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quarta-feira, 25 de fevereiro de 2026

Documentário: Beautiful Noise


Direção e Produção
O filme foi realizado (dirigido) por Eric Green. Levou quase uma década para ser concluído, dependendo fortemente de uma campanha bem-sucedida no Kickstarter para conseguir licenciar a vasta quantidade de músicas icônicas presentes na trilha sonora.

Bandas em Destaque
O documentário foca no "triunvirato" sagrado da gravadora Creation Records e da 4AD, explorando como elas moldaram o som da época:
  1. My Bloody Valentine: O foco na genialidade (e perfeccionismo) de Kevin Shields.
  2. The Jesus and Mary Chain: A transição do ruído punk para as melodias pop.
  3. Cocteau Twins: A influência da voz de Elizabeth Fraser e das texturas de Robin Guthrie.
Entrevistas e Participações
Um dos grandes méritos de Eric Green foi reunir tanto os arquitetos do som original quanto os artistas que foram influenciados por eles.

Os protagonistas:
Kevin Shields (My Bloody Valentine)
Jim Reid (The Jesus and Mary Chain)
Robin Guthrie (Cocteau Twins)
Emma Anderson & Miki Berenyi (Lush)
Neil Halstead & Rachel Goswell (Slowdive)
Mark Gardener & Andy Bell (Ride)

Os admiradores (influenciados):
Robert Smith (The Cure)
Billy Corgan (The Smashing Pumpkins)
Trent Reznor (Nine Inch Nails)
Wayne Coyne (The Flaming Lips)
Bobby Gillespie (Primal Scream)

O que o documentário aborda?
O filme não é apenas uma lista de bandas; ele narra a evolução tecnológica e artística de como o ruído (noise) se tornou algo belo (beautiful).

Ele explora o uso de pedais de efeito, a técnica de "glide guitar" de Kevin Shields e como essas bandas foram inicialmente ridicularizadas pela imprensa britânica (que cunhou o termo "Shoegazing" de forma pejorativa) antes de se tornarem cultuadas mundialmente.

Destaque: O documentário é rico em imagens raras de arquivo de concertos em clubes pequenos e bastidores de gravações lendárias.

quarta-feira, 26 de novembro de 2025

André Ventura, mentiroso e racista

André Ventura, mentiroso e racista. Criou um vídeo da IA, dizendo que ocorreu maus-tratos de um cavalo em Portugal, por parte dos ciganos. É falso!

Verdade dos Factos
O vídeo é antigo e passa-se no Egipto
2º  Uma imagem desse vídeo (captura de ecrã) é mostrado num crowdfunding de uma cidadão belga, que registou o mesmo problema em Marrocos
O cavalo em questão é Montana, um magnífico garanhão árabe berbere puro-sangue! Nasceu em Marrocos há 12 anos e passou a maior parte da sua vida como cavalo de charrete.
Sabe como é a vida de um cavalo de charrete lá?
Bem, é simples: uma vida de sofrimento! Dia após dia, puxam cargas extremamente pesadas, transportando muitas vezes turistas inocentes que desconhecem o seu sofrimento! Do amanhecer ao anoitecer, puxam sob o calor intenso, sem comida nem água, porque os seus donos muitas vezes não têm condições para os alimentar! Um veterinário? Muito caro ou indisponível! Um ferrador? Qual a vantagem quando "sabe" como fazer você mesmo! Desparasitação, vacinas, osteopatia, etc. Longe de ser uma prioridade! Depois sofrem com os ferimentos causados ​​pelo atrito do arreio, pelas chicotadas e pelos golpes que recebem por já não se conseguirem mover para a frente…
Muitas vezes, desmaiam de exaustão, desidratação, fome e dor… Depois ou morrem, ou são vendidos nos souks. Montana teve a sorte de ser muitos outros... Caiu nas mãos de Manon e Brahim e foi parar ao estábulo Amazir Cheval, onde cuidaram dele como merecia.
Trataram-lhe das feridas, alimentaram-no, prestaram-lhe todos os cuidados necessários (veterinário, osteopata, dentista, nutricionista, ferrador, etc.) e, acima de tudo, muito amor!
E uma cidadã belga Céline Trullemans  recorreu ao crowdfunding para que Montana ficasse na Bélgica.

quinta-feira, 30 de março de 2023

O projeto português para construir (e doar) casas de bambu no Mianmar

Objetivo é doar casas a famílias deslocadas. Campanha de crowdfunding do projeto Housing Now irá decorrer até ao final de abril.


Housing Now é o nome do projeto de habitação social que pretende construir casas de baixo custo em bambu no Mianmar (Birmânia), para depois doá-las a famílias deslocadas que vivem em condições precárias. O arquiteto português António Duarte é um dos fundadores deste projeto, e acaba de lançar uma campanha de crowdfunding (recolha de donativos) para financiar a construção de dez casas de baixo custo nesta região.

“Após o golpe militar de fevereiro [do ano passado] no Mianmar, mais 400.000 pessoas fugiram das suas casas e estão atualmente deslocadas internamente no país (...) Uma grande percentagem da população não tem acesso a uma habitação digna (...)”, lê-se na descrição do crowdfunding do Housing Now, um projeto do atelier de design Blue Temple.

