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segunda-feira, 9 de junho de 2025

Multas, selfies proibidas e códigos de vestuário: as novas regras que deve conhecer antes de viajar para estes países europeus

A Europa prepara-se para um novo recorde de visitantes em 2025, mas os destinos mais procurados estão a apertar o cerco aos comportamentos desordeiros dos turistas. De Espanha à Grécia, passando por Itália e Portugal, multiplicam-se as restrições, as proibições e, sobretudo, as multas. Se está a planear férias no continente europeu este verão, convém conhecer bem as novas regras para evitar surpresas desagradáveis — e caras.

Espanha: tabaco fora da praia, nada de fatos de banho na cidade e multas até €3.000
Espanha lidera o movimento de restrição ao turismo excessivo. Em dezenas de localidades costeiras — incluindo Barcelona, as Ilhas Baleares e a Costa do Sol — está agora proibido fumar nas praias. Quem infringir pode ser multado em até €2.000. Em algumas zonas, também é ilegal reservar espreguiçadeiras na praia e abandoná-las por horas, com multas até €250.

Urinarem locais públicos — incluindo no mar — pode custar aos visitantes até €750 em locais como Marbella e Vigo. O vestuário é outra preocupação: circular em roupa de praia, fora do areal, pode render coimas nas cidades de Málaga e Barcelona.

Até a condução está sob escrutínio. Embora não seja ilegal usar chinelos ao volante, os agentes podem aplicar uma multa até €200 se considerarem o calçado inseguro.

A repressão é particularmente forte nas zonas de diversão noturna como Maiorca, Ibiza e as Canárias. Foram proibidas as festas em barcos e os “pub crawls”, enquanto o consumo excessivo de álcool em público pode levar a coimas de €3.000.

Itália: taxas de entrada, códigos de vestuário e multas por selfies
Em Itália, a pressão do turismo nos principais pontos históricos levou a novas medidas. Veneza cobra agora uma taxa de entrada entra 5 e 10 euros por visitante diário – quem não apresentar prova de pagamento arrisca uma multa que pode chegar aos 300 euros. Também estão proibidos megafones, grupos turísticos grandes e até nadar nos canais, com coimas que podem chegar aos €1.000.

Portofino impôs zonas de “paragem proibida” onde tirar selfies que atrapalhem a circulação pode custar €275. Em Garda, saltar de penhascos ou nadar em zonas perigosas já custou a turistas até €700. Até um simples jogo de futebol pode valer €600 de multa.

O código de vestuário também está em vigor em localidades costeiras como Sorrento, onde andar em fato de banho fora da praia pode ser punido com até €500.

Para limitar multidões, Pompeia passou a aceitar no máximo 20.000 visitantes por dia, enquanto o Coliseu em Roma só permite 3.000 pessoas ao mesmo tempo. Vendedores de bilhetes fraudulentos estão a ser multados.

França: álcool limitado e vigilância sobre o vestuário
Apesar do charme romântico de Paris, as autoridades francesas estão cada vez menos tolerantes. É proibido beber álcool em várias áreas públicas, mesmo junto ao Sena, e as multas podem chegar aos €135.

Na Côte d’Azur, o vestuário excessivamente revelador fora da praia — como andar de bikini ou sem camisa em Cannes — pode render multas de até €38.

Grécia: proteção do património e taxas para cruzeiros
A Grécia aposta na preservação do seu património e ecossistemas. Os passageiros de cruzeiros que desembarquem em Santorini ou Mykonos entre junho e setembro terão de pagar uma taxa de €20. Em Santorini, o número diário de visitantes por cruzeiro foi limitado a 8.000.

As praias gregas devem manter 70% da sua área livre de espreguiçadeiras. Levar conchas ou pedras da praia como recordação é ilegal em muitas zonas e pode custar até €1.000.

Nos sítios arqueológicos, há proibição de usar saltos altos — medida que visa proteger os pavimentos antigos —, com multas até €900. A entrada na Acrópole está limitada a 20.000 visitantes por dia, e os bilhetes são vendidos com hora marcada.

Croácia: silêncio, decoro e menos navios
Na Croácia, a prioridade é restaurar a ordem. Em Split, circular em roupa de praia ou roupa interior no centro histórico pode render €150 de multa. Em Hvar, beber em público durante o horário de silêncio pode custar €600.

Dubrovnik, símbolo do excesso turístico, só permite agora o desembarque de dois navios de cruzeiro por dia. Foram encerradas bancas de souvenirs, reduzido o número de cadeiras nas esplanadas e limitada a circulação de táxis. O objetivo é tornar a cidade mais habitável para residentes e visitantes.

Portugal: multas elevadas e controlo de ruído
Em Portugal, Albufeira tornou-se exemplo das novas medidas. Circular em fato de banho pela cidade pode custar até €1.500 — valor que aumenta em casos de nudez pública. Também são proibidos o consumo de álcool na rua, urinar em público e cuspir.

A poluição sonora é alvo de atenção: colunas com volume elevado estão proibidas em várias praias, com coimas que podem ascender a impressionantes €36.000. Em alguns locais, os horários dos bares foram encurtados. Em Sintra, protestos locais levaram a autarcas a considerar limitar novos hotéis.

Países Baixos: campanha contra o “turismo de festa”
Amesterdão está a tentar conter os excessos com a campanha “stay away”, direcionada a turistas que procuram festas. É proibido fumar cannabis na rua no Bairro Vermelho, os bares encerram mais cedo e os passeios em grupo estão limitados.

As festas em barcos estão sujeitas a regras mais apertadas sobre ruído e álcool. Está também proibida a construção de novos hotéis. Alguns habitantes processaram lojas tornadas virais no TikTok por atraírem multidões.

Áustria: selfies bloqueadas e dashcams proibidas
Hallstatt, a aldeia alpina que inspirou o filme Frozen, instalou temporariamente uma “barreira anti-selfies” para evitar aglomerações junto ao lago. Uma regra pouco conhecida: as dashcams são praticamente ilegais na Áustria devido a leis de privacidade. O uso pode custar até €25.000 em multa.

Alemanha: condução com boas maneiras e menos festas
Na Alemanha, comportamentos agressivos ao volante — como insultos ou gestos obscenos — são considerados “fúria na estrada” e podem render até €4.000 de multa. Em Berlim, o ruído e o consumo de álcool na rua estão sob vigilância, e o atravessamento fora da passadeira (jaywalking) é ilegal.

Chéquia: menos álcool e despedidas de solteiro controladas
Praga quer deixar para trás a imagem de capital da festa. Foram proibidas as “beer bikes”, há limites de ruído nas zonas históricas e é crescente a repressão aos pub crawls, consumo público de álcool e festas de solteiros descontroladas. Os bares podem ser multados por servir clientes já embriagados.

Chipre: comer ou beber ao volante pode sair caro
No Chipre, conduzir enquanto se come ou bebe (mesmo água) é proibido, com multas que podem surpreender turistas menos atentos.

quinta-feira, 15 de maio de 2025

The Shitthropocene: Welcome to the Age of Cheap Crap


O Antropoceno Merda é uma visão antropológica simulada dos hábitos de consumo da humanidade, lançando um olhar satírico (mas brutalmente honesto) sobre como tudo se está a tornar uma merda e porque é que o impulso por mais pode destruir-nos a todos.

