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quarta-feira, 29 de abril de 2026

Shell CEO sees energy crisis lasting until 2027


The shortage of oil and natural gas caused by the blockade of the Strait of Hormuz is likely to drag on for months and possibly into next year, the CEO of Shell, Wael Sawan, tells Bloomberg TV.

“We’re talking about roughly 900 million barrels that haven’t been produced in the last few months and have instead been replaced by inventory,” he says, adding:

“We’re now reaching some relatively low levels. We’re talking about constraints on demand in certain areas. And we’re talking about fuel switching.”

Sawan’s comments underscore the severity of the energy shock that has hit the global energy sector in the wake of President Donald Trump’s war with Iran, which began in late February.

About 20% of the world’s oil and natural gas cannot pass through the Persian Gulf, forcing countries like Iraq, Kuwait, and Qatar to shut down production and pushing customers—especially in Asia—to compete for supplies elsewhere by driving up prices.

“It’s leaving a deep mark—and not just on oil,” says Wael Sawan, noting that liquefied natural gas (LNG) is also at stake.

Earlier this week, Shell agreed to buy Canadian shale producer ARC Resources for USD 13.6bn in the energy giant’s largest deal in more than a decade.

The acquisition will support production growth through 2030 and help supply their LNG Canada facility, which exports natural gas to Asia.

segunda-feira, 10 de dezembro de 2018

David Attenborough speaks out at COP24


Naturalist and TV presenter David Attenborough used his speech at the climate summit COP24 to urge governments and countries to take action on behalf of the world’s people. Attenborough spoke as the representative for a new campaign called The People’s Seat Initiative, run by the UN, which collects videos, experiences and polls to enable people around the world to put forward their experience and action on climate change and be part of the dialogue.


Speaking at COP24 in Katowice last week, Attenborough said: “The world’s people have spoken. Their message is clear. Time is running out. They want you, the decision makers, to act now.

“Right now, we’re facing a manmade disaster of global scale. Our greatest threat in thousands of years, climate change. If we don’t take action, the collapse of our civilisations, and the extinction of much of the natural world, is on the horizon.”

The UN has launched a new ActNow.bot through Facebook Messenger, which it said is designed to fuel climate change understanding and encourage personal action. Once the user clicks Get Started, the bot asks questions, sends links and records when a climate action is completed.

“This new social media tool, a Facebook Messenger bot, will help people learn about activities to reduce their carbon footprint, and show – and share with friends – how they are making an impact. We all need to do things differently,” said UN Under-Secretary-General of global communications, Alison Smale.

The UN’s new bot wasn’t the only people-focused initiative unveiled at the summit – conservation group WWF adapted its logo from the distinctive black and white panda to feature world leaders, celebrities, alongside the message ‘you are an endangered species’.

The two-week COP24 summit aims to pin down a detailed set of rules about how global decisionmakers will achieve the targets set by the 2015 Paris Agreement, and limit global temperature rises to 1.5 rather than 2 degrees.

A recent report by the UN’s Intergovernmental Panel on Climate Change (IPCC) found that ‘unprecedented’ action on climate change was required if the 1.5 degree limit is to be met. Despite commissioning the report, the COP24 summit has been blocked from officially welcoming the findings after Russia, the US, Saudi Arabia and Kuwait objected, saying it would be enough to simply ‘note’ its results.

quinta-feira, 14 de abril de 2016

Falta de água pode tornar o mundo vegetariano


Diariamente, um bilião de mulheres, homens e crianças vão dormir com fome, enquanto 10 milhões morrem por desnutrição a cada ano. Se ainda hoje o mundo não conseguiu sanar esse mal, que afeta um em cada sete de seus habitantes, como é que vamos alcançar a segurança alimentar para uma população que em 2050 chegará a 9 biliões de pessoas?

Um novo estudo mostra que a solução para evitar uma catástrofe alimentar passará por uma mudança quase completa de uma dieta a base de carne para uma mais centrada em vegetais. E isso deverá acontecer por um único motivo: a escassez de água. É o que aponta o relatório “Alimentando um mundo sedento: Desafios e Oportunidades para a segurança hídrica e alimentar”, divulgado em 26/08/12 na Suécia, por ocasião da Semana Mundial da Água.

A análise mostra que não haverá água suficiente para alcançar a produção esperada em 2050 se seguirmos com a dieta característica dos países ocidentais em que a proteína animal responde por pelo menos 20% das calorias diárias consumidas por um indivíduo.

Na ponta do lápis, de acordo com os cientistas, a adoção de uma dieta vegetariana é atualmente uma opção para aumentar a quantidade de água disponível para produzir mais alimentos e reduzir os riscos de desabastecimento em um mundo que sofre com extremos do clima, como a seca histórica que afeta os Estados Unidos. O motivo é que a dieta vegetariana consome de cinco a dez vezes menos água que a de proteína animal – que hoje demanda um terço das terras aráveis do mundo só para o cultivo de colheitas para alimentar os animais.

