terça-feira, 2 de dezembro de 2025
Satélites revelam que o sul da Europa está a ficar sem água. E nós somos o sul
quinta-feira, 20 de novembro de 2025
Como é que os fatores ambientais contribuem para as doenças cardiovasculares na Europa?
sábado, 11 de outubro de 2025
Data de origem dos parques nacionais mais antigos da Europa

quinta-feira, 25 de julho de 2024
James Webb deteta ‘super Júpiter’ que demora mais de um século a dar a volta à sua estrela
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| O aglomerado de galáxias SMACS 0723 em primeiro plano |
segunda-feira, 22 de abril de 2024
Dia Mundial da Terra: Quais são as soluções aos problemas ecológicos globais que enfrentamos?
quarta-feira, 6 de março de 2024
Reflorestação marinha em 10 zonas costeiras
sexta-feira, 7 de julho de 2023
O Planeta continua a aquecer!
Num caminho cujo final se desconhece, mas se antevê seja um precipício, o Planeta continua a aquecer!
Dia 4 de Julho foi o dia mais quente do mundo já registado, ultrapassando o recorde de 17,01°C da véspera, dia 3, atingindo a temperatura média global 17,18°C; os especialistas preveem que este recorde seja ultrapassado em breve.
Os recordes mundiais de temperatura foram quebrados pelo segundo dia consecutivo, e os especialistas emitiram um alerta de que os dias mais quentes deste ano ainda estão por vir – e com eles os dias mais quentes já registados. (Fonte: Centro Nacional de Previsão Ambiental dos EUA).
Em 2020, a temperatura média global ficou cerca de 1,2°C acima do nível pré-industrial. Para este ano, com a formação do fenómeno El Niño agravado pelas mudanças climáticas, já ultrapassamos os recordes da temperatura média global do ar na Terra duas vezes. A previsão é que o mês de Julho seja o mais quente de todos os tempos. Nos próximos meses, o mundo pode ultrapassar o marco de aquecimento de 1,5°C com ondas de calor intenso (Fonte: BBC).
O relatório do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas, IPCC deixa claro: se ultrapassarmos 1,5°C de aquecimento as consequências serão irreversíveis e estamos perigosamente à beira do precipício. O mundo enfrentará uma crise humanitária sem precedentes. (Fonte: ONU - Relatório do Estado do Clima Global da Organização Meteorológica Mundial (OMM)
Por isso, e não só, defender o ambiente é defender a vida de cada um de nós: a Agência Europeia do Ambiente (AEA) estima que 18% das mortes por doenças cardíacas na Europa são causadas por problemas ambientais, nomeadamente a poluição e as temperaturas extremas Este número está subestimado, pois há muitos parâmetros ambientais que não foram considerados no estudo. (Fonte: Lusa, 23/06/2023).
Por que é que a Terra está a aquecer tanto nos últimos 100 anos?
Durante milhares de anos, a natureza regulou a concentração de gases na atmosfera que retêm o calor emitido pela Terra e agem como uma estufa para permitir a vida no planeta. Isso começou a mudar depois da Revolução Industrial quando indústrias passaram a queimar combustíveis fósseis como fonte de energia e promover o consumo e descarte em massa, causando um aumento exponencial das emissões não naturais de gases do efeito estufa. Neste curto período de 150 anos, o planeta ficou coberto por uma capa densa de gases que aprisiona o calor do Sol.
Uma pesquisa publicada pela Science reconstruiu a temperatura do planeta nos últimos 11 mil anos e chegou a mesma conclusão que relatórios já vinha alertando: no século XX a Terra aqueceu mais do que em qualquer outro momento desde o fim da última era glacial.
Quem são os principais poluidores?
Dados mostram que 100 empresas de combustíveis fósseis são responsáveis por 70% das emissões de gases efeito estufa históricas de todo o planeta e as 20 maiores Petrolíferas e Companhias de Gás são responsáveis por um terço de toda essa emissão sozinhas . A americana Chevron sozinha tem emissões projetadas equivalentes às emissões anuais de 364 centrais a carvão, e mais do que as emissões de 10 países europeus combinadas por um período semelhante de três anos.
Apesar de todos conhecerem esses dados, a indústria do petróleo investe milhões de dólares para persuadir tomadores de decisão, acionistas e o público que leva a sério a ação climática (Influence Map- 2022).
O caminho é a redução do consumo, o aumento da eficiência energética, a pesquisa de novas fontes de energia menos poluentes, a par com a renaturalização de amplas áreas do planeta.[IPCC AR6 Synthesis Report: Summary for Policymakers 2023]
P.S. O IPCC conta com a revisão de 270 autores-pesquiadores de 67 países e mais outros 675 colaboradores ao redor do mundo debruçados sobre mais de 34 mil artigos e 62 mil comentários de países para organizar a análise científica.