Já deve ter notado que muitas coisas parecem uma droga agora. Este filme não é sobre todas as coisas más — isso seria um filme demasiado longo. Mas trata-se do consumo, que é tanto uma causa como um sintoma da chatice.

Por uma série de razões, praticamente toda a gente está a produzir e a comprar demasiadas coisas, algo que fomos evolutivamente programados para querer. O que antes era uma vantagem (mais! = melhor!) está agora a contribuir para a destruição do planeta.

O Antropoceno é uma viagem desde as origens celulares da nossa falta de controlo dos impulsos até às formas como os nossos sistemas nervosos centrais foram pirateados em nome do capital. É também sobre como podemos começar a salvar-nos de nós mesmos.

David Byars é um premiado documentarista cujo trabalho abrange desde a apátrida na República Dominicana até às Terras Públicas dos Estados Unidos.

quarta-feira, 26 de julho de 2023

Grandes marcas destroem roupa que tinham prometido reciclar – investigação


Um par de calças doado à C&A foi queimado num forno de cimento e uma saia doada à H&M viajou 24.800 quilómetros, de Londres até um terreno baldio no Mali.

A maior parte das roupas doadas a grandes marcas, que prometem reutilizá-las ou reciclá-las, é na verdade destruída, deixada em armazéns ou enviada para África, segundo uma investigação divulgada esta segunda-feira.

A investigação, da responsabilidade da organização “Changing Markets Foundation”, com sede nos Países Baixos, indica que várias cadeias internacionais “deitam fora roupas que prometeram salvar”. E trata-se de roupa, diz a organização, em perfeitas condições.

A organização não-governamental (ONG) explica num comunicado que usou “air tags” da Apple (dispositivos que enviam a localização) e assim conseguiu rastrear 21 peças de roupa usada, em perfeitas condições. Os artigos foram doados às lojas H&M, Zara, C&A, Primark, Nike, The North Face, Uniqlo e M&S na Bélgica, França, Alemanha e Reino Unido, e outros doados a uma grande cadeia de vendas online.

Grandes marcas comprometem-se a reciclar, produzir menos resíduos, acabar com produtos químicos perigosos, e fazem ofertas para quem entregar roupa em segunda mão, que dizem será para reciclar ou reutilizar.

Segundo a organização, apesar das promessas, três quartos dos artigos (16 em 21) foram destruídos, deixados em armazéns ou exportados para África, onde cerca de metade da roupa usada é retalhada para outras utilizações ou abandonada.

A “Changing Markets Foundation” dá exemplos: um par de calças doado à M&S foi destruído numa semana, outro par doado à C&A foi queimado num forno de cimento, uma saia doada à H&M viajou 24.800 quilómetros, de Londres até um terreno baldio no Mali, onde parece ter sido despejada. Três artigos acabaram na Ucrânia, onde as regras de importação foram flexibilizadas devido à guerra. Apenas cinco artigos dos 21 foram reutilizados na Europa ou acabaram numa loja de revenda.

“A maior parte dos programas promete explicitamente não deitar fora a roupa utilizável. Mas nenhuma das marcas mencionadas mantém registos públicos sobre o destino das roupas que lhes são doadas. Em vez disso, entregam-nas a empresas especializadas em reutilização, reciclagem e eliminação final” diz a ONG no comunicado.

Urska Trunk, da ONG, diz citada no documento que as promessas das lojas são mais um truque de “lavagem ecológica” (greenwashing), porque os artigos doados em perfeitas condições são na sua maioria destruídos, deixados em armazéns ou enviados para o outro lado do mundo.

A “Changing Markets” lembra que a União Europeia está a reforçar as regras em matéria de resíduos e pede uma lei forte, que contemple objetivos obrigatórios de reutilização e de reciclagem.

O “greenwashing” é uma estratégia de publicidade através da qual uma empresa poluidora pretende fazer passar uma imagem de responsabilidade ambiental, que na verdade não tem.

segunda-feira, 27 de março de 2023

Papa Francisco rapper


Outra imagem do Papa Francisco com uma roupa “inesperada” foi partilhada por milhares de pessoas nas redes sociais. Nem o facto de ter sido criada com inteligência artificial travou as brincadeiras dos internautas.

Francisco é reconhecido por ser um Papa um tanto ou quanto inovador e revolucionário, mas quando este sábado foi divulgada uma imagem nas redes sociais em que aparecia com um casaco “puffer”, a internet entrou em ebulição. No entanto, a fotografia - que fez sucesso pelo mundo fora - não é real e foi criada com o Midjourney.

Comentários nas redes sociais: "Papa puff" ou "Pope Francis walking onto Ryanair flight trying to avoid extra baggage fees."

quarta-feira, 22 de março de 2023

Patrik Prosko - Esculturas anamórficas impressionantes


Artista tcheco faz retratos de grandes proporções usando materiais do quotidiano. O de Nikola Tesla, por exemplo, foi montado com peças de computador, lâmpadas e dispositivos eletrónicos.

Site:

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2023

Seixoso Vieiros - Lítio Não


Vimos desta forma manifestar a nossa preocupação e indignação pela inclusão da zona denominada Seixoso Vieiros no processo concursal para atribuição de direitos de prospeção e pesquisa de lítio, enquanto representantes do Movimento Seixoso Vieiros - Lítio Não, que se empenham a favor de uma participação cívica ativa e de uma visão sustentável do desenvolvimento das regiões afetadas pelo processo supracitado, nos concelhos de Felgueiras, Fafe, Guimarães, Amarante, Mondim de Basto e Celorico de Basto.

Reconhecemos a necessidade e urgência da descarbonização e da implementação de estratégias para mitigação das alterações climáticas, mas não consideramos que estas propostas de mineração, dependentes da volatilidade do mercado global e com a previsão de períodos curtos de exploração, possam representar um contributo válido para o desenvolvimento sustentável do nosso território. Ao contrário, acreditamos que serão causa de declínio ambiental e socioeconómico.

Para este declínio contribuirão os impactes ambientais, cuja exploração prevista será a céu aberto, através de rebentamentos e detonações do solo, lavagem das rochas com processos químicos que implicam a utilização de milhares de litros de água. Todo este processo tem efeitos nocivos, como a poluição e a contaminação do ar, dos solos e, sobretudo, das águas e lençóis freáticos. O nosso território e as nossas paisagens serão irremediavelmente destruídos.

As regiões de Tâmega e Sousa e do Ave constituem uma realidade económica competitiva, fortemente industrializada, onde se concentram os maiores produtores de calçado e do setor têxtil, com um capital humano muito especializado, onde se destacam atividades económicas de cariz inovador e altamente empreendedor. Na área da agricultura destacam-se a produção do quivi, do mel e do vinho verde, para isso contribuindo a abundância e a qualidade da água destas regiões. 

Estamos convencidos que a indústria extrativista não será um contributo válido para as nossas regiões que podem, antes de mais, ser protagonistas, como já são, de um desenvolvimento genuinamente sustentável, pelo que exigimos dos nossos representantes políticos uma visão de longo prazo para os nossos territórios. Contamos com Todos. A nossa Terra precisa de Todos!


sexta-feira, 2 de dezembro de 2022

Deserto no Chile é a lixeira das "pessoas sem escrúpulos"


Pilhas de roupa descartada, um cemitério de sapatos, montanhas de pneus e carros despedaçados "crescem" no deserto chileno de Atacama.

