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quinta-feira, 14 de maio de 2026

Poluição atmosférica responsável por 79 mil mortes anuais na Europa, revela estudo


Um trabalho relaciona a exposição a curto prazo a uma série de poluentes atmosféricos com aproximadamente 146.500 mortes prematuras por ano na Europa, sendo as partículas finas as mais nocivas, responsáveis por 79.000 mortes.

Publicada na revista 'Nature Health', a investigação do Instituto de Saúde Global de Barcelona (ISGlobal) e do Centro de Supercomputação de Barcelona (BSC) fornece a primeira estimativa à escala europeia da mortalidade a curto prazo atribuível aos efeitos combinados de múltiplos poluentes em 31 países, representando mais de 530 milhões de pessoas.

Embora o maior impacto na saúde seja causado pela exposição a longo prazo, a poluição atmosférica a curto prazo pode também desencadear respostas fisiológicas agudas, como inflamação sistémica, desequilíbrio e aumento da coagulação sanguínea, que elevam o risco de mortalidade, noticiou na quarta-feira a agência Efe.

O estudo analisou quase 89 milhões de mortes registadas entre 2003 e 2019 em 653 regiões europeias, combinando dados de estações de monitorização, satélites, uso do solo e variáveis meteorológicas, ajustados para os níveis regionais.

Ao contrário da maioria das investigações anteriores, que se centravam apenas nas cidades ou analisavam um único poluente, este estudo considera quatro poluentes em conjunto: material particulado fino, dióxido de azoto, ozono e material particulado de tamanho intermédio.

"Isto permite uma análise mais precisa de como a exposição a curto prazo afeta as pessoas de forma diferente, dependendo da idade, sexo e causa da morte", explicou Zhao-Yue Chen, investigador do ISGlobal e primeiro autor do estudo.

Analisadas individualmente, as partículas finas causam anualmente aproximadamente 79.000 mortes, seguidas pelo dióxido de azoto com 69.000, do ozono com 31.000 e partículas de tamanho intermédio com 29.000, embora estes números não sejam cumulativos, uma vez que os poluentes tendem a ocorrer em simultâneo e os seus efeitos sobrepõem-se.

As partículas finas são as mais nocivas porque, devido ao seu tamanho, penetram profundamente nos pulmões e podem entrar na corrente sanguínea, desencadeando inflamação.

As partículas maiores afetam principalmente o trato respiratório superior, enquanto o dióxido de azoto e o ozono irritam os pulmões e aumentam a vulnerabilidade a doenças respiratórias.

A poluição do ar não afeta todos da mesma forma: os homens jovens apresentaram maior vulnerabilidade do que as mulheres da mesma faixa etária, de acordo com o estudo, devido à maior exposição ocupacional, ao tráfego e ao tabagismo, bem como ao início mais precoce de doenças crónicas.

No entanto, o padrão altera-se com a idade, uma vez que a partir dos 85 anos, o maior risco é observado nas mulheres, que também apresentam riscos cardiovasculares mais elevados devido à exposição a partículas do que os homens.

“Os nossos resultados apoiam a utilização de modelos epidemiológicos ajustados por sexo, idade e comorbilidades para criar sistemas de alerta precoce especificamente direcionados para grupos vulneráveis”, concluiu Joan Ballester, investigador do ISGlobal e coordenador do estudo.

sábado, 18 de maio de 2024

Como surge a chuva ácida?


A chuva ácida  é consequência da poluição atmosférica. A queima de combustíveis fósseis –principalmente por motores movidos a diesel e centrais térmicas– liberta muito dióxido de azoto, NO2, para a atmosfera. Algumas atividades industriais – principalmente produção de aço, de alumínio, baterias, borracha e fertilizantes– libertam uma quantidade absurda de dióxido de enxofre, SO2, para a atmosfera.

