross the water, across the waveI hear you calling MarianCan you hear me calling you toSave me, save me, save me from the grave
Was ich kann und was ich könnteWeiß ich gar nicht mehrGib mir wieder etwas schönesZieh mich aus dem MeerIch höre dich rufen MarianKannst du mich schreien hörenIch bin hier alleinIch höre dich rufen MarianOhne deine Hilfe, verliere ich mich in diesem Ort
I hear you calling MarianAcross the water, across the waveI hear you calling MarianCan you hear me calling you toSave me, save me, save me from the grave
Marian

sexta-feira, 18 de novembro de 2022

Música do BioTerra- Sisters of Mercy- Nine While Nine


Esta linda música, em especial, conta como é doloroso nos separarmos, principalmente quando a história era intensa.
Esta música marca o fim de uma história de amor e paixão, fala da separação de Andrew e Claire.
Claire Shearsby, famosa DJ de Leeds nos anos 80, ela também participou muito da criação do Sisters of Mercy, muitas vezes presente nos primeiros anos para gerir o som e luzes.

Entrevista a Claire Shearsby

Poema aqui

terça-feira, 1 de maio de 2018

The Sisters of Mercy - Some Kind of Stranger


Melhor som aqui
Letra
And yes I believe in what we had 
But words got in the way 
And only yesterday as I was leaving 
Lord knows I've tried to say but 
I've heard a million conversations 
Going where they've been before 
Seen the way that careful lingers 
Undecided at the door 

And all I know for sure 
All I know for real Is knowing doesn't mean so much 
When placed against the feeling 
The heat inside 
When bodies meet 
When fingers touch 

All my words are second-hand and 
Useless in the face of this 
Rationale and rhyme and reason 
Pale beside a single kiss 
And I've heard so many things 
I fail to understand at all I'd settle anytime for 
Unknown footsteps in the hall outside 

And all I know for sure 
All I know for real Is knowing doesn't mean so much 
When placed against the feeling 
The heat inside 
When bodies meet 
When fingers touch 
Because the world is cruel 
And promises are broken 
Don't try to tell me anything 
Don't try to tell me 
You'll be true to me you know 
The real truth is never spoken 

And I know the world is cold 
But if you hold on tight to what you find 
You might not mind too much though 
Even this must pass away 

And memories may last for years 
But names are just for souvenirs 
Some kind of angel 
Let me look into your eyes 

Don't give me whys and wherefores 
Reason or surprise 
I don't care for words that don't belong 

And I don't care what you're called 
Tell me later if at all I can wait a long long time 
Before I hear another love song 

Come here I think you're beautiful 
My door is open wide 
Some kind of angel come inside 

Come here I think you're beautiful 
I think you're beautiful beautiful 
Some kind of angel come inside  [4X]

Significado da canção
"Some Kind of Stranger" é a faixa que encerra de forma épica e melancólica o álbum de estreia dos The Sisters of Mercy, First and Last and Always (1985). Escrita pelo vocalista Andrew Eldritch e pelo guitarrista Gary Marx, a canção carrega uma atmosfera fúnebre, lenta e profundamente introspectiva, cujo significado central gira em torno do vazio emocional, da falência da comunicação e da busca por um refúgio temporário na intimidade com desconhecidos.

A música abre com um desabafo sobre o desgaste de um relacionamento de longo prazo, quando Eldritch canta que acredita no que eles tinham, mas que as palavras se atravessaram no caminho. O vocalista expressa um cansaço profundo em relação ao diálogo e às convenções sociais das relações, argumentando que ouviu um milhão de conversas que iam dar exatamente ao mesmo sítio. Existe aqui um forte sentimento de desilusão, onde as promessas são feitas para serem quebradas e a linguagem perdeu totalmente o poder de conectar as pessoas de verdade, deixando claro que, para o narrador, a verdade real nunca é dita.

Diante da frieza do mundo exterior e do fracasso das suas relações afetivas, o eu lírico clama por uma presença que não exija bagagem emocional, nomes ou promessas futuras, implorando para que algum tipo de anjo ou algum tipo de estranho entre na sua vida. Ele escancara as portas da sua intimidade e assume que não se importa com o nome da outra pessoa, sugerindo que lho diga mais tarde, se é que o fará. Neste contexto, o encontro passageiro com alguém desconhecido deixa de ser apenas uma futilidade e passa a ser uma busca desesperada por calor humano puramente físico e instintivo, livre das amarras, das expectativas e das mentiras do convívio quotidiano.