É considerado o local mais seco do mundo e, como tal, alberga um ecossistema único e extremamente frágil. No entanto, está a ser ameaçado pelos montes de lixo que os visitantes ali têm despejado. 

"São as pessoas sem escrúpulos do mundo que vêm deixar aqui o seu lixo. Ainda não há consciência para resolver este problema", lamenta Patrício Ferreira, presidente da câmara da cidade de Alto Hospício, situada no deserto.

Muita da roupa em segunda mão ou que não é vendida na Europa, na Ásia ou nos Estados Unidos vai para o Chile. A partir daí segue para ser vendida por toda a América Latina ou acaba nas lixeiras do deserto de Atacama. 

Os carros usados entram no país pela zona de comércio livre de Iquique, no norte do país. Muitos são exportados para o Peru, a Bolívia ou o Paraguai, enquanto outros são igualmente despejados no deserto.

O ecossistema de Atacama tem um grande interesse científico. Especialistas já lá encontraram microrganismos que se adaptaram a um lugar praticamente sem água e nutrientes. Os cientistas acreditam que estes seres vivos podem guardar segredos de evolução e sobrevivência na Terra e noutros planetas.[artigo científico aqui]

sexta-feira, 28 de outubro de 2022

How Cutting Clothing Waste Can Make Money - World Wide Waste


Desde transformar chinelos velhos em arte até fazer tênis com sacolas plásticas velhas, estas empresas são onde a moda encontra o desperdício em todo o mundo.
Este documentário é uma gota de água . A mudança tem que vir através da indústria da moda que depende totalmente dos nossos hábitos de consumo e, portanto, empurra para a economia descartável barata.

quinta-feira, 27 de outubro de 2022

Machines 2016 - Máquinas: A Indústria Têxtil na Índia


Em 2016, este documentário de Rahul Jain inaugurou a Copenhagen Fashion Summit, evento no qual se reuniram executivos de marcas de vestuário líderes, instituições de solidariedade social e políticos para discutir a moda ética e sustentável.


No filme, o realizador Rahul Jain apresenta um retrato íntimo do ritmo de vida e de trabalho de uma gigantesca fábrica têxtil em Gujarat, Índia. Movendo-se pelos corredores e entranhas da estrutura, a câmara imerge o espectador num espaço de exploração laboral e de trabalho infantil, provocando uma reflexão sobre as condições de trabalho da cadeia de aprovisionamento global.

Desde a década de 1960, a região de Sachin, no oeste da Índia, sofreu uma industrialização sem precedentes e sem regulamentação, exemplificada nas suas inúmeras fábricas têxteis. “Machines” retrata uma dessas fábricas, mas representa os milhares de trabalhadores que trabalham na Indústria têxtil e vestuária indiana (ITV).

Saúde debilitada

Com linguagem visual forte, imagens marcantes e entrevistas cuidadosamente selecionadas dos próprios trabalhadores, Jain conta uma história de desigualdade e opressão, de seres humanos e máquinas. A fábrica emprega 1.500 trabalhadores e alguns são vistos dormindo em pilhas de tecidos.

«Os trabalhadores eram pobres, estavam doentes e tossiam muito, vários tinham problemas de audição», recorda Jain, estudante no Instituto de Artes da Califórnia, em declarações à agência Reuters.

O ruído das máquinas ao qual aqueles trabalhadores são expostos serve como banda sonora do filme.

«Os trabalhadores usavam fones com música alta para bloquearem o som (das máquinas), mas isso causa-lhes ainda mais danos. Os seus pulmões estão danificados porque respiram poeira de sílica e também partículas de carbono», destaca Jain.

O realizador de 25 anos, que cresceu em Deli, passou quase seis meses (espalhados por três anos) filmando dentro da fábrica, junto de trabalhadores que ganham menos de 3 dólares (aproximadamente 2,68 euros) por turnos de 12 ou mais horas. O filme termina inclusivamente com os trabalhadores pedindo a Jain para ajudar na sua luta por turnos de oito horas.

Rahul Jain ressalvou ainda que “Machines” não tenha sido filmado com um propósito ativista, espera que o governo tome medidas para ajudar os trabalhadores da indústria têxtil e de vestuário do país.

O filme ganhou o prémio do júri para melhor fotografia no Festival de Cinema de Sundance em 2017. “Machines” já estreou na Grã-Bretanha e estreará na Índia no final do corrente ano. Jain adianta que as projeções estão sendo planeadas para as cidades industriais com maior densidade populacional do país. «Espero que, no fundo, [o filme] seja usado para mostrar ao governo o que ele não quer ver», conclui.

Entrevista a Rahul Jain no DocumentaMadrid, 2017

segunda-feira, 3 de outubro de 2022

Moda Ética e Sustentável


A marca Patagónia era já conhecida pela sua sustentabilidade e por promover uma economia circular no setor da moda. Mas sabe como funciona a Moda Circular, e se conseguimos encontrar marcas em Portugal que prezam esse modelo económico e contrariam a fast-fashion?

A Patagónia deu o salto em frente para ajudar o meio ambiente: o seu fundador, Yvon Chouniard, de 83 anos, transferiu 98% da propriedade da empresa (com um valor de 3 mil milhões de euros) para a HoldFast Collective, uma organização não-governamental dedicada a combater a crise ambiental, sendo que os restantes 2% são controlados pelo Patagonia Trust Fund, que assegura que a empresa cumpre as responsabilidades solidárias com que se comprometeu.

Segundo a Good On You, a Moda Circular é um sistema em que as roupas e bens pessoais são produzidos num modelo mais consciente; em que a produção de uma peça e o seu fim de vida são igualmente importantes. Este sistema tem em consideração os materiais e a sua produção, enfatizando o valor de usar o produto até ao fim, para depois transformá-lo e dar-lhe outra vida.

Para assegurar uma indústria da moda circular é importante que:

– Se use menos materiais ao produzir itens individuais para que seja mais fácil reciclar;
– Se tente remover de todo os materiais não-recicláveis e altamente poluíveis da cadeia de abastecimento;
– Se tente recapturar tudo, desde retalhos de roupas até às suas embalagens, para reutilização;
– Assegurar a utilização e reutilização o máximo possível;
– Depositar na natureza os desperdícios inevitáveis de forma segura.

Espera-se, assim, um aumento continuo da slow fashion (consumindo menos), o que resultará numa indústria mais limpa, saudável e menos impactante no meio ambiente em geral. Nessa equação, tantos os consumidores como as grandes empresas têm grandes papéis a desempenhar para que se possa ver uma redução significativa da pegada ambiental na indústria da moda, um das mais poluidoras do mundo.

Os consumidores desempenham um papel fundamental no desenvolvimento e implementação da moda circular. Do aumento da demanda e do suporte a modelos mais sustentáveis, estamos a ver a circularidade a infiltrar-se nas cadeias de abastecimento e no fabrico.

A moda circular trouxe consigo uma onda de maior conhecimento para o consumidor e o reconhecimento geral de que as abordagens lineares anteriores para a indústria da moda não podem continuar.

