segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Os puzzles

Ler 1
Temos hipóteses de construir outros puzzles mais envolventes e amigos do nosso planeta e da nossa sobrevivência. A ideia mais derrubadora/desconstruidora do puzzle neoliberal é exactamente pegando na ideia do puzzle. A agrotecnologia intensiva, os transgénicos, a pesca intensiva, os biocombustíveis, a nanotecnologia e o nuclear estão dentro de um puzzle gigante que se revela INsustentável e perigosamente auto-destrutivo, uma vez que para lá dos lucros (=poder=tirania) das corporações, a subsidiarização estatal "mantem" todo a artificialismo e (pseudo) virtuosidades económicas dos países do G8/G20 e retira/oprime os países (=populações) cada vez mais pobres e dependentes e "cultiva" toda a mentalidade do desperdício/consumismo que só entra nesse puzzle!!!
Tentemos colocar os transgénicos numa agricultura amiga do solo, da biodiversidade, da eficiência hídrica e energética??? Não dá mais, não é? A peça não encaixa de forma nenhuma!
Nos EUA tentam "penetrar" mansamente por via "legal": são alimentos orgânicos todos os que contêm até 5% de  transgénicos na sua composição (?!) (ler aqui)
Tentemos colocar o nuclear num puzzle onde é aceite princípios da eficiência energética, eficiência hídrica, menos poluição, planeamento das redes de acesso à energia, liberdade local de obtenção de fontes de energia mais amigas do ambiente....esta peça não encaixa...e perde significado....
Coloquemos a tónica no acesso e não na produção (alimentos, energia, água, ar, solo, etc) e verificam que o puzzle actual ainda é mais injusto, fonte de desperdícios tremendos e criador de uma "felicidade" humana artificial, menos prolongada e pouco inteligente (= parva). Há tecnologias humanas bem eficientes em relação à Natureza, outras são um complemento (=auxilares)...mas há que apresentar outros puzzles.
O puzzle das corporações não serve mais.Mesmo a riqueza produtiva de ciência ficará muito pobre, pois a diversidade de sementes, de espécies marinhas, espécies cinegéticas, etc estará condenada a um pensamento único, e tão frágil como o pseudo-ecossistema por nós criado.
Os meus alunos VERIFICAM rapidamente quais as melhores opções.
Tal como estes jovens cidadãos, pais (quiçá), creio que os meus leitores não vão desejar mais este modelo de DES-envolvimento.




1.De 1983 até 2007, de acordo com um estudo realizado pelo sociólogo William G. Dumhoff, a distribuição do património líquido entre o quintil mais rico (20%) da população e os outros quatro quintos combinado (80%), passou de 81,3% da riqueza detida por primeiro quintil para 85,1 por cento da riqueza. No mesmo período, o fundo (80%) caiu de 18,7% da riqueza para 15%.


domingo, 27 de fevereiro de 2011

Alimentos vs combustível e o preço da gasolina - os lucros só estão dentro de um puzzle INsustentável

Fui aos meus arquivos...(re)lendo isto até me deu arrepios...é ...é mesmo da Business Week (ler embaixo) e...e alto lá DuPont (??), ah é aquela que??? Voltei novamente e cruzei-a com esta notícia CTNBio aprova o milho Herculex, parceria da DuPont com a Dow AgroSciences.

Os biocombustíveis e os transgénicos constituem o maior erro da nossa civilização.  Mas estão dentro ou encaixam-se como peças de um puzzle INsustentável. Explico-me.
Como é possível aceitarmos em produtos de origem orgânica ,digamos que por lei norte-americana poder conter até 5% de OGM? (clica aqui) Já viu? Imagina esse grau de contaminação em produtos ditos regionais portugueses: desde hortícolas a fumeiros?
Aceitaria comer numa pousada ou alojamento turístico ou um simples restaurante nacional uns presuntos "orgânicos" com contaminação transgénica? E como podemos saber? Aceita que genes da vida sejam patenteados?
E os vegetarianos também terão que estar atentos...
E saberão como a produção/ exportação dos EUA tem sobrevivido?
-com biocombustíveis,
- mais subsídios para uma tecnologia agrícola cara e cada vez mais frágil (seja a resistência a pragas, baixa resistência a variações climáticas, agricultura associada a alergias, depois contaminação de outras  culturas, elevados consumos de água, etc)
- e à custa da sobre-exploração dos países não europeus (suicídio de agricultores, exploração até à escravidão das condições de trabalho em países africanos e sul-americanos, substituição da Amazónia por pastagens (e pecuária) e campos de soja OGM e/ou  milho/cana de açúcar para biocombustíveis  por exemplo, para não falar de África, sempre África- ler postagem no BioTerra).
- com apoio ao nuclear (ler aqui postagem no BioTerra)
- controle dos mass media, capazes de colocar rapidamente mensagens de lavagem verde com grande volume de exemplares e em pouco tempo em todo o mundo
Não admira pois que o aumento do preço do crude só beneficie única e exclusivamente as grandes corporações.
E assim temos a catequese do hipermodernismo com "excelentes" notícias do missal hiperliberal (além da Business Week, temos esta por exemplo- Brasil já é o 2º produtor de transgénicos a nível mundial)
"Usufruam da boa vida, que a agrotecnologia trata da vossa saúde e da vossa vida" 

(Na  Europa podemos estar "confiantes" no GMO compass? creio que não...no Brasil é conhecida a corrupção que vai dentro da CTNBIO/EMBRAPA/ISAAA ....nos EUA a corrupção é enorme (FDA/USDA)  e nunca foi noticiado cá já duas perdas enormes de produção transgénica no Midwest..só que...pois é, está subsidiada...Bush filho dispendeu biliões de dólares às empresas biotecnológicas e suas explorações)....

Somos claramente mais autónomos, certo? claramente com mais esperança de vida, certo? mas muito mais frágeis: registam-se quase igual nº de casamentos como divórcios, ou trabalhas precariamente ou estás fora, descredibilizam-se as greves, as manifestações públicas de desagrado, os feminismos, e todos os ismos, não há história, vive hoje...e logo terás um produto qualquer que "alivia" o teu presente....tipo publicidade enganosa como já vi "faz maratona com este I-qualquer coisa (de fonte não renovável, é quase certo)"....
Artigo da Business Week
Excertos:
The spike in the price of corn that's hurting Boerboom and other pork producers isn't caused by any big dip in the overall supply. In the U.S., last year's harvest was 10.5 billion bushels, the third-largest crop ever. But instead of going into the maws of pigs or cattle or people, an increasing slice of that supply is being transformed into fuel for cars. The roughly 5 billion gallons of ethanol made in 2006 by 112 U.S. plants consumed nearly one-fifth of the corn crop. If all the scores of factories under construction or planned go into operation, fuel will gobble up no less than half of the entire corn harvest by 2008.


Corn is caught in a tug-of-war between ethanol plants and food, one of the first signs of a coming agricultural transformation and a global economic shift. Ever since our ancestors in the Fertile Crescent first figured out how to grow grains, crops have been used mainly to feed people and livestock. But now that's changing in response to the high price of oil, the cost in lives and dollars of ensuring a supply of petroleum imports, and limits on climate-warming emissions of fossil fuels. Farms are energy's great green hope. "Economics, national security, and greenhouse gases have created a perfect storm of interest," says John Pierce, vice-president for bio-based technology at DuPont, (DD ) which is making fuel and chemicals from plants.


