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sábado, 20 de junho de 2026
O relógio climático está a acelerar
terça-feira, 2 de junho de 2026
Curva de Keeling: o gráfico que tirou a "pressão arterial" à Terra
Se pudéssemos tirar a pressão arterial à Terra para avaliar a sua saúde climática, o gráfico resultante seria, sem dúvida, a Curva de Keeling. Este registo gráfico, considerado um dos documentos científicos mais importantes da era moderna, mostra a acumulação contínua de dióxido de carbono (CO2) na atmosfera terrestre desde o final da década de 1950. Mais do que um simples conjunto de dados estatísticos, a curva funciona como o espelho do impacto da atividade humana no planeta e um aviso claro sobre o futuro do nosso clima.
Até meados do século passado, a comunidade científica sabia que a queima de combustíveis fósseis libertava gases, mas não havia certezas se esse dióxido de carbono se acumulava na atmosfera ou se era totalmente absorvido pelos oceanos e pelas florestas. Tudo mudou quando o cientista americano Charles David Keeling desenvolveu um método de alta precisão para medir o CO2 e, em 1958, começou a recolher amostras de ar no topo do vulcão Mauna Loa, no Havai. A escolha do local foi estratégica: isolado no meio do Oceano Pacífico e a grande altitude, o observatório ficava longe da poluição direta das grandes indústrias, oferecendo uma amostra limpa e global da atmosfera terrestre.
Ao olhar para a Curva de Keeling, saltam imediatamente à vista duas características principais: um padrão anual em forma de ziguezague e uma subida vertical implacável ao longo das décadas. O ziguezague regular representa aquilo a que os cientistas chamam a "respiração" da Terra. Durante a primavera e o verão do Hemisfério Norte - onde se concentra a maior parte da vegetação do planeta -, as florestas crescem e absorvem grandes quantidades de CO2 através da fotossíntese, fazendo os níveis atmosféricos descerem. No outono e no inverno, o processo inverte-se; a vegetação entra em dormência e decompõe-se, libertando o gás de volta para o ar.
No entanto, embora o planeta expire e inspire todos os anos, o topo de cada ziguezague é sucessivamente mais alto do que o do ano anterior. Esta tendência de subida contínua a longo prazo é o resultado direto da atividade humana, impulsionada pela queima de carvão, petróleo e gás natural, além da desflorestação global.
Quando Keeling fez a sua primeira medição em 1958, a concentração de $CO_2$ era de 315 partes por milhão (ppm). Hoje, esse valor já ultrapassou a barreira dos 420 ppm. Através do estudo de bolhas de ar presas no gelo profundo da Antártida, sabemos que, nos últimos 800 mil anos, estes níveis nunca tinham ultrapassado os 300 ppm. Em menos de um século, a humanidade alterou a composição química do ar de uma forma sem precedentes na história da evolução humana.
O dióxido de carbono atua como um manto térmico em redor do planeta, retendo o calor do Sol que, de outra forma, escaparia para o espaço. À medida que a Curva de Keeling continua a subir, esse cobertor torna-se cada vez mais espesso, alimentando o aquecimento global, o degelo dos glaciares, a subida do nível do mar e a multiplicação de fenómenos meteorológicos extremos.
No fundo, a Curva de Keeling deixou de ser apenas uma monitorização laboratorial no Havai para se tornar no diagnóstico mais urgente da nossa civilização, lembrando-nos diariamente de que a estabilidade do clima do futuro depende da rapidez com que conseguirmos travar esta subida.
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quinta-feira, 7 de maio de 2026
Portugal esgotou hoje recursos que natureza lhe destinava para o ano inteiro, dois dias mais tarde do que no ano passado
Portugal esgota hoje os recursos naturais que tinha disponíveis para este ano, dois dias mais tarde do que no ano passado, passando a consumir "a crédito", indicam dados da organização internacional "Global Footprint Network".
O dia da sobrecarga, explica a organização, indica que de 01 de janeiro a 07 de maio os portugueses consumiram tantos recursos naturais quantos os diversos ecossistemas da Terra conseguem regenerar ao longo de um ano. A partir de agora os portugueses continuam naturalmente a consumir, mas usam mais recursos, em terra ou no mar, do que teoricamente estariam disponíveis, e emitem mais dióxido de carbono do que a natureza pode absorver.
No ano passado o dia em que o país esgotou os recursos foi a 5 de maio, o que quer dizer que melhorou ligeiramente em sustentabilidade.
A estabilização no consumo de recursos do planeta é notada pela associação ambientalista Zero, que, num comunicado no qual comenta a pegada ecológica do país, refere a ligeira melhoria, comparando com o ano anterior.
Mas ainda assim o país começa a exceder os recursos disponíveis para alimentar o estilo de vida dos portugueses decorridos menos de cinco meses do ano. Tal quer dizer que se cada pessoa na Terra vivesse como uma pessoa média portuguesa, a humanidade exigiria cerca de 2,9 planetas para sustentar as suas necessidades de recursos.
O resultado coloca Portugal na média da União Europeia (UE), que este ano teve o dia de sobrecarga em 03 de maio, uma ligeira melhoria também em relação ao ano passado.
