O Irão parte para as negociações de um acordo de paz com os Estados Unidos levando consigo a sua maior cartada. O controlo do Estreito de Ormuz é, na ótica do especialista em Direito Internacional Francisco Pereira Coutinho, um verdadeiro "ás de trunfo" que pode ajudar o regime a ter uma alavanca nas negociações que aí vêm, enquanto um frágil cessar-fogo se tenta aguentar.
Até lá, as últimas informações apontam que o Irão vai permitir a passagem de um máximo de 15 embarcações por dia através do Estreito de Ormuz, informou a agência de notícias estatal russa TASS, citando uma fonte iraniana não identificada. Esta informação, que ainda não foi confirmada por nenhum outro órgão de comunicação, surgiu depois de Hamid Hosseini, porta-voz da União dos Exportadores de Petróleo, Gás e Produtos Petroquímicos do Irão, ter declarado ao Financial Times que o Irão ia cobrar taxas de portagem - pagas em criptomoedas - a todos os petroleiros que passem pelo estreito e avaliar cada embarcação, podendo estar em cima da mesa um preço de dois milhões de dólares por embarcação.
"O estreito não está aberto, os navios não estão a passar. O Irão mantém o controlo do Estreito de Ormuz. E essa é uma mensagem importante que está a ser passada", afirma Francisco Pereira Coutinho à CNN Portugal. "Há muita informação contraditória, por isso não sabemos bem o que é verdade sobre o acordo. Mas até agora o que nós sabemos é que estão a passar menos navios do que antes do cessar-fogo ter sido anunciado. É uma arma de pressão que o Irão tem sobre a economia mundial e isso significa também sobre os EUA."
Esta escalada da situação no Estreito de Ormuz "mostra a derrota estratégica de Trump", afirma Francisco Pereira Coutinho. Antes da intervenção americana, "o estreito estava aberto, o Irão nunca tinha feito isto. E agora o Irão tem esta arma nas negociações". Talvez por saber isso, o presidente dos Estados Unidos vai continuando com as ameaças - a última das quais prometeu a abertura da via, seja com a participação de Teerão ou não, o que soa a uma ameaça clara, até porque o regime dos aiatolas está a fazer um "pobre trabalho" nesta parte.
Embora o cessar-fogo tenha sido anunciado no final de terça-feira, o dia seguinte registou o menor tráfego de navios através do Estreito de Ormuz desde o final de março, segundo dados da Kpler, empresa global de rastreamento de navios. Apenas cinco navios graneleiros transitaram pelo estreito, sem que nenhum petroleiro ou gasoduto fizesse a travessia, informou a empresa. Isto mesmo significa que um dos grandes objetivos da reabertura continua por cumprir, já que o petróleo continua sem sair do Golfo Pérsico, zona que antes de 28 de fevereiro produzia um quinto dos barris diários.
Os armadores ocidentais não arriscam passar por ali enquanto não são conhecidos mais pormenores sobre se e como o estreito poderá ser reaberto, sem que nenhuma embarcação estivesse atualmente a aventurar-se pela travessia, com exceção das ligadas ao Irão. “O cessar-fogo pode criar oportunidades de trânsito, mas ainda não oferece total segurança marítima”, disse a Maersk, a segunda maior empresa de transporte marítimo do mundo, acrescentando que continuaria a adotar uma “abordagem cautelosa”.
Esta quinta-feira de manhã, o ministro da Indústria dos Emirados Árabes Unidos, Sultan al Jaber, afirmou que havia 230 navios "carregados de petróleo e prontos para zarpar", mas impedidos de o fazer devido ao bloqueio do estreito - uma faixa de água com apenas 34km de largura entre o Irão e Omã, proporciona a passagem do Golfo Pérsico para o Oceano Índico e é a principal rota para cerca de um quinto do fornecimento mundial de petróleo e outros bens vitais, incluindo fertilizantes.
O Irão praticamente fechou o porto desde o início do conflito, no final de fevereiro, o que levou a uma redução da oferta e a um aumento dos preços globais do petróleo. Al Jaber exigiu que todas as embarcações tenham liberdade de navegar pelo corredor sem restrições, porque "nenhum país tem direito legítimo a determinar quem pode passar e sob que condições". Exigiu ainda que os produtores de energia "possam restabelecer a produção em larga escala de forma rápida e segura".
O trânsito no Estreito de Ormuz é uma das questões mais difíceis que os negociadores dos EUA e do Irão enfrentam na sua tentativa de transformar um cessar-fogo temporário numa paz duradoura. O presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou na noite de terça-feira que o cessar-fogo estava condicionado à “abertura completa, imediata e segura do Estreito de Ormuz pela República Islâmica do Irão”. Por outro lado, um comunicado do Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irão enumerou 10 pontos que constituem a base para as negociações com os EUA, incluindo um novo “protocolo para a passagem segura” pelo estreito, em coordenação com as forças armadas iranianas.
Quinze navios por dia é "uma gota no oceano"
Quinze navios por dia é “uma gota no oceano”, afirma António Costa Silva, um dos melhores especialistas de petróleo em Portugal. Antes da guerra passavam 91 navios, o que representa 20 milhões de barris de petróleo. Os “5 ou 6 milhões de barris” que vão ser transportados nestes 15 navios “não resolvem a situação, o efeito no mercado será muito limitado”, antevê o também antigo ministro da Economia à CNN Portugal. “Continuamos a ter um grande défice e, se isto se confirmar, vamos viver durante muito tempo debaixo desta asfixia.”
“Nesta altura há uma grande apreensão sobre a solidez do acordo de paz, que essencialmente sofre de dois escolhos”, diz António Costa Silva. “Por um lado o Líbano, perceber se faz ou não parte do acordo, Israel não quer que faça, a única coisa que Israel quer é que não haja acordo, e isso dá uma grande imprevisibilidade aos mercados; o outro é o estreito de Ormuz, a proibição de circulação é uma violação total do Direito Internacional, concretamente da convenção da ONU sobre o Direito do Mar, segundo o qual as passagens naturais devem estar livremente abertas à navegação. Isto é a subversão total das regras.” Sendo assim, perante todas as incertezas que existem sobre o futuro na região, prevê-se que os preços do crude e dos produtos refinados continuem a “aumentar bastante”, como aconteceu já na quinta-feira.
Cerca das 13:00 de quinta-feira em Lisboa, o preço do barril de Brent do Mar do Norte, para entrega em junho, subiu 3,09 dólares. Apesar disso, a previsão para a próxima segunda-feira aponta para uma descida no preço dos combustíveis, ainda que os valores se mantenham bem acima dos registados antes da guerra.