Indeed, a massive expansion of biofuels is the one policy that has support from Democrats and Republicans and from both ends of Pennsylvania Avenue. In his Jan. 23 State of the Union address, President George W. Bush called for 35 billion gallons of renewable fuels per year within 10 years, enough to replace 15% of gasoline burned in American cars and trucks. Congress is considering measures that would require 60 billion gallons by 2030. And the fervor for greener fuels isn't just a U.S. phenomenon. Europe is requiring that 5.75% of diesel fuel come from plants by 2010, while Japan and others line up contracts to buy biofuels to reduce their greenhouse gas emissions.



sábado, 26 de fevereiro de 2011

Crise em África



LEITURAS ENREDADAS (com excertos):
1. Why Monsanto's GM seeds threaten democracy
Ask Monsanto. Under the headline, “Why Does Monsanto Sue Farmers Who Save Seeds?” on its website, the firm states: “When farmers purchase a patented seed variety, they sign an agreement that they will not save and replant seeds produced from the seed they buy from us. More than 275,000 farmers a year buy seed under these agreements in the United States.”

2. Eight-nine percent of Americans want GM labeling - NYT poll
A majority of our food already contains G.M.O.’s, and there’s little reason to think more isn’t on the way. It seems our “regulators” are using us and the environment as guinea pigs, rather than demanding conclusive tests. And without labeling, we have no say in the matter whatsoever.

3. Resistindo ao programa de "Caridade" de Gates e Monsanto em África
Like most of the farmers in this area, the Tumaini women explained, they had followed the advice of outsiders (mostly large-scale foreign NGOs) who told them that yields would increase if they purchased special seeds rather than saving th...eir own and applied chemicals to their crops. But the women soon learned the long-term consequences of these methods. When the rains stopped, crops didn't produce well and debts mounted. Stripped from years of chemical use, the soil couldn’t retain what little moisture was left, nor was there enough water to dissolve the chemicals. Yields declined and farmers could no longer afford the inputs—chemical fertilizers, genetically engineered seeds, pesticides—that they believed were necessary to cultivate their land. Farmers became poorer and hungrier.

4.Transgénicos em África: combater a fome, ou acumular lucros? 

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

EU QUERO


Eu quero ar puro. Eu quero alimentos saudáveis sem destruição. Eu quero água sem poluição. Eu quero que as nossas florestas permaneçam intactas. Eu quero ver os oceanos cheios de vida. Eu quero uma revolução energética. Eu quero um mundo melhor. Eu quero! Tu também queres?

Então dá uma mãozinha ao nosso planeta, partilhando ESTE vídeo. Se já o viste, não esqueças os teus amigos e colegas de trabalho, família. PARTILHA-O. Ajudem a estabelecer um recorde de partilhas para este magnífico vídeo! Ainda vai nos 756.000.Obrigado.

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Protecção Florestal



A AMO Portugal pretende e está empenhada em lançar aos seus voluntários um desafio ainda maior que o do Dia L.

Este desafio não se limitará a uma acção de um só dia, mas sim a acções que, algumas delas, terão inicio ainda em 2011 e poderão prolongar-se por períodos indeterminados.
Como voluntários que somos, pretendemos intervir e criar um plano de Protecção Florestal, que abranja todas as coisas que envolvem uma floresta, tudo o que depende dela e que lhe pertence.

À imagem da história do “Pássaro Beija-flor” (que sozinho, com uma gota de água no seu bico, tenta apagar um incêndio), se cada um de nós contribuir com um pouco de si, pondo Mãos à Obra, todos juntos conseguiremos.
Contudo não nos podemos limitar somente a colocar Mãos à Obra, pois é da maior importância sensibilizar e educar aqueles menos atentos.
Devemos dar tanto ou mais valor à preparação das acções que propriamente à acção em si.
Quando conseguirmos ter todas as pessoas sensíveis a estas problemáticas, as nossas intervenções práticas serão sobre problemáticas menos gravosas.

De modo a contribuir para a protecção da floresta, a AMO Portugal pretende criar acções que concretizem os temas apresentados nos tópicos abaixo indicados.
Procuraremos sempre o envolvimento de entidades, grupos e organizações, com reconhecida experiência nas áreas de acção que pretendemos desenvolver, procurando parcerias para coordenar, orientar e concretizar os objectivos propostos.

Todos nós somos voluntários, não pretendemos ser remunerados, glorificados ou distinguidos, não pretendemos ser radicalistas, extremistas ou sensacionalistas.
Pretendemos sim e exclusivamente distinguir, erguer, enaltecer, defender, zelar e proteger a nossa Floresta, a Natureza, o meio Ambiente e o nosso Ecossistema.

* Sensibilização e Educação Ambiental;
* Formação;
* Prevenção à deposição ilegal de resíduos;
* Vigilância florestal, detecção e alerta de incêndios florestais e apoio a sistemas de combate;
* Plantação de árvores e flora autóctones;
* Limpeza e controlo de espécies de flora infestante;
* Defesa de espécies ameaçadas;
* Especial defesa por áreas e espécies protegidas;
* Limpeza e monitorização de lagos e ribeiros;
* Defesa da fauna florestal;
* Construção e monitorização de abrigos;
* Construção e monitorização de locais de nidificação;
* Construção e manutenção de observatórios;
* Construção de bebedouros (alimentados pelas águas da chuva);
* Facilitar passagens/atravessamentos de rodovias;
* Observação acompanhamento e contagem do diferente tipo e número de espécies presentes em zonas de Portugal;
* Recolha de animais feridos, e direccionar por exemplo para parques biológicos;
* Sensibilizar e ensinar a população de formas de como coabitar os mesmos espaços com determinados animais selvagens.


“A Terra não pertence ao Homem. O Homem pertence à terra.” – Chefe Seattle

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Energia com Vida, escolas solidárias

Promovido pela EDP Gás, desenvolvido e implementado pela dmp+aso, nasceu do compromisso que Portugal fez com o Mundo. No ano 2000 os portugueses assinaram a Declaração do Milénio da ONU, que estabelece 8 Objectivos para o Desenvolvimento Humano a atingir a.é 2015. Porque para saber ajudar longe, há que saber ajudar por perto. O energia com vida, desafia a comunidade escolar e familiar a abraçar este compromisso de agir, com uma metodologia de intervenção que se adapta a cada realidade local. "Através dos jovens, pelas escolas, com a comunidade". Concretamente, as escolas dos 2º e 3º ciclos do ensino básico, públicas e privadas (nesta 1ª edição nos distritos do Porto, Braga e Viana do Castelo), serão guiadas a fazer um levantamento da situação na área envolvente e a implementar soluções em complementaridade com a comunidade local através da captação dos recursos necessários ao projecto planeado. Criando-se plataformas vivas de intercâmbio de conhecimento e intervenção local. No final do ano serão anunciadas as “Escolas Solidárias do ano”! 
Ler mais em: Energia Com Vida

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Dia Internacional da Língua Materna


O Dia Internacional da Língua Materna é celebrado anualmente a 21 de fevereiro e visa promover, preservar e proteger todas as línguas faladas pelos povos em todo o mundo.

Estima-se que existam mais de 7.000 línguas em todo o globo. No entanto, metade destas corre o risco de vir a desaparecer.

Origem da data

O Dia Internacional da Língua Moderna foi proclamado pela UNESCO em 1999, sendo comemorado em todos os seus países membros, com o objetivo de proteger e salvaguardar as línguas faladas em todo o planeta.

