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quinta-feira, 12 de março de 2026

Vítimas silenciosas da guerra: como o conflito do Irão está a envenenar a vida selvagem e o mar


Florestas queimadas, fauna em fuga, mares contaminados: o impacto ecológico do conflito pode durar décadas — muito para além do fim da guerra.
A guerra no Irão continua em fúria — e não é apenas uma guerra entre estados. É também uma guerra contra a natureza.
Enquanto o mundo debate geopolítica, sanções e equilíbrios de poder, as verdadeiras vítimas silenciosas -florestas, zonas húmidas, fauna selvagem e ecossistemas marinhos - estão a ser destruídas, contaminadas e abandonadas.
Os recentes ataques a centrais de dessalinização no Médio Oriente realçam a vulnerabilidade das infraestruturas hídricas nas guerras modernas.
Isto não é simplesmente “dano colateral”. É sabotagem ecológica com efeitos que poderão durar décadas.
Investigadores e organizações independentes têm vindo a alertar para os riscos ambientais associados ao conflito. O Conflict and Environment Observatory tem documentado incidentes ambientais relacionados com operações militares e infraestruturas energéticas na região, demonstrando como a guerra pode gerar impactos ecológicos prolongados 

Florestas queimadas, habitats destruídos
Nas províncias de Lorestan e Kermanshah, ataques militares desencadearam incêndios que devastaram áreas florestais e zonas naturais. Animais fugiram ou morreram queimados enquanto as chamas se propagavam pelos habitats.
As explosões e os incêndios não destroem apenas árvores. Fragmentam ecossistemas inteiros.
Quando os habitats desaparecem, espécies que dependem deles — desde pequenos insetos até mamíferos e aves migratórias - ficam sem abrigo, sem alimento e sem rotas de migração seguras.
Segundo análises do Gulf International Forum, os danos ambientais provocados pelo conflito podem agravar problemas ecológicos já existentes no país, como desertificação, escassez de água e perda de biodiversidade .

Guerra tóxica, legado tóxico
Cada bombardeamento deixa para trás muito mais do que crateras.
A destruição de instalações militares, depósitos de combustível e infraestruturas industriais pode libertar uma mistura perigosa de poluentes: combustíveis, metais pesados, compostos tóxicos e partículas finas.
Incêndios em instalações petrolíferas libertam grandes quantidades de carbono negro e partículas tóxicas que permanecem na atmosfera e acabam por regressar ao solo através da precipitação, contaminando solos e águas subterrâneas.
Essas substâncias podem permanecer no ambiente durante décadas. O resultado é uma contaminação lenta da cadeia alimentar — um processo invisível, mas devastador para a fauna e para as comunidades humanas.
Organizações de investigação ambiental, como a Environmental Protection Knowledge Network, têm alertado para a necessidade urgente de monitorizar os impactos ecológicos do conflito 


O Golfo Pérsico e o Estreito de Ormuz: um ecossistema sob risco
O conflito não se limita ao território iraniano.
No Golfo Pérsico, ataques a portos, navios e infraestruturas petrolíferas aumentam o risco de derrames de petróleo e contaminação marinha. Navios danificados e instalações energéticas atingidas podem libertar grandes quantidades de combustível no mar.
O Estreito de Ormuz, uma das rotas marítimas mais importantes do mundo, é também uma área crítica para a biodiversidade regional. Mangais, recifes de coral e praias de nidificação podem ser rapidamente afetados por petróleo e produtos químicos.
Projetos internacionais de investigação e proteção ambiental, como o Eco Servants Project, sublinham que conflitos armados podem provocar danos ecológicos irreversíveis e dificultar a recuperação dos ecossistemas 


Quem será responsabilizado?
A comunidade internacional discute cessar-fogos, sanções e diplomacia.
Mas quase ninguém discute as florestas que arderam, os rios que foram contaminados ou as espécies empurradas para a extinção.
E, no entanto, as consequências ambientais da guerra podem durar muito mais tempo do que o próprio conflito.
A restauração de ecossistemas destruídos pode levar décadas — quando é possível restaurá-los.
Enquanto isso, a destruição continua.
Os animais, as florestas e os mares não esperam por tratados de paz.
Eles estão a desaparecer agora.

domingo, 29 de junho de 2025

Europe’s Security Gamble: NATO’s New Budget Push


Across Europe, budgets are tightening, classrooms are overcrowded, hospitals are understaffed, and climate targets are slipping out of reach. Yet, in the midst of this so-called austerity, NATO countries are preparing to commit to something extraordinary: raising military spending to 5% of GDP. At a time when governments claim there’s “no money” for essential services, this massive shift demands scrutiny. Who benefits from this build-up? What are we sacrificing to fund it? And most importantly, is this really what security looks like in the 21st century?