O significado da música ganha camadas ainda mais melancólicas quando olhamos para o que acontecia nos bastidores da banda em 1985. Andrew Eldritch estava a passar pelo término de um namoro de longa data durante as gravações e o clima interno nos The Sisters of Mercy estava insustentável. Gary Marx, o coautor da faixa, já tinha decidido que deixaria o grupo assim que o álbum ficasse pronto. Mais tarde, o próprio guitarrista comentou em entrevistas que versos que falam sobre ver a forma como o cuidado hesita, indeciso à porta, pareciam referências diretas às tensões e à indecisão dos membros da banda, que sabiam que o fim daquela formação estava anunciado.

Resumindo, "Some Kind of Stranger" é o retrato de um isolamento niilista e a trilha sonora de alguém que, exausto de tentar fazer-se entender através de palavras inúteis e cansado de promessas vazias, decide abrir a porta à noite e aceitar qualquer conexão efémera e sem nome, contanto que ela afaste a solidão por algumas horas.

Sobre o filme
"Only Lovers Left Alive", "Só os amantes sobrevivem" (2013) realizado por Jim Jarmusch, afasta-se por completo do típico filme de terror ou de ação com vampiros, revelando-se uma obra poética, melancólica e profundamente focada na atmosfera, na arte e na música. A história acompanha dois vampiros eruditos e apaixonados que estão juntos há séculos. Adam, interpretado por Tom Hiddleston, é um músico de rock underground que vive isolado numa Detroit decadente e deserta. Ele sofre de uma depressão profunda causada pelo rumo que a humanidade tomou, a quem chama "zombies", sentindo-se desiludido com a falta de criatividade e o declínio do mundo moderno. Do outro lado do mundo, em Tânger, Marrocos, vive a sua alma gémea, Eve, interpretada por Tilda Swinton, uma mulher luminosa e apaixonada pela literatura. Ao perceber que Adam está prestes a desistir da própria existência, Eve viaja até Detroit para se reajuntar a ele. Em vez de caçarem humanos, os dois conseguem sangue limpo e de qualidade em hospitais através de subornos, tratando o sangue quase como um vinho raro ou uma droga fina. O ritmo calmo da sua rotina é quebrado com a chegada inesperada da irmã mais nova de Eve, Ava, uma vampira jovem, impulsiva e irresponsável que não partilha do mesmo autocontrolo do casal, provocando o caos na vida pacífica que eles tentavam manter. No fundo, o filme usa a imortalidade dos vampiros como uma metáfora sobre o peso do tempo, a preservação da arte e da ciência, e como o amor é a única coisa capaz de nos salvar da decadência do mundo.

domingo, 2 de abril de 2017

Música do BioTerra: The Sisters of Mercy - Black Planet (Stop The War Remix)


So still so dark all over Europe
And I ride down the highway 101
By the side of the ocean headed for sunset
For the kingdom come
for the

Black
Black planet
Black
Black world

Run around in the radiation
Run around in the acid rain
On a
Black
Black planet
Black planet hanging over the highway
Out of my mind's eye
Out of the memory
Black world out of my mind

Still so dark all over Europe
And the rainbow rises here
In the western sky
The kill to show for
At the end of the great white pier
I see a

Run around in the radiation
Tune in turn on burn out in the acid rain on a...
Run around in the radiation
Tune in turn on burn out in the acid rain on a...


quinta-feira, 30 de março de 2017

Música do BioTerra: The Sisters of Mercy - Bury Me Deep


Call it superstition
Followed and fell
Under the falling
Under the spell
Singing
Bury me
Bury me

Spoken in tongues
Of many colours
In the colours of heaven in the colours of hell, in the
Cannot, would not tell, in the
Broken temple bells, in the ringing
Oh, Marian, I can
Hear those voices singing
Bury me
Inside
Lie beside and
Bury Me
Deep

In the spoken in tongues
Cover me over
Unsung
Unsaid, not
Borrowed, broken and torn,
On the bed tomorrow, mourning
Before you sleep
Bury me deep
Bury me
Inside
Lie beside and
Bury me, bury me, bury me, bury me
Deep

Call it superstition
Followed and fell
Under the falling
Under the spell
Bury me
Inside
Lie beside and
Bury me
Deep

domingo, 12 de fevereiro de 2017

Música do BioTerra: Sisters of Mercy- Suzanne


Counting the days in the haze around you
Susanne on the wall

No pain, summer rain
I'm lost for stupid again
we are the same
give it a name Susanne

counting the days in the haze around you
Susanne let the ether fall
out of phase, I am all around you
Susanne on the wall


domingo, 12 de julho de 2015

Música do BioTerra: The Sisters of Mercy - Amphetamine Logic


Watch them do
The falling over
Watch them do
The standing still

CHORUS
Nothing but the knife to live for
One life all I need
Give me one good reason
Give me more s...