“A capacidade de um país de produzir alimentos é limitada pela quantidade de água disponível em suas áreas de cultivo”, ressalta um trecho do relatório, que alerta sobre a pressão atual e crescente sobre esse recurso natural usado de forma cada vez mais insustentável. Segundo previsões da FAO (Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação, da sigla em inglês), será necessário aumentar a produção de alimentos em 70% nos próximos 40 anos para atender à demanda. Isto colocará uma pressão adicional sobre os nossos hídricos, num momento em que precisaremos também alocar mais água para satisfazer a demanda global de energia, que deverá crescer 60% em três décadas, salientam os cientistas.

Estresse hídrico
Um outro estudo divulgado em maio de 2012 pela consultoria britânica Maplecroft mostrou que o mundo já vive um “estresse hídrico” e que a falta de acesso à água potável vem pesando sobre os países mais pobres ou marcados por histórico de conflitos militares, instabilidades políticas e sociais. Segundo o levantamento, os países do Oriente Médio e África são os mais vulneráveis à falta de água. Nessas regiões, cada gota pode emergir como uma nova fonte de instabilidade.

Em alguns dos maiores produtores de petróleo do mundo, como Kwait e Arábia Saudita, a escassez de água vem se tornando crítica há gerações. Primeiro colocado na lista de 10 países em “risco extremo” de falta d´água, Bahrein, no Golfo Pérsico, usa águas subterrâneas para a prática da horticultura, porém, em quantidade insuficiente para atender toda a população. A deterioração dos lençóis subterrâneos de água já é uma das principais preocupações nacionais (Brasileiras).
Fonte: Exame

sexta-feira, 18 de setembro de 2015

Grande entrevista a Chomsky: o mundo que nossos netos herdarão?


Entrevistado pelo jornalista David Barsamian, o professor Noam Chomsky, explica as raízes do Estado Islâmico (ISIS) e porque os EUA e seus aliados são responsáveis pelo grupo. Particularmente, argumenta, a invasão do Iraque em 2003 provocou um divisão sectária que desestabilizou a sociedade iraquiana. Solo fértil para os sauditas estimularem grupos radicais.

A entrevista também toca no massacre israelense na faixa de Gaza, destacando o papel vital de Israel no tabuleiro político norte-americano. Chosmky conta, por exemplo, como Telaviv foi usada por Washington para fornecer, ao exército a Guatemala, as armas que permitiram o massacre contra comunidades maias. Era a época do governo Ronald Reagan; o Congresso havia proibido tal assistência militar — Israel prontificou-se a ser solução. 

Por fim, Chomsky compartilha seus pensamentos sobre o crescente movimento pela justiça climática e porque acha que essa é a questão mais urgente hoje.


O Oriente Médio está em chamas, da Líbia até o Iraque. Existem novos grupos jihadistas. O foco atual é o ISIS. O que dizer sobre ISIS e as suas origens?

Há uma interessante entrevista que só apareceu há alguns dias atrás, com Graham Fuller, um ex-agente da CIA, um dos principais fontes da inteligência e dos analistas mainstream sobre o Oriente Médio. O título é “Os Estados Unidos criaram o ISIS”. Aparentemente, seria mais uma das milhares de teorias da conspiração que rondam o Oriente Médio.

Mas trata-se de algo diferente — que vai direto ao coração do establishmentnorte-americano. Fuller apressa-se em frisar que sua hipótese não significa dizer que os EUA decidiram dar existência ao ISIS e, em seguida, o financiaram. Seu — e eu acho que é algo acurado — é que os EUA criaram o pano de fundo em que o ISIS cresceu e se desenvolveu. Em parte, apenas devido à abordagem devastadora padrão: esmagar aquilo de que você não gosta.

Em 2003, os EUA e a Grã-Bretanha invadiram o Iraque, um crime grave. A invasão foi devastadora. O Iraque já havia sido virtualmente destruído, em primeiro lugar pela década de guerra com o Irã — no qual, aliás, Bagdá foi apoiado por os Washington — e depois pela década de sanções econômicas e políticas.

Tais sanções foram descritas como “genocidas” pelos dois respeitados diplomatas internacionais que os administravam e, que, por esse motivo, renunciaram em protesto. Elas devastaram a sociedade civil, fortaleceram o ditador, obrigaram a população a confiar nele para a sobrevivência. Essa é provavelmente a razão pela qual ele não seguiu o caminho natural de todos os outros ditadores que foram derrubados.

