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quarta-feira, 5 de agosto de 2026

Crise de memória RAM? A China está a adorar!


Por Nuno Miguel Oliveira
Como já disse várias vezes, a crise de memória RAM não é inocente. As 3 grandes fabricantes sofreram com excesso de stock durante algum tempo (o que resultou em margens mais curtas), e como tal, decidiram cortar na produção. Também decidiram cancelar planos para o desenvolvimento de novas linhas de produção. Tudo isso resultou na “crise” que agora se vive.

Mas, essa estratégia pode muito bem vir a resultar em algo extremamente curioso. As 3 grandes fabricantes (Samsung, Micron e SK Hynix), estão agora a ver um quarto concorrente a crescer de forma… Avassaladora. Dentro em breve, vamos ver um Big 4 e não um Big 3.

Pois é! O mundo não vive só de crises.
CXMT cresce 716% num ano e a China avança sem travões para esmagar o cartel da memória!

Quem pensava que as sanções dos Estados Unidos e as restrições de tecnologia iam matar a indústria de semicondutores na China pode começar a comer o pequeno-almoço, visto que está prestes a começar um novo dia.

A gigante chinesa de memórias CXMT não só sobreviveu, como se transformou na fabricante de DRAM com o crescimento mais rápido do planeta no segundo trimestre de 2026. De facto, os dados da Counterpoint Research mostram um disparo de receitas verdadeiramente de loucos: uns inacreditáveis 716% de aumento em comparação com o ano passado. É a China a mostrar que não precisa de pedir licença ao Ocidente para fazer chips de topo.

Assim, enquanto a Samsung tenta segurar a liderança do mercado com 39% de quota e a SK Hynix e a Micron andam à pancada pelo segundo lugar, a CXMT corre por fora e já ameaça entrar no clube.

Até a Apple quer estes chips!
Não vamos ser anjinhos e dizer que a China anda a vender chips mais baratos. Toda a gente gosta de dinheiro, e os chineses não são diferentes. De facto, os chips de memória da CXMT ainda não estão ao nível das outras 3 grandes fabricantes.

Mas, não estão muito longe, e apesar de caros, têm uma grande vantagem… Há stock!

E talvez mais importante que isto, a fabricante anda a aproveitar a onda para investir muito (e bem) no futuro. Afinal, ao contrário da SMIC, que ainda luta para ultrapassar certas barreiras na produção de processadores, a CXMT já está a produzir memórias de última geração e a fazer progressos sérios nos chips LPDDR6.

O motor deste crescimento avassalador assentou numa procura interna brutal na China e numa expansão agressiva das suas fábricas, financiada após a entrada na bolsa no início do ano. Aliás, a empresa já está a construir uma nova megafábrica em Pequim para produzir ainda mais.

E a ironia da história atinge o auge aqui! Até a própria Apple está a tentar fechar contratos com a CXMT para garantir o fornecimento de chips de memória para os seus equipamentos. Numa altura em que a crise da memória para a Inteligência Artificial encareceu tudo e forçou os americanos a subirem os preços dos seus produtos, Tim Cook bate à porta de Pequim a pedir socorro para não ficar sem stock.

A questão já não é “se”, é “quando”
A memória RAM e o armazenamento de alta velocidade são a espinha dorsal de tudo o que mexe na tecnologia moderna, desde os aceleradores de IA até ao smartphone que trazemos no bolso. Durante anos, Samsung, SK Hynix e Micron geriram o mercado quase a seu bel-prazer, ditando preços e volumes de produção.

A chegada da CXMT com apoio estatal, capacidade fabril massiva e preços competitivos vai virar o jogo ao contrário.

Curioso não é?

sábado, 11 de julho de 2026

A Apple processa a OpenAI por apropriação indevida de informações confidenciais

A gigante norte-americana Apple interpôs na sexta-feira uma ação judicial contra a OpenAI, acusando vários dos seus ex-funcionários de terem transmitido informações confidenciais à start-up californiana, após terem sido recrutados por esta.

A ação judicial marca uma escalada das tensões entre as duas empresas, que se tinham associado em 2024 para integrar o ChatGPT, a interface de inteligência artificial (IA) da OpenAI, nos produtos da Apple.

Mas quando a Apple apresentou a sua assistente de voz reformulada, a Siri, no mês passado, a sua componente de IA era baseada no modelo Gemini AI da Google, em vez do ChatGPT.

Desde então, a relação entre as duas empresas deteriorou-se significativamente.

O documento judicial, apresentado num tribunal federal de San Jose (Califórnia), alega uma "estratégia" da OpenAI "para extrair informações confidenciais" provenientes da Apple.

Num comunicado, um porta-voz da OpenAI afirmou que a empresa "não está interessada em informações confidenciais de outras empresas", ao mesmo tempo que indicou que ainda está a analisar as acusações que lhe são feitas.

Para além da OpenAI, são especificamente visados pelo processo dois antigos quadros da Apple, entre os quais Tang Tan, cofundador da start-up io Products com Jony Ive, antigo responsável pelo design dos produtos da marca da maçã.

A io Products foi adquirida pela OpenAI em maio de 2025 por 6,5 mil milhões de dólares, um passo importante na diversificação da criadora do ChatGPT, que prevê lançar, até 2027, uma gama de dispositivos centrados na IA.

Segundo a Apple, Tang Tan levou consigo documentos internos quando saiu da empresa em 2024.

Agora responsável pelos produtos físicos na OpenAI, estaria a procurar ativamente obter dados adicionais junto de funcionários da Apple que se candidatam a um cargo na empresa líder em IA, de acordo com o documento judicial.

Outro ex-funcionário da Apple, Chang Liu, é acusado de ter guardado dispositivos internos depois de ter deixado a empresa em 2026 e de ter continuado a aceder à rede informática interna.

"Na medida em que mais de 400 ex-funcionários da Apple trabalham atualmente na OpenAI, não é surpreendente que alguns tenham conhecimento de informações confidenciais e protegidas", reconhece o gigante da eletrónica de consumo.

