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sábado, 13 de junho de 2026

Milhares de espécies de peixes são apanhadas na pesca de arrasto de fundo, incluindo ameaçadas de extinção

Mais de 3.000 espécies de peixes são apanhadas na pesca de arrasto de fundo, um tipo de captura que arrasta redes pelo leito marinho e apanha tudo à sua passagem. Esta é apenas uma estimativa e o número real pode mesmo ser o dobro.

A conclusão é de uma investigação da Universidade da Columbia Britânica, no Canadá, publicada na revista ‘Reviews in Fish Biology and Fisheries’. O trabalho é descrito pelos autores como o primeiro inventário global das espécies de peixes cuja captura é reportada no âmbito da pesca de arrasto de fundo, e teve por base mais de 9.000 registos de todo o mundo de 1895 a 2021.

“Esta é a imagem mais clara que temos da amplitude da pesca de arrasto de fundo”, diz Sarah Foster, primeira autora do estudo. “Revela quantas espécies estão a ser capturadas e o quanto nos tem escapado”, acrescenta.

De acordo com a equipa, uma em cada sete espécies de peixes registadas, e que tenham um estatuto de conservação conhecido na Lista Vermelha da União Internacional para a Conservação da Natureza, está ameaçada ou quase ameaçada de extinção.

Por outro lado, uma em cada quatro ou sobre ela não há dados suficientes para fazer uma avaliação adequada quanto à sua conservação, ou não foi ainda avaliada, o que, para estes investigadores, significa que uma grande porção da pesca de arrasto de fundo estão a acontecer no meio de um “vácuo de informação”.

Entre as espécies apanhadas nessas pesadas redes que devastam os fundos marinhos contam-se a criticamente ameaçada raia Glaucostegus typus, o ameaçado tubarão-zebra (Stegostoma tigrinum) e pelo menos três espécies vulneráveis de cavalos-marinhos. Além disso, os cientistas descobriram que  num terço das 323 famílias de peixes registadas pelo menos metade de todas as espécies eram apanhadas nas redes de arrasto de fundo.

“A pesca de arrasto de fundo arrasta ramos inteiros da árvore da vida marinha. Não faz distinção entre espécies comuns e aquelas que está já à beira da extinção”, afirma Syd Ascione, coautora do artigo, acrescentando que essa prática está a pôr pressão sobre “espécies únicas em termos evolutivos, incluindo muitas sobre as quais sabemos demasiado pouco”.

Os números revelam ainda que cerca de 95% das espécies apanhadas na pesca de arrasto de fundo não eram o alvo, mas, mesmo assim, 64% foram capturadas e não foram devolvidas ao mar. Os investigadores dizem que, por tudo isso, as estimativas que apresentam são altamente conservadoras, e que os números reais podem ser muito maiores.

Apontando que cerca de 99% da pesca de arrasto de fundo acontece em águas sob a jurisdição de Estados, “é importante que os governos adotem abordagens precaucionárias e que proíbam a pesca de arrasto de fundo em vastas áreas do oceano”, especialmente em áreas marinhas protegidas, defende Amanda Vincent, que também assina este trabalho.

sexta-feira, 23 de dezembro de 2022

Five options for restoring global biodiversity after the UN agreement



To slow and reverse the fastest loss of Earth’s living things since the dinosaurs, almost 200 countries have signed an agreement in Montreal, Canada, promising to live in harmony with nature by 2050. The Kunming-Montreal agreement is not legally binding but it will require signatories to report their progress towards meeting targets such as the protection of 30% of Earth’s surface by 2030 and the restoration of degraded habitats.

Not everyone is happy with the settlement, or convinced enough has been promised to avert mass extinctions. Thankfully, research has revealed a lot about the best ways to revive and strengthen biodiversity – the variety of life forms, from microbes to whales, found on Earth.

Here are five suggestions:

1. Scrap subsidies
The first thing countries should do is stop paying for the destruction of ecosystems. The Montreal pact calls for reducing incentives for environmentally harmful practices by $US500 billion (£410 billion) each year by 2030.

Research published in 2020 showed that ending fuel and maintenance subsidies would reduce excess fishing. Less fishing means more fish at sea and higher catches for the remaining fleet with less effort. The world’s fisheries could cut emissions and become more profitable.

Scrapping policies which subsidise overexploitation in all sorts of industries – fisheries, agriculture, forestry, and of course, fossil fuels – are in many cases the lowest fruit to be picked in order to save biodiversity.

