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sábado, 7 de março de 2026

Shelleyan Orphan - Burst


Bonita interpretação no programa britânico The Tube

A primeira vez que "Universal Soldier" foi tocada em público foi no outono de 1963, no lendário café The Gaslight Cafe, em Greenwich Village, Nova York.

Embora a canção tenha se tornado um hino, a própria Buffy Sainte-Marie foi colocada numa "lista negra" por causa de suas posições políticas. Ela descobriu anos depois que suas cartas e músicas eram monitoradas pelo FBI e pela CIA durante as administrações Johnson e Nixon.

domingo, 1 de março de 2026

Maruja - Kakistocracy (live in Gârden)


Quando pensa que as bandas de post-punk e dark scene já não existem, pare. Há muitas bandas novas e entusiasmantes a surgir. Maruja, de Manchester, é uma delas. Mal posso esperar para os ver ao vivo no Porto, em Maio de 2026.
O nome "Maruja" foi inspirado numa placa que o vocalista viu durante umas férias em Espanha.
A palavra Kakistocracy foi cunhada já no século XVII e deriva de duas palavras gregas, kákistos (κάκιστος, 'pior') e krátos (κράτος, 'governo'), que juntas significam um sistema de governo onde os líderes são os piores, menos qualificados e/ou mais inescrupulosos cidadãos.

domingo, 26 de outubro de 2025

Relembrar o legado de Nelson Mandela


"Damos dignidade às pessoas presumindo que são boas, que partilham as qualidades humanas que atribuímos a nós próprios." ~ Nelson Mandela

Nelson Mandela esteve preso durante 27 anos — de 1962 a 1990.
Ele foi inicialmente condenado a cinco anos por incitar greves e sair ilegalmente do país, e depois, em 1964, foi sentenciado à prisão perpétua no famoso Julgamento de Rivonia, acusado de sabotagem e conspiração contra o regime do apartheid.

Mandela passou a maior parte desse tempo na prisão de Robben Island, depois foi transferido para Pollsmoor e mais tarde para a prisão de Victor Verster, de onde foi libertado em 11 de fevereiro de 1990.

Em março de 1980, o slogan "Mandela Livre!" foi desenvolvido pelo jornalista Percy Qoboza, desencadeando uma campanha internacional que levou o Conselho de Segurança das Nações Unidas a pedir sua libertação. Apesar do crescente isolamento do país, o governo recusou em ceder às pressões internacionais, confiando em seus aliados anticomunistas da Guerra Fria, o presidente norte-americano Ronald Reagan e a primeira-ministra britânica Margaret Thatcher; ambos consideravam o CNA de Mandela uma organização terrorista simpatizante do comunismo e apoiavam sua repressão.

Não guardou rancor. Nelson Mandela deixou um legado de coragem, perdão e esperança. Lutou contra o apartheid, defendeu a liberdade e guiou a África do Sul rumo à reconciliação e à democracia. O seu exemplo lembra-nos que a verdadeira liderança se mede pela capacidade de unir, servir e inspirar.

sábado, 11 de outubro de 2025

Sigue Sigue Sputnik - Love Missile F1 11


Letra
US bombs crusin' overhead
There goes my love rocket red
Shoot it up
Shoot it up

Blaster bomb bomb bomb ahead
Multi Millions still unfed
A mondo teeno givin' head
Shoot it up
Shoot it up

Hold Me shake me, I'm all shook up
Psycho Maniac, interbred, shoot it up
Now shoot it up

Shoot it up
Shoot it up
Shoot it up

Teenage crime now fashion's dead
Shoot it up
There goes my love rocket red
Shoot it up
Shoot it up
Shoot it up
Shoot it up
Shoot it up

Logo nos primeiros versos — “US bombs crusin’ overhead / Lá vai meu foguete vermelho do amor” —, a música coloca lado a lado a destruição e o desejo, a guerra e o prazer, criando um contraste deliberadamente cínico. A referência aos “bombardeiros americanos” é uma crítica direta ao imperialismo militar dos Estados Unidos, que, à época, realizava operações e intervenções em várias partes do mundo, como Líbia, Nicarágua e Afeganistão.