"Mas a OpenAI decidiu explorar essas informações", afirma, porém, o criador do iPhone.

A Apple classificou estas descobertas, e agora acusações, como "a ponta do iceberg", afirmando ter apenas uma visão limitada do que se passa na OpenAI.

Para a empresa, estas supostas manobras inscrevem-se no desenvolvimento, por parte da OpenAI, de dispositivos físicos, domínio em que o laboratório de IA não tinha qualquer experiência prévia.

A Apple pede ao tribunal que proíba a OpenAI de explorar informações confidenciais provenientes dos seus colaboradores, antigos ou atuais, bem como que lhe seja concedida uma indemnização por danos, sem fixar o montante.

Esta ação judicial ameaça colocar algumas "pedras no caminho" da OpenAI, num momento em que a empresa se prepara para uma entrada na bolsa muito aguardada.

Para a empresa, avaliada em cerca de 852 mil milhões de dólares, a diversificação no setor dos dispositivos de consumo é considerada um importante motor de crescimento.

quinta-feira, 9 de julho de 2026

A Irlanda é o cão de colo das grandes tecnológicas - e isso compromete a sua presidência da União Europeia

Irlanda assume Presidência do Conselho da UE. Saiba mais aqui
Pode-se admirar um país outrora pequeno, pobre e não industrializado por ter ganho a "corrida ao fundo" e se ter tornado rico. Mas as consequências têm sido nefastas para a democracia, a competitividade e a segurança europeias - e, em particular, para as crianças.

À primeira vista, a Irlanda comporta-se como uma boa europeia, sendo uma firme defensora dos direitos humanos e um farol de progressismo na extremidade ocidental do continente. Mas há uma área vital onde o seu historial está longe de ser perfeito - uma área que deve suscitar preocupação depois de o governo irlandês assumir a presidência rotativa semestral da UE, a 1 de julho. O pacote de regras da UE para a tecnologia e a inteligência artificial será renegociado durante esse mesmo período, mas o Estado e a economia irlandeses foram capturados pelas grandes tecnológicas (big tech). A Irlanda está de tal forma comprometida que, enquanto presidente do Conselho da UE, deveria declarar-se impedida de participar em todas as negociações sobre tecnologia e soberania digital.

A última vez que a Irlanda deteve a presidência da UE foi em 2013, durante as negociações do Regulamento Geral sobre a Proteção de Dados (RGPD). Um memorando do Facebook descreve uma reunião de 2013 na qual os executivos da empresa se reuniram com o então primeiro-ministro da Irlanda para se queixarem das regras propostas para a privacidade de dados. Saíram do encontro convictos de que tinham a garantia de Enda Kenny de que a Irlanda usaria a sua “influência significativa” como presidente do Conselho da UE para assegurar o que o Facebook apelidou de um “resultado positivo”. Os executivos também participaram num “jantar organizado por políticos irlandeses de topo para analisar as várias formas através das quais os irlandeses poderiam ser prestáveis”.

Os 27 Estados-membros da UE alternam entre si a liderança da presidência. O país incumbente preside às reuniões e, na prática, controla o ritmo das negociações da legislação europeia. Pode prioritizar certos temas e deixar deslizar outros. Por exemplo, Chipre, um país pequeno e vulnerável numa região volátil, conseguiu utilizar a sua presidência, de janeiro a junho deste ano, para colocar os compromissos de defesa mútua na agenda europeia.

Atraídos por benefícios fiscais e por uma cultura de complacência cordial, gigantes como a Google, Meta, Apple, Microsoft, OpenAI, TikTok e X estabeleceram todos as suas sedes europeias na Irlanda. O princípio do “país de origem” da UE determina que o país que acolhe a sede europeia de uma empresa é o responsável por regulá-la em toda a UE. Esta particularidade jurídica transformou a Comissão de Proteção de Dados (DPC) da Irlanda no principal regulador da Europa para o setor tecnológico: a Irlanda pressionou para que assim fosse enquanto presidente do Conselho, em 2013.

Os efeitos deste arranjo são avassaladores. A presidente da DPC admitiu recentemente que, à exceção de “resoluções amigáveis” sobre questões triviais, a Irlanda não concluiu um único inquérito europeu à Google ou a qualquer uma das suas subsidiárias nos dez anos decorridos desde a promulgação do RGPD. As proteções à escala europeia estão paralisadas porque todos os outros Estados-membros têm de esperar que a Irlanda aja numa resposta conjunta da UE.

Quando a DPC aplicou sanções contra empresas tecnológicas, fê-lo de forma deficiente e sob coação de outros reguladores europeus. Agiu, de facto, com uma celeridade invulgar num caso específico, contra a IA Grok de Elon Musk, mas aceitou depois um acordo que parece ter colapsado. O regulador dos média da Irlanda, Coimisiún na Meán, goza de melhor reputação, mas dispõe de poderes muito mais fracos. Há já uma década que a Irlanda mantém aberta a porta dos fundos da regulação, permitindo que gigantescas empresas norte-americanas e chinesas operem com impunidade por toda a Europa. Tornou-se não apenas um paraíso fiscal, mas um paraíso regulatório.

A dependência económica é gritante. Três empresas norte-americanas foram responsáveis por quase metade das receitas fiscais sobre as sociedades na Irlanda em 2024. Em 2022, a Irlanda arrecadou quase cinco vezes mais impostos sobre as sociedades por habitante do que a França ou a Alemanha. Pode-se admirar um país outrora pequeno, pobre e não industrializado por ter ganho a "corrida ao fundo" e se ter tornado rico. Mas as consequências têm sido nefastas para a democracia, a competitividade e a segurança europeias - e, em particular, para as crianças.

O filme de 2026 “Molly vs. the Machines” conta a história de como os algoritmos das redes sociais empurraram conteúdos suicidas para o feed de Molly Russell, de 14 anos, que pôs fim à própria vida em 2017. Há e haverá mais Mollys por toda a Europa, a menos que a Irlanda comece a aplicar as regras de dados da UE que exigem que os “algoritmos de recomendação” sejam desativados por defeito, dado que se alimentam de dados particularmente íntimos.

