sábado, 10 de outubro de 2026
Execução por fuzilamento de Nidal Hasan com transmissão ao vivo gera polémica no governo Trump
sábado, 15 de agosto de 2026
As Mulheres da Nova Direita em Portugal - Bases Teóricas e Ameaça Democrática
terça-feira, 11 de agosto de 2026
O fim do "mandato elétrico" de Trump, o domínio da China e o petróleo iraniano: o triângulo geopolítico da energia
Esta posição apoia-se diretamente na defesa intransigente das indústrias tradicionais de petróleo e gás através da bandeira popularizada como "Drill, Baby, Drill". O programa económico prioritário sustenta que a transição forçada para as energias renováveis encarece os custos energéticos e fragiliza a competitividade global da indústria americana. Ao destacar que os Estados Unidos possuem reservas substanciais e "combustível para mais de cem anos", conforme reportado por órgãos como a
Paralelamente, o discurso explora de forma calculada os receios pragmáticos do eleitorado, recorrendo à sátira em torno da chamada "ansiedade de autonomia". Ao ridicularizar as preocupações com o carregamento das baterias, a retórica liga-se ao ceticismo dos cidadãos que residem no interior do país, onde a infraestrutura de carregadores rápidos gerida pelo
No plano empresarial e institucional, a postura da administração reflete uma relação complexa e cheia de ambiguidades com a indústria automóvel. Se, por um lado, existe uma proximidade e alinhamento público com líderes da inovação como Elon Musk e a
Por fim, o tema do tipo de automóvel transformou-se num vetor central da "guerra cultural" que divide a política americana contemporânea. Conforme analisam diversos estudos publicados por centros de investigação como o
A China consolidou a sua posição como a líder incontestável no mercado global de veículos elétricos. Empresas chinesas como a BYD e a gigante de baterias CATL não só dominam a produção de veículos, como controlam quase 80% do processamento mundial dos minerais críticos essenciais para esta tecnologia, como o lítio e o cobalto. De acordo com relatórios da Agência Internacional de Energia (AIE), a aposta massiva de Pequim na eletrificação automóvel visou dois objetivos principais: liderar a próxima revolução industrial e reduzir a dependência nacional do petróleo importado do Médio Oriente.
É neste ponto que entra a ligação ao Irão. Como maior importador de crude do mundo, a China compra volumes significativos de petróleo iraniano - frequentemente transacionados fora dos circuitos bancários ocidentais devido às sanções impostas pela U.S. Department of the Treasury. Para a estratégia de Pequim, transitar a sua frota interna para energia elétrica significa enfraquecer a sua vulnerabilidade a eventuais bloqueios no Estreito de Ormuz, a rota marítima vital do Médio Oriente por onde circula grande parte do petróleo mundial.
Por outro lado, a perspetiva expressa em intervenções públicas como as da NBC News reflete uma abordagem oposta da política norte-americana. Ao rejeitar os subsídios e as metas de emissões associadas aos veículos elétricos, a narrativa de "dominância energética" argumenta que acelerar a transição ecológica forçada exporia os EUA a uma dependência crítica das cadeias de fornecimento chinesas. Em alternativa, defende-se o aumento da produção de crude nacional através do U.S. Energy Information Administration (EIA), utilizando as vastas reservas americanas de combustíveis fósseis para estabilizar os preços e contrariar o impacto económico de crises geopolíticas no Médio Oriente.
terça-feira, 2 de junho de 2026
Ouçam o discurso de Noah Eckstein: O fim da escuta - porque já não sabemos debater? Um manifesto anti-polarização
O ponto central da mensagem de Eckstein baseia-se na lição que aprendeu com os seus avós (um muçulmano paquistanês que cresceu durante a guerra de 1947 e um refugiado judeu do Holocausto): o oposto da divisão não é o acordo, mas sim a compreensão. Ele destaca que o mundo atual nos empurra constantemente para binários e visões polarizadas (esquerda vs. direita, progressista vs. conservador, nós vs. eles), exigindo sempre que escolhamos um lado.
Os seus avós discordavam em inúmeros temas morais e ideológicos, mas mantinham o hábito de se sentar à mesa a debater e a demonstrar preocupação mútua. Eckstein lamenta que a sociedade atual tenha perdido essa capacidade; os debates tornaram-se mais barulhentos, as pessoas discutem apenas para vencer ou humilhar o adversário, e o indivíduo do outro lado deixou de ser visto como uma pessoa para passar a ser visto como um obstáculo.
