sexta-feira, 26 de setembro de 2025
Valpaços foi distinguida como Cidade Biológica Europeia de 2025
sexta-feira, 5 de julho de 2024
A saúde das plantas e o seu impacto na economia, sustentabilidade social e ambiental
sexta-feira, 3 de maio de 2024
A atribulada carreira diplomática do candidato do Chega
domingo, 24 de dezembro de 2023
O Natal é que Passou

quarta-feira, 13 de dezembro de 2023
Åland, o arquipélago sueco da Finlândia, é a fronteira mais absurda do planeta
sexta-feira, 18 de agosto de 2023
Ano de seca. Colheita de cereais para outono e inverno é "a pior de sempre"
sexta-feira, 24 de fevereiro de 2023
Seixoso Vieiros - Lítio Não
domingo, 8 de janeiro de 2023
No meio da natureza, Fabrizio Cardinali vive há 51 anos sem electricidade e nem pensa nos custos da energia

segunda-feira, 12 de dezembro de 2022
Os Riscos e Perigos da Extinção das Abelhas
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| Alina Ciuciu [site oficial] |
- Proibição de pesticidas perigosos: O Comitê Europeu de Segurança Alimentar (EFSA) afirmou que três pesticidas importantes representam um “risco agudo elevado” para as espécies de abelhas e foram encontrados em níveis perigosos dentro de suas colmeias. Os governos devem garantir que os pesticidas aprovados não sejam prejudiciais às populações de polinizadores, o que, a longo prazo, ajudará a aumentar o rendimento das colheitas e promover a agricultura sustentável .
- Prevenir e reverter a perda de habitat : Sem ambientes adequados para as abelhas construírem casas e terem fontes de alimento abundantes, suas populações continuarão diminuindo. Prevenir o desmatamento pode, portanto, também prevenir a extinção das abelhas e, como efeito colateral, promover maiores rendimentos das colheitas.
- Compre produtos orgânicos: Os produtos orgânicos são cultivados sem o uso de pesticidas e, portanto, não possuem produtos químicos que possam matar as abelhas.
- Plante flores e plantas que as abelhas polinizam: Se você tem um jardim, pode plantar certas plantas que atraem abelhas e outros polinizadores. Certifique-se de plantar usando sementes orgânicas e evite o uso de fungicidas ou pesticidas.
- Compre mel local: os produtores locais de mel sustentam as populações de abelhas, mas precisam de renda para sustentar suas fazendas e a si mesmos. Comprar localmente ajudará os pequenos agricultores a sobreviver, além de ajudar a biodiversidade das plantas e as comunidades de abelhas em sua área.
- Não mate colmeias de abelhas: embora muitas pessoas tenham medo de abelhas, é importante entender que elas são inofensivas, a menos que sejam provocadas. Na verdade, nem todas as abelhas picam - algumas espécies não possuem habilidades de picar, e os machos não picam. Mesmo as abelhas fêmeas que picam só picam se forem diretamente ameaçadas ou atacadas. Se você não se sentir confortável com as abelhas por perto, entre em contato com uma associação de apicultores local que irá realocar as abelhas para um novo lar.
segunda-feira, 28 de novembro de 2022
Livro- Agricultura Biológica: Boas Práticas Agrícolas Para o Solo e Para o Clima
- 63% do território do continente classificado como estando suscetível à desertificação e 32,6% com solos em situação degradada (dados de 2020)
- Plano de Ação Nacional de Combate à Desertificação
terça-feira, 15 de novembro de 2022
Douro
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| Soutelo do Douro |
segunda-feira, 31 de outubro de 2022
MovRioDouro acusa: efluentes vinícolas não tratados poluem gravemente
domingo, 23 de outubro de 2022
“Porque se Chama Assim?”: A origem dos nomes com “bolinha” de aldeias e vilas portuguesas
quarta-feira, 21 de setembro de 2022
Carro de luxo do rei Carlos III funciona à base de ‘queijo’ e ‘vinho’
terça-feira, 20 de setembro de 2022
From coffee to codfish: The foods that will get more expensive with climate change
- Grow your own: Make your money back in a year on this indoor allotment
- Earth on the brink of passing climate 'tipping points' if global warming continues at current rate
- ‘Good for the soul’: The communities and climate concerns at the heart of the UK’s allotments
- Forgotten droughts: These five regions of the world could soon face conflict over water
- Frankenchickens: The ‘nightmarish’ reality of how chickens are farmed in the UK
- Japanese sushi experts ‘extremely worried’ about future of cuisine due to climate crisis
- Ads for climate-damaging meat set to be banned in this Dutch city
- Why we need to talk about farming: Monbiot’s new book is fiercely important
quinta-feira, 15 de setembro de 2022