A Irlanda pode já nem sequer estar a tentar manter as aparências. A mais recente comissária de proteção de dados do país, Niamh Sweeney, foi anteriormente a principal lobista da Meta na Irlanda durante o escândalo da Cambridge Analytica e o período sombrio marcado pelas revelações da denunciante Frances Haugen. O processo do governo irlandês para recrutar Sweeney foi absurdo: o único especialista em tecnologia no júri de seleção era um advogado das grandes tecnológicas. Os critérios de seleção focaram-se em competências genéricas, como a “gestão de relacionamentos”, em vez de tentar contratar um fiscal capaz de investigar as empresas tecnologicamente mais sofisticadas do mundo. Ninguém verificou, durante o processo de contratação, se a candidata indigitada estava vinculada à notória prática da Meta de proibir ex-funcionários de a criticarem - o que amordaçou de forma tão absoluta a antiga executiva e denunciante da Meta, Sarah Wynn-Williams. A Irlanda dota a DPC de dezenas de milhões de euros para operar, mas lobotomiza-a.

E as portas giratórias continuam a rodar: a anterior comissária de proteção de dados, Helen Dixon, acaba de começar a trabalhar para a sociedade de advogados da Meta. A firma continua a deparar-se com vários casos em aberto da Meta contra a DPC. Sob a liderança de Dixon, a DPC processou outras autoridades de dados europeias no mais alto tribunal da UE, porque estas tinham votado no sentido de obrigar a DPC a investigar a utilização que a Meta faz dos dados mais íntimos dos cidadãos. Embora o caso tenha sido rejeitado, a ação de Dixon concedeu à Meta uma trégua de um ano antes sequer de a investigação ter início.

No livro “Careless People”, de Wynn-Williams, a autora articula a visão que a Meta tem da DPC como um “cão de colo”. Isto espelha de forma inquietante a hesitação e a deferência do regulador financeiro irlandês face aos bancos do país nos anos que antecederam a crise bancária de 2008. No início deste mês, a ministra dos Negócios Estrangeiros da Irlanda publicou na sua página do LinkedIn uma fotografia onde posava com uma lobista da Meta. “Excelente reunião ontem com a Meta para discutir prioridades para a próxima presidência europeia da Irlanda”, dizia a legenda, acompanhada de vários pontos de argumentação do memorando da Meta de 2013 que, em 2026, parecem ter-se tornado política oficial do governo irlandês.

A Irlanda é inclusivamente acusada de “bloquear” a instauração de ações populares contra empresas tecnológicas em nome de crianças, ao proibir o financiamento comercial destas ações, embora permita tal financiamento para arbitragens comerciais. De acordo com a sondagem do Eurobarómetro da UE deste mês, 92% dos europeus querem que a UE garanta uma melhor proteção online para os seus filhos. A Irlanda não irá assegurar essa proteção a menos que outros governos da UE comecem a exigi-la de forma insistente. Durante quanto mais tempo irão os líderes europeus tolerar que a Irlanda venda a saúde mental das crianças dos seus países?

Houve um tempo em que a Europa parecia ser a resposta do mundo contra os piores excessos das grandes tecnológicas. A Irlanda sabotou esse sonho a troco de uma recompensa massiva. Se o país não se afastar espontaneamente de todas as discussões tecnológicas durante a sua presidência de seis meses, então Berlim, Paris, Varsóvia, Madrid e Bruxelas deverão exercer sobre a Irlanda o mesmo tipo de pressão que alguns exerceram após a crise bancária. O que foi injusto na altura seria inteiramente justo desta vez.

Saber mais:

segunda-feira, 29 de junho de 2026

Boom da IA que sustenta mercados pode causar próxima queda, alertam bancos centrais


No seu Relatório Económico Anual, publicado no domingo, o Banco de Pagamentos Internacionais (BIS), conhecido como o banco central dos bancos centrais, alertou que o enorme volume de gastos em IA está a acumular vulnerabilidades financeiras que podem amplificar qualquer choque futuro e propagar-se dos mercados à economia em geral.
Ao apresentar as conclusões, o diretor-geral do BIS, Pablo Hernández de Cos, afirmou que a mensagem é de "urgência", apelando a que os decisores políticos atuem antes de qualquer inversão tornar o ajustamento final mais doloroso.
No centro do alerta está a dimensão do investimento, apesar de o forte fluxo de capitais ter sustentado o crescimento mundial no último ano.
Os cinco maiores "hyperscalers", os gigantes tecnológicos que correm para construir a infraestrutura de IA, deverão comprometer mais de 1 bilião de dólares (878 mil milhões de euros) em investimento ligado à IA em 2025 e 2026, a um ritmo que ultrapassa os lucros e o fluxo de caixa livre e leva alguns a endividarem-se fortemente para acompanhar.
O BIS considera que esta corrida é alimentada pela convicção de que apenas um pequeno número de atores dominantes acabará por prevalecer, o que incentiva as empresas a canalizar dinheiro para projetos cuyos retornos permanecem profundamente incertos.

Ecos de manias passadas
O relatório compara o boom atual da IA com uma longa sucessão histórica, da mania dos canais na década de 1830 e da mania ferroviária britânica nos anos 1840 à eletrificação dos anos 1920 e à bolha das dotcom.
Cada episódio começou com uma verdadeira inovação tecnológica que atraiu mais capital do que os retornos comerciais justificavam, assinala o BIS, tendo todos terminado "com uma eventual inversão do investimento, que desencadeou recessões em toda a economia".
A agravar o risco estão cotações esticadas e esquemas de financiamento pouco transparentes.
O BIS destaca a proliferação de "financiamento circular", em que fabricantes de chips e gigantes da computação em nuvem tomam participações em laboratórios de IA que se comprometem depois a comprar os seus chips e capacidade de computação, reciclando na prática o dinheiro de volta para os investidores originais sob a forma de receitas.
Grande parte do financiamento passa agora por fundos de cobertura e veículos de crédito privado sujeitos a uma supervisão mais leve do que os bancos.
Segundo Zhang Tao, representante-chefe do BIS para a Ásia e o Pacífico, essa dependência de canais não bancários significa que uma desaceleração da IA pode transformar-se numa correção mais acentuada e rápida do que uma crise bancária tradicional.