Can NATO’s military build-up coexist with Europe’s climate and peace goals?
The world seems to be becoming a less safe place. According to the 2024 Global Peace Index, the world is now witnessing the highest number of armed conflicts since World War II. Regardless of the origins of the conflicts or the actors involved, the outcomes are often very similar: significant civilian casualties, large-scale displacement, and systematic violations of human rights and international humanitarian law. Just in the past year, 160,000 people died in conflict, with Ukraine accounting for 83,000 deaths and Palestine for at least 33,000 as of April 2024.

Faced with this grim reality, governments are ramping up military budgets. In 2024, global military spending surged to a record-breaking $2.7 trillion, the sharpest increase since the end of the Cold War and the tenth consecutive year of rising expenditures. European countries, particularly NATO members, are following this trend. Over the past decade, defence spending by EU NATO member states rose by 45%, from €145 billion in 2014 to an estimated €326 billion in 2024. That is about 1.9% of EU GDP, edging closer to NATO’s current 2% target, and equivalent to the entire annual GDP of several EU member states such as Finland, Portugal, or the Czech Republic.

But here’s the rub: this rapid increase is happening even as public finances are under increasing pressure. Overall, government spending in NATO EU countries grew by just 20% in real terms over the past decade, while defence budgets jumped by more than double that. Spending on health grew 34%, education just 12%, and environmental protection 10%. This highlights a growing imbalance of EU priorities.

A big chunk of this money is going straight into arms and military equipment. In 2024, EU NATO spent €90bn on military hardware, a staggering 50% increase over 2023, accounting for nearly 90% of all defence investments. But does buying more arms make us safer? That depends on what we’re buying, why, who benefits, and what kind of “security” we want. At the same time, the freshly reformed EU fiscal rules have been suspended to allow an increase in military spending, without any changes to the need to generally reduce budgets, meaning austerity still applies.

At NATO’s upcoming summit in The Hague on 24 June, there is momentum to raise the alliance’s defence spending target from 2% to an alarming 5% of GDP. This article does not aim to argue whether military defence is needed. But it encourages us to ask, how much is too much? Who’s profiting? And what does this mean for Europe’s democratic and social fabric? Because a jump to 5% won’t just tweak budgets – it will transform priorities for decades to come. This is not a technical or isolated defence issue. As budgets are redirected toward weapons and away from healthcare, education, housing, nature protection, and green transitions, we must ask: What kind of Europe are we building? If civil society does not pose the right questions, this decision risks being made behind closed doors, without a clear democratic mandate or transparent debate.

What kind of security are we talking about?
Europe needs to be able to defend itself, but one key piece is missing: a serious, independent assessment of what Europe needs to do so. Peace researchers Herbert Wulf and Christopher Steinmetz, in a report commissioned by Greenpeace, found that even without the U.S., NATO Europe far surpasses Russia in nearly all key military parameters. The idea that we are dramatically underprepared is not supported by the data. So, why the rush to build up? What threats are driving this? Are we confronting non-military threats like cyber-attacks, disinformation, or economic coercion with the same urgency as discussions around “air and missile defence” or “long-range weapons, logistics, and large land manoeuvre formations” as suggested by NATO Secretary General Mark Rutte?

Framing defence needs as a percentage of GDP doesn’t help; it’s arbitrary. The proposed 5% defence target is not based on a transparent, evidence-based assessment of actual security needs. Using a percentage of GDP doesn’t reflect either the actual capabilities or military efficiency, nor differences in country size or economic performance, and non-military security needs (e.g., climate, energy, cyber resilience). It’s also proposed without public debate on the consequences for health, education, climate, or social spending.

In short, basing policy on a percentage of GDP distracts from the real work of defining what “security” means and how to achieve it holistically.

Who is benefiting from the increase in military spending?
Follow the money, and another pattern emerges: Europe isn’t just spending more – it’s spending outward. Nearly 80% of European defence procurement is imported, mostly from the United States. So, are our investments really strengthening European security and resilience, or simply boosting American military firms? And what happens when those suppliers are tied to fossil fuel lobbies, political instability, or unpredictable presidents? Let’s not forget: the U.S. military industry played a key role in Trump’s last campaign and could again. By feeding this system, are we fuelling the very instability we claim to resist?

