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domingo, 5 de maio de 2024

Acerca do Grupo racista armado que invadiu casa e agrediu imigrantes no Porto



Os pides e os filhos da pide que agora se acolitam nos partidos de extrema-direita, nunca foram "fofinhos" como alguns os querem apresentar.
Foram sempre violentos psicopatas e boçais energúmenos, torcionários e assassinos.
Os últimos acontecimentos registados no Porto, juntam-se aos assassinatos de Giovani Rodrigues em Bragança, de Ademir Araújo Moreno no Faial, de Gurpreet Singh em Setúbal, de José Carvalho, Alcindo Monteiro e Bruno Candé em Lisboa entre outros, aos raids anti imigração em várias cidades do país, às agressões a jovens estrangeiros durante a visita papal, aos incêndios de habitações com morte em Lisboa, às agressões em Olhão, à lucrativa escravatura aterrorizadora em explorações agrícolas alentejanas, às ameaças de boicote aos eventos e manifestações comemorativas do 8 de Março, do 25 de Abril e do 1º de Maio e às milhares de queixas apresentadas à Comissão para a Igualdade e Contra a Discriminação Racial (CICDR).
A captura de um manipulador assassino nazi, as agressões bárbaras no Porto por parte de grupo de terroristas fascistas a imigrantes e o desplante com que estes últimos se dirigiram à esquadra da PSP para pedir explicações sobre um dos seus membros que entretanto tinha sido detido, mostram como estes biltres se movimentam, organizam e actuam à vontade até nas barbas das autoridades.
Não é de estranhar este à vontade quando estes criminosos xenófobos se poderão até sentir legitimados por discursos anti-imigração com ares de institucionais como os mais recentes de Ventura ou Passos Coelho.
Estas actuações demonstram ser necessário um maior combate às ideologias de ódio e mais investigação, prevenção e repressão sobre estas organizações, e imperiosa a aplicação de condenações exemplares a estes vis patifes.

Música do BioTerra
Palestra

Referências

1. «O jovem preparava tudo através da internet, na plataforma Discord, onde criou uma espécie de comunidade que instigava outros jovens a matar e ainda à "automutilação grave de jovens, mutilação e morte de animais e difusão de propaganda extremista nazi"» 



quarta-feira, 25 de agosto de 2021

Neurossexismo, um infeliz legado de Darwin

                                

William James (1842-1910) foi o pioneiro da psicologia científica desenvolvida nos Estados Unidos, tendo fundado o primeiro curso de psicologia naquele país, na Universidade de Harvard, em 1876. Foi um dos grandes estudiosos sobre a consciência humana, com ênfase nos aspectos não racionais, destacando que as emoções determinariam as crenças e que as necessidades e os desejos humanos influenciariam a formação da razão e dos conceitos.

O impacto dos estudos de James no avanço científico da psicologia americana foi muito além de suas pesquisas desenvolvidas, contribuindo na superação de barreiras discriminatórias e preconceituosas impostas a Mary Whiton Calkins (1863-1930), aceitando-a em seus seminários e pressionando a universidade a conceder-lhe a graduação, que, até então, lhe fora negada.

Calkins foi a primeira mulher a completar todos os cursos, exames e pesquisas requisitados para um doutorado, mas a Universidade de Harvard se recusou, na época, a conceder o título a uma mulher, não aceitando sua matrícula formal. A razão alegada para essa restrição era a crença generalizada na chamada superioridade intelectual masculina. A partir desse argumento, embora certas mulheres recebessem as mesmas oportunidades educacionais dadas aos homens, as deficiências intelectuais femininas, que seriam inatas, não permitiam que obtivessem benefícios do processo acadêmico.

Parte desse mito sobre a superioridade intelectual do homem surgiu da hipótese de variabilidade, baseada nas ideias de Darwin a respeito da variabilidade masculina. Estudando diversas espécies, Darwin descobriu que o macho tinha uma variedade mais ampla de desenvolvimento das características físicas e das habilidades do que as fêmeas. Esse dado foi extrapolado para a humanidade, e passou-se a atribuir às mulheres a qualidade de inferioridade aos homens, tanto nas questões mentais como nas físicas, embasando o discurso que, posteriormente, seria usado por Harvard.

Essa ideia de desigualdade funcional entre os sexos foi considerada tão óbvia na época que dispensava comprovações científicas. Naquele momento, uma teoria popular a respeito dessa desigualdade afirmava que, se as mulheres fossem expostas à educação superior, sofreriam de danos físicos e emocionais que colocariam em risco as condições biológicas necessárias para a maternidade.

No início do século XX, duas psicólogas desafiaram a ideia de desigualdade funcional entre os sexos e desenvolveram estudos consistentes que demonstraram que Darwin e outros cientistas da época estavam equivocados a respeito das capacidades cognitivas da mulher.

Embora estudos de relevância científica não apontem diferenças funcionais para o cérebro de homens e mulheres, ainda hoje observamos o neurossexismo, uma tendência pautada em pseudociência e práticas metodológicas falhas, que visa a reforçar diferenças intrínsecas entre os sexos.