Custos ocultos dos centros de dados
Para lá dos mercados financeiros, críticos defendem que o verdadeiro custo da expansão da IA está a ser escondido à vista de todos.
Uma preocupação central, analisada pelo Wall Street Journal, é a forma como os gigantes tecnológicos registam contabilisticamente os seus centros de dados.
Ao assumirem que o equipamento dispendioso no interior destes centros permanecerá útil durante mais tempo, as empresas podem diluir o seu custo por mais anos, reduzindo a depreciação registada contra os lucros em cada período e fazendo com que os resultados pareçam mais saudáveis do que o real consumo de caixa sugere.
Mas os chips especializados que estão no coração destas instalações podem tornar-se obsoletos muito mais depressa do que esses calendários prolongados pressupõem, abrindo um fosso entre os lucros reportados e a realidade económica e deixando o balanço mais exposto do que aparenta, caso a procura decepcione ou surjam necessidades significativas de substituição de hardware.

A dimensão física é impressionante.
O economista da Universidade de Columbia Stijn Van Nieuwerburgh estima que esta expansão poderá custar cerca de 8 biliões de dólares (7 biliões de euros) nos próximos seis anos, financiados em parte através de acordos fora de balanço do tipo que o BIS assinalou.
Os custos também já não se limitam às contas das empresas.
Alguns economistas alertam agora para uma chamada "terceira vaga" de inflação, após a pandemia e as tarifas, alimentada desta vez pela expansão da IA. À medida que os fabricantes de chips dão prioridade às peças de maior margem para servidores de IA, a pressão sobre memória e armazenamento repercute-se na eletrónica de consumo.
Na semana passada, a Apple aumentou os preços dos MacBooks, iPads e outros dispositivos, citando um "surto extraordinário de procura de memória e armazenamento" e afirmando nunca ter visto "um aumento do preço de componentes tão elevado, em tão pouco tempo".
As ações da empresa caíram cerca de 6%, a sua pior sessão em mais de um ano, numa altura em que a Microsoft, a Nintendo e a Sony também tomaram medidas semelhantes.
A recente queda da SpaceX, que perdeu mais de 600 mil milhões de dólares em valor de mercado num espaço de três dias, representa um evento de proporções históricas que cruza a volatilidade financeira com a alta geopolítica.
Para lá dos custos ocultos e das pressões inflacionistas, o impacto poderá sentir-se de forma mais alargada na energia.
A Goldman Sachs prevê que os centros de dados representem quase metade do crescimento da procura de eletricidade nos Estados Unidos até 2030, com os preços da energia para os consumidores a deverem subir cerca de 6% ao ano em 2026 e 2027.
O próprio BIS assinala que a fome de eletricidade desta expansão já está a pressionar preços e custos de produção, com possíveis efeitos sobre a inflação, embora sublinhe, tal como muitos economistas, que a IA poderá ainda revelar-se desinflacionista se as prometidas melhorias de produtividade se materializarem.

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domingo, 28 de dezembro de 2025

A grinding, pivotal year ahead

Fonte


I’ve been thinking a lot about this over the past few days in part because the Trump administration did yet another indefensible thing—they shut down all work on five offshore wind farms off the eastern seaboard. As the Times put it, the move


essentially gutted the country’s nascent offshore wind industry in a sharp escalation of President Trump’s crusade against the renewable energy source.

The decision injected uncertainty into $25 billion worth of projects that were expected to power more than 2.5 million homes and businesses across the Eastern United States, according to Turn Forward, an offshore wind advocacy group. The five wind farms were projected together to create together about 10,000 jobs.

The administration said there were “national security” reasons for the shutdown that they couldn’t explain but that had something to do with radar. You are forgiven your skepticism about this rationale. Retired naval commander Kirk Lippold said the Department of Defense had fully vetted the projects, and added “ironically, these projects will actually benefit our national security by diversifying America’s energy supplies, providing much-needed reliable power for the grid and helping our economy.” If you want more on this aspect, check out Peter Gleick’s fine essay. Or maybe just look at a map of Asian wind installations, offshore and on; the Chinese coast, by Trumpian logic, is apparently the most vulnerable place on planet earth.



No, everyone knows that this decision, like so many in 2025, results from a combination of two obvious things. One is the president’s detestation of windpower, because you can see turbines from the 18th hole of his Turnberry golf course in Scotland, a sight he has described as “disgusting.” (By the way, it’s a prejudice he shares with his sidekick Bobby “Measles” Kennedy—here’s the letter some of us wrote to him 20 years ago next week pointing out that he was being an ass for trying to protect the view from his Cape Cod compound). The second thing, of course, is Trump’s efforts to pay off his fossil fuel donors—they gave him half a billion in campaign help, and they are now reaping the largest return on investment in recorded history.

But there’s a third reason too, I think, and one that reminds us of the politics inherent in all of this. For New England, New York, and Virginia those now-halted windfarms offer something like a first stab at energy independence. And that’s anathema to the fascist mind, which values centralization and control above all. California has already begun to escape that control—it has so much solar and wind energy that it could, if it had to, increasingly make do on its own (and the hydro-charged northwest as well). But the northeast is the other center of resistance to Trump’s ugly project; it’s currently tied to the end of the gas pipelines stretching back to the Gulf, and Trump et al are determined to keep it that way.

And for now there’s nothing we can do about it (except go to court, which actually worked when Trump tried to shut down one wind farm in the fall). Without control of either the House or Senate, Democrats have no way to stand up to even something as egregiously stupid as this windpower ban. Getting a majority in either chamber would not rein in the MAGA project, but it would allow questions to be publicly asked, and it would allow at least a budget fight about such venality. It’s nowhere near what we need, but it’s not nothing. And nothing is what we have right now, which is why the last year has been so hard—those of us who care about, say, science and economics (or justice) have had to stand there and take it, our hands essentially tied behind our backs.