Meanwhile, public money flows steadily into the hands of military shareholders. Where do we draw the line? What becomes of budgets meant for healthcare, education, childcare, housing, nature protection and the climate? If we see direct transfers from public pockets to company shareholders as part of the industrial-military complex, would the wealthiest rentiers not again reap profits at the expense of taxpayers? When arms companies and investment funds profit from conflict, how do we safeguard democratic oversight? Should we revisit, if not reverse, the privatisation of military industries to preempt a situation where profits depend on global unrest?

This is more than just a budget issue. It’s a structural shift that could weaken democracy, deepen inequality, and make conflict more profitable than peace.

How beneficial is militarisation for economic performance and jobs?
Not in the way some claim. Military spending may look like an economic stimulus, but evidence shows otherwise. Military expenditure often has a smaller multiplier effect compared to green and social investments. It creates fewer jobs per euro spent than health, education, or green investment. That’s because defence projects are capital-intensive, dominated by a handful of companies, and often happen outside the EU.

Compare that to investments in energy efficiency, renewables, public transport, care work, or nature restoration, which generate more employment, faster returns, and healthier communities. At a time of fiscal constraint, prioritising defence risks crowding out essential public services, deepening social inequalities, and weakening economic resilience.

And what about the climate and the environment?
Militarisation comes with a hefty environmental price tag, long before war ever breaks out. Military forces are among the world’s biggest energy users. Building and maintaining military forces consume large amounts of fossil fuels, critical minerals, and water, which places a strain on ecosystems and contributes to global emissions. Control over such materials has become a strategic priority, influencing geopolitical decisions in regions like Ukraine and the DRC. Day-to-day military readiness requires constant training, and training means consuming resources and energy, notably oil, with low levels of energy efficiency.

The global military carbon footprint is estimated at 5.5% of all greenhouse gas emissions, yet it’s mostly invisible in climate accounting frameworks. That means countries can meet climate targets on paper while quietly ramping up emissions through their armies.

There’s also the question of land. Militaries also occupy vast land and sea areas, up to 6% of the planet’s surface, including ecologically sensitive zones. Some areas may be shielded by restricted access, but many suffer heavy degradation from training, testing, and infrastructure. Pollution, habitat loss, and contamination are all common issues, with little to no public accountability.

This raises a fundamental issue: what if military “readiness” is undermining planetary stability, the very foundation of long-term peace?
A turning point

We are living through uncertain, volatile times. The threats are real, but so are the choices.

We can choose to define security broadly, not just as the absence of war but as the presence of care, fairness, resilience, and sustainability. We can build safety from the ground up — with strong communities, thriving nature, and just economies.

Or we can double down on outdated models of defence, lock in spending that benefits the few, and lose sight of the Europe we claim to defend. Civil society must not shy away from this debate.

Because in the end, security isn’t just about protecting borders; it’s about protecting what matters most.

sábado, 31 de maio de 2025

Aumento global do investimento militar está a ameaçar a ação climática, denuncia relatório


Estima-se que atualmente as despesas na área militar a nível global sejam de 2,4 biliões de euros por ano. A invasão russa da Ucrânia espoletou um aumento do investimento militar da União Europeia (UE), com um aumento de mais de 30% entre 2021 e 2024, ano em que alcançou os 326 mil milhões de euros, cerca de 1,9% do PIB da UE.

Saber mais:
Tudo aponta para que essa tendência de aumento persista, não apenas no âmbito da UE, mas também da NATO, a qual integram a maioria dos Estados-membros do bloco regional. Salientando que a Defesa é uma área com grandes consumos de energia e cujas emissões associadas de gases com efeito de estufa “contribuem significativamente para a crise climática”, um relatório divulgado pelo Observatório do Conflito e Ambiente (CEOBS) avisa que o aumento dos investimentos militares pode ser acompanhado por um aumento das emissões e pela erosão dos esforços para combater as crises planetárias.

Intitulado “How increasing global military expenditure threatens SDG 13 on Climate action” (“Como aumentar a despesa miliar global ameaça o ODS 13 sobre Ação Climática”, numa tradução livre para português), a análise destaca que aumentar os gastos com a Defesa aumentará também as emissões de gases com efeito de estufa dessa área, e lembra que se as forças armadas de todo o mundo fossem um país seriam o quarto maior emissor global.

