segunda-feira, 31 de março de 2014

David Suzuki sobre por que é que a economia é "porca"


Economia convencional é uma forma de lesão cerebral. Esse é o veredicto do ambientalista David Suzuki. Se você acha que isso é uma loucura, ouça-o. "Os economistas dizem que, se você cortar as florestas e colocar [o dinheiro] no banco, você pode fazer 6 ou 7 por cento", diz Suzuki. "Se você cortar as florestas e pôr na Malásia ou Papua Nova Guiné, você pode fazer 30 ou 40 por cento. Então, quem se importa se você manter a floresta, cortá-la [e] colocar o dinheiro noutro lugar! Quando essas florestas se foram, colocá-lo em peixes, quando os peixes terão ido, colocá-lo em computadores. O dinheiro não representa nada, e dinheiro agora cresce mais rápido do que o mundo real. "A economia está tão fundamentalmente desligada do mundo real, que a torna destrutiva." [fonte: earthtribe]

Para saber mais sobre David Suzuki
The Nature of Things official website

domingo, 30 de março de 2014

The Stranglers - Meninblack



Vale a pena haver greve e menos carros...vejam lá esta vista bonita numa auto-estrada. Uma amazona do mundo tecnológico pseudo-desenvolvido ainda por dentro das nossas cabeças. A arte instala-se e desconstroi "mentiras" que à força de repetição nos tornam "obedientes" e "conformados".

The Stranglers - Meninblack
We're not here to destroy
We are here to employ

We have come to make you function
So we can eat you at our functions
We are the meninblack

sábado, 29 de março de 2014

Música do BioTerra: Evi Vine - In This Moment


Evi Vine- In This Moment

Tomorrow will come another day to survive
Into this we're thrown, feels the world has conspired
You say that you want more than anything to be hear by my side
Well you're not here now, that's when it counts.

[Refrão]
So when you've tasted honey, can it ever be sweet
When you've held a diamond in your hands and you've known such luxury
When you've kissed an angel and held her till she breaks
Tell me now what's more real than this moment.

To you I'm just a stranger, have your eyes grown so tired
You say than I'm the answer wen the truth is I'm on fire
So when will you come, when will you release me from this spell
How do I compare with everyone else.

[Refrão]

Oh restless heart, brought me to my knees,
Tear us apart, my love
Oh restless heart, come and rescue me
Not precious enough, this love...

sexta-feira, 28 de março de 2014

Reportagem RTP: Transição e Permacultura em Portugal


Agradecimentos e créditos à RTP1 que em boa hora decidiu dar publica visibilidade às opções e alternativas seminais de consolidação de experiências e conhecimentos importantes para divulgar os "novos mundos" daqueles que decidiram deixar de se queixar e tiveram a coragem para concretizar a Utopia e passar à acção.

quinta-feira, 27 de março de 2014

Documentário: Goldman Sachs - o banco que dirige o mundo







A Goldman Sachs tornou-se um supra-poder mundial. Um banco “demasiado grande para cair”, que criou e vendeu activos tóxicos para enganar propositadamente os seus clientes e construir um império premiando dirigentes políticos que actuam ao seu favor. Um banco que manda em estados e governos, entre os quais o do nosso país.

José Luís Arnault, antigo braço direito de Durão Barroso e cujo escritório foi um dos intervenientes no processo de privatização da REN, ANA e CTTs, foi a última aquisição política portuguesa da Goldman Sachs.

Este documentário desvenda os mecanismos da Goldman Sachs para dirigir o mundo.
[fonte Inflexão]

terça-feira, 25 de março de 2014

Descobertas sobre as plantas medicinais da floresta amazónica

"Os nossos repórteres entraram na Floresta Amazônica e mostram de onde vem a mais nova aposta da medicina fitoterápica: a copaíba, um antibiótico e anticancerígeno que pode ser usado até no tratamento dos dentes."

sexta-feira, 21 de março de 2014

Dia Mundial da Poesia


O Dia Mundial da Poesia celebra-se todos os anos em 21 de março.

A data foi criada na 30ª Conferência Geral da UNESCO em 16 de novembro de 1999.

O Dia Mundial da Poesia comemora a diversidade do diálogo, a livre criação de ideias através das palavras, da criatividade e da inovação. A data visa a importância da reflexão sobre o poder da linguagem e do desenvolvimento das habilidades criativas de cada pessoa. Isso porque a poesia contribui para a diversidade criativa, inferindo na nossa perceção e compreensão do mundo.