A escolha do dia 21 de fevereiro para comemorar o Dia Internacional da Língua Materna serve para lembrar a população mundial da tragédia que ocorreu em fevereiro de 1952, na cidade de Daca, no Bangladesh. Vários estudantes foram mortos pela polícia enquanto protestavam pelo reconhecimento da sua língua - o bengalês - como um dos dois idiomas oficiais do então Paquistão.

domingo, 20 de fevereiro de 2011

Dia Mundial da Justiça Social


O Dia Mundial da Justiça Social comemora-se todos os anos a 20 de fevereiro.

A data foi criada em 2007 pela Assembleia Geral das Nações Unidas e celebrada pela primeira vez em 2009.

O objetivo do Dia Mundial da Justiça é enfrentar as realidades da pobreza, do desemprego e da exclusão, tentando criar oportunidades para todos e combater as desigualdades no mundo. Igualdade, bem-estar, trabalho e justiça para todos são algumas das preocupações desta data, numa altura em que se levantam questões sensíveis como as da migração e dos refugiados.

Problemas de justiça social

Diariamente são colocadas barreiras às pessoas pelo seu género, raça, etnia, idade, religião ou deficiência. O próprio sítio onde a pessoa nasce acaba por condicionar a sua liberdade e bem-estar. Cerca de 20% da população mundial consume 80% dos recursos do planeta, enquanto menos de 100 famílias detêm mais de metade da riqueza mundial.

Nesta data a ONU faz um apelo às nações para a eliminação de barreiras sociais e realizam-se diferentes iniciativas pelo mundo para promover a justiça e a igualdade social, como encontros, colóquios, exibições de filmes, campanhas, etc.

sábado, 19 de fevereiro de 2011

Impacto das mudanças climáticas pode ser mais forte na biodiversidade ibérica

As alterações climáticas poderão provocar uma perda generalizada de biodiversidade no sul da Europa, em especial na Península Ibérica, avança uma investigação publicada na revista “Nature”, que envolveu o investigador português Miguel Araújo.
Este estudo, cujo primeiro autor é Wilfried Thuiller, do Centro Nacional de Investigação Científica (CNRS) de Grenoble (França), foi pioneiro a analisar as consequências das alterações climáticas sobre “a árvore da vida [que representa todas as espécies, das extintas às modernas] na Europa”, em particular nas relações evolutivas entre plantas, aves e mamíferos.
“É a primeira vez que se estudam, de forma combinada, estes três grupos na Europa. E a novidade é o facto de se estudarem as consequências desses impactos climáticos na árvore da vida de cada um desses grupos”, realçou  Miguel Bastos Araújo. 

As previsões mostram que o sul do continente europeu será o “mais afectado pelas alterações climáticas” e onde se poderá registar “uma perda generalizada” de diversidade biológica, que se forma a partir do balanço entre extinções e a produção de novas espécies.

De acordo com o especialista português, nas regiões mediterrâneas  a biodiversidade “é mais vulnerável”, visto que estas zonas estão expostas a alterações climáticas acentuadas e possuem “maior diversidade filogenética”, ou seja, “maior quantidade de informação evolutiva independente”.

O estudo mostrou que a Península Ibérica será uma das regiões mais afectadas, pois as previsões indicam que as distribuições das espécies poderão sofrer "contracções importantes" e que estas tendem a deslocar-se para "norte ou para altitudes mais elevadas”.Em casos “extremos”, é mesmo possível que “algumas espécies se extingam”, avançou o títular da cátedra Rui Nabeiro / Delta em Biodiversidade, da Universidade de Évora.

Reconstrução das relações evolutivas

No estudo, os investigadores reconstruíram as relações evolutivas de um grande número de espécies de plantas, aves e mamíferos, avaliando o risco de extinção de cada uma perante diferentes cenários de alterações climáticas. Depois, compararam os efeitos induzidos por alterações climáticas com cenários aleatórios de extinção.

A investigação, referem os autores, não permite ilações sobre a magnitude das extinções induzidas pelas alterações climáticas, mas revela que “produzem impactos que poderão afetar todos os ramos da árvore da vida”. A juntar a estes, estão outros de origem humana que contribuem para amplificar a actual crise da biodiversidade.

“Ao afectar espécies diferentes das já ameaçadas por factores humanos, as alterações climáticas poderiam ter um efeito aditivo sobre as extinções, o que alteraria por completo as contas actuais sobre este risco”, frisou Miguel Bastos Araújo. (fonte: Ciência Hoje)

Créditos Fotográficos da minha Amiga Ana Ribeiro Santos

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Gerar energia a partir de um objecto comum

Pela Natureza
Um dos grandes objectivos para um designer industrial, com uma preocupação de poupança, é encontrar uma fonte de energia livre ou quase livre.
Isso é o que o designer Luís Castanheira aparece ter feito.
Gerar energia a partir de um objecto comum
Este é o Voltair, um gerador de energia eólica instalado no separador de duas faixas de rodagem, que é accionado pelo movimento dos carros.
O objetivo principal deste projeto era reduzir a complexidade do produto, tanto quanto possível.
Ao fazer isso, o designer ficou com uma base que suporta um gerador de energia, um órgão composto por um conjunto de lâminas curvas e uma tampa de segurança, que fixa todos os componentes.
Gerar energia a partir de um objecto comum
Gerar energia a partir de um objecto comum
Imagens: Luís Castanheira


quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Documentário: "A Economia da Felicidade"






A ECONOMIA DA FELICIDADE (2011)
«A globalização económica levou a uma enorme expansão da escala e poder dos grandes negócios e serviços bancários. Ela também piorou quase todos os problemas que enfrentamos: o fundamentalismo e o conflito étnico; caos climático e extinção de espécies; instabilidade financeira e desemprego. Existem custos pessoais também. Para a maioria das pessoas a vida no planeta está se tornando cada vez mais estressante. Nós temos menos tempo para amigos e família e enfrentamos pressões crescentes no trabalho.
A "Economia da Felicidade" descreve um mundo movendo-se simultaneamente em duas direções opostas. Por um lado, o governo e as grandes empresas continuam a promover a globalização e a consolidação do poder corporativo. Ao mesmo tempo, em todo o mundo as pessoas estão resistindo a essas políticas, exigindo uma re-regulamentação do comércio e das finanças e, longe das antigas instituições de poder, elas estão começando a forjar um futuro muito diferente. Comunidades estão se unindo para re-construir economias ecológicas numa escala mais humana, com base num novo paradigma - uma economia de localização.
Ouvimos um coro de vozes de seis continentes, incluindo Vandana Shiva, Bill McKibben, David Korten, Michael Shuman, Juliet Schor, Zac Goldsmith e Samdhong Rinpoche - o primeiro-ministro do governo do Tibete no exílio. Eles nos dizem que a mudança climática e o pico do petróleo nos dão pouca escolha: precisamos de localizar, trazer a economia para a comunidade. A boa notícia é que à medida que avançarmos nessa direção, vamos começar, não só a curar a terra, mas também a restaurar o nosso próprio senso de bem-estar. A "Economia da Felicidade" restaura a nossa fé na humanidade e nos desafia a acreditar que é possível construir um mundo melhor.»