Dizem os relatores que aumentar a produção de armamento consome muita energia e que, por “os avanços tecnológicos em tecnologias militares de baixo carbono” continuarem a ser “limitados”, a subida da procura aliada a uma “dependência” de tecnologias mais velhas mas mais bem conhecidas fará com que as áreas militares fiquem “presas” a equipamentos intensivos em combustíveis fósseis que continuarão a ser usados ao longo das próximas décadas.

“Verificou-se que as despesas militares contribuem para o aumento das emissões mesmo quando se tem em conta o progresso tecnológico no setor militar”, aponta o relatório, apontando para uma relação íntima entre as “dinâmicas gerais de militarização” e os impactos negativos no ambiente. Calcula-se que três anos de guerra na Ucrânia (fevereiro de 2022 a fevereiro de 2025) tenham resultado em emissões de 230 milhões de toneladas de gases com efeito de estufa, e que as emissões dos primeiros 60 dias do conflito em Gaza tenham sido superiores às emissões anuais de 20 países combinados, cerca de 280 mil toneladas, e os impactos climáticas da reconstrução poderão ser ainda maiores.

Por não haver um consenso sobre como as emissões geradas pelas áreas militares devem ser reportadas, ou se devem ser comunicadas de todo, os especialistas acreditam que existe um fosso no conhecimento que limita a capacidade para avaliar os progressos no Objetivo do Desenvolvimento Sustentável 13, que diz respeito ao combate às alterações climáticas.

Além dos impactos ambientais diretos, o relatório indica que o aumento do investimento na área militar pode desviar financiamento da investigação científica climática e de medidas que visem a adaptação e a resiliência das comunidades aos efeitos das crises planetárias.

Ainda que reconheçam a importância das forças militares na resposta a eventos climáticas extremos, por exemplo, os autores da análise dizem que é “crucial” assegurar que qualquer aumento da despesa militar não seja feito à custa da redução de investimentos em adaptação e preparação climáticas da população.

“Uma opção para mitigar esse risco é integrar estrategicamente os ativos militares em estruturas de adaptação climática, para que os governos possam aproveitar o seu potencial ao mesmo tempo que asseguram que os esforços de longo prazo para criar resiliência continuam a ser uma prioridade”, lê-se no relatório.

“Se esta corrida global ao armamento continuar ao ritmo atual, é mais um obstáculo para nos impedir de alcançar o objetivo abrangente do Acordo de Paris: limitar o aumento da temperatura média global a um valor muito inferior a 2ºC.”

Os especialistas reconhecem que, no âmbito da Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável para um mundo pacífico, justo e sustentável, a segurança, especialmente pela via militar, desempenha um papel fundamental, mas avisam que “precisamos de investir em segurança genuína e humana”, salientando que “para muitos, a crise climática está já a comprometer o seu caminho em direção a um futuro justo, sustentável e pacífico”.

O documento apela a uma mobilização da comunidade internacional para trazer as áreas militares para a esfera dos esforços de proteção do planeta, apelando, por exemplo, à comunicação transparente, confiável e abrangente das emissões militares de gases com efeito de estufa, e a um compromisso dos países para criarem planos “ambiciosos” para reduzirem as emissões das suas forças armadas e para comunicarem “claramente” ao público de que forma as suas decisões para aumentar as suas despesas militares afetam os seus compromissos para o Desenvolvimento Sustentável e para com as metas do Acordo de Paris.

“Não podemos continuar com as nossas cabeças enterradas na areia e a ignorar o impacto climático do aumento drástico das despesas militares”, alertam os autores.

segunda-feira, 23 de janeiro de 2023

Estado de emergência climática global


Conhecemos o efeito de estufa desde 1824 (Fourier), sabemos o sentido que as mudanças das concentrações de gases atmosféricos provocam na variação de temperatura desde 1859 (Tyndall) e temos uma previsão do aquecimento global pela duplicação do dióxido de carbono desde 1896 (Arrhenius). É simples: mais moléculas na atmosfera absorvem mais radiação solar que se manifesta em mais energia sob a forma de calor. Como a queima de combustíveis tem como efeito a produção de energia e dióxido de carbono, a construção de uma economia baseada nessa queima não poderia senão aumentar drasticamente a concentração de dióxido de carbono na atmosfera. Em 2019 temos a maior concentração de dióxido de carbono atmosférico dos últimos 3 milhões de anos. Nós existimos há 300 mil. Temos civilizações há 12 mil. Começámos a queimar combustíveis fósseis há 200 anos. Não somos nós que não conseguimos mudar, são os donos do capitalismo que não querem abdicar do seu monstruoso poder.


