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terça-feira, 2 de junho de 2026

Ouçam o discurso de Noah Eckstein: O fim da escuta - porque já não sabemos debater? Um manifesto anti-polarização


Noah Eckstein inicia o seu discurso de forma descontraída, recorrendo à estrutura de uma piada tradicional: um cristão, um muçulmano e um judeu entram num bar. Contudo, contextualiza que, na sua própria família, essa união resultou no casamento dos seus avós e, gerações mais tarde, no seu próprio nascimento como um judeu orgulhoso que também celebra as heranças cristã e muçulmana da sua família.

O ponto central da mensagem de Eckstein baseia-se na lição que aprendeu com os seus avós (um muçulmano paquistanês que cresceu durante a guerra de 1947 e um refugiado judeu do Holocausto): o oposto da divisão não é o acordo, mas sim a compreensão. Ele destaca que o mundo atual nos empurra constantemente para binários e visões polarizadas (esquerda vs. direita, progressista vs. conservador, nós vs. eles), exigindo sempre que escolhamos um lado.

Os seus avós discordavam em inúmeros temas morais e ideológicos, mas mantinham o hábito de se sentar à mesa a debater e a demonstrar preocupação mútua. Eckstein lamenta que a sociedade atual tenha perdido essa capacidade; os debates tornaram-se mais barulhentos, as pessoas discutem apenas para vencer ou humilhar o adversário, e o indivíduo do outro lado deixou de ser visto como uma pessoa para passar a ser visto como um obstáculo.

O orador salienta que tentar compreender quem pensa de forma diferente não significa desculpar atos monstruosos ou abdicar dos próprios ideais. Pelo contrário, compreender o percurso e as motivações do outro é uma ferramenta crucial, aplicável tanto aos grandes conflitos geopolíticos como às pequenas interações do dia a dia — seja com um familiar no jantar de Ação de Graças ou com um colega de turma na faculdade.

Ao concluir, Eckstein deixa um desafio aos recém-graduados de Harvard: quando encontrarem alguém com quem discordam, devem defender as suas convicções, mas também devem colocar-se no lugar do outro e escutar como se pudessem estar errados. Lembra que os seus avós morreram fiéis às suas próprias crenças e tradições, sem nunca cederem nos seus ideais, mas mantiveram sempre o respeito mútuo. Num mundo profundamente fraturado, a verdadeira mudança e a cura das divisões só serão possíveis através de um esforço genuíno para compreender a humanidade do próximo.

Uma pequena bio aqui

Fez-me relembrar uma citação famosa "O oposto da guerra não é a paz... É a criação!" que consta numa obra de teatro musical, "Rent" (1996) composta por Jonathan Larson.

Em 2005 estreou a adaptação para o cinema de Rent, sob a direção de Chris Columbus.

domingo, 17 de maio de 2026

Chegou a hora de uma revolução populista?


Um movimento populista económico pode unir o trabalhador, o agricultor e o pequeno empresário — de todas as etnias, religiões e filiações políticas — contra as elites ricas que manipularam o sistema contra eles.
Donald Trump quer que acredite que as pessoas menos poderosas deste país são as principais responsáveis ​​pelos seus problemas. Mas não se resolve uma economia manipulada deportando pessoas.

Antes de ser despedido por Trump por fazer o seu trabalho, o ex-comissário da FTC, Alvaro Bedoya, passou três anos a reunir-se com trabalhadores de toda a América.

Descobriu que todos tinham algo em comum: a elite corporativa estava a explorá-los até à exaustão. Bedoya explica como o populismo económico pode unir trabalhadores de todas as origens — e é o único antídoto real para o trumpismo.

E em Portugal? Marca na agenda: faz greve no dia 3 de Junho

quarta-feira, 29 de abril de 2026

A advertência subtil, mas marcante, do rei Carlos III à América


Monarca britânico discursou perante o Congresso norte-americano, numa abordagem direta e contundente, suavizada pelo profundo respeito pelos anfitriões e pelas relações históricas entre os dois países

Numa nova era de revolta, foi preciso um rei para lembrar à América os seus valores republicanos: o Estado de direito, a democracia e o poder do seu exemplo internacional.

O rei Carlos III escolhe as suas palavras com precisão - tal como fazia a sua falecida mãe, a rainha Isabel II. O significado real tem frequentemente de ser inferido.

Mas, para os padrões reais, o seu discurso numa sessão conjunta do Congresso na terça-feira foi surpreendentemente direto.

Carlos não repreendeu nem criticou a administração Trump. Mas o monarca desaprovou implicitamente a atual direção política dos Estados Unidos e defendeu os pilares da democracia ocidental: freios e contrapesos internos, alianças e tolerância inter-religiosa.

Carlos apelou ainda à defesa firme da Ucrânia. E a “natureza”, disse ele, deve ser protegida, num apelo velado para combater as alterações climáticas, que o presidente Donald Trump chamou de “burla”.

E o rei salientou que os amigos podem discordar sem romper laços eternos, uma referência velada à “relação especial”, que tem sido abalada pela recusa do Reino Unido em aderir à guerra contra o Irão.

“As palavras da América têm peso e significado, tal como têm desde a independência”, disse Carlos, no hemiciclo da Câmara dos Representantes. “As ações desta grande nação importam ainda mais”.

A versão do rei sobre os valores dos Estados Unidos provavelmente agradou mais aos democratas “No Kings” do que ao vice-presidente JD Vance, que tem opiniões sobre o declínio civilizacional do Reino Unido e da Europa e que se sentou atrás dele na Câmara dos Representantes.

Mas Carlos amenizou a sua crítica demonstrando profundo respeito pelos anfitriões. Citou Trump, afirmando que o “laço de parentesco” entre os EUA e o Reino Unido é “inestimável e eterno”. E o seu discurso esteve repleto de elogios às conquistas históricas americanas.

E os pontos mais contundentes foram suavizados pela pompa coreografada de uma visita de Estado que retribui uma viagem de Trump no ano passado. Parafraseando o presidente Theodore Roosevelt, o rei falava suavemente enquanto empunhava um grande cetro.

O presidente não mostrou sinais de se sentir ofendido pelas observações de Carlos III. Donald Trump orgulha-se das suas relações pessoais com os líderes mais famosos do mundo. O rei também condenou por duas vezes a alegada tentativa frustrada de assassinato contra o presidente numa gala para a imprensa no sábado.

“The Firm”, como a família real é frequentemente conhecida, já passou por tudo isto antes. O rei Carlos III mencionou, num raro jantar de Estado de gala na Casa Branca na terça-feira à noite, que a sua mãe tinha vindo a Washington em 1957 para reparar as divisões entre os EUA e o Reino Unido provocadas pela crise de Suez.

“É difícil imaginar algo assim a acontecer hoje, mas não é difícil ver como a relação continua a ser importante, em assuntos visíveis e invisíveis”, disse o rei.

E Carlos III ofereceu ao presidente um presente único - o sino original da torre de comando do HMS Trump, um submarino da Marinha Real que esteve em serviço no Pacífico durante a Segunda Guerra Mundial.

“Se alguma vez precisar de nos contactar, basta dar-nos um toque!”, afirmou Carlos.