2. Protect the high seas
In the twilight zone of the ocean, between 200 and 1,000 metres down, fish and krill migrate upwards to feed at night and downwards to digest and rest during the day. This is the ocean’s biological pump, which draws carbon from near the ocean’s surface to its depths, storing it far from the atmosphere and so reducing climate change.

The total mass of fish living in the open ocean is much greater than in overfished coastal seas. Though not exploited to any large extent yet, the high seas and the remote ocean around the Antarctic need binding international agreements to protect them and the important planetary function they serve, which ultimately benefits all life by helping maintain a stable climate.

3. Ban clear-cutting and bottom trawling
Certain methods of extracting natural resources, such as clear-cutting forests (chopping down all the trees) and bottom trawling (tugging a big fishing net close to the seafloor) devastate biodiversity and should be phased out.

Bottom trawling catches fish and shellfish indiscriminately, disturbing or even eradicating animals which live on the seafloor, such as certain types of coral and oysters. It also throws plumes of sediment into the water above, emitting greenhouse gases which had been locked away. Seafloors that have been trawled continuously for a long time may appear to be devoid of life, or trivialised with fewer species and less complex ecosystems.

4. Empower indigenous land defenders
Indigenous people are the vanguard of many of the best-preserved ecosystems in the world. Their struggle to protect their land and waters and traditional ways of using ecosystems and biodiversity for livelihoods are often the primary reason such important environments still exist.

Such examples are found around the world, for example more primates are found on indigenous land than in surrounding areas.

5. No more production targets
These models were heavily criticised in the subsequent decades for oversimplifying how nature works. For instance species often contain several local populations which live separately and reproduce only with each other, yet some of these “substocks” could still become overfished if just one production target was applied for all of them. However, the idea of a maximum sustainable yield has come back into fashion this century as a means to curtail overfishing.

Herring is a good example here. The species forms many different substocks across the North Atlantic, yet one maximum yield was adopted over vast areas. In the Baltic Sea for instance, Swedish fishing rights were given to the largest shipowners as a part of a neoliberal economic policy to achieve a more effective fishing fleet. Local stocks of herring are now declining, and with them local adaptations (genetic diversity) could eventually disappear.

Heading for more robust strategies than elusive optimal targets for extracting the most fish or trees while maintaining the stock or the forest may lead to a more resilient pathway regarding biodiversity and climate mitigation. It could involve lower fishing quotas, but also change from industrial fishing to more local fishing with smaller fishing vessels.

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2021

O Antropoceno e a longa batalha pelo amanhã


O nome Holoceno (O Todo Recente) para designar a época pós-glaciar dos últimos dez a doze mil anos parece ter sido proposto pela primeira vez por Sir Charles Lyell em 1833 e adotado pelo Congresso Internacional Geológico em Bolonha em 1885. Durante o Holoceno, as atividades humanas tornaram-se gradualmente uma força geológica e morfológica significativa, o que foi rapidamente reconhecido por vários cientistas. Assim, ainda em 1864, G.P. Marsh publicou um livro intitulado Man and Nature (que corresponderia, em português, a O Homem e a Natureza), recentemente reeditado como The Earth as Modified by Human Action (que corresponderia a A Terra Modificada pela Ação Humana). Em 1873, Stoppani avaliou as atividades da humanidade como “uma nova força telúrica cujo poder e universalidade podem ser comparados às maiores forças da terra”. Stoppani já falava de uma era antropozoica. Hoje em dia, a humanidade já habitou ou visitou quase todos os lugares do planeta; já pisou até a Lua.

Em 1926, o grande geólogo russo V. I. Vernadsky reconheceu o crescente poder da humanidade como parte da biosfera no excerto em que fala da “… direção na qual os processos de evolução devem seguir, a saber, rumo a uma consciência e a um pensamento expandidos, assumindo as formas cada vez mais influência no seu meio envolvente”. Vernadsky, juntamente com o jesuíta francês P. Teilhard de Chardin e E. Le Roy, em 1924, cunhou o termo “noosfera” – o mundo do pensamento – para marcar o papel crescente desempenhado pela capacidade mental e pelos talentos tecnológicos do homem na formação do seu próprio futuro e ambiente.