We’ve done our best in the circumstances—the No Kings Day protests, for instance, have been crucial in sapping support for what seemed at first like a juggernaut. But the reason to drive down Trump’s popularity is to make it harder for him to win elections (and harder to rig elections—the refusal of the Indiana GOP to go along with the president’s redistricting plan this month was a good reminder that Trump at 38 percent approval is less effective than Trump at 55 percent).

The elections will, of course, be a hard fight. Hard because MAGA has all the advantages of incumbency (including an ever-more-compliant media—the fact that the White House now controls CBS is a particular blow to those of us old enough to remember Murrow and Cronkite). And hard because in many places the Democrats we will need to support won’t be precisely the champions we’d most like. Prepare for a lot of tap-dancing around “climate,” for instance—what we need to hope for is that these candidates are sensible enough at least to seize on the popularity of solar and windpower and make a decent argument for energy both cheap and clean. Some Mamdanis will emerge, and we’ll treasure them, but the basic job is straightforward: beat MAGA everywhere we can, hopefully with margins sufficient to start reorienting our hideous politics.

I’ll obviously keep covering the energy marvels appearing in the rest of the world—reporting on the ongoing sunpower revolution keeps me optimistic enough to stagger on. But I think my main job over the next ten months is to do all I can to help the elections on Nov. 3 come out the right way; I’ll be writing, and through Third Act I’ll be organizing (look for the next rounds of the Silver Wave tour). Those hoped-for victories are the necessary first step to preserving both some of our democracy and some of our climate system. And remember how good it felt to take home some preliminary wins last month in New York, New Jersey, Virginia. Wiping more of the smirk off the presidential mug is our potential reward—that and a future.

In other energy and climate news:

+As they shut down wind farms, America’s energy czars are pledging billions on a particularly absurd scheme: big gas pipelines in Alaska designed for an export LNG market that almost certainly won’t exist by the time they’re built. Lois Parshley has some fine reporting in Grist


The cost is staggering: Official estimates put it at $44 billion, though independent analysts suggest it could top $70 billion. Experts say it has required substantial government support to develop and will require “a mix of public and private capital to move forward.”

The pipeline’s backers are already eyeing additional federal support, including $30 billion in loan guarantees. That backstop would leave the public on the hook if the endeavor falters, an outcome that has plagued previous state megaprojects. “Every taxpayer should be furious that the federal government is chasing this project,” said Cooper Freeman, the state director for The Center for Biological Diversity, which is suing the federal government over the proposed pipeline’s threat to endangered species.

Meanwhile, a wave of liquified natural gas development is expected to flood global supply by 2030, including from export projects in British Columbia that are closer to completion and share Alaska’s proximity to Asian markets. In a blunt assessment, independent energy market firm Rapidan Energy Group warned that investors “could incur substantial financial losses” and said the Alaska project is what happens when “politics overrides commercial logic.”

Prediction: the federal government won’t be able to find private parties to put up serious money for this project. It will be a taxpayer-financed boondoggle if it happens at all—which is the same dynamic affecting plans for Canadian tarsands pipelines. Perhaps Trump has the political muscle to make all of us pay for this folly; or perhaps the upcoming elections will provide a stumbling block (see above). By the way, a widely predicted the EU seems not to be living up to its pledges to buy more LNG in return for reducing its tariffs.

+Don’t miss David Roberts’ Volts interview with Saul Griffith from earlier today. Readers of this newsletter will be long acquainted with his basic arguments about how to make solar cheaper, but his comparison of putting solar on the roof of his home in Sydney and his office in San Francisco is truly breathtaking. (Spoiler: five times cheaper down under). Here’s how he describes the Aussie process:

You have to remember, this is a first world country where 40% of people have rooftop solar. At 40% of households having it, it’s pretty hard to commute home from work without seeing a truck that says on the side of it, “Hot Electric” or “Solar Hub Electric” or “Joe’s Mom and Her Dog’s Electric Solar and Water Heater Service.” You can probably call one of those on your commute. They will probably show up the next morning before 7 am and have a look at your roof. Depending upon their backlog, they’ll be on your roof within 48 hours. Or maybe it’ll be a week

+Robert Rosner has a comprehensive rundown on the prospects for nuclear power in the decades ahead from the Bulletin of the Atomic Scientists. Though I’m going to put in bold the question I think may actually turn out to be most decisive.

Whether a nuclear renaissance actually occurs in the coming decade or two will depend, to a significant degree, on the answers to three fundamental questions: Are these new designs safer than their predecessors? Do the new designs lead to changes in how one will have to deal with the inevitable waste products (including the “spent” fuel)? And do thee new designs raise additional (or new) questions regarding nuclear weapons proliferation? In posing these questions, I am willfully excluding from my analysis additional key questions that actually determine whether a true “nuclear renaissance” is now likely to arrive in the United States: Will the strong increase in assured 24/7-always available electricity demand continue? Will the cost of electricity from the new generation of nuclear reactors be competitive with that obtained from alternate electricity-generation technologies? And will we finally succeed in dealing responsibly with our high-level nuclear waste and move this material into permanent repositories?

+Kentucky is the absolute heart of coal country, of course—but a new study finds that if you started retiring aging coal-fired power plants and replacing them with renewable energy, Kentuckians would save immense amounts of money. As Liam Niemeyer explains,

“Here in Kentucky, coal was the least-cost way to produce electricity, but as our coal plants age and as the cost of renewable energy continues to fall, that’s simply no longer the case,” the head of the group that commissioned the report, said. “Continuing to rely on aging, uneconomic power plants simply leads us to less stable, less dependable and higher-cost electricity when compared to the other pathways that are modeled in our report.”