O orador salienta que tentar compreender quem pensa de forma diferente não significa desculpar atos monstruosos ou abdicar dos próprios ideais. Pelo contrário, compreender o percurso e as motivações do outro é uma ferramenta crucial, aplicável tanto aos grandes conflitos geopolíticos como às pequenas interações do dia a dia — seja com um familiar no jantar de Ação de Graças ou com um colega de turma na faculdade.
Ao concluir, Eckstein deixa um desafio aos recém-graduados de Harvard: quando encontrarem alguém com quem discordam, devem defender as suas convicções, mas também devem colocar-se no lugar do outro e escutar como se pudessem estar errados. Lembra que os seus avós morreram fiéis às suas próprias crenças e tradições, sem nunca cederem nos seus ideais, mas mantiveram sempre o respeito mútuo. Num mundo profundamente fraturado, a verdadeira mudança e a cura das divisões só serão possíveis através de um esforço genuíno para compreender a humanidade do próximo.
Uma pequena bio aqui
Fez-me relembrar uma citação famosa "O oposto da guerra não é a paz... É a criação!" que consta numa obra de teatro musical, "Rent" (1996) composta por Jonathan Larson.
Em 2005 estreou a adaptação para o cinema de Rent, sob a direção de Chris Columbus.
domingo, 17 de maio de 2026
Chegou a hora de uma revolução populista?
quarta-feira, 29 de abril de 2026
A advertência subtil, mas marcante, do rei Carlos III à América
sábado, 25 de abril de 2026
De James Monroe a Donald Trump
O ponto central desta identificação reside no populismo antissistema, pois tal como Trump critica frequentemente a burocracia de Washington, também Jackson travou uma guerra aberta contra o Segundo Banco dos Estados Unidos, por o considerar uma ferramenta de corrupção das elites financeiras contra o trabalhador comum. Trump vê nesta postura de combatente o arquétipo do líder forte que não se verga às normas da etiqueta política sempre que estas interferem na sua agenda. Este simbolismo tornou-se evidente logo na tomada de posse de 2017, quando Trump escolheu o retrato de Jackson para decorar a parede da Sala Oval, enviando a mensagem clara de que não governaria como um republicano tradicional, mas como um herdeiro do Jacksonianismo, focado no nacionalismo económico e numa relação direta com a sua base eleitoral.
Além disso, Trump admira a resiliência física e política de Andrew Jackson, um homem que sobreviveu a duelos e enfrentou processos no Congresso sem nunca recuar. Para Trump, a política é vista como uma arena de força onde a vontade do povo, representada pelo líder, deve prevalecer sobre as instituições que tentam contê-la. Em suma, Jackson é o modelo ideal para Trump porque forneceu um precedente histórico para o seu estilo de liderança, sendo simultaneamente um herói para os seus apoiantes e uma figura profundamente disruptiva para os seus opositores.
The Worst Neo Robber Baron of Them All
terça-feira, 7 de abril de 2026
Os porcos são muito mais inteligentes, limpos e empáticos que a trupe MAGA e brutalistas destes tempos cinzentos
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| Porky (2021) por Andrea Lavery |
Para além da inteligência lógica, os porcos manifestam uma vida social e emocional extremamente rica. A existência de empatia e contágio emocional foi documentada em
Contrariamente ao estigma popular, o porco é um animal instintivamente limpo; quando dispõem de espaço adequado, estabelecem áreas rigorosas para alimentação e repouso, mantendo-as afastadas das zonas de excreção. O comportamento de se refrescarem na lama é, na verdade, uma solução biológica engenhosa para a termorregulação e proteção dérmica, uma vez que a sua anatomia possui um número reduzido de glândulas sudoríparas. Em suma, a ciência moderna reitera que os porcos são seres sencientes, dotados de consciência social, capacidades cognitivas superiores e uma higiene comportamental que desafia preconceitos históricos.
Saber mais:
2. From snout to tail, there’s more to pigs than meets the eyeWho's the Biggest Money Behind the Throne?
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| Para ver com mais detalhe e ampliação aqui |


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