A expansão da humanidade, tanto em número como em exploração per capita dos recursos da Terra, tem sido impressionante. Alguns exemplos: durante os últimos três séculos, a população humana cresceu dez vezes, para 6 mil milhões de pessoas, acompanhada por um aumento da população de gado para 1,4 mil milhões (o que significa uma vaca por família de tamanho médio). A urbanização também cresceu dez vezes no último século. Em poucas gerações, a humanidade está a esgotar os combustíveis fósseis que foram gerados ao longo de centenas de milhões de anos.

A libertação de CO₂ na atmosfera devido à queima de carvão e petróleo – cerca de 160 Tg/ano globalmente –  é pelo menos duas vezes maior do que a soma de todas as emissões naturais, que ocorrem principalmente como dimetilsulfureto marinho dos oceanos. Segundo Vitousek e colaboradores, 30% a 50% da superfície terrestre já foi transformada pela ação humana; é fixado mais azoto sinteticamente e aplicado como fertilizante na agricultura do que o fixado naturalmente em todos os ecossistemas terrestres; o escape de NO originado por combustíveis fósseis e pela combustão de biomassa para a atmosfera também é maior do que a emissão natural, causando a formação do ozono fotoquímico (“smog”) em extensas regiões do mundo; mais de metade da água potável acessível é utilizada pela humanidade; a atividade humana aumentou a taxa de extinção de espécies entre mil e dez mil vezes nas florestas tropicais, e vários gases com efeito de estufa importantes em termos climáticos aumentaram substancialmente na atmosfera: o CO₂ aumentou mais de 30% e o CH₄ mais de 100%.

Além disso, a humanidade liberta várias substâncias tóxicas no ambiente, para além dos gases de clorofluorocarboneto (CFC), que não são tóxicos, mas que geraram o buraco na camada de ozono na Antártida e que teriam destruído grande parte da camada se não tivéssemos criado medidas regulamentares internacionais para acabar com a sua produção. As zonas húmidas costeiras também são afetadas pelos humanos, o que já resultou na perda de 50% dos mangais do mundo. Finalmente, a predação humana mecanizada (a indústria da pesca) remove mais de 25% da produção primária dos oceanos nas regiões de afloramento (upwelling) e 35% das regiões temperadas de plataformas continentais. Os efeitos antropogénicos também são bem ilustrados pela história das comunidades bióticas que deixam vestígios em sedimentos de lagos. Os efeitos documentados incluem a modificação do ciclo geoquímico em grandes sistemas de água potável e ocorrem em sistemas distantes de fontes primárias.

Considerando estes e vários outros crescentes impactos das atividades humanas na Terra e na atmosfera, que acontecem em todas as escalas possíveis – incluindo a global –, parece-nos mais do que apropriado enfatizar o papel central da humanidade na geologia e na ecologia, propondo o uso do termo Antropoceno para a época geológica atual. Os impactos das atividades humanas vão continuar por longos períodos. Segundo um estudo de Berger e Loutre, devido às emissões de CO₂ antropogénicas, o clima pode afastar-se significativamente do seu comportamento natural ao longo dos próximos 50 000 anos.

Para designar uma data mais específica para o início do Antropoceno, embora pareça um pouco arbitrário, propomos a parte final do século XVIII, apesar de alertarmos que podem ser feitas sugestões alternativas (algumas pessoas podem até querer incluir todo o Holoceno). No entanto, escolhemos esta data porque, durante os dois últimos séculos, os efeitos globais das atividades humanas se tornaram claramente notórios. Este é o período em que, segundo dados obtidos a partir de amostras de gelo glaciar, se iniciou o crescimento, na atmosfera, das concentrações de vários gases com efeito de estufa, em particular CO₂ e CH₄. Esta data também coincide com a invenção do motor a vapor por James Watt, em 1784. Por essa altura, os meios bióticos na maioria dos lagos começaram a mostrar grandes mudanças.

