Mostrar mensagens com a etiqueta TAGIS. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta TAGIS. Mostrar todas as mensagens

sexta-feira, 8 de março de 2019

Do Algarve ao Minho, vão procurar-se insectos para a lista vermelha

Foto e notícia aqui


É já este sábado, 9 de Março, que arranca o trabalho de campo para a Lista Vermelha de Invertebrados Terrestres e de Água Doce de Portugal Continental. Até Agosto estão agendadas duas missões por mês, de sul para norte do território.

“Apesar da elevada riqueza de insetos em Portugal, que poderá ascender a 30.000 espécies, e da sua importância nos ecossistemas terrestres e de água doce, o conhecimento sobre a diversidade das comunidades em muitas zonas do país é inexistente ou claramente insuficiente”, sublinha a equipa coordenadora da Lista Vermelha, em comunicado.

É essa situação que estes especialistas querem inverter. O projecto, que começou em Junho de 2018, vai avaliar até 2021 o risco de extinção de várias centenas de espécies de insectos e de outros vertebrados em Portugal Continental.

A equipa quer realizar um plano de inventariação sistemática de insectos, que “passa por visitar todos os sítios de importância comunitária (SIC) da Rede Natura 2000, estando definidos 200 pontos de amostragem desde o Algarve ao Minho.” Segundo a directiva europeia Habitats, os SIC são sítios designados como importantes para a conservação de habitats ou de espécies protegidas ou também da biodiversidade local.

Assim, até Agosto haverá missões duas vezes por mês, a começar pela que se inicia este sábado, dirigida à Costa Sudoeste e Barlavento Algarvio. As restantes missões vão seguir-se no Sotavento Algarvio e no Guadiana, progredindo sempre de sul para norte ao longo do país, até aos SIC de Trás-os-Montes. A última missão, entre 10 e 17 de Agosto, realiza-se no Minho.

Cada uma destas missões da Lista Vermelha vai ter quatro investigadores e prolongar-se por sete dias, com a aplicação de várias técnicas em cada ponto de amostragem: “Transectos de observação de borboletas e libélulas; batimentos e varrimentos da vegetação para amostragem de insectos polinizadores e que se alimentam de plantas; registo de som de gafanhotos e cigarras; arrastos aquáticos para amostragem de insectos de água doce; pesquisa directa procurando aleatoriamente insetos no solo, nas plantas, debaixo de pedras, nos troncos de árvores e nas flores”, descrevem os responsáveis.

Mas haverá outras técnicas aplicadas no terreno, nomeadamente a colocação de armadilhas, diferentes consoante os insectos que se querem atrair. Por exemplo? Coloridas para as moscas e abelhas; luminosas, tendo como alvo as borboletas nocturnas; de queda, para espécies que vivem no solo; armadilhas Malaise, para capturar insectos interceptando-os no voo. Estas últimas são feitas com redes.

“Este esforço pioneiro de amostragem de insetos pretende igualmente promover a colaboração do público”, adiantam os responsáveis. Para isso, um domingo de manhã por mês haverá investigadores disponíveis para explicar o projecto e envolver quem estiver interessado na recolha de insectos, utilizando diferentes técnicas. No total, estão já agendadas seis destas sessões, em locais diferentes do país.

De acordo com os investigadores, “este trabalho será determinante para obter informação actualizada sobre a distribuição das espécies [em Portugal Continental], especialmente em relação às 11 espécies de insectos listadas na Directiva Habitats e, como tal, protegidas em território nacional”.

“Contribuirá também para o melhor conhecimento da diversidade, biologia e ecologia das espécies da nossa entomofauna, permitindo assim avaliar o seu risco de extinção em Portugal Continental.”

Projecto vai ter plataforma web
Além dos insectos, a equipa quer também avaliar o risco de extinção de espécies de outros grupos de invertebrados: aranhas, crustáceos de água doce, bivalves e gastrópodes.

Prevista está também a criação de uma plataforma web de armazenamento e gestão de informação, onde vai ficar disponível informação para vários utilizadores: “técnicos, investigadores, entidades públicas e privadas com acção na conservação da biodiversidade e gestão de recursos naturais, bem como o público em geral, potenciando a sensibilização da sociedade para a conservação de invertebrados no nosso país.”