A canção também retrata de forma incisiva a sociedade midiatizada e espetacularizada. Produzida por Giorgio Moroder — ícone da música eletcrónica e de filmes de ficção científica —, Love Missile F1-11 incorpora samples de filmes, sons de explosão e efeitos de videojogos, antecipando a cultura digital e o remix como nova linguagem artística. Melhor som aqui

Essa colagem sonora e imagética reforça a crítica à indústria cultural, no sentido proposto por Adorno e Horkheimer: a guerra e a violência transformam-se em mercadorias. Tudo se converte em entretenimento — inclusive o medo da destruição nuclear.

A música não denuncia de forma direta; ao contrário, imita o discurso da propaganda militar e publicitária para expor seu absurdo. O refrão repetitivo “Shoot it up” soa como um jargão tanto da guerra quanto do consumo: atire, compre, consuma, destrua.

Lançada em 1986, Love Missile F1-11 surgiu no auge do rearmamento nuclear e da retórica anticomunista de Ronald Reagan e Margaret Thatcher. O título faz referência direta ao F-111, um bombardeiro estratégico americano utilizado na Guerra do Vietname e em ataques aéreos subsequentes — símbolo máximo do poder tecnológico dos Estados Unidos.

Ao misturar esse ícone da guerra com uma “mensagem de amor”, a banda ridiculariza o discurso belicista e a estética militarizada. O que deveria ser um símbolo de dominação transforma-se em paródia pop — um espelho distorcido da própria cultura que o produziu.

quarta-feira, 23 de julho de 2025

A China criticou hoje a decisão dos Estados Unidos de abandonarem a UNESCO, considerando-a indigna de “um país grande e responsável”

A China criticou hoje a decisão dos Estados Unidos de abandonarem a UNESCO, considerando-a indigna de “um país grande e responsável”, e pediu um compromisso com o multilateralismo e os princípios da Carta das Nações Unidas. 

“Os Estados Unidos têm acumulado, há muito tempo, pagamentos em atraso das suas contribuições como membro da UNESCO”, afirmou o porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros chinês Guo Jiakun, lamentando o novo anúncio de retirada feito por Washington esta semana.

“A China sempre apoiou firmemente o trabalho da UNESCO”, sublinhou Guo, destacando a missão da organização em “promover a cooperação internacional em educação, ciência e cultura, fortalecer o entendimento entre civilizações e salvaguardar a paz mundial”.

Wu Yan é o membro chinês do Conselho Executivo da UNESCO (2021-2025). É Vice-Ministro da Educação da China.

No contexto das comemorações do 80.º aniversário da fundação das Nações Unidas, o diplomata apelou a todos os países para que “reafirmem o seu compromisso com o multilateralismo” e apoiem um sistema internacional com a ONU no centro, “baseado no direito internacional e nos princípios da Carta das Nações Unidas”.

A República Popular da China é membro da UNESCO desde 1971, ano da sua entrada na ONU, e ocupa atualmente um assento no Conselho Executivo da agência (2021–2025).

Nos últimos anos, a China tornou-se um dos principais contribuintes financeiros da UNESCO e acolhe vários centros ligados à organização, nas áreas da educação, património e ciência.

Mas já veio críticas dos EUA. Washington serviu de proteção contra os esforços da China para utilizar a UNESCO para influenciar a educação, as designações históricas e até a inteligência artificial.

A China tem sido acusada de perseguir vários grupos étnicos, religiosos e políticos. Um dos casos mais notórios e internacionalmente denunciados é o da perseguição aos uígures, um povo de maioria muçulmana que habita a região de Xinjiang, no noroeste da China.

Perseguição aos Uígures:
  1. Religião e Cultura: Os uígures são de origem túrquica e seguem predominantemente o Islão. A China tem restringido práticas religiosas, culturais e linguísticas desse povo.
  2. Campos de "reeducação": Estima-se que mais de um milhão de uígures foram detidos em campos que o governo chinês chama de "centros de reeducação", mas que têm sido denunciados por abusos, tortura e doutrinação política.
  3. Vigilância em massa: Há uso extensivo de tecnologia para controlar a população uígur, incluindo reconhecimento facial, controle de dados e presença policial constante.
  4. Trabalho forçado e esterilizações forçadas: Existem denúncias de uso de trabalho forçado e práticas de controle de natalidade que podem configurar crimes contra a humanidade.
Além dos uígures, a China também é acusada de repressão a outros grupos:

Outros grupos perseguidos:
  1. Tibetanos: Sofrem repressão cultural e religiosa desde a ocupação do Tibete pela China em 1950. O budismo tibetano é alvo de controle estatal.
  2. Cristãos: Igrejas não registradas são frequentemente alvo de demolições, prisões de fiéis e censura.
  3. Praticantes do Falun Gong: Um grupo espiritual que é fortemente perseguido desde 1999, com relatos de prisões arbitrárias e até extração forçada de órgãos.
  4. Ativistas e dissidentes: Defensores dos direitos humanos, jornalistas e advogados são frequentemente presos ou silenciados.

terça-feira, 22 de julho de 2025

Trump decide EUA a saída da UNESCO dois anos após regresso à organização por "sentimento anti-Israel dentro da organização" e "ideologia de género"


Os Estados Unidos anunciaram esta terça-feira a saída da Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (UNESCO), dois anos após o regresso, alegando o que considera ser o pendor anti-Israel desta estrutura da ONU.

A diretora-geral da UNESCO, Audrey Azoulay, reagiu de imediato, dizendo que "lamenta profundamente" a decisão do Presidente norte-americano, mas reconhecendo que o anúncio era esperado.

A decisão da Casa Branca foi conhecida esta terça-feira, através de uma declaração da porta-voz adjunta da Casa Branca, Anna Kelly, citada pelo jornal The New York Post: "O Presidente Trump decidiu retirar os Estados Unidos da UNESCO, por apoiar causas culturais e sociais totalmente fora de sintonia com as políticas votadas pelos americanos em novembro", nas eleições presidenciais.

A decisão vai entrar em vigor no final de dezembro de 2026, noticiou a agência Associated Press (AP).

Esta é a terceira vez que os Estados Unidos abandonam a UNESCO, com sede em Paris, e a segunda numa administração Trump.

Em 2017, durante o primeiro mandato de Donald Trump, a saída da UNESCO foi justificada pelo alegado preconceito anti-Israel da organização. A decisão entrou em vigor um ano depois.

Em 2023, os Estados Unidos regressaram à UNESCO, após a administração do ex-presidente Joe Biden ter solicitado o reingresso.

No passado mês de fevereiro, Trump ordenou uma revisão da presença na UNESCO, pedindo especial atenção a qualquer manifestação de "antissemitismo ou sentimento anti-Israel dentro da organização."

De acordo com fontes da Casa Branca, citadas hoje pela imprensa norte-americana, nos últimos meses foram avaliadas as políticas de diversidade, equidade e inclusão da UNESCO, assim como "o seu pendor pró-Palestina e pró-China".

Em causa estão decisões da UNESCO como a classificação de "Património Mundial da Palestina", em sítios que a administração Trump alega serem judeus, e o uso da palavra "ocupação" para os territórios palestinianos ocupados por Israel, segundo as resoluções das Nações Unidas.

A Casa Branca de Trump também critica em particular a iniciativa “Transforming MEN’talities”, que visa abordar questões de género, promover a inclusão e trabalhar normas sociais que sustentam preconceitos.

Esta iniciativa acompanhou no ano passado a campanha do Dia Internacional para a Eliminação da Violência contra a Mulher e publicou relatórios sobre a igualdade de género na Índia, os videojogos e o modo como estes podem promover inclusão.

“Não se trata apenas de controlar os impactos negativos dos videojogos, mas também de contar com eles para abordar estereótipos socioculturais e incentivar comportamentos positivos e antidiscriminatórios”, afirmou na altura a diretora-geral adjunta para as Ciências Sociais e Humanas da UNESCO, Gabriela Ramos.

Os Estados Unidos saíram pela primeira vez da UNESCO em 1983, durante a presidência de Ronald Reagan, alegando que a organização era mal gerida, corrupta e utilizada para promover os interesses da União Soviética.

O regresso à UNESCO aconteceu em 2003, durante a presidência de George W. Bush.