A menos que ocorram grandes catástrofes como uma enorme erupção vulcânica, uma epidemia inesperada, uma guerra nuclear em larga escala, um impacto de asteroide, uma nova idade do gelo ou o contínuo saque dos recursos da Terra por tecnologias ainda primitivas (os últimos quatro perigos podem, contudo, ser prevenidos numa noosfera em funcionamento), a humanidade continuará a ser uma importante força geológica por muitos milénios, talvez por milhões de anos. Uma das principais tarefas futuras dos homens será desenvolver uma estratégia mundialmente aceite que conduza à sustentabilidade dos ecossistemas contra stresses induzidos por humanos, e isso exigirá uma investigação intensiva e a aplicação inteligente do conhecimento até aqui adquirido na noosfera, mais conhecida como sociedade do conhecimento ou da informação. Uma tarefa empolgante, mas também difícil e assustadora, coloca-se perante a comunidade mundial de investigação e engenharia, para que lidere a humanidade em direção a uma gestão ambiental que seja global e sustentável.

segunda-feira, 24 de agosto de 2020

Giannutri Soft Bottoms: from exploration to conservation


English
Bottom trawling is the most common and destructive fishing practices in the Mediterranean Sea.
Bottom trawling represents a major threat to the seafloor ecosystem. Yet soft bottoms are not desolate stretches of sand but complex ecosystems, populated by organisms that are fundamental to the conservation of fish stocks.

Giannutri island, part of the Tuscan Archipelago National Park, is a good example of intact marine environments. The fishing ban up to three miles has preserved intact deep habitats and the particular morphology of the island's seabed allows divers to reach the "twilight zone" (i.e. he bathymetric range between 50 and 120 meters.) in a rather simple way.

Trimix, DPVs and rebreathers are perfect tools for observing still extremely intact deep environments with less invasiveness. These protected areas suggests how protection, if properly managed, can effectively maintain integrity in environments that host hundred or thousands years old organisms and provide us with natural laboratories where we can study what these environments would be like if they had not been damaged by human activities.

Espanhol
La pesca de arrastre es la más común y destructiva de las prácticas pesqueras en el Mar Mediterráneo.
Estas prácticas representan la mayor amenaza a todo el ecosistema del fondo marino. Ya que los fondos blandos no son extensiones desoladas de arena, sino ecosistemas complejos, poblados de organismos fundamentales para la conservación de las reservas ícticas.

La isla de Giannutri, parte del Parque Nacional del Archipiélago Toscano, es un buen lugar para observar ambientes marinos intactos. La prohibición de la pesca hasta las tres millas de la costa junto con la particularidad de sus fondos, permiten a buceadores la fácil exploración de sus fondos blandos de la zona mesofótica, o bien, la franja batimétrica entre los 60 y los 120m de profundidad.

Las mezclas de gases, los torpedos y los rebreather, son instrumentos perfectos y menos invasivos para la observación de ambientes profundos extremadamente intactos. Estas áreas protegidas sugieren como la protección, si bien gestionada, puede efectivamente mantener la integridad de ambientes que albergan organismos de cientos o miles de años y proporcionarnos con laboratorios naturales donde estudiar el aspecto de estos ambientes, como si no hubieran estado dañados por las actividades humanas.

Italiano
La pesca a strascico è il tipo di pesca più distruttivo e praticato nel Mediterraneo.
Gli organismi presenti sui fondi mobili sono fortemente minacciati da questa attività. Eppure questi ambienti non sono distese desolate di sabbia ma degli ecosistemi complessi, popolati da organismi fondamentali per la conservazione degli stock ittici.

Nel Parco nazionale Arcipelago Toscano, l'isola di Giannutri, è perfetta per osservare degli ambienti marini intatti. Il divieto di pesca fino a tre miglia dalla costa e la peculiarità dei suoi fondali, permettono ai subacquei di esplorare facilmente i fondi mobili della zona mesofotica; ovvero nella fascia batimetrica tra i 60 e i 120 metri.

Miscele ternarie, scooter e rebreather sono strumenti perfetti per osservare con la minima invasività ambienti profondi ancora estremamente integri. Queste aree protette ci suggeriscono come la protezione, se adeguatamente gestita, possa effettivamente mantenere intatti ambienti che ospitano organismi secolari o millenari ed avere a disposizione dei laboratori naturali dove studiare come dovrebbero essere gli ambienti se non fossero stati danneggiati dall'attività dell’uomo.

Subtítulos: Carla Huete Stauffer
titlovi: Bruna Petani
Υπότιτλοι: M. Rakka and G. Rakkas
Cover photo: Marco Bartolomucci

terça-feira, 9 de junho de 2020

Alerta na Ribeira Brava: Aquacultura da Ilha Peixe e Pingo Doce Ameaça Recifes de Corais Prístinos


Durante o mês de julho de 2018, o Observatório Oceânico da Madeira levou a cabo mais uma expedição científica, desta vez para explorar as zonas profundas e desconhecidas adjacentes à Ilha da Madeira. A missão, complexa e exigente, requereu uma vasta equipa de cientistas, técnicos e operacionais, bem como o uso de equipamentos com tecnologias de vanguarda, tendo como principal objetivo estudar a biodiversidade marinha e a oceanografia física das zonas costeiras adjacentes aos canhões submarinos.  

