Por outro lado, se o objetivo for comprar diretamente aos fabricantes que lideram esta revolução ecológica, há marcas de referência com lojas online muito acessíveis. Fundada por surfistas, a sueca
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terça-feira, 30 de junho de 2026
Sabia que o seu protetor solar está a afetar os oceanos? Saiba como cuidar da sua saúde e proteger os oceanos
Com a chegada do verão e de mais temporadas passadas na praia ou na piscina, é muito importante manter a nossa pele protegida dos raios UV provenientes do sol, através do uso de protetor solar. No entanto, muitos dos filtros solares utilizados nestes produtos são prejudiciais à biodiversidade e aos ecossistemas marinhos.
Existem dois tipos principais de filtros solares: filtros minerais e filtros orgânicos (ou químicos). Estes últimos são os mais problemáticos para várias espécies marinhas, sendo um dos mais usados a oxibenzona. Este químico não se degrada facilmente e, por isso, pode persistir durante muito tempo quando introduzido na natureza. É também um dos mais encontrados em águas naturais.
Estes filtros solares químicos são introduzidos nos ecossistemas marinhos através do protetor solar que usamos na nossa pele e que depois se liberta quando entramos na água do mar, mas também podem ser descartados para a natureza através das estações de tratamento de águas residuais. Os efeitos negativos destes químicos são muito variados. Podem impedir o crescimento e a fotossíntese em algas marinhas, reduzir a fertilidade em peixes, causar danos nos sistemas imunitário e reprodutor de várias espécies de ouriços do mar e bivalves e também acumularem-se nos tecidos dos golfinhos. Um dos piores impactos verifica-se nos corais, nos quais estas substâncias se podem acumular e deformar o seu ADN, podendo levar ao seu branqueamento (uma das principais causas de morte nos corais, também provocada pelo aumento de temperatura da água do mar).
Existe uma lista de químicos potencialmente prejudiciais à vida marinha, publicada pela Administração Oceânica e Atmosférica Nacional dos EUA (conhecida pela sigla NOAA), na qual se incluem: oxibenzona, benzofenona-1, benzofenona-8, p-aminobenzoato de octilo dimetilo (OD-PABA), 4-metilbenzilideno cânfora, 3-benzilideno cânfora, dióxido de nano-titânio, óxido de nano-zinco, octinoxato e octocrileno. A utilização de alguns deles foi proibida na União Europeia, por poderem ser considerados prejudiciais ao ser humano e outros compostos, como a oxibenzona e o octinoxato foram banidos em alguns locais com o intuito de proteger os corais, como o Havai e o arquipélago de Palau, mas ainda continuam a ser muito comuns na maioria dos protetores solares.
Em Portugal, um projeto recente denominado Scree&Toxin (coordenado pela universidade de Aveiro) está a estudar de que forma a oxibenzona está a interferir na acumulação de biotoxinas marinhas em conquilhas da espécie Donax trunculus.
O que podemos fazer?
Devemos por a nossa saúde em primeiro lugar, não dispensando o uso de proteção solar. No entanto, aquando da escolha de um protetor solar, podemos ter em atenção os ingredientes presentes e tentar evitar estas substâncias. Algumas marcas já apresentam na própria embalagem mensagens de alerta como “Reef Safe”, “Ocean friendly” ou “Respeita os oceanos”. No entanto, devemos ter atenção, pois alguns destes produtos poderão não estar livres de todos os filtros prejudiciais, sendo por isso importante rever a lista de ingredientes. Devemos igualmente adotar comportamentos que podem ser mais amigos do ambiente e também da nossa saúde como evitar a exposição solar nas horas de maior calor e usar roupa de e chapéu para prevenir as queimaduras solares.
Utilizar alguns aplicativos que nos ajudam a destrinçar os seus componentes, como a Yuka.
As marcas de protetores solares ecológicos dividem-se maioritariamente em fórmulas 100% minerais (filtros físicos de zinco ou titânio "não nano") que não prejudicam os corais e utilizam embalagens sustentáveis.
Para quem procura proteger a pele e o oceano, o mercado atual já oferece excelentes plataformas especializadas em cosmética sustentável com envio para Portugal. Se a preferência for explorar lojas multimarcas que fazem uma curadoria rigorosa, a My True Bio destaca-se a nível nacional por disponibilizar uma secção inteiramente dedicada a fórmulas minerais não-nano de marcas conceituadas. No mesmo alinhamento de desperdício zero, a pioneira Organii foca-se em opções biológicas certificadas e formatos inovadores, como os sticks solares sólidos. Já para quem valoriza a maior variedade possível de marcas europeias e quer comparar preços, a versão portuguesa da Ecco Verde oferece um catálogo vastíssimo com filtros estritamente seguros para os corais.
Para saber mais sobre este tema consulte:
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sábado, 25 de abril de 2026
Cidade portuguesa entra no top das mais felizes do mundo
A Maia é a cidade portuguesa mais bem posicionada no Happy City Index 2026. Ocupa o 69.º lugar a nível mundial, com 6.273 pontos, destacando-se entre os municípios nacionais.
A capital dinamarquesa, Copenhaga, lidera o ranking, que resulta de uma avaliação feita a centenas de cidades em todo o mundo.
Como é avaliada a qualidade de vida no ranking
O índice, desenvolvido pelo Institute for Quality of Life, avalia onde se vive melhor ao analisar fatores como:
- a governação
- o ambiente
- a economia
- a saúde
- a sustentabilidade
- o envolvimento dos cidadãos
A edição de 2026 começou com a análise de 3.400 cidades em todo o mundo, sendo depois reduzida a uma seleção mais detalhada de mil, até chegar à lista final de 251 cidades.
O estudo envolveu centenas de investigadores e teve em conta milhares de registos validados.