Poesia em Portugal
A história portuguesa apresenta muitos poetas cuja obra literária é mundialmente conhecida. Luís de Camões, Fernando Pessoa, António Nobre, Florbela Espanca, José Régio, Natália Correia, Eugénio de Andrade, Cesário Verde, Miguel Torga, Sophia de Mello Breyner Andersen, são alguns dos poetas portugueses mais conhecidos.

Sugestões de atividades
Neste dia realizam-se várias atividades pelo país, sobretudo nas escolas, bibliotecas e espaços culturais. Algumas atividades que se destacam são:
  • escrever um poema sobre o que sente
  • escrever poemas com os amigos
  • declamar poesias
  • reler os poetas e os poemas preferidos
  • colocar poemas em música
  • assistir a encontros de poetas
  • assistir a filmes sobre poetas
  • dizer às pessoas o que sente por elas
  • fazer de cada gesto um poema
Note que no dia 21 de março celebra-se também o Dia Mundial da Árvore. Dessa maneira, uma outra atividade interessante é a construção de uma árvore com folhas de poemas ou mesmo escrever uma poesia sobre uma árvore.

Documentos

Dia Mundial da Poesia (30.ª Conferência Geral da UNESCO) | UNESCO [en] DESCARREGAR

terça-feira, 18 de março de 2014

Cartoon da Semana- Propriedade da Monsanto



Monsanto é a maior empresa de sementes do mundo, que tem sido controversa promover (GM) culturas geneticamente modificadas por mais de 2 décadas. Segundo a Monsanto, os cultivos transgénicos não são a solução para a fome no mundo, eles também podem ajudar a combater a mudança climática. 
Também produz um pesticida chamado Roundup. Mas o RoundupReady tem impactos sociais e ambientais graves, com maior uso de pesticidas que levam a danos para a saúde e o meio ambiente. Em algumas regiões do globo, vastas monoculturas têm substituído floresta valiosa - o que resulta em grandes emissões de CO2 - e têm deslocado comunidades rurais e indígenas. 
Monsanto também co-fundou a Alliance for Abundant Food and Energy, um grupo de lobby criado para combater as críticas de que os agrocombustíveis roubar a terra para produção de alimentos, empurrando para cima o preço dos alimentos.

Mais informações

  • Ver video/estudo de Giles-Éric Séralini que demonstra a toxicidade do milho OGM
  • Debate na televisão francesa sobre OGM, pesticidas, corporações, após a publicação do referido estudo aqui


sábado, 15 de março de 2014

Dia Mundial do Consumidor

O Dia Mundial dos Direitos do Consumidor celebra-se a 15 de Março.

O Dia Mundial dos Direitos do Consumidor foi instituído por John F. Kennedy, ex-presidente dos Estados Unidos da América, precisamente a 15 de Março de 1962.
Kennedy defendeu os quatro direitos fundamentais dos consumidores:
   direito à segurança
   direito à informação
   direito à escolha
   direito a ser ouvido

Direitos do Consumidor em Portugal

Em Portugal, os direitos do consumidor encontram-se consagrados na Constituição da República Portuguesa e pela Lei de Defesa do Consumidor (lei 24/96 de 31 de julho):

   direito à proteção da saúde e segurança
   direito à qualidade dos bens ou serviços
   direito à proteção dos interesses económicos
   direito à prevenção e à reparação de prejuízos
   direito à formação e à educação para o consumo
   direito à informação para o consumo
   direito à representação e consulta
direito à proteção jurídica e a uma justiça acessível e pronta

Os consumidores podem reclamar utilizando para o efeito o Livro de Reclamações, obrigatório em todos os estabelecimentos públicos e privados. Em alternativa podem apresentar uma reclamação online, diretamente no site do portal do consumidor.

Definição de Consumidor
Considera-se consumidor todo aquele a quem sejam fornecidos bens, prestados serviços ou transmitidos quaisquer direitos, destinados a uso não profissional, por pessoa que exerça com caráter profissional uma atividade económica que vise a obtenção de benefícios

sexta-feira, 14 de março de 2014

Até ao decrescimento- entrevista a Florent Marcellesi




Entrevista com o pesquisador e activista ambiental Florent Marcellesi propondo formas inovadoras de enfrentar a crise numa perspectiva diferente. Elaborar em declínio, não só como uma opção económica e social, política, se não a urgência em travar a deplecção dos recursos naturais do planeta. Entrevista realizada em Córdoba, durante uma palestra que ele deu no IESA, Instituto de Estudos Avançados Sociais da Andaluzia.

