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domingo, 15 de fevereiro de 2026

Vivaldi - "Apri le luci, e mira" por Roberta Mameli


"Apri le luci, e mira" é uma ária da ópera Catone in Utica (RV 705), composta por António Vivaldi com libreto de Pietro Metastasio. A ária aparece no Ato I, Cena 9 ou 10, dependendo da edição, e é frequentemente interpretada por sopranos, como Roberta Mameli, ou contra-tenores.

Mais informações aqui

Apri le luci

Apri le luci e mira
Il mio costante affetto
Per te il mio cor sospira
Per te il mio cor sospira, sospira
E non l'inten...
Intendi ancor

Apri le luci e mira
E mira il mio costante affetto
E mira il mio costante affetto
Per te il mio cor sospira
Per te il mio cor sospira
Costa...ante
Costa...ante

Apri le luci e mira
Il mio costante affetto
Per te il mio cor sospira
E non l'intendi ancor
E non l'intendi ancor

E in tacita favella
Co' soli miei sospiri
Ti scopro, oh Dio, la bella
Fia...amma che m'arde il cor

Ti scopro, oh Dio
La bella bella fia...amma
Oh Dio, co' miei sospiri
La bella bella fiamma
Che m'arde, m'arde il cor
Che m'arde, che m'arde il cor

Apri le luci
Apri le luci e mira
Il mio costante affetto
Per te il mio cor sospira
Per te il mio cor sospira, sospira
E non l'inten... intendi ancor

Apri le luci e mira
E mira il mio costante affetto
E mira il mio costante affetto
Per te il mio cor sospira
Per te il mio cor sospira
Costa...ante
Costa...ante

Apri le luci e mira
Il mio costante affetto
Per te il mio cor sospira
E non l'intendi ancor
E non l'intendi ancor

O Enredo e a Personagem
A ária é cantada por Arbace, o Príncipe da Numídia. Ele está profundamente apaixonado por Marzia, a filha de Catão (Cato), o Jovem. O conflito central da cena reside na lealdade dividida e no amor não correspondido:

A Situação: Arbace é um aliado fiel de Catão contra Júlio César. No entanto, Marzia, por quem ele é devoto, está secretamente apaixonada pelo inimigo de seu pai, César.

O Momento: A ária ocorre após um confronto onde Arbace tenta expressar os seus sentimentos ou a sua fidelidade, enfrentando a frieza ou a agitação de Marzia.

O Significado do Texto
O título traduz-se como "Abre os olhos e olha".

Apelo Emocional: Arbace pede a Marzia que olhe para ele e reconheça o sofrimento e a sinceridade do seu amor.

Contraste Dramático: A letra evoca a imagem de alguém que está a "morrer" de amor ou lealdade, implorando por um único gesto de compaixão ou reconhecimento antes do destino trágico que a guerra civil romana impõe a todos.

Características Musicais
Como é típico de Vivaldi, a música reflete o estado psicológico da personagem:

Estilo: é uma ária que mistura o virtuosismo técnico do barroco com uma linha melódica expressiva, destinada a mostrar a nobreza e a agonia de Arbace.

Instrumentação: o acompanhamento de cordas é vibrante, sublinhando a urgência do pedido "Apri le luci" (abre os olhos).

domingo, 7 de abril de 2024

Centenário da 1.ª Viagem Aérea Portugal-Macau


Sarmento de Beires seria preso em 1933 e condenado a sete anos de desterro em 1934, com perda dos direitos cívicos por dez anos.
A prisão no Aljube coincide com a morte do seu companheiro de aventura Brito Pais, aos 49 anos, vítima de acidente aéreo. Foi impedido de comparecer no funeral e teve que assistir à passagem do cortejo fúnebre a partir da prisão.

terça-feira, 18 de julho de 2023

Música do BioTerra: The Mission - Garden of Delight

Studio Version

I see your dancing, laughing, naked
Sweet and pretty face
And the promise, burning brightly
In your crystal-shot eyes