As pessoas merecem saber que os cientistas estão apontando para uma ação imediata de mudança do sistema económico porque estão detectando sinais de alerta de uma extinção em massa totalmente concluída na Terra dentro de décadas.

1. Uma rápida extinção em massa está aqui e pode estar completa dentro de 'um ou alguns séculos se nada for feito' (a partir de 2022).

Podemo-nos esforçar para interromper os processos de crescimento económico industrial para proteger as espécies e todos [artigo científico - 2022]

2. O crescimento econômico representa um inferno de aquecimento de 2,5°C a 6°C até 2090. O rápido aquecimento de 5,2°C coloca as espécies da Terra em território de extinção em massa "mesmo sem outros impactos não climáticos" [artigo Nature -2021]

Junte-se para acabar com o silêncio da media corporativa que bloqueia a compreensão do público.

3. Os cientistas dizem que devemos reduzir as emissões imediatamente e parar o desmatamento e os pesticidas nos próximos 2 a 8 anos. Isso exigirá uma mudança de sistema.

Totalmente ignorado pela media estatal-corporativa: o relatório do IPCC AR6 inclui o decrescimento.

4. A media estatal-corporativa não explicará que a rápida extinção de 50% - 75% das espécies da Terra neste século devido ao uso excessivo e abuso de recursos pelos ricos é uma possibilidade real porque isso ameaçaria o poder estatal-corporativo.

quarta-feira, 10 de novembro de 2021

Programa da COP-OFF: A Cimeira Climática Alternativa do DiEM25, 14 – 16 de Novembro


Enquanto o relógio climático se aproxima da meia-noite, os líderes mundiais reúnem-se durante este mês em Glasgow na COP26, a fim de apresentarem novas desculpas, novos objetivos simbólicos e novas maneiras de silenciar as verdadeiras vozes progressistas que lhes fazem oposição.

A mudança climática é real, está aqui e é uma emergência. No entanto, a história mostrou-nos que quem nos deveria tirar desta crise está cego pelo capital e poderosos interesses privados, decidindo que a própria Terra é um pequeno preço a pagar pelos iates, mansões, jatos particulares e lucros recorde do 1%. Irão reunir-se e conviver durante o jantar e bebidas, pregando de seguida o seu compromisso com metas e objetivos insuficientes. Que posteriormente falharão em cumprir.

Recusamos a sentar-nos no banco de trás quando não há ninguém a dirigir. Em Novembro, junta-te a Noam Chomsky, Yanis Varoufakis, Caroline Lucas e muitos outros progressistas para dizer: COP OFF!

Neste evento online de três dias, o DiEM25 irá reunir progressistas de todo o mundo para discutir algumas das questões mais urgentes de nosso tempo, com ideias que tu não ouvirás na COP26. Porquê? Porque representam um perigo para os interesses de sempre: mudança real, objetivos reais e soluções reais.

Domingo, 14 de Novembro
17:00: Medindo e impulsionando o desenvolvimento: Desconstruindo os paradigmas do crescimento.
Convidados: Jason Hickel (economic anthropologist), Max Ajl (author)
Moderador: Defne Dalkara

19:00: Mudança social IMEDIATA: A voz das bases.
Convidados:,Marijn van der Geer (Extinction Rebellion), Zack Exley (political consultant), Johannes Fehr (MERA25, DiEM25’s electoral wing in Germany)
Moderador: Antonia Jakobi

Convidados: Steve Best (philosopher), Christine Teunissen (Party for the Animals NL), Anita Krajnc (Animal Save Movement)
Moderador: Dušan Pajović

17:00: Na mesma tempestade, em barcos distintos: Países do Norte/Países do Sul.
Convidados: Harpreet K Paul (Perspectives on a Global Green New Deal), Joenia Wapichana (Congresswoman Brazil), Manon Aubry MEP (Global Alliance for a Green New Deal)
Moderador: Lucas Febraro

19:00: Realismo visionário: O futuro verde para além do capitalismo.
Convidados: Yanis Varoufakis (economist, co-founder of DiEM25), Ann Pettifor (economist), Noam Chomsky (philosopher, Advisory panel member of DiEM25)