Using an open source electricity planning model, the report analyzes four pathways that Kentucky utilities could take. The analysis considered pending proposals to build new power plants and other planning documents filed by utilities. It found the least-cost pathway creates up to $2.6 billion in savings for ratepayers through 2050 by replacing coal-fired power with “clean energy resources,” primarily solar power paired with batteries to store the power.

+Americans have some company in our political misery. Czechia has a new environment minister, from the rightwing Motorists for Themselves party (admittedly, a great name that pretty much sums up all the forces wrecking the earth), and he is vowing that “green blood will run” as he makes policy changes. On assuming office, the new guy announced "the climate crisis is over today."

+Sadly, “enhanced rock weathering” does not seem to be as useful a carbon removal technology as some had hoped, a new study finds. “Integrating the pore water results with model analyses, we estimated that the average CO2 removal rate was 100 ± 30 kg CO2 ha–1 yr–1, which is 10 to 30 times lower than the upper rates reported in some previous modeling and experimental studies.”

+In much better news, check out these numbers: E-bike (and trike and rickshaw) sales are soaring across the planet, and doing far more than EVs to drive down oil demand. From Muhammad Rizwan Azhar and Waqas Uzair:

On the world’s roads last year, there were over 20 million electric vehicles and 1.3 million commercial EVs such as buses, delivery vans, and trucks.

But these numbers of four or more wheel vehicles are wholly eclipsed by two- and three-wheelers. There were over 280 million electric mopeds, scooters, motorcycles, and three-wheelers on the road last year. Their sheer popularity is already cutting demand for oil by a million barrels of oil a day—about 1 percent of the world’s total oil demand, according to estimates by Bloomberg New Energy Finance.

As they point out, it comes down to money: far more humans can afford to buy these vehicles. And to operate them.

If you commute on an e-bike 20 km a day, five days a week, your charging cost would be about $20—annually.

+And one other delightful note on which to end the year. A new study is showing that growing crops in solar farms is not just good for the crops, it’s good for the farmworkers.

Agrivoltaics creates coveted shaded areas for farmworkers. That’s critical when you consider they are 35 times more likely to suffer fatal heat-related illnesses than nonagricultural workers.

Scientific data backed the workers’ instincts on the shade. Solar panels reduced the wet bulb globe temperature, a heat-measuring system, by up to 10 degrees.

Here’s an image from Shandong province, China.


The researcher, Talitha Neesham-McTiernan at the University of Arizona, interviewed lots of farmworkers. One of them confessed they found it hard to imagine ever going back to work on traditional full-sun farms — where, they added, their favorite crops had always been tomatoes, because of the shade the tall plants offered.

“By 9 a.m., in the summer, you’re just cooking,” Neesham-McTiernan said. “Being able to take that direct heat load off makes such a difference.”

Shade keeps drinking water cool too, the workers noted — a crucial benefit, given water’s role in mitigating heat stress. “They can pop their bottles under the panels and they stay cool all day,” Neesham-McTiernan said, “rather than it being, as one of the farmworkers described it, like drinking tea.”

Another worker said these benefits helped them feel less exhausted by day’s end, leaving more energy for social life and allowing a faster recovery for the next day’s work. Others said simply knowing shade was nearby reduced their mental stress.

On that note, I wish you too a week with reduced mental stress, the better to prepare for the important work ahead. See you in 2026!

quarta-feira, 29 de outubro de 2025

Principais Críticas ao Mercado Voluntário de Carbono


Avançou no Público, que o Mercado Voluntário de Carbono português passará a estar, finalmente, operacional a partir desta sexta-feira, com a publicação da primeira metodologia nacional entretanto aprovada pela Agência para o Clima (ApC).

Porém há muitas críticas
  1. Adicionalidade duvidosa

  2. Medição, Monitorização e Permanência

    • Medir de forma confiável a redução ou remoção de carbono (especialmente em projetos florestais) é complexo: é necessário estimar cenários futuros (“o que teria acontecido sem o projeto”), considerar vazamentos (emissões que migram para outros lugares) e riscos como incêndios, degradação ou reversão. 

    • A permanência também é um problema: por exemplo, florestas usadas para créditos podem ser cortadas ou queimar no futuro, liberando o carbono “sequestrado”. 

  3. Transparência e Governança Fraca

    • Falta de transparência nos preços: muitas revendedoras (“resellers”) não divulgam suas margens nem quanto do valor dos créditos vai para os projetos e comunidades locais.

    • Ausência de regulação forte: como é um mercado voluntário, não há um regulador central forte (ou padronização global), o que permite práticas divergentes entre diferentes certificadoras e projetos. 

    • Problemas de dupla contagem (“double counting”): em alguns casos, o mesmo crédito pode ser reivindicado por mais de uma parte, o que enfraquece a confiança no impacto real.

  4. Risco de “Greenwashing”

    • Empresas podem usar créditos para aparentar ação climática (“net zero”) sem fazer reduções reais — simplesmente comprando créditos para compensar emissões, em vez de reduzir suas próprias emissões. 

    • Há casos em que empresas fazem alegações vagas (“carbon neutral”, “Paris aligned”) que são difíceis de verificar e podem enganar consumidores. 

  5. Qualidade dos Créditos

    • Alguns créditos são de baixa qualidade ou inflacionados: por exemplo, projetos de fogões limpos (“cookstove”) foram recentemente criticados por superestimar seus benefícios climáticos por um fator muito alto. 

    • Segundo a Integrity Council for the Voluntary Carbon Market (ICVCM), uma parte significativa de metodologias (por exemplo, de energia renovável) não atende critérios recentes de integridade (“Core Carbon Principles”), especialmente no que toca à additionalidade. 

  6. Volatilidade de Mercado e Risco Financeiro

    • Os preços dos créditos podem ser altamente voláteis, o que dificulta o planeamento para compradores e desenvolvedores de projetos. 

    • A liquidez pode ser limitada, porque o mercado é fragmentado (muitos padrões, muitos tipos de crédito, muitos intermediários). 

  7. Impactos Sociais e Ambientais Não Intencionais

    • Alguns projetos podem ter consequências negativas para comunidades locais: por exemplo, projetos florestais podem deslocar populações ou gerar conflitos de uso da terra. 