Minha reflexão
Entretanto o Governo criminoso de Israel continua o genocídio da população palestiniana seja há fome, sede ou assassinados nas filas de busca de comida.
E a Comunidade Internacional continua a compactuar com as atrocidades do Governo criminoso numa postura vergonhosa. Fonte

quinta-feira, 25 de julho de 2019

Decade of Fire



Decade of Fire é um documentário lançado em 2019, dirigido por Gretchen Hildebran e Vivian Vázquez Irizarry. O filme explora a onda de incêndios criminosos e negligência institucional que devastaram o bairro do Bronx, em Nova Iorque, durante a década de 1970.

Há cinquenta anos, o South Bronx estava em chamas. Muitos americanos, observando a crise de fora, achavam que a melhor solução para livrar a cidade da praga urbana era "deixar arder". Para as pessoas que lá viviam e tinham sofrido décadas de racismo sistémico que levaram aos incêndios, a tragédia foi dupla. Não só os seus outrora orgulhosos bairros miscigenados foram violentamente destruídos, como o resto da cidade (e do país) não pareceu importar-se. E, de alguma forma, no meio desta crise contínua, os quartéis de bombeiros estavam a fechar. Este documentário habilmente elaborado analisa a história através dos olhos das pessoas que viveram no South Bronx durante os incêndios e que continuam a viver lá e a trabalhar para proteger a sua comunidade. Fazendo um excelente uso das imagens de arquivo, o filme fornece também informações contextuais, ao traçar a história urbana da área, desde a discriminação racial até à atual ameaça de gentrificação.

Resumo do conteúdo:
Contexto histórico: O Bronx enfrentava pobreza extrema, racismo sistémico, e cortes de verbas públicas. Ao longo dos anos 70, mais de 80% da habitação no sul do Bronx foi destruída por incêndios.

Causas dos incêndios:
Proprietários incendiavam os prédios por dinheiro do seguro.
A cidade cortava serviços de bombeiros e manutenção.
Políticas habitacionais discriminatórias.

Narrativa pessoal: Vivian Vázquez Irizarry, uma das realizadoras, cresceu no Bronx e narra o filme, oferecendo uma perspetiva pessoal e comunitária da tragédia.

Mensagem principal: O documentário denuncia como o governo e os media culparam os residentes — em grande parte afro-americanos e latinos — pela destruição, ignorando os verdadeiros fatores estruturais e raciais.

Temas abordados:
Racismo ambiental e estrutural
Negligência urbana
Gentrificação
Resistência comunitária

Reconhecimento:
O filme foi bem recebido pela crítica e exibido em vários festivais. É também usado em contextos educativos e comunitários para discutir justiça social e habitacional.

Site oficial
Decade of Fire

sábado, 9 de julho de 2011

Música do BioTerra: The Clash- Complete Control


The Clash- Complete Control

The Clash - Oficial
The Clash- Youtube
"Better the occasional fault of a government that lives in a spirit of charity, than the consistent omissions of a government frozen in the ice of its own indifference" -- FDR, 1940.

