Mostrar mensagens com a etiqueta Tráfico de Marfim. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Tráfico de Marfim. Mostrar todas as mensagens

terça-feira, 6 de janeiro de 2026

Tendências recentes sobre o tráfico ilegal de marfim


1. Tendência global recente (2015–2024)
👉 Antes da COVID-19 (2015-2019):
O tráfico de marfim atingiu níveis muito elevados, com grandes apreensões de várias toneladas partindo sobretudo de África para a Ásia. Em 2019, houve apreensões recorde de marfim representando dezenas de toneladas. Wildlife Justice Commission+1


👉 Impacto da pandemia (2020-2024):
A pandemia de COVID-19 disrompeu fortemente as cadeias de tráfico, levando a:

  1. queda substancial no número de grandes apreensões de marfim;
  2. menor volume total reportado de apreensões em comparação com o período pré-pandemia;
  3. mercados ilegais aparentemente mais estáveis, porém em níveis mais baixos do que antes de 2020. Wildlife Justice Commission+1

📉 2. Estatísticas de apreensões recentes
✔ Entre 2023 e abril de 2025, cerca de 25 toneladas métricas de marfim foram confiscadas mundialmente, com a maior parte de grandes apreensões ainda sendo relatadas. 
👉 No entanto, especialistas observam que:
  1. pode haver menos detecções porque as redes criminosas estão melhorando as técnicas de ocultação e/ou mudando métodos operacionais;
  2. ou simplesmente porque a ação contra o tráfico tem sido mais eficaz em certos pontos. 
  3. Portanto, o volume de apreensões sozinho não fornece o quadro completo - mudanças nas técnicas de tráfico podem ocultar tendências reais.
🐘 3. Poaching e impacto sobre elefantes
📍 Estimativas anteriores (antes de 2018) mostraram que o tráfico de marfim estava ligado à morte de dezenas de milhares de elefantes por ano (ex.: até cerca de 40 000 elefantes mortos anualmente em alguns períodos históricos).
👉 Estas estimativas variam muito ao longo do tempo e dependem de dados de campo e modelagens, mas indicam o enorme impacto histórico do tráfico sobre populações de elefantes.

🌍 4. Factores que influenciam as tendências
📌 Redução da procura legal
Proibições e encerramentos de mercados domésticos (como na China e em outros países) reduziram a compra aberta de marfim, afetando a dinâmica global do tráfico. 
📌 Online e mercados ocultos
Apesar das proibições, vendas ilegais online continuam ativas, com plataformas sociais facilitando oferta e procura em alguns mercados regionais. 
📌 Ações de fiscalização e legislação
Leis mais duras e operações internacionais (como apreensões e cooperação policial) têm contribuído para reduzir algumas rotas de tráfico - embora redes criminosas ainda se adaptem. 

📊 Em resumo
Período Tendência do Tráfico de Marfim2015–2019

Queda significativa e estabilização 
Wildlife Justice Commission2023–2025 - Apreensões ainda grandes, mas menor que antes da pandemia 

Artigo Científico

segunda-feira, 5 de janeiro de 2026

Craig, elefante ícone de Conservação da Natureza, morreu este fim-de-semana


Craig, o velho elefante que vivia no parque nacional de Amboseli, Quénia, morreu este fim-de-semana aos 54 anos de idade, aparentemente de velhice e devido ao desgaste da sua última série de molares. Este indivíduo era um símbolo, conhecido de muita gente

Apesar deste desfecho triste é positivo que Craig tenha conseguido ter uma vida longeva, a salvo das ameaças que continuam a pairar sobre esta espécie. As autoridades de conservação quenianas acompanharam a situação e tomaram as medidas para garantir que as presas deste magnífico animal, com 45 kg cada, não foram desviadas para fins ilícitos.

Fonte: Amboseli Trust for Elephants

segunda-feira, 24 de julho de 2023

Amor de mãe elefante - Elephant mother love


Há fotografias que nos marcam. Como é possível abater elefantes? O tráfico de marfim? Em circos?

Os elefantes africanos são os maiores mamíferos terrestres do mundo, com os machos, em média, atingindo até 3m de altura e pesando até 6 toneladas.