quinta-feira, 15 de junho de 2023
Votação no Parlamento Europeu de lei sobre restauro da natureza adiada para 27 de junho
quarta-feira, 14 de junho de 2023
Perdas económicas ligadas à seca podem atingir 45 mil milhões de euros ano
quarta-feira, 17 de maio de 2023
Limpar, dessalinizar, reciclar: há mais água a chegar aos europeus
quarta-feira, 19 de abril de 2023
ZERO alerta para 6 pontos negativos na exploração de lítio no Barroso
- A incomodidade e impactes sobre a vida das pessoas continua a ser uma preocupação. Uma exploração mineira desta natureza, a menos de 1.000 metros do aglomerado populacional, levanta muitas dúvidas relativamente ao nível de incomodidade. O cumprimento da legislação e a amenização dos problemas com a redução da laboração da mina com um limite máximo em algumas das cortas para as 23 horas, garantindo horas de descanso é positivo, mas não é suficiente, porque cumprimento da legislação não significa ausência de incomodidade. A lavaria continuará a laborar 24 horas por dia. O estudo refere que “importa assinalar que a extensão no tempo destes efeitos de perturbação e a sua continuidade diária podem contribuir para um agravamento da qualidade de vida e saúde da população”.
- O impacto na paisagem é muito significativo. No estudo é referido que as áreas a intervencionar no âmbito do projeto são muito reduzidas no contexto da região do Barroso, nomeadamente na área classificada de Património Agrícola Mundial pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO), dado que as intervenções da fase de construção são maioritariamente temporárias e reversíveis, sendo as suas áreas de implementação recuperadas e os seus usos repostos. Para além do impacte visual durante um período que pode chegar a perto de 17 anos, resta saber qual o impacto que este projeto terá na imagem da região.
- O passivo ambiental, resultante da localização dos rejeitados da lavaria, levanta muitas dúvidas. É positiva a alteração ao nível da sequência de exploração de forma a que as escombreiras sejam depositadas nas primeiras cortas a serem exploradas, permitindo abandonar a ideia iniciar de criar duas lagoas e alegadamente possibilitar a reabilitação da maioria das linhas de água. Contudo, permanece a preocupação com a instalação de rejeitados da lavandaria, cuja estrutura com 13,9 Mt numa extensão de 28,4 ha, atingirá uma altura de 85 metros. Embora estejamos na presença de resíduos da lavaria, que serão alvo de desidratação antes da sua deposição em local impermeabilizado e com canais de drenagem, em caso de acidente devido a anomalia ou qualquer outro fenómeno estocástico, devido à orografia do local e à proximidade de linhas de água, poderão existir consequências imprevisíveis sobre o comportamento destes sedimentos de granulometria fina. Esta é uma situação que, em termos de localização, continua a suscitar-nos imensas dúvidas quando ao cumprimento das melhores práticas na exploração mineira.
- A preocupação com a disponibilidade hídrica nesta nova versão do projeto mantém-se. Abandona-se a extração direta do rio Covas, mas constroem-se várias barragens, embora sejam apelidadas de reservatórios de água, para garantir o abastecimento e necessidades da exploração mineira. Fica a ideia de que o consumo anual de água na ordem dos 330 000 m3 poderá exigir que, no período de estio, obrigue à diminuição da laboração da lavaria para garantir o caudal ecológico na linha de água principal, o rio Covas. Num cenário de alterações climáticas, em que os fenómenos de seca são cada vez mais comuns e prolongados no tempo, aliados a eventuais problemas na disponibilidade de água subterrânea na aldeia de Covas do Barroso (decorrente da exploração nas cortas mais próximas da aldeia), levanta-se a grande preocupação quanto ao impacte deste projeto nos recursos hídricos desta área.
- A compensação na componente ecológica centra-se muito em estudos académicos. É apresentada a concretização de um conjunto de planos de monitorização nos primeiros 5 anos, nomeadamente o Plano de monitorização para a truta, o Plano de monitorização do lobo e o Plano de monitorização da flora – este último numa Estratégia Ambiental de Offsetting, baseada nos princípios de compensação da biodiversidade com o objetivo de desenvolver um ganho. Fica a questão sobre qual o real impacto destes planos de monitorização. A compensação ambiental faz-se com investimento efetivo no terreno na conservação de valores naturais, muito para lá de meros investimentos em estudos académicos.
- O Plano de Partilha de Benefícios e um Plano de Boa Vizinhança é algo imposto e não negociado com os interessados. É positiva a intenção de partilha de benefícios, contudo e tratando-se de um plano que já está pré-formatado, com um conjunto de iniciativas a implementar, dificilmente se consegue perceber qual o alcance do plano e o que de positivo ficará e perdurará após o encerramento da MdB. Nunca existiu um processo participativo na construção de uma verdadeira estratégia de desenvolvimento local que poderia ser alavancado por parte dos elevados lucros expectáveis gerados pela exploração da MdB e que resulte numa mais valia a longo prazo.
sexta-feira, 17 de março de 2023
Os países ricos exportam o dobro de resíduos plásticos para o mundo em desenvolvimento do que se pensava anteriormente
quarta-feira, 26 de outubro de 2022
Putin genocída
Factos:
- Rússia: direito de veto no Conselho de Segurança da ONU; membro da OPEC/OPEP, Grupo 8 e do Grupo 20.
- Ucrânia: Zero.
- A charada do acordo de Minsk

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