Essa demanda por transparência, longevidade e uma nova estrutura deve continuar no futuro e representa um futuro para a moda que seria menos impactante e estaria mais em harmonia com todos os recursos, processos e pessoas envolvidas.

Embora estejamos longe de um modelo completamente circular na moda, à medida que cada vez mais marcas e consumidores se conscientizam e investem nele, já estamos prevenindo o desperdício e a degradação que de outra forma existiriam, o que é um passo na direção certa.

Marcas portuguesas que se importam com o meio ambiente, promovendo a Moda Circular:

Jacarandá Produz roupa feminina, em slow fashion e produzida em Portugal. Os seus processos de produção são transparentes e sustentáveis

Isto Tem três lojas em Lisboa e uma política de transparência abrangente. Disponibiliza a lista de todas as fábricas com que trabalha e o custo de fabrico de cada peça está disponível no website. Tem certificação Global Organic Textile Standards, e produz roupa unissexo.

Insane in the Rain Casacos impermeáveis feitos a partir de plástico reciclado. Tem por objetivo proteger os oceanos, e é certificada pelo Global Recycled Standard.

quarta-feira, 7 de setembro de 2022

O potencial inexplorado do cogumelo comedor de plástico da Amazónia


Muito antes de haver árvores, a Terra foi invadida por cogumelos gigantes. Os fungos apareceram pela primeira vez há mais de um bilhão de anos como dedos de fungos de três metros de altura que dominavam a paisagem, enquanto as plantas existem há meros 700 milhões de anos, estreando como arbustos desalinhados. Cerca de um bilião de anos depois, o humilde cogumelo é um campeão improvável na guerra contra o lixo plástico, graças à descoberta de um cogumelo comedor de plástico.

O maravilhoso cogumelo comedor de plástico

Nos 100 anos desde que foi inventado, o plástico deixou de ser um material maravilhoso para economizar tempo e se tornou um flagelo moderno, entupindo nossos aterros sanitários, matando a vida marinha e girando em torno de nossos oceanos em enormes giros de lixo do tamanho de países. Quando os alunos da Universidade de Yale encontraram Pestalotiopsis, nas florestas tropicais do Equador em 2011 , eles descobriram o primeiro fungo que não só tem um apetite voraz por plástico, mas também pode prosperar em ambientes com falta de oxigênio, como aterros sanitários. Eles têm um gosto bom também. A designer austríaca Katharina Unger se uniu a cientistas da Universidade de Utrecht, na Holanda, para desenvolver o Fungi Mutarium , que usa vagens de gelatina de ágar que nutrem o fungo com açúcares e amido até que o plástico tratado com UV seja colocado no meio. Leva alguns meses para o fungo digerir completamente o plástico, deixando uma xícara inchada, semelhante a um cogumelo, com sabor doce e cheiro de alcaçuz . Os cientistas prevêem que as famílias possuam uma versão em menor escala para reciclar seus resíduos plásticos e centros comunitários de reciclagem com sistemas maiores.

O sistema radicular dos cogumelos, micélio, é intrincado e pode se estender por quilômetros. A maior coisa viva na Terra é a rede micelial de um fungo de cogumelo de mel em Oregon, nos EUA, que cobre 8,8 quilômetros quadrados apenas alguns centímetros abaixo do solo da floresta e tem cerca de 2.400 anos de idade. Todo outono, o ' Humonous fungus ' aparece centenas de cachos de belos cogumelos amarelo-mel do chão da floresta. Mais de 90% das plantas estão entrelaçadas com redes miceliais que estão intimamente entrelaçadas em todo o seu ciclo de vida. Os fungos simbióticos podem até ligar as plantas em uma rede intrincada conhecida como “teia da madeira”, que compartilha água e nutrientes. As plantas, por sua vez, "alimentam" os fungos com carboidratos.

Usando cogumelo como uma alternativa de plástico

No grande sucesso de 1967 The Graduate , o graduado da faculdade de Dustin Hoffman, Benjamin, de 21 anos, é encurralado em sua festa de formatura por um amigo bem-intencionado de seus pais, que oferece conselhos sobre uma futura carreira com apenas uma palavra: plásticos. Ironicamente, hoje em dia, essa palavra poderia muito bem ser cogumelos. Em março de 2021, a estilista britânica Stella McCartney estreou um top corpete preto de 'couro' e calças feitas com micélio . Mas McCartney não é o único estilista que faz roupas com fibra de cogumelo. Grandes marcas como Adidas, Lululemon e Hermés anunciaram que lançarão linhas de roupas feitas de micélio, uma alternativa de couro mais saborosa do que a infame 'pele' derivada do plástico.

Cogumelos também estão sendo cultivados como materiais de construção alternativos em Seattle. A dupla Eben Bayer e Gavin McIntyre está transformando o material de cogumelos em um produto popular multiuso. Depois de se formar em engenharia mecânica e design de produtos em 2007, a dupla criou um novo processo para ligar partículas usando cogumelos. Naquele ano, eles fundaram uma empresa chamada Evocative Design, e logo depois os jovens de 26 anos lançaram chinelos que são 100% biodegradáveis. Eles seguiram com o Greensulate, uma placa orgânica resistente ao fogo feita de água, farinha, esporos de cogumelo ostra e um mineral chamado Perlita. A Bayer e a McIntyre dizem que o produto será tão bom quanto a maioria das marcas de isolamento porque é tão resistente ao fogo quanto o isolamento de fibra de vidro comercial. A empresa chama seu processo de crescimento de 'biologia programável'. Em uma semana a 10 dias, são cultivados quilômetros de fibra de cogumelo fina e superaderente que pode ser moldada em praticamente qualquer formato. “Os produtos literalmente crescem sozinhos. No escuro. Com pouco ou nenhum contato humano”, diz McIntyre. A Evocative Design até deu uma nova virada nos substitutos da carne, cultivando placas de micélio, que podem ser cortadas em bacon.

Os potenciais inexplorados dos cogumelos
Cogumelos podem até mesmo substituir herbicidas desagradáveis. O botânico irlandês Brian Murphy descobriu em 2015 que o cultivo de fungos pouco conhecidos chamados endófitos dentro das plantas ajuda a defendê-los contra doenças, mas não danifica as plantas. Em vez de comprar sementes revestidas com um inseticida contendo neonicotinóides, que dizima as colónias de abelhas, os agricultores comprariam sementes contendo esporos de endófitos, que entrariam na plantação e aumentariam a tolerância à seca, insetos e patógenos, uma técnica chamada 'bio- priming '. A descoberta é uma benção para os agricultores que lutam contra patógenos resistentes a herbicidas. Os endófitos também ajudam as plantas a crescer em condições inóspitas, onde poucos organismos podem sobreviver. Os endófitos foram testados nas areias betuminosas de Athabasca, na Antártica e a 21.000 pés no Monte Everest.