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Dia dos Namorados: artigo científico alerta para a saúde reprodutiva ambiental, no século 21


No início do século 21, estamos numa posição única, mas precária. A  globalização económica, mudança tecnológica acelerada, a expansão da  industrialização e deslocando forças políticas e religiosas têm  proporcionado grandes oportunidades e desafios. Igualmente  importante, um número crescente de estudos e revisões científicas  sugerem que a saúde reprodutiva e, finalmente, a nossa capacidade  reprodutiva estão sob tensão. Estes  estudos relatam aumento de doenças reprodutivas e declínio da função  reprodutiva desde meados do século 20 entre determinados locais e  populações. Exemplos são mostrados na figura 1 a partir de dados prontamente disponíveis principalmente em países desenvolvidos. Mudanças  genéticas não podem explicar o declínio da saúde reprodutiva e da  função e os fatores externos são susceptíveis de desempenhar um papel,  com produtos químicos ambientais identificados como um fator de risco  suspeito. Durante  aproximadamente o mesmo período, o fabrico e a utilização de produtos  químicos naturais e sintéticos aumentou em mais de 20 vezes, com cerca  de 87 000 substâncias químicas registrados para uso no comércio dos  Estados Unidos a partir de 2006, e cerca de 3000 substâncias químicas  fabricadas ou importadas em excesso de £ 1.000.000 cada. Estes  produtos químicos contaminam o nosso ar, água e de abastecimento  alimentar, também estamos expostos através da utilização de uma vasta  gama de consumidores e produtos para cuidados pessoais. Dados  do National Health and Nutrition Examination Survey mostram que todos  nos EUA tem níveis mensuráveis de vários contaminantes ambientais em seu  corpo. Esses achados têm sido espelhado em estudos na Europa e espera-se que as exposições são onipresentes no mundo inteiro. O  poder das substâncias químicas ambientais para impacto na saúde  reprodutiva tem sido claramente demonstrado através de episódios  trágicos de contaminação dos alimentos e da exposição no local de  trabalho, inclusive os graves efeitos neurológicos, reprodutivos e de  desenvolvimento causados pelo mercúrio e bifenilos policlorados (PCB)  envenenamentos no Japão e Taiwan, e infertilidade masculina causada pela exposição ao pesticida 1,2-dibromo-3-cloropropano (DBCP), na Califórnia. Mais  recentemente, a atenção tem sido colocada em avaliar os efeitos da  exposição diária aos contaminantes ambientais, especialmente à luz das  tendências de declínio na saúde reprodutiva. Esta  ciência em crescimento mostra que a saúde reprodutiva é particularmente  suscetível a interrupções por contaminantes ambientais durante períodos  chave do desenvolvimento, durante os quais é extensa eventos fisiológicos,  como a proliferação e diferenciação celular e rápidas mudanças nas  capacidades metabólicas e hormonais, que ocorrem. Exposições  em qualquer desses períodos pode resultar num dano permanente e  irreversível efeitos adversos que podem manifestar-se imediatamente ou  mais tarde na vida rotuladas (origem fetal das doenças do adulto) e até  mesmo nas gerações seguintes ...

domingo, 13 de fevereiro de 2011

Alimentos, Egipto e Wall Street

No Egito e no Médio Oriente, a Wall Street e os republicanos continuam a ignorar as reformas financeiras do mundo que é exigente.

A subida dramática dos preços dos alimentos está a alimentar um grande mal-estar na Tunísia, no Egipto e noutros países. É uma corrente profunda impulsionando muitos dos pobres, que enfrentam a perspectiva de fome, a recorrer às ruas e à violência. Segundo a FAO os preços dos alimentos estão em alta para o 7 º mês consecutivo e são susceptíveis de ultrapassar o recorde alcançado em Dezembro de 2010.

Sem fim à vista para esta batalha desestabilizadora da inflação dos preços dos alimentos em lugares como o Egipto, onde mais de metade da renda média vai para os alimentos. De acordo com o Departamento de Estado, mais de 60 motins ocorreram em todo o mundo nos últimos dois anos.

Em Março de 2008, um aumento dramático dos preços dos alimentos levou milhares de pessoas à beira da fome no Egito para um violento motim - o envio de uma onda de choque sísmico através do regime de Mubarak. Depois que o regime militar egípcio foi capaz de distribuir o trigo o suficiente para dissipar o tumulto, os esforços para estoque de trigo pelo governo Mubarak falharam, como os preços dos alimentos continuam a pairar em níveis recordes.

A mídia está relatando muitas razões para este problema que vão desde o aumento da procura, os cortes nos subsídios aos alimentos, secas e determinações do governo para usar mais biocombustíveis baseados em grãos. Mas, outro fator importante está em jogo: a especulação desenfreada por bancos de investimento.  Como observado nos USA Today , em 2008 ", os touros não pode ser executado em Wall Street, mas eles estão cobrando nos poços de commodities."

Em causa estão os mercados de commodities ainda desregulado anunciada pelo governo Clinton e o Congresso dos EUA com a passagem da Commodity Futures Modernization Act de 2000.  Antes desta lei, a Commodity Futures Trading Commission (CFTC) serviu como um policial nas ruas, cumprindo as regras que impedem a distorção ou manipulação de preços além do normal fornecimento e procura. Mas os bancos de Wall Street e empresas como a Enron e British Petroleum estavam determinados a fazer muito mais dinheiro da especulação, isentando os contratos de derivativos de energia e swaps relacionados de supervisão do governo.

Por esta razão, a lei 2000 permite que as entidades que não têm interesse em saber a quantidade adequada de comida e combustível estão disponíveis para as pessoas comuns e empresas dependentes de commodities para fazer grandes somas de dinheiro de apostas com dinheiro de outras pessoas.

 Logo após a aprovação da lei de 2000,  os mercado "negro"  não regulamentado  surgiram, principalmente no Intercontinental Exchange (ICE) de Londres - criado por Wall Street e bancos de investimento europeus e diversas empresas de petróleo. 

Ler mais em Food, Egypt and Washington (por Bob Alvarez)

Bob Alvarez, conclui que a revolta de massas espontâneo das pessoas comuns no Egipto e no Médio Oriente  contra os regimes autoritários até tem múltiplas causas. Mas uma que merece maior atenção é a especulação desenfreada por poderosas instituições financeiras privadas que não se preocupam com a fome mundial e os seus impactos. É a distorção do abastecimento global de alimentos.

sábado, 12 de fevereiro de 2011

Cartoonista da semana : Ziraldo


Campanha contra produtos transgênicos ZIRALDO
Em 2009 foi produzida pelo Ministério da Agricultura Brasileiro a cartilha “O Olho do Consumidor” com arte do Ziraldo, para divulgar a criação do Selo do SISORG (Brasileiro de Avaliação de Conformidade Orgânica) que pretende padronizar, identificar e valorizar produtos orgânicos, orientando o consumidor. É uma ótima ferramenta para divulgar de forma simples o que são os alimentos orgânicos.
Existia a notícia de que as cartilhas – já impressas – haviam sido recolhidas para a correção de um erro. Quem informava era o blog do Greenpeace, afirmando ainda que a “Monsanto” havia movido uma ação contra o Ministério justificando que havia uma incorreção na seguinte passagem:
Mas não houve processo da “Monsanto”, nem recolhimento das cartilhas. Quanto ao fato da cartilha não estar disponível no site, souberam que o site está sendo reformulado, e por desorganização/erro/atraso a cartilha não foi publicada. E ainda informou que a distribuição só está atrasada porque a cota de uso dos Correios pelo Ministério da Agricultura foi estourada no envio das cartilhas na Semana dos Orgânicos.

De qualquer forma, o BioTerra contribui para a promoção desta cartilha está pronta, disponível e todos podem ter acesso! E seria interessante desafiar algum autor de banda desenhada nacional a fazer uma banda desenhada do género!