A Lista Vermelha de Invertebrados Terrestres e de Água Doce de Portugal Continental é financiada pelo POSEUR – Programa Operacional Sustentabilidade e Eficiência no Uso de Recursos e pelo Fundo Ambiental. Tem como beneficiário a FCiências.ID – Associação para a Investigação e Desenvolvimento de Ciências e como parceiro o ICNF – Instituto para a Conservação da Natureza e das Florestas.

A coordenação científica tese projecto é do cE3c – Centro de Ecologia, Evolução e Alterações Ambientais da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, e conta como parceiros de execução com o TAGIS – Centro de Conservação das Borboletas de Portugal, a BIOTA – Estudos e Divulgação em Ambiente e a associação Biodiversidade para Todos. Participam ainda diversas entidades, como a SPEN – Sociedade Portuguesa de Entomologia e o IPM – Instituto Português de Malacologia, e quase uma centena de investigadores de centros de investigação portugueses e de instituições estrangeiras.

Agora é a sua vez.
Quer participar numa das seis sessões desta Lista Vermelha abertas ao público? Fique a conhecer onde e quando se vão realizar:

24 de Março: Estação da Biodiversidade da Ribeira do Vascão (Mértola)

21 de Abril: Praia da Aberta Nova (Grândola)

19 de Maio: Olhos de Água do Alviela (Alcanena)

16 de Junho: Museu Natural da Electricidade (Seia)

14 de Julho: Biosposts da Barragem do Prada (Vinhais)

11 de Agosto: Estação da Biodiversidade de Montedor (Viana do Castelo)

Saiba mais.

domingo, 15 de junho de 2008

quinta-feira, 30 de agosto de 2007

UMA BORBOLETA ESTRELA DE CINEMA


Ciclo de vida da borboleta azul (inglês)


O filme A flor, a formiga e a borboleta ameaçada, tem como protagonista a célebre borboleta azul (Maculinea alcon). O filme, inteiramente rodado em Lamas de Olo (na Serra do Alvão), retrata a peculiar vida de uma pequena borboleta azul, e da sua relação especial com uma flor e uma formiga (Fonte: Borboletas através dos Tempos)

Já tinha feito referência a esta exposição, que está patente,até 16 de Dezembro, no Museu de História Natural.



Aconselho ainda a ler e ver a excelente reportagem da Teresa Marques, do blogue Tempo da Teia: Jardim, ovos, lagartas e borboletas... Lagartagis

sexta-feira, 11 de maio de 2007

Lagartagis


Foto da inauguração

OLagartagis, criada em 11 de Novembro de 2006, é a primeira estufa de criação de borboletas comuns da fauna da Península Ibérica aberta ao público no Jardim Botânico do Museu Nacional de História Natural.

É um jardim com plantas mediterrânicas e habitado por mais de 10 espécies de borboletas, que poderão ser observadas nas diversas fases do seu ciclo de vida: ovo, lagarta, crisálida e adulto.

O Lagartagis foi inicialmente criado para proporcionar às crianças em idade escolar um novo espaço de aprendizagem duma importante parcela do nosso património natural. O objectivo primordial é ensinar a biologia das borboletas e sua interacção com as plantas, contribuindo para despertar o interesse para a importância da conservação da natureza e da biodiversidade. É também um espaço de lazer, um recanto do jardim óptimo para descansar, para ler, para contemplar e usufruir de um espaço privilegiado de elevada diversidade de plantas com flor e borboletas


Live cam

quarta-feira, 2 de maio de 2007

Borboletas através dos tempos


O Museu Nacional de História Natural e o TAGIS apresentam uma exposição interactiva sobre borboletas ibéricas, ideal para escolas, famílias e curiosos de todas as idades. Faça o percurso pela sua história e o seu estudo, desde o tempo dos dinossáurios até aos nossos dias.
Nesta exposição pode assistir a um filme de animação 3D, percorrer a península, assistir à conversa entre importantes estudiosos de borboletas, ir ao Parque Natural do Alvão para conhecer a borboleta azul e ver de perto um moderno laboratório de biologia molecular americano.
Museu Nacional de História Natural
De 25 de Maio a 16 de Dezembro
3ª a 6ª feira: 10h-17h / Fim de semana: 11h-18h
Encerra à 2ª feira e feriados