O empresário original dos cogumelos, Paul Stamets, é um especialista improvável. Começou sua carreira na floresta como madeireiro, não como cientista. Em seu livro inovador Mycelium Running , Stamets escreve liricamente sobre sua paixão, descrevendo o micélio como “a rede neurológica da natureza”, uma “membrana senciente” que tem “em mente a saúde a longo prazo do ambiente hospedeiro”. Em 1980, fundou uma empresa chamada Fungi Perfecti que vende produtos de cogumelos e desenvolve aplicações de cogumelos para remediação ambiental. Em 1997, Stamets teve um palpite de que os cogumelos poderiam absorver o óleo, então ele se uniu a pesquisadores do estado de Washington para conduzir experimentos usando cogumelos para decompor o solo contaminado com diesel. Eles descobriram que, após dois meses, os cogumelos haviam removido 97% de uma substância química pesada que outros métodos falharam consistentemente em quebrar. Após o acidente de Chernobyl em 1986, os pesquisadores ficaram surpresos ao descobrir algumas espécies de fungos que prosperam em partículas radioativas. “É prejudicial para os tecidos vegetais e animais, mas esses fungos de alguma forma o capturam [urânio] como as plantas capturam a luz do sol e a usam para alimentar seu metabolismo”, escreveu Jim Wells em Sound Consumer. Quando o derramamento de óleo da Deepwater Horizon cobriu o Golfo do México,micobooms 'feitos de cânhamo, uma fibra natural resistente à podridão em ambientes marinhos. As barreiras foram preenchidas com palha e micélio para absorver e digerir o óleo na superfície do oceano.

Cogumelo comedor de plástico e o dilema de desenvolvimento do Equador

De volta ao Equador, o cogumelo comedor de plástico define o dilema do desenvolvimento daquele país. Presos entre a Scylla da destruição da floresta tropical para a riqueza do petróleo e os Charybdis de gerações intermináveis ​​de pobreza esmagadora para preservar a floresta tropical de graça, os líderes do Equador só foram capazes de olhar impotentes para as ricas corporações ocidentais, especialmente farmacêuticas, fazendo bilhões com produtos derivados da Amazónia. Em 2007, o então presidente Rafael Correa tentou monetizar a preservação da Amazônia com um plano único e ambicioso para persuadir os países ricos a pagar ao Equador por uma moratória na exploração de petróleo no remoto Parque Nacional Yasuní, que foi declarado reserva mundial da biosfera pela ONU em 1989. Correa buscou US$ 3,6 bilhões em contribuições, metade dos estimados US$ 7,2 bilhões em reservas comprovadas do parque. Mas ele suspendeu a moratória em 2013, depois que o Equador levantou apenas US$ 13 milhões.

A atração da riqueza do petróleo no Equador dividiu duas irmãs que eram inseparáveis ​​quando crianças na remota comunidade de Sana Isla no rio Napo, no Equador. Três gerações atrás, a tribo Kishwa de Sana Isla ainda usava zarabatanas e só recentemente fez contato com o mundo exterior. A pequena comunidade está em um dos lugares mais biodiversos da Terra. Os cientistas dizem que um único hectare nesta parte da Amazônia, na interseção dos Andes, Equador e bacia amazônica, contém uma variedade de vida maior do que em toda a América do Norte, incluindo o cogumelo comedor de plástico Pestalotiopsis microspor. Mas por baixo de toda essa vida está perto de um bilião de barris de petróleo. Quando a maior empresa petrolífera do Equador, Petroamazonas, fez uma oferta em 2011 para iniciar pesquisas sísmicas em sua terra natal,os petrodólares são vitais para o futuro da comunidade . A empresa finalmente recuou diante de uma forte oposição.

A gigante petrolífera americana Texaco chegou ao Equador em 1964. Quando partiu, quase 30 anos depois de ser comprada pela Chevron, extraiu 1,5 biliões de barris de petróleo do Equador, mas deixou para trás o que ficou conhecido como 'Amazónia Chernobyl', um poço de 1.700 - zona de desastre ambiental de milha quadrada, onde admitiu despejar 72 bilhões de litros de água tóxica que invariavelmente acabavam no abastecimento de água e abrir 1.000 poços de lixo sem revestimento no chão da selva. Incrivelmente, a Chevron perdeu o processo inevitável e reuniu uma equipe de 2.000 advogados para apelar ferozmente da multa de $ 9,5 bilhões, prometendo “… lutar até o inferno congelar, e então vamos lutar no gelo”.

Enquanto o combate legal se alastrava, as taxas de câncer disparavam e milhares de hectares de solo intocado foram envenenados, ameaçando os quase 4.000 tipos de plantas documentados em torno de Sana Isla, incluindo o maravilhoso cogumelo comedor de plástico do Equador.

quinta-feira, 4 de agosto de 2022

Estão (literalmente) a chover substâncias químicas nocivas que dificilmente se decompõem


Estudo científico argumenta que terá sido ultrapassado o limite de PFAS (substâncias com aplicações comerciais variadas) que podem existir sem que seja comprometida a segurança da humanidade.

As substâncias perfluoroalquiladas (conhecidas como PFAS) são uma grande família de substâncias químicas, que têm aplicações comerciais variadas, incluindo espumas de combate a incêndios, tintas, embalagens alimentares, talheres descartáveis, têxteis, utensílios de cozinha antiaderentes e até produtos médicos ou electrónicos. As empresas adicionam PFAS a diversos bens de consumo para que eles se tornem antiaderentes, à prova de água e resistentes a manchas. Mas há um problema com o recurso a estas substâncias.

Elas contêm ligações entre átomos de carbono e átomos de flúor. Segundo explica a Agência Europeia das Substâncias Químicas (ECHA, na sigla em inglês), estas são “das ligações químicas mais fortes na química orgânica”. Quer isto dizer que as PFAS — que, acrescenta ainda a ECHA, “são também facilmente transportadas no ambiente, percorrendo longas distâncias desde a fonte da sua libertação” — resistem muito à degradação. Estas substâncias são consideradas como poluentes orgânicos persistentes (POP, na sigla em inglês), que são extremamente resistentes na natureza, contaminando os organismos vivos, a água potável, os solos e o ar.

Os POP são regulados a nível mundial pela Convenção de Estocolmo sobre Poluentes Orgânicos Persistentes, um tratado internacional assinado em 2001, e ainda pela Convenção de Aarhus. Portugal ratificou a Convenção de Aarhus em 2003 e, no ano seguinte, a Convenção de Estocolmo.

No âmbito do estudo, os autores analisaram a composição química de diferentes amostras de água da chuva, recolhidas entre 2010 e 2022 em vários pontos do globo. Mesmo em geografias como a Antárctida e o planalto do Tibete, que têm uma reduzida presença humana — e, como tal, uma reduzida produção de bens de consumo com PFAS na sua composição —, foram encontradas concentrações preocupantes das quatro PFAS mais amplamente estudadas (Ian Cousins explica ao PÚBLICO que, apesar de existirem milhares de PFAS, a maioria não é estudada devidamente pela comunidade científica, sobretudo por falta de dinheiro).

Entidades como, por exemplo, a Agência de Protecção Ambiental dos Estados Unidos (EPA, na sigla inglesa) têm a responsabilidade de identificar a concentração de químicos na água potável abaixo da qual não há riscos de saúde para os consumidores. Em Junho deste ano, a EPA pronunciou-se relativamente a dois PFAS, afirmando que não é seguro beber água que, por cada litro, contenha quatro picogramas de ácido perfluoro-octanóico (PFOA) ou 20 picogramas de ácido perfluoro-octanossulfónico (PFOS).