As dez cidades mais felizes do mundo
Os investigadores destacam as cidades mais bem classificadas a nível mundial por pontuação:
1. Copenhaga, Dinamarca
2. Helsínquia, Finlândia
3. Genebra, Suiça
4. Uppsala, Suécia
5. Tóquio, Japão
6. Trondheim, Noruega
7. Berna, Suíça
8. Malmö, Suécia
9. Munique, Alemanha
10. Aarhus, Dinamarca
Cidades portuguesas em destaque
A posição da cidade da Maia ganha ainda mais relevância por surgir entre as 70 cidades mais bem classificadas do mundo, à frente de destinos internacionais como Bordéus e Adelaide. Este reconhecimento surge no mesmo ano em que a cidade foi eleita Capital Europeia do Voluntariado.
Portugal conta com várias cidades neste ranking. Depois da Maia, surgem Matosinhos (111.º lugar), Odivelas (114.º), Almada (124.º), Lisboa (159.º), Braga (166.º), Gondomar (199.º) e Funchal (225.º).
O estudo confirma a presença de cidades portuguesas na lista, mas destaca a Maia como o principal exemplo nacional em termos de qualidade de vida.
quarta-feira, 1 de abril de 2026
Gigantes globais da carne são forçados a reduzir as alegações enganosas sobre o clima
No final de 2025, um acordo judicial histórico nos EUA colocou a gigante da carne Tyson Foods e as suas alegações climáticas exageradas sob um escrutínio sem precedentes.
O processo, interposto pelo Environmental Working Group (EWG) , representado pelo Animal Legal Defense Fund , Earthjustice, Edelson PC e FarmSTAND, questionou a promessa da Tyson de atingir emissões líquidas zero de gases com efeito de estufa até 2050 e o seu marketing de "carne de bovino climaticamente inteligente", incluindo a linha Brazen Beef, agora descontinuada, anunciada como "a primeira carne de bovino amiga do clima com uma redução de 10% nas emissões de gases com efeito de estufa". O cientista ambiental Matthew Hayek, da Universidade de Nova Iorque, questionou a credibilidade científica de alegações tão precisas sobre as emissões e se os consumidores poderiam realmente ter a certeza de que os seus bifes teriam emissões mais baixas em comparação com os produtos de carne de bovino convencionais. Como parte do acordo, a Tyson concordou em deixar de descrever a sua carne de bovino como "emissões líquidas zero" ou "climaticamente inteligente" durante cinco anos, a menos que estas alegações sejam comprovadas por provas verificadas por especialistas, embora a empresa ainda insista que a decisão "não representa qualquer admissão de culpa".
Os dados destacados pelo EWG pintam um quadro negro das prioridades dentro da corporação: segundo o relatório, a Tyson gasta menos de 0,1% da sua receita anual em esforços de redução de emissões, principalmente em investigação, o que equivale a cerca de 50 milhões de dólares de um total aproximado de 53 mil milhões de dólares, enquanto gasta cerca de três vezes mais em publicidade . Durante este período, o EWG estima que as emissões de gases com efeito de estufa da Tyson superam as de países inteiros como a Áustria ou a Grécia, sendo que a produção de carne de bovino é, por si só, responsável por 85% da sua pegada de carbono.
O setor da criação de animais em geral continua a ser um dos maiores poluidores climáticos, com uma estimativa de 12% a 19% de todos os gases com efeito de estufa causados pela atividade humana ligados aos animais explorados para alimentação, sendo a carne de bovino apontada como particularmente prejudicial. Outras corporações têm-se apoiado na marca “carbono neutro”, frequentemente sustentada por compensações em vez de cortes profundos na produção, enquanto a JBS, outro gigante global da carne, foi recentemente pressionada pelo procurador-geral do estado de Nova Iorque a baixar a sua mensagem de “Emissões Líquidas Zero até 2040” para uma mera “meta” ou “ambição” e a investir 1,1 milhões de dólares em programas de agricultura climática inteligente. Matthew Hayek, da Universidade de Nova Iorque, que há muito critica as chamadas narrativas sobre carne amiga do clima, acolheu bem o escrutínio, dizendo à Corporate Knights : "10% parece uma redução de emissões tão pequena que está bem dentro da margem de erro.
Duvido que alguém tenha informações que possam 'provar' que, quando um consumidor vai ao supermercado, está realmente a consumir menos 10% de emissões do que o bife que está ao lado."
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sábado, 21 de março de 2026
Dia Mundial dos Glaciares: Por que o Destino dos Glaciares é o Nosso Próprio Destino
No calendário global, o dia 21 de março costuma ser associado ao início da primavera no hemisfério norte, um símbolo de renovação. No entanto, desde que a Assembleia Geral da ONU proclamou esta data como o Dia Mundial da Preservação dos Glaciares, o foco mudou para a conservação crítica do que já temos — e do que estamos prestes a perder. Os glaciares não são apenas blocos estáticos de gelo; são "sentinelas" que moldam a geologia, regulam a temperatura e sustentam a vida humana.
A ciência por trás da sua importância é fascinante e, ao mesmo tempo, alarmante. Estas massas de gelo funcionam como o sistema de refrigeração da Terra através do efeito albedo. Quando a radiação solar atinge a superfície branca e brilhante de um glaciar, a maior parte dessa energia é refletida de volta para o espaço. À medida que o gelo derrete e expõe a rocha escura ou o oceano abaixo, a taxa de absorção de calor aumenta. É um equilíbrio delicado que pode ser resumido pela relação física onde a variação da temperatura é inversamente proporcional à capacidade de reflexão da superfície (efeito albedo). Pode imaginar o efeito albedo como o sistema de 'espelhos' da Terra. Os glaciares brancos refletem até 90% da luz solar de volta para o espaço, mantendo o planeta fresco. No entanto, quando o gelo derrete e expõe a rocha escura ou o oceano, a superfície passa a absorver a energia solar. Em termos físicos, a redução da refletividade (albedo) resulta num aumento catastrófico da absorção de calor. O infográfico abaixo ilustra claramente este ciclo de aquecimento.