Na UE há países que esgotaram há muito os recursos que tinham para o ano todo. Nas contas da "Global Footprint Network" o consumo do Luxemburgo esgotou os recursos logo no dia 17 de fevereiro.
A nível mundial o pior classificado é o Catar, que esgotou a sua parte a 04 de fevereiro. Do outro lado da tabela estão as Honduras, que só têm o dia de sobrecarga a 27 de novembro.
A pegada ecológica avalia as necessidades humanas de recursos renováveis e serviços essenciais e compara-as com a capacidade da Terra para fornecer tais recursos e serviços (biocapacidade).
A 05 de junho, Dia Mundial do Ambiente, a "Global Footprint Network" anuncia o "Earth Overshoot Day" de 2026, o momento em que a necessidade de recursos e serviços ambientais por parte da Humanidade excede a capacidade da Terra para regenerar esses mesmos recursos.
Em 2025 a humanidade esgotou os recursos desse ano no dia 24 de julho, uma semana mais cedo do que em 2024, 01 de agosto.
segunda-feira, 30 de março de 2026
Earth's Population Has Surpassed The Planet's Capacity
The Earth has already exceeded its ability to support the global population sustainably, with new research warning of increasing pressure on food security, climate stability, and human wellbeing. However, slowing population growth and raising global awareness could still offer humanity some hope.
Published in Environmental Research Letters, the study shows that humans have pushed well beyond the planet’s long-term capacity and that continued growth under current patterns of consumption will intensify environmental and social challenges for communities worldwide.
The research examined more than two centuries of global population data and uncovered a major shift in human population dynamics that began in the mid-twentieth century.
Lead author, Matthew Flinders Professor of Global Ecology Corey Bradshaw, from Flinders University says the trend reveals a clear biological signal that humanity is living far beyond what the Earth can support.
“Earth cannot keep up with the way in which we are using resources. It cannot support even today’s demand without major changes, with our findings showing that we are pushing the planet harder than it can possibly cope,” says Professor Bradshaw from the Global Ecology Laboratory in the College of Science and Engineering.
The researchers, including distinguished Professor Paul Ehrlich who recently passed away, analysed more than two hundred years of global population records and used ecological growth models to track how population size and growth rates have changed over time.
They tested the direction of these trends and compared results across world regions. They also measured how population size has historically aligned with changes in climate, emissions, and the ecological footprint to understand how human numbers cause environmental stress.
The study found that before the 1950s, global population growth actually sped up as human abundance increased. More people meant more innovation, more energy use, and more rapid technological development that supported further expansion.
However, this pattern broke down in the early 1960s when the global growth rate began to fall even as the population continued to rise.
“This shift marked the beginning of what we call ‘a negative demographic phase,” says Professor Bradshaw.
“It means that adding more people no longer translates into faster growth. When we examined this phase, we found the global population is likely to peak somewhere between 11.7 and 12.4 billion people by the late 2060s or 2070s if current trends hold.”
Professor Bradshaw says this upper limit is dangerous and has only been possible to date because human societies have relied on fossil fuels and drained natural resources faster than nature can replace them.
“The truly sustainable population is much lower and closer to what the world supported in the mid-twentieth century. Our calculations show a sustainable global population closer to about 2.5 billion people if everyone were to live within ecological limits and comfortable, economically secure living standards,” he says.
The researchers say the enormous gap between that sustainable number and today’s population of now 8.3 billion highlights the scale of global overconsumption. They argue that this overshoot has been hidden for decades by heavy reliance on fossil fuels, which boosted food production, energy supply, and industry, but also accelerated climate change and pollution.
The study shows a strong link between increasing population size and rising global temperatures, larger ecological footprints, and higher carbon emissions during the negative phase. Total population size explained more variation in these environmental indicators than per-capita consumption.
Professor Bradshaw says this highlights how both human numbers and consumption patterns jointly intensify environmental stress. “Humanity’s current path will push societies into deeper crises unless we make major changes,” he says.
“The planet’s life support systems are already under strain and without rapid shifts in how we use energy, land, and food, billions of people will face increasing instability. Our study shows these limits are not theoretical but unfolding right now.”
The researchers stress that the study does not predict sudden collapse, but instead offers a realistic assessment of the long-term pressures shaping humanity’s future. The consequences of overshooting Earth’s ‘biocapacity’ include stronger climate impacts, declining biodiversity, reduced food and water security, and widening inequality.
Professor Bradshaw says society must rethink how it uses land, water, energy, and materials if future generations are to live safe and stable lives.
“Smaller populations with lower consumption create better outcomes for both people and the planet,” he says. “The window to act is narrowing, but meaningful change is still achievable if nations work together.”
The team hopes the findings encourage governments, organisations, and communities to plan for the long term, recognise Earth’s environmental limits, and focus on strategies that reduce consumption, stabilise population, and protect natural systems.
“The choices we make over the coming decades will determine the wellbeing of future generations and the resilience of the natural world that supports all life,” concludes Professor Bradshaw.
Acknowledgements:
The Kids Research Institute Australia and Population Matters supported various aspects of the project.