Os investigadores da Universidade de Estocolmo verificaram que, em cada uma das amostras de água da chuva, a quantidade de PFOA estava bastante acima de quatro picogramas por litro. As concentrações mais reduzidas foram encontradas no planalto do Tibete, com uma média de 55 picogramas por litro (que, apesar de tudo, está quase 14 vezes acima da marca de segurança proposta pela EPA para a água potável).

O estudo tece a consideração de que, apesar de “os humanos que vivem em áreas industrializadas do planeta não costumarem beber água da chuva no mundo moderno”, é preocupante constatar que o ambiente está num estado tão frágil que pode ser perigoso beber a água que cai, naturalmente, do céu. “Além disso, a água da chuva continua a ser uma fonte importante de água potável em algumas partes do mundo, designadamente algumas regiões áridas e tropicais”, dizem os autores.

Os investigadores reconhecem que as directrizes da EPA quanto às concentrações de PFAS na água potável são das mais “rigorosas”, pelo que não são necessariamente representativas das recomendações de segurança que existem à escala internacional. Ainda assim, comentam que, um pouco por todo o mundo, essas recomendações de segurança estão a ficar cada vez mais severas, o que, entendem, é ilustrativo da dimensão do problema.

Limpar PFAS? É possível, mas muito caro

A equipa liderada por Ian Cousins salienta com pena que “só agora”, num momento em que os PFAS já estão “espalhados globalmente”, é que começamos a descobrir os seus efeitos. Os investigadores explicam que, “em muitos casos”, os impactos destas substâncias atacam “em combinação com outros problemas ambientais, como a escassez de água ou a poluição por parte de outros contaminantes”.

Ao PÚBLICO, Ian Cousins explica que os PFAS podem afectar o sistema imunitário dos humanos, “impedindo a produção de anticorpos”, por exemplo. Há também vários estudos que referem que a exposição a uma série de PFAS pode aumentar o risco de diferentes tipos de cancro (e, também, diferentes impactos nos sistemas reprodutivo e hormonal).

No estudo publicado agora na Environmental Science & Technology, os investigadores da Universidade de Estocolmo dizem que, apesar de o PFOA e o PFOS já não serem tão usados industrialmente — é dado o exemplo da empresa 3M, uma grande fabricante de produtos díspares (desde fitas adesivas a materiais hospitalares e dentários) que, há cerca de 20 anos, começou a deixar de utilizar esses dois ácidos —, serão necessárias “décadas” até que as suas concentrações se aproximem de valores mais reduzidos. E é provável que os problemas associados a esses dois ácidos sejam “apenas a ponta do icebergue, já que existem muitos milhares de PFAS — e os riscos associados à maioria deles permanecem desconhecidos”.

Ian Cousins diz-nos ainda que há “vários métodos avançados de tratamento” através dos quais é possível remover PFAS da água e de solos, mas esses métodos são muito caros. Importa, por isso, limitar ao máximo a utilização dessas substâncias, que, no entender do químico britânico, só devem ser usadas industrialmente quando não puderem ser substituídas por quaisquer outras.

terça-feira, 26 de julho de 2022

ECI Calls For New Legislation On Living Wages In Fashion


The European Citizens’ Initiative (ECI) has launched a new campaign ‘Good Clothes, Fair Pay’ to demand legislation on living wages for people who make our clothes.

The year-long campaign, led by a coalition of citizens, and supported by non-government organisations, policymakers and experts on living wages, is hoping to receive at least one million signatures from EU citizens to call on the European Commission to introduce new laws.

The ECI is demanding that EU laws are updated to require companies selling garments, textiles and footwear in the EU to take action on living wages in their supply chains. This legislation would mean that brands and retailers would be legally required to assess wages in their own supply chains, put in place plans to close the gap between actual and living wages, and publicly disclose their progress.

Kirsten Kossen, senior advisor on human rights at ASN Bank, who initiated the ECI, and a member of the ECI’s Citizens’ Committee, said in a statement: “For too long, brands have promised to do the right thing. They mostly haven’t. We cannot wait any longer for voluntary measures.

"As EU citizens, we have the power to change this and give garment workers decent pay for their hard day’s work. For real, industry-wide change, fashion companies need to be held accountable.”
European Citizens’ Initiative launches ‘Good Clothes, Fair Pay’ campaign


The ECI states that most of the people who make our clothes earn poverty wages while brands continue to make huge profits. As the EU is the largest importer of clothes in the world and one of the biggest fashion consumer markets, with over 260 billion euro in sales expected in 2022, the EU “must address this unfair and exploitative model”.

Most of the people who make our clothes do not earn a living wage, explains the ECI, with garment workers, mostly women, earning on average 45 percent less than they need to provide for themselves and their families. The ECI adds that current legal minimum wages in the industry, set by governments in garment-producing countries, are “simply not enough to live on”.

Poverty wages affect workers everywhere and are endemic to the global garment industry. The ECI estimates that the fashion industry employs tens of millions of people globally and 1.5 million in the EU, most of which it states are not paid living wages.

The ECI is calling on EU citizens to sign its ‘Good Clothes, Fair Pay’ initiative at goodclothesfairpay.eu.

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2022

Os contentores da Humana recuperam 2.700 toneladas de têxteis usados ​​em Portugal em 2021 para dar-lhes uma segunda vida


A Humana Portugal, uma associação sem fins lucrativos que trabalha desde1998 a favor da proteção do meio ambiente, promovendo a reutilização têxtil e levando a cabo programas de cooperação para o desenvolvimento em África e de apoio local em Portugal, no ano passado recuperou 2.700 toneladas de têxteis usados ​​para dar-lhes uma segunda vida. 

A organização recolheu apenas 1,4% dos têxteis gerados em Portugal, o que mostra que no país ainda há um longo caminho de conscientização em conjunto com o sector de recuperação têxtil para a recolha das cercas de 200 mil toneladas de roupas que são descartadas anualmente no país, segundo os dados da Agência Portuguesa do Ambiente (APA).

Sónia Almeida, responsável pela recolha têxtil em Portugal comenta que são números preocupantes, ainda mais quando a recolha seletiva tem um enorme potencial, já que 50% dos resíduos têxteis podem ser reaproveitados e mais de 35% podem ser reciclados. A reutilização de têxteis é fundamental para a economia circular e a criação de empregos verdes, razão pela qual a Associação Humana está empenhada há 24 anos em dar uma segunda vida às peças de vestuário que não são utilizadas.

11 Milhões de artigos tiveram uma segunda vida em 2021
As 2.700 toneladas recuperadas equivalem a quase 11 milhões de peças de vestuário que tiveram uma segunda vida através da reutilização e reciclagem. Além disso geram um duplo benefício: ambiental, pois reduz a geração de resíduos e contribui para o combate às mudanças climáticas. A reutilização de têxtil usado contribuiu para a redução das emissões de CO2: por cada kg de roupa recuperada (e não levados a um centro de tratamento de resíduos e incinerada) é evitada a emissão de 6,1 kg de CO2, de acordo comum estudo da Federação Humana People to People. As 2.700 toneladas recuperadas no ano passado em Portugal evitaram a emissão de 16.470 toneladas de CO2 à atmosfera, que equivalem à emissão anual de 6.186 carros que circulam15.000 km cada ou à absorção anual de dióxido de carbono de 122.910 árvores. O benefício social consiste na criação de empregos inclusivos, estáveis ​​e de qualidade: a Humana gera um emprego indefinido para cada 24.545 kg de têxteis recolhidos. Por outro lado, os recursos obtidos destinam-se a programas de cooperação para o desenvolvimento em Moçambique e na Guiné-Bissau como de apoio local em Portugal.