O Ponto de Inflexão
De acordo com o Relatório AR6 do IPCC , a influência humana é 'inequívoca' no recuo global dos glaciares desde a década de 199. Os dados revelam que estamos a perder cerca de 220 mil milhões de toneladas de gelo anualmente, um ritmo que coloca ecossistemas inteiros num ponto de inflexão. Isto significa que certas perdas glaciares tornaram-se irreversíveis, independentemente dos nossos esforços imediatos. O recuo nestas áreas aumenta o risco de inundações catastróficas e, a longo prazo, de secas severas. O impacto não é apenas visual; é uma ameaça direta à segurança hídrica de mil milhões de pessoas que dependem destas fontes de água doce.
No entanto, o Dia Mundial dos Glaciares não serve apenas para lamentar perdas. É um convite à ação. Do majestoso Perito Moreno na Argentina às cavernas de gelo azul do Vatnajökull na Islândia, estas estruturas guardam a história do nosso clima. Cada bolha de ar presa no gelo profundo é um registo atmosférico de milhares de anos — uma biblioteca congelada que projetos como o Ice Memory tentam salvaguardar em "santuários de gelo" na Antártida.
Porém a rapidez com que o restante gelo desaparece ainda depende das nossas ações hoje. Estima-se que mais de mil milhões de pessoas dependam do degelo sazonal para obter água potável, irrigação e energia. Regiões como os Andes e os Himalaias (o "Terceiro Polo") estão na linha da frente.
Em 2026, a mensagem da ONU é clara: os glaciares são os "Guardiões do Futuro da Terra". Preservá-los é indissociável das metas de emissões zero. Reduzir a nossa pegada de carbono não é apenas um conceito abstrato; é o esforço direto para manter estes gigantes vivos. Ao celebrarmos este dia, devemos olhar para o gelo não como algo distante, mas como o espelho do nosso próprio destino. Se o gelo respira, nós respiramos.
Para saber mais:
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sexta-feira, 13 de março de 2026
The "Two mountains" dilemma
Humanity faces a defining choice: do we climb the green mountain of ecological health and community wellbeing, or the gold and silver mountain of endless economic growth that is destroying the foundations of life on Earth?
No country dramatises the conflict between these two competing choices more clearly than China. In elevating its Two Mountains Theory - that lucid waters and lush mountains are as valuable as mountains of gold and silver - China has done the world a paradoxical service. By naming the conflict explicitly, it reveals what most nations conceal: that they are trying to climb two mountains at once.
This two-part series explores the meaning and implications of China’s dilemma.
Part I examines the environmental paradox of China’s Two Mountains strategy: its leadership in renewables and ecological restoration alongside its continued promotion of coal.
Part II looks at the human and global consequences of the conflict and how they bear most heavily on the poor majority.
Together, these reflections underscore a simple truth: no climber can ascend two mountains at once. Humanity must choose.
The Origin of the Two Mountains Theory
In 2005, while serving as provincial party secretary of Zhejiang, Xi Jinping introduced what he called the Two Mountains Theory: lucid waters and lush green mountains are as valuable as mountains of gold and silver. At the time, it was Xi’s local call to temper economic development with environmental protection. When Xi rose to national power -becoming General Secretary of the Communist Party in 2012 and President of China in 2013 - he elevated the Two Mountains Theory to the level of national strategy.
The paradox is clear. China was the first nation to pledge itself to building an Ecological Civilisation. Yet it also continued its established commitment to growing its economy, including using coal as a significant energy source. By giving the contradiction a name [the Two Mountain Theory], China exposes the conflict and gives the world a mirror to view the conflict that every nation faces. Yet most try to obscure it with slogans of “green growth” or “sustainable development.”
Achievements that inspire
Whatever else one says about China, its achievements in ecological innovation are breathtaking in scale and speed. In 2023, China installed more than 217 gigawatts of new solar power capacity—over twice the combined annual additions of the United States and European Union. Reports for 2024 estimate China installed 329 gigawatts of new solar plus 79 gigawatts of wind.
This build-out reflects China’s immense scale. With a population of 1.4 billion people—more than double the combined populations of the US and EU—it faces enormous energy demand. Still, the speed of China’s renewable expansion shows what is technically and financially possible when policy aligns with ecological ambition.
China’s expansion of high-speed rail is equally impressive. Since the early 2000s, China has built more than 45,000 kilometres of high-speed rail—longer than the rest of the world’s networks combined. Trains traveling up to 350 km/h now connect nearly every major city, carrying hundreds of millions of passengers annually.
The achievement is unparalleled in modern history. By contrast, the US has yet to complete even a single true high-speed rail line. Europe’s networks are extensive, but still far smaller in scale. China’s population density and state-driven model give it unique advantages—but its success demonstrates that when a nation makes a clear commitment, massive infrastructure shifts are possible.
China also leads the world in electric mobility. Shenzhen became the first city to electrify its entire bus fleet - more than 16,000 vehicles - and then moved on to electrify taxis. Other cities quickly followed suit. Today, China operates more than half of the world’s electric buses.
Of course, buses alone cannot solve urban congestion, and car ownership continues to rise. But the pace of this transformation shows how quickly urban fleets can transition when backed by policy, subsidies and manufacturing capacity.
China has also undertaken ecological restoration at an unprecedented scale. Its Great Green Wall programme involves planting billions of trees to halt the spread of the Gobi Desert. On the Loess Plateau, decades of restoration have turned one of the world’s most degraded landscapes into fertile farmland, reducing soil erosion and improving rural livelihoods.
These projects have their own limits. Monoculture tree planting has sometimes failed. Ecological complexity is hard to replicate. Still, the scope of China’s efforts offers lessons for other regions facing desertification, from Africa’s Sahel region to India’s drylands.
China has also made urban resilience a priority. Through its “sponge city” programme, China is reimagining urban water management. Cities like Wuhan, Shanghai and Shenzhen are embedding wetlands, green roofs and permeable pavements to absorb rainwater, reduce flooding and disperse heat.
These experiments are not yet universal, and many cities still rely on traditional “grey infrastructure” like concrete drainage systems. But if scaled up effectively, sponge cities could become a global model for adapting to intensifying climate impacts.