Já em forma de gases, esses elementos formam moléculas polares com alta solubilidade em água. Assim, reagem rapidamente com a água em vapor na atmosfera e formam dois ácidos corrosivos e tóxicos: o ácido sulfúrico, H2SO4, e o ácido nítrico, HNO3.
SO3 + H2O → H2SO4
NO2 + H2O → HNO3

Essas substâncias voltam para a terra em forma de chuva ácida com desastrosas consequências ambientais:
– alteram o PH do solo, geralmente abaixo do valor 5,6 e essa acidificação mata a microbiota;
– alteram o PH de córregos, rios, lagos e mananciais, acidificando a água, desequilibrando o ambiente e causando a morte de peixes e outros seres aquáticos;
– causam patologias em vegetais e animais;
– destroem extensas áreas florestais e lavouras;
– danos à saúde humano, com agravamento de problemas respiratórios e oculares;
– corroem metais, pedras, rochas calcárias, madeira (ação desidratante);
– desgastam construções.

A chuva ácida é um dentro de tantos outros problemas causados pela emissão excessiva e descontrolada de gases do efeito estufa, como o aquecimento global, as secas prolongadas, as enchentes violentas cada vez mais frequentes e tantos eventos climáticos extremos.

Saiba mais:
Chuva ácida - Prepara ENEM
Aulão ENEM 2020 - Professor Paulo Jubilut

sábado, 8 de outubro de 2022

Rainwater Unsafe to Drink Amid ‘Forever Chemicals’: Study



Aug. 15, 2022 – It’s unsafe to drink rainwater due to the ongoing presence of “forever chemicals,” according to a new study published in the journal Environmental Science & Technology.

Researchers found major environmental contamination of per- and polyfluoroalkyl substances, or PFAS, which are human-made chemicals used in numerous products, such as food packaging and waterproof clothing. The chemicals can spread in the atmosphere and are now found across the globe, including in rainwater, snow, soil, and even human blood.

PFAS are called “forever chemicals” because they can last for thousands of years. Various health conditions have been linked to PFAS contamination, including cancer, infertility, pregnancy complications, learning and behavior problems in children, immune system issues, and higher cholesterol, the researchers wrote.

During the last 20 years, countries have decreased their recommended limits for PFAS in drinking water, surface water, and soil due to new insights about their toxic nature, the researchers wrote. As a result, the levels in the environment are now higher than the recommended guidelines.

“Based on the latest U.S. guidelines for [perfluorooctanoic acid] in drinking water, rainwater everywhere would be judged unsafe to drink,” Ian Cousins, PhD, the lead study author and a professor of environmental science at Stockholm University, said in a statement.

“Although in the industrial world we don’t often drink rainwater, many people around the world expect it to be safe to drink, and it supplies many of our drinking water sources,” he said.

Cousins and colleagues have done lab and field work on the presence and spread of PFAS in the atmosphere for the past decade. In this study, they compared global guidelines with the levels of four types of perfluoroalkyl acids – perfluorooctanesulfonic acid (PFOS), perfluorooctanoic acid (PFOA), perfluorohexanesulfonic acid (PFHxS), and perfluorononanoic acid (PFNA) – in various sources, including rainwater, surface water, and soil.

They concluded that the levels of PFOA and PFOS in rainwater often “greatly exceed” U.S. guidelines for drinking water, as well as guidelines across Europe. Atmospheric spread has led to soil being “ubiquitously contaminated” across the globe and the safe “planetary boundary for chemical pollution being exceeded,” they concluded.

In the U.S., for instance, the recommendations for PFOA levels have dropped from 70 parts per trillion to .004 parts per trillion, which is a factor of 37.5 million. At the same time, the researchers found PFOA levels in drinking water exceed these guidelines in every part of the world, even in some of the most remote areas such as Antarctica and the Tibetan plateau.

U.S. manufacturers have largely phased out PFOA and PFOS during the last 2 decades, although some products still use them, according to USA Today. The main issue is that the chemicals already in the environment haven’t declined notably in recent years and will continue to persist, the researchers wrote.

The research team stressed the importance of quickly taking action to prevent further damage and contamination, which would require a “large investment in advanced cleanup technology” and “rapidly restricting uses of PFAS wherever possible.” But PFAS are now part of a natural cycling process, often spreading from seawater to marine air by sea spray aerosols, they wrote.

“The extreme persistence and continual global cycling of certain PFAS will lead to the continued exceedance of the above-mentioned guidelines,” Martin Scheringer, DSc, one of the study authors and a professor based in Switzerland and Masaryk University in the Czech Republic, said in the statement.