The paper, ‘‘Global human population has surpassed Earth’s sustainable carrying capacity’ by Corey J.A. Bradshaw, Melinda A. Judge (University of Western Australia), Daniel T. Blumstein (University of California, USA), Paul R. Ehrlich (Stanford University, USA), Aisha N. Dasgupta (University of Cambridge, UK), Mathis Wackernagel (University of California, USA), Lewis J.Z. Weeda (University of Western Australia) and Peter N. Le Souëf (University of Western Australia) was published in Environmental Research Letters. DOI: 10.1088/1748-9326/ae51aa
segunda-feira, 5 de maio de 2025
Portugal esgota hoje os recursos naturais que tinha para todo o ano
Portugal esgota hoje os recursos naturais que tinha disponíveis para este ano, 23 dias mais cedo que em 2024, começando a partir de agora a consumir “a crédito”, indicam dados da organização internacional “Global Footprint Network”.
Tal significa que os recursos do planeta disponíveis para este ano terminariam hoje se todas as pessoas do mundo consumissem como os portugueses.
No ano passado Portugal atingiu o chamado dia da sobrecarga a 28 de maio, pelo que recuou 23 dias no calendário e está a consumir recursos mais rapidamente.
A associação ambientalista Zero admite, num comunicado sobre o assunto, que os melhores resultados do ano passado refletiam o período da pandemia de covid-19, quando houve um abrandamento da produção e consumo.
A associação destaca que 5 de maio é o pior resultado dos últimos anos e avisa que se cada pessoa do planeta vivesse como uma pessoa média portuguesa a humanidade precisaria de cerca de 2,9 planetas para sustentar as suas necessidades de recursos.
“Portugal é, já há muitos anos, deficitário na sua capacidade para fornecer os recursos naturais necessários às atividades desenvolvidas (produção e consumo)”, diz a associação, recordando que o resultado aproxima Portugal da média da União Europeia (UE) que teve o seu dia de sobrecarga no dia 29 de abril.
A associação diz no comunicado que o modelo de produção e consumo que suporta o estilo de vida dos portugueses é responsável pelo desequilíbrio, e explica que o consumo de alimentos (30% da pegada global do país) e a mobilidade (18%) estão entre as atividades humanas diárias que mais contribuem para a Pegada Ecológica de Portugal.
A Zero sugere medidas para inverter a tendência de antecipação do dia em que Portugal começa a usar o “cartão de crédito ambiental”, como apostar numa agricultura de qualidade, com mais produção de proteína vegetal, preservando os solos e reduzindo a poluição e consumo de água.
Também sugere reduzir as deslocações e viagens recorrendo ao teletrabalho e teleconferências, aumentar os modos suaves de transporte, como a bicicleta, e regulamentar para que os produtos colocados no mercado sejam sustentáveis (duráveis, podendo ser reparados, reutilizados e reciclados, por exemplo).
Cada português, diz ainda a Zero, pode contribuir privilegiando o uso de transportes públicos, consumindo de forma mais circular (não usar e deitar fora), e reduzindo o consumo de proteína animal.
Os dados para Portugal indicam, diz a associação, que cada português consome cerca de três vezes a proteína animal que é preconizada na roda dos alimentos, metade dos vegetais, um quarto das leguminosas e dois terços das frutas.
Os Países Baixos esgotam também hoje os recursos que a Terra pode renovar num ano. E os neerlandeses, como os portugueses, vivem como se existissem quase três planetas e tratam a natureza como um recurso inesgotável, diz a “Global Footprint Network”.
Segundo a organização o primeiro país a esgotar os recursos este ano foi o Qatar, logo em 6 de fevereiro. O Luxemburgo aparece em segundo lugar, consumindo tudo a 17 de fevereiro.
Do outro lado do mapa, dos países que conseguem poupar mais os seus recursos destaca-se o Uruguai, que apenas esgota os que lhe estão destinados a 17 de dezembro, e a Indonésia, a 18 de novembro.
A “Global Footprint Network” é uma organização internacional de investigação que fornece a decisores ferramentas para ajudar a economia humana a funcionar dentro dos limites ecológicos da Terra.
A 5 de junho, Dia Mundial do Ambiente, a organização anuncia a data do “Earth Overshoot Day”, o momento em que a necessidade de recursos e serviços ambientais por parte da Humanidade excede a capacidade do Planeta Terra para regenerar esses mesmos recursos.
quarta-feira, 2 de agosto de 2023
Dia da Sobrecarga do Planeta à escala mundial: A partir de hoje, Humanidade vive a ‘crédito’ na Terra
Esta quarta-feira, dia 2 de agosto, assinala-se o dia em que a Humanidade excedeu a capacidade do planeta para regenerar os recursos e serviços ambientais de que precisa para viver, no âmbito dos atuais padrões de produção, consumo e desperdício. A partir de hoje, estamos a usar os recursos naturais a ´crédito’, que só deveriam começar a ser usados a 1 de janeiro do próximo ano.
Em 2022, o Dia da Sobrecarga do Planeta chegou no dia 1 de agosto, e, segundo a associação ambientalista Zero, embora nos últimos 70 anos se tenha observado uma antecipação do uso do ‘cartão de crédito ambiental’, “a última década espelha uma desaceleração”.
Quanto aos últimos cinco anos, esse dia ocorreu entre 1 e 3 de agosto, com exceção de 2020, em que se assinalou a 16 desse mês (muito provavelmente devido aos efeitos da pandemia de COVID-19), com a Zero a dizer que “a tendência é de estagnação”.