Mais informações sobre decrescimento AQUI.

quinta-feira, 13 de março de 2014

Fotopoema da Semana- "Um dia" por Sophia M. Breyner


Um dia

Um dia, gastos, voltaremos
A viver livres como os animais

E mesmo tão cansados floriremos
Irmãos vivos do mar e dos pinhais.

O vento levará os mil cansaços
Dos gestos agitados irreais
E há-de voltar aos nossos membros lassos
A leve rapidez dos animais.

Só então poderemos caminhar
Através do mistério que se embala
No verde dos pinhais na voz do mar
E em nós germinará a sua fala.

Sophia de Mello Breyner



quarta-feira, 12 de março de 2014

Júlio Henriques, um dos mais distintos directores do Jardim Botânico de Coimbra


Por Helena Freitas
Sempre quis homenagear Júlio Henriques. Por coincidência, (um daqueles acasos!) acabei por aceitar um convite para uma conferência pública em sua homenagem numa data simbólica: no dia 15 de Janeiro de 2013. Júlio Henriques nasceu (e morreu) no dia 15 de Janeiro.

Para a grande maioria dos cidadãos de Coimbra, o seu nome evoca apenas uma das alamedas mais frequentadas da cidade, mas o fascínio que tenho por este invulgar homem da ciência, fez-me sempre acalentar o gosto de o homenagear. Um homem invulgarmente culto, um investigador brilhante e um professor de excepção.

Júlio Henriques nasceu em 1838, em Cabeceiras de Basto, no distrito de Braga. Bacharel em Direito pela Universidade de Coimbra, licenciou-se mais tarde em Filosofia, pela mesma Universidade, onde também se veio a doutorar, em 1865. Na sua prestação pedagógica, destaco a regência de Botânica e Agricultura, duas áreas que então conviviam muito mais do que hoje. Nesta altura, sucederam-se os contributos estratégicos de Júlio Henriques, com destaque para o seu papel criativo em África e na direcção do Jardim Botânico.

Enquanto director do Jardim Botânico de Coimbra, Júlio Henriques não se cansou de inovar. O Jardim atravessava tempos difíceis desde Avelar Brotero, e Júlio Henriques estava determinado em qualificá-lo, procedendo a novas plantações e iniciando um forte intercâmbio com jardins botânicos do mundo inteiro. Restaurou as estufas e intensificou as permutas de plantas e sementes com os principais jardins botânicos de Portugal, da Europa e de outras partes do mundo, em especial com a Austrália.

É da sua inspiração a criação da biblioteca e de um Museu de Botânica; deve-se a Júlio Henriques a fundação da Sociedade Broteriana, em 1880, em homenagem a Avelar Brotero. Foi a primeira sociedade científica botânica em Portugal. Extraordinário foi também o seu contributo para a ciência. Doutorou-se em Filosofia, em 1865, com a dissertação “As espécies são mutáveis?”. Um momento de clarividência e arrojo, no que se pode considerar a primeira “incursão de Darwin” na Universidade Portuguesa. Um ano depois, Júlio Henriques apresentou a sua dissertação para o concurso de docente da Faculdade de Filosofia da Universidade de Coimbra, intitulada “Antiguidade do Homem”, onde reflecte de forma brilhante sobre a evolução da espécie humana, defendendo de forma decisiva o evolucionismo, contra a corrente de pensamento dominante.

A agricultura colonial mereceu a atenção particular de Júlio Henriques. No Jardim Botânico de Coimbra, estudaram-se e ensaiaram-se novas plantas com vista à valorização agrícola das colónias. Muitas espécies vegetais com interesse para a agricultura, foram enviadas das estufas do Jardim Botânico de Coimbra para Angola e São Tomé e Príncipe. Destaco a cultura da Quina; da sua casca extraia-se o quinino, produto usado para combater a malária, que, na época, dizimava populações em África. Do Jardim Botânico de Coimbra saíram sementes e plantas vivas, que eram enviadas para agricultores das colónias portuguesas, para o desenvolvimento desta cultura. O próprio Júlio Henriques se deslocou a S. Tomé para avaliar e promover o trabalho de investigação aplicada que aí se realizava. Tinha então 65 anos.