“So now, due to the global spread of PFAS, environmental media everywhere will exceed environmental quality guidelines designed to protect human health, and we can do very little to reduce the PFAS contamination,” he said. “In other words, it makes sense to define a planetary boundary specifically for PFAS, and as we conclude in the paper, this boundary has now been exceeded.

sexta-feira, 9 de setembro de 2022

Raínha Isabel II e COP26


Português
Enquanto considero a notícia, uma lembrança do discurso da rainha na COP26 me veio à mente.

Quanto mais leio, mais acho apropriado para este momento. Segue um extrato:
"O mundo tem a chance de se unir ao objetivo comum de criar um futuro mais seguro e estável para nosso povo e para o planeta do qual dependemos.
Nenhum de nós subestima os desafios à frente: mas a história mostrou que quando as nações se unem numa causa comum, sempre há espaço para esperança. Trabalhando lado a lado, temos a capacidade de resolver os problemas mais intransponíveis e triunfar sobre as maiores adversidades.
Algumas vezes foi observado que o que os líderes fazem por seu povo hoje é governo e política. Mas o que eles fazem para as pessoas de amanhã - isso é estadista.
Os benefícios de tais ações não estarão disponíveis para todos nós aqui hoje: nenhum de nós viverá para sempre. Mas estamos fazendo isso não por nós mesmos, mas por nossos filhos e os filhos de nossos filhos".
Descanse em paz.

English
As I consider the news, a recollection of the Queen's speech from COP26 came to mind.

The more I read it, the more I think it's appropriate for this moment. Here's an extract:
"The world has the chance to join in the shared objective of creating a safer, stabler future for our people and for the planet on which we depend.
None of us underestimates the challenges ahead: but history has shown that when nations come together in a common cause, there is always room for hope. Working side by side, we have the ability to solve the most insurmountable problems and to triumph over the greatest of adversities.
It has sometimes been observed that what leaders do for their people today is government and politics. But what they do for the people of tomorrow - that is statesmanship.
The benefits of such actions will not be there to enjoy for all of us here today: none of us will live forever. But we are doing this not for ourselves but for our children and our children's children."
Rest In Peace.

Saber mais:

domingo, 27 de fevereiro de 2022

Europa- Melhoria da qualidade do ar na pandemia pode ter poupado centenas de vidas


Na primeira vaga da pandemia de covid-19, milhões de pessoas foram impedidas de sair à rua numa tentativa de conter a propagação do vírus. Passaram a circular menos carros e camiões nas estradas e, em consequência, a poluição diminuiu. Um estudo britânico sugere agora que, só na Europa, mais de 800 vidas podem ter sido salvas graças à melhoria na qualidade do ar durante a primeira fase de confinamentos.

Em análise estiveram 47 cidades. Destas, Paris, Londres, Barcelona e Milão estavam entre as seis com o maior número de mortes evitadas.

Segundo o estudo da Escola de Higiene e Medicina Tropical de Londres (LSHTM), o cancelamento de eventos e o encerramento de espaços laborais e escolas na generalidade das cidades europeias reduziu a poluição atmosférica, pois originou menos trânsito e menos circulação de pessoas.

As cidades espanholas, francesas e italianas foram as que experienciaram uma maior redução nos níveis de dióxido de azoto (NO2) durante a primeira fase de confinamentos, registando quedas de 50 a 60 por cento.

O estudo britânico refere que, enquanto o NO2 diminuiu acentuadamente, outros elementos poluentes e inaláveis, como as partículas pequenas PM2.5 e PM10, viram reduções mais pequenas. Estas partículas são produzidas por elementos naturais, como incêndios florestais que, durante a pandemia, continuaram a ocorrer.

“Os confinamentos durante a primeira vaga da pandemia de covid-19 tiverem enormes custos sociais e sanitários. No entanto, ofereceram condições únicas para investigar os efeitos de possíveis políticas mais rígidas para reduzir os níveis de poluição em áreas urbanas”, explicou ao Guardian Antonio Gasparrini, um dos autores do estudo.

Segundo o especialista, “esta ‘experiência natural’ deu-nos um vislumbre de como a qualidade do ar pode ser melhorada através de medidas drásticas de saúde pública que seriam difíceis de implementar em tempos normais”.

“Esta informação pode ser importante para conseguirmos criar políticas eficazes no combate à poluição nas nossas cidades”, acrescentou.

