sábado, 31 de agosto de 2013

sexta-feira, 30 de agosto de 2013

Muito obrigado pelas mensagens de Parabéns!

And Sit Down Beside Me, by Patrick Watson


Dia de Aniversário- "Ando (sempre) um pouco acima do chão"



Ando um pouco acima do chão
Nesse lugar onde costumam ser atingidos
Os pássaros
Um pouco acima dos pássaros
No lugar onde costumam inclinar-se
Para o voo

Tenho medo do peso morto
Porque é um ninho desfeito
Estou ligeiramente acima do que morre
Nessa encosta onde a palavra é como pão
Um pouco na palma da mão que divide
E não separo como o silêncio em meio do que escrevo

Ando ligeiro acima do que digo
E verto o sangue para dentro das palavras
Ando um pouco acima da transfusão do poema

Ando humildemente nos arredores do verbo
Passageiro num degrau invisível sobre a terra
Nesse lugar das árvores com fruto e das árvores
No meio de incêndios
Estou um pouco no interior do que arde
Apagando-me devagar e tendo sede
Porque ando acima da força a saciar quem vive
E esmago o coração para o que desce sobre mim

E bebe

Daniel Faria 
(1971 - 1999)

quinta-feira, 29 de agosto de 2013

Planeta Terra fotografado desde Saturno- um mero ponto de luz azul

"I think the environment should be put in the category of our national security. Defense of our resources is just as important as defense abroad. Otherwise what is there to defend?"
Robert Redford

A NASA tirou a primeira fotografia do planeta Terra vista a partir dos anéis de Saturno, a 1440 milhões de quilómetros de distância.
 
foto NASA/ Reuters
Planeta Terra fotografado desde Saturno
 
O "planeta azul" surge na imagem como mais um ponto de luz azul, rodeada pelos gigantes anéis de gás de Saturno.
Na fotografia, a Terra e a Lua ocupam menos de um pixel, mas parecem maiores devido à sobreexposição.
O veículo Cassini, com o qual foi captada a imagem, aproveitou também uma ocasião insólita: um eclipse total do Sol visível desde Saturno.
"O objetivo foi capturar uma cena da Terra e anéis de Saturno com filtros que mostrem a cor natural, o que poderiam ver os olhos humanos", explicou a líder do projeto, Carolyn Porco, citada pelo "El Mundo". [Fonte: Jornal Notícias, 24/7/13]

terça-feira, 27 de agosto de 2013

Música do BioTerra: The Chameleons - Intrigue In Tangiers

Em estúdio

Oh when it's summer and the skies are glass
Oh when it's summer and the skies are glass
I just have to make the evenings last they're always flying past
Oh when it's raining and the skies are black
Oh when it's raining and the skies are black
I just have to hear the thunder roll and hear the lightning crack

With fading powers,we sit for hours by a television screen
With funny cigarettes and talk for hours of the places that we've seen

Oh brother can you hear my voice?
Oh brother can you hear my voice?
Every second that you cling to life you have to feel alive
Well it's an easy thing to sell your skin
It's an easy thing to sell your skin
With the devil banging on the door , you always let him in.

With fading powers, we dream of hours that'll never come again
Old defenders are themselves defenceless when the mad attack the sane

What can you do, when you see no future in front of you?
Food for the few
So many it seems, stand in front of you
I see my face reflected there in a sweating brow.
You hate what you see, but what can be done when there's no way out
No way out

Now brother can you hear my voice
Brother can you hear my voice
Every second that you cling to life you have to feel alive
And now it's summer and the skies are glass
When it's summer and the skies are glass
I just have to make the evenings last, they're always flashing past

So there we cower
We sit for hours by a television screen
With funny cigarettes and talk for hours of the places that we've seen

But when you sleep
But when you sleep
Where do you go?
Where do you go?

But when you sleep
But when you sleep
Where do you go?
Where do you go?

I don't know
I don't know

Ao vivo

domingo, 25 de agosto de 2013

Enocontros Imporváveis- Bocage e Patrick Watson

Sky Dancing de Patrick Watson é  mais que uma música. Um hino a um modo meu de viver - (re)pensa o TEU mundo...Não é apenas MEU...é NOSSO...é de TODOS!



"Importuna Razão, não me persigas;
Cesse a ríspida voz que em vão murmura;
Se a lei de Amor, se a força da ternura
Nem domas, nem contrastas, nem mitigas;

Se acusas os mortais, e os não abrigas,
Se (conhecendo o mal) não dás a cura,
Deixa-me apreciar minha loucura,
Importuna Razão, não me persigas."