Após o declínio populacional ao longo de várias décadas devido à caça ilegal de marfim e perda de habitat, o elefante africano da floresta está agora listado como criticamente ameaçado. O elefante africano da savana também está listado como ameaçado de extinção na Lista Vermelha de Espécies Ameaçadas da UICN.

O número de elefantes africanos da floresta caiu mais de 86% num período de 31 anos, enquanto a população de elefantes africanos da savana diminuiu pelo menos 60% nos últimos 50 anos, de acordo com as avaliações. Ambas as espécies sofreram declínios acentuados desde 2008 devido a um aumento significativo da caça furtiva, que atingiu o pico em 2011, mas continua a ameaçar as populações. Atualmente, existem cerca de 415.000 elefantes africanos em estado selvagem.

Outras grandes ameaças para ambas as espécies de elefantes africanos incluem a conversão contínua dos seus habitats naturais para agricultura e outros usos da terra.

Estamos a fazer o tudo o que podemos para ajudar, desde a monitorização de rebanhos até o treino de guardas florestais comunitários e a proteção do habitat. Ao proteger os elefantes, também estamos a ajudar a apoiar as comunidades locais por meio de medidas para reduzir o conflito entre humanos e elefantes e iniciativas para apoiar os meios de subsistência locais. Precisamos da sua ajuda para protegê-los.

Poque é que os elefantes africanos são tão importantes
Os elefantes desempenham um papel essencial no seu ambiente. Eles são “arquitetos paisagistas” – por exemplo, enquanto se movem e se alimentam, eles criam clareiras em áreas arborizadas, o que permite que novas plantas cresçam e as florestas se regenerem naturalmente.

E depois há a dispersão de sementes. Quando os elefantes comem plantas e frutas com sementes, as sementes muitas vezes ressurgem sem serem digeridas. É assim que muitas plantas se espalham. E os elefantes podem comer sementes grandes que animais pequenos não podem.

Sem os elefantes, a estrutura natural e o funcionamento das suas paisagens seriam muito diferentes, o que teria impactos na restante vida selvagem e nas pessoas que partilham aquele espaço.

A população local depende dos recursos naturais encontrados nos habitats dos elefantes, por exemplo, para alimentação, combustível e rendimento. Como um dos “cinco grandes” da vida selvagem de África, os elefantes são populares entre os turistas, o que pode ser uma importante fonte de rendimento para as comunidades.

Ao ajudar a proteger os elefantes, também ajudamos a garantir que seu ambiente e seus recursos naturais estejam disponíveis para as próximas gerações.

sábado, 15 de janeiro de 2022

Parem a venda ilegal de animais selvagens no Facebook

Queridos amigos e amigas,

Restam apenas 7 mil chitas na natureza -- e mais de 4 mil foram vendidas no Facebook na última década!

E isso é só o começo. Filhotes de tigre, macacos, ursos e pássaros extremamente ameaçados estão à venda. Junto com uma enorme quantidade ilegal de marfim, escamas de pangolins e partes de animais abatidos.

Parece um novo Mercado Livre clandestino para a venda de animais silvestres, e os vendedores estão provocando um massacre horroroso!

Precisamos detê-los.

O Facebook já está sob intenso escrutínio público, mas acabar com o comércio de animais silvestres não é uma prioridade dos executivos. Mas com um enorme apelo global e uma exposição bombástica na mídia podemos forçá-los a prestar atenção a essa questão, e tornar uma prioridade o fim desse terrível comércio por meio das redes sociais.

Após anos de campanha, ficou claro que o Facebook só se mexe quando é exposto na mídia -- e, juntos, podemos fazer isso acontecer em pouco tempo! Adicione seu nome e compartilhe com todos que puder -- assine agora!


A crise ecológica global ameaça a vida silvestre da Terra mais do que nunca. Mas agora, plataformas como o Facebook estão acelerando essa crise e criando um porto seguro para caçadores ilegais e traficantes. Os animais muitas vezes são encontrados aterrorizados e desnutridos, e a maioria não sobrevive a essa situação horrível.