Para alcançar estes resultados, o estudo publicado na revista Nature’s Scientific Reports comparou as políticas governamentais de combate à pandemia nas 47 cidades europeias em análise, passando, depois, a comparar os níveis de poluição e o número de mortes nestes locais em relação ao período pré-pandemia.

sábado, 16 de outubro de 2021

O CineEco e a crise socio-ecológica

Chapim-real / Great Tit (Parus major) macho / male

A primeira sessão do CineEco ocorreu em Seia em 1995, três anos depois de Severn Cullis-Suzuki em 1992 ter discursado na cimeira Rio-92, a conferência da ONU sobre o desenvolvimento sustentável, apelando, em nome das gerações vindouras e de todos os animais e seres que povoam o planeta Terra, à mudança de paradigma e reclamando um direito fundamental para essas gerações: a vida. Mais de 3 décadas passaram e é inevitável que nos questionemos sobre o que aconteceu neste tempo, o que (não) mudou e porquê, e o que podemos fazer? O discurso está alinhado com o conhecimento que se tem da gravidade da situação, mas as ações não: nem as dos estados, nem as das suas instituições, nem das empresas ou dos indivíduos. Aparentemente não é suficiente saber e conhecer, é preciso mais do que isso para mudar o curso da ação para que sejam possíveis mudanças transformadoras. Articular diferentes perspetivas e diferentes saberes, envolver diferentes atores em ações concertadas. Hoje, quero sublinhar o papel das Artes, nomeadamente do cinema, no combate à crise socioecológica cujo expoente máximo são as Alterações Climáticas e a perda de biodiversidade, dando voz às preocupações sociais, culturais e ambientais locais. O CineEco constitui-se como um desafio à transformação dos modos de vida e das formas de organização social em torno dos problemas socioecológicos globais, e constitui-se como uma estratégia para dar visibilidade à interioridade, dar voz aos territórios do interior despovoados e abandonados.
O CineEco traduz um movimento socio-cultural-ecológico único no país, atraindo anualmente filmes-documentários que refletem múltiplas culturas, que veiculam múltiplas narrativas e soluções para a construção de futuros socioecológicos mais sustentáveis, mais justos e menos desiguais. O cinema tem a potencialidade de convocar múltiplos agentes individuais e coletivos, múltiplos setores e múltiplas disciplinas, múltiplos saberes para o diálogo e a articulação de posições. A mudança social passa necessariamente por esta capacidade de articulações múltiplas e simultâneas, ao proporcionar uma análise reflexiva sobre os limites dos modelos de organização social vigentes e sobre as suas alternativas. O cinema tem essa possibilidade de apresentar a vida e a morte vistas de outras formas, implicando-nos nas narrativas pelas emoções, pelas poéticas da vida, pela imagem, o imaginário, a criatividade, e, como diria o Prof. Agostinho da Silva, abrindo-nos à possibilidade da utopia, de fazer o que ainda não foi feito.
A ficção cinematográfica ambiental, que é cada vez mais realista e nem tem de criar cenários improváveis para nos desafiar a pensar para além das fronteiras do possível, a meu ver é um instrumento privilegiado de mediação e de conexão emocional através do qual é possível conectar diferentes visões, diferentes saberes e diferentes poderes num diálogo maior em torno da multiplicidade e complexidade de formas que assume a relação da humanidade com a natureza.
Os 26 anos de CineEco permitiram a aproximação dos Senenses de todas as idades, em particular das escolas que estão envolvidas, às múltiplas questões ecológicas centrais para a região e para o mundo, através da democratização do conhecimento científico, da articulação de saberes, traduzido na tela pelas emoções que desencadeiam. Esta é a via de aprofundar diálogos e articular poderes e saberes na transformação da organização social insustentável que vivemos abrindo assim a possibilidade de construir futuros socio-ecológicos mais sustentáveis e de vidas melhores.

terça-feira, 3 de agosto de 2021

Scientists understood physics of climate change in the 1800s – thanks to a woman named Eunice Foote



Long before the current political divide over climate change, and even before the U.S. Civil War (1861-1865), an American scientist named Eunice Foote documented the underlying cause of today’s climate change crisis.

The year was 1856. Foote’s brief scientific paper was the first to describe the extraordinary power of carbon dioxide gas to absorb heat – the driving force of global warming.

Carbon dioxide is an odorless, tasteless, transparent gas that forms when people burn fuels, including coal, oil, gasoline and wood.