Tal dever-se-á, sugerem os ambientalistas, “aos esforços de descarbonização e a um conjunto de políticas que visam promover o respeito pelos limites do planeta, muito embora possa também estar a ser influenciada por alguma desaceleração económica nos últimos anos”.
Apesar disso, a Zero alerta que “esta tendência é insuficiente para alcançar os objetivos do Painel Intergovernamental para as Alterações Climáticas (IPPC) de reduzir as emissões de carbono a nível mundial em 43% até 2030 (tendo por referência 2010)”. Para ser possível cumprir essas metas, “teremos de retirar 19 dias em cada um dos próximos sete anos”.
A organização portuguesa diz que “a Humanidade tem de acelerar o passo e promover as mudanças necessárias de forma a reduzir o impacte que as suas atividades e necessidades têm sobre a capacidade de carga do planeta”, explicando que aumentar o contributo das energias renováveis para 75% das necessidades mundiais de eletricidade poderá reduzir em 26 dias o uso do ‘crédito ambiental’, e que cortar em quase metade o desperdício alimentar a nível global “pode contribuir para uma redução de mais 13 dias”.
Além disso, a redução das emissões de dióxido de carbono e do consumo de carne são também apontadas como centrais para adiar o dia em que passamos a viver acima das nossas possibilidades na Terra.
Existem muitos projetos ativos que contribuem para equilibrar a atividade humana com o orçamento ecológico da Terra. Pode encontrar uma ótima visão geral aqui.
sexta-feira, 12 de maio de 2023
Portugal entrou em défice ecológico a 7 de Maio de 2023
Portugal já esgotou os recursos naturais para 2023

Portugal esgotou neste domingo os recursos naturais disponíveis para este ano e começa a usar recursos que só deveriam ser consumidos no próximo ano, segundo dados sobre a pegada ecológica do país divulgados pela associação ambientalista Zero.
Reportagam CNN - 7 de Maio de 2023

De acordo com um comunicado da associação, se a humanidade consumisse como Portugal os recursos para este ano acabavam hoje. Ou, dito de outra forma, "se cada pessoa no planeta vivesse como uma pessoa média portuguesa, a humanidade exigiria cerca de 2,9 planetas para sustentar as suas necessidades de recursos".
Os dados atualizados deste ano, em parceria com a organização "Global Footprint Network", indicam que se mantém o mesmo dia do ano passado, 07 de maio, em que o país passou a usar o cartão de crédito ambiental.
Este desequilíbrio, explica, tem a ver com o modelo de produção e de consumo que suporta o estilo de vida no país.
O consumo de alimentos (30% da pegada global do país) e a mobilidade (18%) estão entre as atividades humanas que mais contribuem para a Pegada Ecológica de Portugal e constituem assim pontos críticos para intervenções de mitigação da Pegada.
A Zero cita dados oficiais para lembrar que a circularidade dos materiais em Portugal é de apenas 2,2%, quando a média comunitária está quase nos 13%, que os portugueses comem cerca de três vezes mais proteína animal do que deviam, em detrimento dos legumes e frutas, e que só 9,7% do consumo final bruto de energia nos transportes provém de fontes renováveis.
Para reduzir a dívida ambiental portuguesa, a Zero defende a aposta numa agricultura virada para alimentos de qualidade, preservando os solos e reduzindo a poluição e o uso de água, o aproveitamento do potencial do teletrabalho, reduzindo deslocações, o investimento em modos suaves de transporte e transportes públicos, bem como na sustentabilidade dos produtos (reparar, reutilizar e reciclar, por exemplo).
E cada português pode contribuir para essa redução. A Zero dá exemplos, a começar pela redução da presença de proteína animal na alimentação, porque cada português come mais proteína animal do que recomenda a roda dos alimentos, metade dos vegetais, um quarto das leguminosas e dois terços das frutas.
É importante também que as pessoas se movimentem de forma sustentável, quer privilegiando os transportes coletivos, quer andando a pé ou de bicicleta. E que acabem com o hábito do "usar e deitar fora", escolhendo antes "ter menos, mas de melhor qualidade".
De acordo com os dados da "Global Footprint Network" países como a Alemanha (04 de maio) ou a França (05 de maio) também já esgotaram os seus recursos para este ano. Espanha esgota os recursos já no dia 12.
Segundo o mapa, o primeiro país a esgotar os recursos para este ano foi o Qatar, logo a 10 de fevereiro, seguindo-se o Luxemburgo a 14. Em março esgotaram os recursos países como o Canadá, Estados Unidos, Austrália, Bélgica ou Dinamarca, em abril a Suécia, a Áustria, a Rússia ou a Irlanda, e ainda este mês o Reino Unido, a Grécia ou a Hungria.
Nos meses de verão predominam no mapa os países da América do Sul e a dezembro chegam três países: a Indonésia, o Equador e Jamaica.
Os dados indicam que seriam precisos 5,1 planetas se todos fossem norte-americanos, 4,5 planetas se o mundo fosse como a Austrália e apenas 0,8 planetas se todos vivessem como os indianos.
A Pegada Ecológica avalia as necessidades humanas de recursos renováveis e serviços essenciais e compara-as com a capacidade da Terra para fornecer tais recursos e serviços, a biocapacidade.