O tráfico de animais silvestres é uma das indústrias criminosas mais lucrativas, movimentando até 23 bilhões de dólares por ano. Agora, as redes sociais oferecem a essa indústria uma possibilidade sem precedentes de criar um mercado online, alcançando inúmeros novos clientes.

Precisamos acabar com esse comércio sangrento!

O Facebook já está fragilizado após meses de presença negativa na imprensa, por isso, se aumentarmos a pressão com um enorme apelo global, e expormos esse comércio na mídia, poderemos forçar o Facebook a tomar medidas urgentes e definitivas. Essas vendas estão acontecendo neste exato momento, por isso, precisamos agir depressa -- adicione seu nome e compartilhe com todos!


Nosso movimento já se uniu inúmeras vezes para lutar pela vida na Terra, ao lado dos defensores da natureza, permitindo que as vozes dos animais fossem ouvidas nos corredores do poder. Todos nós temos um papel a desempenhar, e as plataformas das redes sociais precisam fazer sua parte -- já conseguimos isso antes! Esta é nossa chance de proteger aquilo que nos é caro e vencer uma grande batalha contra uma das situações mais cruéis que os humanos impõem hoje a outras espécies.

Com esperança e determinação,

Ruth, Mike, John, Luis, Christoph, Anneke e todo o time da Avaaz

sexta-feira, 1 de junho de 2018

Um dos maiores mercados negros de partes de animais selvagens está no Facebook

Fonte: Uniplanet

É a rede social mais popular do mundo, com mais de dois mil milhões de utilizadores mensais. Bem-vindos ao Facebook, a casa de um dos maiores mercados negros para a compra e venda de partes corporais de animais ameaçados.

“A quantidade de vida selvagem a ser comercializada em grupos fechados e secretos no Facebook é arrepiante”, disse um representante da sociedade de advogados Kohn, Kohn & Colapinto, que apresentou uma queixa contra a rede social no mês passado.

“Vimos diversos produtos: chifres de rinoceronte, patas de urso, peles de tigre, répteis e toneladas e toneladas de marfim. Numa altura em que o mundo está a perder 30 mil elefantes por ano, graças aos caçadores furtivos, a quantidade de marfim vendida no Facebook é particularmente chocante.” 
Segundo estimativas das Nações Unidas e da Interpol, o tráfico de produtos de espécies selvagens vale entre 6 e 20 mil milhões de euros por ano. 

“O que está a acontecer é um fenómeno muito assustador e preocupante”, afirmou Iris Ho, da organização Humane Society, citada pelo New York Post. “Os chifres de rinoceronte valem mais do que o ouro”, contou. “Se os comprarmos na Ásia, após camadas de intermediários, o preço final pode chegar aos 60 mil dólares por quilo, ou mais.”
No mês passado a Kohn, Kohn & Colapinto apresentou uma denúncia à Comissão de Valores Mobiliários dos EUA, na qual acusou a rede social de Mark Zuckerberg de lucrar conscientemente com este tráfico, através da colocação de anúncios nas páginas geridas por traficantes. 

“O Facebook não é um espetador inocente destes crimes”, declarou Stephen Kohn. “Vendeu anúncios nas páginas em que o marfim ilegal estava a ser comercializado.” 

Entre os artigos à venda nos grupos públicos e privados, também se encontravam dentes de tigre (uma espécie em perigo de extinção, com apenas cerca de 2500 espécimes na natureza), peles de leopardo-nebuloso (espécie vulnerável) e chifres de rinoceronte-negro (espécie criticamente em perigo de extinção), entre outros produtos. Muitos dos grupos são de países do sudeste asiático, como o Vietname e o Laos.

“A quantidade de marfim comercializada no Facebook é assombrosa”, disse Gretchen Peters, diretora executiva do Observatório das Redes Ilícitas e do Crime Transnacional Organizado. “Vi milhares de posts que continham marfim e estou convencida de que o Facebook está literalmente a ajudar a levar os elefantes à extinção.” 
Em resposta a estas acusações, o Facebook disse que estava a trabalhar no problema. “As nossas normas comunitárias não permitem a caça furtiva, a venda de vida selvagem, de espécies ameaçadas ou das suas partes, e removemos imediatamente este conteúdo assim que nos apercebemos dele”, respondeu a rede social num comunicado oficial.