Vários operadores do setor disseram ao Financial Times acreditar que a situação nos próximos dias se assemelhará ao que se passou nas últimas semanas, com um pequeno número de navios autorizados pelo Irão a ter permissão para passar por uma rota específica, até porque a Guarda Revolucionária Islâmica já admitiu que existe o risco de alguns locais terem minas marítimas. Esta autorização tem estado grandemente restrita às embarcações que têm relações com o Irão e que não têm qualquer ligação com os EUA, Israel ou os países do Golfo que serviram de base aos ataques.
Quem vai aceitar pagar para passar no Estreito de Ormuz?
Na quarta-feira surgiu a informação de que o Irão estava a cobrar cerca de dois milhões de dólares em criptomoedas aos navios que quisessem passar o Estreito. “O Irão precisa de monitorizar o que entra e sai do estreito para garantir que estas duas semanas não são utilizadas para a transferência de armas”, justificou Hamid Hosseini, porta-voz da União dos Exportadores de Petróleo, Gás e Produtos Petroquímicos do Irão, associação que trabalha em estreita colaboração com o governo, citado pelo Financial Times. “Tudo pode passar, mas o procedimento levará tempo para cada navio, e o Irão não tem pressa”, acrescentou.
Hosseini afirmou que qualquer petroleiro que passasse pelo estreito deveria enviar um e-mail às autoridades a informar sobre a sua carga. Após o envio, o Irão informaria o valor da taxa a pagar em criptomoedas, explicando que a tarifa é de um dólar por barril de petróleo, acrescentando que os petroleiros vazios podem passar livremente. Os petroleiros no Golfo Pérsico receberam, na quarta-feira, uma emissão de rádio a alertar que seriam alvos de ataques militares, a não ser que obtivessem aprovação prévia das autoridades iranianas. “Se alguma embarcação tentar transitar sem permissão, será destruída”, dizia a transmissão, em inglês, segundo uma gravação partilhada com o Financial Times.
As decisões sobre as condições de passagem pelo estreito são tomadas pelo Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irão. As declarações de Hosseini sugerem que o Irão exigirá que todos os petroleiros utilizem a rota norte, junto à sua costa, o que levanta dúvidas sobre se as embarcações ligadas a países ocidentais ou do Golfo estarão dispostas a arriscar a travessia.
Permitir que o Irão continue a controlar esta importante via navegável será provavelmente algo inaceitável para os países do Golfo, incluindo a Arábia Saudita, o Catar e os Emirados Árabes Unidos. Isto também levanta questões para a OPEP+, o grupo de produtores de petróleo, com os analistas a avisarem que a entrega do controlo do Estreito de Ormuz ao Irão pode alterar fundamentalmente o equilíbrio de poder dentro da organização, dando a Teerão um potencial poder de veto sobre as exportações de membros concorrentes ou rivais.
Entretanto, e para complicar ainda mais a situação, "Donald Trump sugeriu, meio a brincar, a possibilidade de criar uma espécie de joint venture entre vários países para explorar o Estreito de Ormuz, transformando-o numa oportunidade de negócios", lembra Francisco Pereira Coutinho. Embora não se possa confiar completamente nas palavras de Trump, há que sublinhar que esta proposta é uma violação do Direito Internacional. "Historicamente, os EUA sempre se interessaram em manter os estreitos abertos. Foi isso que aconteceu durante a guerra entre o Irão e o Iraque. Por isso, este tipo de declarações causa alguma preocupação. Os países do Golfo obviamente não podem aceitar uma coisa destas, é uma forma de extrair dinheiro a estes países, eles precisam do estreito para continuar as suas atividades económicas", afirma o especialista em relações internacionais. "Mesmo que os EUA se desinteressem do estreito, os países da região vão recorrer à força para garantir a sua reabertura."
Impor uma taxa aos navios que navegam pelo crucial Estreito de Ormuz "criaria um precedente perigoso" e os países não devem impedir a liberdade de navegação, disse a agência marítima da ONU na quinta-feira. "Não existe nenhum acordo internacional que permita a introdução de taxas para a travessia de estreitos internacionais. Qualquer taxa deste tipo criará um precedente perigoso", disse um porta-voz da Organização Marítima Internacional (OMI) da ONU, citado pela Reuters.
"Como é que isto se resolve? O Irão vai trocar este controlo sobre estreito pelo quê? Pelo levantamento de sanções?", pergunta Francisco Pereira Coutinho. A resposta a estas questões ainda não é clara, diz, recordando que o estreito não são só águas territoriais do Irão, são também de Omã.
Abrir o estreito pela força é "uma operação praticamente impossível"
A outra solução possível, na qual Trump continua a insistir, é realizar uma operação militar com o único objetivo de abrir o Estreito de Ormuz. “Sob o ponto de vista militar, essa é uma operação muito complicada”, considera o tenente-general Marco Serronha. “Além disso tenho sérias dúvidas que uma operação militar que tenha algum grau de eficácia no que toca ao objetivo de abrir o estreito à navegação. Não é possível controlar totalmente o estreito, não basta controlar as margens para dizer que a passagem é segura. Podem deixar passar os navios e escoltar os petroleiros, mas a qualquer momento o Irão pode lançar um míssil ou pode haver minas”, sublinha o especialista militar à CNN Portugal.
Não sendo possível garantir a segurança do estreito, "as companhias de navegação internacionais não arriscam passar. Aliás, nem são as companhias, são as seguradoras", diz Marco Serronha. “Portanto, tenho muitas dúvidas sobre a eficácia de uma intervenção desse género e os EUA sabem isso, Trump pode dizer o que quiser, mas os seus chefes militares sabem isso. É uma operação praticamente impossível.”
“Uma solução possível e mais imediata seria os EUA conquistarem a ilha de Kharg e usarem isso como moeda de troca”, sugere Marco Serronha. “Sem a ilha, o Irão não consegue escoar o petróleo e o gás e seria obrigado a negociar com os EUA.”
Na quinta-feira, o secretário-geral da NATO, Mark Rute, afirmou que a NATO estará disposta a desempenhar um papel numa possível missão no Estreito de Ormuz, caso tenha condições para tal. "Se a NATO puder ajudar, obviamente não há razão para não ajudar", disse Rutte numa conferência em Washington. "No que diz respeito ao Estreito de Ormuz, o que estamos a ver sob a liderança de Keir Starmer e destes 34 países a trabalhar em estreita colaboração com os EUA é, naturalmente, um compromisso partilhado, um acordo de que não podemos aceitar que este comércio seja fechado. Precisa de ser aberto. E quando for aberto, precisamos de o manter aberto", acrescentou.