(Women)
And the women come and go
(Talk)
Talking about me like they know
(Men)
Bought and sold
And the world keeps turning
People cold
And people burning

CHORUS [x2]
(Amphetamine logic)

Hit up
Steel in hand
Lit up
Like candles
Burning
Like Catherine wheels
Turning
On

CHORUS [x3]
(Amphetamine logic)
CHORUS [x3]

terça-feira, 9 de julho de 2013

Alice

Alice, nome bem antigo, crê-se que fenício, significa nobre, protector(a), defensor(a). Esperança, por favor!




Alice in her party dressed to kill
She then thanks you turns away
She needs you like she needs needs her pills
To tell her that the world's okay
To promise her a definition
Tell her where the rain will fall
Tell her where the sun shines bright
And tell her she can have it all
Today
Today


Sisters of Mercy in Alice

domingo, 30 de setembro de 2012

Sisters Of Mercy - Knocking On Heaven's Door


Mama, take this badge off of me
I can’t use it anymore
It’s gettin’ dark, too dark for me to see
I feel like I’m knockin’ on heaven’s door

Knock, knock, knockin’ on heaven’s door (3X)

Mama wipe this blood from my face
I'm sick and tired of all this war
There's a long hard feelin' and it's hard to chase
Feel i'm knockin' on heaven's door.

Knock, knock, knockin’ on heaven’s door (3X)

Mama, put my guns in the ground
I can’t shoot them anymore
That long black cloud is comin’ down
I feel like I’m knockin’ on heaven’s door

Knock, knock, knockin’ on heaven’s door (3X)

I was at that amazing live concert at the Royal Albert Hall on June 18th, 1985. It was 70 minutes of pure utopia, joy, and beauty from the gothic, post-punk era. The Hall was literally transformed into a gothic cathedral. It felt like a timeless theme. I discovered later on that it was originally a song by Bob Dylan. However, sorry Dylan fans, I honestly think this is the proper interpretation. I’ll write more about my perspective in the comments. Interestingly, 'Knockin' on Heaven's Door' was part of the final encore of that historic night, closing the concert in grand style just as the venue's house lights were turning on." Best version than Guns N´Roses and Eric Clapton. Fact.

While both versions share the exact same simple four-chord skeleton, Bob Dylan’s original and The Sisters of Mercy’s cover feel like they belong to entirely different universes. They treat the song's core theme of facing mortality with drastically contrasting energy, pacing, and instrumentation.

Written in 1973 for the Western film Pat Garrett and Billy the Kid (original e em português), Bob Dylan’s original is a masterclass in minimalist folk-rock and gospel. It relies entirely on gentle acoustic guitar strumming, sparse percussion, and prominent, soulful backing vocals that sound like a church choir mourning a loss. Dylan sings the track in a weary, fragile, and deeply vulnerable tone, portraying a dying frontier lawman who is literally slipping away. The original track is remarkably short and direct, clocking in at just over two and a half minutes with only two verses that move in a slow, solemn march.

In stark contrast, the gothic rock icons completely tore down this acoustic warmth for their 1985 release, rebuilding it into a brooding post-punk anthem. Driven by their signature drum machine, sharp electric guitar hooks, and a heavy, driving bassline, The Sisters of Mercy transformed the track into something dark, hypnotic, and club-friendly. Frontman Andrew Eldritch delivers the lyrics in his trademark icy, cavernous baritone. Instead of sounding weary or peaceful, his delivery feels cold, detached, and menacing, as if he is aggressively staring down the abyss rather than gently fading out.

Structurally, the Sisters of Mercy dramatically stretched the song out, often past the four or five-minute mark. They amped up the tempo, turning the melancholic crawl into an urgent, high-energy rhythm while making heavy use of repetitive, chanting choruses and long instrumental build-ups to maximize the sonic impact.

Ultimately, Dylan's version acts as a quiet, intimate prayer about dying in the dust, while The Sisters of Mercy's version operates as an atmospheric, high-impact gothic anthem about dancing into the dark.

domingo, 24 de junho de 2012

Música do BioTerra : Sisters of Mercy - Nine While Nine. Live (High quality audio)



Uma pérola...E o video faz-me lembrar algumas viagens que fiz de comboio com os antigos walkman nos ouvidos. Esta música tem um poema muito tocante, permitindo-se imensas interpretações. 