Foi no decorrer desta expedição que se fez uma das maiores descobertas científicas dos últimos tempos na região: a cerca de 2000 metros de profundidade, com recurso ao ROV Luso, a equipa de investigadores - numa colaboração internacional entre o Observatório Oceânico da Madeira e a Universidade dos Açores - observou pela primeira vez a presença de um extenso recife de corais de águas frias nas margens do canhão submarino da Ribeira Brava. Contrariando a tendência global de destruição destas estruturas no Atlântico Norte devido à pesca de arrasto, revelou-se na Madeira um ecossistema prístino, sem vestígios evidentes de impactos humanos e repleto de vida marinha. Trata-se de um património de valor incalculável para a investigação científica, para a conservação ecológica e para um turismo de natureza sustentável, de elevada qualidade e poder de compra, desempenhando estes habitats um papel prioritário e insubstituível como reguladores do bom estado ambiental do Oceano.

No entanto, este tesouro natural encontra-se agora sob ameaça. É precisamente nas proximidades desta zona de valor inestimável que a empresa Ilha Peixe e o grupo Jerónimo Martins (detentor da cadeia de supermercados Pingo Doce) pretendem duplicar o número de jaulas de aquacultura em modo de produção intensiva.

Saibamos salvaguardar o nosso oceano da rapina e das negociatas do Governo Regional da Madeira com empresas que priorizam o lucro, produzindo peixe de má qualidade à custa da riquíssima biodiversidade e dos ecossistemas marinhos e costeiros do arquipélago.

Cidadãs e cidadãos, está nas nossas mãos parar, de forma definitiva, a produção industrial de aquacultura no nosso oceano!

sexta-feira, 4 de maio de 2007

Sete passos para salvar a biodiversidade

Conselhos aqui

1. Proteção do Espaço Natural
As espécies e os ecossistemas necessitam de espaço para se desenvolverem e recuperarem. Pelo menos 10% de todos os tipos de ecossistemas devem estar sob proteção para manter a natureza e as paisagens naturais.

2. Agricultura e Biodiversidade
Sem biodiversidade não haverá agricultura. As práticas agrícolas não devem pôr em perigo a sobrevivência das espécies: melhorar a diversidade das culturas e reduzir o uso de pesticidas e de fertilizantes são medidas fundamentais para preservar a biodiversidade. As práticas de agricultura biológica podem servir de exemplo em muitas áreas.

3. Pesca Sustentável
Cerca de 75% de todas as zonas de pesca estão totalmente exploradas ou sobrepescadas. Espécies como o bacalhau, o arinca (haddock) e o alabote (halibut) já se encontram ameaçadas. Se não mudarmos para uma utilização sustentável, não restará peixe para os nossos netos.

4. Urbanização e Destruição de Habitats
As estradas, as fábricas e a habitação destroem os habitats de animais e plantas. Se o desenvolvimento urbano e rural continuar a ignorar a natureza, os nossos arredores serão dominados pelo betão e pela poluição.

5. Alterações Climáticas
As alterações climáticas são consideradas o maior desafio para a humanidade. Com a mudança das condições, os ecossistemas e os habitats também vão mudar. É uma obrigação combater as alterações climáticas e garantir que as espécies se podem fixar, migrar ou adaptar aos novos ambientes.

6. Espécies Invasoras
Se libertar uma espécie fora do seu habitat habitual, ela poderá simplesmente morrer. Noutros casos, as chamadas espécies invasoras exóticas prosperam e destroem a flora e a fauna locais. Como nunca se sabe como as coisas vão correr, reduzir estas invasões é crucial.

7. Economia e Políticas Públicas
A biodiversidade é a base para o desenvolvimento sustentável. Os serviços do ecossistema fornecem o sustento para toda a atividade económica. Assim, as preocupações com a biodiversidade têm de ser integradas em todas as áreas de decisão política. As medidas incluem incentivos de mercado, ajuda ao desenvolvimento, comércio amigo da biodiversidade e processos de governação internacional. [saber mais aqui]

sexta-feira, 30 de março de 2007

Dossiê Mar e Oceanos

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