Nota pessoal
Os EUA nunca assinaram a Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar. O Irão assinou, mas ainda não ratificou. Mesmo não sendo parte do tratado, os EUA utilizam as definições da Convenção para navegar em águas internacionais, o que cria uma situação diplomática irónica onde defendem as regras de um "clube" ao qual decidiram não pertencer oficialmente.
O Ministro dos Negócios Estrangeiros de Omã, que mediou as negociações entre EUA e Irão, revelou que Teerão e Washington estiveram, por duas vezes, “à beira de um acordo” nuclear nos últimos nove meses. Por isso, Badr Albusaidi sublinha que o ataque conjunto de Israel e EUA contra o Irão foi recebido com “choque”. Para o chefe da diplomacia de Omã, o ataque norte-americano ao Irão foi o “maior erro de cálculo” da administração Trump.
“Por duas vezes em nove meses, os Estados Unidos e o Irão estiveram à beira de um acordo concreto sobre a questão mais complexa que os divide: o programa nuclear iraniano e os temores americanos de que ele se possa transformar num programa militar. Portanto, foi um choque, mas não uma surpresa, quando a 28 de fevereiro — apenas algumas horas após as últimas e mais substanciais negociações — Israel e os Estados Unidos lançaram novamente um ataque militar ilegal contra a paz que, por um breve período, parecera realmente possível”, sublinhou Badr Albusaidi, num artigo publicado no Guardian
Desde pequeno que dizia querer ser engenheiro. Pedro Aibéo, 44 anos, nasceu no Porto e estudou no Liceu de Gaia, atualmente Escola Secundária Almeida Garret, antes de concorrer a Engenharia Civil na Faculdade de Engenharia da U.Porto (FEUP) em 1997.
“A minha resposta standard às perguntas deste género era que queria construir coisas, mas que queria compreendê-las, antecipando-me à pergunta de porque então não arquitetura?” explica.
Mais tarde acabou mesmo por estudar Arquitetura em Darmstadt, na Alemanha, e diz que “obviamente entendi que saber como funciona em detalhe o betão armado e outros detalhes está longe de significar entender-se o que é uma casa ou uma ponte. O todo não é só maior que a soma das partes, mas algo completamente diferente e inesperado.”
Terminou o curso na FEUP em 2002. Um ano antes, quase por acaso, candidatou-se a uma mobilidade Erasmus e foi parar a Seinäjoki, na Finlândia, país que acabaria por escolher mais tarde para viver. “Mesmo no último dia de candidatura, um amigo falou-me desta possibilidade, num dia de chuva no novo Campus da Asprela (antigamente a FEUP era na Rua dos Bragas a poucos metros de onde eu tinha nascido) e eu escolhi a última opção ainda disponível, a Finlândia. Na altura, em 2001, ninguém realmente queria ir para a Finlândia”, explica o alumnus.
A vida de Pedro não se fica apenas pela Engenharia. É músico, escritor, investigador, empreendedor e ativista político com inúmeros projetos finalizados e outros tantos em progresso.
“Estou a finalizar um doutoramento em Architectural Democracy sobre política e construção com o famoso escritor John Keane da Austrália, criei três companhias à volta da “Gamified Cohousing”, criei uma organização sem fins lucrativos, a World Music School e sou Deputy Member do Departamento de Planeamento Urbano da cidade de Lohja. Além disso, faço parte de uma galeria de arte, a Myymälä, no coração de Helsínquia e tenho publicado vários livros, um deles o “Isto não é só Matemática”, já tendo em vista o próximo, que será sobre astronomia. Também escrevi peças de teatro para as Nações Unidas e para o teatro estatal alemão, toquei e toco música profissionalmente com os “Homebound” e os “Wolfenmond” e sou Vice-Chairman dos “Artists at risk”, uma associação que ajuda refugiados políticos através das artes”, resume o engenheiro civil.
Com uma vida cheia de planos, Pedro é muito mais que um engenheiro na verdadeira essência do querer construir e compreender o mundo à sua volta. E todo este trabalho tem dado os seus frutos.
“Tenho recebido vários prémios para alimentar o meu ego. O mais recente foi há uns meses atrás, o prémio estatal de artes (Taike), o maior prémio nacional deste género na Finlândia. Outros têm sido à volta da arquitetura e engenharia. Recentemente, desenhei um Hospital e um centro de estudo de reciclagem para o Nepal, patrocinado pela Koica – Korea International Cooperation Agency, a agência sul coreana para o desenvolvimento, tendo ambos os projetos sido premiados”, acrescenta.
O projeto que quer mudar as cidades
Em 2018, Pedro começou a “Gamified Cohousing”, uma spin-off da sua investigação sobre Architectural Democracy, que se traduz num projeto que quer resolver os problemas crescentes de solidão e desperdícios de recursos (naturais e humanos) nas cidades, combinando esse facto com o potencial de existirem vários edifícios vazios no mundo.
“Com a Gamified Cohousing temos agora cinco propriedades na Finlândia, quatro escolas antigas e uma estação de comboios que estamos a renovar e a implementar um misto de habitação e local de trabalho, com zonas partilhadas. Tudo gerido através de um jogo semelhante ao The Sims”, avança o antigo estudante da FEUP.
– Como surgiu a oportunidade de ir para a Finlândia?
Em 2001, através do projeto Erasmus e depois de ter vivido em muitos países, a fazer engenharia e arquitetura, como Oman, Alemanha, Índia, Austrália e China, resolvi seguir o meu caminho, parar de trabalhar por conta de outrem e criar as minhas empresas e investigação. A Finlândia parecia o sítio certo para tal, mais próximo da família e dos meus filhos e num país onde os apoios são fortes. Estatal e privado. Por exemplo, recebi a bolsa da Kone Foundation para a investigação. Mas o sistema não é perfeito, longe disso, se bem que os comboios quase o são. Estou agora a escrever isto de Kajaani para Lappeenranta, no restaurante do comboio.
– De que forma a Universidade do Porto teve impacto neste processo?
A Universidade do Porto deu-me oportunidade de ingressar no projeto Erasmus, com bolsa e um processo muito fácil de aplicação. A Faculdade de Engenharia fez-me crescer muito: de um rapaz confuso de 17 anos para alguém capaz de se organizar não só no trabalho, mas a ser independente na vida.