Each of these accomplishments demonstrates the power of focused public investment and long-range planning. They also prove that rapid, large-scale transformation is possible.
Contradictions that alarm
Yet, China’s ecological ambition collides with another reality: its plans for continued economic expansion.
Coal addiction: despite its boom in renewable energy, China still generates more than half of its electricity from coal. Even as solar and wind expand, new coal plants continue to be approved. Each one locks in emissions for decades.
Industrial emissions: China is the world’s largest producer of steel and cement, two of the most carbon-intensive industries. They are the backbone of its infrastructure drive but exact steep ecological costs.
Mega-project disruptions: the celebrated Three Gorges Dam produces renewable electricity but displaced more than a million people and disrupted entire ecosystems. Other projects marketed as “green” carry similarly heavy environmental costs.
Governance gaps: environmental laws are tightening, but enforcement is often lax. Public participation is limited, and independent oversight remains weak.
For every inspiring green initiative there remains a countervailing commitment to fossil energy and industrial expansion. This is the Two Mountains paradox made visible.
Comparisons with others
China’s dilemma becomes well demonstrated in the EU and the US. While the EU leads the world in environmental regulation and citizen participation and has pioneered carbon pricing, it has been slow to build out the renewable infrastructure needed to meet its lofty goals. And in the US, we have world-class science, activism and technological innovation, yet fossil fuel interests have captured the politics, even more so under Donald Trump.
The Two Mountains Theory acknowledges the desire for both ecological health and economic expansion, even as it leaves unresolved the impossibility of achieving both. This may be China’s most important contribution to the world: not that it has solved the dilemma, but that it has made it visible. By holding up a mirror, China forces us all to see that the conflict is not uniquely Chinese - it is universal.
No climber can ascend two mountains at once. At some point, China—and all of us—must choose. For the sake of peace, for the wellbeing of the poor majority and for the survival of life itself, there will be no winners on a dead Earth. Humanity must climb the mountain of life.
Read part II here.
Saber mais:
Today’s Bloomberg Green explains what’s in the new legislation and what it means for Chinese climate policy going forward.
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quinta-feira, 29 de maio de 2025
Como reduzir a exposição a microplásticos
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domingo, 21 de abril de 2024
Mirtilos e morangos voltam à lista negra de alimentos com pesticidas
Estudos nos EUA associam pesticidas a nascimentos prematuros, malformações congénitas, aborto espontâneo e um aumento dos danos genéticos nos seres humanos. A exposição a pesticidas também tem sido associada a concentrações mais baixas de esperma, doenças cardíacas, cancro e outras perturbações
Aproximadamente 95% dos morangos não biológicos, folhas verdes como espinafres e couve, couve-galega e folhas de mostarda, uvas, pêssegos e peras testados pelo governo dos Estados Unidos continham níveis detetáveis de pesticidas, de acordo com o 2024 Shopper's Guide to Pesticides in Produce.
Nectarinas, maçãs, pimentos e pimentas, cerejas, mirtilos e feijão verde completaram a lista das 12 amostras de produtos mais contaminados. É apelidada de "Dirty Dozen" (“Dúzia Suja”, na tradução) pelo Environmental Working Group, ou EWG, uma organização de defesa do ambiente e da saúde que produz o relatório anual desde 2004.
Os pesticidas foram associados em estudos a nascimentos prematuros, malformações congénitas como defeitos do tubo neural, abortos espontâneos e um aumento dos danos genéticos nos seres humanos. A exposição a pesticidas também tem sido associada a concentrações mais baixas de esperma, doenças cardíacas, cancro e outras perturbações.
Os trabalhadores agrícolas que utilizam ou estão expostos a pesticidas estão em maior risco, de acordo com estudos. Uma meta-análise de 2022 revelou que os trabalhadores expostos a pesticidas eram quase cinco vezes mais prováveis de sofrer danos no ADN, enquanto um estudo de fevereiro descobriu que as crianças expostas numa idade precoce apresentavam um pior desenvolvimento neurológico desde a infância até à adolescência.
Nem tudo são más notícias. Os abacates, o milho doce, o ananás, as cebolas e as papaias lideram a lista dos “Clean Fifteen” (“Quinze Limpos”, na tradução) de produtos cultivados convencionalmente com a menor quantidade de vestígios de pesticidas - cerca de 65% dos frutos e legumes desse grupo não tinham resíduos de pesticidas detetáveis, de acordo com o relatório divulgado na quarta-feira, dia 20 de março.
A completar os "Quinze Limpos" estavam as ervilhas doces congeladas, espargos, meloas, kiwis, repolhos, melancias, cogumelos, mangas, batatas doces e cenouras.
Lavados, descascados e esfregados
Todos os anos, uma lista rotativa de produtos nacionais e importados é testada pelo Departamento de Agricultura dos EUA (USDA, na sigla original) e pela Food and Drug Administration dos EUA (FDA, na sigla original). Os funcionários do Programa de Dados sobre Pesticidas do USDA lavam, descascam e esfregam os frutos e legumes como os consumidores fariam, enquanto os trabalhadores da FDA apenas limpam a sujidade dos produtos. Depois, as frutas e os legumes são testados para mais de 250 pesticidas diferentes e os resultados são publicados online.
Para 2024, os investigadores do EWG examinaram os dados de 47.510 amostras de 46 frutas e legumes não biológicos, sendo a maioria dos testes realizados pelo USDA. Uma análise desses dados encontrou vestígios de 254 pesticidas em todas as frutas e legumes analisados, com 209 desses produtos químicos em produtos da lista "Dúzia Suja".
"Descobrimos que o que acaba numa lista ou na outra reflete a forma como essas frutas e legumes são cultivados", disse Alexis Temkin, toxicologista sénior do EWG. "Os abacates, por exemplo, não são intensivos em pesticidas, enquanto que os morangos crescem muito perto do solo e têm muitas pragas".