Your savage, and violent flesh,
The cut that bleeds, the kiss that stings
We're shooting up stars and desperate snows
That fall from shimmering skies, So

Take my hand and lead me
To the Garden of Delight
Take my hand and lead me
To the Garden of Delight

Revelation is laid, and reflects
On the windswept liquid mirror
Of this breathless world, this Happy Death
This elegance in charm

The treasured first fleeting touch of a gracious stranger
In-charmed me and entranced me
I know you can do me no harm, so

We're playing with fire, dancing in the flames
And we're covered in burns that may never heal
And angels may come, and angels may go
But it's heaven on earth when you

Live version

Biografia
The Mission

Página Oficial
The Mission

Youtube
The Mission

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2023

Praias tunisinas estão a encolher. Porquê?



No Magrebe (Marrocos, Tunísia, Argélia e Líbia), a Tunísia regista as taxas de erosão mais elevadas das últimas três décadas, com uma média de quase 70cm por ano, admite o Banco Mundial. Pelo menos 85% da população da Tunísia, com mais de 12 milhões de habitantes, vive junto à costa, o que faz com que o país seja desproporcionadamente afetado pela erosão costeira. A subida do nível do mar, causada principalmente pelo derretimento global do gelo induzido pelo aquecimento e pelo aumento da temperatura da água, é um dos principais culpados da erosão costeira.

Com a erosão das praias tunisinas, os pescadores da cidade costeira de Ghannouch dizem que os seus barcos e redes são cada vez mais danificados pelas rochas o que faz o seu rendimento sofrer quebras de 20% em relação a anos anteriores. O sobredesenvolvimento imobiliário nas praias e a destruição de defesas naturais como as dunas estão a duplicar o efeito da subida do nível do mar.

A aceleração das alterações climáticas trouxe também um aumento das temperaturas, agravando a seca na Tunísia. Juntamente com a subida do nível do mar, isto está a prejudicar não só o sector pesqueiro do país, mas também a sua agricultura e turismo.

80% da areia costeira da Tunísia vem do interior, segundo Gil Mahé, director de investigação do laboratório de hidrociências da Universidade Francesa de Montpellier, atualmente a trabalhar no INSTM na Tunísia. "As barragens... [são] o grande impacto que aumenta a vulnerabilidade das costas arenosas à erosão", diz ele. Três anos de seca deixaram muitas das 37 barragens do país esgotadas ou vazias, e levaram o governo a subir os preços da água da torneira para as famílias e empresas. O país está a investir na construção de mais barragens para tentar armazenar tanta água doce quanto possível.

A subida do nível do mar e o desaparecimento da areia prejudicaram gravemente os negócios de praia, tendo o turismo registado um grande declínio ao longo da última década. À medida que a erosão costeira se agrava, a água salgada move-se para o interior, arruinando áreas aráveis. Há já projetos em parceria com instituições internacionais como o Banco Mundial e o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento para reduzir a erosão através de soluções baseadas na natureza. Uma iniciativa instalou 0,9 km de vedações de retenção de areia e 1,1 km de frondes de palmeiras presas ao solo para reduzir o impacto das ondas numa praia de Djerba, onde a erosão costeira provocou fortes inundações de zonas húmidas.

A erosão costeira é um fenómeno há muito conhecido e documentado. Todos os anos chegam-nos notícias de que o mar ‘engoliu’ mais uma enorme fatia. Da Califórnia, à Carolina doNorte, da Florida, ao Rio deJaneiro, de Yorkshire a Ovar. Mas a ganância, a sede do lucro rápido, a especulação imobiliária, a corrupção têm impedido a tomada de medidas sérias para conter o problema.