– Há quanto tempo estás fora de Portugal?
Desde 2002. 22 anos, exatamente metade da minha vida!
– O que te motivou a ir para fora?
Depois da experiência na Finlândia, ficar num só sítio pareceu muito redutor, havia um mundo por explorar e crescer. Não sou obcecado por viajar e por turismo, mas sou com certeza um irrequieto.
– Apesar de viveres na Finlândia, consideras-te um cidadão do mundo?
Não passo muito tempo na Finlândia, talvez metade do ano. Hoje em dia tenho passado muito tempo no Nepal e no Qatar em projetos de engenharia e arquitetura. Fui dando muitas aulas antes da pandemia que se viveu em 2020, ia anualmente à China, incluindo Wuhan, onde dei várias aulas e workshops. Passei também pelo México e Índia. Hoje em dia não tenho dado aulas porque acabo por ter pouco tempo para isso.
Cidadão do mundo? Essa definição é a de uma pessoa que pertence a todos os lados e a nenhum também. Há um sentimento de casa, quando estou em Oman e na Alemanha, tão intenso ou senão mais do que em Portugal, mas também um eterno sentimento de ser o estrangeiro em todos os lados. Mas voltar a Portugal é indesejável, porque seria frustrante fechar a minha história de vida com saudosismos constantes, do emigrante que de repente já não o é. Tornar-me naquele tio que muitos de nós certamente já experienciámos em várias ocasiões, a querer falar de que também antigamente viajava e era um cidadão do mundo com um olhar triste de não o ser mais! Se sou um cidadão do mundo, que morra então como tal, no caminho.
– Como foi a adaptação a viver fora de Portugal, noutros países, e à Finlândia em particular?
Na altura, em 2001, havia menos Internet e nada de câmaras digitais ou smartphones. Mas muita vida social que ajudou bem na transição. Tornou-se tudo rapidamente numa aventura. Hoje, continua a ser fácil e também difícil, por outro lado. As burocracias e línguas por vezes dificultam. Antigamente, era necessário aprendermos a língua do país onde estávamos, mas atualmente torna-se quase desnecessário com tanta ferramenta digital disponível.
Obviamente que sendo europeu, não estou iludido. Facilita a vida… e muito! Quando estive na Palestina a explorar Hebron e me vi rodeado de militares das Forças de Defesa de Israel, bastou-me levantar o passaporte português para que libertassem as armas apontadas a mim.
– Principais experiências que gostasses de destacar?
O nascimento dos meus dois filhos, na Alemanha e na Estônia, muitos romances e, claro, muitos projetos de trabalho!
Dos romances não se fala, fica para outra rubrica talvez, mas do trabalho, deixo uns destaques: a construção da GuTech em Oman, a graduação em Engenharia Civil e em Arquitetura, a compra da primeira escola em Hyrsylän Koulu, na Finlândia, para a “Gamified Cohousing” em 2019, expor na Bienal de Veneza, publicar um livro prefaciado pelo Nuno Markl, ter tocado música ao lado do Béla Fleck no Celtic Connections em Glasgow, ter feito uma peça de teatro nas Nações Unidas de Viena para um público recheado de astronautas, as tours de música pela Alemanha a tocar gaitas de foles em shows góticos, vender os meus desenhos de nus em galerias e pagar os meus estudos com esse valor, tocar música em casamentos na Índia, fundar uma escola de música no Benin, dar aulas de arquitetura na Austrália, representar a Finlândia numa palestra em Barranquilla, na Colômbia, e ser capa do maior jornal da Finlândia, Helsingin Sanomat, em protesto contra o Guggenheim em Helsínquia.
– O que gostas mais na Finlândia? E menos?
Gosto de um alto nível de honestidade e confiança, desgosto do constante uso da palavra “niin” nas conversas… Faz-me lembrar Monty Python e os cavaleiros que diziam “ni”.
– Um conselho para quem visita a Finlândia?
Não esperem o país mais feliz do mundo, não é baseado em números de sorrisos por dia por pessoa, ou numa vida social intensa e muito menos, não esperem receber comida quando forem visitar alguém, é só café, quase sempre americano.
– Do que é que sentes mais falta em Portugal? Pensas em regressar?
Não tenho planos de regressar, só se fizermos algumas “Gamified Cohousings” por aí. Estamos já a expandir para a Ásia, mas Portugal ainda não. Quem sabe!
Não sinto realmente saudades, tento sempre fugir da clássica nostalgia, de viver no passado. Não sinto falta do Fado, mas sim de uma boa noite a tocar gaita de foles em Trás-os-Montes com os meus amigos, alguns dos quais com quem cresci a tocar música durante o curso de Engenharia Civil.
«Washington e Londres estão a perturbar activamente as negociações políticas iemenitas-sauditas», escreve o diário Al-Akhbar na sua edição de ontem.
De acordo com o periódico libanês, EUA e Reino Unido estão a tentar «obstruir todos os esforços que podiam conduzir à paz e colocam entre as suas primeiras considerações o interesse de Israel».
Este «interesse israelita» é a razão pela qual a Arábia Saudita tem estado a «adiar» os acordos que fez com Saná, que incluem o levantamento de todos os bloqueios e o pagamento dos salários aos funcionários, revela o jornal.
Isto, em conjunto com o envolvimento norte-americano e britânico, visa manter o Iémen num «estado sem guerra, mas sem paz».
«Os líderes políticos no Iémen sabem desde o início que… Riade é incapaz de cumprir os termos do acordo e… acabar com as repercussões da guerra devido aos interesses regionais divergentes», disseram as fontes que o periódico cita, acrescentando que, «por mais que concordem em minar a independência e soberania do Iémen», os membros da coligação «estão em conflito uns com os outros».
Neste sentido, explica que os interesses sauditas divergem hoje bastante dos dos Emirados Árabes Unidos, das potências ocidentais e de Israel.
De acordo com Al-Akhbar, a Arábia Saudita – que liderou a brutal guerra de agressão contra o vizinho do Sul desde Março de 2015 – está interessada em acabar a guerra e em sair do «pântano iemenita».
Já os Emirados Árabes Unidos pretendem manter a ocupação dos portos e campos petrolíferos do Iémen, bem como a ocupação das vias fluviais e, em particular, das ilhas, nomeadamente o arquipélago de Socotra, onde os emiradenses têm vindo a trabalhar com Israel para as transformar em centros conjuntos militares e de inteligência.