As Earth’s surface heats, one might think that the heat would just radiate back into space. But, it’s not that simple. The atmosphere stays hotter than expected mainly due to greenhouse gases such as carbon dioxide, methane and atmospheric water vapor, which all absorb outgoing heat. They’re called “greenhouse gases” because, not unlike the glass of a greenhouse, they trap heat in Earth’s atmosphere and radiate it back to the planet’s surface. The idea that the atmosphere trapped heat was known, but not the cause.

Foote conducted a simple experiment. She put a thermometer in each of two glass cylinders, pumped carbon dioxide gas into one and air into the other and set the cylinders in the Sun. The cylinder containing carbon dioxide got much hotter than the one with air, and Foote realized that carbon dioxide would strongly absorb heat in the atmosphere. 
Eunice Foote’s paper in the American Journal of Science and Arts. Royal Society

Foote’s discovery of the high heat absorption of carbon dioxide gas led her to conclude that “… if the air had mixed with it a higher proportion of carbon dioxide than at present, an increased temperature” would result.

A few years later, in 1861, the well-known Irish scientist John Tyndall also measured the heat absorption of carbon dioxide and was so surprised that something “so transparent to light” could so strongly absorb heat that he “made several hundred experiments with this single substance.”

Tyndall also recognized the possible effects on the climate, saying “every variation” of water vapor or carbon dioxide “must produce a change of climate.” He also noted the contribution other hydrocarbon gases, such as methane, could make to climate change, writing that “an almost inappreciable addition” of gases like methane would have “great effects on climate.”
Humans were already increasing carbon dioxide in the 1800s

By the 1800s, human activities were already dramatically increasing the carbon dioxide in the atmosphere. Burning more and more fossil fuels – coal and eventually oil and gas – added an ever-increasing amount of carbon dioxide into the air.

The first quantitative estimate of carbon dioxide-induced climate change was made by Svante Arrhenius, a Swedish scientist and Nobel laureate. In 1896, he calculated that “the temperature in the Arctic regions would rise 8 or 9 degrees Celsius if carbon dioxide increased to 2.5 or 3 times” its level at that time. Arrhenius’ estimate was likely conservative: Since 1900 atmospheric carbon dioxide has risen from about 300 parts per million to around 417 ppm as a result of human activities, and the Arctic has already warmed by about 3.8 C (6.8 F).

Nils Ekholm, a Swedish meteorologist, agreed, writing in 1901 that “The present burning of pit-coal is so great that if it continues … it must undoubtedly cause a very obvious rise in the mean temperature of the earth.” Ekholm also noted that carbon dioxide acted in a layer high in the atmosphere, above water vapor layers, where small amounts of carbon dioxide mattered.

All of this was understood well over a century ago.
The Keeling curve tracks the changing carbon dioxide concentration in the atmosphere. Observations from Hawaii starting in 1958 show the rise and fall of the seasons as concentrations climb. Scripps Institution of Oceanography

Initially, scientists thought a possible small rise in the Earth’s temperature could be a benefit, but these scientists could not envision the coming huge increases in fossil fuel use. In 1937, English engineer Guy Callendar documented how rising temperatures correlated with rising carbon dioxide levels. “By fuel combustion, man has added about 150,000 million tons of carbon dioxide to the air during the past half century,” he wrote, and “world temperatures have actually increased ….”
A warning to the president in 1965, and then …

In 1965, scientists warned U.S. President Lyndon Johnson about the growing climate risk, concluding: “Man is unwittingly conducting a vast geophysical experiment. Within a few generations he is burning the fossil fuels that slowly accumulated in the earth over the past 500 million years.” The scientists issued clear warnings of high temperatures, melting ice caps, rising sea levels and acidification of ocean waters.

In the half-century that has followed that warning, more of the ice has melted, sea level has risen further and acidification due to ever increasing absorption of carbon dioxide forming carbonic acid has become a critical problem for ocean-dwelling organisms.

Scientific research has vastly strengthened the conclusion that human-generated emissions from the burning of fossil fuels are causing dangerous warming of the climate and a host of harmful effects. Politicians, however, have been slow to respond. Some follow an approach that has been used by some fossil fuel companies of denying and casting doubt on the truth, while others want to “wait and see,” despite the overwhelming evidence that harm and costs will continue to rise.