A associação explica que a Pegada Ecológica mede o uso de terra cultivada, florestas, pastagens e áreas de pesca para o fornecimento de recursos e absorção de resíduos (por exemplo, o dióxido de carbono proveniente da queima de combustíveis fósseis), e que a biocapacidade mede a quantidade de área biologicamente produtiva disponível para regenerar esses recursos e serviços.
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quinta-feira, 28 de julho de 2022
Humanidade atingiu hoje o Dia de Sobrecarga da Terra
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| Pintura ilustrando o planeta Terra em chamas durante a COP26 em Glasgow Jane Barlow - Pa Images |
O ‘Overshoot Day’ ocorre quando a pressão humana excede as capacidades regenerativas dos ecossistemas naturais. “Durante os 156 dias restantes [até o final do ano], o nosso consumo de recursos renováveis irá consistir em corroer o ‘capital natural’ do planeta”, alerta Laetitia Mailhes, da Global Footprint Network
Até hoje, a humanidade terá consumido tudo o que o planeta pode produzir num ano sem se esgotar, o que significa que viverá o que resta de 2022 a crédito, alertam duas Organizações Não Governamentais (ONG). Em sentido figurado, seriam necessários 1,75 planetas Terra para suprir as necessidades da população de forma sustentável, segundo um indicador criado por investigadores no início dos anos 1990, que continua a piorar.
Esta data, 28 de julho, corresponde ao momento em que "a humanidade consumiu tudo o que os ecossistemas podem regenerar no espaço de um ano", explicam as ONG Global Footprint Network e WWF. “Durante os 156 dias restantes [até o final do ano], o nosso consumo de recursos renováveis irá consistir em corroer o ‘capital natural’ do planeta”, alerta Laetitia Mailhes, da Global Footprint Network.
Estes dados nem têm em conta as necessidades de outras espécies que vivem na Terra. “Temos também que deixar espaço para o mundo selvagem”, refere.
O ‘Overshoot Day’ (Dia de Sobrecarga da Terra) ocorre quando a pressão humana excede as capacidades regenerativas dos ecossistemas naturais.
Segundo a Global Footprint Network, que monitoriza esta mediação, este indicador tem aumentado ao longo de 50 anos: 29 de dezembro de 1970, 04 de novembro de 1980, 11 de outubro de 1990, 23 de setembro de 2000 e 07 de agosto de 2010.
Em 2020, esta data foi adiada por três semanas, devido ao efeito dos confinamentos motivados pela pandemia de covid-19, antes de regressar aos níveis anteriores.
Esta pegada ecológica é calculada a partir de seis categorias diferentes: agricultura, pastagens, áreas florestais necessárias para produtos florestais, áreas de pesca, áreas construídas e áreas florestais necessárias para absorver o carbono emitido pela combustão de 'combustíveis fósseis' e que está intimamente ligada aos padrões de consumo, principalmente nos países ricos.
Por exemplo, se todos os humanos vivessem como os franceses, o ‘Overshoot Day’ teria ocorrido ainda mais cedo, em 05 de maio de 2022.
O WWF e a Global Footprint Network apontam o dedo em particular para o sistema alimentar.
"O nosso sistema alimentar perdeu a cabeça com o consumo excessivo de recursos naturais, sem atender às necessidades da luta contra a pobreza" por um lado, e por outro uma epidemia de excesso de peso e obesidade, sublinha Pierre Cannet, do WWF França.
As duas ONG destacaram que a pegada ecológica dos alimentos é considerável, sendo que a produção de alimentos mobiliza todas as categorias de pegada, em especial as de cultura (necessárias para a alimentação animal e humana) e de carbono (a agricultura é um setor de alta emissão de gases de efeito estufa).
“No total, mais da metade da biocapacidade do planeta (55%) é usada para alimentar a humanidade”, salientam.
Mais especificamente, "uma grande parte dos alimentos e matérias-primas são utilizados para alimentar os animais e os animais que consumimos posteriormente", detalha ainda Pierre Cannet.
No caso da União Europeia, “63% das terras cultiváveis (...) estão diretamente associadas à produção animal”.
No entanto, a agricultura contribui para a desflorestação, para as alterações climáticas, emitindo gases de efeito estufa, para a perda de biodiversidade e para a degradação dos ecossistemas, enquanto utiliza grande parte da água doce, apontam as ONG.
Com base em recomendações científicas, estas defendem a redução do consumo de carne nos países ricos.
"Se pudéssemos reduzir o consumo de carne para metade, poderíamos adiar em 17 dias a data do Dia de Sobrecarga da Terra”, explica Laetitia Mailhes.
Já limitar o desperdício de alimentos permitiria adiar a data em 13 dias, acrescentou, salientando que um terço dos alimentos é desperdiçado no mundo.
sexta-feira, 6 de maio de 2022
Se o planeta consumisse como Portugal, os recursos para este ano acabavam no sábado
O planeta ficaria a partir de sábado sem recursos para este ano se todos os habitantes tivessem uma vida como um português médio, indicam os dados sobre a pegada ecológica nacional calculados pela organização internacional Global Footprint Network.