Isto está em linha com os interesses norte-americano e israelita em aumentar a sua influência no Mar Vermelho, sendo que Israel, segundo o periódico, está particularmente interessado no Estreito de Bab al-Mandab, que considera uma «artéria vital» para o comércio com o Oriente e um elemento central para fazer alastrar a sua influência no Corno de África.
Além disso, refere a publicação, os serviços de segurança israelitas manifestam preocupação com a capacidade do movimento Ansarullah para atingir Israel com mísseis.
Em várias ocasiões, o Conselho Supremo Político do Iémen acusou os EUA e o Reino Unido de fomentarem a guerra de agressão contra o país.
Esta semana, os dirigentes Hutis, que acusaram Washington de «ter obstruído a paz em diferentes períodos», afirmaram que os norte-americanos «estão a minar os esforços da mediação de Omã para pôr fim à agressão».
Segundo refere a cadeia iemenita al-Masirah, nos últimos tempos, as visitas de enviados norte-americanos a zonas ocupadas do Iémen e a Riade intensificaram-se, com o intuito de «abortar» a aproximação entre Riade e Saná.
Pesquisa que analisou dezenas de países revelou qual o melhor lugar para sobreviver a apocalipse nuclear.
A Austrália, seguida pela vizinha Nova Zelândia, lidera um estudo que analisou os melhores países para se sobreviver depois de um possível apocalipse nuclear. Segundo a pesquisa, os países tem as melhores condições de iniciar o processo de repovoar a civilização humana depois de um colapso.
O estudo publicado na revista Risk Analysis comparou 38 países insulares dentro de 13 fatores que, segundo os autores, poderiam prever o sucesso de sobrevivência pós-apocalíptica. Entre os fatores estão a produção de alimentos, autossuficiência energética, manufatura e o efeito do desastre no clima.
Austrália, Nova Zelândia, Islândia, Ilhas Salomão e Vanuatu foram os destaques da pesquisa pela sua capacidade de suprir sua população depois de uma “catástrofe abrupta de redução da luz solar”, como uma guerra nuclear, a erupção de um supervulcão ou a queda de um asteroide. Entre os países, Austrália e Nova Zelândia lideram a tabela por serem ambas grandes produtoras agrícolas e se localizarem longe dos prováveis locais de precipitação nuclear do hemisfério norte.
No geral, a Austrália acabou tendo um desempenho melhor no estudo que a sua vizinha pela sua boa infraestrutura, vasto excedente de energia, alta segurança sanitária e orçamento de defesa.
“A reserva de abastecimento de alimentos da Austrália é gigantesca (…) com potencial para alimentar muitas dezenas de milhões de pessoas a mais”, diz o estudo.
Porém, os fortes laços militares da Austrália com os EUA e Reino Unido podem fazer do país um possível alvo de uma guerra nuclear. Nesta área, a Nova Zelândia exibiu mais vantagens devido ao seu status de longa data livre de armas nucleares.
Além disso, todos os locais da Nova Zelândia são relativamente próximos ao oceano, o que os tornam mais resistentes a uma queda brusca na temperatura global provocada por um período de escuridão. A autossuficiência alimentar do país também é um ponto positivo visto que, mesmo em um cenário em que existe uma redução de 61% das colheitas, os neozelandeses ainda teriam o que comer.
“Temos uma economia de exportação de alimentos supereficiente que poderia alimentar os neozelandeses várias vezes apenas com as exportações”, disse um dos autores do estudo, o professor Nick Wilson, da Universidade de Otago, Wellington.
O motivo da Nova Zelândia não ultrapassar a vizinha Austrália na tabela é a dependência do país da importação de diesel, pesticidas e máquinas necessárias para sustentar seu setor agrícola. Uma paralisação no sistema de comércio global levaria o país a um colapso social.
O estudo ainda destaca que China, Rússia e Estados Unidos teriam problemas nesse contexto hipotético e poderiam ver a produção de alimentos cair até 97%. Esses países dependeriam do desenvolvimento de novas tecnologias para a produção de alimentos.
São apenas quatro os Evangelhos integrados na Bíblia — Mateus, Marcos, Lucas e João , mas é hoje sabido que circularam dezenas de outros escritos no Cristianismo primitivo, habitualmente chamados de evangelhos apócrifos e evangelhos gnósticos. Ao contrário do mito popular difundido por obras de ficção moderna, estes textos não foram banidos ou votados no Concílio de Niceia em 325 d.C. Esta célebre reunião de bispos debateu essencialmente a divindade de Cristo perante a controvérsia ariana, não tendo havido qualquer votação ou seleção sobre o cânone bíblico. A maioria dos textos apócrifos caiu em desuso ou foi rejeitada pelas comunidades cristãs muito antes de Niceia e do próprio imperador Constantino, sobretudo por terem sido redigidos tardiamente, entre os séculos II e III d.C., não refletindo a tradição apostólica direta.
Muitos destes escritos permaneceram escondidos durante séculos e reapareceram em achados arqueológicos extraordinários, como a famosa descoberta da Biblioteca de Nag Hammadi no Egito, em 1945. Estes documentos - dos quais são exemplo o Evangelho de Tomé, o Evangelho de Filipe e o Evangelho de Maria - revelam que os primeiros séculos do Cristianismo eram marcados por uma enorme diversidade teológica e por diferentes correntes espirituais, como o Gnosticismo.
A definição dos quatro Evangelhos canónicos deu-se através de um processo gradual e orgânico ao longo dos séculos II e III d.C., sustentado no uso contínuo das comunidades, na antiguidade dos escritos e no reconhecimento da sua ligação com a era apostólica, tal como já registava o bispo Ireneu de Lião por volta do ano 180 d.C. Não se tratou de uma imposição política imperial nem de uma deliberação do Vaticano, instituição que nem sequer existia com essa estrutura no século IV. A redescoberta dos apócrifos é, assim, de enorme valor histórico: embora a maioria não pertença aos apóstolos originais, estes textos iluminam a riqueza, a complexidade e a variedade de ideias que caracterizaram as origens do Cristianismo.
Gnóstico ou Gnosticismo
Vários textos gnósticos (o gnosticismo foi um movimento herético da Igreja Cristã do século II) foram encontrados na cidade egípcia de Nag Hammadi há mais de 70 anos.
Os Evangelhos Gnósticos são uma coleção de 52 textos encontrados no Egito em 1945. Os textos foram escritos em papiro e compilados em 13 livros antigos, chamados códices.
Os textos foram encontrados em dezembro de 1945, por um camponês árabe chamado Muhammad 'Ali al-Samman, dentro de um jarro enterrado.