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Onward Corporate Food Crusaders! por Eric Holt Gimenez

Uma crónica bem crítica, bem fundamentada por Eric Gimenez, nada mais nada menos que o Director do Food First e do Institute for Food and Development Policy acerca da última reunião da Davos, 2011.Manter os pobres mais pobres, para o Bem das "multinacionais" e governança mundial....Amén. Três gerações entaladas em apenas 30 anos de globalização...como foi possível? Como está a ser possível?

The illustration below, provided by The Ecologist, shows how five biotech giants have gobbled up seed companies, large and small alike, across the world, with Monsanto clearly leading the pack.


seed industry structure 


Crónica de Eric Holt Gimenez
February 7, 2011
A passage from the late James Michener's historical novel The Source, dramatizes the Fourth Crusade in which Christian armies from Europe invade the Holy Land. One of Michener's protagonists is an ambitious nobleman whose main religious motivation is the acquisition of a fiefdom for himself (It seems there were no more to go around in Europe.) In his zeal for empire, he massacres thousands of native eastern Christians (as Crusaders actually did in their siege on Jerusalem). So much for the noble goals of crusades...

History has many ways of repeating itself. Last week at the World Economic Forum in Davos, Switzerland, the business leaders of the global corporate food regime announced a new Corporate Food Crusade.

Seventeen agrifood monopolies (ADM, BASF, Bunge, Cargill, The Coca-Cola Company, DuPont, General Mills, Kraft Foods, Metro, Monsanto Company, Nestlé, PepsiCo, SABMiller, Syngenta, Unilever, Wal-Mart Stores and Yara International) rolled out a new report financed by the Bill and Melinda Gates Foundation entitled "Realizing a New Vision for Agriculture."

The monopolies propose "mobilizing the private sector through market-based solutions... to empower farmers and entrepreneurs to reach their full potential." The report invites governments and civil society to join them in decreasing the portion of rural inhabitants living on less than $1.25 a day by 20% over each of the next two decades. (This admirable goal is considerably less ambitious than the Millennium Development goal of halving, the proportion of people whose income is less than $1 a day by 2015).
A companion report (also financed by Bill Gates) announces the Business Alliance Against Chronic Hunger (BAACH), an offshoot of the Davos group called the Global Agenda Council on Food Security. BAACH calls for business-led solutions to global hunger by expanding markets in agricultural inputs, retail outlets, and sourcing and production of high-value crops.
The question is, why should the private sector invest in global hunger?
"The Next Billions: Business Strategies to Enhance Food Values Chains and Empower the Poor" financed by (you guessed it) Bill Gates comes right out and says it:
Globally, 3.7 billion people are largely excluded from formal markets. This group, earning US$8 a day or less, comprises the 'base of the pyramid' (BOP) in terms of economic levels. With an annual income of US$2.3 trillion a year that has grown at 8% in recent years, this market spends US$1.3 trillion a year on food. Around 70% of the BOP (2.5 billion people) depends on the food value chain for their incomes, either directly as small scale farmers and farm laborers, or indirectly as small scale entrepreneurs... The BOP represents a fast-growing consumer market.
The poor may not have much money, but since they are the fastest growing sector of the sagging global economy, they represent an important new market for the monopolies of the corporate food regime. Claims of "farmer and entrepreneur empowerment" need to be balanced with how well agribusiness and giant retail have "empowered" family farmers and local businesses in the US and around the world... Sooner or later, just about everyone ends up going out of business in the corporate race to the bottom line.

The flurry of reports coming out of Davos should come as no surprise. A new wave of global food riots has sparked serious rebellions in the autocratic regimes of Tunisia and Egypt. World leaders are worried that more food riots could lead to more political crises. After three years of failed "food summits" held by governments, the World Bank, FAO and UN, the World Economic Forum had to come up with something to offer the world. They invented the Corporate Food Crusade.

The problem is that the world's big banks, financial houses and agrifood monopolies thrive on the very price volatility that brings about food rebellions. While these corporations talk a well-financed line about serving the poor, they need the poor (and lots of them) in order to help them out of their own crisis of accumulation. Thirty years of globalization has concentrated so much wealth at the top, corporations are having a hard time finding places to reinvest. Poverty (and speculation) is their last frontier. There is little historical evidence that this kind of colonization actually helps the poor in question.

The US government is hitching their wagon to the corporations. Rajiv Shah -- yes, Bill Gates' former employee and the head of the US Agency for International Development (USAID) --returned from Davos gushing:
We are witnessing an unparalleled opportunity right now for innovative, large-scale private sector partnerships to achieve significant impact on global hunger and nutrition. USAID is committed to creating new public-private partnerships in Feed the Future focus countries to advance their national investment plans.
Shaw is desperate. His Feed the Future Initiative that hoped to commit $22 billion in public funds is hopelessly underfunded with only $925 million reportedly pledged in the World Bank's intermediary fund (Global Agriculture and Food Security Program). The real agenda is, of course, how to mobilize taxpayer support for public programs like Feed the Future and the Global Food Security Act to provide the infrastructure, consumer subsidies and extension services that the monopolies demand before making any real investments.

The sad irony is that over the last thirty years, farmers movements civil society in Asia, Latin America and Africa have built up solid agroecological alternatives to counter the expensive seed and fertilizer inputs being offered by agribusiness based on the concept of "food sovereignty"-- the right of people to determine their own food and agricultural systems. These methods are effectively resistant to climate change and are efficiently passed farmer-to-farmer with the help of NGOs, farmer organizations and sometimes, enlightened governments. Unfortunately even productive, sustainable farmers can't stand up to the juggernaut of "free trade" in which subsidized grains are sold at below the cost of production by monopolies like Cargill and ADM. The vast, diversified seed and cultivation systems in the hands of the world's small farmers already produce half of the world's food.

The problem is these farmers -- mostly women -- don't have enough land and don't get paid enough at the time of harvest to make a good living. They end up selling their grains cheap, then buying them back at higher prices -- that's when they go hungry. They don't need more of corporate colonizing, they need more land and protection from dumping, land grabs and market monopolization.

Big business is on its way to the lands of the poor save small farmers. Like the crusaders of the 11th-13th centuries, the CEO noblepeople of the corporate food regime are searching for the new market fiefdoms they believe are rightfully theirs. Like the original Crusades (that among other things impoverished much of rural Europe) the consequences of the Corporate Food Crusade will stretch far beyond sub-Saharan Africa or Southeast Asia.

The Corporate Food Crusade has an Achilles' heel. Without the public subsidy to market expansion, corporations simply won't invest (That's why they sat on their laurels over the last three decades while hunger ballooned to 1 billion people... they were so busy dismantling the public sector they forgot they needed its taxpayer money). Whether or not the Crusade moves forward -- or whether truly equitable and sustainable alternatives are supported -- ultimately depends not on Bill Gates or the Davos crowd, but on people. Had the peasantry of Europe refused to walk to the Holy Land, the Crusades would never have happened. If the US taxpayers refuse to finance the Corporate Food Crusade, it won't happen at all.