In fact, reality is now fast overtaking scientific models. The megadrought and heat waves in the western U.S., record high temperatures and zombie fires in Siberia, massive wildfires in Australia and the U.S. West, relentless, intense Gulf Coast and European rains and more powerful hurricanes are all harbingers of increasing climate disruption.

The world has known about the warming risk posed by excessive levels of carbon dioxide for decades, even before the invention of cars or coal-fired power stations. A rare female scientist in her time, Eunice Foote, explicitly warned about the basic science 165 years ago. Why haven’t we listened more closely?


Neil Anderson, a retired chemical engineer and chemistry teacher, contributed to this article.

quarta-feira, 14 de julho de 2021

Floresta amazónica está a tornar-se uma fonte de CO2, diz estudo

As alterações climáticas e a desflorestação estão a fazer com que a Amazónia emita CO2, em vez de absorver, uma grande transformação para este ecossistema crucial na limitação do aquecimento global, segundo um estudo hoje divulgado.




Com base em centenas de amostras de ar recolhidas em várias altitudes na última década, o estudo publicado na revista Nature mostra que, em particular, a parte sudeste da Amazónia se transformou numa fonte de emissão de CO2, o gás responsável pelo efeito estufa.

Nos últimos 50 anos, as plantas e os solos absorveram mais de um quarto das emissões de CO2, mesmo quando essas emissões aumentaram 50%.

Portanto, se a Amazónia – que abriga metade das florestas tropicais particularmente eficientes na absorção desse carbono e que armazena 450 mil milhões de toneladas de CO2 em suas árvores e solos – se tornar uma fonte constante de CO2, resolver o problema do aquecimento global se tornará ainda mais difícil.

De acordo com o estudo, vários fatores são responsáveis por essa mudança na área da maior floresta tropical do planeta.

“O desfloretamento e a degradação florestal reduzem a capacidade da Amazónia de atuar como sumidouro de carbono”, escrevem os autores.

Entre as causas dessa degradação, elencaram que as florestas foram queimadas para dar lugar à pecuária e à agricultura.

A mudança climática também é um fator-chave já que as temperaturas durante a estação seca aumentaram quase 3°C em face à era pré-industrial, quase três vezes a média global.

A combinação de todos esses fatores “questiona a capacidade das florestas tropicais de sequestrar grandes volumes de CO2 derivados de combustíveis fósseis no futuro”, observou Scott Denning, da Universidade do Colorado, num comentário também publicado na Nature.

Esta questão preocupa os cientistas há muito tempo, mas os dados de satélite ainda não forneceram uma resposta completa, especialmente devido às nuvens que cobrem a região.

Para contornar o problema, uma equipa de pesquisa brasileira recolheu 600 amostras de CO2 e monóxido de carbono entre 2010 e 2018 em altitudes de até 4,5 quilómetros acima do solo.

De acordo com suas descobertas, o noroeste da Amazónia está em equilíbrio, absorvendo tanto CO2 quanto emite para a atmosfera. Mas o leste, especialmente na estação seca, torna-se uma fonte líquida.

Com o derretimento das calotas polares, o degelo do pergelissolo (tipo de solo encontrado no Ártico) ou o desaparecimento dos recifes de coral, o declínio da floresta amazónica é um dos “pontos de inflexão” identificados pelos cientistas como elementos-chave cuja modificação substancial pode levar a uma mudança dramática e irremediável no clima.

A Amazónia é a maior floresta tropical do mundo e possui a maior biodiversidade registada numa área do planeta, com cerca de 5,5 milhões de quilómetros quadrados e inclui territórios do Brasil, Peru, Colômbia, Venezuela, Equador, Bolívia, Guiana, Suriname e Guiana Francesa (pertencente à França).

No The Guardian 
Amazon rainforest now emitting more CO2 than it absorbs

domingo, 2 de abril de 2017

Música do BioTerra: The Sisters of Mercy - Black Planet (Stop The War Remix)


So still so dark all over Europe
And I ride down the highway 101
By the side of the ocean headed for sunset
For the kingdom come
for the

Black
Black planet
Black
Black world

Run around in the radiation
Run around in the acid rain
On a
Black
Black planet
Black planet hanging over the highway
Out of my mind's eye
Out of the memory
Black world out of my mind

Still so dark all over Europe
And the rainbow rises here
In the western sky
The kill to show for
At the end of the great white pier
I see a

Run around in the radiation
Tune in turn on burn out in the acid rain on a...
Run around in the radiation
Tune in turn on burn out in the acid rain on a...


quarta-feira, 13 de abril de 2011

Reducing speed limits on motorways: how good is it for the environment?