Manuel Maria Barbosa du Bocage

sábado, 24 de agosto de 2013

Faun - Gaia (Totem)

FAUN combines medieval & ancient instruments with modern influences to create an enchanting and powerful atmosphere. The band's performance incorporates many different instruments, including the Celtic harp, nyckelharpa, various lutes, the bagpipes, large Japanese taiko drums, cister, the violin, flutes and even Arabic instruments like dombra, rebab, riq, oud, darabukka and bendir, as well as the melodic vocal section going from solo folk-like and often ambient melodies to chant-like and always enchanting vocal performances with the two female and frontman Oliver s.tyr vocalists combining something truelly magical.. Influences of Celtic folk and medieval music fusing with driving beats draws an ever fast growing crowd of followers.

quinta-feira, 22 de agosto de 2013

Claude-Achille Debussy nascido em 22 de Agosto de 1862


Claude-Achille Debussy nascido em 22 de Agosto de 1862. Um inconformista e um génio provocador, que influencou muitos músicos, em particular Béla Bartók, Manuel de Falla e Heitor Villa-Lobos. Belo tema e vídeo.

sábado, 10 de agosto de 2013

O que é e o que não é sustentabilidade segundo F. Capra

Começa Capra dizendo que conceito de sustentabilidade, que tem assumido diversas formas desde a sua concepção na década de 1980.

“Não é o que os economistas gostam de falar – sobre crescimento econômico e vantagens competitivas”, colocou. “Uma comunidade sustentável deve ser desenvolvida de forma que a nossa forma de viver, nossos negócios, nossa economia, tecnologias, e estruturas físicas não interfiram na capacidade da natureza de sustentar a vida. Devemos respeitar e viver de acordo com isto”.

Os primeiros passos para tal seriam entender como a natureza sustenta a vida, isso envolve toda uma nova compreensão ecológica, um pensamento sistêmico, explica Capra.

“Não podemos mais enxergar o universo como uma máquina, composta de blocos elementares. Descobrimos que o mundo material é principalmente uma rede inseparável de relações. O planeta é um sistema vivo e auto-regulado. A evolução não é uma luta competitiva pela existência, mas sim uma dança cooperativa.”

Nesta nova ênfase na complexidade, as redes são o padrão básico da organização dos seres vivos. Os ecossistemas são uma rede de organismos, por exemplo. Para compreender as redes, Capra explica que precisamos pensar em termos de relacionamentos, de padrões.

“Isto é o pensamento sistêmico. É compreender que a natureza tem sustentado a ‘Teia da Vida’ por milhões de anos e que para isto são necessários ecossistemas e não apenas organismos ou espécies.”

Alfabetização Ecológica

Nas próximas décadas, a sobrevivência da humanidade vai depender da nossa capacidade de entender os princípios básicos da ecologia e de viver de acordo com eles, ressalta o físico. Isso significa que a alfabetização ecológica precisa se tornar um campo crítico para políticos, lideres empresariais e profissionais de todas as áreas, além de ser a parte mais importante da educação em todos os níveis.

“Quando pensamos sobre os maiores problemas, o surpreendente é que estão interconectados. Não temos apenas uma crise econômica, ou ecológica, ou de pobreza, ou financeira, elas estão todas conectadas. Esses problemas não podem ser compreendidos isoladamente. São sistêmicos, interdependentes e precisam de soluções correspondentes”.

Capra elogiou o Programa Água Boa, desenvolvido pela Itaipu Energia, classificando a iniciativa como um “exemplo muito bonito de solução sistêmica”.

“Analisando os problemas atuais dessa forma sistêmica, podemos constatar que a questão subjacente é a ilusão que o crescimento infinito pode continuar em um planeta finito. Os economistas, com o seu pensamento linear, parecem não entender”, lamenta o físico.

“Nosso sistema econômico é movido pela ganância e pelo materialismo, pensando que não há limites. Isto resulta nas diferenças imensas entre o preço de mercado e o verdadeiro custo, como é visto com os combustíveis fósseis. Ouvimos sobre o gás de xisto e o novo processo de ‘fracking’ – ouvimos que é muito barato, mas o fato é que devasta o ambiente e é tóxico para as pessoas (..) O pensamento linear leva a concluir que o xisto é muito barato, mas se pensarmos nisso sistemicamente, ele é muito caro e perigoso”, explica Capra.

“No centro da economia global está uma rede de crescimento financeiro, criado sem qualquer enquadramento ético. Hoje, se você é especulador pode investir em qualquer projeto ao redor do mundo e computadores levam uma fração de segundo para movimentar dinheiro. O único critério é lucrar (..) não há critérios éticos envolvidos nesta economia global. Exclusão social e desigualdades são elementos inerentes desta globalização.”

O crescimento indiscriminado é na verdade “uma doença”, nota, completando que o desafio elementar é como mudar do crescimento ilimitado para um sistema ecologicamente sustentável e socialmente justo.

Crescimento qualitativo

Para Capra, o crescimento zero não é a resposta, pois crescer é uma característica central da vida.