O termo "gnóstico" vem de gnose (gnōsis), a palavra grega para "conhecimento". Os gnósticos acreditavam ter um conhecimento secreto sobre Deus e o divino, daí o nome. Eles tinham opiniões diferentes sobre Jesus e os seus ensinamentos e muitos dos seus textos foram destruídos por serem considerados hereges pela Igreja primitiva.
Os gnósticos não eram uma Igreja ou uma religião única organizada. Eles eram compostos por uma série de movimentos religiosos e filosóficos que prosperaram do segundo ao quarto século D.C.
Crenças gnósticas
Na sua essência, os gnósticos acreditavam que o mundo material era malévolo e que o mundo espiritual era virtuoso. De acordo com o site Explore God, os gnósticos acreditavam que os humanos eram "espíritos virtuosos presos dentro de corpos materiais malévolos".
Como viam os gnósticos Deus?
Os gnósticos acreditavam num Deus Supremo que era transcendental e além da compreensão. Também acreditavam que a criação do universo era obra de um Deus um tanto inferior chamado Demiurgo, e não do Deus Supremo.
Como viam os gnósticos Jesus?
Os gnósticos viam Jesus como o "Redentor", que veio à Terra para revelar a verdade aos humanos. Para alguns, Jesus era puramente divino e absolutamente nada humano (visto que a matéria era malévola), embora outros acreditassem que Jesus era apenas humano.
Deus está em nós
Os gnósticos acreditavam que conhecer-se a si mesmo era o caminho para conhecer Deus. De acordo com um trecho do livro The Gnostic Bible (A Bíblia Gnóstica), reproduzido pelo site Gnosis, os gnósticos rejeitavam a mediação de padres, rabinos e outras autoridades religiosas.
Documentário: Mistérios da Bíblia- Os Evangelhos Perdidos
Especialistas examinam os livros perdidos da Bíblia. Do deserto do Egipto aos laboratórios do Instituto Smithsonian, o programa revela os segredos dos Evangelhos de Maria Madalena, do apóstolo Pedro e de Judas Iscariotes.
Documentário: O Evangelho Proibido de Judas Iscariotes
O texto do Evangelho de Judas é um relato de duzentas e cinquenta linhas, da largura aproximada de uma página, que se encontra num códice de 66 páginas, mais de um terço do qual é ilegível, e que contém três outras obras. Duas delas (o Primeiro Apocalipse de Tiago e da Epístola a Filipe, atribuída a São Pedro) são obras gnósticas já conhecidas pelas descobertas de Nag Hammadi. O terceiro é um fragmento de um texto desconhecido, provisoriamente intitulado Livro de Alógenes. Todos os textos são escritos no dialeto Sahídico da língua copta, embora seja uma tradução de um original grego. Através de vários métodos, incluindo o carbono-14, o códice foi datado entre os anos 220 e 340.
O papiro está deteriorado: algumas partes do texto foram perdidas e outras estão preservadas apenas em fragmentos. 26 das 66 páginas correspondem ao Evangelho de Judas. A parte que pode ser traduzida começa indicando que se tratam das revelações que Jesus fez a Judas Iscariotes, em conversa privada, três dias antes da Páscoa. Escrito na terceira pessoa, o texto é um diálogo entre Jesus e seus discípulos, especialmente Judas, que aparece como o discípulo preferido de Jesus. De acordo com este evangelho, Judas entregou o seu mestre aos romanos seguindo ordens do próprio Jesus, que profetizou: "Tu serás o décimo terceiro, e serás amaldiçoado por gerações, e virás para reinar sobre eles" (página 47 do manuscrito).
O Jesus que apresentou este evangelho é tranquilo, ri-se com frequência dos mal-entendidos dos outros discípulos e de sua devoção superficial. A inversão da tradicional relação entre Jesus e Judas colocado pelo texto, é que Jesus está grato a Judas e o elogia: "Tu os vais superar a todos eles Porque tu sacrificarás o homem que me cobre (...) A estrela que indica o caminho é a tua estrela "(n. 56-57).
No final, pouco depois de entrar uma nuvem luminosa, Judas "recebeu algum dinheiro e o entregou a eles." Jesus agradecê-lo, já que prepara o momento em que Jesus vai ser libertado do corpo, permitindo que ele retorne para o "grande e ilimitado reino cuja imensidão nunca foi vista por nenhuma geração de anjos" (n. 47). O texto termina com Judas entregando a Jesus perante os sumos-sacerdotes, e não inclui qualquer menção à crucificação ou à ressurreição.
Documentário: O Evangelho de Essénio da Paz
Desde a noite dos tempos, todos os homens foram escravizados e governado por seres não-humanos que se fizeram passar por deuses. Nesses tempos, eles exigiam sacrifícios de animais, incluindo de crianças ou virgens, uma vez que o medo e sofrimento destes, produziam a energia que eles tanto desejavam.
Precisam do nosso sofrimento, por isso influenciaram a nossa alimentação e organizaram guerras e confrontos entre os seres humanos.
Esses supostos deuses, são os demónios nomeados em todas as religiões.
Sua morada está dentro da crosta terrestre. Eles são capazes de agir em nosso corpo astral tornando-nos doentes.
Quando elevamos a vibração do nosso corpo não podem fazer-nos nada, porque eles são seres de baixa vibração.
Mas como podemos elevar a vibração?
Há manuscritos antigos, cuja informação foi escondida dos olhos do mundo,
até mesmo o atual Novo Testamento, que é a base de todas as religiões cristãs, é distorcido e falsificado, no entanto, apesar de todos os obstáculos para que nos chegue até nós esta informação, surge o "Manuscrito dos essénios" onde Jesus nos ensina como nos livrarmos desses seres que se alimentam da nossa energia negativa.
Jesus é um personagem muito diferente do que nos foi mostrado por aqueles que nos dominam.
O tradutor pode ter impregnado algumas de suas crenças no texto, mas a essência está lá.
É um texto com um valor incrível, ele nos diz que podemos viver como Matusalém, mais de 900 anos e sem doenças. E, o melhor de tudo, livrar-nos das criaturas que nos parasitam.
A assim chamada "III"(terceira) carta de Shaúl (Paulo) aos Coríntios, na verdade deveria ser a "I"(primeira), pois as duas cartas que estão na coletânea romana "bíblia", são a continuação desta mesma carta, portanto, a "I" e a "II" aos Coríntios da "bíblia" deveriam ser sim a "II" e a "III" aos Coríntios
Mas isto eles não contaram nem para você e nem para mim!