Esta forma cerimonial de abordar as divisões ideológicas de uma forma não ideológica destacou um paradoxo: os monarcas britânicos estão vinculados por convenção constitucional a serem apolíticos, mas a sua contenção confere-lhes um enorme poder simbólico quando optam, com moderação, pelo contrário.

sábado, 25 de abril de 2026

De James Monroe a Donald Trump


Entre a escravatura silenciada e a “regeneração nacional” trumpista, o que une as mensagens presidenciais não é a grandeza imperial, mas a tentativa de conter, em cada época, as fissuras abertas pelos de baixo.

Mais ou menos eficazes, os discursos governamentais estão carregados de ideologias e as suas análises requerem, entre outros procedimentos, o exame das estruturas e práticas sociais no interior das quais foram produzidos. Isto pode evitar a disseminação de abordagens unilineares e teleológicas que considerem os processos históricos como resultantes, fundamentalmente, da inquestionável vontade dos dominantes. Esta temporalidade de uma nota só bloqueia a perceção de contradições complexas e facilita a perceção da história como um processo imune a múltiplas formas de resistência e mesmo a revoluções advindas, em grande parte, da iniciativa dos dominados e dominadas.

A 2 de dezembro de 1823, o presidente dos EUA, James Monroe, apresentou uma mensagem ao Legislativo dos EUA acerca da política do conjunto da sua gestão governamental. Um dos eixos do discurso era o complexo processo de territorialização do jovem país. Oito décadas mais tarde, em dezembro de 1904, Theodore Roosevelt explicitou que, em relação ao novo contexto internacional, a mensagem que enviava ao Congresso atualizava as formulações de James Monroe.

Em novembro de 2025, Donald Trump, agora em cumprimento da Lei Goldwater-Nichols, enviou uma mensagem às duas Câmaras legislativas, na qual também afirmou que, no que toca à política internacional, especialmente com vista ao Hemisfério Ocidental, produziu o que ele próprio intitulou Corolário Trump.

A América para os americanos
Mesmo ausente do texto escrito, a famosa frase expressa, em termos muito gerais, a mensagem de 1823. Mas, de James Monroe ao MAGA, fica o problema: qual América?

Já no início, James Monroe justificou a sua mensagem com a referência à soberania do povo, pilar de um “sistema político” (expressão do próprio) que, fruto de “nossa revolução” (a independência dos EUA), é condição para que os seus cidadãos sejam os mais prósperos e felizes do mundo. Neste sentido, o presidente afirmou que a escolha de tal sistema pelos movimentos de independência fazia com que qualquer interferência das metrópoles fosse considerada uma agressão aos próprios EUA.

Em todo o texto, James Monroe (de onde veio o nome Monróvia, da atual Libéria) não se referiu aos escravos, cuja exploração era a base da economia do sul, inclusive da Virgínia, onde nasceram ele e mais três dos quatro primeiros presidentes dos EUA. Nem à Lei dos Três Quintos, que contabilizava 60% dos escravos em cada estado para fins de aumento da bancada dos sulistas na Câmara dos Representantes. Na única menção aos indígenas, James Monroe elogiou a repressão aos Arikaees, devidamente punidos pelo ataque para que o “espírito hostil” não se estendesse a outras tribos. Medidas “para conter o mal”, sentenciou (p. 6).

Nos idos de 1823, os EUA eram uma formação social com a forte presença de relações pré-capitalistas, uma classe dominante nacionalista, inclusive a fração esclavagista, sequiosa por ampliar a fronteira agrícola; um expansionismo que era conduzido em sentido mais estratégico pelos dirigentes da política estatal. A produção e exportação algodoeira para a indústria inglesa acelerava-se, mas com tecnologia ainda anterior à explosão dos anos 1830. Várias condições favoreciam uma agressiva política estatal de produção de uma territorialidade que articulasse a escravatura, no sul, e a dominação burguesa, a norte.

Esta relação de unidade e contradição entre o escravagismo e o capitalismo embrionário manifestava-se, inclusive, nas complexas negociações em torno dos impactos da incorporação de cada novo território, pois, ao implicar o acolhimento ou a rejeição do escravagismo, gerava efeitos sobre a correlação política interna do país. A questão da territorialidade também produzia tensões relativas às Caraíbas como rota comercial e/ou em termos militares.

A cada um, a sua revolução
James Monroe também silenciou sobre a única revolução de escravos vitoriosa da história, ocorrida no que é, desde então, o Haiti, com enorme repercussão nas três Américas e na Europa. A mensagem operou um corte entre relações de produção e sistema político, o que lhe permitiu legitimar, no plano discursivo, uma ordem escravagista. Não constituídos estruturalmente como sujeitos, os escravos não podem (?) fazer uma revolução.

Apropriações sociais de leitura: desde crianças, “sabemos” que James Monroe, uma espécie de Pai Natal, foi o primeiro governante a reconhecer a independência do Brasil, este país imperial escravagista. Pouco se ensina que, tal como os seus antecessores Jefferson e James Madison e todos os que o sucederam até à Guerra de Secessão, Monroe não reconheceu a independência do Haiti. Até propositadamente, a sua mensagem teve pequena repercussão imediata e só recebeu o nome de doutrina quando, cerca de duas décadas mais tarde, foi apropriada por patriotas preocupados em salvar a “América”, vista como nação branca ilhada pela decadência do escravagismo na Europa, em países independentes da América e mesmo em colónias francesas e britânicas.
Outras apropriações sociais vieram.

O populismo antissistema de Andrew Jackson
A ligação de Donald Trump a Andrew Jackson não é apenas uma preferência histórica passageira, mas sim uma escolha estratégica e pessoal que molda profundamente a sua identidade política. Para compreender esta admiração, é necessário olhar para Jackson como o grande divisor de águas da democracia americana no século XIX, uma vez que ele foi o primeiro presidente a não pertencer à elite aristocrática da Virgínia ou de Massachusetts. Sendo um militar de origem humilde, conhecido pelo seu temperamento explosivo e por uma lealdade feroz aos seus seguidores, Andrew Jackson serve de espelho para Trump, que se apresenta como uma figura externa ao sistema que chegou ao poder com a missão de o limpar e de devolver o governo aos cidadãos comuns.

O ponto central desta identificação reside no populismo antissistema, pois tal como Trump critica frequentemente a burocracia de Washington, também Jackson travou uma guerra aberta contra o Segundo Banco dos Estados Unidos, por o considerar uma ferramenta de corrupção das elites financeiras contra o trabalhador comum. Trump vê nesta postura de combatente o arquétipo do líder forte que não se verga às normas da etiqueta política sempre que estas interferem na sua agenda. Este simbolismo tornou-se evidente logo na tomada de posse de 2017, quando Trump escolheu o retrato de Jackson para decorar a parede da Sala Oval, enviando a mensagem clara de que não governaria como um republicano tradicional, mas como um herdeiro do Jacksonianismo, focado no nacionalismo económico e numa relação direta com a sua base eleitoral.

Além disso, Trump admira a resiliência física e política de Andrew Jackson, um homem que sobreviveu a duelos e enfrentou processos no Congresso sem nunca recuar. Para Trump, a política é vista como uma arena de força onde a vontade do povo, representada pelo líder, deve prevalecer sobre as instituições que tentam contê-la. Em suma, Jackson é o modelo ideal para Trump porque forneceu um precedente histórico para o seu estilo de liderança, sendo simultaneamente um herói para os seus apoiantes e uma figura profundamente disruptiva para os seus opositores.