Desafios para 2022
Sónia Almeida assegura que “a recolha seletiva de têxteis usados passará a ser obrigatória em 2025 em toda a EU e a Humana pretende, ao lado dos municípios, juntas de freguesias e empresas, ampliar a sua rede de contentores, que atualmente é de 842, e aumentar a sua recolha, que hoje é insignificante frente ao que é descartado em Portugal”. A rede de estabelecimentos de moda em segunda mão da Humana em Portugal é composta por 15 lojas (10 em Lisboa e 5 no Porto) e outro grande desafio é incentivar o consumo de itens secondhand, que também é pequeno. De acordo com um estudo encomendado pela MyNametags apenas 8% dos portugueses compram frequentemente roupa em segunda mão.

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2022

Município da Maia inova com o sistema “Pay As You Throw”



O Município da Maia é o primeiro do país a indexar a tarifa do serviço de gestão de resíduos urbanos à sua produção. Assim, os munícipes passam a pagar o serviço em função do volume de resíduos indiferenciados produzidos, o que significa que, quanto mais reciclarem, menos pagam.

Desde maio de 2021, período em que o projeto “Recicle Mais, Pague Menos” da Maiambiente foi implementado, 11300 clientes receberam uma fatura virtual designada Ecocontribuição, através da qual puderam perceber a tarifa que pagariam, se calculada através do novo modelo, bem como a respetiva variação conforme o seu comportamento, face à separação de materiais para reciclagem. Agora, com o começo do novo ano, inicia uma nova fase da iniciativa pioneira, sendo emitida uma única fatura que integra as tarifas do serviço de abastecimento de água, de saneamento e de resíduos urbanos – a Pay As You Throw (PAYT).

No passado dia 17 de fevereiro, o Presidente da Câmara Municipal da Maia, António Silva Tiago, explicou em Conferência de Imprensa que “Em Portugal, salvo casos pontuais de reduzidíssima expressão, os sistemas tarifários dos serviços de resíduos urbanos desenvolveram-se, e continuam a desenvolver-se, com base numa tarifa variável indexada ao consumo de água, que a maioria das vezes não reflete a efetiva produção de resíduos de cada família. Esses sistemas tarifários em vigor vão contra os princípios da justiça e da equidade no pagamento dos serviços prestados ao cidadão. Este modelo não é justo para as famílias que adotam Boas Práticas Ambientais. Este modelo não premeia o cidadão que diariamente separa os seus resíduos e os encaminha para reciclagem, o cidadão que reutiliza as suas embalagens – o cidadão Ecoconsciente”.

Para Pedro Sousa, Presidente da Quercus – Núcleo Regional do Porto, “Além de mais justo e equitativo para o cidadão, este sistema reduz a produção de resíduos indiferenciados, evitando a sua deposição em aterro promovendo assim uma maior circularidade e a sustentabilidade ambiental”, sublinhou.

Saber mais:

The Disastrous 10 Worst Fabrics For The Environment


The fashion industry is one of the largest polluters globally. Most of the pollution it creates comes from fabric production. Many textiles used for clothing have a disastrous impact and are the worst for the environment.

The clothes we wear have a terrible impact on people, animals, and the planet. Most of them are full of toxic chemicals and consume crazy amounts of resources, land, water, and energy.

One of the best ways to reduce the environmental impact of fashion is to buy more eco-friendly fabrics. As consumers, we have the power to change what's happening in the fashion industry today.

The first step we can take toward a more sustainable future is getting informed on fabrics to avoid when shopping for new clothes. Consuming less and better helps tremendously to protect the Earth.

With a few great tips, you can build a more conscious wardrobe that does better for people and the planet. Shop more ethical brands that use sustainable materials.

If you want to do a bit of digging, you can easily find out about the awful consequences of fast fashion, the terrible fabrics they are using, and their disastrous impact on the environment.

The global textile and apparel industry is very harmful in many different ways. Unfortunately, there is a lot of conflicting information out there. Most fashion brands and retailers are hiding the truth from consumers.

Businesses don't want you to know how much pollution, waste, and carbon dioxide emissions they are responsible for. Even if the oil industry is the most polluting globally, petroleum-based textiles aren't the only culprit.

Not every natural fabric is good for the environment. There are many facts behind the clothes you wear that fashion brands don't want you to see.

To make it as easy as possible for you to make conscious decisions, I've compiled here the information you need to avoid wasteful fabrics, buy better clothing, and support sustainable fashion labels that are actively working to reduce their environmental impact.

I know this information may seem overwhelming and frustrating at first, especially if you are new to sustainable fashion. Take it one step at a time. You don't have to change completely tomorrow.

Ultimately, if you take the approach of shopping less and higher-quality, you are well on your way to have a positive impact on society and the environment.

To discover the more sustainable options for your wardrobe, here are the 10 worst fabrics for the environment.

1. Cotton

Cotton is probably the fabric you expect the least to see on this list. But it's one of the worst for the environment.

Conventional cotton is one of the worst natural fibers. It's extremely wasteful, polluting, and damaging to human health. It ruins biodiversity and soil fertility.

Today, cotton is mass-produced in subtropical countries around the world. And mass-production isn't sustainable. It's the second most used fiber for apparel and footwear after polyester.

30.3 million tons of cotton are produced each year globally, as estimated by the Food and Agriculture Organization of the United Nations (FAO).

China is the largest producer of cotton worldwide with 6.1 million tons of cotton produced in 2018, followed by India (4.69 million tons), and the United States (4 million tons).

Regular cotton farming pollutes the air, water sources, soils, endangering ecosystems, and human lives. It accounts for 16% of all insecticides, 7% of all herbicides, 4% of all nitrogen and phosphorous fertilizers worldwide.

Cotton also requires a lot of water to grow. It's one of the most water-intensive crops. It takes about 20,000 liters of water to produce one kilogram of cotton, equivalent to a single t-shirt and pair of jeans, as reported by the World Wildlife Fund (WWF).

The better alternative is to buy organic cotton. The Textile Exchange estimates that organic cotton farming can potentially save 218 billion liters of water and 92.5 million kg of carbon dioxide.

About 80% of all organic cotton is grown with water form rainfalls, which reduces pressure on local water sources. It's non-GMO and grown without man-made fertilizers, pesticides, and herbicides.

Here are some of the best places to buy amazing organic cotton clothes that will protect your skin, your well-being, and the health of your family:
  • Organic Basics sustainably and ethically produces underwear, activewear, and essentials in Europe with organic cotton.
  • Alternative Apparel creates fashion basics for a sustainable future. Men and women's apparel basics in soft eco-fabrics, organic, and Pima cotton.
  • Hanna Andersson, a selection of clothes, swimsuits, and pajamas for baby, toddler, boys, girls, and even adults designed to last.
  • PACT, a leading sustainable fashion brand using only organic fabrics and Fair Trade factories to design stylish essential clothing.
  • MATE makes clean essentials sustainably in Los Angeles with non-toxic, natural, and organic materials.