Livros apócrifos mencionados na Bíblia, mas perdidos
Teriam os livros bíblicos, chamados Apócrifos, informações secretas e fantásticas capazes de modificar nossa visão dos Ensinamentos de Cristo para a humanidade?
Velho Testamento1. Livro do Convénio (Êxodo 24:4, 7)
2. Livro das Guerras (Números 21:14)
3. Livro de Jasher (Josué 10:13) e (2 Samuel 1:18)
4. Livro dos Estatutos (1 Samuel 10:25)
5. Livro dos Atos de Salomão (1 Reis 11:41)
6. Livro de Natã (1 Crónicas 29:29) (2 Crónicas 9:29)
7. Livro de Gade (Mesmo do número 6)
8. Profecias de Aías (2 Crónicas 9:29; 2:15; 13:22)
9. Visões de Ido (Mesmo do número 8)
10. Livro de Semaías (2 Crónicas 12:15)
11. Livro de Jeú (2 Crónicas 20:34)
12. Atos de Uzias, Escrito por Isaías (2 Crónicas 26:22)
13. Livros dos Videntes (2 Crónicas 33:19)
14. Profecias de Enoque Jude 14
15. Comentários de Mateus de Nazaré (Mateus 2:23)
Escritos perdidos do Novo Testamento (ou seja, somente mencionados, mas infelizmente totalmente perdidos)
16. Epístola Perdida de Paulo (1 Coríntios 5:9)
17. Segunda epístola perdida de Paulo (Efésios 3:3-4)
18. Terceira epistola perdida de Paulo (Colossenses 4:16)
19. Epístola perdida de Judas
Os livros da Bíblia Apócrifos (Escritos do Velho Testamento)
20. Tobit
21. Judite
22. Adição do livro de Ester
23. Sabedoria de Salomão
24. Eclesiásticos ou a Sabedoria de Jesus
25. Baruque
26. A Carta de Jeremias
27. Oração de Azarias
28. Canção dos Três Judeus (estes são os livros perdidos de Daniel)
29. Susana
30. Sino e o Dragão
31. I Macabeus
32. II Macabeus
33. III Macabeus
34. IV Macabeus
35. I Esdras
36. II Esdras
37. Oração de Manassés
38. Salmo 151
Novo Testamento
Escrito do Novo Testamento que foi eliminado, mas mencionado39. Livro de Maria
Os seguintes textos perdidos são mencionados em História Eclesiástica, de 337 d.C., pelo bispo Eusébio de Cesaréia, o qual os suprimiu por considerá-los “heresias”.
40. Atos de Paulo
41. Atos de André
42. Atos de João
43. O Proto-Evangelho
44. Infância I
45. Infância II
46. Cristo e Abgarus
47. Nicodemos
48. O Credo dos Apóstolos
49. Laodiceanos
50. Paulo e Sêneca
51. Paulo e Theca
52. Revelação de Pedro
53. Epístola de Barnabas
54. O Evangelho Perdido de Acordo com Pedro
55. Evangelho de Tomé
56. Evangelho de Matias
57. Clemente I
58. Clemente II
59. Efésios II
60. Magnésios
61. Tralianos
62. Romanos II
63. Filadelfos
64. Smaraneas
65. Policarpo
66. Filipenses (II)
66. Evangelho referido somente pela letra Q
Algumas destas podem ser referência nos escritos por Marcion, 150 d.C., e Muratória, 170 d.C.67. Sheppard de Hermas
68. Hermas I (Visões)
69. Hermas II (Mandamentos)
70. Hermas III
71. Cartas de Herodes e Pilatos (Ref. para o julgamento de Cristo)
Os seguintes são uma lista de Escritos Apócrifos que não mais existem; no entanto, eles são mencionados e referidos em outros, mais recentes, no século 4º d.C.
72. O Evangelho de André
73. Outos livros abaixo de André
74. Evangelho de Afiles
75. O Evangelho de Acordo com os Doze Apóstolos
76. O Evangelho de Barnabé
77. Os Escritos de Bartolomeu, o Apóstolo
78. O Evangelho de Bartolomeu
79. O Evangelho de Basilides
80. O Evangelho de Cernithus
81. A Revelação de Cernithus
82. Uma Epístola de Jesus Cristo para Pedro e Paulo
83. Vários outros livros abaixo do nome de Cristo
84. Uma Epístola de Cristo (produzido por Maniqueu)
85. Um Hino, ensinado por Cristo para seus Discípulos
86. O Evangelho de Acordo com os Egípcios
87. Os Atos dos Apóstolos II
88. O Evangelho de Ebionitas
89. O Evangelho de Encratites
90. O Evangelho de Eva
91. O Evangelho de Acordo com Hebreus (ou Hebreus II)
92. O Livro de Helkesaites
93. O Falso Evangelho de Hesíquius
94. O Livro de Tiago
95. Os Atos de João
96. Evangelho de Jude
97. Evangelho de Acordo com Judas Iscariotes (recentemente descoberto, causando furor no meio teológico. Para saber mais sobre o Evangelho de Judas Iscariotes, clique aqui.)
98. Atos do Apóstolo Leucius
99. Atos do Apóstolo Lentitus
100. Atos do Apóstolo Leontius
101. Atos dos Apóstolos Leuthon
102. Os Falsos Evangelhos, publicado por Lucianus
103. Atos dos Apóstolos (usado por Manichees)
104. O Evangelho de acordo com ou de Marcion
105. Livros abaixo de Mateus:
– O Evangelho de Matias
– As Tradições de Matias
– O Livro de Matias
– O Evangelho de Merinthus
106. Evangelho de Acordo com os Nazarenos
107. Os Atos de Pedro e Thecla
108. As Pregações de Pedro e Paulo
109. As Revelações de Paulo
110. O Evangelho da Perfeição
111. Atos Adicionais de Pedro
112. A Doutrina de Pedro
113. O Evangelho de Pedro (não confundir com o Evangelho de acordo com Pedro)
114. O Julgamento de Pedro
115. As Pregações de Pedro
116. As Revelações de Pedro
117. Os Atos de Filipe
118. O Evangelho de Filipe
119. O Evangelho de Scythianus
120. Os Atos dos Apóstolos, por Seleucus
121. A Revelação de Estêvão
122. O Evangelho de Titan
123. O Evangelho de Tadeu
124. Os Atos e o Evangelho de Tomé
125. O Evangelho da Verdade
126. Contra a Heresia
Números 66 (abaixo) e 72 a 126 somente existem nas referências, eles nunca foram encontrados, mas estão sendo ou foram conhecidos. Conhecidos porque muitos cristãos antigos referiam-se a eles em suas cartas (não oficiais, como as Epístolas) e outros tantos escritos religiosos. Alguns eruditos ainda debatem a legalidade destes escritos:
Modernas descobertas de textos considerados totalmente perdidos
Escrituras Bíblicas
127. Livro de Moisés
128. Livro de Abraão (127 e 128, foram encontrados em tumbas egípcias em 1830)
“Eu Nasci Há 10 Mil Anos Atrás”, que já era sucesso nas rádios em 1976 levou Raul a participar várias vezes do programa Globo de Ouro naquele mesmo ano, não sem antes dar vida a mais um clipe do Fantástico.