Theodore Roosevelt e a aurora do imperialismo estado-unidense
Trinta anos após a Guerra de Secessão, os EUA não só se tornaram a primeira economia mundial como ingressaram no estágio imperialista do capitalismo. Ao lado de um extraordinário processo de acumulação e centralização de capital, deu-se uma intensa imigração – e, com ela, mais racismo – e o colonialismo de novo tipo. Houve um empobrecimento do campesinato e ampliação do número de trabalhadores urbanos, grande parte em situação de miséria nas grandes cidades industriais. Cresceram as mobilizações de massas e politizaram-se lutas, inclusive processos eleitorais.

Por intermédio da guerra com a Espanha, iniciou-se uma grande ofensiva sobre as Caraíbas, com o domínio de Cuba e Porto Rico, e, na bacia do Pacífico, a conquista do Havai, Ilhas de Guam e das Filipinas, onde haveria forte e heróica resistência popular. Enfim, a grande América em expansão marítima.

Tal como a mensagem de James Monroe, a de Th. Roosevelt era otimista. Ele afirmou que, numa sequência de bons governos, a prosperidade era notável e havia aprovação popular. Tudo isto dinamizado pelo industrialismo, a “nota dominante da sociedade moderna” e, com isso, a importância das relações capital-trabalho, “especialmente capital organizado e trabalho organizado” (p. 1). Ao contrário do silêncio de Monroe sobre os produtores diretos, Th. Roosevelt dedicou cerca de 11 das 33 páginas da sua mensagem a esta relação, referindo-se a políticas intervencionistas em múltiplas esferas da vida social: do direito dos trabalhadores se organizarem para se defenderem contra “abusos das grandes corporações” ao trabalho infantil e da mulher grávida, acrescentando que o maior dever da mulher é “ser mãe, dona de casa” (p. 10).

Mas, acima de tudo, defendia a responsabilidade e a tolerância entre capitalistas e assalariados. Ele próprio racista, declarou-se contra o preconceito em relação a migrantes e negou que houvesse riscos de chegarem em excesso, desde que fossem “do tipo certo”. No plano externo, expandiu a área de influência nas Caraíbas e na Bacia do Pacífico, onde forçou a política de portas abertas na China e arbitrou o conflito entre os impérios Japonês e Russo, o que lhe assegurou, em 1906, o Nobel da Paz.

James Monroe declarou opor-se à intervenção de potências europeias nos processos em curso pela independência na América porque estes adotavam um “sistema político” semelhante ao dos EUA e, portanto, superior ao delas. E, ao dirigir-se a elas, a sua posição era altiva, mas defensiva.

Já a mensagem de Th. Roosevelt era explicitamente agressiva. Alertava para os males que ocorreriam se, na ausência de “algum grau de controlo internacional sobre as nações infratoras”, as “potências mais civilizadas… de maior senso de obrigação internacional e com a mais aguda e generosa apreciação do certo e do errado, se desarmassem” (p. 29). Daí a importância de, sempre que necessário, elas, armadas, exercerem um poder de polícia internacional (id.).

A aparente mitigação do hobbesianismo primário ficava por conta da comunhão de interesses entre atacante e atacado. “Os nossos interesses e os dos nossos vizinhos do sul são… idênticos” (p. 30); ou as Filipinas não precisavam de “independência alguma…” (p. 36). E, num esforço de síntese transoceânica, afirmou que, “em relação a Cuba, Venezuela e Panamá, ao esforçarmo-nos para circunscrever o teatro de guerra no Extremo Oriente e para assegurar a abertura das portas na China, agimos no nosso próprio interesse, bem como no interesse da humanidade em geral” (p. 31).

The Worst Neo Robber Baron of Them All



I’m tempted to give Elon Musk that title. But when it comes to greedy and irresponsible corporate behavior, one CEO is outdoing even Musk.

When the history of this sordid second Gilded Age is written, the list of neo robber barons will obviously include Musk as well as Meta’s (Facebook’s) Mark Zuckerberg, Palantir’s Alex Karp, Palantir’s co-founder and board chair Peter Thiel, Oracle’s Larry Ellison (and his son, David), Google’s Sundar Pichai, Blackstone’s Stephen Schwarzman, and the Trump Organization’s monumentally corrupt Donald Trump, Donald Trump Jr., and Eric Trump.

But one greedy, public-be-damned CEO stands out even above Musk, Trump, and the rest. His name: Jeff Bezos. His corporation: Amazon.

It is difficult for the human mind to comprehend all the ways Bezos is shafting Americans.

Start with prices. According to a newly unsealed filing released Monday in an antitrust lawsuit brought by California Attorney General Rob Bonta, Amazon has pressured major brands like Levi’s and Hanes to demand that competing retailers raise prices on their products.

The New York Times’s David McCabe reports on unsealed evidence that Amazon punishes sellers on its marketplace for offering lower prices on other websites, like those of Walmart or Target. When it spots a competitor’s lower price, Amazon tells the brands to demand that rival sites raise their prices for the products.

The filing includes an email to Hanes from Amazon, with links to Target’s and Walmart’s lower prices, along with Hanes’s apologetic response that it “reached out to Target and Walmart to have the prices increased.” And an email to Levi’s from Amazon, with links to lower-priced khakis on Walmart’s website, along with Levi’s response that Walmart had agreed to raise its price.

According to the lawsuit, Amazon has been able to exert pressure on different brands to raise their prices because of Amazon’s power and reach.

At a time when most Americans are having trouble making ends meet, Amazon’s push to raise prices — to enlarge its profits (and put more money into Jeff Bezos’s pockets) — is beyond unconscionable.

This is hardly Bezos’s and Amazon’s first brush with antitrust law. In 2023, the Federal Trade Commission and 17 states accused Amazon of illegally maintaining a monopoly in online retail by squeezing merchants who sell on its site and prioritizing its own products, resulting in “artificially higher prices.”

In September, the FTC agreed to settle another lawsuit against Amazon that accused it of making it difficult for consumers to cancel its Prime subscription service. Amazon agreed to pay up to $2.5 billion — including $1 billion in penalties and additional payouts to consumers — but didn’t admit or deny wrongdoing.

Meanwhile, The American Prospect’s Harold Meyerson reports that Virginia is subsidizing Amazon’s “second headquarters” in Crystal City, Virginia — just across the Potomac from Washington, D.C. — with $750 million in taxpayer funds, yet the corporation is wildly behind its job-creation pledge. Having promised to create 25,000 new jobs by 2038, it created a mere 1,600 jobs last year and is up to just 29 percent of the number of jobs it promised by now.

Speaking of Amazon jobs: Until earlier this month, attorneys for the National Labor Relations Board were prosecuting Amazon for firing employees that make Amazon deliveries because they’d voted to join the Teamsters, a clear violation of labor laws.

But then, a few weeks ago, the NLRB attorneys — now firmly under control of Trump’s NLRB general counsel — announced they’d reached a “settlement” with Amazon in which Amazon agreed to pay the workers who’d been laid off for more than two years, two weeks’ worth of wages. Two weeks.

Amazon’s workers are among the worst-treated in America.

Ryan Haas of The Western Edge reports that on April 6, an Amazon warehouse worker collapsed and died on the floor of Amazon’s warehouse in Troutdale, Oregon. A co-worker trained in CPR tried to help but was told by a manager to turn around. For more than an hour, employees said, they were instructed to continue picking items and loading trucks as the man lay dead. One manager reportedly told workers to “just turn around and not look” and get back to work.