O Jardim Botânico e o Colégio de S. Bento, edifício adjacente, foram a sua vida e a sua casa. Júlio Henriques entrou como aluno interno no colégio de São Bento, e aqui lhe foi atribuído um quarto onde acabou por viver toda a sua vida. Jubilou-se em 1918, aos 80 anos, após quatro décadas na direcção do Jardim Botânico de Coimbra. Morreu dez anos depois, em Coimbra. Presto-lhe hoje, de forma muito simples mas sentida, a minha homenagem e a minha gratidão, por tudo o que fez pela Botânica, pelo Jardim Botânico e pela Universidade de Coimbra.

terça-feira, 11 de março de 2014

Grande Superficie (consumir até morrer)

Gran superficie: consumo y publicidad. Consume hasta morir. Documental from Miguel Angel Morales on Vimeo.


Já tiveste a sensação de que , na tua vida diária , há sempre "algo" que te incentiva a comprar qualquer tipo de produto ou serviço, mas não precisas dele? Esta e outras questões serão respondidas neste magnífico documentário que nos mostra abertamente algumas das estratégias utilizadas pelas grandes marcas para criar em nós todas as falsas necessidades.

É um facto que vivemos numa sociedade absolutamente consumista , que é algo que temos assumido e, portanto, nós ignoramos . Mas, ocasionalmente , será sempre uma boa ideia parar e pensar sobre o que dirige as nossas vidas, as nossas necessidades e as nossas decisões , porque, embora as estratégias de publicidade e marketing pode parecer recursos puramente persuasivos , muitas vezes, determinam as nossas acções e decisões e, pior, a nossa percepção da realidade , criando falsas necessidades, tornando-nos fantoches sempre com a expectativa de ser inacessível.

"Grande Superfície " divulgado normalmente no formato de oito capítulos, estão reunidos aqui num só vídeo. Este é o documentário sobre a manipulação da publicidade comercial nas nossas vidas. Uma vez que estamos levando para  consumismo indiscriminado e um individualismo egoísta. Retrata ainda o verdadeiro poder de grandes produtos e serviços de empresas.
Com opiniões de especialistas que reflectem sobre o impacto do comércio sobre o nosso modo de vida, este documentário vai-nos ajudar a ter uma visão mais crítica do consumo.

Para saber ainda mais:
Consume Hasta Morir
Ecoagricultor

segunda-feira, 10 de março de 2014

"Exquisite Specimens" o mundo maravilhoso de Maria Sibylla Merian

Maria Sibylla Merian (Frankfurt am Main, 2 de Abril de 1647 - Amesterdão, 13 de Janeiro de 1717) foi uma naturalista alemã e ilustradora científica que estudou plantas e insectos e fez pinturas detalhadas sobre eles.
[bio mais detalhada aqui




sexta-feira, 7 de março de 2014

Estamos com escassez de água e de alimentos ?


Estamos com escassez de água?
-1 Porção de CARNE = Mais de 1200 litros de água utilizada
-1 Porção de frango = 300 galões de água utilizada
-1 Refeição vegana completa com TOFU, ARROZ e VEGETAIS = 98 litros de água utilizada

Estamos com escassez de alimentos?
CONSUMO de GRÃOS
  -Humanos - 48%
  -Pecuária - 36%
  -Biocombustíveis - 5%
  -Outros - 11%
CONSUMO de SOJA
  -Pecuária - 74%
  -Humanos - 26%

Quantas pessoas no mundo estão com fome?
-862.000.000 de pessoas em 2008
-Grãos que actualmente são usados para alimentar gado são suficientes para alimentar 2 biliões de pessoas.

quarta-feira, 5 de março de 2014

segunda-feira, 3 de março de 2014

Fotopoema da semana- Ar Livre




Ar livre

Ar livre, que não respiro!
Ou são pela asfixia?
Miséria de cobardia
Que não arromba a janela
Da sala onde a fantasia
Estiola e fica amarela!

Ar livre, digo-vos eu!
Ou estamos nalgum museu
De manequins de cartão?
Abaixo! E ninguém se importe!
Antes o caos que a morte…
De par em par, pois então?!

Ar livre! Correntes de ar
Por toda a casa empestada!
(vendavais na terra inteira,
A própria dor arejada,
-e nós nesta borralheira
De estufa calafetada!)

Ar livre! Que ninguém canta
Com a corda na garganta,
Tolhido da inspiração!
Ar livre, como se tem
Fora do ventre da mãe,
Desligado do cordão!

Ar livre, sem restrições!
Ou há pulmões,
Ou não há!
Fechem as outras riquezas,
Mas tenham fartas as mesas
Do ar que a vida nos dá!