O relatório é injusto para os agricultores, dizem os críticos
Cerca de 70% dos produtos não biológicos testados pelo USDA e pela FDA têm níveis de pesticidas dentro dos limites legais permitidos pela Agência de Proteção Ambiental dos EUA, de acordo com o relatório do EWG. Este facto torna o relatório enganador, afirmou Carl Winter, professor emérito de extensão cooperativa na Universidade da Califórnia, em Davis.
"A dose faz o veneno, não a sua presença ou a sua ausência e essa dose determina o potencial de dano. Em muitos casos, teríamos de ser expostos a um milhão de vezes mais do que aquilo a que estamos expostos para vermos quaisquer efeitos", disse Winter, falando em nome da Alliance on Food and Farming, que representa os agricultores biológicos e convencionais.
No entanto, "níveis legais não significam níveis seguros", afirmou Temkin em resposta. Ela apontou para momentos em que os reguladores permitiram que produtos químicos potencialmente perigosos, como o pesticida DCPA, permanecessem no mercado muito depois de a pesquisa científica ter levantado preocupações. O herbicida foi associado a preocupações com a tiroide durante anos antes de a EPA dizer ao público que o produto químico representava "riscos significativos para a saúde humana" em 2023.
Outro exemplo: o clorpirifos, um pesticida associado a danos cerebrais em crianças e fetos. A Academia Americana de Pediatria juntou-se ao EWG em 2017, protestando contra a aprovação contínua do produto químico pela EPA.
Para além disso, os pesticidas proibidos pelo governo continuam a aparecer nas culturas vendidas nos EUA, de acordo com o relatório do EWG.
"O feijão verde, por exemplo, continua a apresentar vestígios de acefato, um pesticida tóxico cuja utilização no feijão verde foi proibida pela EPA há mais de 10 anos", afirmou Temkin. “Muitos dos pesticidas que constam da lista "Dúzia Suja" foram também proibidos na União Europeia devido aos seus efeitos nocivos para a saúde humana".
Outra preocupação dos críticos é o facto de a lista "Dúzia Suja" ser um insulto para os agricultores de várias gerações que lutam para produzir alimentos para a nação e dar esses mesmos produtos aos seus próprios filhos, disse Steve Clement, diretor executivo da Pacific Northwest Tree Fruit.
“Quando este relatório é publicado, é como se nos esfaqueassem um pouco, porque estamos a trabalhar arduamente para produzir um produto saudável e a implicação da lista 'Dúzia Suja' é que não é saudável", afirmou Clement. "É como fazer algo de bom por alguém e depois essa pessoa virar-se para nós e chamar-nos uma espécie de monstro".
O relatório pode assustar as pessoas para não comerem os frutos e legumes de que necessitam, disse Neil Nagata, cuja família cultiva morangos orgânicos e convencionais em Oceanside, Califórnia, há décadas.
"Sempre que sai um relatório ou há um susto com os morangos importados, vemos as nossas vendas a cair", disse Nagata. "Não é que estejamos a fazer algo de errado ou incorreto, estamos na verdade a produzir alimentos muito saudáveis e seguros. De facto, vivemos no campo de morangos e o meu pai tem 100 anos e a minha mãe 97 e ainda comem morangos."
É importante que as pessoas comam muitas frutas e legumes, mesmo que sejam cultivados convencionalmente, disse Temkin do EWG.
"Enfatizamos sempre isso", disse ela. "Queremos permitir que os consumidores que desejam evitar o maior número possível de pesticidas optem por versões orgânicas da 'Dúzia Suja', onde os níveis de pesticidas serão mais baixos e, em seguida, se desejarem, escolher produtos cultivados convencionalmente mais baratos dos 'Quinze Limpos'".
Os produtos biológicos não são mais nutritivos, mas estudos revelaram que os níveis de pesticidas na urina de adultos e crianças podem baixar até 95% após a mudança para uma dieta biológica.
Os níveis de fungicida eram elevados
Pela primeira vez, os analistas do EWG analisaram os níveis comunicados de fungicidas, uma forma de pesticida utilizada para matar doenças fúngicas como o oídio.
“Quatro em cada cinco dos pesticidas mais frequentemente encontrados na lista 'Dúzia Suja' eram fungicidas e também foram encontrados em concentrações particularmente elevadas", disse Temkin.
Dois fungicidas - fludioxonil e pirimetanil - registaram uma maior concentração do que qualquer outro pesticida na lista dos "Dúzia Suja", de acordo com o relatório. O fludioxonil foi encontrado em 90% dos pêssegos e em quase 30% de todas as amostras da "Dúzia Suja", segundo o estudo. O pirimetanil foi descoberto em 65% das amostras de pêra, 30% das de maçã, 27% das de uva, 26% das de morango e 24% das de nectarina.
"Os fungicidas são frequentemente aplicados após a colheita para manter os produtos sem bolor a caminho do mercado. É provavelmente por isso que as concentrações eram tão elevadas em algumas amostras - mais altas do que outros pesticidas usados no início da estação de crescimento", disse Temkin. "A aplicação do fungicida também está mais próxima da altura em que os produtos são colocados nas prateleiras das lojas e os consumidores os consomem."
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segunda-feira, 26 de setembro de 2022
EWG And Carey Gillam Keep Lying About Glyphosate
The New Lede — the Environmental Working Group's "investigative reporting" outlet — continues to mislead readers about pesticides. This time it’s spreading nonsense about a recent lawsuit challenging the EPA's assessment of the weedkiller glyphosate. Let's have a look.
If glyphosate is such a deadly pesticide, why do activist groups have to lie about it? That's the question I asked myself after reading this ridiculous article written by Shannon Kelleher and Carey Gillam over at The New Lede. "US EPA to withdraw interim registration review decision for glyphosate," the headline declared. Sounds scandalous, but what does it actually mean? Kelleher and Gillam went on:
US regulators on Friday said they would withdraw all remaining portions of the interim registration review decision for the weed killer glyphosate.