Jeff Bezos couldn’t care less. As of April 2026, his net worth is estimated to be between $259 billion and $269 billion, making him one of the three richest people in the world.

Like the robber barons of the first Gilded Age, Bezos’s consumption is of the conspicuous kind.

He celebrated his wedding last year to Lauren Sánchez with a multi-day star-studded event in Venice, Italy, estimated to cost more than $50 million, featuring guests like Oprah Winfrey and Kim Kardashian, and including a ceremony on the island of San Giorgio Maggiore and a pajama-themed afterparty at the Arsenal.

His “homes” include three adjacent properties on Indian Creek Island in Florida, costing over $230 million; the former Warner estate in Beverly Hills, California, which features a 13,600-square-foot mansion and a golf course, which he purchased for $165 million; a 14-acre compound on Maui with a 4,500-square-foot main house and 700-square-foot pool; a $23 million mansion in Washington, D.C.; and a massive multi-lot compound with waterfront frontage in Medina, Washington.

But what puts Bezos at the head of all the other robber barons in this second Gilded Age is his slavish sycophancy toward the worst president in American history.

Bezos bought the legendary Washington Post for $250 million in October 2013 and has turned it into a Trump cheerleader — prohibiting its editorial page from endorsing Kamala Harris in 2024 and barring it from writing anything critical about American capitalism or Trump.

(That’s not all Bezos has done to ruin the Post. In February, he fired more than 300 Post journalists, about a third of its staff.)

Then he shamelessly paid $40 million to license the documentary “Melania” plus $35 million to market it — and earned back a tiny percentage. It was a blatant bribe of Trump.

And he does whatever Trump asks. After Trump complained to Bezos about a report that Amazon planned to display for consumers the costs of Trump’s tariffs, Bezos immediately canceled the plan.

Bezos has sucked up to Trump presumably to secure Pentagon contracts for his Blue Origin rocket company, which landed a $2.3 billion NASA contract early in Trump's second term. And to avoid further antitrust lawsuits or labor law scrutiny.

That he has zero scruples does not necessarily distinguish Bezos from the other robber barons of this despicable era.

But his public-be-damned business practices, his especially conspicuous consumption, and his excessive sucking up to Trump make Jeff Bezos the worst CEO of them all.

What can you do? You might share this post and boycott Amazon.

terça-feira, 7 de abril de 2026

Os porcos são muito mais inteligentes, limpos e empáticos que a trupe MAGA e brutalistas destes tempos cinzentos

Porky (2021) por Andrea Lavery
Sobre a Pintora e o quadro
Andrea Lavery é uma conceituada artista que cresceu no ambiente rural de Newtown, Connecticut, EUA residindo e trabalha atualmente na zona costeira do mesmo estado. A sua trajetória artística é marcada por uma evolução orgânica e apaixonada; embora os seus registos biográficos privilegiem a experiência prática, a sua técnica revela um domínio consolidado dos meios tradicionais, fruto da sua formação académica com um Bacharelato em Belas Artes (BFA) pelo Paier College of Art, concluído em 1985.

O seu trabalho é amplamente classificado como Impressionismo Contemporâneo, um estilo que a própria define como "Happy Colorful Art". A temática da sua obra é profundamente inspirada pela natureza e pela vida selvagem, destacando-se as suas representações vibrantes de pássaros, abelhas, coelhos e flores. Através de pinceladas fluidas e expressivas, Lavery cria texturas ricas que privilegiam uma interpretação emocional e luminosa do objeto em detrimento de um realismo rígido.

Do ponto de vista técnico, a artista utiliza predominantemente óleos solúveis em água, recorrendo ao óleo de linhaça com a mesma propriedade para conferir transparência e fluidez às composições. Andrea Lavery é particularmente reconhecida por trabalhar em painéis de pequeno formato, nos quais consegue concentrar uma enorme densidade de cor e energia. O sucesso do seu estilo reflete-se não só em galerias, mas também no mercado de licenciamento, com as suas criações a serem aplicadas em tecidos (notavelmente para a QT Fabrics), impressões artísticas e diversos objetos de decoração.

Os porcos são muito mais inteligentes, limpos e empáticos que a trupe MAGA e brutalistas destes tempos cinzentos

O que diz a Ciência 
Apesar dos estereótipos de serem animais simplórios e desleixados, os porcos/suínos são animais extremamente inteligentes, limpos, emotivos e sociais.

A investigação contemporânea no domínio da etologia e da neurociência cognitiva tem demonstrado que os suínos (Sus scrofa domesticus) possuem uma complexidade neurocognitiva que rivaliza com a de primatas não humanos e cetáceos, destacando-se como uma das espécies mais inteligentes do reino animal. No estudo fundamental "Thinking Pigs: A Comparative Review of Cognition, Emotion, and Personality in Sus scrofa domesticus" (Marino & Colvin, 2015), os investigadores compilam evidências de que os porcos exibem uma memória a longo prazo notável e uma capacidade avançada de resolução de problemas. Um dos marcos desta inteligência é a compreensão da perspetiva espacial, demonstrada no estudo "Pigs learn what a mirror image represents and use it to obtain information" (Broom et al., 2009), onde os animais conseguiram utilizar espelhos para localizar alimento escondido, um indicador de processamento visual sofisticado.

Para além da inteligência lógica, os porcos manifestam uma vida social e emocional extremamente rica. A existência de empatia e contágio emocional foi documentada em "Indicators of positive and negative emotions and emotional contagion in pigs" (Reimert et al., 2013), revelando que estes animais não só sentem emoções complexas, como estas são influenciadas pelo estado de ânimo dos seus pares. Esta sensibilidade estende-se à interação com humanos e à capacidade de aprendizagem tecnológica, como comprovado pela recente investigação "Investigation of Video Game Play in Pigs" (Croney & Boysen, 2021), onde os suínos demonstraram competência na manipulação de joysticks para atingir objetivos num ecrã.

Contrariamente ao estigma popular, o porco é um animal instintivamente limpo; quando dispõem de espaço adequado, estabelecem áreas rigorosas para alimentação e repouso, mantendo-as afastadas das zonas de excreção. O comportamento de se refrescarem na lama é, na verdade, uma solução biológica engenhosa para a termorregulação e proteção dérmica, uma vez que a sua anatomia possui um número reduzido de glândulas sudoríparas. Em suma, a ciência moderna reitera que os porcos são seres sencientes, dotados de consciência social, capacidades cognitivas superiores e uma higiene comportamental que desafia preconceitos históricos.

Saber mais:

1. Pig Intelligence

2. From snout to tail, there’s more to pigs than meets the eye

3. No, Pigs Aren't Dirty

4. Eight Things You Probably Didn’t Know About Pigs

Who's the Biggest Money Behind the Throne?

Para ver com mais detalhe e ampliação aqui

It’s important that we demonstrated against Trump’s assertion of royal powers.

It’s at least as important to follow the money — and learn the identities of America’s billionaire royalty who crowned Trump in the first place. They’re now spending another regal fortune to keep Congress under his control.

Today I’m going to name names.

As of March 1, according to a new report from Americans for Tax Fairness, the 50 biggest-spending billionaires in American politics had already contributed over $433 million to the upcoming midterm political campaigns.

Not surprisingly, 80 percent of this haul is in support of Republican candidates or conservative issue groups.

