
domingo, 13 de agosto de 2023
Predadores marinhos podem perder 70% de habitat até 2100. Oceano Atlântico é foco de preocupação

domingo, 16 de abril de 2023
De Gaia ao Microcosmos - Ophrydium versatile - Lynn Margulis
terça-feira, 21 de março de 2023
No Dia Internacional da Floresta cinco organizações ambientalistas exigem o fim dos subsídios à queima de biomassa florestal nas fábricas de celulose em Portugal
domingo, 18 de dezembro de 2022
12 ONGs Portuguesas pedem ao Ministro do Ambiente e da Ação Climática apoio à criação e implementação de uma lei do Restauro da Natureza
- A proposta legal tem de incluir um forte objetivo global, para pôr em prática medidas de restauro eficazes em pelo menos 20% da área terrestre e marítima da União Europeia até 2030, para o qual todos os Estados-Membros deverão contribuir de forma justa e responsável. Isso aumentará a flexibilidade dos Estados-Membros e garantirá condições equitativas em que todos os países podem contribuir igualmente.
- A relação com as recomendações conjuntas da Política Comum das Pescas deve ser esclarecida para evitar que os objetivos de restauro marinho se tornem impraticáveis.
- Para garantir a implementação efetiva do Regulamento, a proposta legal deve abrir caminho para explorar e estabelecer financiamento dedicado ao Restauro da Natureza de acordo com a revisão intercalar do Quadro Financeiro Plurianual.
- O cronograma para a implementação de medidas de restauro precisa de ser adiantado. É preciso algum tempo para que os benefícios das medidas de Restauro da Natureza se materializem. Portanto, as medidas precisam de ser implementadas mais cedo para garantir a sua contribuição efetiva para a meta de neutralidade climática da União Europeia em 2050.
- Metas quantificadas e com prazos definidos são necessárias para o restauro dos rios e das suas bacias: 15% do comprimento dos rios (178.000 km em toda a União Europeia) devem ser restaurados em rios de fluxo livre até 2030.
- Dado que o declínio da biodiversidade e os impactos climáticos são fortemente visíveis nas paisagens agrícolas, características de paisagens de alta diversidade devem ser implementadas em pelo menos 10% da área agrícola utilizada até 2030.
- As turfeiras são ecossistemas chave tanto para a biodiversidade como para o clima. Portanto, os seus alvos de restauro devem ser expandidos para todas as turfeiras drenadas, que devem ser totalmente recuperadas.
segunda-feira, 28 de novembro de 2022
Rede portuguesa de Estações de Borboletas Nocturnas já registou mais de 500 espécies
quinta-feira, 15 de setembro de 2022
O declínio dos insectos afecta a vida de cada um de nós
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O vale de Lousada, no Norte de Portugal, é um lugar raro para perceber a diversidade da paisagem rural europeia. Os campos estendem-se até perder de vista em fracções bem demarcadas. Há pedaços de floresta nativa, outros do eucaliptal que ganhou terreno nas últimas décadas. Há vinhas e pequenas aldeias. Há hortas com grande diversidade de plantações e outras onde só se planta uma espécie de cada vez.
Nos carvalhos mais antigos da paisagem, a vaca-loura vai encontrando maneira de sobreviver. Chama-se Lucanus cervus e é o maior escaravelho europeu. A sua população está seriamente ameaçada em todo o continente. “Não conseguimos determinar com certezas absolutas o nível da sua regressão porque só há uns anos começámos a monitorizá-la em Portugal”, diz João Gonçalo Soutinho, o biólogo que coordena o grupo de monitorização desta espécie para a Associação Bioliving. “O que sabemos é que, em toda a Europa, ela está à beira da extinção. Em países como a Polónia, por exemplo, já não existe de todo.”
Para o cientista da Associação Bioliving, as vacas-louras têm um dos ciclos de vida mais generosos da natureza. “Normalmente vivem três a quatro anos e passam esse tempo a comer, a copular e a embebedar-se com o etanol produzido na seiva das árvores”, ri-se. Mas há um trabalho que estes animais operam e que é de grande utilidade para as populações humanas. E, à medida que as vacas-louras desaparecem da paisagem, os seres humanos também pagam o preço.
Decompõem por isso as madeiras mortas, devolvendo os nutrientes, o carbono e sobretudo a hidratação aos solos. “Estes animais criam terrenos mais resistentes aos fogos florestais e às secas extremas. Por um lado, previnem a desumidificação dos terrenos, por outro impedem mais facilmente a propagação das chamas. E mesmo que esses fenómenos atinjam esses habitats, eles vão ser os actores principais de uma recuperação rápida”, diz Soutinho.