Segundo os cálculos, se cada pessoa no planeta Terra vivesse como os portugueses, eram precisos dois planetas e meio para satisfazer as necessidades de recursos. Os mesmos cálculos que mostram que a área produtiva disponível para regenerar recursos e absorver resíduos a nível mundial esgotava-se no sábado, data em que o planeta viveria “a crédito”.
A associação ambientalista Zero, parceira da Global Footprint Network, diz em comunicado hoje divulgado que “Portugal aciona o cartão de crédito ambiental cada vez mais cedo”, lembrando que em 2021 começou a usar recursos naturais que só deviam ser usados em 2023 uma semana mais tarde, a 13 de maio.
“Portugal é, há já muitos anos, deficitário na sua capacidade para fornecer os recursos naturais necessários às atividades desenvolvidas (produção e consumo). O mais preocupante é que ´dívida ambiental´ portuguesa tem vindo a aumentar”, diz a associação portuguesa no comunicado.
De acordo com a Global Footprint Network, que calcula a pegada ecológica de quase todos os países do mundo, há países bem piores do que Portugal, que começaram a gastar recursos futuros logo em fevereiro, mas há outros que praticamente não lhes tocam até final do ano.
A pegada ecológica avalia as necessidades humanas de recursos renováveis e serviços essenciais e compara-as com a capacidade da Terra para fornecer esses recursos e serviços.
E em relação aos outros países?
Se todos os habitantes do planeta tivessem uma pegada ecológica como os habitantes do Qatar os recursos para este ano estariam esgotados desde 10 de fevereiro (14 de fevereiro para o Luxemburgo), mas em contrapartida se fossemos todos jamaicanos os recursos só acabariam a 20 de dezembro.
No mapa dos países, Portugal surge a acabar os recursos a 7 de maio, apenas um dia após o Japão, e antes de países como a Espanha, a Suíça ou o Reino Unido.
No entender da Zero, o país pode reverter a situação aproveitado fundos do Programa de Recuperação e Resiliência, e adotando novas políticas e práticas para reduzir os impactos do que se produz e consome.
“O consumo de alimentos (32% da pegada global do país) e a mobilidade (18%) encontram-se entre as atividades humanas diárias que mais contribuem para a Pegada Ecológica de Portugal”, diz a Zero no comunicado, no qual sugere a aposta numa agricultura mais sustentável e numa redução das viagens, aproveitando mais o teletrabalho e os formatos virtuais.
Investimento em mobilidade suave, como a bicicleta, e em produtos sustentáveis são outras propostas da Zero, que sugere, nas práticas individuais, a redução de proteína animal, privilegiar os transportes públicos e consumir de forma mais circular.
terça-feira, 18 de agosto de 2015
Desde o dia 13 de Agosto que estamos a delapidar as reservas da Terra
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| Fonte: Over Shoot Day 2015 |
Em oito meses, a humanidade consumiu os recursos renováveis que o planeta consegue produzir durante um ano. Depois do dia 13 de Agosto, estamos a delapidar as reservas da Terra.
Há 20 anos que a Global Footprint, uma organização não governamental ligada à conservação da natureza, faz o cálculo: com dados fornecidos pelas Nações Unidas, a ONG compara a pegada ecológica do Homem - que mede a exploração dos recursos naturais do planeta Terra pelo ser humano - com a capacidade do planeta de se regenerar, renovando os seus recursos e absorvendo os resíduos. Perante as informações recolhidas, a Global Footprint determina o dia em que a exploração humana ultrapassa a chamada biocapacidade da Terra. Em 2015, esse dia assinala-se esta quinta-feira, 13 de agosto.
A data é cada vez mais precoce: em 2005, o homem começava a explorar as reservas do planeta só a partir de Setembro. Em 1975, os recursos renovados a cada ano terminavam apenas em Novembro. A vertigem do consumo é cada vez maior e a humanidade, conforme indica a organização, vive cada vez mais Tempo "a crédito", com a dívida ecológica a crescer e a tomar proporções preocupantes. A desflorestação, escassas reservas de água, poluição e o efeito de estufa são o preço que o Homem já está a pagar pelo consumo desenfreado dos recursos terrestres, num ciclo vicioso que, daqui em diante, só pode piorar caso não sejam tomadas medidas urgentes.
A poucos meses da conferência mundial sobre as alterações climáticas - prevista para dezembro, em Paris - o vice-presidente da Global Footprint, Sebastian Winkler, disse ao Le Monde que as negociações que se avizinham serão determinantes para reduzir a pegada ecológica do homem, porque são as emissões de carbono as principais responsáveis pela degradação do ambiente e dos recursos terrestres.
"É um ciclo vicioso. A nossa forma de consumo degrada os ecossistemas dos quais dependemos. Lança gases com efeito de estufa para a atmosfera e o aquecimento global agrava ainda mais esta situação", realça Diane Simiu, a diretora dos programas da WWF, organização dedicada à preservação do ambiente, em França. A CONTINUAR a tendência de sobre-exploração dos recursos do planeta, em 2030 serão necessários os recursos gerados por dois planetas Terra para responder às necessidades do homem.