    • A equivalência entre carbono biológico (florestas) e carbono fóssil nem sempre é realista: créditos baseados em florestas (ciclo rápido de carbono) podem não compensar totalmente as emissões fósseis (ciclo lento), especialmente se haver risco de reversão. 

  8. Incentivos Pervertidos

    • Há perverse incentives: quanto mais emissões, mais procura por créditos, mais lucro para quem vende créditos. Isso pode levar a uma lógica onde emissores grandes preferem continuar poluindo e “compensar”, em vez de reduzir. 

    • Também há críticas de que a existência de um mercado voluntário pode desviar o foco de políticas mais rígidas de regulação (por exemplo, impostos sobre o carbono, metas de redução obrigatórias). 

  9. Credibilidade e Reputação

Conclusão Crítica

  • Não é tudo “golpe”, mas há riscos reais: muitos críticos não rejeitam totalmente o VCM, mas pedem reformas — mais transparência, padrões mais rigorosos, verificação independente, regulação.

  • Complemento, não substituto: para muitos analistas, os créditos voluntários devem ser usados além das reduções diretas, não como a única estratégia.

  • Governança é chave: com a criação de órgãos como o ICVCM (Integrity Council), há movimento para tornar o mercado mais confiável, mas ainda há muito trabalho.

terça-feira, 2 de setembro de 2025

Steven Cook, advogado com uma longa carreira na indústria química, mudou de posição em relação às regulamentações sobre PFAS

Steven Cook à direita

No início deste ano, Steven Cook era um advogado que representava as empresas químicas que estavam a processar para bloquear uma nova regra que as obrigaria a limpar a poluição causada pelos "químicos para sempre", que estão ligados a baixas taxas de natalidade e ao cancro. Agora, Cook ocupa um cargo de chefia na Agência de Proteção Ambiental, onde propôs a eliminação da mesma regra que os seus antigos clientes contestavam em tribunal. O seu papel será transferir os custos de limpeza dos poluidores para os contribuintes. Fonte

domingo, 13 de julho de 2025

O Império é um constante insulto à nossa inteligência

Fonte: Caitlin Johnstone

Os EUA impuseram sanções à relatora especial do Conselho dos Direitos do Homem da ONU, Francesca Albanese, por ter usado a sua posição para se opor ao genocídio mais exaustivamente documentado da história. 

Simultaneamente, os EUA retiraram o HTS, o franchising sírio da Al-Qaeda, da sua lista de organizações terroristas, porque o seu líder levou a cabo com êxito a mudança de regime em Damasco que o império ocidental perseguia há anos. 

Ao mesmo tempo, o Reino Unido acrescentou o grupo de ativismo não violento anti-genocídio Palestine Action à sua lista de organizações terroristas proibidas por se opor ao holocausto de Gaza. 

Ao mesmo tempo, o Primeiro-Ministro israelita que está a levar a cabo esse holocausto nomeou para o Prémio Nobel da Paz o Presidente americano que está a ajudar a perpetrar atrocidades genocidas. (…) O império ocidental é um insulto incessante à nossa inteligência. 

Os defensores da paz são terroristas, os arquitetos do genocídio merecem prémios da paz, os jornalistas são perigosos (…) 

Fazem tudo o que podem para nos tornar estúpidos através da propaganda, do controlo da informação de Silicon Valley e de sistemas de ensino doutrinários, e depois tratam-nos como se fôssemos idiotas para o resto das nossas vidas. O império depende da ignorância. Quanto mais estúpidos, racistas, ingénuos e facilmente distraídos nos tornarmos, mais agendas nefastas o império pode implementar. (…)”

The US has imposed sanctions on UN Human Rights Council Special Rapporteur Francesca Albanese for using her position to oppose the most thoroughly documented genocide in history.

At the same time, the US has removed Syria’s Al Qaeda franchise HTS from its list of designated terrorist organizations, because its leader successfully carried out the regime change in Damascus that the western empire had been chasing for years.

At the same time, the UK has added nonviolent anti-genocide activism group Palestine Action to its list of banned terrorist organizations for opposing the Gaza holocaust.

At the same time, the Israeli prime minister who is carrying out that holocaust has nominated the American president who is helping him perpetrate genocidal atrocities for a Nobel Peace Prize.

At the same time, Israel has continued its ban on foreign journalists entering Gaza, while also arresting the Israeli journalist who helped expose the IDF officials who cooked up fake atrocity propaganda about burnt babies on October 7.

At the same time, the Trump administration has enraged its MAGA base by concluding that Jeffrey Epstein had no client list for any kind of sexual blackmail operation and definitely committed suicide.

The western empire is one nonstop insult to our intelligence. The peace advocates are terrorists, the genocide architects deserve peace prizes, the journalists are dangerous, and Epstein was just a wealthy socialite who made a few mistakes.

They do everything they can to make us stupid via propaganda, Silicon Valley information control, and indoctrination schooling systems, and then they treat us like we’re morons for the rest of our lives.

The empire depends on ignorance. The more stupid, racist, gullible, and easily distracted we become, the nastier agendas the empire can roll out. Now here we are watching a live-streamed genocide unfold right in front of our eyes for nearly two years while being tube fed a daily diet of the most ridiculous lies imaginable.

As Aaron Bushnell said, this is what our ruling class has decided will be normal.

terça-feira, 13 de fevereiro de 2024

Generative AI Market Surpasses $66 Billion, with Open AI and Meta AI Dominating 56% Share

With the escalating interest in artificial intelligence and the AI battle supremacy among tech titans, the generative AI market is caught in the middle and reaping the most benefits. According to Stocklytics.com, the generative AI market exceeded the $66 billion mark, with Open AI and Meta AI solidifying their dominance by capturing 56% of the market share.