No livro The Gendered Brain, a neurocientista Gina Rippon chama a atenção para o neurossexismo, que tem sua origem no século XVII, e ainda se perpetua. A autora destaca diversos estudos mal-conduzidos que geraram resultados precários ou conclusões precipitadas, mas que foram amplamente veiculados na mídia como “finalmente a verdade” sobre os cérebros masculinos e femininos.

No entanto, diversos estudos, que seguem o rigor científico e que se baseiam em exames de imagem, neurociências sociais e em dados obtidos com recém-nascidos, apontam cada vez mais que o desenvolvimento do cérebro está muito mais entrelaçado com as experiências de vida do que meramente ligadas a fatores biológicos, demonstrando a sua plasticidade e a sua vinculação com os fatores ambientais.

Se Harvard não permitia que lá estudassem as mulheres, se Darwin propôs que elas seriam inferiores aos homens… o que será que ainda estamos tentando demonstrar através dessas explicações pseudocientíficas?

Não precisamos de estudos que apontem as diferenças. Precisamos de oportunidades que permitam às mulheres viverem a igualdade.

Simone Domingues é Psicóloga especialista em Neuropsicologia, tem Pós-Doutorado em Neurociências pela Universidade de Lille/França, é uma das autoras do perfil @dezporcentomais no Youtube. Escreveu este artigo a convite do Blog do Mílton Jung

domingo, 10 de fevereiro de 2013

Lista de Músicas BioTerra


É tão difícil para mim nomear a longa playlyst [lista de músicas] , mais a mais que já tenho exposto ao longo destes anos várias bandas e temas. Compilei a minha melofilia no dossiê Música. Mas claro, há músicos, bandas, que fazem parte de mim, que necessito de ouvir quase todos os dias. Sempre que as ouço, o encantamento é sempre como se nunca os tinha ouvido. And Also The Trees é definitivamente uma delas. Cocteau Twins pela beleza e barroco hipertecnológico dos sintetizadores, das guiterras e da voz de Fraser. Sigur Ros, Dead Can Dance e Chameleons, sempre no topo. Outras preferências vão para a irreverência e apocalipse de Diamanda Galas, Nine Inch Nails, Massive Attack, Joy Division e dos Sisters of Mercy e toda a escola de góticos por detrás. Não posso esquecer Nina Simone, Ella Fitzgerald, Patti Smith, Laurie Andersen e Caetano Veloso. Não posso esquecer os marcantes Beatles, Pink Floyd e Doors. Como raízes, desculpem-me os rockeiros, mas Vivaldi, Bach, Mozart, Verdi, Saint-Saens, Schubert (em particular as Lieder), Chopin, Monteverdi, música árabe-andaluza, cancioneiros medievais e música gregoriana, principalmente ortodoxa, enchem-me a alma. Enfim, há uma núcleo duro. Depois como árvores disponho em troncos, ramos e frutos muita música.

domingo, 29 de julho de 2012

Amanhã será a minha vez

Há movimentos mundiais que estão a recorrer a referendos a entregar à CEE; há mecanismos legais que a AR/ Parlamentos de cada país pode e deve exigir a fiscalização das actividades, e há uma enorme desinformação (propositada, a meu ver) que evitam a criação de providências cautelares. Além disso não se esqueçam que a mediatização é forte, é chamada infelizmente o 4º Poder. Mas dentro e fora das instituições há "combatentes" fortes. Os seus regimes internos demoram algum (muito) tempo a ser alterados. Há "privilégios" instalados - vencimentos, ligações público-privadas, acesso privilegiado a informação confidencial, etc...
Mas não devemos deixar baixar os braços e enfiar a cabeça na areia, porque é isso que os vilões querem: façam a vossa vida, consumam e trabalhem, deixem os votos e eleições para nós. Isto tem que ser dito e impedido. 
Esta crónica é bem ilustrativa disso- Shoots, greens and leaves [Economist, Green Growth, 16 Junho]

Here´s the sound of hope whispering...a hymn for 2012...whatever it goes ahead.


Though some may reach for the stars
Others will end behind bars
What the future has in store no one ever knows before
Yet we would all like the right to find the key to success
That elusive ray of light that will lead to happiness

Tomorrow is my turn
No more doubts no more fears
Tomorrow is my turn
When my luck is returning
All these years I've been learning to save fingers from burning
Tomorrow is my turn
No more doubts no more fears
Tomorrow is my turn to receive without giving
Make life worth living
Now it's my life I'm living
My only concern for tomorrow is my turn

Now the summer is gone, there's another to come
You can't stop years from drifting by even if you want to try
Though time may help you forget all that has happened before
But honey it's too late to regret what is gone will be no more

Tomorrow is my turn
When my luck is returning
All these years I've been learning to save fingers from burning
Tomorrow is my turn
No more doubts no more fears
Tomorrow is my turn to receive without giving
Make life worth living
Now it's my life I'm living
My only concern for tomorrow is my turn

Biografia e Discografia

Página Oficial