Given how early we are in the process, and how contributions tend to accelerate closer to Election Day, 2026 will almost surely set a new record for billionaire money in midterm elections. (Because of our current pathetically weak campaign finance laws, courtesy of the Supreme Court, fat-cat contributors are funneling huge sums through super PACs. While such spending is supposed to be independent of the campaign being supported, rules against coordination are now going largely unenforced.)

Who they are
1. Elon Musk
The single biggest contributor is, of course, Elon Musk — the world’s richest person — who has plunked down almost $71 million into Republican midterm campaigns so far.

Musk contributed a total of $278 million in the 2024 election cycle, mostly for getting Trump reelected. His “investment” has paid off nicely. Musk’s net worth has grown 220 percent since Trump won in 2024.

Musk’s latest cash infusion to Republicans came after his short destructive stint as head of the “Department of Government Efficiency,” where he helped place his cronies into high-level positions throughout the federal government.

Yes, I know. Musk and Trump had a falling out. But since then both have realized they have more to gain as political partners. And now that Musk’s SpaceX satellite system is integral to Pete Hegseth’s Department of “War,” Musk has filed for an initial public offering, seeking a valuation over $2 trillion and potentially raising $75 billion, which would make it the largest IPO in history.

The New York Times reports that Musk participated in a phone call on Tuesday with Trump and Prime Minister Narendra Modi of India. Musk’s companies have taken on significant investment from sovereign wealth funds from Middle Eastern countries, including Saudi Arabia and Qatar, and he has long coveted a greater commercial presence in India.

2. Jeff Yass
Musk is followed in the billionaire-spending-on-politics sweepstakes by Wall Street financier Jeff Yass, who has contributed more than $55 million so far in this midterm election cycle. He’s donated $16 million to MAGA, Inc., Trump’s super PAC, dedicated to supporting candidates he backs.

The Yass donations came as Trump was deciding whether to delay the forced sale of the social media app TikTok, in which Yass was a major investor. Trump repeatedly delayed the sale, saving Yass’s lucrative investment.

In addition, Yass has donated $10 million apiece to the anti-tax Club for Growth PAC; to another PAC that wants to drain funds from public schools to support private ones; and to a PAC that supports the political ambitions of former Republican presidential candidate Vivek Ramaswamy. Yass has also donated $7.5 million to a PAC dedicated to supporting House members of (and House candidates aspiring to belong to) the radical-right Freedom Caucus.

3.Greg Brockman
In third place is San Francisco AI tech mogul Greg Brockman, who has given $25 million in midterm money so far — mostly to Trump’s super PAC, presumably because Brockman wants to dismantle state-level AI regulations through federal preemptive action and thinks Trump will help him.

As president of OpenAI, Brockman recently agreed to let the Pentagon use his company’s AI technology — which his competitor Anthropic publicly refused to do over concerns about mass surveillance and autonomous weapons.

4. Dick Uihlein
Packaging titan Dick Uihlein has long been a major donor to right-wing candidates and causes. (Among the beneficiaries of his largesse have been many politicians who denied Donald Trump’s loss to Joe Biden in the 2020 presidential election.)

The biggest recipients of Uihlein midterm money so far are two super PACs for which Uihlein and his wife are the principal backers: $5 million to Restoration of America, supporting conservative political candidates; and $3.5 million to Fair Courts America, which the Uihleins founded to support conservative candidates for judicial office.

5. Stephen Schwarzman
Private equity mogul Stephen Schwarzman has long been a major Republican Party megadonor. As CEO of the giant investment management company Blackstone, Schwarzman has built a career on predatory business practices and disregard for the public good, while leveraging his immense wealth to rig the system in his favor.

So far in the midterms, Schwarzman has spent: $5 million for Trump’s super PAC; $5 million for the Republican Senate Leadership Fund; $1 million for the Republican Congressional Leadership Fund; and $1 million to a super PAC exclusively backing Republican Senate Whip John Cornyn.

***

As we approach the 250th anniversary of our independence from the British monarchy, it’s more important than ever to commit ourselves to getting big money out of American politics.

As I’ve noted, here’s a potential way to do this without waiting for the Supreme Court to reverse its Citizens United decision or amending the Constitution. Another is through small-donor financing. The two aren’t mutually exclusive; indeed, we should push for both.

Billionaires are not singularly responsible for corrupting our system of government, of course — and not all billionaires are doing this.

But as wealth continues to concentrate at the top, America finds itself in a doom loop in which giant campaign donations from the super-rich buy political decisions that make them even richer.

This doom loop is the power behind the throne on which Trump shits sits.

segunda-feira, 30 de março de 2026

EPA chief met with Bayer CEO over supreme court fight, agency records show


Top US regulators met with Bill Anderson, Bayer’s CEO, last year to discuss “litigation” issues – including “supreme court action” over its glyphosate weed killer – just months before the Trump administration took a series of steps to boost Bayer’s case at the high court, internal government records show.

The 17 June meeting, between officials at the Environmental Protection Agency (EPA), Anderson and two other top Bayer executives, came as the Germany-based company was working to quash costly US litigation brought by tens of thousands of people who allege they developed cancer from their use of the company’s glyphosate-based herbicides, such as Roundup.

At the core of those lawsuits are claims that the company failed to warn users of the risk of cancer, as shown in several research studies over many years.

One of Bayer’s stated key strategies to try to end the litigation, which has so far cost Bayer billions of dollars in settlements and jury verdict awards, is getting the supreme court to agree with Bayer’s argument that if the EPA does not require a cancer warning on its glyphosate products, the company cannot be held liable for failing to warn of a cancer risk.

While one appellate court has sided with Bayer, multiple other courts have rejected that preemption argument, as did the US solicitor general under the Biden administration. In contrast, the Trump administration has acted to defend and promote Bayer’s position and its glyphosate herbicides.

In a statement Bayer said the meeting at the EPA was a “normal part of the regulatory process” and that the company has been “transparent about our position” regarding glyphosate litigation.

The show of administration support has largely come after that 17 June meeting, which government email communications and visitor logs confirm took place with Anderson and the other Bayer executives arriving at the EPA on the appointed day a little before 1pm.

According to a 13 June internal EPA email planning for the meeting, Bayer’s team was “going to bring up some legal/judicial issues”, and discussion topics were to include “supreme court action”.

The company would “give an update to the administrator on where they stand in litigation and labeling options”, the planning email states.

The meeting came less than two weeks ahead of a request from the Supreme Court for the Trump administration’ Justice Department to weigh in on whether or not the court should agree to hear Bayer’s case.

The EPA officials attending the meeting with Bayer were to include Lee Zeldin, the agency’s administrator, along with Nancy Beck, formerly senior director at the American Chemistry Council who is now the EPA’s principal deputy assistant administrator in the Office of Chemical Safety and Pollution Prevention.

Sean Donahue, who was confirmed last May as the EPA’s general counsel, and Turner Bridgforth, senior adviser for Office of Agriculture and Rural Affairs at the EPA, were also to attend.

“It’s becoming abundantly clear that the political appointees at the EPA are more invested in protecting pesticide company profits than the health of Americans,” said Nathan Donley, environmental health science director for the Center for Biological Diversity, which obtained the email communications in a Freedom of Information Act request and provided them to the Guardian.

“When the CEO of one of the largest companies in the world is meeting with political appointees in a US regulatory office, it shows just how much power and influence these corporations have on decisions that can have very real consequences for the health of all Americans,” he said.