Exibido em 20 de Junho de 1976, o clipe apresenta Raul cantando e dançando a música que se tornaria mais um de seus hinos, no fundo de chroma key com filmes de arquivo montados pela TV Globo, especialmente para a letra.
Letra esta que foi inspirada em uma canção gravada por Elvis Presley, "I Was Born About Ten Thousand Years Ago", adaptada e arranjada por seu grande ídolo, já que se trata de uma canção tradicional de domínio público.
Na versão de Raul, o cantor expandiu a visão bíblica da versão original e citou outras religiões, acontecimentos históricos e até mesmo conto de fadas.
… Um dia, numa rua da cidade Eu vi um velhinho sentado na calçada Com uma cuia de esmola e uma viola na mão O povo parou pra ouvir, ele agradeceu as moedas E cantou essa música, que contava uma história Que era mais ou menos assim
A Arábia Saudita ganhará 10 biliões de árvores nas próximas décadas. A iniciativa soma-se a uma campanha ambiciosa que pretende plantar 40 bilhões de árvores em parceria com outros países do Médio Oriente. É o maior projeto de reflorestamento que se tem notícia.
Segundo maior produtor de petróleo do mundo – ficando atrás apenas dos Estados Unidos – a Arábia Saudita está longe de ser conhecida por estabelecer medidas ambientais em prol do planeta. Entretanto, com o novo plano, o país visa reduzir as emissões de carbono em 60%, além de combater a poluição e a degradação do solo.
O plantio de 10 biliões de árvores será equivalente a restaurar cerca de 40 milhões de hectares de terras degradadas. O país também tem a meta de aumentar o percentual de áreas protegidas para mais de 30% de sua extensão total.
O príncipe Mohammad bin Salman, que anunciou o projeto, não informou como plantará e manterá tantas árvores numa região com paisagem tão desértica e recursos hídricos limitados. Porém, segundo a agência britânica Reuters, o país afirmou, no passado, que “usaria a semeadura de nuvens e água reciclada para plantar árvores locais que exigem menos irrigação, inclusive em áreas urbanas”.
A chamada “Iniciativa Verde Saudita” também inclui gerar 50% da energia do país a partir de fontes renováveis até 2030. É um passo grande a ser alcançado em menos de 10 anos, uma vez que o petróleo e gás natural são as principais fontes de abastecimento energético da Arábia Saudita. Entre a procura está a dependência em fábricas de dessalinização de água do mar, cujo processo requer alto consumo de energia.
União verde
Em paralelo, a “Iniciativa Verde do Médio Oriente” vai plantar 40 biliões de árvores numa parceria de várias nações, entre elas os países-membros do Conselho de Cooperação do Golfo, que inclui Arábia Saudita, Omã, Emirados Árabes Unidos, Qatar, Bahrein e Kuwait.
Junto aos 10 bilhões, prometidos só pela Arábia, teremos o maior programa de reflorestamento do mundo. Serão restaurados uma área equivalente a 200 milhões de hectares, representando 5% da meta global de plantio de 1 trilião de árvores.
De acordo com o príncipe, o país reconhece sua parcela de responsabilidade no avanço da luta contra a crise climática e se tornará o líder global na construção de um mundo mais verde. Inclusive porque a crise climática tem grandes impactos econômicos: estima-se que US $ 13 bilhões são perdidos devido a tempestades de poeira na região todos os anos e que os gases de efeito estufa encurtam a expectativa de vida média dos sauditas em 1,5 ano. “O Reino, a região e o mundo precisam ir muito mais longe e mais rápido no combate às mudanças climáticas”, diz Mohammed.
Em comunicado à imprensa, a Arábia Saudita destacou outros projetos em prol da redução das emissões poluentes e afirmou que tanto a iniciativa individual como a realizada em conjunto com outros países integram a Visão 2030, cujo maior objetivo é reduzir a dependência do petróleo enquanto se moderniza. “Rejeitamos a falsa escolha entre preservar a economia e proteger o meio ambiente”, diz o comunicado oficial da monarquia, que ressalta que as ações criarão milhões de empregos.
Detalhes da “Iniciativa Verde Saudita” serão anunciados nos próximos meses e um fórum global com parceiros internacionais para a “Iniciativa Verde do Oriente Médio” será realizado em 2022.
A Arábia Saudita está entre os países mais vulneráveis aos eventos extremos que já estão sendo intensificados pelas mudanças climáticas e que se tornarão mais mortais em um cenário de aquecimento da atmosfera acima de 1,5°C. A constatação é do relatório Climate Transparency, publicado em 2020, que avaliou o desempenho climático dos países do G20.
Espanha é um dos 33 países que terão escassez de água já em 2040, à medida que as alterações climáticas alteram os padrões tradicionais da chuva e o aumento populacional pressiona os recursos naturais sensíveis: como a água.
Segundo a análise da organização sem fins lucrativos World Resources Institute (WRI), publicada na Vice, um quinto dos países do globo – trinta e três – passarão por grandes dificuldades para conseguir ter água potável já dentro de 25 anos.
Na Europa, Espanha, Grécia, São Marino, Macedónia, Arménia, Turquia são os países mais pressionados. A região mais vulnerável, porém, é o Médio Oriente, uma vez que 14 dos 33 países da lista são desta região. Em nove deles, a seca será extrema: Bahrain, Kuwait, Palestina, Qatar, Emirados Árabes Unidos, Israel, Arábia Saudita, Omã e Líbano.”
“A região tem desafios excepcionais ligados à gestão da água num futuro breve”, explica o relatório.
Entre os países que também correm perigo de seca estão os Estados Unidos (na foto, a seca na Califórnia), China ou Índia. No entanto, eles não fazem parte da lista, tal como acontece com a Austrália, Indonésia, Filipinas, Mongólia, Namíbia, África do Sul, Botswana, Peru, Chile e vários países do norte de África.