“Na natureza o crescimento não é linear e ilimitado. Num ecossistema, uns crescem mais, outros declinam e assim reciclam seus componentes, que se tornam recursos para um novo crescimento. Há um crescimento multifacetado, qualitativo, que contrasta com o quantitativo pregado atualmente por economistas”.

Assim como outros grandes pensadores, Capra questiona o uso preponderante Produto Interno Bruto (PIB) para medir a saúde dos países.

Custos sociais como acidentes, guerras, mitigação e cuidados com a saúde são adicionados e aumentam o PIB e o fato que o seu crescimento pode ser patológico raramente é citado por economistas, alerta.

“Esse reconhecimento da falácia do crescimento económico é essencial. É o primeiro passo para superar a atual crise económica global (..) Grande parte do que se chama de ‘crescimento’ é lixo e destruição.”

O verdadeiro crescimento, explica, melhora a qualidade de vida e aumenta a sua complexidade, sofisticação e maturidade.

“Isto faz parte de uma mudança de paradigma de quantidade para qualidade. O crescimento qualitativo é consistente com a nova concepção científica da vida”, explica. “Não se pode medir a natureza de um sistema complexo, como os ecossistemas, a sociedade ou a economia, em termos puramente quantitativos.”

Para Capra, a qualidade não pode ser agregada em um único número. “Então, como seria possível promover o crescimento qualitativo? Definitivamente não através do PIB”.

“Precisamos distinguir o bom do ruim para que os recursos naturais presos a processos ruins possam ser direcionados para os eficientes e sustentáveis”, comentou. “O crescimento ruim é aquele que gera externalidades ambientais, econômicas e sociais e o bom envolve processos produtivos mais eficientes, que usam energias renováveis, têm emissões zero, reciclam, restauram ecossistemas e a apoiam as comunidades locais.”

Construindo a qualidade

Entender as conectividades dos nossos problemas globais e reconhecer soluções sistêmicas é a primeira lição para construir a qualidade que precisamos hoje para a liderança global, segundo Capra. Outra lição seria a construção de um ‘senso moral’.

A perspectiva sistêmica mostra que dois problemas urgentes, a desigualdade econômica e as mudanças climáticas, resultam da estrutura econômica e corporativa global que não têm ‘senso moral’, nota.

Um exemplo disso são as conclusões de um estudo de 2012 apontando que os ricos globais somam juntos até US$ 32 triliões. “Se eles tivessem um senso moral e pagassem seus impostos não haveria mais crise. Haveria dinheiro suficiente”, ressaltou Capra.

Outro exemplo citado pelo físico se volta para as conclusões inequívocas da ciência sobre as mudanças climáticas e a necessidade das empresas que exploram combustíveis fósseis de abandonar os planos de exploração de 80% das reservas contabilizadas em seus ativos.

“Elas estão dispostas a fazer isso? As empresas precisam se perguntar: o meu modelo de negócios inclui a destruição do planeta? Ou tem uma alternativa moral?”

Liderança e o Brasil

“Hoje temos conhecimento e tecnologia para a transição para um futuro sustentável, não precisamos dos perigos da energia nuclear e nem de gás de xisto. Podemos ir além dos combustíveis fosseis”, defendeu Capra.

“Precisamos de vontade política e liderança (..) O que em tempos estáveis é diferente do que em tempos de crise ambiental e econômica, que é o que temos hoje. A maioria dos problemas são globais, apesar da demanda por lideranças em nível regional e corporativo, precisamos também de lideranças em nível global”.

Capra ressalta que na atual crise global, o Brasil e a Alemanha estão melhor posicionados do que a maioria dos países.

Ele comentou que nos Estados Unidos, Barack Obama foi eleito com grandes esperanças, mas sucumbiu ao sistema corrupto, e no fim, a riqueza dos pobres está sendo sistematicamente repassada para os ricos. Porém, ele acredita que no Brasil a situação está melhor, apesar da população não estar satisfeita.

“Programas como o Bolsa Família e o Fome Zero reduziram a desigualdade econômica ao retirar milhões de pessoas da pobreza, mas mesmo assim muitos problemas de desigualdade e corrupção permanecem e ainda há muito trabalho a ser feito.”

“O Brasil pode ser um líder global”, ressaltou após assistir apresentações sobre o Programa Água Boa e sobre as ações de sustentabilidade previstas para a Copa de 2014. “Estes são ótimos exemplos de liderança global que precisam ser divulgados. O que pode acontecer no ano que vem, já que todo o mundo vai olhar para o Brasil”.