“The Trump EPA seeks input from a broad range of stakeholders, including MAHA advocates, doctors, scientists, farmers, and ranchers to ensure our policies are grounded in transparent, gold-standard science, and advance the Make America Healthy Again agenda,” Brigit Hirsh, the EPA press secretary, said in a statement. The meeting with Bayer was “a standard introductory meeting” and was not a meeting to discuss pending litigation, Hirsh said. She did not explain why the planning email for the meeting specifically said litigation would be discussed.

Multiple moves supporting Bayer
Since the meeting, the Trump administration’s support for Bayer has taken many forms.
In a 1 December filing with the US supreme court, D John Sauer, the solicitor general appointed by the Trump administration in April 2025, told the court that it should take up the Bayer case, and the supreme court subsequently agreed to do so, setting a hearing for 27 April.

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2026

Trumpismo – o maquiavelismo na época contemporânea. O que fazer?

Donald Trump afirmou que «Cuba não conseguirá sobreviver», ao assinar, em 29/01/2026, uma Ordem Executiva impondo novas sanções tarifárias aos países que fornecessem petróleo a Cuba.  

Essa declaração apresenta um contraste evidente em relação à postura anteriormente adotada por Trump, que aparentou um certo humanismo perante a guerra Rússia-Ucrânia e destacou o desfecho do conflito Israel-Palestina, chegando mesmo a manifestar a este respeito, interesse na candidatura ao Prémio Nobel da Paz (aspiração posteriormente reconhecida através da distinção que a Corina Machado lhe atribuiu!).

Não deixa de ser positivo o propósito de pôr termo a essas duas agressões, numa aparente manifestação de respeito pela dignidade humana em toda a linha. Sabe-se, no entanto, que estes dois conflitos tiveram e continuam a ter subjacentemente todo um apoio logístico/militar dos EUA. Se, todavia, Trump enveredou recentemente pelo caminho de retração conciliatória é porque, no primeiro caso a Federação Russa tem demonstrado uma indesmentível superioridade, e, no segundo, o facto de as forças democráticas por esse mundo fora se terem manifestado contra a destruição e o genocídio levado a cabo pelo governo de Israel e suas Forças Militares. Subjacentemente, como aliás, tem sido realçado pelos falcões governativos americanos J. Vance e M. Rubio, lógico é que a América tire um certo lucro dos gastos efetuados, como as terras raras na Ucrânia e o os lucros de reconstrução e da Riviera em Gaza.

«Em pleno século XXI, resta, isso sim, afrontar esta nova ordem mundial engendrada pelo governo dos EUA, que mais não visa senão alcançar os seus propósitos num formato não compatível com a prática diplomática do diálogo e de negociação.»

Vem à laia referir que, é neste enquadramento que a União Europeia (UE) acabou por ser vítima da sua incúria política, de ambiguidade comportamental e seguidista à gesta americana. Da guerra da Ucrânia, longe de procurar alcançar vias de negociação política e diplomática, fomentou a intensificação da guerra, esgotando milhares de milhões de euros em empréstimos destinos à guerra. Por outro lado, alheou-se do conflito em Gaza, silenciando os valores de liberdade, do direito internacional e dos direitos humanos, nunca condenando as atrocidades praticadas contra o povo palestiniano. 

Sucede porém que, numa altura em que se assiste mundialmente a campanhas e  movimentos populares no sentido de paz e diálogo entre os homens e as Nações, surge o MAGA, de autoria do Trump, e que se tem revelado como um expediente chauvinista manhosamente engendrado através de expedientes para alcançar a riqueza à custa, ora de exploração económica de outros países, ora desrespeitando as normas do direito internacional e da soberania de Nações, ora, hostilizando a dignidade de organizações internacionais. Casos como o da exploração da Faixa de Gaza, das terras ricas da Ucrânia, o rapto do Presidente Nicolás Maduro, o aprisionamento de petroleiros estrangeiros, a pretensão à anexação da Gronelândia, a provocação ao Irão, a subalternização e desprezo dirigido à União Europeia, a saga das tarifas alfandegárias, o Conselho de Paz sobre Gaza a substituir a ONU e, mais recentemente, o desumano embargo de petróleo contra Cuba, são exemplos a ponderar.

Aqui se evidencia o maquiavelismo da gesta do Trump, já que parece não poupar esforços para atingir seus objetivos (fins justificam os meios), adotando práticas políticas marcadamente autoritárias e repletas de contradições. De facto, o mínimo de bom senso indica que não se pode defender a paz enquanto se criam focos de instabilidade política, ameaças de belicismo, desacreditando organismos como a ONU e tentativas de sufocar populações.

Em pleno século XXI, resta, isso sim, afrontar esta nova ordem mundial engendrada pelo governo dos EUA, que mais não visa senão alcançar os seus propósitos num formato não compatível com a prática diplomática do diálogo e de negociação. Anote-se a este propósito que, os países componentes do BRICS, titulares de economias florescentes e com estatura suficiente para rivalizar com América, têm estado à altura dos seus objetivos, quais sejam o do desanuviamento bélico, de desenvolvimento económico e de um relacionamento amigável entre as Nações.  Tudo aconselharia por isso, que a UE e outros países da Europa, se autonomizassem da suserania americana, contribuindo decisivamente para a defesa de valores paz, de liberdade, de democracia, de bom entendimento entre as Nações que tanto prezam, mas cuja prática, até agora, fica muito a desejar.

sexta-feira, 30 de janeiro de 2026

O problema com Stephen Miller é que ele não sente vergonha. O arquiteto da política de imigração de Trump cometeu um erro em Minneapolis



Depois da morte do enfermeiro norte-americano Alex Pretti às mãos do Serviço de Imigração e Alfândega (ICE) dos EUA, as atenções começam a virar-se para Stephen Miller, o principal conselheiro de Donald Trump, responsável por redesenhar a política de imigração do país.

Nas redes sociais, Miller não demorou a classificar a vítima como um “aspirante a assassino”, que tentou matar agentes federais”, apenas algumas horas depois do confronto fatal entre as forças do ICE e o homem de 37 anos. Mas nem Donald Trump parece concordar com a afirmação, tendo assegurado esta terça-feira que “não” acredita que Pretti fosse um assassino.

No mesmo dia, em declarações à CNN, Stephen Miller admitiu que os agentes “podem não ter seguido” o protocolo adequado antes do tiroteio que tirou a vida a Pretti - uma posição insólita vinda de alguém conhecido por reforçar as suas convicções, de acordo com o The Guardian.

Antes de ser contrariado pelo próprio presidente, já se levantavam dúvidas sobre a ausência do conselheiro na reunião de duas horas que Donald Trump realizou com a secretária da Segurança Interna, Kristi Noem, esta segunda-feira, de onde saiu um novo anúncio: foi destacado para Minneapolis o “czar da fronteira” da Casa Branca, Tom Homan, para “recalibrar as táticas” e melhorar a cooperação com as autoridades estatais e locais.

Além de Homan ser conhecido por criticar a abordagem de Stephen Miller, Donald Trump manteve ainda telefonemas cordiais com o governador do Minnesota, Tim Walz, e com o presidente da Câmara de Minneapolis, Jacob Frey.

“O problema com Stephen Miller é que o mal é resiliente. Ele não sente vergonha, não acha que isto seja algo mau. Está convencido de que outras pessoas o envergonharam, mas não acredita que ele esteja a conduzir um ataque às liberdades constitucionais dos americanos”, afirmou Rick Wilson, co-fundador do Lincoln Project (um grupo anti-Trump), citado pelo mesmo jornal.