Terça-feira, 16 de Novembro
15:00: Batalhas pela vida: Conflitos armados e a emergência climática.
Convidados: Lorah Steichen (National Priorities Project), Medea Benjamin (Co-founder of Code Pink), Doug Weir (Director of Conflict and Environment Observatory)
Moderador: Amir Kiyaei

17:00: Novo(s) Acordo(s) Verde(s): A nova era politica:
Convidados: Dušan Pajović (Green New Deal for Europe campaign coordinator for DiEM25), Caroline Lucas (Green Party UK), Paola Vega Rodriguez (Costa Rican political scientist)

19:00: Ecologia Feminista: Destruindo a hierarquia de género.
Convidados: Sabrina Fernandes (sociologist)
Moderador: Maja Pelević

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Agrofuels lobby and Finnish MEP disgraced at Worst EU Lobbying Awards ceremony


The winners of the 2008 Worst EU Lobbying Awards have been revealed at a ceremony in Brussels today, despite a last minute attempt to gag the organisers with legal action from one of the candidates. More than 8500 people took part in the online public vote.

One of the candidates for the Worst Conflict of Interest Award, suspended Commission official Fritz-Harald Wenig, unsuccessfully tried to silence the Worst EU Lobbying Awards last week by taking legal action in the Court of First Instance in Brussels to have his name removed from the nominations and not have his name mentioned during the Worst Lobbying Awards ceremony. The court ruled that freedom of speech was more important in this case.

This year’s Award for the Worst EU Lobbying 2008, with more than 50% of the votes, goes to a joint nomination for the agrofuel lobbyists, the Malaysian Palm Oil Council, Brazilian sugar barons UNICA and energy company Abengoa Bioenergy for their use of misleading information and greenwash. The lobbyists tried to influence crucial debates in the European Parliament and Council by claiming that agrofuels (crops used for fuel for cars and lorries) are sustainable 

The Worst Conflict of Interest Award 2008 goes to the Finnish MEP Piia-Noora Kauppi, with 26% of the votes cast. MEP Kauppi has been promoting the interests of her future employer, a banking lobbying group, while still an active member of the European Parliament. Kauppi has consistently urged light-touch regulation for the banking sector and in January 2009 will officially be employed by the Federation of Finnish Financial Services [3].

Commenting on the Conflict of Interest vote, Olivier Hoedeman, from Corporate Europe Observatory said:

“The voters’ choice of Piia-Noora Kauppi reflects real concern about MEPs being too closely aligned with corporate lobbyists. Stronger rules are needed to prevent conflicts of interest, including a ‘cooling off’ period for MEPs going through the revolving door to become industry lobbyists.”

He added that the lack of adequate transparency and ethics rules make it far to easy for MEPs to accept paid work, hospitality and other benefits from businesses which have a direct interest in the legislative process 

Commenting on the Worst EU Lobbying Award, Christine Pohl from Friends of the Earth Europe said:

“These three agrofuel lobbies have invested heavily in misleading propaganda aimed at influencing the Parliament’s and Council’s decision on targets for using agrofuels in transport. Each of them is guilty of political greenwash, claiming that using crops to feed cars is sustainable and ignoring damage to the environment and the livelihoods of local people.”

The runners-up in the Worst EU Lobbying category were the International Air Transport Association (IATA) for its deceptive lobbying campaign to avoid CO2 reduction obligations in the aviation sector and PR agencies Gplus and Aspect Consulting for supporting the spread of war propaganda in the recent conflict between Russia and Georgia. The runners-up in the Worst Conflict of Interest category were British MEPs Caroline Jackson for her twin roles as an MEP dealing with environmental issues and as an environmental advisor to a private waste management company and German MEP Klaus-Heiner Lehne for his dual role as an MEP and lawyer for EU competition and regulatory issues.

British activist and comedian Mark Thomas, who jointly presented the awards at the ceremony in Brussels, said:

“The most fundamental tenet of democracy has to be transparency. If we don’t know what politicians are doing and whose interests they are representing how can we even begin to control and elect them? By naming and shaming the winners of the Worst EU Lobbying Awards, I hope we can illustrate the crucial need for action across the EU to prevent such conflicts of interest and corporate abuse from damaging people’s lives and the environment.”

So far, just one of the nominees for the Worst Lobbying Awards, IATA, has registered in the Commission’s lobbying register 

The Worst EU Lobbying Awards 2008 is organised by Corporate Europe Observatory, Friends of the Earth Europe, Lobbycontrol and Spinwatch.