The move comes after the 9th U.S. Circuit Court of Appeals issued an opinion saying the Environmental Protection Agency (EPA) had violated the law in its assessment of glyphosate, which is the world’s most widely used weed killer and the active ingredient in Roundup and numerous other herbicide products.
As we'll see. this is a serious exaggeration of the events. I counted four major errors in the story. Let's take them in turn.
What the EPA actually said
While it's true that the EPA withdrew its interim registration review in response to an order from a federal court, there's much more to the story. A handful of activist groups "challenged EPA’s conclusions on human health and insisted that EPA should have followed the [Endangered Species Act's] procedural requirements before issuing the Interim Decision," the court wrote.
We'll let the lawyers straighten out the procedural issues, but what of these "human health" concerns? The Ninth Circuit ruled that EPA’s conclusion that glyphosate probably isn't carcinogenic was "in tension with parts of the agency’s own analysis (p 6)." As AgriPulse reported in June:
In determining it could not come to a conclusion about the association between glyphosate exposure and [non-Hodgkin's Lymphoma], EPA’s “cancer paper discussed human epidemiological studies showing what could be considered suggestive evidence that glyphosate exposure causes NHL.”
However, “EPA discounted epidemiological studies showing increased NHL risk by concluding that ‘chance and/or bias’ could be ‘an explanation for observed associations in the database,’” the court said.
The EPA responded that it "intends to revisit and better explain its evaluation of the carcinogenic potential of glyphosate and to consider whether to do so for other aspects of its human health analysis (p 6)." Crucially, however, the federal agency did not repudiate its finding that glyphosate is unlikely to cause cancer. The New Lede included this statement from the EPA, which, frankly, made the story a non-story:
“EPA’s underlying scientific findings regarding glyphosate, including its finding that glyphosate is not likely to be carcinogenic to humans, remain the same,” the EPA said in a statement announcing its withdrawal of the glyphosate decision.
This invites an important question. Who's the authority on questions of pesticide safety, regulatory scientists or judges? As one commentator noted about the court's ruling:
What would it have taken for the judges involved in this decision to determine there is substantial evidence to support the likely safety of glyphosate? More importantly, would they know it if they saw it?
I have my doubts, because the evidence is there for anybody to see. Agricultural glyphosate use has exploded in recent decades, yet this increase has not led to an uptick in NHL cases among farmers or pesticide applicators—those with the highest exposure to the weedkiller. As one cancer epidemiologist put it, "there is no need for further study" of this chemical. That's the extent to which glyphosate has been scrutinized by independent experts. Anyone, federal judges included, who says the EPA's determination was inconsistent simply doesn't know the relevant science well enough.
What about IARC's monograph?
Back to The New Lede:
Bayer ... said that the backing of the EPA and similar support from other regulators in other countries is more valid than a 2015 assessment by the World Health Organization’s International Agency for Research on Cancer (IARC), which found that glyphosate was “probably” carcinogenic to humans.
Bayer is correct. IARC excluded evidence that would have invalidated its "probably carcinogenic" finding. [1] Statistician Dr. Robert Tarone has explained multiple times that the cancer agency badly botched its analysis of two rodent studies that were key to its conclusion. As he told Congress in 2017:
...[M]y published paper notes other instances in which rodent tumor rates that supported the conclusion that glyphosate caused tumors were included in IARC deliberations while tumor rates from those same studies that did not support that conclusion were excluded. The systematic exclusion of exculpatory evidence is inexcusable, particularly when it’s practiced by an influential source such as the IARC Monograph Programme. (p 78)
To appreciate how outrageous this is, imagine if Bayer or any other pesticide manufacturer had engaged in this sort of scientific chicanery instead of IARC. The cries of "corporate conspiracy" would never end. Hollywood would turn the story into an Erin Brockovich sequel.
"Industry" studies
Kelleher and Gillam also asserted that
The IARC finding was based on a review of years of independent, peer-reviewed, published scientific studies. The reviews by the EPA and other regulators focused more heavily on unpublished and non peer-reviewed studies submitted to regulators by Monsanto and other companies ...
These industry-conducted studies are mandated by federal law and they have to meet very exacting standards. The companies had to do them and the EPA had to review them. It is incumbent upon private companies to demonstrate to federal regulators at the EPA, who are perfectly qualified to peer-review the research, that their products are safe to use.
The "corporate documents" gambit
... [I]nternal corporate documents show Monsanto has long been aware of research showing a connection between the weed killer and cancer, but has sought to bury such research and/or attack and censor scientists who insist there is evidence of a cancer risk.
I was especially curious about this claim, so I dug through all the "internal documents" Monsanto was obligated to release several years ago. In one story for the Genetic Literacy Project (GLP), I explained that the communications between Monsanto's scientists were taken out of context; these documents flatly contradict Kelleher and Gillam's allegation.
For instance, Gillam is fond of quoting this 2003 email from a company scientist who told her colleague, “You cannot say that Roundup is not a carcinogen. We have not done the necessary testing on the formulation to make that statement.” Now, here's the second half of the same quote:
We can make that statement about glyphosate and can infer that there is no reason to believe that Roundup would cause cancer.
What a difference twenty-two words make.
In a second piece co-authored with GLP executive director Jon Entine, we reported that Monsanto said the same things privately that independent scientists said publicly: IARC's conclusion was nonsense based on cherry-picked evidence.
That leads to our final point: there was no conspiracy to "bury" studies linking glyphosate exposure to serious adverse effects. You can find many such papers with a few keystrokes. This research is dismissed by most experts because it's bad. For example, feeding lab rats massive doses of a pesticide, far more than humans are ever exposed to, is a waste of time, money.
The New Lede is lying to its readers by omitting all this information. Ignore their commentary and you'll be far better informed about this important public health issue.