O declínio dos insectos afecta a vida de cada um de nós
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O vale de Lousada, no Norte de Portugal, é um lugar raro para perceber a diversidade da paisagem rural europeia. Os campos estendem-se até perder de vista em fracções bem demarcadas. Há pedaços de floresta nativa, outros do eucaliptal que ganhou terreno nas últimas décadas. Há vinhas e pequenas aldeias. Há hortas com grande diversidade de plantações e outras onde só se planta uma espécie de cada vez.
Nos carvalhos mais antigos da paisagem, a vaca-loura vai encontrando maneira de sobreviver. Chama-se Lucanus cervus e é o maior escaravelho europeu. A sua população está seriamente ameaçada em todo o continente. “Não conseguimos determinar com certezas absolutas o nível da sua regressão porque só há uns anos começámos a monitorizá-la em Portugal”, diz João Gonçalo Soutinho, o biólogo que coordena o grupo de monitorização desta espécie para a Associação Bioliving. “O que sabemos é que, em toda a Europa, ela está à beira da extinção. Em países como a Polónia, por exemplo, já não existe de todo.”
Para o cientista da Associação Bioliving, as vacas-louras têm um dos ciclos de vida mais generosos da natureza. “Normalmente vivem três a quatro anos e passam esse tempo a comer, a copular e a embebedar-se com o etanol produzido na seiva das árvores”, ri-se. Mas há um trabalho que estes animais operam e que é de grande utilidade para as populações humanas. E, à medida que as vacas-louras desaparecem da paisagem, os seres humanos também pagam o preço.
Decompõem por isso as madeiras mortas, devolvendo os nutrientes, o carbono e sobretudo a hidratação aos solos. “Estes animais criam terrenos mais resistentes aos fogos florestais e às secas extremas. Por um lado, previnem a desumidificação dos terrenos, por outro impedem mais facilmente a propagação das chamas. E mesmo que esses fenómenos atinjam esses habitats, eles vão ser os actores principais de uma recuperação rápida”, diz Soutinho.
A escassez de insectos também está a criar problemas nos serviços ecossistémicos que eles providenciam aos seres humanos. “Quando eu vinha aqui ter convosco”, haveria de dizer semanas depois, na Alemanha, o director do comité de invertebrados da União Internacional para a Conservação da Natureza (UICN), Axel Hochkirch, “reparei que havia fezes de vacas e cavalos secas há semanas e que não estavam a ser decompostas naturalmente”, diz. “Se isso não acontece, elas vão ter de ser retiradas manualmente porque significam um perigo para a saúde pública, vão criar doenças no gado e inviabilizam o crescimento de novos prados.” Isso aumenta custos à produção, que vão ser necessariamente pagos pelos consumidores.
Há todo um problema económico que se levanta para as populações humanas quando os insectos entram em declínio tão acentuado. Da polinização, como já se viu na primeira parte desta série de reportagens, depende um terço da comida que consumimos e há lugares onde faltam tantas abelhas, borboletas e libélulas que os processos naturais de polinização e floração estão ameaçados.
Em Maio deste ano, por exemplo, a Euronews ouvia um especialista britânico dizer que o declínio dos insectos pode significar um aumento de 2360 milhões de euros nos preços da comida só no Reino Unido. Ou seja, uma subida de 17% no orçamento de cada família – e com efeitos já a médio prazo.
Mas, se o assunto é o custo da extinção dos mais pequenos dos animais, então há outros factores a ter em conta. Os aumentos dos custos da comida são essenciais, mas não é apenas aí que se vai sentir o impacto na agricultura. No Parque Natural de Montseny, em Espanha, o biólogo Constanti Stefanescu, da Rede Catalã de Monitorização de Borboletas, avança com outra perspectiva. “Um colapso total dos insectos, que é a situação para onde parece estarmos a caminhar, terá impacto a nível da produção, seguramente. Mas também terá no controlo de pragas.”
As libélulas consomem várias espécies que se alimentam das pragas que afectam as produções agrícolas. Muitas aves e morcegos fazem a mesmíssima coisa. Sem eles, os campos estão mais expostos e o uso de pesticidas tende a ser reforçado. “Ao desaparecerem os insectos, desaparece toda a cadeia de que eles estão dependentes”, continua Stefanescu. A mesma ideia se pode aplicar aos terrenos que ardem todos os Verões ou que são assolados pelas secas. Há uma factura a pagar por cada metro quadrado de tragédia. E essa conta, mesmo que não demos por ela, é inevitavelmente imputada à humanidade.
A diversidade em causa



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