A escassez de insectos também está a criar problemas nos serviços ecossistémicos que eles providenciam aos seres humanos. “Quando eu vinha aqui ter convosco”, haveria de dizer semanas depois, na Alemanha, o director do comité de invertebrados da União Internacional para a Conservação da Natureza (UICN), Axel Hochkirch, “reparei que havia fezes de vacas e cavalos secas há semanas e que não estavam a ser decompostas naturalmente”, diz. “Se isso não acontece, elas vão ter de ser retiradas manualmente porque significam um perigo para a saúde pública, vão criar doenças no gado e inviabilizam o crescimento de novos prados.” Isso aumenta custos à produção, que vão ser necessariamente pagos pelos consumidores.
Há todo um problema económico que se levanta para as populações humanas quando os insectos entram em declínio tão acentuado. Da polinização, como já se viu na primeira parte desta série de reportagens, depende um terço da comida que consumimos e há lugares onde faltam tantas abelhas, borboletas e libélulas que os processos naturais de polinização e floração estão ameaçados.
Em Maio deste ano, por exemplo, a Euronews ouvia um especialista britânico dizer que o declínio dos insectos pode significar um aumento de 2360 milhões de euros nos preços da comida só no Reino Unido. Ou seja, uma subida de 17% no orçamento de cada família – e com efeitos já a médio prazo.
Mas, se o assunto é o custo da extinção dos mais pequenos dos animais, então há outros factores a ter em conta. Os aumentos dos custos da comida são essenciais, mas não é apenas aí que se vai sentir o impacto na agricultura. No Parque Natural de Montseny, em Espanha, o biólogo Constanti Stefanescu, da Rede Catalã de Monitorização de Borboletas, avança com outra perspectiva. “Um colapso total dos insectos, que é a situação para onde parece estarmos a caminhar, terá impacto a nível da produção, seguramente. Mas também terá no controlo de pragas.”
As libélulas consomem várias espécies que se alimentam das pragas que afectam as produções agrícolas. Muitas aves e morcegos fazem a mesmíssima coisa. Sem eles, os campos estão mais expostos e o uso de pesticidas tende a ser reforçado. “Ao desaparecerem os insectos, desaparece toda a cadeia de que eles estão dependentes”, continua Stefanescu. A mesma ideia se pode aplicar aos terrenos que ardem todos os Verões ou que são assolados pelas secas. Há uma factura a pagar por cada metro quadrado de tragédia. E essa conta, mesmo que não demos por ela, é inevitavelmente imputada à humanidade.
A diversidade em causasexta-feira, 13 de maio de 2022
Mais de 5.000 espécies de aves estão em declínio ou em perigo de extinção no planeta
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| Pilrito-colhereiro (Calidris pygmaea). Foto: Alexander Lees |
quarta-feira, 16 de fevereiro de 2022
O número de espécies de árvores na Terra
quinta-feira, 11 de novembro de 2021
COP26: esperado texto "praticamente final" em dia dedicado a cidades e regiões
quarta-feira, 1 de setembro de 2021
Uma em cada três árvores do mundo está ameaçada de extinção, diz estudo
- Preservar as florestas existentes e expandir as áreas protegidas (atualmente pelo menos 64% de todas as espécies de árvores podem ser encontradas em pelo menos uma área protegida)
- Manter espécies ameaçadas em jardins botânicos ou bancos de sementes na esperança de que um dia possam ser devolvidas à natureza (atualmente cerca de 30% de todas as árvores são protegidas desta forma)
- Educar para garantir que esquemas de reflorestamento e plantio de árvores sejam realizados cientificamente, com a árvore certa no lugar certo, incluindo espécies raras e ameaçadas
- Aumentar o financiamento para a conservação de árvores.
- As florestas tropicais estão enfrentando ameaças de mudanças climáticas e condições meteorológicas extremas.
- Grandes árvores tropicais conhecidas como dipterocarpos que estão sendo perdidas devido à expansão das plantações de óleo de palma
- Carvalhos perdidos para a agricultura e o desenvolvimento em partes do México, Chile e Argentina
- Árvores de ébano e pau-rosa sendo derrubadas para produzir madeira em Madagáscar
- Árvores de magnólia ameaçadas por coleta insustentável de plantas
- Árvores que estão morrendo de pragas e doenças no Reino Unido e na América do Norte



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