Relacionados:

segunda-feira, 27 de abril de 2020

Bailado: Dido and Aeneas by Mark Morris Dance Group


Music: Henry Purcell 
Libretto: Nathum Tate

Dancers Dido & The Sorceress: Mark Morris 
Aeneas: Guillermo Resto 
Chorus: Mark Morris Dance Group

Singers Dido & The Sorceress: Jennifer Lane 
Aeneas: Russel Braun 
Chorus: Tafelmusik Chamber Choir

Cinematography: Barbara Willis Sweete

Youtube 

Site

Sobre a Ópera Dido e Eneias

domingo, 11 de junho de 2017

Sugestão de cinema para este Domingo: Bab'Aziz (2005)



Bab'Aziz: Le prince qui contemplait son âme (English: Bab'Aziz: The prince who contemplated his soul), often abbreviated to Bab'Aziz, is a 2005 film by Tunisian writer and director Nacer Khemir. It stars Parviz Shahinkhou, Maryam Hamid, Hossein Panahi, Nessim Khaloul, Mohamed Graïaa, Maryam Mohaid and Golshifteh Farahani. It was filmed in Iran and Tunisia. The film's complex and nonlinear narrative chiefly centers around the journey of a blind dervish, Bab'Aziz (Parviz Shahinkhou), and his granddaughter, Ishtar (Maryam Hamid), who — while traveling across the desert towards an immense Sufi gathering — encounter several strangers who relate the stories of their own mysterious and spiritual quests.


domingo, 21 de fevereiro de 2010

Ciência: Portugal bem colocado (7º) , bem à frente dos EUA e GB, de acordo com Science Metrix


Who will be the next science and technology (S&T) superpowers?

Want to know who will be economically stronger in the next decade or two? It will most likely be countries that have good emerging science and technology capabilities or what I call S&T bench strength.

Since it takes about a 5-15 or more years to take a scientific discovery and turn it into a commercial venture, we need to look at trends over several decades. Once upon a time, all you had to do was look to the US to find all the leading edge innovation in most industries. Not any more.

If we use the number of peer-reviewed academic scientific papers that are published annually as a proxy for S&T strength, then clearly the USA is still number one with about 250,000 -260,000 papers published per year. That's twice as much as China, who is in second spot with about 120,000 papers per year. Then we get a cluster of several nations at 50,000 to 60,000 paper such as Japan, the UK and Germany. The next cluster comes in a 30-35,000 paper range (ie France, Canada, India, Rep of Korea,historic FSU (ie Russia, Ukraine etc). Brazil rounds out the top ten at around 22,000 papers per year.

That list of academic titans correlates nicely with their relative economic strength.

But the gross numbers only tell half the story. If we look at growth rates over the last 30 years, we see a different picture.

Countries like US and Canada and even Europe as a whole, while high in gross total numbers have been fairly stagnant in growth over the past 30 years.

If we set the global average of the Growth Index (GI) at 1.0, then North America has a GI of 0.78 and Europe's GI is 0.95, less the 1.0 which is the global average.

Who are the S&T growth leaders in the past 30 years. You will be surprised. No it's no China.

  • Iran (GI = 14.4) (mostly nuclear research related)
  • Rep of Korea (GI= 9.8)
  • Turkey (GI=7.8)
  • Cyprus (GI=5.2)
  • Finally China (GI=5.1)
  • Oman (GI=4.8)
  • Portugal (GI=3.9)
  • Estonia (GI=3.4)
  • Tunisia (GI=3.2)

In contrast, the following are below world average growth.

  • Israel (GI=0.94)
  • UK (GI=0.86)
  • Canada (GI=0.82)
  • USA (GI = 0.77)

But then quantity may not always equate to quality (i.e frequency of science citations) and number of breakthroughs or milestone discoveries. A number of science watchers accuse China of doing alot of incremental copycat, me-to research.

There is also a distinct English language and western media bias to cover primarily western science and far less of a tendency to generally cover discoveries from around the world. So consequently, the politicians, business and the public doesn't have a clear view of the discoveries in other parts of the world, such as the Middle East or even countries from the former Soviet Union (FSU)

But in general, the moral of the story is: there's innovation and novel discovery all around the world and not just the USA any more.