Ler ainda: 
How Monsanto Controls the Future of Food
Biografia e site pessoal de Eric Holt Gimenez
Food First

Dossiers relacionados
Agricultura Sustentável
OGM

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Leitura da semana: Monsanto's Roundup Triggers Over 40 Plant Diseases and Endangers Human and Animal Health por Jeffrey M. Smith



Jeffrey Smith , autor do livro bem documentado "Seeds od Deception"
The world’s leading consumer advocate promoting healthier, non-GMO choices
Posted on 6:00 pm January 14, 2011

Monsanto’s Roundup Triggers Over 40 Plant Diseases and Endangers Human and Animal Health

(baseado num recente artigo científico)

The following article reveals the devastating and unprecedented impact that Monsanto’s Roundup herbicide is having on the health of our soil, plants, animals, and human population. On top of this perfect storm, the USDA now wants to approve Roundup Ready alfalfa, which will exacerbate this calamity. Please tell USDA Secretary Vilsack not to approve Monsanto’s alfalfa today. [Note: typos corrected from Jan 16th, see details]
While visiting a seed corn dealer’s demonstration plots in Iowa last fall, Dr. Don Huber walked passed a soybean field and noticed a distinct line separating severely diseased yellowing soybeans on the right from healthy green plants on the left (see photo). The yellow section was suffering from Sudden Death Syndrome (SDS), a serious plant disease that ravaged the Midwest in 2009 and ’10, driving down yields and profits. Something had caused that area of soybeans to be highly susceptible and Don had a good idea what it was.

Don Huber spent 35 years as a plant pathologist at Purdue University and knows a lot about what causes green plants to turn yellow and die prematurely. He asked the seed dealer why the SDS was so severe in the one area of the field and not the other. “Did you plant something there last year that wasn’t planted in the rest of the field?” he asked. Sure enough, precisely where the severe SDS was, the dealer had grown alfalfa, which he later killed off at the end of the season by spraying a glyphosate-based herbicide (such as Roundup). The healthy part of the field, on the other hand, had been planted to sweet corn and hadn’t received glyphosate.
This was yet another confirmation that Roundup was triggering SDS. In many fields, the evidence is even more obvious. The disease was most severe at the ends of rows where the herbicide applicator looped back to make another pass (see photo). That’s where extra Roundup was applied.
Don’s a scientist; it takes more than a few photos for him to draw conclusions. But Don’s got more—lots more. For over 20 years, Don studied Roundup’s active ingredient glyphosate. He’s one of the world’s experts. And he can rattle off study after study that eliminate any doubt that glyphosate is contributing not only to the huge increase in SDS, but to the outbreak of numerous other diseases. (See selected reading list.)




Roundup: The perfect storm for plant disease
More than 30% of all herbicides sprayed anywhere contain glyphosate—the world’s bestselling weed killer. It was patented by Monsanto for use in their Roundup brand, which became more popular when they introduced “Roundup Ready” crops starting in 1996. These genetically modified (GM) plants, which now include soy, corn, cotton, canola, and sugar beets, have inserted genetic material from viruses and bacteria that allows the crops to withstand applications of normally deadly Roundup.
(Monsanto requires farmers who buy Roundup Ready seeds to only use the company’s Roundup brand of glyphosate. This has extended the company’s grip on the glyphosate market, even after its patent expired in 2000.)
The herbicide doesn’t destroy plants directly. It rather cooks up a unique perfect storm of conditions that revs up disease-causing organisms in the soil, and at the same time wipes out plant defenses against those diseases. The mechanisms are well-documented but rarely cited.

  1. The glyphosate molecule grabs vital nutrients and doesn’t let them go. This process is called chelation and was actually the original property for which glyphosate was patented in 1964. It was only 10 years later that it was patented as an herbicide. When applied to crops, it deprives them of vital minerals necessary for healthy plant function—especially for resisting serious soilborne diseases. The importance of minerals for protecting against disease is well established. In fact, mineral availability was the single most important measurement used by several famous plant breeders to identify disease-resistant varieties.
  1. Glyphosate annihilates beneficial soil organisms, such as Pseudomonas and Bacillus bacteria that live around the roots. Since they facilitate the uptake of plant nutrients and suppress disease-causing organisms, their untimely deaths means the plant gets even weaker and the pathogens even stronger.
  1. The herbicide can interfere with photosynthesis, reduce water use efficiency, lower lignin , damage and shorten root systems, cause plants to release important sugars, and change soil pH—all of which can negatively affect crop health.
  1. Glyphosate itself is slightly toxic to plants. It also breaks down slowly in soil to form another chemical called AMPA (aminomethylphosphonic acid) which is also toxic. But even the combined toxic effects of glyphosate and AMPA are not sufficient on their own to kill plants. It has been demonstrated numerous times since 1984


    that when glyphosate is applied in sterile soil, the plant may be slightly stunted, but it isn’t killed (see photo).
  1. The actual plant assassins, according to Purdue weed scientists and others, are severe disease-causing organisms present in almost all soils. Glyphosate dramatically promotes these, which in turn overrun the weakened crops with deadly infections.
“This is the herbicidal mode of action of glyphosate,” says Don. “It increases susceptibility to disease, suppresses natural disease controls such as beneficial organisms, and promotes virulence of soilborne pathogens at the same time.” In fact, he points out that “If you apply certain fungicides to weeds, it destroys the herbicidal activity of glyphosate!”
By weakening plants and promoting disease, glyphosate opens the door for lots of problems in the field. According to Don, “There are more than 40 diseases of crop plants that are reported to increase with the use of glyphosate, and that number keeps growing as people recognize the association between glyphosate and disease.”

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Uma postagem para a Paz no Magreb e Médio Oriente:: The Arab Jewish Youth Orchestra -Zikrayati


Boa noite a todos e em especial aos povos da Tunísia, Egipto e Médio Oriente...A Música realmente une os povos. Como sempre, a Paz é possível e, é possível entendimento, convergência, atenção e cooperação e sustentabilidade.

Para quê fundamentalismos financeiramente construídos  ou submissão por frotas militares ??? E porque está no Cairo, Suleiman, o homem da CIA???

Partilhar esta música pode ser o nosso protesto pela positiva! Vamos fazer isso? TODOS colocarem este vídeo no seu mural no facebook e/ou blogue e mencionando Paz para o Magreb e  Médio Oriente e pedindo que façam o mesmo? Por favor indicar em comentários os blogueiros , facebuquianos ou mensageiros por e-correio desta mensagem. Vamos criar uma "corrente" pela Paz no Magreb e Médio Oriente.

Lista de facebuquianos que aderiram:
Miriam Barros, Raquel Nascimento, Teresa Medeiros, João Baptista Magalhães, Maria Luísa Antunes, José Ramon, Lúcia Vilhena

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Irena Sendler - Fevereiro o mês do nascimento do anjo do Gueto de Varsóvia

Hoje falo de Uma Senhora que faria 101 anos chamada Irena e que  faleceu há pouco tempo, em 2008.
Durante a 2ª Guerra Mundial, Irena conseguiu uma autorização para trabalhar no Gueto de Varsóvia.
 
Mas os seus planos iam mais além... Sabia quais eram os planos dos nazis relativamente aos judeus- os campos da morte.

Irena ,  trazia meninos escondidos no fundo da sua caixa de ferramentas e levava um saco de sarapilheira, na parte de trás da sua camioneta (para crianças de maior tamanho). Também levava na parte de trás da camioneta, um cão a quem ensinara a ladrar aos soldados nazis quando entrava e saia do Gueto.
Claro que os soldados não queriam nada com o cão e o ladrar deste encobriria qualquer ruído que os meninos pudessem fazer. 
 
Enquanto conseguiu manter este trabalho, conseguiu retirar e salvar cerca de 2500 crianças.
Por fim os nazis apanharam-na e partiram-lhe ambas as pernas e os braços e prenderam-na brutalmente.