E-Livro

A Teia da Vida, por Fritjof Capra

terça-feira, 6 de agosto de 2013

Hiroshima e Nagasaki, 6 e 9 de Agosto de 1945, por Sophia Mello Breyner

  • Todas as postagens sobre o sucedido em Hiroshima e Nagasaki no BioTerra
  • Ver  ainda Dossier Bioterra Não ao Nuclear


Vemos, ouvimos e lemos
Não podemos ignorar
Vemos, ouvimos e lemos
Não podemos ignorar

Vemos, ouvimos e lemos
Relatórios da fome
O caminho da injustiça
A linguagem do terror

A bomba de Hiroshima
Vergonha de nós todos
Reduziu a cinzas
A carne das crianças

D’África e Vietname
Sobe a lamentação
Dos povos destruídos
Dos povos destroçados
Nada pode apagar

O concerto dos gritos
O nosso tempo é
Pecado organizado

quinta-feira, 1 de agosto de 2013

The Eucalypt Invasion of Portugal

Fonte: Michaela Mcguire
Just a short drive from the Portuguese university town of Coimbra, in Vale de Canas, a sea of eucalypts extends to the horizon in all directions. The tallest tree in Europe sprouted here 120 years ago, in a deep, foggy gorge. “Karri Knight”, as the tree is known, is a lone Eucalyptus diversicolor piercing the sky at 72 metres. The brown and white–trunked giant was measured using a laser hypsometer by a team of self-professed “gum nuts” in 2010. Native to Western Australia, Karri Knight is nearly as far from home as I am. 

Popular for ornamental and medicinal reasons, eucalypts were introduced to Europe in the late 18th century by British and French botanists, including Sir Joseph Banks. By the 19th century there was almost no native woodland left in Portugal and, in 1866, some 35,000 eucalypts were planted around Coimbra in an effort to control devastating erosion. The thinking also went that the trees would help to drain swamplands and reduce the incidence of malaria.

Almost a century later, Scandinavian timber companies began buying up vast parcels of Portuguese land to grow Eucalyptus globulus, or blue gums, to pulp for paper. The vast plantations crippled village economies, many of which still relied on communal farming, by usurping land and lowering the water table.

“Portugal was not in a position to guard against those projects,” says Pedro Bingre, the regional director of Portugal’s major environmental group, Quercus, named after the native cork oak tree that, thanks in part to the proliferation of eucalypts, is in steady decline. “By the early ’70s Portugal was fighting wars in three African countries, so we needed the money. Special laws were created for the expansion of the eucalyptus.”

Now the exotic blue gum is the most abundant tree in Portugal, covering about 7% of the land. Walking through Vale de Canas beneath the towering gums feels bizarrely familiar, but Portuguese gum forests are deathly quiet. “Our fauna can’t feed on it; they can’t find refuge in it. Our insects can’t eat eucalyptus, so there are no birds,” says Bingre. “We should introduce koalas. At least there would be something cute to look at.”

Plantation eucalypts are grown in rotation periods of 12 years, during which time the undergrowth is cleared at least twice. “In a native oak forest you’d find, in one hectare of woodland, at least 70 or 80 species of plant,” says Bingre. “In a eucalyptus forest, you would hardly find more than 15.”
But it was the drying up of village water supplies that sparked a groundswell of opposition to the “eucalyptisation” of Portugal. “Ever since the mid ’70s people have been protesting,” explains Bingre.

Paulo Bernardo de Andrade, one of Quercus’ co-founders, was among the original plantation opponents. “One of the most effective protests was to pull out the baby trees,” he tells me, sitting in his dining room in Coimbra. “We used to chain ourselves to the machinery used to excavate the earth, too.” He smiles ruefully. “That was the ’70s. Things have changed.”

Today, Quercus sees education as its best strategy, helped by evolving technology. Currently Brazil produces twice as much pulp per hectare as its former colonial master, and Portugal only remains competitive because of the high cost of transporting pulp from Brazil to Europe. Meanwhile, demand for paper is declining. “People are buying less newspapers, less magazines,” says Bingre. “Some studies say that in 20 or 30 years’ time there won’t be enough demand to justify these huge plantations of eucalyptus, which will be a new problem for us. It’s very unlikely that the landowners and pulp-producing companies will be willing to convert their plantation forest back into native cork forest. It would be very expensive.” Screw-top wine caps have nobbled demand for cork, at least abroad, and it doesn’t help that eucalypts are particularly hardy, capable of regrowing up to three times after harvesting. In many parts of Portugal, eucalypts already grow wild. “As does the Australian wattle tree,” Bingre tells me. “The two trees are very aggressive species.”

To local environmentalists, the gum tree is to Portugal what the rabbit is to Australia. But de Andrade can find one redeeming feature. “Eucalyptus, it’s good for some things,” he says, pulling a long, slender object wrapped in bright fabric from the corner of the room. The didgeridoo is covered in a pattern of curls that he has marked into the wood using a small blowtorch. He gives me a quick demonstration and is surprisingly proficient. “It’s easier to make these out of bamboo or balsawood,” he says, testing its weight in one hand. “But eucalyptus is more special, I think.”