Por fim, os EUA simplesmente decidiram atacar o país em 2003. O ataque é comparado por muitos iraquianos à invasão mongol de mil anos atrás. Muito destrutiva. Centenas de milhares de pessoas mortas, milhões de refugiados, milhões de outras pessoas desalojadas, destruição da riqueza arqueológica e da riqueza do país da época suméria.

Um dos efeitos da invasão foi instituir imediatamente divisões sectárias. Parte do “brilhantismo” da força de invasão e de seu diretor civil, Paul Bremer, foi separar os grupos — sunitas, xiitas e curdos — uns dos outros, e instigá-los uns conta os outros. Após alguns anos, houve um conflito sectário brutal, deflagrado pela invasão.

Você pode enxergar isso se olhar para Bagdá. Um mapa de Bagdá de, digamos, 2002, revela uma cidade mista: sunitas e xiitas vivem nos mesmos bairros e casam entre si. Na verdade, às vezes nem sabiam quem era sunita, e quem era xiita. É como saber se seus amigos estão em um ou outro grupo protestante. Existiam diferenças, mas não eram hostis.

Na verdade, durante alguns anos ambos os lados diziam: nunca haverá conflitos sunitas-xiitas; Estamos muito misturados na natureza de nossas vidas, nos locais onde vivemos, e assim por diante. Em 2006, houve uma guerra feroz. Esse conflito se espalhou para todo o Oriente Médio — hoje, cada vez mais dilacerado por conflitos entre sunitas e xiitas.

A dinâmica natural de um conflito como esse é que os elementos mais extremos comecem a assumir o controle. Eles tinham raízes. Estão no mais importante aliado dos EUA, a Arábia Saudita, com a qual Washington está seriamente envolvidos desde a fundação do Estado nacional. É uma espécie de ditadura da família. O motivo é sua uma enorme quantidade de petróleo.

Mesmo do domínio dos EUA, a Grã-Bretanha sempre preferiu o islamismo radical ao nacionalismo secular, no mundo árabe. E quando os EUA passaram a ser hegemônicos no Oriente Médio, adotaram a mesma posição. O islamismo radical tem seu centro na Arábia Saudita. É o estado islâmico mais extremista, mais radical no mundo. Faz o Irã parecer um país tolerante e moderno, em comparação — e os países seculares do Oriente Médio árabe ainda mais, é claro.

A Arábia Saudita não é apenas dirigida por uma versão extremista do Islã, os salafistas wahhabistas. É também um Estado missionário. Usa seus enormes recursos petrolíferos para promulgar suas doutrinas em toda a região. Estabelece escolas, mesquitas, clérigos, em todo o lugar, do Paquistão até o Norte de África.

Uma versão extremista do extremismo saudita foi assumida pelo ISIS. Este grupo cresceu ideologicamente, portanto, a partir da forma mais extremista do Islã — a versão da Arábia Saudita — e dos conflitos engendrados pela invasão norte-americana, que quebraram o Iraque e já se espalharam por toda a região. Isso é o que Fuller argumenta, em sua hipótese.

A Arábia Saudita não só fornece o núcleo ideológico que levou ao extremismo radical do ISIS (e de grupos semelhantes que estão surgindo em diversos países), mas também o financia e lhe oferece apoio ideológico. Não é o governo deRIAD que o faz — mas sauditas e kwaitianos ricos. O ataque lançado à região pelos Estados Unidos e pela Grã-Bretanha é a fonte, onde tudo se origina. Isso é o que significa dizer os EUA criaram ISIS.

Pode ter bastante certeza de que, à medida que esses conflitos se desenvolvem, eles se tornarão mais extremistas. Os grupos mais brutais tenderão a assumir o controle. É o que acontece quando a violência se torna o meio de interação. É quase automático: em favelas ou nos assuntos internacionais. As dinâmicas são perfeitamente evidentes. É este o papel do ISIS vem. E se for destruído, surgirá talvez algo ainda mais extremo.

Continua…

quinta-feira, 18 de março de 2004

Baraka



Baraka (1992) é um filme documentário experimental, dirigido por Ron Fricke, cinematografista de Koyaanisqatsi, o primeiro da trilogia Qatsi, de Godfrey Reggio.
Baraka é uma viagem pelos seis continentes, com escala em 24 países: Argentina, Austrália, Brasil, Camboja, China, Equador, Egito, França, Hong Kong, Índia, Indonésia, Irão, Israel, Itália, Japão, Quénia, Kuwait , Nepal, Polónia, Arábia Saudita, Tanzânia, Tailândia, Turquia e EUA. 
Baraka retrata a harmonia e o caos do planeta, as religiões, as guerras, a pobreza e a ligação do Homem à Natureza.
Ver também
Baraka
Espírito de Baraka