Irena mantinha um registo com o nome de todas as crianças que conseguiu retirar do Gueto, que guardava num frasco de vidro enterrado debaixo de uma arvore no seu jardim.

Depois de terminada a guerra tentou localizar os pais que tivessem sobrevivido e reunir a familia. A maioria tinha sido levada para as câmaras de gás. Para aqueles que tinham perdido os pais ajudou a encontrar casas de acolhimento ou pais adoptivos.

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Conferência Ted:: Chimamanda Adichie: O perigo da história única



Gratidão a Chimamanda por esta fabulosa conferência. A tendência para cair na cilada do “estereótipo” prevalece numa sociedade que faz, de todas as formas e feitios, campanha publicitária a isso. Por essa razão vale mesmo a pena reflectir nisto. Vejam o vídeo…

sábado, 5 de fevereiro de 2011

2011- Ano Internacional das Florestas - a Amazónia precisa de ser salva!

pie chart
A BBC tem um acervo de imagens impressionantes da desflorestação da Amazónia ao longo dos últimos 30 anos. Alberga 13% da população Brasileira e cerca de 65% está em território Brasileiro.Mais de 40.000 espécies de plantas, incluindo 1.000 árvores diferentes, têm sido identificados na floresta. Segundo dados da World Wide Fund for Nature (WWF), é também abrigo de 427 espécies de mamíferos, 1.294 espécies de aves, bem como 30 milhões de pessoas, incluindo mais de 220 grupos indígenas.

comparative photos

Agora há uma nova ameaça: a construção da 3ª maior barragem mundial. Já tinha alertado o meu público leitor para a petição da AVAAZ, que agora conta com 447,591 assinaturas. Ainda não assinou? Já a divugou? A Amazónia agradece. Entretanto fui informado que há uma outra petição Salve o Rio Xingú

Travemos o processo de devastação da Amazónia e  de todas as florestas, que são um bem precioso da Gaia


species graph

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Banco ético- já ouviram falar?



Pois Joan Melé é vice-presidente do Triodos Bank (um dos bancos éticos). Uma das boas propostas para a Paz, além da livre associação, livre opinião...uma economia mais transparente, alternativa, ambientalmente sustentável e justa.Vale a pena ouvi-lo!

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Nikolai Vavilov: o primeiro guardião da biodiversidade vegetal

É pouco conhecido do grande público. Mas foi o primeiro cientista a perceber que, para salvar a humanidade da fome, era imperativo conservar a biodiversidade genética das plantas cultiváveis do mundo inteiro em “bancos de sementes”. Ironicamente, morreu de fome na prisão durante o estalinismo.

Todos (ou quase) terão ouvido falar, nos media, do grande Cofre-Forte de Sementes Global de Svalbard, uma espécie de congelador gigante, de aspecto futurista, construído numa zona montanhosa do Árctico. Inaugurado em 2008, tem como objectivo proteger o maior número de espécies cultiváveis úteis do mundo – como feijões, arroz ou trigo –, contra as piores calamidades que possam acontecer, de forma a preservar o sustento alimentar da humanidade. Mas o que quase ninguém sabe é que essa ideia de preservação da biodiversidade agrícola nasceu há um século na cabeça de um cientista russo.

Foi precisamente em 1916 que Nikolai Vavilov, biólogo, geneticista, geógrafo, agrónomo e especialista do melhoramento das espécies vegetais partiu para a Pérsia (actual Irão) na sua primeira expedição, para recolher sementes cultivadas em regiões mais e menos “exóticas”. Essa sua actividade intensa de exploração dos quatro cantos do globo continuaria ao longo da sua vida e conduziria à criação, já em 1924 em São Petersburgo (então Leningrado), do primeiro banco de sementes do mundo.

“O sonho de Vavilov era acabar com a fome no mundo e o plano que tinha para o conseguir consistia em utilizar a ciência emergente da genética para gerar ‘super-plantas’, capazes de crescer em todos os locais e em todos climas – dos desertos de areia às gélidas tundras, durante secas ou inundações”, lê-se no site da cadeia global de televisão Russia Today. E para o poder fazer, o cientista precisava de trazer para o seu laboratório a diversidade genética global.
Coleccionador de plantas

Nikolai Vavilov nasceu em Moscovo a 25 de Novembro de 1887. O seu pai era um “próspero homem de negócios tornado milionário”, lê-se numa recensão de 1994, na revista Nature, da primeira da tradução em inglês (publicada em 1992) dos mais importantes trabalhos de Vavilov, coligidos sob o título deOrigin and Geography of Cultivated Plants. Depois de acabar o curso no Instituto de Agricultura de Moscovo, Vavilov passou quase um ano, entre 1913 e 1914, no Reino Unido, no laboratório de William Bateson, pioneiro da genética moderna – e que cunhara aliás a palavra “genética” em 1901.

Quando estalou a Primeira Guerra Mundial, Vavilov regressou a Moscovo e, na Universidade de Saratov, (cidade situada a uns 700 quilómetros a sudeste de Moscovo, nas margens do rio Volga) começou a fazer investigações sobre a resistência das plantas às doenças, lê-se ainda na Nature, “virando-se depois para o estudo dos parentes selvagens das plantas cultivadas e formulando a ideia de que todas as plantas domesticadas tinham surgido em áreas de actividade humana na pré-história”. E foi para demonstrar esta hipótese que Vavilov organizou expedições “para sítios onde supostamente tinham assentado as povoações humanas mais antigas”. Identificou assim, primeiro cinco “centros de origem” das plantas cultiváveis. Mais tarde, esse número aumentou para sete ou oito (segundo as fontes).

A paixão de Vavilov pelas plantas vinha de longe. “Vavilov começou a coleccionar plantas durante a infância: tinha um pequeno herbário em casa”, escrevia em 1991 Barry Mendel Cohen (que fizera a sua tese de doutoramento sobre o cientista) num texto publicado na revista Economic Botany.

“Contudo”, prossegue Cohen, “a primeira verdadeira expedição destinada à recolha de plantas foi a sua viagem à Pérsia em 1916” – em plena Primeira Guerra Mundial. Vavilov não fora recrutado pelo exército por razões de saúde e o Ministério da Agricultura decidira então enviá-lo em missão à Pérsia.

Aquela expedição, que durou de Maio a Agosto, foi certamente uma aventura, salienta Cohen. “Primeiro, Vavilov ficou detido na fronteira durante três dias pelas autoridades russas, porque transportava com ele alguns manuais em alemão e mantinha um diário escrito em inglês” – um hábito que tinha adquirido durante a sua estadia no Reino Unido. Vavilov “foi acusado de ser um espião alemão e só foi libertado quando chegou a confirmação oficial da autenticidade dos seus documentos”, acrescenta Cohen.

Mas as peripécias não se ficaram por aí. “A sua caravana percorreu áreas de deserto onde a temperatura ultrapassava os 40 graus Celsius à sombra e chegou a estar a entre 40 e 50 quilómetros da frente de guerra da fronteira russo-turca”, diz ainda Cohen.

A julgar pela lista dos destinos que visitou até ao início dos anos 1930, Vavilov não tinha medo das situações perigosas (fossem elas devidas à topografia, ao clima, aos conflitos ou simplesmente à vulgar criminalidade local) em que por vezes se via envolvido.