Nine While Nine
And it's passing strange
And I'm waiting for the train
Caught up on this line again
And it's passing slowly
Killing time but it's better than living in what will come
And I've still got some of your letters with me
And I thought sometimes or I read too much
And I think you know
Let's drink to the dead lying under the water
And the cost of the blood on the driven snow
And the lipstick on my cigarettes
Frost upon the window pane
Nine while nine and I'm waiting for the train
She said do you remember a time when angels
Do you remember a time when fear
In the days when I was stronger
In the days when you were here she said
When days had no beginning
While days had no end when shadows grew no longer

I knew no other friend but you were wild
You were wild
Frost upon these cigarettes
Lipstick on the window pane
And I've lost all sense of the world outside
But I can't forget so I call your name
And I'm looking for a life for me
And I'm looking for a life for you
And I'm talking to myself again
And it's so damn cold it's just not true
And I'm walking through the rain
Trying to hold on waiting for the train
And I'm only looking for what you want
But it's lonely here and I think you knew
And I'm and I'm waiting and I wait in vain
Nine while nine and I'm waiting for the train [3x]
 
Enquanto For Nove Horas
Estranhamente o tempo passa
E eu estou aguardando o comboio
A aproximar-se nesta linha outra vez
E vagarosamente o tempo passa
Matando o tempo, mas isto é melhor que viver de esperanças
E eu ainda tenho algumas das tuas cartas e meditava para mim
E eu pensava as vezes ou eu lia muito
E acho que tu sabes,
Brindemos ao morto sobre a água
Ao custo do sangue na neve
E o batom no meu cigarro e
A geada sobre a vidraça
Enquanto for nove horas e eu esperar pelo comboio
Ela disse: lembras-te de um tempo quando os anjos,
recordas um tempo quando o medo,
Nos dias quando eu era mais forte,
Nos dias quando tu estavas aqui. Ela disse:
Quando os dias não tinham inicio,
Quando os dias não tinham fim e quando as sombras não se Prolongavam

Eu não conhecia outro amigo mas tu eras um solitário
Tu eras solitário
Geada sobre esses cigarros
Batom na vidraça
E eu perdi toda a noção do mundo exterior
Mais não consigo esquecer então, chamo o teu nome
E procuro uma vida para mim
E procuro uma vida contigo
E converso comigo mesmo de novo
E está tão frio que não parece verdade
E estou a passear na chuva
Tentando me manter firme na espera do comboio
E só à procura do que quero
Mas é solitário aqui e acho que tu sabes que estou a
Aguardar em vão
Enquanto for nove horas estou a aguardar o comboio...

terça-feira, 27 de abril de 2010

Música do BioTerra: The Sisters of Mercy - We Are The Same, Susanne


Counting the days in the haze around you
Susanne on the wall

No pain, summer rain
I'm lost for stupid again
We are the same
Give it a name Susanne

Counting the days in the haze around you
Susanne let the ether fall
Out of phase, I am all around you
Susanne on the wall

No pain, summer rain
I'm lost for stupid again
We are the same
Give it a name Susanne

terça-feira, 9 de junho de 2009

Música do BioTerra: Sisters of Mercy- Driven like the snow


Still night, nothing for miles
A white curtain come down
Kill the lights in the middle of the road
And take a, take a look around
It don't help to be one of the chosen
One of the few to be sure
When the wheels are spinning around
And the ground is frozen through

And you're driven like the snow
Pure in heart
Driven together

And given away to the west
A white dress but still the river don't run
A black dress looking like mine
'Til the sun don't shine no more
Where the sky meet the ground
Where the street fold round
Where the voice you hold don't make no sound
Look snow on the river and two by two
Took a lot to live, a lot like you
I don't go there now, but I hear they sung their
"Fuck me and marry me young"
Some wild idea and a big white bed
Now, you know better than that, I said

Like a voice in the wind blow little crystals down
Like brittle things will break before they turn
Like a lipstick on my cigarette
And the ice get harder overhead
Like think it twice but never, never learn

And the mist will wrap around us
And the crystal, if you touch it

And the cars lost in the drift are there
And the people that drive lost in the drift are there
And the cars I've lost in the drift are there
Theirs, ours, lost in the drift are, are, are, are, are
Driven
Driven together
And driven apart

sexta-feira, 20 de outubro de 2006

A Terra: um tem(pl)o do Amor (?)

The Sisters Of Mercy e Ofra Haza-Temple Of Love (1992)



Apresento-vos um pequeno filme, Mini Earth (Terra Pequena-disponível em Português, disponible en Espanol, available in English)....

Mini Earth é um filme de fácil compreensão, mas que difícil cumprir a(s) mudança(s) de paradigmas, de comportamentos e essencialmente o agir, tão somente amando...



Mini Earth relembra a todos o quanto pequeninos somos, mas o quanto gigantes podemos e devemos Ser se escolhermos um só caminho: o Amor!!!

Falemos mais de exemplos dos construtores do Amor, da Paz e da Sustentabilidade.

Não nos subjuguemos nunca a tanto lodo destas engenharias politicas do dias de hoje, a tanto marketing, a tanto consumismo e a tanto lixo...concentremo-nos no essencial e na essência e eu ainda confio que está na natureza do Homem: o Amor...que vence tudo!!!!