A boa notícia, segundo Sebastian Winkler, é que basta que os 195 países que vão participar na reunião de Paris cheguem a acordo para a redução em 30% das emissões de CO2: assim, em 2030, a humanidade viveria das reservas da terra só a partir de 16 de Setembro, verificando-se uma maior poupança dos recursos do planeta. Caso nada mude, o dia chegará a 28 de Junho. [Fonte:DN]
sábado, 21 de agosto de 2010
Aviso de sobrecarga da Terra: HOJE 21 de agosto, excedemos o orçamento da natureza
PLANETA FALIDO
Como já tinha escrito em 2008, aqui
A humanidade levou menos de nove meses para esgotar seu orçamento ecológico anual, segundo dados da Global Footprint Network, uma organização de pesquisa ambiental com sede na Califórnia.
A Global Footprint Network calcula o estoque da natureza sob a forma de biocapacidade – o montante de recursos que o planeta regenera a cada ano – e o compara à demanda humana: o montante necessário para produzir todos os recursos vivos que consumimos e absorver nossas emissões de dióxido de carbono. Seus dados revelam que a partir de 21 de agosto, a humanidade terá demandado todos os serviços ecológicos que a natureza pode oferecer este ano, desde a filtragem de CO2 até a produção de matérias-primas para a alimentação.
A Global Footprint Network calcula o estoque da natureza sob a forma de biocapacidade – o montante de recursos que o planeta regenera a cada ano – e o compara à demanda humana: o montante necessário para produzir todos os recursos vivos que consumimos e absorver nossas emissões de dióxido de carbono. Seus dados revelam que a partir de 21 de agosto, a humanidade terá demandado todos os serviços ecológicos que a natureza pode oferecer este ano, desde a filtragem de CO2 até a produção de matérias-primas para a alimentação.
De agora até o final do ano, vamos alcançar nossa demanda ecológica esgotando estoques de recursos e acumulando gases de efeito de estufa na atmosfera.
"Se você gastasse todo o seu rendimento anual em nove meses, você provavelmente ficaria extremamente preocupado", disse o presidente da Global Footprint Network, Mathis Wackernagel. "A situação não é menos terrível quando se trata do nosso orçamento ecológico. As alterações climáticas, a perda de biodiversidade, o desmatamento, a escassez de água e de comida - todos estes são sinais claros de que não podemos mais financiar o consumo a crédito. A natureza está abrindo falência”.
Saiba mais (em inglês)
O que é Overshoot?
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sexta-feira, 2 de setembro de 2005
Capacidade biológica ou biocapacidade
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| We’ve Consumed More Than the Earth Can Produce (fonte: National Geographic) |
Capacidade biológica, ou biocapacidade, é uma forma de medir a capacidade de uma área para a produção de materiais biológicos necessários para a vida, como a alimentação, e para absorver suas emissões de dióxido de carbono. Déficits e as reservas são determinadas pela medição da capacidade de uma área contra a sua pegada ecológica, a área necessária para apoiar a população de um ecossistema.
quarta-feira, 16 de fevereiro de 2005
O caminho de Quioto
Por Francisco Ferreira, Quercus
Parece-me que é óbvio que os ambientalistas e os cientistas que"espalham o medo generalizado" (sim, porque não há quaisquer razões paraisso... - estou obviamente a ironizar), considerem mais importante focalizar o objectivo na redução das emissões do que na adaptação .Porém, isso até não é completamente verdade. Sendo as notícias geradas predominantemente por países desenvolvidos, é natural que quem maissofre pouco impacto tenha. Veja-se por exemplo sobre consequências eadaptação o que está nesta recente press release dos Estados pequenas-ilhas.
Veja-se como Portugal desenvolveu um programa sobre medidas de adaptaçãodenominado SIAM. Vejam-se as chamadas de atenção que as ONGAs em Portugal têm feito em relação ao facto dos POOC esquecer a subida donível do mar, colocando tal facto explicitamente nos pareceres efectuados - não é este um alerta para medidas práticas? A questão da adaptação recebeu também grande prioridade nas Conferências das Partes onde tenho participado, principalmente na Convenção que decorreu em 2002 em Nova Delhi; veja-se o texto final da Declaração
:(e) Adaptation to the adverse effects of climate change is of highpriority for all countries.Developing countries are particularly vulnerable, especially the least developed countries and small island developing States. Adaptation requires urgent attention and action on the part of all countries.Effective and result-based measures should be supported for thedevelopment of approaches at all levelson vulnerability and adaptation, as well as capacity-building for the integration of adaptation concerns into sustainable development strategies. The measures should include full implementation of existing commitments under the Convention and the Marrakesh Accords;
(f) Parties should promote informal exchange of information on actionsrelating tomitigation and adaptation to assist Parties to continue to develop effective and appropriate responses toclimate change;
O silêncio não tem nada de espantar - é que quem sofre principalmente com o fenómeno climático em termos de prejuízos de diversa ordem são ospaíses em desenvolvimento e não os países desenvolvidos que conseguirão ter meios para ultrapassar os custos de fenómenos meteorológicos extremos, da subida no nível do mar, entre outros aspectos. Assim, aadaptação envolve um apoio dos países desenvolvidos que está muito aquém do desejável, só que é sem dúvida uma voz silenciosa pela proporcionalidade do peso político de tais países. Mais ainda, esses países são quem menos tem capacidade de avaliar os impactes nas suasáreas e com prioridade como a pobreza, a guerra, entre outras, aadaptação às alterações climáticas vão obviamente para o fim da agenda deles próprios. É evidente que neste segmento, há excepções mesmo nos países desenvolvidos - um dos países que mais se tem debruçado na avaliação e medidas de adaptação é a Suiça - imagine-se porquê.... Ou na região asiática (aqui incluíndo desenvolvidos e em desenvolvimento).