The Environmental Disaster that is Fuelled by Used Clothes and Fast Fashion


The dark side of the world’s fashion addiction. Many of our old clothes, donated to charities, end up in rotting textile mountains in West Africa. This is a story about how our waste is creating an environmental disaster.
Have you ever thought about what happens to your old clothes after you drop them off at the op shop? It might be time to start, because these goodwill gestures are helping to fuel an environmental catastrophe on the other side of the world.
When charities in Australia can’t sell donated clothing, tonnes of it ends up being exported to countries like Ghana, in West Africa. Ship after ship docks every week with bales from Europe, the US, China and Australia.
They call them ‘Dead White Man’s Clothes’. Once they arrive in Ghana, they’re taken to the bustling Kantamanto markets in the capital Accra and from here, they make their way to villages and towns across the country.
The industry provides jobs for thousands of people, like Asare Asamoah, a successful importer. He brings in clothes, mainly from the United Kingdom, and if they’re good quality, he can make a decent living.
But it’s risky business. He has to pay upfront for a bale and never knows whether it’s trash or treasure. With cheap, fast fashion flooding the world, the quality of the clothes arriving in Ghana is getting worse and worse.
‘Sometimes you’ve gone and bought something, then you don’t get what you want’, says Asamoah. ‘Then you lose your money.”

And there’s a dark side to this industry.
Correspondent Linton Besser travels to Ghana to uncover the dirty secret behind the world’s fashion addiction.
While 60 per cent of imported fashion items are reused and resold, 40 per cent are rubbish, creating an environmental catastrophe for this poor nation.
With the main dumpsite for textile waste now full, unregulated dumpsites ring the city. These fetid clothes mountains are often set on fire, filling the skies with acrid smoke.
‘It is totally a disservice to us in this part of the world because we have become sort of the dumping ground for the textile waste that is produced from Europe, from the Americas”, says Accra’s waste manager, Solomon Noi.
Emmanuel Ajaab imports used clothes from Australia but he despairs at the poor quality of the clothes that arrive. From a bale of about 200 garments, he finds only seven he can resell at a good price. “In Europe and UK and Australia, America, they think Africa here, sorry to say, we are not like a human being”, he tells Foreign Correspondent.
The dumped textiles also get swept up in the monsoonal rains and end up choking the city’s waterways and beaches, posing a danger to fishermen and aquatic life. Liz Ricketts, who runs an NGO campaigning for awareness of Ghana's textile waste crisis, lays the blame at the feet of international fashion houses.
“Waste is a part of the business model of fashion. A lot of brands overproduce by up to 40 per cent”, says Ricketts.
Noi begs the people who donate their clothes to think twice about where they end up.
“If they come here, like you've come, and you see the practicality for yourself, then they will know that, no, we better take care of these things within our country and not to ship that problem to cause problems to other people.”

5 fashion materials you didn't realise were bad for wildlife


The fashion industry has a dark side, a lot darker than many of us realise.
It is one of the worst polluters and wreaks havoc on our environment in countries across the world, affecting human health and wildlife with dire consequences. Many fibres that are sold in well-known shops on the high street cause harm to species - and we’re not talking about the direct impact of the fur trade. 

Can Fashion Be Sustainable?



Here’s five common fashion materials you might not have realised damage wildlife and ecosystems.

How a cheap cashmere jumper affects the Mongolian steppe

The grasslands of Mongolia and the herders and wildlife that live in them - species include the snow leopard, corsac fox and bobak marmot - are currently under serious threat. The steppes were already degraded due to climate change, resultant soil erosion and the drying up of lakes and rivers. Now overgrazing by a three-fold increase of animals since the 1990s is causing significant decline. Studies suggest that 80 percent of the 70 per cent degradation of the grasslands is due to overgrazing, according to this journal of Environmental challenges in Mongolia's dryland pastoral landscape. The major factor driving this activity? Global market demand for cheaper cashmere. Goats, whose soft, downy undercoat is used to make cashmere jumpers, are more destructive than other livestock, such as sheep, and Mongolia is the second-largest cashmere producer in the world.
How washing your fleece can stunt the growth of crabs

We know that the volume of plastic, from microbeads to plastic bottles, that enters oceans and waterways is already at catastrophic levels for the wildlife that live in them. But less known is that one of the routes is through our washing machines. When clothes made from synthetic fibres (polyester, nylon, acrylic) are washed in a machine, millions of tiny microfibres are released via water treatment plants into the sea, rivers and lakes. The fibres contain toxic chemicals, which are innate to the material or through soaking up detergent and other toxins, which adversely affect aquatic ecosystems, transferring pollutants to animal tissue. The study of plastic microfibre ingestion by deep-sea organisms show microfibre ingestion in a wide variety of species, including crabs, lobsters, fish, turtles, penguins, seals, manatees and sea otters. Microfibres have even been found in the food we eat. This situation is bad news for wildlife: the fibres can block the digestion tract and damage stomach lining leading to reduced feeding and starvation.

Viscose, Rayon and Deforestation

Dissolving pulp, or bleached wood pulp, is the base material for viscose and rayon, fibres which are used in many garments by the fashion industry. What you might not know is that the pulp is often taken from trees in endangered or ancient forests. This means that the clothes we buy and wear are contributing directly to deforestation and habitat destruction. Currently, more than 150 million trees are logged to be made into clothes. Despite a few big-name brands gathering viscose from sustainably certified forests, the number of trees logged for viscose is rising in forests in Indonesia, Canada and the Amazon.

Deforestation also has an impact on climate change, as carbon is stored in trees. These fashion habits are extremely damaging: forest habitats are home to biodiverse populations of thousands of species, with many already rare and endangered.

How much water?

Just because cotton isn’t a man-made fibre, doesn’t mean it’s sustainable. In fact, cotton has become one of the most unsustainable crops on the planet. For a start, it uses so much water to produce which contributes to the freshwater shortage across the globe. It can take 2,700 litres of water to make just one cotton t-shirt. In Kazakhstan, this has led to the destruction of the Aral Sea and its inhabitant species. Additionally, manufacturing cotton requires high levels of pesticides and other hazardous chemicals, which leach into waterways and soil. Cotton production is responsible for 22.5 percent of insecticide use globally. In light of recent predictions about insect decline, this makes a more sustainable process even more urgent.

Fast Fashion

In recent years, retailers have increased the number of fashion collections they release each season. Some high-street shops rotate new garments multiple times a week. It is part of the cheap, throwaway culture known as ‘fast fashion’. Every year, 100 billion new garments made from new fibres are produced many of which soon end up in landfill. This results in an enormous carbon footprint. Polyester and nylon, for example, are made using fossil fuels. Cotton production, too, requires a significant amount of carbon dioxide. Fast fashion also leads to pollution with a dangerously high level of chemicals leaching into our environment. A dress might cost a few pounds for the consumer, but there is a hidden cost to the wider environment, both for the low-paid workers in poor conditions, and for ecosystems and other species.

So, what can you do?

There are a few materials available which are better for nature such as sustainable viscose a material made from trees, and sustainable wool. But to really have an impact, we can simply buy less and love what we buy.
  • Swap clothes with friends and family when you no longer want them
  • Repair worn out clothing and shoes rather than throwing them away
  • Search for sustainable brands and look into the journey products have been on
  • Buy quality items that will last longer
Fonte: aqui