Visitou mais de 64 países e aprendeu 15 línguas para conseguir falar directamente com os agricultores. “Foi um dos primeiros cientistas a ouvir realmente os agricultores tradicionais, a gente do campo de todo o mundo, para saber por que é que achavam que a diversidade das sementes era importante nos seus campos ”, declarou em 2010, numa entrevista à rádio pública norte-americana, o ecologista e botânico Gary Paul Nabham, autor de uma biografia de Vavilov.

Depois da Pérsia, sempre a recolher espécies locais, Vavilov fez várias viagens aos Montes Pamir da Ásia Central; atravessou territórios nunca antes explorados do Afeganistão; percorreu países da zona mediterrânica, europeus (incluindo Portugal) e não só. No Sul da Síria, contraiu malária. Esteve na Palestina e, em África, foi até à Abissínia (na actual Etiópia), onde apanhou tifo. Também organizou expedições à China, Japão, Coreia, Taiwan, América do Norte, Central e do Sul. 

Diga-se ainda que, em 1921, foi convidado a assistir, com outro colega russo, ao Congresso Americano de Patologista dos Cereais – “um convite de histórica importância”, diz Cohen, “na medida em que foi o primeiro exemplo de cooperação científica entre os Estados Unidos e a recém-criada União Soviética”. O convite também mostra que o trabalho de Vavilov já era, naquela altura, reconhecido fora da Rússia.
Lisenko, inimigo mortal

A partir de 1920 e durante 20 anos, Vavilov dirigiu a Academia Lenine de Ciências Agrícolas da União (mais tarde rebaptizada Instituto Vavilov da Indústria Vegetal da União em sua honra), com sede em Leningrado. Criou 400 estações experimentais, espalhadas por toda a União Soviética e onde trabalhavam cerca de 20.000 pessoas. Publicou centenas de artigos de genética, biologia, geografia e selecção vegetal.

Ao longo de 16 anos de périplos, Vavilov e os seus alunos recolheram umas 200.000 amostras de sementes oriundas da União Soviética e do resto do mundo, que a seguir foram organizadas e estudadas nas diversas estações. “Foi assim que nasceu o primeiro banco mundial de genes de plantas do mundo”, lê-se ainda na já referida recensão da Nature, da autoria do norte-americano Valery Soyfer, da Universidade George Mason.

Mas a partir de 1935, aquele que seria o maior inimigo de Vavilov – e aliás da genética e das ciências da vida soviéticas – começou a ensombrar a vida pessoal e profissional de Vavilov: Trofim Lisenko (1898-1976).

Ao contrário de Vavilov, que era de família burguesa e portanto suspeito – Lisenko era de origem camponesa e tinha conseguido fazer um curso de agronomia. De facto, o próprio Vavilov começou por louvar e promover o trabalho de Lisenko por achar que ele era um digno “filho” da revolução bolchevique.

Em poucos anos, Lisenko tornou-se o “cientista” favorito de Estaline e o promotor de uma “genética soviética” que negava a própria existência dos genes e do ADN. Lisenko também fazia pouco da selecção natural, o processo basilar da teoria da evolução emitida por Darwin em meados do século XIX.

Como explicava Soyfer em 1989, num outro artigo na Nature, hoje ninguém duvida que as actividades de Lisenko tenham contribuído para a destruição das ciências agrícolas, biológicas e até médicas na União Soviética.

Porém, no início da sua ascensão, Lisenko conseguiu uma aparente vitória contra a fome que alastrava na URSS devido à colectivização forçada da terra. E em 1929, anunciou que uma técnica da sua invenção, dita de “invernalização”, iria permitir fazer florescer em pleno inverno o trigo que normalmente só desabrochava na Primavera. O método não foi validado e acabou por não cumprir as promessas de Lisenko de aumento da produção. Mas ele não estava disposto a arcar com a responsabilidade do falhanço e o culpado escolhido seria Vavilov, o homem que tanto contribuíra para o celebrizar. Lisenko tinha-se tornado o seu inimigo mortal.

Assim, após o seu regresso do México, em 1933, Vavilov foi proibido de empreender novas viagens. E a partir de 1934, Lisenko fez dele “o bode expiatório pelas desastrosas políticas agrícolas de Estaline”, lia-se na revistaScience em 2008.

Quando Vavilov percebeu o que estava a acontecer, começou a criticar a “ciência” de Lisenko, numa controvérsia que culminaria com a “vitória” do pseudo-cientista Lisenko – e com uma tragédia: a detenção de Vavilov a 6 de Agosto de 1940 pela polícia secreta soviética.

“Vavilov estava a recolher amostras de plantas na Ucrânia” quando foi detido, escrevia em 2008 na Nature Jan Witkowski, geneticista do Laboratório de Cold Spring Harbor (EUA), a propósito da publicação de um livro sobre o assassínio de Vavilov. Transferido para Moscovo, foi submetido a um terrorífico interrogatório durante 11 meses. Em Julho de 1941, Vavilov e dois dos seus colegas foram condenados à morte. Os colegas foram fuzilados, mas a sentença de Vavilov acabou por ser comutada em 20 anos de prisão… na cadeia de Saratov, aquela mesma cidade onde tinha iniciado a sua carreira 26 anos mais cedo. Sobreviveu dois anos numa cela subterrânea e sem janelas, em condições tais que contraiu escorbuto.

Vavilov morreu de fome em Saratov a 26 de Janeiro de 1943, aos 55 anos de idade. Nem a própria mulher, que voltara a residir em Saratov, sabia que o marido estava ali tão perto.

Vavilov só seria parcialmente reabilitado – e Lisenko definitivamente desacreditado – em 1965 pelo então presidente da URSS Leonid Brejnev, sob a pressão de dissidentes russos como o físico Andrei Sakharov e o escritor Alexandre Soljenitsyne, explica ainda Barry Mendel Cohen.

A ausência de Vavilov não passou despercebida a nível internacional. O próprio Winston Churchill fez vários apelos a Estaline para saber o que tinha acontecido a Vavilov. E, numa carta publicada na revista Science a 21 de Dezembro de 1945, Karl Sax, da Universidade de Harvard (EUA), perguntava: “Onde está Vavilov, um dos maiores cientistas da Rússia e um dos maiores geneticistas do mundo? Vavilov fora eleito presidente do Congresso Internacional de Genética, que decorreu em Edimburgo em 1939, mas não apareceu e desde então não temos tido notícias dele. Recebemos agora a informação da nossa Academia Nacional das Ciências de que Vavilov morreu. Como morreu e porquê?”

Alguns colegas de Vavilov já tinham tido o mesmo destino trágico do que ele – não na prisão, mas no cerco de Leningrado pelas tropas nazis, de 1941 e 1944, que matou à fome dezenas de milhares de cidadãos.

Numa outra carta publicada na Science em 2003, apelando a Vladimir Putin para salvar a preciosa colecção do Instituto de Leningrado (que esteve à beira de ser demolido por promotores imobiliários), três antropólogos norte-americanos resumiam o que acontecera àqueles cientistas: “Apesar de sofrerem eles próprios de subnutrição grave e apesar de trabalharem a poucos metros de uma vasta reserva de alimentos [sementes, tubérculos e fruta], os cientistas preferiram morrer a empobrecer a herança genética do país”, que “percebiam ser indispensável para o futuro da agricultura” soviética. Oito morreram em 1942 e “pelo menos um deles (…), um especialista em amendoins, morreu sentado à sua secretária”, escrevem os autores.

Mas foi o seu gesto, mais do que heróico, que permitiu que o banco de genes do Instituto Vavilov seja, ainda hoje, um dos maiores do mundo.