Mas já agora, aproveito para transcrever o que está na página da Quercus desde há quase dois meses e foi subscrito como documento base por todas as organizações não governamentais de ambiente europeias presentes em Buenos Aires sobre os caminhos a seguir em termos políticos no que respeita às alterações climáticas, e em que a adaptação tem o mesmo pesoque a redução de emissões:Três caminhos de acção: o caminho de Quioto, o caminho dad escarbonização e o caminho da adaptação; tendência deverá ser a da igualdade das emissões per capita A Quercus / Rede de Acção Climática Europeia argumentam a favor de uma abordagem múltipla, operando numa mesma ou similar escala temporal,dividida em três caminhos: o caminho de Quioto, o caminho “verde” ou da descarbonização, e o caminho da adaptação. O caminho de Quioto assenta na Convenção das Nações Unidas para as Alterações Climáticas e no Protocolo de Quioto, com o seu sistema legalde reduções absolutas das emissões e regime de cumprimento. Estecaminho, que contém obrigações legais relativas à troca de direitos deemissões contém os fundamentos de um sistema que conduz a um rápido desenvolvimento tecnológico e sua disseminação, fornecendo a base tecnológica para soluções vencedor-vencedor para os objectivos do clima e do desenvolvimento sustentável. O caminho “verde” (descarbonização) pode conduzir a uma rápidaintrodução de tecnologias limpas que podem reduzir as emissões e atingir os objectivos de desenvolvimento sustentável dos países em desenvolvimento. Os países industrializados deverão proporcionar recursos e tecnologia para este caminho, mas devem fazê-lo em parceria com os países em desenvolvimento, não condicionando outras política snuma lógica de “pau e cenoura” como se tem verificado em muitas outras áreas.O caminho da adaptação fornece recursos às regiões mais vulneráveis(Estados pequenas-ilhas, países em desenvolvimento) para lidarem com as inevitáveis alterações do clima. Os países em desenvolvimento terão de concentrar a sua atenção nos próximos anos na adaptação, dado que são os mais vulneráveis aos impactes das alterações climáticas e a sua contribuição em termos de emissões é pequena tendo em conta a sua população e as suas necessidades de desenvolvimento. Os países que recebam apoio no quadro deste caminho da adaptação devem prosseguir na linha do caminho “verde” (da descarbonização).O nível e o carácter das acções de mitigação neste quadro será determinado pela referência a um nível de emissões per capita acordado, a capacidade para actuar (incluindo medidas tais como o salário percapita), e a responsabilidade histórica. Neste contexto, os paísesindustrializados têm a obrigação de agir primeiro para reduzir as suasemissões em termos absolutos. Os objectivos de redução de emissões noquadro do caminho de Quioto devem ser determinados tendo em conta, demodo muito preponderante, uma convergência mundial dos valores dasemissões per capita ao longo do século XXI. Outro critério de justiça, como a responsabilidade histórica, deverá também ser ponderado no determinar do tempo, nível e carácter das acções de redução das emissões exigidas aos diferentes países. Uma combinação de factores tais como a semissões per capita, a capacidade ou flexibilidade para agir e a responsabilidade histórica deverão ser usadas para determinar quando ecomo os países devem passar do caminho “verde” ou da descarbonizaçãopara o caminho de Quioto.
Sites recomendados
IGS- O instituto para as estratégias ambientais globais (IGES), estabelecido por uma iniciativa do governo japonês em 1998, é um instituto de pesquisa que conduza pesquisa estratégica pragmatica e inovativa da política para suportar o desenvolvimento sustainable na região Ásia-Pacífica da região-um que experimenta o crescimento rápido da população e que expande a atividade econômica. A missão de IGES é promover a transformação da sociedade do século 20, caracterizada pelo consumo da produção maciça e da massa, a uma estrutura societal nova fundada no sustainability. Nós devemos re-examinar nossos sistemas do valor e atividades socio-economic; mude é essencial. IGES aponta propôr várias medidas para os sistemas sociais e econômicos melhorados e realísticos, que dão forma a um paradigm novo para o futuro. A pesquisa estratégica da política para a realisação do desenvolvimento sustainable é uma tarefa formidável na região Ásia-Pacífica, que tem tais topografia e culturas diversos, e na variação grande no nível do desenvolvimento econômico. IGES colaboracom uma escala larga das partes interessadas, tais como governos nacionais, de ONGAs, negócios e grupos dos cidadãos, para realizar esta pesquisa de uma natureza tão desafiante, apontando assegurar-se de que os resultados estejam refletidos no processo policy-making. Em IGES, nós acreditamos que desenvolver e apresentar estratégias eficazes para a região Ásia-Pacífica jogarão um papel principal na pesquisa ambiental global no século XXI, e contribuímo-lo ao realização da sociedade sustentável no mundo.
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