The site’s financial analyst, Edith Reads, comments:

The start of Chat GPT in 2022 was the first plunge into generative AI development. Since then, nearly every tech giant, from Microsoft to Google to Amazon, has leaped the Generative AI bullet train. The recent increase in revenue is a testament to these tech titans’ intensifying interest in the field. With the industry bound to gain more support, the overall generative market is expected to secure nearly $ 207 billion by 2030 with a 20.8% CAGR.

Tech Giant, Microsoft, Fuel Generative AI Dominance
Big tech giants like Microsoft, Google, and Amazon have played a massive role in the proliferation of Generative AI. Microsoft is at the front line with its foray of investments into Open and Meta AI.

The Washington heavyweight has made considerable inputs to Open AI’s Chat GPT development. It controls nearly 50% of the company’s shares. As a result, Its involvement has boosted its Microsoft product sales.

The unveiling of the new Copilot Feature, Microsoft Dynamics 365, has been met with much optimism and significant incorporations into its Word and Excel packages.

At the end of 2023, Microsoft hit the $ 3 trillion mark, with analysts citing the generative AI partnerships as a significant contributor.

On July 18, 2023, in collaboration with Microsoft, Meta released Llama 2. The open-source large language model offers a broader range of functions than ChatGPT and performs better. This is especially true in specialized applications such as customer support or educational institutions. Besides, Microsoft has strategically positioned itself in the middle of the two dominant AIs, putting itself in an excellent position for future AI developments.

Google and Amazon Partner with Anthropic
Google kicked off its AI involvement with the launch of Bard AI, its generative AI model. Slowly, the company began offering more features like Duet, which enables users to use Gen Ai through its Google Workspace. The tech giant has also signed partnerships with Anthropic. The two are working collaboratively on cloud technology with Anthropic deploying at scale TPU v5e- Google Cloud’s most versatile, efficient, and scalable AI accelerator.

Amazon joined the tech gang AI movement with its recent partnership with Alphabet-backed Anthropic in late 2023. Anthropic will now use Amazon Web Services (AWS) as its primary cloud provider. Anthropic will also use Amazon’s chips to train future generative AI models. Besides, Anthropic PBC is projecting an achievement of $850 million in annualized revenue run rate by the end of 2024.

Generative AI is seemingly the new goldmine for tech giants, with startups mushrooming every second. With over 550 generative techs in the market, further expansion is inevitable, as collaborations loom on the horizon.

sexta-feira, 28 de outubro de 2022

What Is Davos? Here´s What You Need to Know


Fonte: Business Insider, 2020
The rich and powerful have postponed their annual descent on a small resort town in Switzerland.

They weren't going there to ski, but to attend the annual meeting of the World Economic Forum (WEF), typically held in January of each year. The exclusive four-day event — best known as Davos, after the name of its host city — is an opportunity for the world's most influential people to meld minds over the world's economic and political challenges, and, more importantly, to network.

But the 2021 meeting has been postponed to "early next summer" because of the coronavirus pandemic, WEF announced Tuesday.

What is Davos?

Davos is the informal name of the annual four-day conference held by The World Economic Forum in Davos-Klosters, Switzerland. The non-profit organization's aim is to "engage the foremost political, business, cultural and other leaders of society to shape global, regional and industry agendas," according to its website.

Each year, business leaders and heads of state give lectures and speak on panels about topics ranging from gender equality and venture capital to mental health and climate change. The real magic happens behind closed doors, however: The rich and powerful use the event as a chance to network and hash out their differences out of the public eye.

North and South Korean officials held their first ever ministerial-level meetings at Davos in 1989, while Greece and Macedonia settled their nearly three-decade-long conflict over Macedonia's name at the event in 2018, according to the BBC.

Who was at Davos in 2020?

German Chancellor Angela Merkel and US President Donald Trump were among the 53 heads of state who attended the 2020 event.

US Secretary of the Treasury Steven Mnuchin, Ivanka Trump, Jared Kushner, and Greta Thunberg also attended, according to Reuters. Priyanka Chopra Jonas spoke at a fireside chat about global poverty, CNBC reported.

Notably, the only Iranian on the guest list, Foreign Minister Mohammad Javad Zarif, canceled his trip amid tensions with the United States over the killing of top Iranian general Qassem Soleimani, Reuters reported.

About 3,000 business and political leaders were set to attend Davos in 2020, Reuters reported ahead of the January event. Past attendees have included Bill Gates, Prince William, Marc Benioff, and George Soros, according to the BBC. Global pop icon Shakira, actors Forest Whitaker and Matt Damon, JPMorgan Chase CEO Jamie Dimon, and former Alibaba chairman Jack Ma have also attended in the past, The New York Times reported.

How do people get access to Davos?

Attendance is by invitation only, according to CBS News. As a result, the conference has long faced criticism over a lack of diversity among attendees. Only 22% percent of Davos' 2019 attendees were women, the BBC reported. African and Asian markets are also underrepresented, former U.S. Deputy Under Secretary of Commerce for International Trade and Foreign Policy magazine editor David Rothkopf told CBS.

Without an invite, you weren't even able to access the resort. It turns into a "veritable fortress" during the event, according to The New York Times' Michael J. de la Merced and Russell Goldman.

How much does it cost to attend Davos?

The conference itself is free for most attendees, the BBC reported. However, anyone there to represent a company is charged 27,000 Swiss francs ($28,000) to attend.

Even those who don't pay for the conference are still on the hook for the WEF's membership fees, which start at 60,000 Swiss francs ($62,000) per year and can range up to 600,000 Swiss francs ($620,000) depending on the type of membership, according to the BBC.

Accommodations in Davos don't come cheap either. Hotels raise their prices to five times their normal rate during the conference, according to The New York Times. Rooms at two of the most popular hotels among attendees, the Belvedere and the InterContinental, rented for $231 and $392 on nights in January 2020, their websites show. Both hotels are sold out during the event. They also sell badges to allow access to common areas frequented by attendees, The Times reported.

Some attendees elect to rent chalets for themselves and their staff, which can cost up to $140,000 for the week, The Times reported.

Most attendees do save a bit of money by eating and drinking on someone else's dime, The Times reported.

Saber mais: