terça-feira, 14 de novembro de 2017

Dia Mundial da Diabetes



Efeméride, assinalada dia 14, pretende sensibilizar sobre a doença.

O Dia Mundial da Diabetes é comemorado a 14 de novembro, em memória do dia de aniversário de Frederick Banting, que, juntamente com Charles Best, foi o responsável pela descoberta da insulina em 1922.

Este dia visa consciencializar as pessoas sobre a doença e divulgar as ferramentas para a prevenção da diabetes, que tem tido um aumento alarmante de casos no mundo.

Todos os anos, a Federação Internacional da Diabetes (Internacional Diabetes Federation – IDF, sigla em inglês) escolhe um tema para alertar para as problemáticas e necessidades que enfrentam os doentes diabéticos. Para 2018 – 2019 o tema é «A Família e a Diabetes».

Foi escolhido o período de dois anos para melhor alinhar do Dia Mundial da Diabetes ao atual plano estratégico da IDF e facilitar o planeamento, o desenvolvimento, a promoção e a participação. As ações da campanha terão como objetivo:

  • Aumentar a consciencialização sobre o impacto que a Diabetes tem sobre a família e a rede de apoio das pessoas afetadas.
  • Promover o papel da família na gestão, cuidado, prevenção e educação para a Diabetes.

 

A IDF estima que existam 425 milhões de pessoas a viver com diabetes e que cerca de metade desconhece esse diagnóstico, sendo maioritariamente casos de diabetes tipo 2.

Programa Nacional para a Diabetes prevê a aposta na prevenção

A diabetes é uma doença crónica e progressiva, associada a elevados custos sociais e dos sistemas de saúde.

De acordo com o Relatório do Programa Nacional para a Diabetes 2017, em Portugal estima-se que a diabetes afete 13,3% da população com idades entre os 20-79 anos, das quais 44% desconhecem ter a doença. Diariamente são diagnosticados com diabetes em Portugal cerca de 200 novos doentes.

Estima-se que a diabetes afete mais de 1 milhão de portugueses enquanto a «pré-diabetes» afetará cerca de 2 milhões.

O Programa Nacional para a Diabetes da Direção-Geral da Saúde (DGS) prevê a aposta na prevenção e tratamento atempado das complicações da diabetes, proporcionando a todas as pessoas o acesso aos melhores cuidados de saúde, meios de diagnóstico, tratamento e reabilitação. Para 2017-2018 foi estabelecido o objetivo de aumentar a percentagem de doentes com Rastreio de Retinopatia Diabética efetuado. Neste sentido foram rastreados 198.400 utentes em 2017, o que representou um aumento relativamente a 2016 (158.115 rastreados).

Para saber mais, consulte:

quinta-feira, 9 de novembro de 2017

Al Gore: Nada Pode Deter a Revolução Verde


Com o seu documentário de 2006, Uma Verdade Inconveniente, Al Gore,  o antigo vice-presidente dos Estados Unidos, garantiu a atenção do público para a ameaça das alterações climáticas. Este julho, estreia nos cinemas An Inconvenient Sequel. Gore, 69 anos, diz que a fasquia está mais elevada, mas as soluções são mais claras.

Quais acha serem os mal-entendidos do público relativamente às alterações climáticas?

Penso que a grande maioria das pessoas entende que as alterações climáticas são um desafio extremamente importante, que os seres humanos são responsáveis por isso e que temos de agir rapidamente e de forma decisiva para conseguir resolver o assunto. Os argumentos mais persuasivos vieram da Mãe Natureza. Os eventos meteorológicos extremos são cada vez mais frequentes e severos, e é cada vez mais difícil ignorar o que está a acontecer. E mesmo aqueles que não querem utilizar as palavras “ aquecimento global” ou “crise climática” estão a encontrar maneiras de dizer, “sim, temos de mudar para energia solar, eólica, baterias, carros elétricos e por aí a diante”. Temos tanto em risco.

Porque surgiram divergências políticas tão acutilantes sobre as alterações climáticas?

Há um antigo ditado popular no Tennessee que diz: “se vires uma tartaruga no cimo do poste de uma vedação, podes ter a certeza de que não chegou ali sozinha”. Uma maioria determinada – com apoio financeiro ativo de alguns dos grandes poluidores de carbono – atrasou o progresso durante uns tempos. Utilizaram o poder dos lobbies e ameaças de financiar opositores, utilizaram as mesmas técnicas que já vimos utilizar no passado pelas grandes tabaqueiras para criar falsas dúvidas. Todos nós somos vulneráveis ao que os psicólogos chamam “negação”: se alguma coisa é desconfortável, é mais fácil afastá-la, é mais fácil não nos envolvermos. Mas a solução é ouvir e aproximarmo-nos das pessoas a partir de onde elas estão.

Disse publicamente que a saída do Acordo de Paris sobre as mudanças climáticas preconizada pela Administração Trump era uma “ação irresponsável e indefensável.” Qual é o caminho agora?

Mesmo que Trump consiga eliminar medidas que ajudem os EUA a reduzir as emissões, os desenvolvimentos no mercado — como a queda continuada do custo da eletricidade renovável — fazem com que os EUA possam atingir os objetivos definidos para os EUA no Acordo de Paris não obstante as ações de Trump. A Califórnia e Nova Iorque estão a progredir mais rapidamente do que o exigido pelo Plano de Energia Limpa. E há um número crescente de cidades que está a progredir ainda mais rapidamente. Além disso, a comunidade empresarial está muito à frente da comunidade política e muitas empresas orientadas para o consumo estão a prometer usar energia 100% renovável.

E o papel da China?

A China está a evoluir de forma bastante impressionante. Este é o quarto ano em que regista uma redução de emissões de dióxido de carbono e o terceiro em que apresenta uma queda no uso de carvão. No final deste ano, vai implementar um teto para as emissões e um plano de comércio. É líder mundial no fabrico de painéis solares e de turbinas eólicas, comboios rápidos e redes elétricas inteligentes. A China mostrou uma liderança forte neste tema.

O documentário Uma Verdade Inconveniente teve uma enorme ressonância em 2006 e ajudou a que se atingisse um momento de viragem no que respeita à sensibilização para as mudanças climáticas. Porque acha que isto aconteceu?

Dou grande parte do mérito a David Guggenheim, realizador do filme. Sinto-me envergonhado ao admitir que não achava que fazer o filme fosse boa ideia. Não acreditava que fosse possível transformar uma apresentação de diapositivos num filme. Mas ele convenceu-me e fez um trabalho fantástico.

O primeiro filme juntava partes de uma série de estudos científicos que mostravam que era preciso tomar medidas para parar o aquecimento global de responsabilidade humana, pelo que se tratou de uma feliz confluência de acontecimentos. Mas, depois, os grandes poluidores de carbono congregaram-se e começaram a aplicar muito mais dinheiro em campanhas de negação das mudanças climáticas e em argumentos pseudocientíficos falsos e, ajudados pelas contribuições e pelo dinheiro de grupos de pressão, conseguiram travar os progressos. Mais recentemente, voltamos a tomar as rédeas da iniciativa.

Qual é o seu objetivo neste novo filme, An Inconvenient Sequel?

O meu principal objetivo é contribuir para a dinâmica atual. Cem por cento dos proveitos do filme, e do livro, que estamos a fazer serão destinados à formação de mais ativistas do clima. Foi também o que aconteceu com o primeiro filme.

No novo filme, uma cena muito forte mostra o Al Gore a visitar a cidade conservadora de Georgetown, no Texas, onde o presidente da câmara republicano, Dale Ross, tem vindo a encetar esforços para que a cidade dependa de energia 100 por cento renovável. Parece que se deu muito bem com Ross. Como é que isso aconteceu?

A ligação foi estabelecida do ponto de vista humano, apesar de pertencermos a partidos diferentes. Ele é contabilista certificado, pelo que consegue perceber claramente o dinheiro que os cidadãos da cidade a que preside poderiam poupar se desse o arrojado passo de usar eletricidade 100% renovável. Esta oportunidade de poupar o dinheiro das pessoas e, ao mesmo tempo, reduzir a poluição está a ficar disponível em todo o mundo.

Qual é o segredo para trabalhar com pessoas que podem não concordar consigo em muitos aspetos?

Bem, é preciso ouvir as pessoas e falar com elas tendo em conta aquilo que pensam naquele momento. Acho que à medida que fui envelhecendo fui aprendendo a fazê-lo um pouco melhor. A Mãe Natureza é uma grande aliada quando tentamos convencer as pessoas sobre a seriedade de tudo isto, mas o mercado também o é.

No novo filme, diz que considera as recentes contrariedades na causa climática um fracasso pessoal. Pode explicar-nos porquê?

Houve momentos em que pensei que poderia ter feito mais. Se nos dedicamos a algo e não vemos o objetivo a concretizar-se, temos a tentação de pensar que talvez tenhamos falhado. Em alguns momentos mais sombrios da última década, não consegui deixar de pensar que estávamos a perder esta batalha. Não é o que penso neste momento. Acredito que vamos vencer esta luta.

Alguns ambientalistas dizem que é o mensageiro errado na causa do clima devido à sua filiação e história partidária, tal como Hillary Clinton pode ter sido a mensageira errada em novembro último. Dizem que o Al Gore afasta muitas pessoas. O que tem a dizer sobre isso?

A ciência social refuta esse argumento. O que fez crescer o negacionismo climático foi a grande recessão de 2008 e as despesas cada vez maiores dos partidários do negacionismo. Recentemente, verificou-se um regresso aos níveis de apoio público à ação sobre a crise climática que se registaram depois do lançamento de Uma Verdade Inconveniente.

O que é que o assusta mais no futuro?

Embora estejamos a vencer esta luta, não o estamos a fazer tão rapidamente quanto necessário. A acumulação continuada de poluição humana causadora de aquecimento global vem aumentar os danos que irão repercutir-se no futuro. Algumas das mudanças não são recuperáveis. Não podemos simplesmente ligar o interruptor e reverter o derretimento dos grandes mantos de gelo.

O que lhe dá esperança para o futuro?

Há muitas pessoas pelo mundo a trabalhar sobre esse assunto e isso deixa-me muito otimista. Seria uma grande ajuda ter políticas e leis que acelerassem a nossa resposta. Mas as forças dos mercados estão a trabalhar a nosso favor. A energia solar, a energia eólica e outras energias estão a ficar cada vez mais baratas e melhores. Mais cidades e empresas se estão a converter às energias 100% renováveis. Acredito que não há nada que possa deter a revolução da sustentabilidade.

quarta-feira, 8 de novembro de 2017

The model for recycling our old smartphones is actually causing massive pollution

Millions of new iPhones will be sold this month. What really happens to the millions that get thrown out?


This fall, iPhone 8s and Xs are hitting shelves across North America, setting in motion that most time-honored of rituals — the smartphone funeral.

Around 1.5 billion phones are sold a year, which means about as many get the heave-ho. With little ceremony, we shove them into drawers or pack them away into boxes.

Occasionally, we might just throw them away. We feel sheepish about it, and for good reason: Once trashed, they end up in landfills, leaching toxic chemicals into the soil. In fact, electronics account for up to 70 percent of landfills’ toxic waste.

To avoid this guilt, we try to take our phones — not to mention all those broken printers, dead Fitbits and cracked iPads — to recycling centers. Driving away after such a drop-off feels good: We did the responsible, eco-friendly thing.

But what happens to these devices after we leave? The answer is complicated and, in most cases, far from eco-friendly. Welcome to the murky world of e-waste “recycling,” a.k.a. the sordid afterlife of your smartphone.

The myth of e-waste “recycling”

If the recycler is a reputable organization, it first checks to see whether your electronics can be refurbished and reused. If so, they’ll be scrubbed of data (hopefully) and either donated or resold on the secondary market. Devices that won’t sell in the U.S. are typically shipped to distributors in South America or Asia. (Remember the Motorola Razr? Long after its popularity faded, there was a booming market for it in Latin America.)

Only when it’s cheaper for companies to reuse component parts — rather than manufacturing from scratch — will our old phones truly meet a better fate.

If the electronics are past the point of no return, they’re sent to recycling plants and put through powerful, all-purpose shredders. Metal components are then shipped to one of a handful of registered smelters, where they’re melted down. A few precious metals from the circuit boards, including gold and palladium, are recovered from the molten liquid, but the vast majority of materials are left to burn, releasing chloride, mercury and other vapors into the atmosphere.

But smelting is still a “good” option, if only because the alternatives are far worse. For nearly every above-board recycler, there’s a corresponding organization that makes money by collecting e-waste, packing it into shipping containers and selling it through a shadowy network of middlemen to scrapyards in countries such as China, India, Ghana and Pakistan.

The environmental cost of such a transaction is high — but the human cost is higher. Walk the streets of e-graveyards like Agbobloshie in West Africa or similar sites in Asia or another part of the developing world, and you’ll see hundreds, if not thousands, of microentrepreneurs, essentially cooking printed circuit boards to extract the metals within. From experience, I can say that the smell in the air is dizzying, and sticks in your nostrils and throat for days.

In the process, these workers are exposed to nickel, cadmium and mercury, among other toxic fumes, which leak into the surrounding air, ground and drinking water. This can lead to a wide variety of serious, sometimes life-threatening health problems, including cancers and birth defects.

Searching for a better afterlife for our smartphones

Environmental and human costs aside, there’s another glaring problem with how we currently treat end-of-life electronics. When we toss our gadgets in the trash, the gold in the circuit board goes with them. Though the amounts in any one phone are minute, the aggregate adds up: It’s estimated that the gold in the world’s e-waste equals as much as 11 percent of the total amount mined each year — literally millions of pounds of gold chucked in the garbage.

In response to these concerns, some manufacturers and retailers are starting to take steps in the right direction. Apple, Samsung, Best Buy and Amazon incentivize consumers to return old devices in exchange for cash or gift cards. (Hand over a non-cracked iPhone 6, for example, and you’ll get $145.) Yet one of the big obstacles remains technology. The trace amounts of minerals inside a typical phone simply don’t justify the enormous expense of extraction.

Our best hope lies in a much bigger shift in perspective: Having manufacturers design expressly with reusability in mind. This cradle-to-cradle approach to production is a cornerstone of the circular economy movement. Apple and other companies, for instance, have come under pressure to make screens, batteries and other components easier to replace and upgrade. “Fair trade phones,” with modular components, are still a novelty but gaining a foothold. A loftier goal: Smartphones that separate into component parts at the touch of a button, freeing up materials to reenter the supply chain.

The tipping point, as is often the case, will come down to economics. Only when it’s cheaper for companies to reuse component parts — rather than manufacturing from scratch—will our old phones truly meet a better fate. In the meantime, nearly 100 million pounds of toxic e-waste is generated each year. As a new wave of iPhones (not to mention Galaxies and Huaweis) floods the market, it’s time we found a way to let our old phones rest in peace, once and for all.

Peter Holgate is a circular-economy thought leader and the founder of Ronin8 Technologies. Reach him @peterjholgate