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quinta-feira, 8 de fevereiro de 2024
A Clock In The Forest
quinta-feira, 7 de setembro de 2023
The Library of the Great Silence: A conversation with Jonathon Keats
We follow up with SETI Artist in Residence Jonathon Keats about his project The Library of the Great Silence, an installation art project that addresses one of the implications of the Fermi Paradox. If the cosmos is only sparsely populated by intelligent beings that implies that at some point in their development almost all technological societies encounter a barrier they cannot cross. To counter such a dystopian prospect, Keats proposes an intergalactic lending library to research planetary futures. Branches of this library have already been installed at the Allen Telescope Array and at museums and universities around the world. Join SETI AIR Director Bettina Forget in conversation with Jonathon Keats and find out what’s in the library!
terça-feira, 22 de dezembro de 2020
'Blob' (ou Bolha) : o que é a misteriosa criatura com 720 sexos e sem cérebro
Ele não tem boca, estômago, olhos, tampouco pode detectar ou digerir alimentos. Também não tem braços ou pernas, mas consegue se locomover — e, em um único dia, dobrar de tamanho.
É capaz de aprender e transmitir conhecimento, apesar de não ter cérebro. Se for cortado ao meio, tem a capacidade de se regenerar em dois minutos.
Os cientistas sabem que não se trata de uma planta, tampouco de um animal ou fungo — embora aja como uma mistura destes dois últimos. E, no seu mundo, não existem machos ou fêmeas, mas 720 sexos diferentes.
Nota: Em termos científicos, a quantidade de sexos de um organismo refere-se ao número de células sexuais que este organismo produz, sem nenhuma relação com o conceito cultural normalmente usado, muitas vezes confundido com o gênero de cada indivíduo. As células sexuais são produzidas pelos organismos para serem combinadas com as de outros indivíduos da mesma espécie com objetivo de reprodução.
É o Physarum polycephalum, que literalmente quer dizer "bolor de várias cabeças". Conhecido como "Blob", o curioso organismo será exibido no zoológico de Paris, na França, a partir deste fim de semana.
"O 'Blob' é realmente uma das coisas mais extraordinárias que existem hoje na Terra", afirmou o diretor do zoológico de Paris, Bruno David, que considera a criatura "um dos mistérios da natureza".
"Existe há milhões de anos e ainda não sabemos muito bem o que é. Não se sabe muito bem se é um animal, se é um fungo ou se é algo entre os dois", acrescentou.
O apelido "Blob" vem de um filme de ficção científica de 1958, A Bolha Assassina (The Blob, em inglês), estrelado por Steve McQueen, no qual uma forma de vida alienígena, a "Bolha" (ou "Blob"), consome tudo que vê pela frente em uma pequena cidade da Pensilvânia, nos EUA.
Como é essa criatura?
O Physarum polycephalum já vivia na Terra 500 milhões de anos antes dos seres humanos.
Durante muito tempo, foi considerado um fungo, mas, na década de 1990, um estudo o reclassificou no grupo dos mixomicetos, ou bolor limoso, uma subcategoria da família das amebas.
Sua aparência se assemelha a uma esponja escorregadia e geralmente tem coloração amarela, mas também existem variedades em rosa, branco e vermelho.

O 'Blob' é geralmente encontrado em locais húmidos e frescos, como a casca de algumas árvores
Consiste numa única célula — às vezes, com muitos núcleos, que podem replicar seu DNA e se dividir.
É frequentemente encontrado em locais onde há decomposição de folhas e em troncos de árvores, locais frescos e húmidos.
Parece que não se movimenta, mas se locomove a um centímetro por hora em busca de presas, como esporos de fungos, bactérias e micróbios.
É capaz de pensar
Para os cientistas, uma das características mais fascinantes do "Blog" é sua capacidade de raciocinar.
"Ele é capaz de memorizar, é capaz de adaptar seu comportamento, é capaz de resolver problemas, de se movimentar por um labirinto, procurar soluções de otimização, de se comportar um pouco como um animal", explica David.
A análise deste organismo chegou, inclusive, a redefinir o entendimento de como a inteligência — de qualquer tipo — funciona, após a publicação de um estudo em 2016.

'Blobs' de até 10 metros de comprimento foram cultivados em laboratório
Os pesquisadores concluíram que essa criatura, apesar de não ter um sistema nervoso central, é capaz de "aprender" com suas experiências e mudar seu comportamento de acordo com elas.
Em experimentos de laboratório, os cientistas observaram como o bolor se adaptava ao longo do caminho até uma fonte de alimentação.
E, quando se funde com outro, pode transmitir conhecimento.
'Quase imortal'
Se os espectadores do zoológico de Paris esperam uma atração com movimentos espetaculares, podem ficar desapontados com um ser vivo cujo movimento dificilmente é percebido.
Por isso, o zoológico terá uma tela interativa que inclui um vídeo acelerado da locomoção de "Blob", que se move por meio da extensão de saliências, chamados pseudópodes.

As telas inteligentes do zoológico de Paris vão mostrar a locomoção do 'Blob'
Mas as características do Physarum polycephalum são espetaculares por si só.
Ele se reproduz mediante a produção e liberação de esporos, que se tornam novos "Blobs".
"Não há dois sexos diferentes, mas sim cerca de 720, portanto a reprodução não é um problema", explica David.
Mas, como na maioria das outras espécies, a sobrevivência é impulsionada pela diversidade genética, que no caso do "Blob" acontece quando dois organismos geneticamente diferentes se encontram e se fundem em um novo "Blob".

O Physarum polycephalum não possui espécimes femininos e masculinos, mas uma variedade de 720 sexos
Também se deve a seu mecanismo de defesa — quando se vê ameaçado, ele entra em estado de hibernação e "seca".
Esse modo vegetativo está "próximo da imortalidade", informou à AFP Audrey Dussutour, especialista em "Blob", do Centro Nacional de Pesquisa Científica da França.
"Você pode, inclusive, colocá-lo no micro-ondas por alguns minutos" — e com algumas gotas de água, voilà!, ele volta à vida, disposto a se alimentar e procriar.
Saber mais:
segunda-feira, 29 de outubro de 2018
Câmera em universidade levará mil anos para bater uma única foto
Jonathon Keats está pronto para ir aonde nenhum fotógrafo jamais esteve — e inclusive ele mesmo não estará. O fotógrafo está tentando quebrar o recorde de foto com maior exposição da história, com uma câmera que levará mil anos para bater uma única foto.
Situada no topo do Museu de Arte da Universidade do Estado de Arizona, a câmera está desde 2015 apontada para a linha do horizonte da cidade de Tempe, no Arizona, com o objetivo de capturar as mudanças da civilização com o passar dos anos.
A câmera é composta por um cilindro de metal e usa tinta óleo ao invés de um filme fotográfico. Ela possui uma placa de ouro 24 quilates com uma minúscula abertura na frente, por onde entra a luz. Com o passar dos anos, a cor da placa irá começar a desaparecer nos pontos onde há maior incidência de luz, criando a imagem fotográfica de formação mais lenta da história.
De acordo com Keats, a fotografia não irá mostrar apenas a silhueta da cidade, mas também irá gravar o modo como ela evoluiu e se modificou durante os séculos. Esse não é o primeiro experimento do tipo feito por Keats, que também já espalhou por Berlim, na Alemanha, câmeras que demorarão 100 anos para tirar uma foto e que irão revelar suas imagens em 2114.
A universidade confirmou que promoverá uma exibição para divulgar a foto ao público quando ela terminar de ser revelada, em 3015. Isso, claro, se nessa data, câmera, universidade ou até mesmo a espécie humana ainda existirem.
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