Em maio do ano passado, o conselheiro de Trump encomendou ao serviço de imigração três mil detenções diárias, um aumento de quase dez vezes relativamente ao ano anterior. Segundo, Larry Jacobs, diretor do Centro para o Estudo da Política e Governação da Universidade do Minnesota, o abuso de poder de Miller foi um dos principais fatores a desacreditar a política de deportação de Donald Trump.

“O facto de ele ter sido afastado da reunião na Casa Branca é uma mensagem forte para Washington de que o presidente não aprova este processo e de que tem de haver uma mudança”, reforça o responsável, afastando, ainda assim, a possibilidade de Miller vir a ser despedido. “Não espero que Stephen Miller seja despedido, porque Donald Trump apoia a política, só não apoia a forma como foi executada”, sublinhou Larry Jacobs.

Apesar de os democratas terem avançado com uma iniciativa para destituir Kristi Noem, os especialistas não têm dúvidas de que o verdadeiro culpado da tragédia de Minneapolis é Miller, que ocupa ainda o cargo de vice-chefe de gabinete da Casa Branca.

Larry Jacobs destaca Stephen Miller como o verdadeiro “arquiteto” que “tem pressionado o ICE para endurecer e apresentar mais números, trazer pessoas e só depois ver se são as pessoas certas”.

“A imprudência, a brutalidade, a falta de processo legal. Tudo isso tem raízes em Stephen Miller”, frisou o especialista.

Depois do erro de Minneapolis, o principal conselheiro de Donald Trump “terá um papel público muito menor no futuro previsível”, afirmou Henry Olsen, investigador no Ethics and Public Policy Center, em Washington.

“É claro que Trump pessoalmente não gosta, do ponto de vista das relações-públicas, do que tem estado a acontecer, e é sensível a isso, sempre foi. Ele sabe, tanto pelo seu instinto como pelo que os dados lhe dizem, que Miller e Noem não se favoreceram com a forma como abordaram imediatamente a morte” de Pretti.

Mesmo assim, corrobora a opinião dos investigadores que não acreditam numa demissão de Miller: “Ele está com Trump há bastante tempo e o presidente não tem problemas em livrar-se de subordinados que não rendem, mas suspeita-se que Miller, em muitos aspetos, está a render e, por isso, Trump não o vai atirar borda fora precipitadamente.”

“Stephen Miller é demasiado dominante no esquema mental de Trump sobre o que a base MAGA quer, para ser verdadeiramente afastado do seu círculo. Não acho que exista um mundo em que Miller não mantenha a sua autoridade e o seu poder junto de Trump”, corrobora Rick Wilson.

Henry Olsen sublinha que é do interesse de Donald Trump manter Miller por perto, já que o vice-chefe de gabinete da Casa Branca, rende onde interessa ao presidente: na televisão. É um defensor combativo de Trump, que caracteriza os democratas como uma “organização extremista doméstica” e a América como líder de um mundo “governado pela força, governado pela violência, governado pelo poder”.

domingo, 28 de dezembro de 2025

A grinding, pivotal year ahead

Fonte


I’ve been thinking a lot about this over the past few days in part because the Trump administration did yet another indefensible thing—they shut down all work on five offshore wind farms off the eastern seaboard. As the Times put it, the move


essentially gutted the country’s nascent offshore wind industry in a sharp escalation of President Trump’s crusade against the renewable energy source.

The decision injected uncertainty into $25 billion worth of projects that were expected to power more than 2.5 million homes and businesses across the Eastern United States, according to Turn Forward, an offshore wind advocacy group. The five wind farms were projected together to create together about 10,000 jobs.

The administration said there were “national security” reasons for the shutdown that they couldn’t explain but that had something to do with radar. You are forgiven your skepticism about this rationale. Retired naval commander Kirk Lippold said the Department of Defense had fully vetted the projects, and added “ironically, these projects will actually benefit our national security by diversifying America’s energy supplies, providing much-needed reliable power for the grid and helping our economy.” If you want more on this aspect, check out Peter Gleick’s fine essay. Or maybe just look at a map of Asian wind installations, offshore and on; the Chinese coast, by Trumpian logic, is apparently the most vulnerable place on planet earth.



No, everyone knows that this decision, like so many in 2025, results from a combination of two obvious things. One is the president’s detestation of windpower, because you can see turbines from the 18th hole of his Turnberry golf course in Scotland, a sight he has described as “disgusting.” (By the way, it’s a prejudice he shares with his sidekick Bobby “Measles” Kennedy—here’s the letter some of us wrote to him 20 years ago next week pointing out that he was being an ass for trying to protect the view from his Cape Cod compound). The second thing, of course, is Trump’s efforts to pay off his fossil fuel donors—they gave him half a billion in campaign help, and they are now reaping the largest return on investment in recorded history.

But there’s a third reason too, I think, and one that reminds us of the politics inherent in all of this. For New England, New York, and Virginia those now-halted windfarms offer something like a first stab at energy independence. And that’s anathema to the fascist mind, which values centralization and control above all. California has already begun to escape that control—it has so much solar and wind energy that it could, if it had to, increasingly make do on its own (and the hydro-charged northwest as well). But the northeast is the other center of resistance to Trump’s ugly project; it’s currently tied to the end of the gas pipelines stretching back to the Gulf, and Trump et al are determined to keep it that way.

And for now there’s nothing we can do about it (except go to court, which actually worked when Trump tried to shut down one wind farm in the fall). Without control of either the House or Senate, Democrats have no way to stand up to even something as egregiously stupid as this windpower ban. Getting a majority in either chamber would not rein in the MAGA project, but it would allow questions to be publicly asked, and it would allow at least a budget fight about such venality. It’s nowhere near what we need, but it’s not nothing. And nothing is what we have right now, which is why the last year has been so hard—those of us who care about, say, science and economics (or justice) have had to stand there and take it, our hands essentially tied behind our backs.

We’ve done our best in the circumstances—the No Kings Day protests, for instance, have been crucial in sapping support for what seemed at first like a juggernaut. But the reason to drive down Trump’s popularity is to make it harder for him to win elections (and harder to rig elections—the refusal of the Indiana GOP to go along with the president’s redistricting plan this month was a good reminder that Trump at 38 percent approval is less effective than Trump at 55 percent).

The elections will, of course, be a hard fight. Hard because MAGA has all the advantages of incumbency (including an ever-more-compliant media—the fact that the White House now controls CBS is a particular blow to those of us old enough to remember Murrow and Cronkite). And hard because in many places the Democrats we will need to support won’t be precisely the champions we’d most like. Prepare for a lot of tap-dancing around “climate,” for instance—what we need to hope for is that these candidates are sensible enough at least to seize on the popularity of solar and windpower and make a decent argument for energy both cheap and clean. Some Mamdanis will emerge, and we’ll treasure them, but the basic job is straightforward: beat MAGA everywhere we can, hopefully with margins sufficient to start reorienting our hideous politics.

I’ll obviously keep covering the energy marvels appearing in the rest of the world—reporting on the ongoing sunpower revolution keeps me optimistic enough to stagger on. But I think my main job over the next ten months is to do all I can to help the elections on Nov. 3 come out the right way; I’ll be writing, and through Third Act I’ll be organizing (look for the next rounds of the Silver Wave tour). Those hoped-for victories are the necessary first step to preserving both some of our democracy and some of our climate system. And remember how good it felt to take home some preliminary wins last month in New York, New Jersey, Virginia. Wiping more of the smirk off the presidential mug is our potential reward—that and a future.