Lower speed limits on motorways are generally associated with road safety. But several European countries are now debating whether they also benefit the environment and, if so, how much. There is no simple way of measuring the environmental benefits of lower speed limits but several factors clearly play a key role.
The theory is simple enough. Lower speed limits on motorways should reduce fuel consumption and pollutant emissions, particularly for passenger cars. Assuming smooth driving (little acceleration and braking), current technology passenger cars and total compliance with speed limits, it is estimated that cutting the motorway speed limit from 120 to 110 km per hour would reduce fuel consumption by 12 % for diesel cars and 18 % for gasoline cars.
Of course, these assumptions are quite artificial. In reality, a variety of factors are likely to limit the fuel savings, including the energy efficiency levels of the vehicle fleet, driving patterns, speeding and traffic congestion. In a more realistic scenario — including speed limit exceedances and frequent fluctuations in driving speeds — the actual fuel savings would be just 2–3 %.

Transport emissions must be cut
The debate around motorway speed limits is timely, given the urgent need to address global warming and air pollution. Compared to 1990, the EU has significantly reduced its total greenhouse gas (GHG) emissions, with policy and technology helping break the link between economic growth and GHG emissions in almost all sectors. The only clear exception is transport, where GHG emissions actually rose by 25 % between 1990 and 2008 in the 32 EEA member countries (these numbers exclude the international maritime and aviation sectors).

Transport accounts for nearly 20 % of the European Union's greenhouse gas emissions with carbon dioxide (CO2) comprising the main component of transport emissions (99 %). Road transport is, in turn, the largest contributor to CO2 emissions from the transport sector (around 94 % in 2008), thus accounting for more than 18 % of the EU-27's total emissions. As such, Europe must tackle transport emissions if it is to achieve significant reductions in its overall GHG emissions.

Evidently, transport sector's impact on the environment is not limited to GHG emissions. Notwithstanding recent reductions in air pollutant emissions, road transport remains the largest emitter of nitrogen oxides (NOx) and the second largest contributor of pollutants forming particulate matter (PM). Lowering speed limits (thereby reducing fuel consumption) and cleaner technology, in particular for diesel vehicles, would reduce NOx and PM emissions and consequently help improve Europe’s air quality.

Cleaner technology is not enough
New vehicles are, on average, more energy-efficient than older vehicles. The recent EU regulation on cars and CO2 and the agreement on similar legislation for light commercial vehicles will improve this further. Unfortunately, however, full fleet penetration of these new technologies is expected to take almost two decades. Moreover, reductions in GHG emissions are likely to be offset by the expected growth in transport volumes. Other measures must therefore be considered to achieve cut GHG emissions and energy consumption in the short term.

Europeans favour slower journeys — at least in theorySetting a speed limit requires striking a balance between mobility, safety and the environment. On a 200 km long trip, the reduction of the speed limit from 120 to 110 km/hour would mean an extra travel time of around eight to nine minutes, assuming perfect traffic flow.

Are European drivers ready to accept slightly longer travel times? 
The answer is probably "yes". According to a recent public poll (Flash Eurobarometer Report, no. 312, Future of Transport), about two thirds of EU citizens were willing to compromise a car's speed in order to reduce emissions.
The reality on the roads, however, appears to be quite contradictory. Around 40–50 % of drivers (up to 80 % depending on the country and type of roads) drive above legal speed limits ([1]). Clearly, drivers' theoretical support for lower limits is not enough. Compliance and tighter enforcement are also essential to achieve concrete results.