Font: ACSH
[1] ACSH advisor Dr. Alex Berezow nicely summarized the situation in Glyphosate-gate: IARC's Scientific Fraud
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sexta-feira, 8 de outubro de 2021
Biliões de abelhas, borboletas e escaravelhos estão a morrer
Caros amigos e amigas por toda a UE,
O apocalipse dos insetos continua a desenrolar-se -- silenciosamente, bilhões de abelhas, borboletas e outras criaturas extraordinariamente pequenas estão a morrer, e as consequências podem em breve ser catastróficas para as nossas culturas e ecossistemas frágeis em todo o mundo.
Os pesticidas agrícolas estão entre os principais culpados. Mas agora a União Europeia está a considerar uma proposta para reduzir o uso de pesticidas até 2030, o que poderia então abrir caminho para uma eliminação total em toda a Europa dentro de 15 anos.
Mas primeiro temos de impedir que o grupo de químicas e sua poderosa pressão destrua o plano. É por isso que nos estamos a juntar a uma incrível coligação de grupos ambientalistas, agricultores, apicultores e cientistas para trazer as vozes de 1 milhão de cidadãos necessárias para assegurar que as instituições da UE, respondam às nossas exigências.
Já funcionou antes -- os membros da Avaaz utilizaram esta ferramenta para ajudar a colocar questões importantes desde o glifosato aos OGMs (Organismos Geneticamente Modificados) na agenda da Comissão Europeia e do Parlamento. Vamos fazê-lo novamente, e ajudar a salvar as nossas abelhas e preciosos polinizadores, de pesticidas mortíferos, e transformar o futuro da agricultura. Só nos restam 5 dias para chegar ao milhão. Acrescente o seu nome agora e partilhe com todos -- todas as assinaturas contam.
Estudos recentes sugerem que mais de 40% das espécies de insetos estão em declínio, um terço estão em perigo de extinção -- e em geral têm uma taxa de extinção oito vezes mais rápida que a dos mamíferos, aves e répteis! Este número inclui abelhas, borboletas e besouros e outros lindos polinizadores que sustentam uma parte importante de nossa cadeia de alimentação e delicados ecossistemas.
A proteção dos habitats da vida selvagem continua a ser uma parte crucial da luta para parar o colapso das nossas populações de insetos, mas é igualmente importante enfrentar a inundação de pesticidas que vai para os nossos campos, parques e parques infantis -- 2,5 milhões de toneladas por ano! Há provas crescentes de que os produtos químicos agrícolas não só causam poluição da água e do solo, como também são mortais para as abelhas e outros polinizadores.
Três anos após a Avaaz ter ajudado a vencer a proibição dos neonicotinoides que matam abelhas, estes venenos perigosos continuam a ser permitidos nos nossos campos através de autorizações de emergência controversas.
Mas agora temos uma enorme oportunidade de impulsionar um novo modelo agrícola sem pesticidas que permite à natureza e aos agricultores prosperar em harmonia. Os principais legisladores estão prontos para enfrentar as grandes empresas de pesticidas, e lutam pelo acordo mais ambicioso da história para transformar os nossos sistemas alimentares e agrícolas, mas precisam de todo o nosso apoio.
Se ganharmos, estaremos um passo mais perto de salvar as nossas abelhas e polinizadores da extinção, enquanto ajudamos os pequenos agricultores sustentáveis a florescer. Junte-se agora, e partilhe com todos. Mais de 800 mil cidadãos da UE já assinaram -- vamos ajudar a alcançar 1 milhão e forçar a UE a agir ao nosso apelo.
Os membros da Avaaz preocupam-se profundamente com as abelhas e a biodiversidade. Mais de 2 milhões de nós apelam aos líderes mundiais para que protejam metade do nosso planeta e parem a crise de extinção, e com mais de 5 milhões de assinaturas, o nosso apelo para salvar as abelhas, é um dos maiores da história da Avaaz. Mas só venceremos estas campanhas se transformarmos a forma como produzimos alimentos. Esta é a nossa oportunidade de garantir que a UE avança firmemente para um futuro sem pesticidas.
Com esperança e determinação,
Anneke, Luis, Antonia, Aloys, Adela, Elisabete e toda a equipa da Avaaz
- Aumento de 50 vezes no uso de agrotóxicos pode levar a apocalipse de insetos (National Geographic)
- ONU quer um “Acordo de Paris” para reverter perda de biodiversidade (Climainfo)
- Por que o Brasil deveria se importar com a morte de abelhas (DW)
- Plummeting insect numbers 'threaten collapse of nature'
- Insect decline will cause serious ecological harm
- Politicians are complicit in the killing of our insects – we will be next
- Buy organic food to help curb global insect collapse, say scientists
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segunda-feira, 20 de setembro de 2021
More than 50 global NGOs call on COP26 to formally acknowledge animal agriculture as major climate change contributor at this year’s conference
August 25, 2021 LONDON—More than 50 animal protection, environmental and food justice organisations from around the globe have written to Rt. Hon. Alok Sharma MP, president of the COP26 climate change conference organised by the United Nations Framework Convention on Climate Change (UNFCCC), calling on the UNFCCC to publicly recognise the catastrophic impact animal agriculture has on the planet at this year’s conference.
In the animal agriculture industry, more than 88 billion animals are raised and slaughtered for food every year. This industry is responsible for an estimated 14.5%—16.5% of human induced greenhouse gas emissions globally, on par with emissions levels of the entire transport sector. Despite animal agriculture being one of the largest contributors to climate change, it is largely neglected by countries around the world in climate change mitigation strategies and commitments.
The letter, signed by Humane Society International, World Animal Protection, Brighter Green Compassion in World Farming, 50by40, Animal Equality, FOUR PAWS International, ProVeg International, RSPCA, The Humane League and others calls on the COP26 conference, taking place in Glasgow in November, to formally acknowledge animal agriculture’s climate impact. The groups hope that formal recognition at COP26 will encourage world leaders to commit to meat and dairy consumption reduction strategies to meet the Paris Agreement’s below 2°C target.