In other energy and climate news:

+As they shut down wind farms, America’s energy czars are pledging billions on a particularly absurd scheme: big gas pipelines in Alaska designed for an export LNG market that almost certainly won’t exist by the time they’re built. Lois Parshley has some fine reporting in Grist


The cost is staggering: Official estimates put it at $44 billion, though independent analysts suggest it could top $70 billion. Experts say it has required substantial government support to develop and will require “a mix of public and private capital to move forward.”

The pipeline’s backers are already eyeing additional federal support, including $30 billion in loan guarantees. That backstop would leave the public on the hook if the endeavor falters, an outcome that has plagued previous state megaprojects. “Every taxpayer should be furious that the federal government is chasing this project,” said Cooper Freeman, the state director for The Center for Biological Diversity, which is suing the federal government over the proposed pipeline’s threat to endangered species.

Meanwhile, a wave of liquified natural gas development is expected to flood global supply by 2030, including from export projects in British Columbia that are closer to completion and share Alaska’s proximity to Asian markets. In a blunt assessment, independent energy market firm Rapidan Energy Group warned that investors “could incur substantial financial losses” and said the Alaska project is what happens when “politics overrides commercial logic.”

Prediction: the federal government won’t be able to find private parties to put up serious money for this project. It will be a taxpayer-financed boondoggle if it happens at all—which is the same dynamic affecting plans for Canadian tarsands pipelines. Perhaps Trump has the political muscle to make all of us pay for this folly; or perhaps the upcoming elections will provide a stumbling block (see above). By the way, a widely predicted the EU seems not to be living up to its pledges to buy more LNG in return for reducing its tariffs.

+Don’t miss David Roberts’ Volts interview with Saul Griffith from earlier today. Readers of this newsletter will be long acquainted with his basic arguments about how to make solar cheaper, but his comparison of putting solar on the roof of his home in Sydney and his office in San Francisco is truly breathtaking. (Spoiler: five times cheaper down under). Here’s how he describes the Aussie process:

You have to remember, this is a first world country where 40% of people have rooftop solar. At 40% of households having it, it’s pretty hard to commute home from work without seeing a truck that says on the side of it, “Hot Electric” or “Solar Hub Electric” or “Joe’s Mom and Her Dog’s Electric Solar and Water Heater Service.” You can probably call one of those on your commute. They will probably show up the next morning before 7 am and have a look at your roof. Depending upon their backlog, they’ll be on your roof within 48 hours. Or maybe it’ll be a week

+Robert Rosner has a comprehensive rundown on the prospects for nuclear power in the decades ahead from the Bulletin of the Atomic Scientists. Though I’m going to put in bold the question I think may actually turn out to be most decisive.

Whether a nuclear renaissance actually occurs in the coming decade or two will depend, to a significant degree, on the answers to three fundamental questions: Are these new designs safer than their predecessors? Do the new designs lead to changes in how one will have to deal with the inevitable waste products (including the “spent” fuel)? And do thee new designs raise additional (or new) questions regarding nuclear weapons proliferation? In posing these questions, I am willfully excluding from my analysis additional key questions that actually determine whether a true “nuclear renaissance” is now likely to arrive in the United States: Will the strong increase in assured 24/7-always available electricity demand continue? Will the cost of electricity from the new generation of nuclear reactors be competitive with that obtained from alternate electricity-generation technologies? And will we finally succeed in dealing responsibly with our high-level nuclear waste and move this material into permanent repositories?

+Kentucky is the absolute heart of coal country, of course—but a new study finds that if you started retiring aging coal-fired power plants and replacing them with renewable energy, Kentuckians would save immense amounts of money. As Liam Niemeyer explains,

“Here in Kentucky, coal was the least-cost way to produce electricity, but as our coal plants age and as the cost of renewable energy continues to fall, that’s simply no longer the case,” the head of the group that commissioned the report, said. “Continuing to rely on aging, uneconomic power plants simply leads us to less stable, less dependable and higher-cost electricity when compared to the other pathways that are modeled in our report.”

Using an open source electricity planning model, the report analyzes four pathways that Kentucky utilities could take. The analysis considered pending proposals to build new power plants and other planning documents filed by utilities. It found the least-cost pathway creates up to $2.6 billion in savings for ratepayers through 2050 by replacing coal-fired power with “clean energy resources,” primarily solar power paired with batteries to store the power.

+Americans have some company in our political misery. Czechia has a new environment minister, from the rightwing Motorists for Themselves party (admittedly, a great name that pretty much sums up all the forces wrecking the earth), and he is vowing that “green blood will run” as he makes policy changes. On assuming office, the new guy announced "the climate crisis is over today."

+Sadly, “enhanced rock weathering” does not seem to be as useful a carbon removal technology as some had hoped, a new study finds. “Integrating the pore water results with model analyses, we estimated that the average CO2 removal rate was 100 ± 30 kg CO2 ha–1 yr–1, which is 10 to 30 times lower than the upper rates reported in some previous modeling and experimental studies.”

+In much better news, check out these numbers: E-bike (and trike and rickshaw) sales are soaring across the planet, and doing far more than EVs to drive down oil demand. From Muhammad Rizwan Azhar and Waqas Uzair:

On the world’s roads last year, there were over 20 million electric vehicles and 1.3 million commercial EVs such as buses, delivery vans, and trucks.

But these numbers of four or more wheel vehicles are wholly eclipsed by two- and three-wheelers. There were over 280 million electric mopeds, scooters, motorcycles, and three-wheelers on the road last year. Their sheer popularity is already cutting demand for oil by a million barrels of oil a day—about 1 percent of the world’s total oil demand, according to estimates by Bloomberg New Energy Finance.

As they point out, it comes down to money: far more humans can afford to buy these vehicles. And to operate them.

If you commute on an e-bike 20 km a day, five days a week, your charging cost would be about $20—annually.

+And one other delightful note on which to end the year. A new study is showing that growing crops in solar farms is not just good for the crops, it’s good for the farmworkers.

Agrivoltaics creates coveted shaded areas for farmworkers. That’s critical when you consider they are 35 times more likely to suffer fatal heat-related illnesses than nonagricultural workers.

Scientific data backed the workers’ instincts on the shade. Solar panels reduced the wet bulb globe temperature, a heat-measuring system, by up to 10 degrees.

Here’s an image from Shandong province, China.


The researcher, Talitha Neesham-McTiernan at the University of Arizona, interviewed lots of farmworkers. One of them confessed they found it hard to imagine ever going back to work on traditional full-sun farms — where, they added, their favorite crops had always been tomatoes, because of the shade the tall plants offered.

“By 9 a.m., in the summer, you’re just cooking,” Neesham-McTiernan said. “Being able to take that direct heat load off makes such a difference.”

Shade keeps drinking water cool too, the workers noted — a crucial benefit, given water’s role in mitigating heat stress. “They can pop their bottles under the panels and they stay cool all day,” Neesham-McTiernan said, “rather than it being, as one of the farmworkers described it, like drinking tea.”

Another worker said these benefits helped them feel less exhausted by day’s end, leaving more energy for social life and allowing a faster recovery for the next day’s work. Others said simply knowing shade was nearby reduced their mental stress.

On that note, I wish you too a week with reduced mental stress, the better to prepare for the important work ahead. See you in 2026!