Dear American Middle Class:
There is an insidious fantasy afoot in this country that you, the middle class, somehow do not have the right to make the government further your ends.
You do not need statistics or fancy analysis to know that you struggle just to maintain your standard of living, to educate your children, to afford decent healthcare and to enjoy a dignified retirement. You know from experience how that struggle was made far more difficult by the disastrous Bush administration, and the challenge it has been first to halt, then stabilize, and then slowly reverse that trend.
For nearly 40 years the right-wing has told you that it is illegitimate for you to use government to ease your struggles and improve your lives. You have been told that taxing the wealthy, or regulating industries and markets, threatens your job, and that you have no right to do it. You have been told that America can only have limited, small government and that any suggestion to extend its activities into any other sphere of economic activity is illegitimate. You have been told that taxing the top 1% of estates is a "death tax". You have been told that regulating industry to ensure safety of the air you breathe, the water you drink, the food you eat, your children's toys, the cars you drive, the buildings you live and work in, the drugs you are prescribed, and so forth, kill jobs, and that you have no right to do it. You have been told that the government providing a secure old-age pension, medical care when you become elderly, medical care for veterans and the poor, and nursing-home care when you need it are "foreign", "socialist", "european" policies alien to America's traditions. You have even been told that the First Lady championing obesity prevention is the "nanny state".
Yet, the very same people who have been telling you all that have used that very same government to transfer enormous wealth to themselves, to design trade deals that undermine your wages, to subsidize themselves for shipping your jobs overseas, to eliminate regulations that had prevented major financial collapses for half a century, to cut their own taxes, to establish loopholes that allow enormously profitable corporations to escape taxes, to delay or stop enforcing regulations, to reduce competition by approving mergers of gigantic corporations, to eliminate city and county elected officials, to abrogate contracts, and so forth. They have also enlarged the scope of government intervention in your private lives, telling women what they can and cannot do with their bodies, even forcing physicians to read scientifically false information to pregnant women.
They engaged in voter intimidation, invented stories about 'voter fraud', enacted measures making it more difficult to register to vote, and, for good measure, they captured the judiciary, having them overturn a century of precedent so that corporations can use unlimited resources to buy our elections. They have told you that corporations are amoral, existing only for their shareholders, and yet that they are persons that have to right to influence our elections.
When reality caught up with their fantasies and lies, and their system imploded, did they depend on the rugged individualism they insist you rely upon regardless of the consequences to you and your family to dig themselves out of the mess they created? Of course not! They rushed on bended Armani-suited knees to the same government they tell you that you cannot use to shore up your security or improve your lives, to bailout their jobs, their enterprises, and to do it with your money. They then used this period of enormous insecurity to consolidate their power even further, and to make you pay for the calamity they visited upon you.
The right-wing strategy is clear. Weaken the middle class, destroy your organizing ability, intimidate and disenfranchise voters, and, most insidiously, convince you that it is wrong and illegitimate even to attempt to use your one strength - numbers - to make government work for you.
Don't buy it.
You, the American middle class, have just as much right to take the reins of power and make government work for your interests as the right-wing has so successfully done for theirs. There is nothing wrong, foreign, un-American or illegitimate about it.
Indeed, it is perfectly right. It is what our system of government was designed to do. Listen to the reasons the Founders fashioned the Constitution: "to establish justice", "to provide for a common defense", "to promote the general welfare", from the Preamble to the Constitution.
Here are some things you can have government do for you to make life better for yourselves, your children and your grandchildren. Donate your time and money to, and vote ONLY for, people who will:
1. Raise tax revenues from the wealthy to reduce debt, invest in the future;
2. Make corporations pay their fair share of taxes;
3. End loopholes that subsidize shipping jobs overseas;
4. Cut spending: create jobs, reduce healthcare inflation, reduce military spending.
5. Preserve social security;
6. Support a public option and/or medicare-for-all for healthcare;
7. Maintain Medicare as a guaranteed benefit for the elderly;
8. Invest in clean, domestically-produced energy;
9. Invest in upgrading/modernizing roads, bridges, rail, electric grid, and so forth;
10. Support a Constitutional Amendment declaring corporations are not people, and money is not speech;
11. Impose increasingly higher percentage capital requirements on banks as they become larger;
12. Impose a financial transactions' tax;
13. Invest in your children;
14. Preserve and enlarge our National Parks, "America's greatest idea".
You have every right to do this. And, more. You can follow Donald Trump's idea to tax accumulated wealth over $10M, and reduce the national debt that is causing so much apoplexy by 50% in a single stroke.
But, how?
First, and most importantly, you need to exorcise any vestige of doubt that you have the absolute right to do this. It is in the Constitution. There is nothing illegitimate, nothing wrong, nothing un-American, nothing foreign, nothing mean-spirited, in asserting your rights and power. You are not a wimp, a wuss, or a weakling for doing it. In fact, you are all of those if you do not. Anyone would do the same for their family.
Second, ignore any claims or suggestions that you have no such right. Do not waste your mental or emotional energies defending your right to make the government work for you.
Third, when they tell you that "it is not really in your interests" to do something that seems, logically, in your interests, ignore them. They are not in the least interested in you. Never forget the words of Republican Governor Arnold Schwarzeneggar:
"Does anyone really believe that these companies, out of the goodness of their black oil hearts, are spending millions and millions of dollars to protect jobs?...They are blatantly trying to manipulate the will of the people and the public good... Their motivation is self-serving greed".
This same concept applies to insurance companies that oppose the public option (or medicare-for-all), manufacturing companies that support subsidizing moving jobs overseas, or the maintenance of tax havens, and so forth. Fourth, when you are bombarded with "information" purporting to predict indirect consequences, just support direct, straightforward actions that will help you. Remember, Ronald Reagan predictions about the dire future for America under Medicare:
The doctor begins to lose freedom... So a doctor decides he wants to practice in one town and the government has to say to him, you can't live in that town. You have to go someplace else. And from here it's only a short step to dictating where he will go... All of us can see what happens once you establish the precedent that the government can determine a man's working place and his working methods, determine his employment. From here it's a short step to all the rest of socialism, to determining his pay. And pretty soon your son won't decide, when he's in school, where he will go or what he will do for a living. He will wait for the government to tell him where he will go to work and what he will do.
For example, Medicare is a direct, straightforward program -- if you are over 65, you are guaranteed health care. Period. End of story. The American people ignored Ronald Reagan's nonsense about indirect consequences, had Medicare enacted and have enjoyed its benefits ever since. [Years later, Reagan denied opposing Medicare].
Same with social security. It is a guaranteed payment. When you reach retirement age, you get it.
Raising taxes on the wealthy increases revenues to the government, reduces deficits, enables investments. Direct, straightforward. If they try to skirt the law, nail them.
Investing in clean, domestically produced energy means people have to be employed to produce it, here at home. No overseas nonsense. Right here, in your America. And, if they tell you that if you scrap oil subsidies, you have to get rid of the others, you answer: "when solar, wind, biofuels, wave-generated electricity have had subsidies for 75 years like the oil companies have had, come talk to us".
Fifth, when they tell you that "government doesn't know how to do X or Y", say, "sure, government makes mistakes, but so does every other human institution, and at least it is trying to help the middle class". Consider your situation for the last several decades. Government that supported your interests was mercilessly attacked. The only reason your air is clean, or water remains pure, or drugs remain safe and effective, or food is safe, is that regulations and agencies already on the books were not so readily dislodged. And, the government spawned the internet, contained the bird flu, pushed the frontiers of science forward in multiple fields that spawned innovation.
But, with the war on your right to have government fulfill your interests, your income remained stagnant, or you lost your job. Healthcare costs skyrocketed, and you may have been denied coverage. The value of your home, your major asset, evaporated -- assuming you are still in it. Your retirement funds, other than social security, were wiped out. As the character Elaine said in response to Seinfeld's comment that getting married would be a big change for her, "Jerry, it's 2:30 in the morning, I'm at a cock fight. What am I hanging on to?".
Lastly, recognize that you are all in this together, that your strength is in numbers. Do not let them pit one group against another. Small farmers and urban workers, shopkeepers and public employees, your interests are aligned. When Scott Walker (R-WI) lies to you that public employees' salaries or benefits are higher than yours, do not even bother refuting it -- instead, join together to increase yours.
You have every right to make government work for you. Do it.