Miguel Torga

domingo, 2 de março de 2014

How paedophiles infiltrated the left and hijacked the fight for civil rights


They were members of a rounders league that played in a park in Gospel Oak, north London, in the 1970s. Drawn from organisations such as Shelter, the Child Poverty Action Group, the National Council for One Parent Families, the Legal Action Group and the National Council for Civil Liberties (NCCL), they played together, socialised together and planned a better world together. After the matches they would retire to a pub for beer-fuelled debates on such cerebral topics as the limits of freedom and morality.

Some members of the rounders teams, notably Harriet Harman, her husband, Jack Dromey, and the former health secretary Patricia Hewitt, all NCCL stalwarts, would go on to great things in the Labour party. Others became heads of charities, eminent judges or gained seats on the boards of arts trusts and FTSE companies. It was a fertile time for those on the left. Many of the friendships, alliances and ideas forged then carry on today.

But how did the Paedophile Information Exchange (PIE), whose affiliation to the NCCL has been exhaustively investigated by the Daily Mail, come to get a ticket to the party?

"It was an extraordinarily liberal period," said Harry Fletcher, a criminal justice expert who at the time was the senior social worker for the National Council for One Parent Families. "The abortion laws had come in and capital punishment had been abolished." People were pushing at every boundary – sexual, moral, legal. Fletcher recalled how the groups would spend hours debating whether the NCCL, which became the campaign group Liberty, should defend the right of someone with racist or homophobic views to express themselves. The discussion about defending the National Front's right to march went on for months.

But by far the most divisive topic centred on the lowering of the age of consent. Many on the left thought that criminalising sexual behaviour between consenting teenagers was misguided and wanted it lowered to 14, a proposal endorsed by the NCCL's executive committee. Others, like Fletcher, felt such a move would give a licence to older men to prey on young girls. Into this permissive climate crept the PIE, a group that actively promoted sex between children and adults and that was allowed not only to affiliate to the NCCL (in return for paying a £15 subscription) but enjoyed considerable recognition and support for its right to speak out on such issues.

The group inveigled itself so successfully into the NCCL that, as reported in the May 1978 edition of its magazine MagPIE, the council's annual meeting passed a motion in support of PIE's rights. Motion 39 stated: "This AGM reaffirms the right of free discussion and freedom to hold meetings for all organisations and individuals doing so within the law. Accordingly, whilst reaffirming the NCCL policy on the age of consent and the rights of children; particularly the need to protect those of prepubertal age, this AGM condemns the physical and other attacks on those who have discussed or attempted to discuss paedophilia, and reaffirms the NCCL's condemnation of harassment and unlawful attacks on such persons."

That motion was passed two years after Harman has claimed that the group no longer wielded influence in the NCCL. "They had been pushed to the margins before I actually went to NCCL and to allege that I was involved in collusion with paedophilia or apologising for paedophilia is quite wrong and is a smear," she told the BBC last week. She said her husband had successfully fought to stop PIE having any influence in the NCCL in 1976 – two years before she joined as its legal officer.

Admittedly, any group could join the NCCL, which had more than 1,000 affiliate member organisations and the council's motion probably owed more to defending the principle of free speech than defending PIE. And it would be wrong to portray PIE as a major force. Being small, comprising only a handful of activists and with a membership estimated to be between 300 and 1,000, PIE was not a powerful voice at a time when the main debates within the council were about sexual equality and race relations. But its views were so profoundly abhorrent to most of Britain that it is still hard to see why the council did not do more to disown PIE from the start.

Fletcher said such views might seem extraordinary now but they were a product of their time. "Back then a lot of people [on the left] felt they had to be ultra-tolerant to small groups and take them seriously," he said.

Nevertheless, newspaper cuttings from the late 70s and early 80s, before PIE was kicked out of the NCCL, show many people were disturbed by its activities. One headmaster, Charles Oxley, was so incensed by its existence that he infiltrated it and fed intelligence back to the police. The Tory MP Geoffrey Dickens regularly attacked PIE in parliament.

In September 1983 the home secretary, Leon Brittan, described PIE's views as "utterly repugnant". And yet the same day that Brittan condemned PIE, the NCCL's legal secretary, Marie Staunton, was forced to offer a more qualified view, hamstrung by the fact that the paedophile group was still affiliated to her organisation. "Unless something is unlawful, people should not be prosecuted for the opinions they hold," she told the Daily Mail. "The NCCL is campaigning to change the law to lower the age of consent to 14. An affiliate group like the Paedophile Information Exchange would agree with our policy. That does not mean it's a mutual thing and we have to agree with theirs. The question is not whether this group seeks respectability. Their opinions are their own."