The letter reads: “Addressing these urgent areas in the UNFCCC COP26 meeting would help propel governments around the world to take action and would provide world leaders with another high impact option to add to their toolbox for tackling climate change. Working with farmers to support and catalyse a shift towards more plant-centric food production and consumption is a proactive step that must be taken to future-proof global food and agricultural industries… We call on the UNFCCC to formally and publicly recognise the role of animal agriculture as one of the largest contributors of climate change and to open a greater space for dialogue.”
In addition to significant greenhouse gas emissions, the farm animal production sector is also the single largest anthropogenic user of land, with meat, egg, dairy and aquaculture production systems using approximately 83% of the world’s farmland while providing just 37% of the world’s protein and 18% of calories. Animal agriculture is also a major driver of deforestation, species extinction, land degradation, exhaustion of water resources and pollution.
Reducing meat and dairy production and consumption is one of the most effective actions we can take to avoid catastrophic climate change. Scientists agree—including the 107 experts who prepared a report for the UN’s Intergovernmental Panel on Climate Change, and the more than 11,000 signatories from 153 countries to a recent paper in the journal BioScience —that global shifts towards more plant-based diets will be key in tackling climate change.
The UN’s latest Intergovernmental Panel on Climate Change (IPPC) report revealed that the climate crisis is poised to get worse if greenhouse gas emissions continue to surge, and that the future of the planet depends on the choices that humanity makes today. The report is a stark warning that if we want to win the ‘Race to Zero’, it’s imperative that we tackle every major driver of climate change, including intensive animal agriculture, collaboratively across all countries.
Julie Janovsky, Humane Society International’s vice president for farm animal welfare, says: “When it comes to the impacts of animal agriculture on climate change, we cannot continue to kick the can down the road. While many governments and constituencies have recognized and taken action to address the impacts of the energy and transport sector, governments have yet to adopt policies to reduce the impact of large-scale, intensive animal agriculture on the environment. If we are serious about avoiding climate catastrophe, world leaders must acknowledge the science and implement strategies to change our global food system to one that significantly reduces industrial animal agriculture. Reducing the number of animals raised and slaughtered is a legitimate and essential component of tackling climate change, restoring biodiversity and ending the cruelty caused by factory farms. Ignoring the immense climate impact of industrial animal farming is no longer an option, and the COP26 climate change conference offers a vital opportunity for world leaders to take action.”
Cities and countries are beginning to acknowledge and make an effort to reduce meat consumption as a climate change mitigation strategy. Earlier this year, France announced that its climate and resilience bill encourages a more plant-based diet to reach net zero greenhouse gas emissions. The bill includes that by 2023, all school cafeterias will have to feature one compulsory vegetarian menu once a week, and that at least one daily vegetarian option should be offered in all state-run canteens. Shortly after, the City Council of Berkeley in the United States also passed a resolution to divert half of the city’s spending money from animal-based foods to plant-based foods by 2024. Further, the Council will also look to adopt a long-term goal of replacing 100% of animal products with plant-based products to combat climate change.
segunda-feira, 26 de julho de 2021
'COVID is a warning that much worse lies in store': Alarm raised ahead of biggest climate report since 2013
Following a spate of deadly wildfires, floods and famine, IPCC researchers begin finalising the most comprehensive assessment of global warming of its kind since 2013.
The COVID-19 pandemic is "a warning from the planet that much worse lies in store unless we change our ways", a leading UN environment figure has said, ahead of the publication of the biggest climate report in almost a decade.
"While the climate crisis, together with biodiversity loss and pollution, has indeed been under way for decades, the COVID-19 pandemic has brought this triple planetary crisis into sharp focus," Joyce Msuya, assistant secretary general of the United Nations and deputy executive director of the UN Environment Programme (UNEP) said today.
"The pandemic is a warning from the planet that much worse lies in store unless we change our ways."
Ms Msuya was speaking to mark the finalisation of the most comprehensive assessment of global warming of its kind since 2013.
The Intergovernmental Panel on Climate Change's (IPCC) Working Group I has compiled its latest update on the science behind climate change, assessing the impacts of global warming and warning of future threats.
Its researchers will now spend the next two weeks talking representatives of 195 governments through their findings, before the report is published on 9 August.
The need for such a wide-reaching study has been thrown into sharp focus by a spate of climate change-linked environmental disasters suffered the world over, from flooding in Europe to famine in Madagascar. Siberia burned while swathes of the US and Brazil suffered record heat and drought.
It will set the scene for the all-important COP26, crucial climate negotiations taking place just three months later in Glasgow. The aim of the talks is to get governments to agree on how to limit emissions and limit global warming ideally to 1.5C above pre-industrial levels.
Ms Msuya added: "After years of promises but not enough action, it is a warning that we must get on top of this crisis that threatens our collective future.
"As I speak it is clear that extreme weather is the new normal. From Germany to China to Canada or the United States, wildfires, floods, extreme heatwaves. It is an ever-growing tragic list.
"And as countries invest unprecedented amounts of resources into kickstarting the global economy, as we all call for this recovery to be green, we need the IPCC more than ever."
Hot topics in the report could be humanity's impact on the climate, feedback loops and the impacts of climate change already happening, the role of forests and oceans as carbon sinks or potential carbon sources.
What is the IPCC?
For more than three decades the UN's climate science body, the IPCC, has provided politicians with assessments on the global climate, publishing a series of reports every seven years, as well as special interim reports.
IPCC reports have historically underpinned global climate action and influenced decisions to reduce greenhouse gas emissions.
Its 2013 assessment that humans had been the "dominant cause" of global warming since the 1950s set the stage for the landmark climate accord known as the Paris Agreement in 2015.
In 2018, the IPCC released a special report on keeping global temperature rise under 1.5C, which changed public discourse on climate.
The global atmosphere is already 1.2C warmer than the preindustrial average.
A further two reports in this assessment cycle are on track to be published next year.
Working Group II, slated for February, will calculate the vulnerability of humans and nature to the climate crisis and subsequent adaption. Working Group III, to follow in March, will assess ways of keeping to global temperature targets, including options on renewable energy or carbon capture and storage.
Fonte: NewSky
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