domingo, 21 de novembro de 2010

Kiem -The Moneyman

"Não estimes o dinheiro nem mais, nem menos do que ele vale: é um bom servidor e um péssimo amo."~ Alexandre Dumas


Here comes the moneyman 
Moneyman, number one 
Here comes the moneyman

© ANDY SINCLAIR
A canção "The Moneyman", lançada em 1987 pelo grupo holandês Kiem, funciona como uma sátira feroz ao consumismo desenfreado e à ética corporativa que dominava os anos 80. O texto da música constrói a figura de um personagem quase mítico e desumanizado, o "homem do dinheiro", que atua como o mestre de marionetas de uma sociedade obcecada pelo lucro e pelo status. Através de uma sonoridade mecânica e industrial, a banda descreve um mundo onde os sentimentos e a criatividade são suprimidos em favor da acumulação de capital, transformando o sucesso financeiro na única métrica de valor humano.

A ironia central da obra reside no facto de ser uma música extremamente dançante, com uma batida hipnótica e sintetizadores marcantes, que esconde uma mensagem profundamente cínica. Ao utilizar sons de metais percutidos — uma herança das raízes industriais da banda em Roterdão — o Kiem cria uma atmosfera que remete para uma linha de montagem, sugerindo que o capitalismo transformou a própria existência numa produção em série. Assim, a letra não é apenas um retrato do yuppie da época, mas um aviso sobre a alienação provocada pelo poder, onde o "Moneyman" não é apenas uma pessoa, mas um sistema que tudo compra, tudo vende e tudo consome, reduzindo a experiência humana a uma simples transação comercial.