Related pages 

More information

[1] Speed management OECD-ECMT 2006

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Dia dos Namorados: artigo científico alerta para a saúde reprodutiva ambiental, no século 21


No início do século 21, estamos numa posição única, mas precária. A  globalização económica, mudança tecnológica acelerada, a expansão da  industrialização e deslocando forças políticas e religiosas têm  proporcionado grandes oportunidades e desafios. Igualmente  importante, um número crescente de estudos e revisões científicas  sugerem que a saúde reprodutiva e, finalmente, a nossa capacidade  reprodutiva estão sob tensão. Estes  estudos relatam aumento de doenças reprodutivas e declínio da função  reprodutiva desde meados do século 20 entre determinados locais e  populações. Exemplos são mostrados na figura 1 a partir de dados prontamente disponíveis principalmente em países desenvolvidos. Mudanças  genéticas não podem explicar o declínio da saúde reprodutiva e da  função e os fatores externos são susceptíveis de desempenhar um papel,  com produtos químicos ambientais identificados como um fator de risco  suspeito. Durante  aproximadamente o mesmo período, o fabrico e a utilização de produtos  químicos naturais e sintéticos aumentou em mais de 20 vezes, com cerca  de 87 000 substâncias químicas registrados para uso no comércio dos  Estados Unidos a partir de 2006, e cerca de 3000 substâncias químicas  fabricadas ou importadas em excesso de £ 1.000.000 cada. Estes  produtos químicos contaminam o nosso ar, água e de abastecimento  alimentar, também estamos expostos através da utilização de uma vasta  gama de consumidores e produtos para cuidados pessoais. Dados  do National Health and Nutrition Examination Survey mostram que todos  nos EUA tem níveis mensuráveis de vários contaminantes ambientais em seu  corpo. Esses achados têm sido espelhado em estudos na Europa e espera-se que as exposições são onipresentes no mundo inteiro. O  poder das substâncias químicas ambientais para impacto na saúde  reprodutiva tem sido claramente demonstrado através de episódios  trágicos de contaminação dos alimentos e da exposição no local de  trabalho, inclusive os graves efeitos neurológicos, reprodutivos e de  desenvolvimento causados pelo mercúrio e bifenilos policlorados (PCB)  envenenamentos no Japão e Taiwan, e infertilidade masculina causada pela exposição ao pesticida 1,2-dibromo-3-cloropropano (DBCP), na Califórnia. Mais  recentemente, a atenção tem sido colocada em avaliar os efeitos da  exposição diária aos contaminantes ambientais, especialmente à luz das  tendências de declínio na saúde reprodutiva. Esta  ciência em crescimento mostra que a saúde reprodutiva é particularmente  suscetível a interrupções por contaminantes ambientais durante períodos  chave do desenvolvimento, durante os quais é extensa eventos fisiológicos,  como a proliferação e diferenciação celular e rápidas mudanças nas  capacidades metabólicas e hormonais, que ocorrem. Exposições  em qualquer desses períodos pode resultar num dano permanente e  irreversível efeitos adversos que podem manifestar-se imediatamente ou  mais tarde na vida rotuladas (origem fetal das doenças do adulto) e até  mesmo nas gerações seguintes ...

segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

Transportes permanecem a principal fonte de poluentes prejudiciais à saúde


O relatório mostra que o transporte rodoviário continua a ser a única fonte principal de óxidos de azoto (NOx), monóxido de carbono (CO) e não-metano compostos orgânicos voláteis (COV-NM), bem como o segundo mais importante fonte de emissões de partículas finas (PM10 e PM2. 5) na UE-27. Este relatório contém os dados essenciais que ajuda a compreender a evolução das emissões de poluentes atmosféricos, desde 1990. Este relatório-inventário acompanha a apresentação do inventário anual de emissões a Comunidade Europeia a Convenção da UNECE sobre Long- Poluição Atmosférica Transfronteiriças.Ele apresenta uma visão global de emissão de poluentes atmosféricos dos dados reportados pelos Estados-Membros da UE-27 entre os anos de 1990 a 2006. Em particular, o relatório destaca a significativa contribuição para a poluição do ar feitas pelo sector dos transportes- neste sector é a fonte mais significativa de NOx, CO e NMVOCs ea segunda mais importante fonte de emissões de partículas (PM10 e PM2.5). Na UE-27, ocorreram reduções significativas das emissões de vários poluentes do ar desde 1990- o relatado emissões de óxidos de azoto em 2006 foram reduzidas em mais de 35%, e dióxido de enxofre por quase 70%. As reduções de emissões têm tido lugar em muitos dos sectores económicos relatados por países.

Saber mais:

Relatório completo (pdf, 28 Jul 2008)