PIE was supremely adept at exploiting such ambiguity, turning such views into endorsements, part of a wider strategy that sought to misappropriate the views of other credible organisations. The Albany Trust, a government-backed counselling organisation that promoted sexual health, found its translation of a Dutch academic report examining the age of consent for homosexuals seized on by PIE as evidence that the age of consent should be lowered.

The respected mental health charity Mind, which organised a workshop examining sexuality that included interviews with a paedophile, a transvestite, a gay man, a lesbian and a transsexual, found itself accused of playing to PIE's agenda after a report about the meeting somehow found its way into the wider public domain.

Staunton told the Observer: "PIE was a vile and devious organisation which was disaffiliated from NCCL in 1983, the year I joined. I did not defend PIE and made it clear that PIE's opinions were their own and they were not opinions that were shared by NCCL. I am sorry if anything I ever said may have sounded as though I was defending PIE – nothing could be further from my intent."

But anything that got people talking about PIE was considered a victory by those within the group. As Keith Hose, its first chairman, wrote in its 1976 annual report: "The only way for PIE to survive was to seek out as much publicity for the organisation as possible … If we got bad publicity we would not run into a corner but stand and fight. We felt that the only way to get more paedophiles joining PIE … was to seek out and try to get all kinds of publications to print our organisation's name and address and to make paedophilia a real public issue."

This philosophy guided the organisation down the years with its subsequent chairman, Tom O'Carroll, gaining significant publicity for the group after being invited, and then barred, from addressing students at several universities, including Swansea, Liverpool and Oxford.

By 1978 PIE felt so confident that its views were gaining backing that it sent every member of the House of Commons and many in the Lords a copy of its booklet Paedophilia – Some Questions and Answers. Almost 200 newspapers and magazines received a press release promoting the event. "They were pretty clever people," recalls one person who came across them at the time. "They were basically the political wing of paedophilia. They were quite intellectual and very plausible."

One anecdote perhaps illustrates how plausible they were. Oxley was shocked to discover that one of PIE's key members, Steven Smith, worked for the Home Office in its security and maintenance staff. Smith, it transpired, used his work phone to organise PIE events and Home Office notepaper for the organisation's correspondence.

This may sound astonishing now, but, at the time, it would not have come as a surprise to his employers – Smith declared his membership of PIE when he was security vetted.

Música do BioTerra: Ane Brun - These days

These Days_______THEse DAYs___THEsE DAYs______these days.



Ane Brun – These Days
There were nights and morningsWhen you come to meFound your way into my bones, my jointsInto my veinsLike an animal you coiled your darkness around meYou spelled your name in charcoalAll over my body
But these daysI just walk with youThese daysI let you stayA little further awayBut I walk with youThese daysI'll let you stay
There were summer days and nightsWhen I was blind to youYou were quiet and you were stillEven when the moon was fullMy temporary state of lightness would scare meAfter all, I was sureYou were most wrong then, I was daring
But these daysI just walk with youThese daysI let you stayThese daysI just talk with youThese daysI let you stayA little further awayBut I walk with youThese daysI let you stay
The things you've shown me over the yearsThe roads you blocked and how you'll define me
These daysI just walk with youThese daysI let you stayThese daysI just talk with youThese days, these days

sábado, 1 de março de 2014

Mensagem de agradecimento dos parabéns ao décimo aniversário do blogue Bioterra


Mensagem de agradecimento dos parabéns ao décimo aniversário do blogue Bioterra
Recebi por vários meios e nas redes sociais o reconhecimento e simpatia pelo Projecto que iniciei em 2004 e votos de sucessos e permanência em escrever com regularidade o blogue de eleição por parte dos meus fãs. Assim o farei e o meu muito obrigado, contando sempre com o vosso apoio e companhia e comentários e partilhas.
Escolhi como presente o teledisco e tema de Sieben - "Written In Fire". 


Décimo aniversário do blogue Bioterra - Bioterra faz 10 anos de actividade hoje

Pintura de Ștefan Câlția [bio,Wiki]

A Eugénio de Andrade

Ainda aperto em mim as nuvens brancas
O ar quente das vestes do Sol
Por momentos não escolhi as leis da evolução
nem as leis do homem
apenas o menino que tu descobriste em mim
Nós vamos com as aves.

João Soares, autor do Bioterra (blogue e facebook) 9 de Janeiro de 2014