O objetivo, segundo explica António Duarte ao P3, é angariar 15.000 euros para construir dez casas de bambu para deslocados, na região de Pago. “Por cada 1500 euros doados, nós construímos uma casa”, disse em entrevista à publicação.


“O financiamento recebido cobrirá os custos de construção, expedição e montagem das casas doadas no local; contratação de assistentes sociais locais que ajudarão na implementação do projeto, trabalhando em estreita colaboração com cada família”, explicam ainda na página de angariação de donativos. Além disso, uma pequena parte do lucro gerado “será usado para levar o projeto à próxima etapa do seu desenvolvimento, que será a produção em larga escala”.

Casas pré-fabricadas de bambu
Porquê o bambu? O objetivo será usar um recurso “abundante e pouco explorado”. “O bambu pode ser encontrado em grandes quantidades no mercado local, mas não é usado na construção”, referem.

O processo de construção será híbrido, ou seja, partes da casa são pré-fabricadas e transportáveis, enquanto outras são montadas no local trabalhando em conjunto com as comunidades locais.

Depois, e de acordo com as necessidades de cada família, o tamanho da casa pode variar ao longo do tempo, sendo também facilmente desmontável e transportada para outro local no futuro.

terça-feira, 24 de novembro de 2020

Incêndios causam 200 milhões de euros de prejuízos anuais

Fonte: aqui

Portugal estava ainda assarapantado com a tragédia que matara, em junho, 66 pessoas em Pedrógão Grande, quando, a 15 de outubro de 2017, o fogo levou mais 50 vidas. Na zona Centro, as labaredas consumiram sete manchas de mato com mais de 10.000 hectares (ha) e causaram o maior incêndio de que há memória no País: na Lousã, arderam 45.500 ha de terreno. Entre as 10h do dia 15 e as 4h do dia 16 ocorreu ali a maior tempestade de fogo da Europa e maior do Mundo, em 2017.

A Comissão Técnica Independente haveria de concluir que, apesar da conjungação terrível e nada usual de fatores metereológicos, falhara a capacidade de "previsão e programação" para "minimizar a extensão" do fogo. Estavam reunidas as condições para mais uma discussão sobre as causas e consequências dos incêndios, sobre o modo como fazemos a prevenção dos fogos, enfim, sobre a capacidade do "sistema" para combater tamanhas tragédias. Uma coisa parece certa: uma vez que os fogo consomem, em média e desde 2010, mais de 136.000 ha de terreno por ano, causando prejuízos anuais a rondar os 200 milhões de euros, toda a prevenção é necessária.

Redes que ajudam

Como prevenir melhor os fogos para termos uma floresta mais sutentável é o tema do debate que o JN, DN e TSF promovem esta quarta-feira, numa parceria com a Tabaqueira. No centro da discussão estará o poder das redes sociais como instrumento de sensibilização para alcançar tal objetivo.

Paulo Fernandes, professor da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD), não tem dúvidas. "As redes sociais são um instrumento poderoso. Há muitos grupos, com interesses poderosos, que criam páginas nas redes para atirar todas as culpara aos incêndios. Combatê-los nesse mesmo campo, explicando devidamente as causas e consequências dos fogos, é serviço público".

Abílio Pacheco, docente na Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto (FEUP), concorda. "Vejo duas ´áreas em que o recurso às redes sociais é decisivo: alteração de comportamentos e capacidade para subsidiar projetos interessantes, como os desenvolvidos pela associação Montis .

Alterar comportamentos

A prevenção, acrescenta o docente da FEUP, "tem duas componentes fundamentais: a gestão do material combustível e a quantidade de ignições. É possível pensar em sistemas de crowdfunding para ajudar as pessoas a gerir melhor o combustível. Mas, sobretudo, as redes podem ser determinantes na alteração de comportamentos. Não podemos esquecer que 98% dos fogos resultam da ação humana".

O Relatório de Atividades de 2019 da Agência para a Gestão Integrada de Fogos Rurais (AGIF) elenca os meios usados na campanha "Portugal Chama": os meios digitais conseguiram pouco mais de 35 mil visualizações, o que, de acordo com os especialistas ouvidos pelo DN, é "manifestamente pouco". "É fundamental refazer e reforçar as mensagens nos meios digitais", indicam os especialistas

sábado, 26 de outubro de 2019

Canadians just crowdfunded $3 million to buy pristine land and save it from development


Sometimes the monstrous machine of industry and corporate greed can feel like too much for us as individuals to battle. But a bunch of Canadian citizens has just shown what a committed band of individuals can do.

In the first crowdfunding effort of its kind, Canadians have raised $3 million to purchase a stretch of coastal wilderness in British Columbia to save it from development. The 2,000 acres (800 hectares) of pristine coastline in the Princess Louisa Inlet on British Columbia's Sunshine Coast are virtually untouched. The land includes a fjord, the top rim of which branches into high alpine snow pack forming multiple dramatic waterfalls that run down the rock.

Crowdfunding efforts were organized by B.C. Parks Foundation, a non-profit group whose mission is to protect natural landscapes in the province. The foundation's CEO Andrew Day told the CBC that the land, which is being sold by a private owner, had some interest from logging companies and developers. So people stepped up to stop that from happening. 

And it wasn't just a handful of rich donors who pooled their money—scores of average Canadians offered what they could to the fundraising effort.

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